MÉXICO - O avanço da mosca-varejeira-do-Novo-Mundo (Cochliomyia hominivorax) voltou a colocar autoridades sanitárias em alerta no México. Mais de 500 pessoas já foram infectadas no país desde o reaparecimento do parasita, cuja larva invade feridas e se alimenta de tecido vivo.
A evolução recente dos casos humanos foi analisada em um estudo publicado na revista científica Emerging Infectious Diseases. Os pesquisadores avaliaram 202 diagnósticos confirmados de miíase registrados entre abril de 2025 e março de 2026 e identificaram uma aceleração das ocorrências.
Durante 2025, a média ficou próxima de três novos casos por semana. Em 2026, o ritmo ultrapassou nove registros semanais.
Dos pacientes incluídos na pesquisa, seis morreram. A infestação foi apontada como causa direta de uma das mortes. Nos outros cinco casos, havia doenças ou complicações graves associadas, entre elas câncer, encefalite, insuficiência respiratória e choque séptico.
Como ocorre a infestação
A miíase começa quando a fêmea da mosca deposita centenas de ovos em ferimentos, áreas inflamadas, mucosas ou orifícios naturais de animais de sangue quente, inclusive seres humanos.
A eclosão pode ocorrer em aproximadamente 24 horas. A partir daí, as larvas passam a consumir tecido vivo e ampliam progressivamente a lesão.
Quando não há tratamento, a invasão pode alcançar estruturas mais profundas, como músculos, cartilagens e ossos. Dependendo da localização da ferida, até o crânio pode ser atingido. Infecções secundárias, sepse e sequelas permanentes estão entre as possíveis complicações.
A retirada das larvas e o atendimento médico precoce são fundamentais para impedir a progressão do quadro.
Homens e idosos concentram os casos
O perfil dos 202 pacientes estudados mostrou predominância masculina. Foram 145 homens, o equivalente a 72% do total.
As idades variaram de 12 a 93 anos, com média de 61 anos. Cerca de 77% das pessoas diagnosticadas tinham pelo menos uma condição de saúde preexistente. Diabetes, alcoolismo, câncer e doenças dermatológicas estavam entre as mais frequentes.
Pernas e pés concentraram 55% das infestações. Também houve registros na cabeça e no pescoço, inclusive em nariz, boca e olhos, além de braços, tronco, orelhas, órgãos genitais e cavidade abdominal.
Ainda não há uma explicação definitiva para a maior proporção de homens entre os infectados. Os pesquisadores consideram fatores como exposição profissional, atividades realizadas ao ar livre, contato com animais, presença de feridas sem tratamento e demora na procura por assistência médica.
Retorno da mosca acompanha surto entre animais
O México havia declarado a erradicação da mosca-varejeira-do-Novo-Mundo em 2003. O Panamá anunciou o mesmo resultado em 2006 e manteve durante anos uma barreira biológica na região de Darién, próxima à fronteira com a Colômbia.
Essa contenção foi rompida em 2022. Dois anos depois, o México voltou a identificar o parasita em animais.
Desde então, a disseminação se intensificou. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam mais de 36 mil infestações em animais no território mexicano. Em 5 de agosto, quase 2 mil casos permaneciam ativos.
Considerando também outros países da América Central, estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam cerca de 2.360 infecções humanas.
Os locais onde surgem casos em pessoas coincidem, em grande parte, com as áreas onde animais também estão sendo afetados. Para os autores do estudo, essa relação reforça a necessidade de ações integradas entre os setores responsáveis pela saúde humana, veterinária, agricultura e vida selvagem.
“A coordenação entre os setores de saúde humana, saúde animal, vida selvagem e agricultura será essencial para orientar as medidas de prevenção e controle”, afirmam os pesquisadores.
Entre as medidas defendidas estão a ampliação da vigilância, a capacitação dos serviços de saúde para identificar rapidamente a doença, o controle do transporte de animais e ações contra a proliferação da mosca antes que novas regiões sejam atingidas.
Estados Unidos registram casos em animais
A expansão recente também chegou aos Estados Unidos. Em junho de 2026, o Texas registrou os primeiros casos em animais relacionados à atual onda de disseminação. Desde então, o USDA contabilizou 45 ocorrências no país.
Até agora, não há registro de transmissão humana nos Estados Unidos relacionada diretamente a esse ressurgimento. Casos de miíase já foram identificados, porém, em pessoas que viajaram para a América Central e outras regiões onde a mosca continua presente.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - São Carlos apresenta uma redução expressiva nos casos confirmados de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até o momento, foram registrados 403 casos positivos da doença neste ano, contra 19.559 no ano passado, uma queda de aproximadamente 98%.
Os dados também apontam para uma redução significativa no número de notificações. Em 2026, foram contabilizadas 3.255 notificações, que incluem casos confirmados, descartados e aqueles que ainda aguardam resultado. No ano anterior, o município havia registrado 26.059 notificações, o que representa uma redução de cerca de 88%.
Apesar da melhora nos indicadores, a dengue continua sendo monitorada pelas autoridades de saúde, principalmente durante os períodos de maior circulação do mosquito Aedes aegypti.
Até o momento, nenhuma morte por dengue foi registrada em São Carlos em 2026.
Além da dengue, os dados disponíveis mostram que 190 casos suspeitos de chikungunya foram descartados. Para zika, foram 175 casos descartados, enquanto um registro relacionado à febre amarela também foi descartado.
A queda nos números representa um cenário epidemiológico bastante diferente daquele observado em 2025, quando o município enfrentou um volume muito maior de casos e notificações.
Mesmo diante da redução, a orientação é que a população mantenha os cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor, eliminando recipientes que possam acumular água parada e contribuindo para o controle dos criadouros.
BRASÍLIA/DF - O Sistema Único de Saúde incluiu na segunda-feira (10) o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede.
Portaria publicada no Diário Oficial da União destaca que o exame que pesquisa sangue oculto nas fezes será destinado exclusivamente ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.

O texto reforça que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer.
Em maio, o ministério já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal. Dados da pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
Além disso, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal no Brasil.
O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
Entre as principais vantagens do exame FIT listadas pela pasta estão:
Mesmo assim, segundo o ministério, a colonoscopia é a principal forma de avaliar o intestino, porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.
AGÊNCIA BRASIL
Prefeitura apresenta ao Governo de São Paulo propostas de espaços para receber o equipamento, que poderá ampliar a rede de atendimento especializado às pessoas com autismo e suas famílias na região
ARARAQUARA/SP - Araraquara deu um novo passo nas tratativas para viabilizar a implantação do Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA) Paulista no município. O prefeito Dr. Lapena, acompanhado da secretária municipal de Saúde, Emanuelle Laurenti, e da assessora executiva Karina Maia, esteve na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em São Paulo, para discutir o projeto. A reunião aconteceu na sexta-feira (7), na capital Paulista.
Durante a reunião, foram apresentadas alternativas de espaços que poderão receber o equipamento. As propostas foram acolhidas e novos encontros deverão ocorrer para avançar na análise das condições necessárias à implantação.
O Centro TEA Paulista integra a política estadual de atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e busca fortalecer a rede de atendimento por meio de serviços especializados, orientação às famílias, capacitação de profissionais e articulação entre diferentes áreas das políticas públicas, como educação, assistência social, saúde e outros.
A primeira unidade, instituída pelo Decreto Estadual nº 67.634/2023, foi implantada na capital paulista e, em junho deste ano, o Governo do Estado inaugurou o Centro TEA Paulista de Bauru, primeiro equipamento desse modelo no interior. A unidade de Bauru passou a atender 39 municípios da região administrativa, em uma estratégia de descentralização dos serviços especializados. A previsão estadual é de aproximadamente 24 mil atendimentos anuais no equipamento.
Para Araraquara, a iniciativa representa a possibilidade de ampliar o acesso ao atendimento especializado e fortalecer a assistência às pessoas com autismo e seus familiares, além de beneficiar a população de municípios da região.
A implantação ainda está em fase de articulação entre o município e o Governo do Estado. As próximas reuniões deverão definir os encaminhamentos e avaliar as alternativas apresentadas. O trabalho marca mais um passo na construção de políticas públicas voltadas à inclusão e à melhoria da qualidade de vida das pessoas com TEA.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, começa a partir deste mês a instalação de 220 ovitrampas em residências e estabelecimentos comerciais do município, como parte das estratégias de monitoramento e combate ao mosquito transmissor de arboviroses.
As ovitrampas são armadilhas simples e eficazes usadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. Elas funcionam como um recipiente atrativo para que as fêmeas depositem seus ovos, permitindo que os agentes de saúde identifiquem áreas com maior risco de infestação e planejem ações preventivas.
A medida ocorre diante do aumento nas notificações de casos de arboviroses e da série histórica dos últimos dez anos, que aponta transmissão sustentada de Dengue no município, reforçando a necessidade de estratégias complementares de vigilância e controle vetorial. Moradores e responsáveis pelos imóveis selecionados já foram informados sobre o programa e aceitaram participar de forma voluntária.
A armadilha é um instrumento utilizado para a coleta de ovos de mosquitos. Consiste em um recipiente plástico preto de boca larga, no qual é fixada, com um clipe, uma palheta de madeira aglomerada (Eucatex®). O recipiente é preenchido com 300 ml de água e 1 ml de levedo de cerveja, substância que atrai a fêmea do mosquito e estimula a postura dos ovos na palheta.
A metodologia permite a identificação precoce de áreas com elevada infestação do mosquito, subsidiando o planejamento estratégico e o direcionamento de ações de campo, principalmente em caráter preventivo.
As armadilhas são instaladas no peridomicílio, a uma altura de até 150 cm, em locais protegidos da chuva e da luz solar e fora do alcance de crianças e animais domésticos. A metodologia segue calendário específico: as ovitrampas são instaladas às quintas e sextas-feiras e retiradas cinco dias depois, às segundas e terças-feiras, evitando assim a eclosão dos ovos.
Parte da equipe municipal de Agentes de Combate às Endemias visitará os imóveis previamente cadastrados, localizados em áreas de maior risco, para realizar a instalação e a remoção das armadilhas, contando com a colaboração de moradores e responsáveis.
Após a remoção, as palhetas são encaminhadas ao laboratório da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, onde passam por análise e contagem dos ovos. Com base nesses dados, a Prefeitura poderá obter informações mais precisas sobre a infestação do mosquito transmissor das arboviroses urbanas, direcionando as ações de vigilância e controle para áreas específicas da cidade.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que estão sendo instaladas foram 220 ovitrampas em áreas de risco. “As ovitrampas são ferramentas fundamentais para que possamos identificar rapidamente áreas com maior presença do mosquito. Com esses dados, conseguimos planejar ações mais eficazes e prevenir surtos antes que aconteçam”.
Já o secretário de Saúde, Leandro Pilha, reforçou que “esse trabalho é essencial para proteger a população. A participação voluntária dos moradores mostra que todos estão engajados no combate às arboviroses, e juntos podemos reduzir os riscos de transmissão”.
Em 2026 já foram registrados 404 casos confirmados para Dengue em São Carlos. Nenhum óbito foi registrado até o momento. Para Chikungunya foram descartados 171 casos. Para Zika foram descartados 154 casos e para Febre Amarela foi descartado 1 caso.
Prefeito Netto Donato e presidente do SAAE, Derike Contri, participaram da cerimônia da nova unidade, além de representantes da São Carlos Ambiental, do Grupo Solví, e de cidades da região.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos reforçou sua estrutura de gestão ambiental e de saúde pública com a inauguração, nesta quinta-feira, 6 de agosto, da nova Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da São Carlos Ambiental, empresa do Grupo Solví responsável pela destinação dos resíduos sólidos urbanos do município por meio de contrato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O novo equipamento amplia a capacidade de tratamento de resíduos hospitalares e consolida o município como referência regional na área.
A cerimônia foi realizada nas instalações do Aterro Sanitário, localizado na Rodovia Luís Augusto de Oliveira (SP-215), km 162, e contou com a presença do prefeito Netto
Donato, do presidente do SAAE, Derike Contri, além de dirigentes e funcionários da empresa, autoridades municipais de São Carlos e de municípios da região, como também de representantes de entidades ambientais e lideranças do setor de saneamento e gestão de resíduos.
AUTOCLAVE MODERNA - O principal investimento da nova unidade é uma autoclave de última geração, tecnologia de ponta utilizada no tratamento de resíduos provenientes de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde. O processo utiliza vapor sob alta pressão para esterilizar os materiais, eliminando agentes biológicos antes da destinação final, garantindo, com isso, mais segurança sanitária e proteção ao meio ambiente.
REFERÊNCIA EM INOVAÇÃO - Segundo o superintendente da São Carlos Ambiental, João Paulo Mota, a nova estrutura representa um avanço importante para São Carlos e para toda a região. "Já operávamos com uma autoclave, mas esta possui tecnologia mais moderna e maior capacidade de processamento. Com esse investimento, ampliaremos o atendimento a São Carlos e aos municípios da região central do Estado de São Paulo. Nossa expectativa é atender entre 50% e 60% dos 26 municípios da região, oferecendo uma solução ambiental moderna e segura para o tratamento de resíduos de serviços de saúde."
Durante a cerimônia, o presidente do SAAE, Derike Contri, destacou que o investimento fortalece a posição de São Carlos como referência em inovação na gestão de resíduos.
"São Carlos mais uma vez demonstra seu protagonismo ao incorporar uma tecnologia moderna para o tratamento de resíduos hospitalares. Esse equipamento beneficia não apenas o município, mas toda a região, que passa a contar com uma estrutura preparada para tratar esse tipo de resíduo com segurança, eficiência e responsabilidade ambiental."
O prefeito Netto Donato, que estava acompanhado pelo vice-prefeito Roselei Françoso, ressaltou que a iniciativa representa mais qualidade de vida para a população e reforça o compromisso da administração municipal com a sustentabilidade. "Cuidar da cidade também significa cuidar da destinação correta e responsável dos resíduos. A nova autoclave agrega tecnologia ao tratamento dos resíduos dos serviços de saúde, aumentando a segurança ambiental e sanitária. É um investimento que reflete diretamente na qualidade de vida da população e fortalece São Carlos como uma cidade cada vez mais sustentável."
A inauguração da nova unidade reforça o fortalecimento da gestão dos resíduos sólidos em São Carlos, refletindo os investimentos realizados na modernização do sistema e na busca por soluções cada vez mais eficientes e sustentáveis. Com a ampliação da capacidade operacional, o município passa a atender também cidades da região, consolidando-se como referência regional no tratamento de resíduos de serviços de saúde.
CONGO - A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo continua avançando em ritmo acelerado e já provocou 1.751 mortes entre 3.874 casos confirmados. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde congolês e mostram que o surto, declarado em 15 de maio, tornou-se o segundo maior já registrado no mundo.
Em algumas das áreas mais afetadas, o número de novas infecções está dobrando. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após reuniões com representantes do governo em Kinshasa.
Por que o surto de Ebola avança tão rapidamente?
A atual epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, uma variante para a qual ainda não existe vacina aprovada nem tratamento específico. A demora na identificação dos primeiros casos permitiu que a doença circulasse por semanas antes da declaração oficial do surto.
O avanço também é favorecido pelas dificuldades no rastreamento de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados. Segundo autoridades sanitárias africanas, entre 60% e 70% dos novos casos estão sendo encontrados fora dos grupos que já eram acompanhados. Estimativas mais recentes indicam que essa proporção pode chegar a 80%.
A detecção tardia contribui para a taxa de letalidade de aproximadamente 45%. Muitos pacientes chegam às unidades de saúde quando a doença já está em estágio avançado.
OMS pede ampliação urgente da resposta
Tedros afirmou que o combate à epidemia precisa ser ampliado de forma imediata e envolver governo, organizações internacionais, profissionais de saúde e moradores das regiões atingidas.
“Todos concordamos que é necessário aumentar urgentemente e de forma massiva todos os nossos esforços em todas as frentes da resposta e com a participação de todos os parceiros”, escreveu o diretor-geral da OMS.
Ele também defendeu maior coordenação sob a liderança do governo congolês, proteção para as equipes médicas e acesso às comunidades mais isoladas.
“Acima de tudo, as comunidades têm de estar no centro da resposta e assumir a sua liderança”, declarou.
Ituri concentra maior número de casos
A província de Ituri, no leste do país, permanece como o principal foco da epidemia. A região está próxima das fronteiras com Uganda, Sudão do Sul e Ruanda e sofre há anos com conflitos armados, deslocamentos populacionais e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
A insegurança limita a circulação das equipes médicas e prejudica o transporte de pacientes, medicamentos e equipamentos. Ataques contra unidades de saúde também já interromperam temporariamente o trabalho de organizações humanitárias.
Greve de profissionais agrava atendimento
Famílias de áreas afetadas relataram que parte dos profissionais que atuam na linha de frente entrou em greve por falta de pagamento e pelas condições de trabalho.
Alguns funcionários começaram a receber os valores atrasados referentes aos serviços prestados desde o início da epidemia, mas continuam reivindicando salários maiores e garantias de proteção.
A paralisação agrava o acesso aos cuidados em uma região onde hospitais e centros de tratamento já enfrentam falta de profissionais, leitos e materiais.
Estados Unidos anunciam ajuda de US$ 242 milhões
O governo dos Estados Unidos anunciou um novo aporte de US$ 242 milhões para financiar o combate imediato ao Ebola, preparar países da região e ampliar a assistência humanitária.
Com o novo valor, o apoio americano destinado à epidemia e às necessidades humanitárias relacionadas ao surto supera US$ 512 milhões.
Os recursos deverão ser usados em ações como ampliação de centros de tratamento, vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, treinamento de profissionais e proteção das comunidades mais vulneráveis.
Existe vacina contra o vírus Bundibugyo?
Ainda não há vacina licenciada contra a variante responsável pelo atual surto. Também não existe um tratamento específico aprovado, embora cuidados de suporte iniciados rapidamente possam aumentar as chances de sobrevivência.
Vacinas experimentais começaram a ser testadas em humanos no Reino Unido e no Canadá. A Moderna iniciou um estudo inicial com cerca de 80 voluntários para avaliar a segurança e a resposta imunológica de uma vacina de RNA mensageiro contra o vírus Bundibugyo.
A OMS também acompanha testes de terapias experimentais e avalia se vacinas desenvolvidas para outras variantes do Ebola podem oferecer algum nível de proteção.
Surto é o segundo maior da história
A atual epidemia já superou todos os surtos anteriores em velocidade de propagação. Em número de casos, fica atrás apenas da crise registrada na África Ocidental entre 2014 e 2016.
Naquela epidemia, mais de 28 mil pessoas foram infectadas e mais de 11 mil morreram, principalmente na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria.
A OMS considera baixo o risco de propagação global, mas alerta que o surto permanece crítico na República Democrática do Congo e pode avançar para países vizinhos caso as medidas de controle não sejam reforçadas.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - A Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos está selecionando crianças de 4 a 12 anos para participar de uma pesquisa sobre dor de crescimento, desenvolvida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Os interessados podem se inscrever até 25 de agosto.
O estudo vai acompanhar crianças com essa condição para avaliar por quanto tempo a combinação entre laserterapia de baixa intensidade e terapia ultrassônica pode ajudar a aliviar a dor. Antes de iniciar o tratamento, todas passam por avaliação com um médico ortopedista para confirmar ou descartar o diagnóstico.
As crianças que atenderem aos critérios da pesquisa serão encaminhadas para as sessões na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa e acompanhadas pela equipe durante todo o estudo, com retorno para avaliação 15 dias após a aplicação.
Segundo Noahn Gabriel Silva Pereira, pesquisador e estudante de Medicina da UFSCar, esta nova etapa pretende ampliar o conhecimento sobre os resultados observados anteriormente. “Na primeira etapa da pesquisa, confirmamos que o tratamento é seguro para as crianças e observamos indícios de que ele pode ajudar a aliviar a dor. Agora, queremos acompanhar novos participantes para entender por quanto tempo esse efeito pode durar”, explica.
A dor de crescimento é uma das causas mais comuns de dor nas pernas durante a infância. Apesar do nome, sua origem ainda não é totalmente conhecida e, por isso, o tratamento costuma ser voltado ao alívio dos sintomas.
A pesquisa integra um projeto de iniciação científica financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), e é coordenada pela Dra. Esther Angélica Luiz Ferreira e pelo Dr. Rodrigo Reiff, do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e pelo Dr. Antônio Aquino, do Instituto de Física (IFSC) da USP.
Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, a participação da instituição permite aproximar a pesquisa científica do atendimento prestado à população. “Quando um estudo é desenvolvido dentro do ambiente hospitalar, o conhecimento produzido pelas universidades chega mais perto da população. Além de contribuir para o avanço da ciência, essa parceria permite que pacientes da nossa região tenham acesso a pesquisas conduzidas por instituições de referência”, afirma.
Serviço
Quem pode participar?
Crianças de 4 a 12 anos, com diagnóstico confirmado ou suspeito de dor de crescimento.
Inscrições
Até 25 de agosto, pelo WhatsApp (16) 99711-5463.
Local dos atendimentos
Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos
Rua 15 de Novembro, s/nº – Vila Pureza (prédio anexo ao hospital).
SÃO PAULO/SP - O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.
Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.
Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.
Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.
Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).
Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).
Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).
"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.
Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.
“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende.
Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.
“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.
Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.
"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.
Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).
Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.
Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.
É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.
No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).
Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).
Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo confirmou na segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo este ano.

Do total, foram identificados 13 pacientes na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, sendo sete homens e nove mulheres. A maioria (dez) é de bebês com até um ano de idade. Os demais são adultos com idades entre 20 e 50 anos.
A secretaria estadual de Saúde informou que a cobertura vacinal da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 77,5% para a primeira dose, e 65,5% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses. Qualquer cobertura abaixo desse percentual representa risco aumentado de circulação da doença.
A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3). A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal. A campanha inclui a vacina contra sarampo.
Os três municípios paulistas com casos confirmados da doença irão adotar uma estratégia adicional de vacinação. Com o objetivo de reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Os imunizantes disponíveis na campanha são: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A, e HPV.
O sarampo é doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou levar à morte.
A transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Os principais sintomas são:
A vacinação é a principal medida de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) são oferecidas gratuitamente pelo SUS.
AGÊNCIA BRASIL
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