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SÃO CARLOS/SP - São Carlos contabiliza, até o momento, 35 casos positivos de dengue em 2026, conforme levantamento atualizado da área da saúde. Além das confirmações, 13 casos permanecem sob análise e 50 suspeitas foram descartadas após exames.

O município não registrou nenhuma morte pela doença neste período. Também não há ocorrências notificadas de chikungunya, zika ou febre amarela, mantendo o cenário controlado para essas arboviroses.

Mesmo com os números ainda considerados moderados, a Secretaria de Saúde segue em estado de alerta e orienta os moradores a manterem quintais e imóveis livres de água parada, principal foco de proliferação do mosquito transmissor.

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos, por meio do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), realizou a sessão solene de colação de grau das 4ª e 5ª turmas do Curso Técnico de Enfermagem, formando 26 novos técnicos de enfermagem. 

O evento contou com a presença do provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, do vice-prefeito de São Carlos, Roselei Françoso, que representou o prefeito Netto Donato, da coordenadora do Grupo de Voluntárias da Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, Nilce Morillas, além de mesários da instituição, diretores, gestores e representantes de instituições parceiras.

Durante a cerimônia, foi prestada uma homenagem especial à Sra. Alvanira Conceição de Oliveira, carinhosamente conhecida como Dona Nira, profissional que dedicou 61 anos de atuação ininterrupta à Santa Casa de São Carlos. Dona Nira teve sua trajetória reconhecida ao dar nome oficialmente às Turmas 4 e 5 do Curso Técnico de Enfermagem – Sra. Alvanira Conceição de Oliveira (Dona Nira). A homenagem foi marcada pela entrega de uma placa comemorativa, em um momento de grande emoção.

No evento, o provedor Antônio Valério Morillas Junior, destacou que a formação técnica hospitalar faz parte de um compromisso institucional com a qualidade da assistência e com a geração de oportunidades. “A Santa Casa acredita na formação como ferramenta de transformação. Esses 26 novos técnicos foram preparados para a realidade do cuidado hospitalar e, se assim desejarem, terão a oportunidade de construir sua trajetória profissional conosco. É assim que fortalecemos a assistência: formando pessoas e oferecendo oportunidades.”

O gerente do Instituto de Ensino e Pesquisa, André Mascaro, reforçou o impacto da iniciativa na qualificação da mão de obra e na inserção dos formandos no mercado de trabalho. “Formar dentro de um hospital é proporcionar aprendizado prático, responsabilidade e compromisso com a qualidade. Esses profissionais saem mais preparados e com reais oportunidades de atuação, contribuindo diretamente para a excelência da assistência em saúde.”

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos, por meio do Serviço de Neurologia, registrou em 2025 resultados expressivos na Linha de Cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, com indicadores assistenciais e desfechos clínicos superiores aos parâmetros nacionais.

Ao longo do ano, foram atendidos 392 casos relacionados a eventos isquêmicos cerebrais, sendo apenas 3% classificados como AVC intra-hospitalar. O perfil epidemiológico dos pacientes acompanhou a realidade brasileira, com média de idade de 67,1 anos e gravidade inicial predominantemente leve a moderada, com NIHSS médio de 4,5. Do total, 77% dos atendimentos corresponderam a AVC isquêmico e 26% a ataques isquêmicos transitórios (AIT), demonstrando a capacidade do serviço na identificação precoce e no manejo adequado das síndromes neurológicas agudas.

De acordo com o coordenador do Serviço de Neurologia da Santa Casa, Dr. Vitor Pugliesi, os números refletem a organização do fluxo assistencial e o trabalho integrado das equipes. “Os resultados alcançados em 2025 mostram a maturidade da nossa Linha de Cuidado do AVC. Conseguimos aliar agilidade no atendimento, precisão diagnóstica e tratamento adequado dentro da janela terapêutica, o que impacta diretamente na recuperação e na redução de sequelas dos pacientes”, destaca.

A população atendida apresentou elevada prevalência de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica (68%), diabetes mellitus (37%), tabagismo (16%), insuficiência cardíaca e/ou doença coronariana (16%), além de dislipidemia (13%) e fibrilação atrial (6%), reforçando o papel da instituição no cuidado regional de pacientes com alto risco para eventos cerebrovasculares.

No atendimento de emergência, a taxa de reperfusão por meio de trombólise e/ou trombectomia foi de 30%, superando o parâmetro mínimo recomendado de 25%. Outro destaque foi o tempo porta-agulha médio de 21 minutos, desempenho significativamente abaixo do limite preconizado de até 60 minutos. Todos os pacientes foram submetidos a exames de neuroimagem, como tomografia computadorizada de crânio e/ou ressonância magnética de encéfalo, garantindo segurança e robustez diagnóstica. “O tempo é um fator decisivo no AVC isquêmico. Trabalhamos com protocolos bem definidos, capacitação contínua e integração entre emergência, neurologia, imagem e enfermagem, o que nos permite alcançar tempos assistenciais de excelência”, explica o Dr. Vitor Pugliesi.

Durante a internação hospitalar, os indicadores mantiveram alto padrão de qualidade. A taxa de alta hospitalar foi de 91%, acima da média nacional estimada de 79%, enquanto a taxa de mortalidade ficou em 9%, abaixo da média brasileira de 10%. A assistência contou com atuação multiprofissional, envolvendo enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia com avaliação de disfagia, nutrição, psicologia e serviço social. Sempre que não houve necessidade de cuidados intensivos, os pacientes foram assistidos em Unidade de AVC.

Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, os resultados reforçam o compromisso institucional com a qualidade assistencial. “Esses números refletem investimentos contínuos em estrutura, equipe qualificada e organização dos processos assistenciais. A Santa Casa cumpre um papel fundamental para a região ao oferecer um atendimento resolutivo, seguro e alinhado às melhores práticas no cuidado ao AVC”, afirma.

SÃO CARLOS/SP - Enfermeiros da rede municipal de saúde de São Carlos e de outros municípios da região participam, entre os dias 28 e 30 de janeiro, de um curso de sutura realizado no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A capacitação reúne 70 profissionais e contempla atividades teóricas e práticas.

A iniciativa tem como objetivo qualificar os profissionais, padronizar as práticas assistenciais e fortalecer a atuação da enfermagem nos serviços públicos de saúde, abrangendo diferentes níveis de atenção, como Atenção Primária, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Atenção Hospitalar.

As ações de educação permanente em saúde do município foram organizadas pelo enfermeiro Rafael Lino, servidor do Departamento de Gestão do Cuidado Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo a diretora de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), Lindiamara Soares, a capacitação integra o planejamento estratégico da Secretaria de Saúde para o aprimoramento contínuo da assistência prestada à população.

O curso é ministrado pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), por meio do Programa Avança+, em parceria com a Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE), a Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) e a Associação Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE). A condução das atividades está a cargo do conselheiro Daniel Rodrigues e da equipe técnica do Coren-SP.

A programação alia conteúdos teóricos a práticas supervisionadas, promovendo o desenvolvimento de habilidades técnicas, maior segurança na execução dos procedimentos e a troca de experiências entre os participantes.

De acordo com o enfermeiro Rafael Lino, a capacitação representa um avanço significativo para a enfermagem na região. “Essa formação fortalece a prática avançada de enfermagem, amplia a autonomia técnica dos profissionais e qualifica a tomada de decisão clínica, refletindo diretamente na qualidade do cuidado ofertado à população”, destacou.

“Investir na qualificação dos nossos profissionais é uma das prioridades da nossa pasta. Esse curso de sutura representa um avanço importante, pois amplia a capacidade técnica dos enfermeiros, fortalece a segurança nos atendimentos e contribui diretamente para a melhoria da assistência prestada à população. A parceria com a UFSCar, o Coren-SP e as entidades nacionais de enfermagem demonstra a força do trabalho conjunto em prol da educação permanente em saúde. Quando capacitamos nossos profissionais, estamos cuidando melhor das pessoas e fortalecendo toda a rede pública de saúde de São Carlos e da região”, ressalta o secretário de Saúde de São Carlos, Leandro Pilha.

SÃO CARLOS/SP - O deputado federal Maurício Neves (PP) visitou, na manhã desta terça-feira (27/01), o Centro Municipal de Especialidades (CEME), em São Carlos. A agenda contou com a presença do prefeito Netto Donato, do secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, e da vereadora Cidinha do Oncológico. A unidade de saúde passou recentemente por uma reforma completa e foi entregue à população com estrutura modernizada, mais acolhedora e funcional.

As melhorias no CEME representaram investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, viabilizado por emendas parlamentares do deputado Maurício Neves e da vereadora Cidinha do Oncológico. Durante a visita, o parlamentar destacou a importância de acompanhar de perto os resultados dos recursos destinados ao município.

“Essa foi uma demanda apresentada no ano passado para o CEME. Fiz questão de vir pessoalmente acompanhar o resultado e verificar como ficou o espaço. As instalações estão muito bem estruturadas e certamente garantem mais qualidade no atendimento à população. Além da estrutura física, também temos contribuído com recursos para exames e cirurgias, especialmente ortopédicas. Já ultrapassamos no total R$ 10 milhões em investimentos para São Carlos, e esse apoio continuará em 2026”, afirmou Maurício Neves.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, ressaltou a parceria do deputado com o município e informou que mais de R$ 1,4 milhão foram destinados especificamente para a reforma do CEME. Segundo ele, também estão garantidos R$ 2,5 milhões para a realização de cirurgias eletivas, com foco em procedimentos de joelho e varizes, além de R$ 1 milhão para ampliação da oferta de exames de ultrassom, recurso viabilizado em articulação com o prefeito Netto Donato.

“O deputado Maurício Neves tem sido um parceiro fundamental para os avanços da saúde pública em São Carlos, contribuindo de forma concreta para o fortalecimento da nossa rede de atendimento”, destacou Pilha.

O prefeito Netto Donato também enfatizou o apoio contínuo do parlamentar. “O deputado Maurício Neves sempre foi um grande parceiro da saúde do nosso município. Contamos ainda com o trabalho incansável da vereadora Cidinha, uma verdadeira batalhadora dessa área, e foi dessa articulação que conseguimos viabilizar a reforma do CEME”, afirmou.

Segundo o prefeito, os investimentos na saúde já ultrapassam R$ 3 milhões apenas neste setor, com a liberação de novos recursos. “O deputado disponibilizou mais R$ 1 milhão para exames, ampliando ainda mais a capacidade de atendimento à população”, revelou.

REFERÊNCIA REGIONAL - O CEME é referência regional e reúne 24 especialidades médicas, com atuação de 36 profissionais. Mensalmente, a unidade realiza cerca de 6 mil consultas e mais de 1.700 exames, incluindo eletrocardiogramas, ultrassonografias, raio-x, videolaringoscopias e pequenas cirurgias. O atendimento beneficia não apenas moradores de São Carlos, mas também pacientes de Porto Ferreira, Descalvado, Ribeirão Bonito, Dourado e Ibaté.

Entre os serviços de destaque estão o Ambulatório de Feridas Crônicas e Ostomias e o Programa de Atendimento às Vítimas de Violência e Abuso Sexual (Pavas), que passaram a contar com entradas separadas, garantindo mais privacidade e conforto aos pacientes.

Os agendamentos são realizados por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs). O CEME funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

O secretário de Conservação e Qualidade Urbana, Mariel Olmo também acompanhou a visita.

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos recebeu, nesta terça-feira (27), a visita da vereadora Larissa Camargo. A parlamentar foi recepcionada pelo provedor Antonio Valério Morillas Junior, pela diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, e pelo assessor de Relações Institucionais e Governamentais, Marcos Daniel.

Durante a visita, a vereadora conheceu setores da instituição e recebeu um ofício solicitando apoio para a aquisição de 45 aparelhos de ar-condicionado destinados aos quartos de internação. A iniciativa tem como objetivo ampliar o conforto térmico dos pacientes, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e humanizado durante o período de internação.

Larissa Camargo destacou a importância da Santa Casa para a população, especialmente no cuidado com as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. “A Santa Casa é fundamental e referência em saúde em nosso município. Por meio de seu corpo clínico e técnico, exerce um papel essencial na articulação da rede municipal de saúde, integrando todas as fases da atenção à saúde. A parceria entre o Legislativo e a Santa Casa é fundamental para fortalecer essa rede, garantir o funcionamento adequado dos serviços e assegurar um cuidado cada vez mais digno à população", afirmou a vereadora, reforçando seu compromisso em buscar parcerias para apoiar a instituição.

O provedor Antonio Valério Morillas Junior agradeceu a visita e ressaltou a importância do diálogo com o Poder Legislativo. “Receber a vereadora Larissa Camargo é muito importante para a Santa Casa. Essa proximidade permite que possamos apresentar nossas demandas e, principalmente, mostrar o trabalho sério e humanizado que realizamos diariamente. A melhoria do conforto dos pacientes também faz parte do cuidado em saúde e do nosso compromisso com a dignidade de quem passa pela instituição”, destacou.

SÃO PAULO/SP - Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. A incidência da doença, segundo a entidade, apresenta um padrão regional claro, com os estados do Sul e do Sudeste concentrando taxas mais elevadas.

A projeção nacional, em 2024, foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, ligeiramente abaixo do pico registrado em 2023 (36,28). Em 2024, Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking, seguidos por Rondônia (85,11), que se destacou fora do eixo regional.

Para a SBD, os índices refletem uma combinação de fatores, incluindo maior exposição solar, predominância de pessoas de pele clara e envelhecimento populacional.

Nas regiões Norte e Nordeste, as taxas permanecem mais baixas, embora estados como Rondônia (85,11) e Ceará (68,64) tenham apresentado elevação em 2024.

“Em unidades historicamente marcadas por baixa notificação, como Roraima, Acre e Amapá, o aumento pode indicar avanço na vigilância epidemiológica, ainda que a subnotificação persista, sobretudo em áreas rurais ou de difícil acesso”, avaliou a entidade.
 

Diagnóstico precoce

A alta de diagnósticos de câncer de pele no país, segundo a SBD, foi mais expressiva a partir de 2018, quando se passou a exigir o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em exames para análise laboratorial de células e tecidos coletados para biópsia.

Dados da entidade mostram que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm 2,6 vezes mais dificuldade para agendar uma avaliação com dermatologista quando comparados a usuários da saúde privada.

Para a SBD, ampliar o diagnóstico precoce do câncer de pele depende do aumento da oferta de consultas na rede pública, uma vez que identificar a doença em estágios iniciais eleva as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos.

Consultas

Os números mostram que, no SUS, o volume de consultas dermatológicas retornou ao nível pré-pandemia, após queda acentuada em 2020, passando de 4,04 milhões para 2,36 milh0ões. Nos anos seguintes, houve recuperação gradual, chegando a 3,97 milhões em 2024, próximo da marca de 2019.

Na saúde suplementar, o número de consultas dermatológicas se manteve duas a três vezes acima do SUS, ultrapassando 10 milhões em 2019 e em 2024.

Ainda de acordo com a SBD, entre 2019 e 2024 o número de consultas com especialistas por mil beneficiários variou de 37,96 (2020) a 51,01 (2019), confirmando maior disponibilidade de profissionais no setor privado, onde os usuários tiveram de duas a quase cinco vezes mais acesso a dermatologista.

“Em 2020, essa diferença chegou a 3,4 vezes; em 2024, ainda foi 2,6 vezes maior. Embora nem todas as consultas tenham como objetivo o rastreamento do câncer de pele, o maior volume de atendimentos aumenta a chance de identificar lesões suspeitas precocemente”, destacou a entidade.

“Como o exame clínico visual é a principal porta de entrada para o diagnóstico, essa diferença de acesso pode influenciar diretamente a evolução da doença, especialmente nos casos de melanoma”, completou.

Alta complexidade

Para a SBD, a desigualdade de acesso reflete diretamente na complexidade do tratamento, já que, quando o diagnóstico do câncer de pele não é precoce, os pacientes comumente precisam de procedimentos mais invasivos e prolongados.

O levantamento mostra que municípios do interior do país enfrentam vazios assistenciais e longos deslocamentos para acessar os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Estados como São Paulo (57 unidades, sendo 15 Cacons e 42 Unacons), Minas Gerais (31 unidades, 3 Cacons e 28 Unacons) e Rio Grande do Sul (28 unidades, 9 Cacons e 19 Unacons) concentram a maior parte dos ambulatórios especializados, centros de diagnóstico e hospitais habilitados em oncologia dermatológica.

Já unidades federativas como Acre, Amazonas e Amapá contam com apenas um Unacon cada, sem a presença de Cacons. “Essa desigualdade contribui para que pacientes nessas regiões recebam o diagnóstico em estágios mais avançados”, lamenta a SBD.

Tempo entre diagnóstico e tratamento

Os números mostram ainda que, entre 2014 e 2025, o total de casos de câncer de pele tratados no Brasil cresceu, sendo que Sul e Sudeste conseguem iniciar a terapêutica em até 30 dias na maioria dos casos, enquanto no Norte e no Nordeste a espera frequentemente ultrapassa 60 dias, elevando o risco de agravamento do quadro.

“Onde a rede é mais densa, como no Sudeste, os fluxos são mais ágeis e os registros mais completos. Diante desses números, a SBD defende a adoção de medidas urgentes”, ressaltou a entidade, citando garantir o acesso ao protetor solar, ampliar a prevenção e melhorar o diagnóstico precoce.

Protetor solar

Em nota, a entidade informou que pretende sensibilizar parlamentares brasileiros a incluírem o filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária. “Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos, o que ampliaria o acesso da população ao produto”.

Os dados que traçam um panorama do câncer de pele no Brasil, segundo a SBD, foram encaminhados a deputados e senadores. “Os textos pretendem contribuir e estimular a regulamentação da Lei nº 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer”.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Saúde de São Carlos recebeu nesta sexta-feira (23/01), a Oficina de Atualização em Arboviroses promovida pelo Departamento Regional de Saúde - DRS-III de Araraquara. A capacitação foi no auditório do Paço Municipal e reuniu médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.

Viviane da Rocha Sousa, do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-12) de Araraquara, explicou que a oficina de atualização do protocolo clínico para manejo das arboviroses é realizada anualmente para os 24 municípios que integram a DRS III. Neste ano, no entanto, a capacitação foi organizada por regiões de saúde. Em São Carlos, participaram médicos da Região Coração, que reúne cinco municípios.

Segundo ela, a atualização abordou os novos protocolos clínicos e de manejo adotados nas unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais. “É importante reforçar que, dentro das arboviroses, não lidamos apenas com a dengue, mas com um conjunto de doenças transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, destacou.

Viviane também chamou atenção para mudanças importantes no protocolo de hidratação dos pacientes. “Antes, a recomendação era de 60 a 80 mililitros por quilo. Agora, o protocolo estabelece 60 mililitros, o que exige atenção redobrada dos profissionais, principalmente no atendimento a crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que são os grupos mais vulneráveis”, afirmou.

De acordo com a representante do GVE, já é possível observar um aumento no número de casos, influenciado diretamente pelos fatores climáticos. Sobre a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, ela informou que o Ministério da Saúde ainda não definiu uma data para a ampliação da vacinação para a população de até 59 anos. “Por enquanto, a vacina segue disponível apenas para a faixa etária de 10 a 14 anos. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito”, concluiu.

Para o médico Leonardo Vinícius de Moraes, a atualização dos protocolos é fundamental, especialmente neste período do ano. Segundo ele, com a combinação de chuvas e altas temperaturas, há um aumento significativo da proliferação do mosquito transmissor, o que eleva a incidência da dengue e de outras arboviroses, como Chikungunya e Zika, bastante comuns na região.

“Essas doenças acabam levando um grande número de pessoas a procurar atendimento médico, o que reforça a necessidade de que os profissionais estejam sempre atualizados”, destacou. De acordo com o médico, a dengue é uma enfermidade recorrente, que atinge milhares de pessoas todos os anos e provoca sobrecarga nos serviços de saúde.
Leonardo explicou que, em relação aos protocolos de atendimento, não houve mudanças significativas em comparação ao ano anterior. Ainda assim, ele ressaltou a importância da capacitação contínua, especialmente para os profissionais que atuam diretamente na linha de frente da assistência.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que a DRS III que o objetivo foi atualizar os profissionais quanto ao cenário epidemiológico atual e ao manejo clínico dos pacientes com suspeita de arboviroses. Segundo ela, a iniciativa busca garantir que os usuários atendidos pelo SUS recebam um tratamento adequado e que os casos sejam conduzidos da melhor forma possível no município.

Denise ressaltou que as equipes seguem atuando de forma permanente no enfrentamento ao mosquito transmissor. “Continuamos com ações de recolhimento de materiais inservíveis, em parceria com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, reforçando que a mobilização da população é fundamental. A responsabilidade é compartilhada entre o poder público e os moradores”, afirmou.

De acordo com a diretora, atualmente as equipes de agentes de endemias, em conjunto com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, realizam diariamente o recolhimento de aproximadamente um caminhão de materiais inservíveis retirados de residências. Ela lembrou ainda que estudos do Governo do Estado de São Paulo apontam que cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro dos domicílios — dado que também vem sendo confirmado no município. “Esse cenário nos preocupa e serve de alerta para que a população faça a vistoria regular de seus quintais e elimine qualquer recipiente que possa acumular água. Somente com o engajamento de todos será possível alcançar um cenário mais favorável do que o registrado em 2025”, concluiu.

Em São Carlos, em 2026, já foram registrados 19 casos confirmados para Dengue, 1 ainda aguarda resultado de exame e 39 foram descartados. Nenhum óbito registrado até o momento. Para Chikungunya, Zika e Febre Amarela não foram registradas notificações.

Já em 2025, o município contabilizou 20.429 casos positivos de dengue, com 24 óbitos confirmados. No mesmo período, foram registrados cinco casos positivos de Chikungunya — sendo dois importados e três autóctones. Em relação à Zika, não houve confirmações. Para Febre Amarela, foram notificadas três ocorrências, com dois casos descartados e um óbito confirmado.

SÃO CARLOS/SP - Na tarde desta quinta-feira (22/01) cerca de cinquenta profissionais da saúde participaram de uma capacitação no auditório do Paço Municipal de São Carlos. O encontro reuniu enfermeiros das unidades básicas e das unidades de saúde da família, com o objetivo de preparar a rede municipal para o enfrentamento da dengue em 2026.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Kelen Cristina Lourenço de Vincenzi, explicou que o treinamento é uma atualização necessária diante do cenário atual. “Qualquer situação climática pode influenciar no aumento de casos. Estamos estudando a evolução da dengue no município e trazendo o cenário epidemiológico do ano anterior, com todas as dificuldades que tivemos, para melhorar o desenvolvimento das ações em São Carlos”, afirmou.

Ela destacou que os ciclos da doença são dinâmicos e exigem atenção constante. “Os casos das arboviroses mudam de um ano para o outro. É preciso observar a circulação viral, os fatores climáticos e as atividades realizadas no município. O objetivo da capacitação é alertar os profissionais de saúde. A prevenção sempre é o melhor remédio. Hoje temos a vacina disponível na rede SUS para a população de 10 a 14 anos, que em breve estará em toda a rede pública, mas o cuidado com as casas continua sendo a principal forma de prevenção”, disse.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforçou a importância da iniciativa. “Estamos capacitando aproximadamente cinquenta profissionais para que iniciem o ano preparados para enfrentar a dengue, que é um desafio não só para São Carlos, mas para todo o Brasil. É fundamental que os profissionais estejam atualizados quanto à assistência e ao acolhimento dos pacientes que chegam às unidades com sintomas da doença”, explicou.

Denise lembrou que novos sorotipos estão em circulação. “No ano passado já tivemos o sorotipo dengue 3 no município e há tendência de que continue em 2026. Tivemos um ano epidêmico em 2025 e precisamos estar cada vez mais preparados para o cenário que temos pela frente. Temperaturas altas e chuvas intensas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti”, afirmou.

Ela também ressaltou a responsabilidade compartilhada entre poder público e população. “Estudos mostram que 80% dos criadouros de água parada estão dentro das residências. Desde o dia 5 de janeiro nossos agentes estão em campo e todos os dias recolhem um caminhão cheio de materiais inservíveis das casas. É essencial que cada morador faça a sua parte para evitar a propagação da doença”, concluiu.

As capacitações continuam nesta sexta-feira (23/01). A Oficina de Atualização em Arboviroses é promovida pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-III) de Araraquara. A atividade será realizada a partir das 13h, no auditório do Paço Municipal, e é direcionada a médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.

FRANCA/SP - O governador Tarcísio de Freitas visitou nesta terça-feira (20) as instalações do futuro Hospital Regional Três Colinas, em Franca. A unidade recebeu investimento superior a R$ 186 milhões e contará com cerca de 220 leitos de internação clínica, cirúrgica e psiquiátrica, além de UTIs adulta e pediátrica neonatal, para atender às demandas da região.

“O Três Colinas vai nos permitir aumentar a assistência à saúde com mais leitos. Com o aumento da cobertura, podemos trabalhar a regionalização da saúde e da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), um dos nossos focos nessa área. Isso vai aliviar as filas e vamos conseguir dar encaminhamento e atendimento mais rápido à população”, afirmou o governador.

O hospital será referência em atendimentos de média e alta complexidade, com serviços nas especialidades de clínica médica, psiquiatria, pediatria, urologia, cardiologia, oftalmologia e traumato-ortopedia, entre outras. A unidade também oferecerá atendimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas e Hospital Dia.

Atualmente, o projeto está na fase de análise das propostas apresentadas no chamamento público para a definição da Organização Social de Saúde (OSS) que será responsável pela gestão da unidade. A previsão é de que a inauguração ocorra em até três meses.

Ampliação da rede de saúde

Desde o início da atual gestão, o Governo de São Paulo está ampliando a rede de saúde em todo o estado, com as entregas dos hospitais regionais de Bebedouro, Suzano, Barueri e Mirassol; da Maternidade de Franco da Rocha; dos AMEs Mulher da capital e de Ribeirão Preto; além do Hospital Municipal de Bertioga e dos centros de reabilitação Lucy Montoro de Taubaté, Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

No último ano, cinco grandes obras foram iniciadas: os Hospitais Regionais de Itapetininga e Birigui e os AMEs de Marília, Presidente Venceslau e Jaú. Em 2025, também houve início dos projetos para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas e dos futuros AMEs de Penápolis e Araçatuba.

Além do Hospital Regional Três Colinas, estão previstas para 2026 as inaugurações de mais nove unidades, entre elas o hospital municipal de Peruíbe, a Maternidade de São Vicente, o Hospital da Mulher de Mogi das Cruzes, os Hospitais Regionais de Cruzeiro e Pariquera-Açu, o Hospital Maternidade de Várzea Paulista e a unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

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