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ARARAQUARA/SP - Um médico foi agredido e teve o consultório invadido pelo marido de uma paciente no final da manhã de segunda-feira (26).

De acordo com o boletim de ocorrência (B.O), uma mulher de 46 anos foi ao consultório fazer um ultrassom na mama, pois possui dois nódulos no seio e faz acompanhamento de rotina.

A mulher foi atendida por um funcionário, que solicitou que ela tirasse a blusa e deitasse na maca, cobrindo seus seios com um pano e saindo da sala.

Em seguida, o funcionário retornou com o médico, que iniciou os exames. Por ter feito o procedimento diversas vezes, a mulher percebeu que o médico apalpava e acariciava seus seios de forma estranha depois de aplicar o gel usado para o ultrassom. Ao olhar para o procedimento, viu que o médico apalpava seu seio esquerdo enquanto segurava o aparelho do exame. A mulher reclamou ao médico que todas as vezes que fez esse tipo de exame, nunca foi apalpada. Por questionar, foi repreendida pelo médico, que disse para ela continuar com a cabeça erguida, comentando: “nossa, como você está quentinha!”.

A vítima disse que o médico não podia tocá-la daquela maneira e o exame foi encerrado.

Em casa, a vítima contou o fato para seu marido, que revoltado pegou um pedaço de pau e foi até o consultório. Ele invadiu o local e atacou o médico com um chute na barriga e pauladas.

Funcionários da clínica conseguiram conter o marido. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou todos a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde foi elaborado um boletim de ocorrência.

O caso será investigado.

 

 

*Por: Marcelo Bonholi / PORTAL MORADA

BRASÍLIA/DF - Os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitaram, por unanimidade, a importação e o uso da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. A decisão foi tomada na noite da segunda-feira (26). O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Os diretores do órgão se reuniram, de forma extraordinária, para avaliar os pedidos de nove estados para a aquisição da vacina.

O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, que é o relator do pedido, considerou que o imunizante pode trazer riscos à saúde. Além disso, foram apontadas falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante. Ele se baseou em pareceres técnicos de três gerências da Anvisa, que fizeram uma apresentação no início da reunião.

"Para os pleitos ora em deliberação, o relatório técnico da avaliação da autoridade sanitária ainda não foi apresentado, os aspectos lacunosos não foram supridos, conforme as apresentações técnicas. Portanto, diante de todo o exposto, verifica-se que os pleitos em análise não atendem, neste momento, às disposições da Lei 14.124 e da Resolução da Diretoria Colegiada 476, de 2021, razão pela qual eu voto pela não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V solicitados pelos estados que já relacionamos", afirmou o diretor-relator. O voto do relator foi seguido pelos outros relatores da agência.

A deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela Lei n º 14.124/21, e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias. Caso não houvesse essa análise por parte da Anvisa, a vacina poderia ser importada.

Os estados que tiveram seus pedidos avaliados pela Anvisa foram: Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe e Pernambuco. Além desses, também estão com pedidos pendentes de avaliação, ainda dentro do prazo, os estados de Rondônia, Sergipe, Tocantins, Amapá e Pará, e os municípios de Niterói (RJ) e Maricá (RJ). Ao todo, esses pedidos somam 66 milhões de doses, que poderiam vacinar cerca de 33 milhões de pessoas, por meio de duas doses.     

Antes da votação dos diretores, gerentes de três departamentos da Anvisa apresentaram seus pareceres técnicos contra a compra da Sputnik V. Os relatórios foram incorporados ao voto do diretor-relator, Alex Machado Campos.

 

Vírus replicante 

Em sua apresentação, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, argumentou que os lotes analisados mostram a presença de adenovírus com capacidade de reprodução no composto da vacina, o que traz riscos à saúde. A tecnologia utilizada na fabricação da Sputnik V é a do adenovírus vetor. Por meio dessa técnica, o código genético do Sars-Cov-2, que é o vírus da covid-19, é inserido no adenovírus e este, ao ser administrado em seres humanos por meio da vacina, estimula as células do organismo a produzir uma resposta imune.

O adenovírus é um vírus que possui uma capacidade natural de replicação no corpo humano, mas quando utilizado como imunizante, essa capacidade de reprodução deve estar neutralizada, o que não teria ocorrido no caso dos lotes da Sputnik avaliados pela Anvisa.   

"Um dos pontos críticos, cruciais, foi a presença de adenovírus replicante na vacina. Isso significa que o vírus, que deve ser utilizado apenas para carregar o material genético do coronavírus para as células humanas e promover a resposta imune, ele mesmo se replica. Isso é uma não conformidade grave", disse Mendes. "Esse adenovírus replicante foi detectado em todos os lotes apresentados da vacina Sputnik",

Esse procedimento, explicou o gerente-geral, está em desacordo com o desenvolvimento de qualquer vacina de vetor viral, de acordo com os parâmetros de autoridades regulatórias dos Estados Unidos e da União Europeia. Ele alertou que, uma vez no organismo humano, o adenovírus replicante poderia causar viroses e se acumular em tecidos específicos do corpo, como nos rins.

 

Documentação

Em outra avaliação, dessa vez sobre as empresas que fabricam a vacina, a Gerência Geral de Inspeção e Fiscalização da Anvisa informou que não foi apresentado o relatório técnico de aprovação do imunizante russo para verificar o controle de qualidade na fabricação.

Por causa disso, a Anvisa analisou documentos próprios e de outras autoridades regulatórias internacionais e solicitou a realização de uma inspeção presencial em duas das empresas que fabricam a vacina na Rússia, a Generium e a UfaVITA. A inspeção no Instituto Gamaleya, que é o desenvolvedor da vacina, foi negada pelo governo russo. Essa inspeção foi realizada ao longo da semana passada por três técnicos enviados pela agência. Na visita, de acordo com a gerente de inspeção, Ana Carolina Merino, foram constadas não conformidades na fabricação da vacina, que impactam, entre outras, na garantia de esterilidade do produto.

"Neste momento, o risco inerente à fabricação não é possível de ser superado, tanto para o insumo fabricado pela Generium quanto pelos produtos acabados fabricados pela Generium e pela UfaVITA, então a nossa gerência não recomenda a importação da vacina", afirmou.

Em outro parecer, a gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Anvisa, Suzie Marie Gomes, afirmou haver falta de informações conclusivas sobre eventos adversos de curto, médio e longo prazos decorrentes do uso da vacina, o que prejudica a avaliação do produto. "Eu chamo a atenção também para que a ausência de dados também é informação. A ausência de comprovação é considerada uma evidência, e uma evidência forte, sobretudo quando temos uma estimativa de população exposta ao risco que beira os 15 milhões de cidadãos", afirmou.

 

 

*Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

CHILE - Autoridades chilenas anunciaram que irão prorrogar o fechamento das fronteiras do país por mais 30 dias, enquanto os hospitais continuam quase cheios e o número de casos de covid-19 ainda está alto, apesar de uma melhora gradual registrada nas últimas semanas.

O ministro da Saúde, Enrique Paris, disse que as médias semanal e de 14 dias mostram queda de 7% no número de casos confirmados, e que as taxas de positividade dos testes de covid-19 também caíram. Nessa segunda-feira (26), 6.078 novas infecções foram registradas, em comparação com a alta recorde de 9.171 casos no dia 9 de abril.

"A situação sanitária está mostrando alguns sinais de melhora. Estamos vendo mudanças, mas isso não significa que precisamos parar de lutar", disse Paris. O Chile está conduzindo uma das mais rápidas campanhas de vacinação no mundo - metade de sua população prioritária já foi imunizada com uma dose e 38,8% já receberam duas.

Isso fez com que as internações hospitalares caíssem nos grupos etários mais velhos e que já foram vacinados. Mas entre a população mais jovem e ativa os números de hospitalizações estão maiores, de acordo com as autoridades de saúde do país.

Autoridades também anunciaram a flexibilização gradual do regime de lockdown na capital Santiago, após um mês de confinamento rígido. Sete bairros, a maioria deles na região mais abastada, no leste da cidade, poderão sair do lockdown durante os dias de semana, e as escolas serão reabertas se cumprirem medidas sanitárias rígidas.

Os testes e rastreamentos serão intensificados, com unidades móveis instaladas em shoppings, estações de metrô e restaurantes, e haverá melhor rastreamento após surtos em locais de trabalho, além de mais inspetores locais para checar pessoas em quarentena e fiscalizar eventuais reuniões clandestinas.

 

 

*Por Fabian Cambero e Aislinn Laing - Repórteres da Reuters

SÃO CARLOS/SP - Um levantamento realizado pela Prefeitura Municipal de São Carlos apontou alguns números que devem ser observados com atenção pela população São-carlense. De acordo com os dados coletados nos últimos 30 dias, o bairro com maior número de contaminados é o Cidade Aracy, região sul da cidade.

Por ordem os 10 bairros com maior número de infectados:

  1. Cidade Aracy
  2. Centro
  3. Cruzeiro do Sul
  4. Antenor Garcia
  5. Santa Felícia
  6. Jardim Ipanema
  7. Vila Prado
  8. Jockey Club
  9. Jardim Beatriz
  10. Eduardo Abdelnur

A faixa etária com mais casos confirmados com o coronavírus é de 31 a 40 anos, depois entre 18 a 30 anos. Ainda segundo o levantamento, os menos infectados são as pessoas com mais de 70 anos.

Os números mostram que a média diária de infectados caiu em relação ao último mês, caiu também os números de óbitos por dia.

 

SÃO CARLOS/SP - A Tecumseh do Brasil entregou na manhã desta segunda-feira (26) quatro respiradores hospitalares para a Prefeitura de São Carlos. O pedido à empresa foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Roselei Françoso (MDB), e pelo secretário de Obras, João Muller.

Os equipamentos, avaliados em R$ 230 mil, foram adquiridos da Hortron Equipamentos Médicos, empresa de São Carlos. Esses respiradores, embora aprovados recentemente pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa), já são considerados um dos melhores do mercado.

Além do presidente da Câmara, Roselei Françoso, o prefeito Airton Garcia, o vice-prefeito, Edson Ferraz, os secretários Marcos Palermo (Saúde) e João Muller (Obras), os diretores da Tecumseh, Rosana Bacciotti (Recursos Humanos) e Homero Busnello (Marketing e Relações Institucionais) participaram do ato da entrega na unidade localizada no Jockey Club.

“Quero agradecer a Tecumseh em nome da Câmara e da população de São Carlos”, salientou Roselei Françoso. “Destaco a agilidade da empresa na aquisição desses equipamentos”, frisou. Para o presidente, é fundamental combater a pandemia da Covid-19, mas também fazer a manutenção dos serviços locais de forma segura.

O presidente Roselei fez questão de registrar a atuação do secretário João Muller. “Hoje o Muller está na Obras, mas estava na Habitação e, antes, na Câmara, e foi fundamental nessa conquista”, lembrou. O vice prefeito, Edson Ferraz, também ressaltou o papel do Muller ao ser o primeiro a acreditar no projeto da empresa Hortron e trabalhar pela aprovação junto à Anvisa.

“Fico feliz de poder auxiliar o município neste momento com o objetivo principal de salvar o maior número possível de vidas”, disse João Muller. O secretário de Saúde, Marcos Palermo, registrou a importância da doação e fez um elogio ao modelo de respirador da Hortron. “É um equipamento de fácil manuseio e, neste momento crítico que vivemos, isso é fundamental para dar agilidade às UTI’s”, observou.

O prefeito Airton Garcia lembrou da importância da Tecumseh para São Carlos desde sua existência e agradeceu a doação. “Essa é mais uma ação que nos ajudará muito a combater a pandemia”, frisou. “Essa é uma doação para o município que irá ajudar de forma direta ou indiretamente todos os são-carlenses”, disse o vice prefeito Edson Ferraz.

Para o diretor de Marketing e Relações Institucionais da Tecumseh, Homero Busnello, é uma satisfação auxiliar o município no combate à pandemia. Ele explicou que a Tecumseh, além de adotar um protocolo rígido de higienização e distanciamento junto aos seus funcionários, entende como fundamental contribuir com essa doação. “Priorizamos a aquisição em um fornecedor local para gerar receitas para o município e facilitar a instalação e manutenção dos equipamentos”, disse.

A Electrolux, a Construtora MRV e a própria Hortron já haviam feito doações de respiradores ao município por intermédio do secretário de Obras, João Muller. Com os 4 respiradores da Tecumseh, os investimentos chegam a aproximadamente R$ 1 milhão.

PIRACICABA/SP - Uma mulher de 83 anos, muito debilitada e seminua foi localizada na tarde da última quinta-feira (22) pela Polícia Militar, em uma residência na Vila Sônia. Familiares teriam se mudado há alguns dias e abandonaram a idosa para trás. A situação da idosa comoveu policiais e socorristas que atenderam a ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 14h30, uma equipe do serviço de rádiopatrulhamento foi acionada pelo Copom (Centro de Operações da polícia) sobre uma denúncia de maus-tratos envolvendo uma idosa. Um solicitante avisou a polícia sobre as condições da senhora, que estava sozinha na residência.

Quando os policiais chegaram no endereço informado, encontraram a mulher caída ao chão, com mau cheiro e feridas no corpo. A casa estava sem as mínimas condições mínimas de higiene e sem alimentos na geladeira e armários da cozinha.

Ainda conforme apuração da PM, com muita dificuldade para falar, a senhora relatou que os seus parentes que ali viviam com ela mudaram-se, há dias atrás, sem dizer para onde iriam, deixando-a desamparada.

A idosa foi socorrida pelos atendentes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento da Vila Sônia, onde permanece internada.

O caso foi registrado no 5º Distrito Policial como maus-tratos.

 

 

*Por: JORNAL DE PIRACICABA

Gato doméstico é o principal agente epidemiológico

 

SÃO CARLOS/SP - Enquanto estamos todos focados com a pandemia causada pelo Coronavírus, outras doenças caminham entre nós, de forma silenciosa, como é o caso da esporotricose, uma micose causada por um fungo presente em solos, vegetais, madeira e em matéria em decomposição. Por causa disso, ficou conhecida como a “doença do jardineiro”, já que uma forma comum de contágio se dá por manuseio da terra e de acidentes com espinhos. Contudo, o principal agente epidemiológico envolvido na transmissão da esporotricose é o gato doméstico, caracterizando-se essa doença como uma zoonose, daí que seja necessário um cuidado muito especial com esse simpático animal de estimação.

Através da marcação territorial - seja arranhando troncos de árvores ou brigando com gatos infectados, ou mesmo ao cobrir suas fezes com terra - o gato se contamina e, posteriormente, pode inocular esse fungo no homem ou em outro gato através da arranhadura, mordedura ou quando houver contato com as secreções das feridas que apresenta. Os sinais da doença surgem após semanas a partir do contágio e são caracterizados, inicialmente, por feridas na pele que nunca cicatrizam. Se não houver tratamento rápido e adequado, podem progredir para o sistema linfático e, em seguida, proliferar por órgãos, como pulmões, ossos e articulações, podendo, em casos mais graves, levar à morte em ambas as espécies.

Em virtude do número de casos dessa doença aumentar diariamente no mundo, principalmente em países tropicais e subtropicais, e onde no Brasil a infecção é relatada como endêmica, sendo líder mundial (em 2017 o Brasil registrou 5 mil casos em humanos, enquanto que nos Estados Unidos - segundo país mais afetado - o registro foi de 62 casos), pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), igualmente alocado neste Instituto, através de testes in vitro, estão utilizando a Terapia Fotodinâmica (TFD) como terapia alternativa no combate à esporotricose, tendo já colhido resultados bastante satisfatórios ao longo da pesquisa. O objetivo é obter uma resposta eficaz na eliminação da esporotricose e diminuir o tempo de tratamento da doença, usando a TFD como terapia única, ou associada à medicação convencional. Dentre as vantagens da técnica, temos o seu baixo custo, facilidade de aplicação e pequena infraestrutura necessária para aplicação, poucos efeitos colaterais, ação local e sem relatos do desenvolvimento de resistência.

O combate convencional a esta doença consiste no uso de antifúngicos tradicionais, porém, o tratamento é longo (chega a durar anos), o que acarreta o surgimento de efeitos colaterais nos pacientes, como anorexia, danos hepáticos e risco de intoxicação. Por outro lado, muitos tutores abandonam seus gatos, principalmente se algum membro da família contraiu a doença, o que contribui ainda mais para a perpetuação e multiplicação da esporotricose no ambiente. Também é comum o uso indiscriminado da medicação pelos pacientes, fator que facilita o surgimento de isolados fúngicos resistentes aos fármacos disponíveis.

Assim, a eficiência limitada do tratamento convencional aponta a necessidade de se buscarem alternativas terapêuticas comprovadamente eficazes, como é o caso da TFD, técnica que utiliza a interação da luz, de uma substância chamada fotossensibilizador, e do oxigênio presente nas células. Muitos já utilizam essa modalidade terapêutica para tratamento de câncer e de infecções e, no caso da esporotricose, a TFD surge como uma terapia alternativa promissora.

Esta pesquisa do IFSC/USP está sendo coordenada pela Dra. Hilde Buzzá, juntamente com a aluna de mestrado Amanda Rocha e com supervisão do Prof. Vanderlei Bagnato, tendo como base que o uso da TFD já é algo consolidado na Medicina Humana e na Veterinária, sendo que sua aplicação no tratamento de micoses cutâneas em humanos e gatos se mostra como uma grande possibilidade terapêutica, principalmente em locais com grande incidência de animais de rua e com poucos recursos financeiros. As pesquisas em Biofotônica do CEPOF do IFSC/USP com fungos, como Cândida e Onicomicose, e seu grande sucesso em pesquisas animais, indica que a TFD para o tratamento da esporotricose será também um grande sucesso.

A Drª Hilde Buzzá relata, de forma sumária, como tem sido os trabalhos no laboratório: “De fato, fizemos a caracterização do crescimento do fungo nas suas duas formas - a encontrada no ambiente e a que está presente na lesão. Após isso, foram testados diferentes fotossensibilizadores e doses de luz para encontrar os melhores parâmetros para a eliminação desses microrganismos. Dessa forma, ao zerar as colônias ou reduzindo a quantidade de fungos, combinamos esse procedimento com o tratamento convencional - o antifúngico itraconazol - para reduzir o tempo de tratamento, usando a TFD tanto como terapia principal, como associada”. Os próximos passos da equipe de pesquisadores será  testar os melhores parâmetros da TFD em modelos animais, com camundongos infectados.

Participam também deste trabalho a Drª Natalia Inada, Técnica de Nível Superior do IFSC/USP, e o mestrando Marco A. Tiburcio.

 

 

*Por: Rui Sintra - IFSC/USP

Família de motorista de Minas Gerais receberá indenização por danos morais e materiais

 

TRÊS CORAÇÕES/MG - A Justiça do Trabalho de Minas Gerais reconheceu, no último dia 15, que a morte em decorrência da covid-19 pode ser considerada acidente de trabalho e concedeu uma indenização de R$ 200 mil para a família de um motorista de transportadora. Essa é a primeira decisão judicial nesse sentido desde o início da pandemia no Brasil. 

“Apesar de ser uma decisão de primeiro grau, e que, portanto, tem que ser reconhecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pelo Tribunal Superior do Trabalho, é um precedente importante para que as famílias que perderam entes queridos sejam indenizadas sempre que as normas de segurança do trabalho forem descumpridas e causarem mortes ou prejuízos à saúde do trabalhador”, afirma a advogada Thaís Cremasco, especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário.

O juiz Luciano José de Oliveira, da Vara do Trabalho de Três Corações, entendeu que, como o motorista contraiu o vírus durante uma viagem até Maceió, e como a empresa não comprovou que adotou todas as regras de segurança necessárias, assumiu o risco de que seu funcionário fosse contaminado. O juiz reconheceu as precárias condições de trabalho a que o motorista foi submetido durante a viagem que durou cerca de 10 dias”, explica a advogada.

Segundo Thaís, a decisão da Justiça de Minas terá efeitos também na esfera previdenciária. “Importante ressaltar que nos casos em que a covid for considerada doença do trabalho haverá implicações na esfera previdenciária caso o trabalhador tenha necessidade de se afastar das suas funções”, completa a advogada.


Empresa não comprovou que adotou regras de segurança
necessárias para proteger funcionário

Ainda de acordo com a especialista, além da indenização, a empresa terá que pagar uma pensão para a família durante o período que faltaria para a aposentadoria do trabalhador caso ele estivesse vivo. “É obrigação do empregador dar aos seus funcionários todas as ferramentas de segurança necessárias para proteger a sua integridade física”, afirma Thaís.

Na decisão, o juiz afirma que o motorista ficou suscetível à contaminação nas instalações sanitárias precárias nos pontos de parada e durante o trajeto, já que o caminhão foi manuseado por outras pessoas e não ficou comprovado que a transportadora cumpria todas as medidas profiláticas da cabine. “Neste caso específico, a empresa tinha que comprovar que forneceu a quantidade necessária de álcool em gel e máscara ao motorista, o que não foi feito”, completa.

A advogada ressalta que as empresas têm obrigação de fornecer máscaras e álcool em gel em quantidade suficiente para que o trabalhador se proteja durante o exercício da sua função. “Se uma empresa não cumprir, o trabalhador pode fazer uma denúncia ao site do Ministério Público do Trabalho da sua cidade”, explica.


Thaís Cremasco, advogada especialista em
Direito do Trabalho e Previdenciário

SÃO CARLOS/SP - O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH, é um transtorno do neurodesenvolvimento que inicia-se na infância e, geralmente, acompanha o indivíduo ao longo de sua vida, acarretando impactos de caráter social, acadêmico e profissional.

O Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade passou por diferentes modificações em suas nomenclaturas e conceitos, desde sua primeira descrição. Atualmente, o TDAH é descrito pelo DSM-V (APA, 2014), como transtorno do neurodesenvolvimento com sintomas que envolvem níveis de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade e impulsividade, com manifestação inicial na infância.

A desatenção e desorganização envolvem comportamentos consequentes de recorrentes perdas de seus pertences; aparência de que a criança não está ouvindo o que o outro está lhe dizendo; dificuldades em manter atenção e concluir uma tarefa. Já a hiperatividade e impulsividade são definidas como a agitação motora, dificuldades em permanecer sentado, incapacidade em aguardar a sua vez e se intrometer na atividade do outro.

 Em relação à prevalência, dados da literatura demonstram maior prevalência do transtorno em meninos e a idade mais marcante para manifestação dos sintomas é a escolar, dos 6 aos 12 anos.

Na infância, o TDAH representa um dos transtornos psiquiátricos mais comuns no Brasil, sendo assim um dos transtornos mais recorrentes à consulta com neuropediatras e o país ocupando o segundo maior índice de consumidor mundial de Metilfenidato, o medicamento mais indicado para o controle dos sintomas de desatenção/hiperatividade.

Mas qual a causa do TDAH? A origem do transtorno pode ser considerada multifatorial e complexa, possui a contribuição de fatores genéticos e ambientais tendo bases neurobiológicas com anormalidades no sistema nervoso central. Contudo, ainda há lacunas no conhecimento dos mecanismos específicos que conectam genótipo, processos neurais e sintomas cognitivos e comportamentais.

No que tange os fatores ambientais, o uso de tabaco e álcool e a presença de chumbo no ambiente durante a gestação leva a complicações na gestação, no parto ou ao recém-nascido. Prematuridade, baixo peso, situações ambientais extremas na infância, adversidades psicossociais e inconsistência na função parental são fatores de risco relacionado ao transtorno.

Apesar de muito avanço no que diz respeito à compreensão do TDAH ao longo dos anos e aos avanços científicos ligados à genética e exames de neuroimagem, seu diagnóstico é, essencialmente clínico.

Para auxiliar nessa avaliação clinica e estruturar intervenções adequadas deve ser realizado a avaliação neuropsicológica que utiliza métodos clínico-experimentais de observação e de mensuração do comportamento humano por meio da avaliação com instrumentos padronizados.

É muito importante que no caso de dúvidas com relação à dificuldade de atenção a família procure ajuda profissional e faça a avaliação, sabemos hoje que 70% das crianças com TDAH têm pelo menos um transtorno psiquiátrico com comorbidade, entre essas, a taxa de comorbidade de transtorno de aprendizagem se apresenta em média de 45%, sendo o baixo desempenho escolar um dos prejuízos funcionais mais frequentes no TDAH.

 

*Texto Escrito Por: Thaise Fernanda Mendes Soares CRP: 06/128703

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JAPÃO - O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, decretou na sexta-feira (23) o terceiro estado de emergência para Tóquio e mais três prefeituras para conter a propagação da covid-19, quando faltam três meses para o início dos Jogos Olímpicos no país.

"Hoje decidimos declarar o estado de emergência nos departamentos de Tóquio, Kyoto, Osaca e Hyogo", anunciou Yoshihide Suga, justificando a medida pelo aumento do número das diferentes variantes do SARS-CoV-2 nos novos casos de infeção.

Yoshihide Suga anunciou que a medida estará em vigor entre 25 de abril e 11 de maio, permitindo que as autoridades determinem o fechamento temporário de centros comerciais e estabelecimentos que vendam bebidas alcoólicas.

O estado de emergência poderá ser estendido se a situação não melhorar o suficiente, alertou Shigeru Omi, um dos principais assessores do Executivo sobre a pandemia.

Este é o terceiro estado de emergência no Japão desde o início da pandemia e surge apenas um mês após o fim do último.

No entanto, desta vez as autoridades têm mais poderes, após a legislação ter sido reforçada em fevereiro.

Com quase meio milhão de casos de covid-19 e 10 mil mortes devido à doença, o Japão não impôs confinamentos.

O fim do estado de emergência deverá ocorrer em 11 de maio, na véspera de uma visita do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Back, o que fez aumentar a especulação de que o governo estaria priorizando o calendário olímpico sobre a saúde da população.

A campanha de vacinação no Japão está atrasada em relação a muitos países.

A imunização começou em meados de fevereiro, mas os progressos têm sido lentos devido à falta de vacinas e de profissionais de saúde.

Diante do aumento de casos de covid-19, aumentam as dúvidas sobre a possibilidade de realização das Olimpíadas de Tóquio, que têm início agendado para 23 de julho. Na semana passada, o "número 2" do Partido Liberal Democrático do Japão (no poder), Toshihiro Nikai, admitiu o cancelamento.

Yoshihide Suga prometeu realizar olimpíadas "seguras e protegidas", afirmando que elas servirão como um símbolo do triunfo da humanidade sobre a pandemia.

Devido à pandemia de covid-19, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020, previstos para o verão passado, foram adiados em cerca de um ano.

Os Jogos Olímpicos vão ocorrer entre 23 de julho e 8 de agosto, enquanto os Paralímpicos entre 24 de agosto e 5 de setembro.

Agora em abril, numa sondagem da Kyodo News, apenas 24,5% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao evento já neste verão, com 39,2% a pedir o cancelamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e 32,8% a julgarem melhor um novo adiamento.

Uma pesquisa feita com o setor empresarial, em fevereiro, mostrou que apenas 35% das empresas queriam o evento.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.060.859 mortos no mundo, resultantes de mais de 143,8 milhões de casos de infecção, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no fim de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

 

*Por: RTP

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