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Segunda edição de estudo sobre o perfil do turista mostra radiografia do consumidor atual de viagens de países latino-americanos, com importantes alertas para destinos, bem como para meios de transporte e de hospedagem

 

SÃO PAULO/SP - A Interamerican Network e o Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizaram, de 26 de outubro a 9 de novembro de 2020, a segunda edição da pesquisa O Novo Viajante, a fim de entender como a pandemia de covid-19 afetou e mudou os perfis e os hábitos dos viajantes latino-americanos, além de captar informações sobre o novo cenário dos consumidores de viagens. A sondagem foi realizada com 833 respondentes no Brasil, no México, na Colômbia, no Chile, na Argentina, no Peru e outros.
 
Na primeira edição da pesquisa, realizada em junho de 2020, 46% dos respondentes dos países pesquisados declararam que planejam fazer uma viagem ainda em 2020. Como estamos próximos ao fim do ano e a pandemia se estende, o índice caiu, agora, para 23%. A opção mais escolhida (26%) foi a de viajar somente quando houver uma vacina amplamente disponível. No entanto, há um bom equilíbrio ainda entre pessoas que se sentirão seguras em viajar somente no primeiro (21%) ou no segundo (22%) semestre de 2021.
 
“A maior preocupação dos viajantes continua sendo com lugares que tenham políticas de segurança sanitária, saúde e higienização. Lugares que não sejam muito cheios foi uma nova opção que incluímos no questionário, que acabou recebendo a segunda melhor colocação, à frente de ‘flexibilidade caso os planos necessitem ser mudados’, que aparecia em segundo lugar em junho”, comenta Danielle Roman, presidente e CEO da Interamerican, que aplicou a pesquisa nos seis países. Preço continua sendo uma equação importante no processo de escolha do destino, ao contrário de lugares que ofereçam bom atendimento hospitalar, que figurou, novamente, em último lugar. Tal fato é confirmado quando se pergunta sobre os cuidados extras que as pessoas passarão a ter para viajar sob as novas circunstâncias: as opções que privilegiam efetivos protocolos de segurança e higiene foram as duas mais escolhidas.
 
Outro hábito famoso parece ter sido duramente atingido pela pandemia: resolver tudo na última hora – 27% dos entrevistados disseram pretender resolver a viagem com, pelo menos, seis meses de antecedência. No cômputo geral, três meses de antecedência foi a segunda opção mais votada (21%). “Um e dois meses de antecedência apareceram logo atrás, e é importante que estes números sejam considerados, dada a característica instável da pandemia”, alerta Danielle.
 
Organizar a viagem sozinho, diretamente com hotéis, companhias aéreas, entre outros, segue sendo a opção mais escolhida na América Latina (58%) – aumento de 13 pontos porcentuais em relação a junho. Na média do continente, agentes de viagens foram a segunda opção mais votada (28%), muito à frente das OTAs (Operadoras de Turismo Online), com 7%, margem que foi alargada ainda mais em comparação à primeira pesquisa. Quando perguntados em quais circunstâncias comprariam com agentes de viagens, 45% disseram que para adquirir pacotes completos, com hotel, passagens, passeios e atrações; resposta que cai para 19% quando o caso for comprar em uma OTA.
 
Pode-se confirmar este hábito solitário de se organizar sozinho na pergunta sobre quem mais inspira o viajante na hora de escolher um destino. Ainda que a recomendação dos amigos continue sendo a principal inspiração (24%), a diferença é pequena para a opção “Eu procuro na internet” (23%), porcentagens quase idênticas à da pesquisa de junho. Dicas dos agentes de viagens perderam terreno em comparação a junho: a opção passou de terceiro para quinto lugar. Ganharam relevância, desta vez, o Instagram e as dicas de influenciadores ou blogueiros de viagem. Em seguida, vêm publicidade, quase empatada com dicas de jornalistas especializados, e Facebook e YouTube na sequência.
 
Sobre o tipo de viagem mais desejada, destinos dentro do próprio país continuam em primeiro lugar, ainda que tenham passado de 60%, em junho, para 47%, em outubro. Europa continua em segundo lugar, mas crescendo de 14% para 21%, talvez por uma certa aceitação desta nova maneira de viajar. Destinos que foram riscados do mapa em decorrência da pandemia, segundo as respostas, são, na sua maioria, na Europa e nos Estados Unidos.
 
A praia segue sendo o destino preferido, ainda que tenha caído três pontos porcentuais. Viagens culturais e de ecoturismo ou contemplação vêm logo em seguida, como na pesquisa de junho. Um novo dado agregado a esta segunda edição da pesquisa foi a companhia preferida para a viagem: a família está bem à frente (48,38%), seguida por par romântico (29,05%), amigos (14,77%) e sozinho (7,8%).
 
“Os hábitos de consumo dos turistas também foram medidos, e outro lugar-comum parece ter caído por terra: além de transporte, hospedagem e alimentação, o que as pessoas menos dizem consumir nos destinos, inclusive no Brasil, são compras (18,85%) e vida noturna (9,37%)”, revela Danielle. “Atrações turísticas e culturais (30,46%), atrações na natureza (22,72%) e serviços do setor, como traslados e guias turísticos (18,85%) ocupam os primeiros lugares”, diz.
 
Olhando para o futuro, quando perguntados sobre o impacto da pandemia nas viagens, apenas os brasileiros acreditam que as mudanças serão poucas e não muito significativas (53,94%). No total, a maioria dos turistas da América Latina acredita que as viagens serão totalmente diferentes (53,78%).
 
Análise dos resultados no Brasil
No Brasil, o índice de pessoas que diz querer viajar, ainda em 2020, foi o mais alto em toda a América Latina, com 34%. Entretanto, 53% ficam preocupados se os destinos escolhidos têm políticas de segurança sanitária e se não são lugares que atraiam aglomerações. Além disso, 21% disseram se preocupar com flexibilidade, caso haja necessidade de alteração de planos de viagem.
 
“Estes números iniciais já indicam claramente as estratégias que os empresários do turismo devem traçar na retomada das viagens. A comunicação precisa ser clara, com informações em sites oficiais e parceiros, além das mídias sociais, de como está a situação da região em relação ao covid-19 e às medidas que a cidade e a empresa estão tomando de proteção, bem como as condições de cancelamento e remarcação”, afirma Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP. “Não é o momento de deixar estes pontos nas ‘letras miúdas’, escondidas nos sites, pois estas variáveis estão sendo fundamentais na decisão de reservar viagem completa, transportes (aéreo, rodoviário, locação de veículos) e meios de hospedagem”, complementa a especialista.
 
Para endossar a estratégia, 35% dos entrevistados disseram ter cuidados extras, como reservar em meios de hospedagem com efetivos protocolos de segurança sanitária, ao passo que 25% afirmaram o mesmo para meios de transporte. E 17% priorizarão viagens com carro próprio, na linha do que tem se configurado como tendência: o turismo de proximidade.
 
As viagens estão sendo programadas, em sua maior parte, com seis meses ou mais de antecedência (28%). Para uma parcela menor, a programação é iniciada três meses antes de viajar (22%). Para a opção “entre um e dois meses”, o porcentual foi de 37%. “Esses números merecem uma ponderação, pois os que decidem por viagens na véspera, diante de um cenário de pandemia, são os que vão para destinos mais próximos – por exemplo, famílias paulistanas que decidem ir ao litoral ou ao interior para passar um feriado. Quem programa com mais antecedência são aqueles que fazem buscas de passagens aéreas com preços mais baixos, que reservam hospedagem após longas pesquisas na internet, etc.”, comenta Mariana.
 
Dada a restrição da entrada de brasileiros nos Estados Unidos e na Europa, 51% dos entrevistados responderam que desejam viajar pelo Brasil. Muitos turistas estão aproveitando para conhecer lugares que não tinham em mente antes da pandemia. “É um gancho que os empresários podem utilizar na comunicação, com incentivos a conhecer locais novos dentro do próprio país, ajudando na recuperação do turismo nacional”, destaca Mariana. Para 23%, há um desejo de viajar para a Europa, seguido de 9% para destinos na América do Sul, onde gradativamente as fronteiras estão se reabrindo.
 
O destino preferido dos brasileiros é a praia, conforme responderam 35% – mais que o dobro da segunda e da terceira opções mais escolhidas, tecnicamente empatadas: o turismo cultural, com 16,62%, e o ecoturismo, com 16,03%. “Várias pesquisas divulgadas ao longo da pandemia, pelos sites de buscas de passagens e de agências de viagens, mostraram que o Nordeste é o destino mais procurado. São inúmeras as opções de praias, desde as mais isoladas no litoral sul baiano até as que ficam em capitais (como Maceió), para que o turista decida conforme o gosto e, sobretudo, o bolso”, diz Danielle Roman.
 
Outro ponto interessante da sondagem foi que 70% disseram pretender organizar os detalhes da viagem sozinhos, diretamente com hotéis e empresas aéreas. Apenas 19% optam por agentes de viagens tradicionais e 6% se orientam pelas OTAs, as agências online. No entanto, é importante ponderar que muitos acreditam estarem comprando pela internet de maneira isolada, sem saber que, na verdade, estão utilizando uma agência online.
 
Tanto que 43% dizem que farão compras pela internet apenas para acomodação e 31% para o pacote de meios de hospedagem e avião. Os que utilizarão esses sites apenas para compra das passagens aéreas são 13%. Os casos nos quais o consumidor realizaria a compra por meio de uma agência de viagem seria na compra de pacotes completos (hotel, avião, passeios, atrações, etc.) para 36%, e o combo de hospedagem e aéreo, para 30%.
 
“Assim, é importante, neste momento de pandemia, as agências se comunicarem com os consumidores e mostrarem a importância dos seus serviços, uma vez que podem oferecer hotéis, transportes e seguros, reduzindo a chance de surgirem problemas exatamente no momento mais esperado do ano: a hora de viajar”, diz Mariana. “Até mesmo porque a maioria dos entrevistados (44%) disse preferir viajar com a família. E quanto mais pessoas viajando juntas, principalmente com crianças, maior o desejo de evitar erros numa viagem”, finaliza. Para 30%, a preferência é fazer com o par romântico, e 15%, com amigos.
 
Logo, a comunicação clara e a digitalização dos negócios são essenciais para continuar no mercado de turismo. Isso porque, para 27%, a busca na internet é o que mais inspira na escolha do próximo destino. Na sequência, 21% preferem recomendação de amigos, 15% seguem o Instagram e 13% optam pelas dicas de influenciadores ou blogs de viagem.
 
Haverá muita mudança no perfil do viajante no pós-pandemia. Embora 53% disseram acreditar que teremos apenas algumas mudanças, mas não muito significativas, 43% responderam que as viagens serão totalmente diferentes depois da pandemia. “E aqui cabe a atenção do empresário ao fato de que essas mudanças não serão necessariamente no perfil de compra do turista (de hotel para pousada, de campo para praia, etc.), até porque os números mostram que, no geral, não deverá ter muitas alterações do gênero. O diferente será na preocupação com protocolos sanitários do destino (cidade, hospedagem, transporte, etc.) e nas condições de compra (remarcação e cancelamento). Por isso, a palavra ‘comunicação’ é o grande destaque neste momento”, finaliza Mariana.
 
Por fim, não se pode esquecer que o Brasil é um país com 8 mil quilômetros de praias. Os milhares de negócios, de todos os portes, dependentes deste grande atrativo turístico, podem usar a experiência, nos próximos meses, para fidelizar clientes e abrir novos mercados, garantindo demanda com promoções para os períodos de baixa ocupação. É o momento ideal para fazer uma boa gestão de preços – atraindo um público mais propenso a escolher períodos de baixa temporada – e já ampliar a previsão de receita para o próximo ano.
 
Tenha acesso completo aos resultados e gráficos neste link.
 
Sobre a pesquisa
O questionário foi aplicado de 26 de outubro a 9 de novembro de 2020, gerando 833 respostas completas, na maioria, de mulheres (65,43%). As origens dos respondentes foram: Brasil (40,58%), México (29,65%), Colômbia (17,05%), Chile (5,40%), Argentina (5,04%), Peru (0,72%) e outros (1,56%). Faixas etárias: de 45 a 54 anos (28,57%), de 35 a 44 anos (26,05%), de 25 a 34 anos (23,17%), de 55 a 64 anos (12,12%), de 65 anos ou mais (5,16%) e de 18 a 24 anos (4,92%).
 
Sobre a Interamerican Network
Fundada em São Paulo, em 1984, e com bases na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia e no México, a Interamerican Network é a agência de comunicação líder na América Latina dedicada exclusivamente a clientes da indústria do turismo. Com soluções estratégicas, criativas e integradas em relações públicas, marketing e digital para destinos turísticos, hotéis e resorts, parques temáticos, centros de compras, companhias aéreas, aeroportos e produtos turísticos em geral, oferece planejamento e atendimento personalizado para cada cliente. A Interamerican Network faz parte de alianças globais, sendo braço da Travel Consul na América do Sul e da APG Airlines no Brasil.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, além de desenvolver soluções, elaborar pesquisas e disponibilizar conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

Visitação reflete também na geração de emprego na economia de serviços  

  

BROTAS/SP - Enquanto a previsão da arrecadação com o turismo no Brasil tem retração estimada de 44%, segundo pesquisa da FecomércioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a atividade em Brotas alcança patamares recordes. Com altas sucessivas, a capital nacional do turismo de aventura registrou aquecimento de 37,8%, no acumulado de agosto a outubro comparado a igual período de 2019. É o melhor desempenho do setor em cinco anos.  

Levantamento da Secretaria Municipal de Turismo aponta que, no período, foram emitidos 76.556 vouchers, pulseiras que dão acesso às atividades oferecidas por operadoras e ecoparques. No mesmo intervalo de 2019, foram registradas 55.611 vendas.    

Em outubro, a visitação ao destino cresceu 27%; de 10,1 mil para 12,9 mil, em relação ao mesmo mês de 2019. No mesmo cenário, as hospedagens cresceram 10% - de 8,2 mil para 9,1 mil reservas. Entre as atividades, o rafting tem a maior participação, com alta de 60%, de 4,6 mil para 7,4 mil. Crescimento expressivo também na procura pela tirolesa, de 1,1 mil para 2,4 mil vouchers, 127% a mais.    

 

Empregos  

Em outubro, a geração de empregos apresentou alta de 10%, conforme levantamento da Secretaria de Turismo. A reabertura de postos de trabalho foi gradativa a partir de junho e hoje totaliza 3,2 mil profissionais em atividade, um incremento na rede de serviços, que corresponde a 38% das ocupações no mercado de trabalho no município.   

“Brotas está entre os dez destinos mais procurados no estado de São Paulo, reflexo da procura por atividades ao ar livre e a proximidade de polos regionais. Toda cadeia de serviços está adequada para oferecer segurança e tranquilidade ao visitante. Por isso o turismo segue aquecido, na contramão da realidade nacional, com prioridade para a saúde do turista, dos nossos prestadores de serviço e da população”, finaliza Fabio Pontes, secretário de Turismo.   

Queda de 37,6% em setembro, mesmo com feriado nacional, foi o pior resultado para o mês desde 2011

 

SÃO PAULO/SP - O turismo nacional já perdeu R$ 41,6 bilhões em faturamento entre os meses de março e setembro de 2020, período da pandemia de covid-19 no País. O montante representa uma queda de 44% em comparação ao mesmo período do ano passado, mostra levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (SP).
 
Só em setembro, o faturamento das empresas do setor (R$ 8,6 bilhões) foi 37,6% menor do que o mesmo mês de 2019 – o que significa um rombo de R$ 5,2 bilhões É o pior resultado do turismo para setembro desde o início da série histórica, em 2011.
 
A retração é porcentualmente semelhante ao acumulado do ano, em que o turismo nacional já viu cair em 34,1% seu faturamento.
 
O mais preocupante, para a FecomercioSP, é que, ao contrário de setores como o comércio e os serviços, em recuperação desde o início do segundo semestre do ano, o turismo não apresenta sinais de retomada. Até por isso a necessidade, segundo a Federação, de uma expansão da oferta de crédito para as empresas do setor, principalmente por meio de ajuda de programas do governo.
 
Companhias aéreas puxam queda
A retração do turismo em setembro foi encabeçada pelo setor de transporte aéreo, que faturou 64,6% a menos do que no mesmo mês de 2019. Apesar do número expressivo, ele fornece algum otimismo, já que teve quedas maiores em agosto (68,8%) e julho (78,1%). Isso se explica não apenas pela baixa demanda, mas pela redução da oferta em 54,5% dos assentos no período, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).
 
Na mesma linha, caíram drasticamente os faturamentos dos agentes de hospedagem e alimentação (-37,3%) e de atividades culturais, esportivas e recreativas (-24,4%). As locadoras de carros perderam 14,8% do faturamento em comparação a setembro de 2019, mas já registram dias com a totalidade dos veículos alugados em alguns fins de semana, em diferentes cidades do País.
 
Dicas para os empresários do turismo
Apesar das regras ainda vigentes do isolamento social e do temor de muitas pessoas em investir em viagens neste momento, o futuro próximo pode ser promissor. Dados de outra pesquisa da FecomercioSP apontam que quase um terço das pessoas (31%) querem viajar depois que a pandemia acabar – o que indica uma demanda reprimida à espera de condições para se realizar.
 
Por isso, é importante que os empresários mantenham os canais digitais ativos desde já, não apenas para ofertar pacotes e destinos, mas também para os que clientes tenham uma comunicação clara dos novos protocolos de segurança do turismo.
 
Além disso, com as incertezas da crise atual, muitos turistas procuram por locais com flexibilidade de cancelamento ou remarcação e possibilidades de reembolsos. Adaptar as reservas e os fluxos a esta especificidade do mercado representa uma vantagem significativa para agora e para o cenário pós-pandemia.
 
Nota metodológica
O estudo é baseado nas informações da Pesquisa Anual de Serviços com dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do IBGE. Os números são atualizados mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e foram escolhidas as atividades que tem relação total ou parcial com o turismo. Para as que têm relação parcial, foram utilizados dados de emprego ou de entidades específicas para realizar uma aproximação da participação do turismo no total.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

SÃO PAULO/SP - O faturamento do setor de turismo no Brasil foi de R$ 70,4 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2020, resultado que representa uma redução de 33,6% em comparação a igual período de 2019. O levantamento, divulgado ontem (21), é da Fecomercio-SP, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período analisado, o resultado negativo do setor foi puxado principalmente pela queda nas viagens aéreas (retração de 68,8%) e pelos serviços de hospedagem e alimentação (diminuição de 43,2%). Atividades culturais, recreativas e esportivas também apresentaram redução relevante, de 33,3%, de janeiro a agosto de 2020.

“Apesar dos resultados, o setor tem motivos para ficar mais otimista com os próximos meses: além da saída gradativa do isolamento, como se viu nos feriados nacionais de setembro e outubro, muitas operadoras de turismo brasileiras já têm pacotes fechados para o primeiro semestre de 2021”, destacou a Fecomercio-SP.

A entidade ressaltou, no entanto, que os empresários do setor devem ser transparentes com seus clientes sobre as condições das viagens, informando as condições das operações de restaurantes, comércio e serviços, assim como sobre a estrutura médica disponível em cada destino.

 

 

*Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Para recuperar o fôlego, acesso ao crédito é fundamental aos empresários nesta fase de retomada gradual, que só deve apresentar melhoras efetivas a partir de setembro

 

SÃO PAULO/SP - O levantamento do Conselho de Turismo da FecomercioSP, com base em números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o turismo nacional sofreu queda de 50,3% no faturamento de julho, em relação ao mesmo período do ano passado. O setor registrou faturamento de R$ 7,2 bilhões, ou seja, R$ 7,3 bilhões a menos do que há um ano, quando o valor havia sido de R$ 14,5 bilhões. A previsão é de que estes resultados melhorem a partir de setembro, em decorrência dos feriados nacionais.
 
Segundo a Federação, entre as atividades do setor, o transporte aéreo segue como o mais impactado, com queda anual de 78,1% e já acumula perda no ano de 46,7%. Os dados convergem com os últimos números divulgados pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), indicando que, em julho, a oferta de assentos no mercado doméstico caiu 76,3%, e a demanda, 78,9%. Na sequência, o grupo de alojamento e alimentação, que registrou retração de 54,5%, em julho, na comparação anual.
 

 
Para recuperar o fôlego, acesso ao crédito é essencial para os empresários obterem os melhores resultados na retomada. A aprovação e a sanção da Média Provisória 963, que aportou R$ 5 bilhões ao Fundo Geral do Turismo (Fungetur), foi de extrema importância ao setor. O Ministério do Turismo e o DesenvolveSP fecharam um acordo para destinar mais R$ 400 milhões às empresas do setor no estado. Os interessados podem requisitar os recursos de maneira direta pelo site, sem precisar passar por intermediários financeiros, o que ajuda na redução da burocracia.
 
Nos próximos meses, a tendência é de que agosto apresente um desempenho similar aos anteriores. Ao que tudo indica, o turismo nacional apresentará melhora em setembro, em decorrência dos feriados nacionais, como o da Independência do Brasil, no dia 7. Esse pode ser o ponto de partida para a recuperação do setor no País, já que há outro feriado importante logo na sequência, em 12 de outubro (dias de Nossa Senhora de Aparecida e das Crianças).
 
Embora algumas cidades e Estados tenham antecipado os feriados, ainda há espaços no calendário para os turistas aproveitarem, o que deve aumentar cada vez mais a procura por voos, sobretudo a partir de janeiro de 2021. Por isso, os empresários devem preparar desde já as suas ofertas e o planejamento de vendas, deixando sempre claro ao consumidor as condições de cancelamento, para que tomem a decisão correta na compra, a fim de evitar riscos desnecessários.
 
Dicas aos empresários
Nesta fase de reabertura gradual, o Conselho de Turismo da FecomercioSP aponta que a demanda por viagens de curta distância para regiões próximas dos grandes centros – seja interior, seja litoral – está crescendo, uma vez que muitas famílias estão cansadas de ficar em casa e buscam viagens rápidas para ter mais espaço e lazer. Este é um fenômeno que tem sido chamado de “turismo de isolamento”, uma grande oportunidade para empresas de locação de veículos, transporte rodoviário, hotelaria, restaurantes, entre outros.
 
Ainda, é importante pensar que a realização de parcerias locais aumenta a possibilidade do estabelecimento de preços mais acessíveis, o que chama a atenção dos turistas. Ou seja, um hotel pode oferecer desconto de um translado e um combo de alimentação especial de algum restaurante da região. Neste momento, não adianta pensar somente no próprio negócio, mas em toda a cadeia, para que mais recursos possam circular, e, com isso, contribuir para a geração de emprego e distribuição de renda.
 
Para minimizar os prejuízos, FecomercioSP recomenda também que os empresários se aproximem cada vez mais dos consumidores por meio das redes sociais, como o Instagram, a fim de apresentar as possibilidades de se realizar um turismo seguro. Assim, é importante informar, em tempo real, as medidas sanitárias realizadas, assim como a disponibilização dos serviços prestados, iniciativas que certamente despertam o interesse dos clientes por voltar a viajar, mantêm a credibilidade da empresa e reforçam a confiança do viajante.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

MUNDO - Os Estados Unidos decidiram suspender a restrição dos voos saídos do Brasil. O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA anunciou a suspensão, que valerá a partir desta segunda-feira (14). Além do Brasil, também foram incluídos na decisão a China (excluindo as regiões administrativas de Hong Kong e Macau), Irã, região Schengen da Europa, Reino Unido (excluindo territórios estrangeiros fora da Europa) e Irlanda do Norte.

A região Schengen da Europa é composta por Alemanha, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Estônia, Grécia, Espanha, França, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Liechtenstein, Hungria, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Suíça.

A restrição de voos saídos do Brasil teve início em 28 de maio. Outros países tiveram a restrição imposta antes. O governo dos EUA informou que está mudando sua estratégia em relação à prevenção da covid-19 e “priorizando outras medidas de saúde pública” para reduzir o risco de transmissões relacionadas a viagens. Segundo o governo, há um melhor entendimento sobre as formas de transmissão do vírus.

“Hoje temos um melhor entendimento sobre a transmissão da covid-19, que indica que sintomas baseados em processos de triagem tem eficácia limitada porque pessoas com covid-19 podem não ter sintomas ou febre no momento da triagem, ou apenas sintomas leves”, informou a embaixada dos EUA no Brasil.

Dentre as ações a serem adotadas pelos Estados Unidos a partir de agora estão a prestação de informações sobre saúde para passageiros antes, durante e depois do voo; a possibilidade de testagem para reduzir o risco de transmissões do vírus, a ampliação dos treinamentos e informações para parceiros do setor de transporte e portos para garantir o reconhecimento da doença e imediata notificação ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC); recomendações depois da chegada de passageiros para que monitorem a si mesmos e tomem precauções, incluindo ficar em casa por até 14 dias, dentre outras medidas.

 

 

*Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Medidas do Poder Público são fundamentais para minimizar perdas, no entanto, recursos disponibilizados ainda não cobrem baixas frequentes desde o início da pandemia

 

SÃO PAULO/SP - O turismo nacional sofreu queda de 50,5% no faturamento de junho, em relação ao mesmo período do ano passado. O setor registrou faturamento de R$ 6 bilhões, menor faturamento para o mês da série histórica, iniciada em 2011, com um prejuízo de R$ 6,2 bilhões em relação ao mesmo período de 2019 – de acordo com levantamento do Conselho de Turismo da FecomercioSP, com base em números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Para a FecomercioSP, as medidas provisórias que auxiliam o setor (como a 944, a 948, a 963 e a 975) precisam ser aprovadas com urgência pelo Congresso, pois, além, de trazerem alternativas para as empresas cancelarem e remarcarem a prestação dos serviços, também são responsáveis pela abertura e pela liberação de crédito para micros e pequenas empresas conseguirem sobreviver e preservar os empregos em meio às crises econômica e sanitária decorrentes da pandemia de covid-19. Contudo, a Federação ressalta que o prejuízo somado das atividades desde março, excluindo transportes aéreo e rodoviário, já passa dos R$ 11 bilhões, então, os valores disponibilizados até o momento não cobrem nem metade das perdas.
 
Das seis atividades pesquisadas, cinco registraram retração em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para transporte aéreo (-78%) e serviços de alojamento e alimentação (-57,5%).

O setor também aguarda a aprovação da MP 948/2020, que dispõe sobre regras para cancelamentos e reembolsos sobre as atividades turísticas. A MP pretende equilibrar as relações entre empresa e consumidor neste momento de pandemia, sem conceder vantagem excessiva para algum lado. O texto prevê que, na hipótese de cancelamento de serviços, reservas e eventos – como shows e espetáculos –, a empresa não será obrigada a reembolsar imediatamente os valores pagos, desde que ofereça algumas alternativas sem custo adicional, taxa ou multa, caso a solicitação seja formalizada dentro do prazo de 90 dias da edição dessa medida, tais como: garantia de remarcações dos serviços, das reservas e dos eventos cancelados; disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de outros serviços, reservas e eventos, disponíveis nas respectivas empresas; ou outro acordo a ser formalizado com o consumidor. Caso o comprador não escolha nenhuma das alternativas, o seu direito ao reembolso é mantido.
 
Dicas aos empresários do setor
Para tentar minimizar os prejuízos, a FecomercioSP recomenda que os empresários se aproximem cada vez mais dos consumidores, sendo importante informar, em tempo real, as medidas sanitárias realizadas, a fim de manter a credibilidade e recuperar a confiança dos viajantes. Também há oportunidade para cidades próximas às capitais, entre 150 e 200 quilômetros, uma vez que muitas famílias estão cansadas de ficar em casa e buscam viagens rápidas para ter mais espaço e um pouco de lazer, o que beneficia empresas de locação de veículos, transporte rodoviário, hotelaria, restaurantes, entre outros.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

MUNDO - A Espanha é novamente segura para turistas e cidadãos espanhóis, insistiu o governo nesse domingo (26), depois que a Grã-Bretanha impôs abruptamente uma quarentena de duas semanas aos viajantes que retornam de lá, uma decisão que encheu turistas de preocupação.

No ano passado, os britânicos representaram mais de um quinto dos estrangeiros que visitaram a Espanha, país que depende muito das receitas do turismo. A nova medida da Grã-Bretanha pode ser um duro golpe nos esforços para restabelecer a economia do país mediterrâneo após meses de bloqueio.

"A Espanha é segura, é segura para os espanhóis, é segura para turistas", disse a ministra das Relações Exteriores, Arancha Gonzalez Laya, a repórteres.

O governo espanhol concentrará seus esforços na tentativa de convencer a Grã-Bretanha a excluir as ilhas Baleares e Canárias da quarentena, disse ela, acrescentando que a prevalência do novo coronavírus nesses destinos populares de viagens é muito menor do que no Reino Unido.

A Espanha viu os casos de covid-19 aumentarem nas últimas semanas, e a Grã-Bretanha anunciou no sábado que retiraria o país de uma lista de locais seguros para viajar. A quarentena entrou em vigor horas depois.

A medida atrapalhou os planos de muitas pessoas em férias ou que planejavam tirar férias, e causou mais problemas para as companhias aéreas e empresas de turismo.

Se por um lado Gonzalez Laya evitou criticar diretamente a mudança na Grã-Bretanha, os turistas britânicos na Espanha foram mais diretos. "É um pouco maluco, considerando que as restrições existentes na Espanha já são muito boas, com máscaras, desinfecção de tudo, lavagem das mãos no comércio. Isso é melhor do que o que temos em Londres", disse Rich Lambert, um profissional de comunicação, no aeroporto de Barcelona.

A Grã-Bretanha também desaconselhou todas as viagens, exceto as essenciais, à Espanha continental, deixando as ilhas fora do conselho, mas incluindo-as na medida de quarentena.

 

 

*Por Ingrid Melander e Nathan Allen - Repórteres da Reuters

O segmento de transporte aéreo segue com os piores resultados, queda de 79,7%, segundo levantamento da FecomercioSP

 
SÃO PAULO/SP - O turismo nacional sofreu queda de 54,2% no faturamento de maio em relação ao mesmo período do ano passado. O setor registrou faturamento de R$ 5,66 bilhões, menor faturamento para o mês da série histórica, iniciada em 2011, com um prejuízo de R$ 6,7 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento do Conselho de Turismo da FecomercioSP, baseado em números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Das seis atividades pesquisadas, cinco registraram retração em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para transporte aéreo (-79,7%) e serviços de alojamento e alimentação (-61,9%).
 

 
De acordo com a FecomercioSP, diferente do varejo que apresentou alguma melhora em maio, após as baixas de abril, o setor de turismo permanece estagnado. O segmento de transporte aéreo, por exemplo, continuou operando com 90% a menos de sua capacidade em maio. Os resultados de junho podem registrar algum avanço, visto que os voos estão aumentando gradualmente. Contudo, só se espera uma evolução significativa no último trimestre do ano.
 
Segundo a presidente do Conselho de Turismo da Federação, Mariana Aldrigui, o setor de turismo foi o mais afetado pela pandemia, e segue com grande prejuízo por ser, possivelmente, o último com autorização de funcionamento e, ao mesmo tempo, o que mais demandará retomada da confiança do consumidor. “O volume de empresas que não terão condições de sobreviver à crise ainda é incerto, apesar de toda a criatividade e empenho na busca de soluções temporárias", explica.
 
A Entidade recomenda que os empresários se aproximem dos consumidores por meio das redes sociais, principalmente, do Instagram. Sendo importante informar em tempo real as medidas sanitárias que estão sendo realizadas, assim como a disponibilização dos serviços prestados, para despertar interesse nos clientes em retornarem às viagens.

BROTAS/SP - Esperar com paciência, agir com rapidez. O antigo provérbio chinês sintetiza o desafiador cenário que se apresenta em 2020, com a evolução da pandemia da Covid-19. O acachapante enfraquecimento da economia mundial face à quarentena produz o extrato já aguardado no cenário do turismo brasileiro, que aponta para um recuo na casa dos 40% em seu faturamento, segundo mais recente estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre o setor, que gerou R$ 270 bilhões em 2019.

Brotas, que tem a segunda maior fonte de arrecadação na atividade turística, vive dias de expectativa. Panorama muito diferente de 2018, ano em que apresentou crescimento duas vezes maior que a média mundial no segmento e arrecadou R$ 1 milhão em ISS – Imposto Sobre Serviço Turístico.

Esmorecer por conta da pandemia e seus reflexos, no entanto, está fora de questão. Brotas é, irrefutavelmente, exemplo no conjunto de ações que desenvolve – e que traz resultados imediatos – para superar este infausto capítulo na história da humanidade.

Feitos estes que são produto da atuação sinérgica entre o empresariado e o setor público. A força-tarefa estabelecida pela gestão municipal, por exemplo, dá transparência e estimula a população a cumprir a todas as recomendações para evitar o contágio. Positivamente, Brotas está em um cenário muito diferente da sua região, que se encontra na fase vermelha do Plano São Paulo, a linha máxima implementada pelo governo estadual nas restrições de funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Enquanto o abrandamento do isolamento social tem diversos desdobramentos regionais, as iniciativas direcionadas ao planejamento do futuro pós-pandemia na estância turística tomam forma. A principal delas, inédita no Brasil, é o protocolo sanitário voltado especificamente para as atividades de aventura. Estruturado pela força-tarefa de enfrentamento à Covid-19 em Brotas, o conjunto de normas traz segurança aos colaboradores e aos clientes de empresas que oferecem atrativos como rafting, boia cross e tirolesa. Orientação, higienização e distância segura são os três pilares deste tratado pela saúde, muito bem recebido pelos empresários do setor e sua força de trabalho.

Confiantes na retomada forte do setor, aguardada ainda para este ano, no último trimestre, a cadeia de serviços de Brotas e a administração pública enxergam dois comportamentos que o turista deve adotar nas suas primeiras viagens e que estão perfeitamente alinhados às realidades de quem visita a cidade: 1) deslocamentos curtos, via terrestre; 2) necessidade de contato com a natureza.

Deslocamentos de carro continuarão a ser a opção mais viável na próxima fase, conforme já é recomendado por autoridades de saúde. Os caminhos que levam a Brotas estão entre as rodovias mais seguras conforme ranking da CNT – Confederação Nacional de Transportes. A principal delas, a SP 225 – Engenheiro Paulo Nilo Romano, é a terceira melhor do Brasil, no levantamento publicado em 2019, isso sem mencionar as belas paisagens e cuestas que o motorista já contempla enquanto se aproxima do seu destino. O carro, aliás, segundo pesquisa feita em 2018, é o meio de transporte para 90% dos visitantes da cidade.

A busca pela natureza, além da comodidade em deslocamentos rápidos de quem vem da Região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Bauru, São Carlos e Araçatuba, ocorre em recortes diferentes. A necessidade de descanso, tranquilidade e de contemplar a natureza é o que atrai 48% dos turistas em Brotas. A outra metade procura as atividades de aventura. Todos eles encontram, no final, as belezas naturais das serras, nascentes, vales e uma concentração de cachoeiras com quedas dos mais diversos formatos.

Brotas está preparada, à espera de seus visitantes. Em breve, terá outra novidade, um guia virtual que poderá ser acessado por dispositivos móveis para que o turista tenha toda informação na palma da mão para aproveitar ao máximo a sua estada. A capital nacional do turismo de aventura irá superar esta fase com todo o potencial para oferecer uma experiência inesquecível aos visitantes.

 

*Fabio Pontes é secretário de Turismo de Brotas

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