SÃO CARLOS/SP - Imagine eliminar uma infecção viral causada pelo SARS-CoV-2, sem medicamentos ou qualquer procedimento invasivo, utilizando apenas ondas acústicas. O procedimento seria rápido, indolor e seguro, bastaria ao paciente colocar um equipamento similar a um colar em seu pescoço, e em poucos minutos os vírus presentes em sua corrente sanguínea estariam neutralizados. Isso lembra muito os tratamentos médicos de filmes de ficção científica, como “Jornada nas Estrelas”, nos quais uma medicina avançada era capaz de curar doenças com equipamentos não invasivos. Até há pouco tempo, técnicas como estas estariam presentes apenas na ficção, mas um experimento realizado por cientistas da USP abre caminho para esse novo horizonte.
Pesquisadores da USP de São Carlos (Instituto de Física - IFSC/USP) e USP de Ribeirão Preto (Faculdade de Medicina / Faculdade de Ciências Farmacêuticas), desenvolveram um trabalho experimental realizado “in vitro”, que confirma, pela primeira vez, a hipótese matemática coordenada pelo cientista do MIT (Massachussets Institute of Technology), Tomasz Wierzbicki, a qual sugere que o ultrassom poderia ser utilizado para neutralizar o SARS-CoV-2. O experimento brasileiro demonstrou que esta hipótese é verdadeira, ou seja, o ultrassom de fato é capaz de entrar em ressonância com a proteína spyke presente na casca envoltória do vírus e quebrá-la, o que inativa o patógeno.
O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Odemir Bruno, co-autor do trabalho brasileiro, afirma que quando se deparou com esse trabalho teórico viu nele uma excelente alternativa para revolucionar o combate à pandemia do COVID-19 e de outras doenças causadas por vírus. Para tanto, estabeleceu uma parceria com a USP de Ribeirão Preto que permitiu que o experimento pudesse ser desenhado e realizado. A aposta dos pesquisadores foi testar inúmeros aparelhos de ultrassom cujas frequências pudessem penetrar a pele humana e encontrar “aquela” frequência que seria capaz de entrar em ressonância e quebrar o vírus - tal como a frequência única do som de uma corda de violino que é capaz de estilhaçar uma taça de cristal.
“Tivemos a sorte de encontrar um único equipamento hospitalar que emite essa exata frequência (5/10 MHz). Conseguimos demonstrar experimentalmente que a técnica funciona “in vitro” sendo muito eficaz na inativação do vírus e na redução drástica da carga viral. Vamos ter que realizar muitos procedimentos ainda para compreender melhor o fenômeno, mas o certo é que o ultrassom destrói o vírus e tem potencial para se tornar uma poderosa arma que a medicina poderá usar para combatê-lo”, afirma o pesquisador.
Odemir Bruno, juntamente com cientistas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, desenharam todo o experimento que obedeceu a logísticas complicadas, sendo que o próximo passo é saber qual é precisamente o local da “casca” do vírus que se rompe devido à ação do ultrassom e que vantagens - ou desvantagens - existem para os pacientes com essa destruição. “O que sabemos com precisão, neste momento, é que o vírus pode ser inativado por ultrassom e através de aparelhos simples que já foram aprovados pela ANVISA e pelo FDA (EUA).
Uma revolução fantástica
As pesquisas seguem com algum cuidado para que os pesquisadores possam ter em mãos todas as informações necessárias. Atualmente, experimentos “in vivo” com cobaias estão sendo conduzidos e, dependendo destes resultados, poderão ser realizados experimentos clínicos em humanos. Muitos pormenores terão que ser investigados e analisados, sendo que um deles é ver qual o tempo que será necessário para aplicar o ultrassom nos pacientes e qual será a intensidade e frequência para otimizar a ressonância que é capaz de destruir o vírus. “Com a frequência e intensidade precisas, em poucos segundos o vírus fica inativado na cadeia sanguínea”, enfatiza o Dr. Odemir Bruno. A estratégia de aplicação do ultrassom, segundo o pesquisador, será bastante simples. “Por exemplo, através de um colar, parecido com um colar cervical, que é colocado no paciente. É a partir dele que o ultrassom irá funcionar, incidindo sua ação durante determinado tempo em todas as principais artérias que passam pelo pescoço”, explica o pesquisador. Um processo que se afigura sem dor, sem invasão, sem contra-indicações e sem medicamentos.
Para o Prof. Odemir Bruno, este método, que poderia ser administrado contra outros vírus ou doenças, tem potencial para uma autêntica revolução na virologia. “O combate à pandemia reuniu esforços de cientistas no mundo todo e nas mais diversas áreas de conhecimento. O que se descobriu sobre virologia nos últimos três anos, devido ao COVID-19, supera tudo aquilo que foi feito nessa área ao longo dos
Último meio século. Devemos ter muitas novidades na medicina nos próximos anos”, conclui o pesquisador.
O Prof. Flavio Veras, co-autor do trabalho e pesquisador da USP de Ribeirão Preto, complementa, afirmando que, embora ainda haja muito trabalho a ser realizado, o caminho para que o novo tratamento chegue até os pacientes está traçado. "Tudo vai depender do sucesso da próxima fase, que é verificar a evolução clínica das cobaias infectadas com o COVID. Estamos realizando este experimento atualmente. Precisamos saber até onde o ultrassom é capaz de inativar o SARS-CoV-2, considerando a corrente sanguínea, o sistema respiratório e em outros órgãos que podem ser afetados pela COVID-19. Após a conclusão destes estágios, em caso de real sucesso da técnica, poderão ser inicializados os testes clínicos com humanos. Mas, salientamos, ninguém deve tentar utilizar o tratamento por ultrassom como terapia, já que é um trabalho científico experimental, em andamento, e pode ser prejudicial e danoso. Somente após a conclusão dos estudos é que terapias poderiam ser recomendadas.", comenta o pesquisador. Os cientistas estão esperançosos e trabalhando intensamente para que concluídas todas estas etapas, equipamentos de tratamento clínico com ultrassom cheguem ao mercado e ajudem a salvar vidas.
Assinam este artigo científico os pesquisadores: Flavio Veras, Ronaldo Martins, Eurico Arruda, Fernando Q. Cunha e Odemir M. Bruno.
EUA - Em clima de final de ano, o WhatsApp fez na quarta-feira (14) uma retrospectiva das principais novidades relacionadas à função de chamadas de áudio e vídeo lançadas em 2022, no Android e no iOS. Como lembrou o mensageiro, a ferramenta é cada vez mais utilizada em todo o mundo.
A possibilidade de realizar chamadas de vídeo com até 32 pessoas simultaneamente, no celular, foi uma das melhorias relembradas pelo app da Meta. A ampliação, igualando a quantidade de pessoas nas ligações por voz, representa um número quatro vezes maior do que a capacidade anterior.
Também foi relembrada pela companhia a função de silenciar participantes ou enviar mensagem diretamente para eles durante uma chamada. Basta pressionar o nome da pessoa em questão, na lista, para aumentar o feed de áudio ou de vídeo e silenciar ou se comunicar com ela em particular.
Outro destaque entre as atualizações na ferramenta de chamadas do WhatsApp, este ano, foi a capacidade de convidar as pessoas para uma ligação em grupo enviando um link. A novidade colocou o mensageiro entre as opções para a realização de teleconferências, concorrendo com várias outras plataformas.
Mudanças no design
O mensageiro relembrou ainda as várias alterações visuais que chegaram à plataforma nos últimos 12 meses, como as “ondas coloridas” para permitir saber quem está chamando mesmo se a câmera estiver desligada. As notificações de banner aparecendo quando algum novo participante entra na conversa também foram citadas.
Em teste na versão beta do app para iOS, o recurso Picture in Picture (PiP) foi outra novidade mencionada pela empresa. Previsto para estrear no ano que vem no sistema da Apple, ele facilita a realização de outras atividades em meio às chamadas de vídeo.
Ao final da retrospectiva, o WhatsApp reforçou o compromisso de continuar a trazer melhorias para a função em 2023, oferecendo “chamadas privadas de alta qualidade” para todos.
por André Luiz Dias Gonçalves / TecMundo
INGLATERRA - A Nothing, empresa britânica de tecnologia de Carl Pei – cofundador da OnePlus –, planeja lançar o Nothing Phone 1 nos EUA e possui o ambicioso plano de brigar com os iPhones da Apple. A informação foi revelada pelo próprio executivo e empreendedor em uma entrevista à CNBC.
Uma das ambições da companhia é competir com big tech consolidadas, como a Apple e a Samsung. Dessa forma, os dispositivos da marca podem se tornar uma terceira opção para os norte-americanos.
“O motivo pelo qual não lançamos [o Phone 1] nos EUA é a necessidade de um amplo suporte técnico adicional para atuar com todas as operadoras e as personalizações exclusivas que precisam fazer no Android”, disse Pei à CNBC.
O executivo acredita que a Nothing está pronta para atender as exigências e entrar no mercado norte-americano de smartphones. Então, a marca está em negociação com algumas operadoras para lançar o dispositivo na América do Norte (EUA e Canadá).
Pei também cita que os consumidores da região são responsáveis por um terço das vendas dos fones de ouvido Nothing Ear (Stick). Dados que reforçam a expectativa positiva em relação à estreia do Phone 1.
“É definitivamente um mercado onde há muito interesse pelos nossos produtos. Se lançarmos nossos celulares lá, tenho certeza que podemos obter um crescimento significativo”, conclui Pei.
Phone 1: o rival do iPhone SE
O Nothing Phone 1 foi lançado em julho deste ano na Europa, Oriente Médio e Ásia. Considerado uma opção intermediária, o modelo tem preço e especificações equivalentes ao iPhone SE 2022.
Trazendo um visual com traseira transparente e LEDs, o dispositivo tem uma tela OLED de 6,55 polegadas. O telefone ainda traz o processador Snapdragon 778G+, câmera principal de 50 MP e bateria de 4.500 mAh com recarga rápida de 33 W.
Segundo os dados, o celular já teve mais de 500 mil unidades fabricadas. Na Inglaterra, o produto é vendido a partir de 399 libras (cerca de R$ 2.555 na atual conversão direta).
por Lupa Charleaux / TECMUNDO
LONDRES - A declaração de guerra de Elon Musk à Apple em uma série de tuítes na segunda-feira dá à Spotify e à Epic Games, produtora do game Fortnite, um poderoso aliado contra a cobrança de taxas de 30% sobre vendas intermediadas pela App Store.
Musk criticou a taxa que a Apple cobra dos desenvolvedores de software por vendas feitas em seus aplicativos e publicou um meme sugerindo que estava disposto a "ir para a guerra" em vez de pagar a comissão. Musk também sugeriu que a Apple havia ameaçado bloquear o Twitter da App Store, embora não tenha explicado o motivo.
A Spotify já havia apresentado reclamações antitruste contra a Apple na Europa e a Epic Games processou a companhia nos Estados Unidos em 2020.
A Comissão Europeia está investigando se as políticas da Apple para desenvolvedores de aplicativos violam suas regras depois que a Spotify abriu o processo contra a empresa em 2019.
A Apple arrisca ser condenada a uma multa de até 10% de seu faturamento global se for considerada culpada de violar as regras de defesa da concorrência da União Europeia.
Luke Suddards, analista da firma de investimentos Finimize, disse que a Apple está "jogando um jogo perigoso" ao ameaçar retirar o Twitter da App Store.
"Se o Twitter for retirado, pode haver outro processo em andamento. Vimos Elon Musk usar os tribunais de forma eficaz durante a compra do Twitter e não seria surpresa se ele seguir a mesma estratégia agora."
No início deste mês, a Epic Games, pediu a um tribunal de apelações dos EUA para anular partes de uma decisão antitruste de um corte inferior que favoreceu amplamente a companhia norte-americana.
A Apple disse que as comissões que recebe ajudam a financiar revisões de aplicativos para garantir que os consumidores não sejam expostos a aplicativos fraudulentos, pornográficos ou intrusivos à privacidade.
"A Apple continua a prejudicar os concorrentes e o impacto é enorme - nos consumidores, desenvolvedores de aplicativos e agora, autores e editores. Sem que os formuladores de políticas tomem medidas, nada mudará", escreveu o presidente-executivo da Spotify, Daniel Ek, no Twitter no mês passado.
Apple, Twitter e Spotify não comentaram o assunto.
por Por Supantha Mukherjee e Martin Coulter / REUTERS
EUA - Na última segunda-feira, 22, Elon Musk disse em reunião com os funcionários do Twitter que a empresa tem planos de criptografar as mensagens diretas (também conhecidas como DMs) trocadas dentro da rede social, método que codifica os recados enviados para que apenas o emissor e o destinatário possam acessar o conteúdo. As informações foram obtidas pelo site especializado The Verge, que teve acesso ao áudio da gravação do encontro.
O projeto de criptogramas das DMs foi interrompido, mas Musk quer dar continuidade e concluir esse plano para o que o bilionário vem chamando de Twitter 2.0, que seria uma versão melhorada do Twitter que conhecemos, sob a sua liderança.
”Deve ser o caso de eu não poder olhar para as DMs de ninguém se alguém colocar uma arma na minha cabeça”, reforçou Musk. Atualmente, engenheiros, executivos e autoridades podem ler mensagens trocadas entre usuários, o que não ocorreria com a criptografia de ponta a ponta, adotada por outros aplicativos, como WhatsApp e Instagram.
Segundo a gravação obtida pelo Verge, Musk detalhou que quer criptografar não só as mensagens de texto, mas que a empresa também trabalharia em ligações e envio de vídeos criptografados, dois recursos ainda não estão disponíveis no app.
“Queremos permitir que os usuários possam se comunicar sem se preocupar com sua privacidade, sem se preocupar com uma violação de dados no Twitter [..] Isso obviamente não seria legal e já aconteceu algumas vezes antes”, disse o CEO na reunião.
Além disso, Musk explicou que o aplicativo de bate-papo criptografado Signal exige o compartilhamento de um número de telefone com o app para permitir ligações, mas os planos do Twitter são diferentes e quer que seja possível realizar chamadas na rede social em “que você não precise fornecer seu número de telefone a alguém”.
O CEO do Twitter chegou a elogiar o Signal e contou que conversou com o seu criador, Moxie Marlinspike, que agora estaria disposto a ajudá-lo com o plano de criptografia. “Ironicamente, Moxie Marlinspike trabalhou no Twitter e realmente queria fazer DMs criptografadas há muitos anos, (mas) isso foi negado e então ele criou o Signal”, disse Elon Musk.
A respeito da declaração de Musk sobre as violações da privacidade dos usuários do Twitter que já aconteceram algumas vezes, é possível citar duas ocasiões em que isso ocorreu.
No início deste ano, o governo dos EUA acusou um ex-funcionário de acessar dados de perfis a pedido da Arábia Saudita. Ainda, em 2018, a rede social alertou os usuários sobre DMs entre empresas e seus clientes que estavam com acessos externos permitidos há mais de um ano.
EUA - Os jacarés do TikTok não são o que parecem.
Eles aparecem em postagens espalhadas pelo serviço de vídeo, alterados por Photoshop em casas inundadas por furacões, misturados a híbridos de chita e pitbull ou aguardando uma luta com um avatar de Tom Cruise digitalmente projetado.
E eles são inofensivos, como grande parte da mídia manipulada no TikTok, garantindo algumas risadas e curtidas antes de voltar a um fluxo implacável de conteúdo. Mas sua existência preocupa as pessoas que estudam a desinformação, porque as mesmas técnicas estão sendo aplicadas a postagens que semeiam a divisão política, propagam teorias da conspiração e ameaçam os princípios centrais da democracia antes das eleições de meio de mandato.
“Esse tipo de manipulação está se tornando cada vez mais difundido”, disse Henry Ajder, especialista em mídia manipulada e sintética. “Quando esse volume de conteúdo pode ser criado tão rapidamente e em tal escala, isso muda completamente o cenário.”
O material editado ou sintetizado também aparece em outras plataformas online, como o Facebook, que tem quase 3 bilhões de usuários ativos mensais. Mas especialistas disseram que é especialmente difícil fiscalizar o TikTok, que incentiva seus estimados 1,6 bilhão de usuários ativos a colocar sua própria marca no conteúdo de outra pessoa, e onde a realidade, a sátira e o engano completo às vezes se misturam nos vídeos em movimento rápido e ocasionalmente transmitidos ao vivo.
A disseminação de mídia manipulada potencialmente prejudicial é difícil de quantificar, mas os pesquisadores dizem que estão vendo mais exemplos surgirem à medida que as tecnologias que tornam isso possível ficam mais acessíveis. Com o tempo, dizem os especialistas, eles temem que as manipulações se tornem mais comuns e difíceis de detectar.
Nas últimas semanas, os usuários do TikTok compartilharam uma captura de tela falsa de uma história inexistente da CNN, alegando que as mudanças climáticas são sazonais. Um vídeo foi editado para sugerir que a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, ignorou uma pergunta do repórter da Fox News, Peter Doocy. Outro vídeo, de 2021, ressurgiu neste outono com o áudio alterado para que a vice-presidente Kamala Harris parecesse dizer que praticamente todas as pessoas hospitalizadas com COVID-19 foram vacinadas. (Ela havia dito “não vacinadas”.)
Os usuários do TikTok adotaram até as postagens alteradas mais absurdas, como as do mês passado que retratavam o presidente Joe Biden cantando “Baby Shark” em vez do hino nacional ou que sugeriam que uma criança na Casa Branca disse um palavrão para a primeira-dama, Jill Biden.
Mas, mais do que qualquer postagem, o perigo da mídia manipulada está no risco de prejudicar ainda mais a capacidade de muitos usuários de mídia social dependerem de conceitos como verdade e prova. Os deep fakes, que geralmente são criados ao enxertar um rosto digital no corpo de outra pessoa, estão sendo usados como acusação e desculpa por aqueles que esperam desacreditar a realidade e se esquivar da responsabilidade – um fenômeno conhecido como dividendo do mentiroso.
Os teóricos da conspiração postaram vídeos oficiais da Casa Branca do presidente no TikTok e ofereceram teorias desmentidas de que é um deep fake. O consultor político Roger Stone afirmou no Telegram em setembro que as imagens que o mostravam pedindo violência antes das eleições de 2020, que a CNN transmitiu, eram “vídeos deep fake fraudulentos”. Os advogados de pelo menos uma pessoa acusada no motim de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA em 2021 tentaram lançar dúvidas sobre as evidências em vídeo do dia citando a tecnologia de criação de deep fake “amplamente disponível e insidiosa”.
“Quando entramos nesse tipo de mundo, onde as coisas estão sendo manipuladas ou podem ser manipuladas, podemos simplesmente descartar fatos inconvenientes”, disse Hany Farid, professor de ciência da computação da Universidade da Califórnia, Berkeley, que faz parte do conselho de conteúdo do TikTok.
As empresas de tecnologia passaram anos tentando novas ferramentas para detectar manipulações como deep fakes. Durante a temporada eleitoral de 2020, o TikTok, o Facebook, o Twitter e o YouTube prometeram remover ou rotular conteúdo manipulado nocivo.
Uma lei da Califórnia de 2019 tornou ilegal criar ou compartilhar deep fakes enganosos de políticos dentro de 60 dias de uma eleição, inspirada em parte por vídeos daquele ano que foram distorcidos para fazer a presidente Nancy Pelosi parecer bêbada.
O TikTok disse em comunicado que removeu vídeos, encontrados pelo The New York Times, que violavam suas políticas, que proíbem falsificações digitais “que enganam os usuários ao distorcer a verdade dos eventos e causar danos significativos ao assunto do vídeo, outras pessoas ou sociedade”.
“O TikTok é um lugar para conteúdo autêntico e divertido, e é por isso que proibimos e removemos desinformação prejudicial, incluindo mídia sintética ou manipulada, projetada para enganar nossa comunidade”, disse Ben Rathe, porta-voz do TikTok.
Mas especialistas em desinformação disseram que exemplos individuais são difíceis de moderar e quase fora de questão. A exposição prolongada à mídia manipulada pode intensificar a polarização e reduzir a capacidade e a vontade dos espectadores de distinguir a verdade da ficção.
A desinformação tornou-se um problema na plataforma antes das eleições de meio de mandato. Nos últimos dias, pesquisadores do SumOfUs, um grupo de defesa da responsabilidade corporativa, testaram o algoritmo do TikTok criando uma conta e pesquisando e assistindo a 20 vídeos amplamente vistos que semearam dúvidas sobre o sistema eleitoral.
Em uma hora, o algoritmo passou de fornecer conteúdo neutro para promover mais desinformação eleitoral, conteúdo polarizador, radicalismo de extrema direita, teorias da conspiração do QAnon e narrativas falsas sobre a COVID-19, descobriram os pesquisadores.
O TikTok disse que removeu o conteúdo, citado pelo relatório, que violava suas diretrizes e que atualizaria seu sistema para capturar os termos de pesquisa usados para encontrar os vídeos.
“Plataformas como o TikTok em particular, mas realmente todos esses feeds de mídia social, existem para você passar pelas coisas rapidamente – eles são projetados para ser essa enxurrada de conteúdo, e essa é uma receita para eliminar nuances”, disse Halsey Burgund , um tecnólogo criativo em residência no MIT Open Documentary Lab. “Os vestígios dessas reações emocionais muito rápidas ficam dentro de nossos cérebros e se acumulam, e é meio aterrorizante.”
Em 2019, Burgund trabalhou em um projeto de documentário com a artista multimídia e jornalista Francesca Panetta que projetou um deep fake de Richard Nixon anunciando o fracasso da missão Apollo 11 de 1969. (A expedição real desembarcou os primeiros humanos na lua.) O projeto, “In Event of Moon Disaster”, ganhou um Emmy no ano passado.
A maioria dos exemplos de conteúdo manipulado atualmente nas mídias sociais são de má qualidade e obviamente fabricados. Mas as tecnologias que podem alterar e sintetizar com muito mais sutileza são cada vez mais acessíveis e muitas vezes fáceis de aprender, disseram especialistas.
“Nas mãos certas, é bastante criativo e há muito potencial”, disse Burgund. “Nas mãos erradas, é muito ruim.”
No mês passado, várias postagens do TikTok com vídeos manipulados de Jill Biden promovendo iniciativas da Casa Branca relativas ao câncer no campo do Philadelphia Eagles foram visualizadas dezenas de milhares de vezes. Nas imagens da primeira-dama cantando ao lado de pacientes com câncer e sobreviventes, o som da multidão foi substituído por vaias e protestos altos, que os verificadores de fatos rastrearam a conteúdo mais antigo do YouTube e do TikTok.
O ex-presidente Donald Trump é um tema popular para paródia no TikTok e em outras plataformas. No TikTok, que oferece ferramentas para os usuários adicionarem áudio extra ou “fazerem dueto” com outros usuários e “costurar” em seu conteúdo, imitações de Trump apareceram em conversas com Harry Potter ou atuando como Marilyn Monroe.
“O TikTok foi literalmente projetado para que a mídia possa ser combinada – esta é uma plataforma inteira projetada para manipulação e remixagem”, disse Panetta, colega de equipe de Burgund. “Como é a verificação de fatos em uma plataforma como essa?”
Muitos usuários do TikTok usam rótulos e hashtags para divulgar que estão experimentando filtros e edições. Às vezes, a manipulação é mencionada na seção de comentários. Mas esses esforços são frequentemente ignorados na rolagem rápida do TikTok.
No ano passado, o FBI alertou que “atores maliciosos quase certamente irão alavancar conteúdo sintético para operações cibernéticas e de influência estrangeira” até este outono. Este ano a manipulação da mídia já foi armada no exterior na invasão russa da Ucrânia e na eleição presidencial brasileira.
“Não teríamos como combater cada conteúdo individual, porque parece que estamos jogando um jogo perdido e há batalhas muito maiores para lutar”, disse Claire Wardle, co-diretora do Information Futures Lab da Brown University. “Mas essas coisas são realmente perigosas, mesmo que um verificador de fatos ou uma pesquisa reversa de imagens seja capaz de desmenti-las em dois segundos. Está fundamentalmente alimentando esse constante gotejamento de coisas que reforçam sua visão de mundo.” / TRADUÇÃO DE LÍVIA BUELONI GONÇALVES
Tiffany Hsu / ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - Cinco pesquisadores da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) integram o ranking dos 2% mais influentes do mundo, de acordo com o estudo realizado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) e publicado no site da editora holandesa Elsevier BV no dia 10 de outubro. Ao todo, a Embrapa participa da lista com 21 pesquisadores de 13 centros de pesquisa.
O estudo utilizou as citações da base de dados Scopus para avaliar o impacto dos pesquisadores ao longo de suas carreiras (de 1996 até o final de 2021) e durante todo o ano passado. Eles são classificados em 22 campos científicos e 176 subcampos, entre os 200 mil mais influentes.
O levantamento traz informações padronizadas sobre citações - índice h (métrica amplamente utilizada em todo o mundo para quantificar a produtividade e o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados) e índice h ajustado de coautoria, citações de artigos em diferentes posições de autoria e um indicador composto.
Área de atuação
O estudo contempla duas avaliações dos pesquisadores. A primeira lista é composta pelos pesquisadores mais influentes conforme o impacto das pesquisas durante toda a carreira acadêmica, enquanto a segunda traz os mais citados no último ano – 2021.
Entre os mais influentes ao longo da carreira estão a engenheira de alimentos, Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo, dois engenheiros de materiais, Luiz Henrique Caparelli Mattoso e Caue Ribeiro, e uma engenheira química, Cristiane Farinas. Entre os mais influentes de 2021, além deste grupo, está o pesquisador Daniel Souza Corrêa, engenheiro de materiais de formação.
Corrêa e Ribeiro integram o ranking pela primeira vez. “Fiquei impressionado com a notícia. Me sinto muito agradecido à Embrapa por saber que esse reconhecimento não é meu, mas da instituição na qual fiz praticamente toda a minha carreira científica após doutorado. Foram os desafios e oportunidades proporcionados pela Embrapa que são ali reconhecidos”, afirma Ribeiro, inserido nas duas listas.
Para Corrêa, o ranking evidencia que os resultados obtidos pelos cientistas da Embrapa Instrumentação e seus parceiros estão sendo utilizados e citados por pesquisadores de outras instituições de PD&I do Brasil e do mundo.
“Foi uma surpresa e uma felicidade ter o nome incluído nesta prestigiosa lista publicada pela Elsevier. A Embrapa possibilita um ambiente muito favorável ao trabalho em equipe e em áreas de atuação interdisciplinares, que favorecem entregas de resultados de impacto para o agronegócio com sustentabilidade, beneficiando toda a sociedade”, disse o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, incluído na lista de 2021.
A produção científica dos pesquisadores da Embrapa Instrumentação, classificados como os mais influentes, envolve trabalhos desenvolvidos nos diversos programas de pós-graduação de cinco universidades, onde são credenciados para ministrar aulas e orientar alunos.
Entre as instituições estão a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Lavras (UFLA), onde são credenciados.
Curso de ciências físicas e biomoleculares foi o trampolim
SÃO CARLOS/SP - Os anos de 2020 e 2021 constituíram um período muito delicado e conturbado para a área da educação em termos mundiais, mas certamente mais preocupante para todos quantos, após a graduação, se lançaram em seus mestrados, doutorados e pós-doutorados: a pandemia, na sua forma mais abrangente e agressiva, mutilou as expectativas de milhões de jovens universitários ao redor do planeta e o Brasil não foi exceção, arrastando, com ela, outras dificuldades.
Caio Vaz Rimoli (35), egresso do IFSC/USP, com bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares (2012) e título de mestre em Física Aplicada, Opção Biomolecular (2015), terminou seu doutorado em biofísica, no Institut Fresnel, na Aix-Marseille Université (2020 - França), tendo sido um dos jovens pesquisadores brasileiros que sentiu que sua progressão na ciência poderia ficar comprometida a partir desse momento e não apenas devido à pandemia. Com efeito, ao arriscar iniciar sua busca por um pós-doutorado no final de 2020 e no ano seguinte, o ex-aluno do IFSC/USP confrontou-se com mais uma dificuldade, essa devido ao radical corte de verbas imposto pelo governo para as bolsas disponibilizadas pelas agências brasileiras de apoio à ciência. Com a maior parte de seu doutorado feito em Marselha (França), onde conheceu muitas pessoas ligadas à academia, Caio Rimoli não teve outra hipótese senão concorrer a uma posição nesse país, uma corrida que, com muita persistência, deu resultado no início de 2022 ao ser contratado como pesquisador pós-doutorado no Laboratoire Kastler Brossel, infraestrutura de pesquisa que atua conjuntamente com outras instituições, como, por exemplo, a École Normale Supérieure (ENS/PSL) e com a Sorbonne Université, em Paris.
“O Laboratoire Kastler Brossel é um centro de pesquisa muito forte na área de mecânica quântica, sendo que há alguns anos atrás ele abriu também uma vertente de aplicação à biologia, coordenado por dois pesquisadores permanentes, sendo que um deles é igualmente egresso do IFSC/USP - Hilton Barbosa de Aguiar. O foco das pesquisas é investigar meios complexos, como, por exemplo, o cérebro, através do entendimento e controle do espalhamento de luz nesses meios, para a captura de imagens para estudo”, pontua Caio. Com sua experiência em experimentos e instrumentação óptica voltados para aplicações em sistemas biológicos (biomoleculares), Caio Rimoli é o primeiro autor de um trabalho que foi publicado no início deste ano, na “Nature Communications” (VER AQUI) “4polar-STORM polarized super-resolution imaging of actin filament organization in cells” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2022/10/ARTIGO-CAIO.pdf -, que basicamente reproduz seu trabalho de doutorado.
Microscopia de super resolução
Segundo Caio Rimoli, no início deste século surgiu um novo tipo de técnica de microscopias ópticas de fluorescência, chamadas microscopia de super resolução. Sumariamente, são microscopias de fluorescências muito semelhantes às tradicionais, só que elas conseguem ter um maior poder de resolução, ou seja, fazem com que nós possamos enxergar mais detalhes. “Ao invés de você ter um microscópio que enxergaria, por exemplo, detalhes na ordem de 200 nanômetros, que é o tamanho do comprimento de onda da luz visível, as microscopias de super resolução são técnicas que foram desenvolvidas para que se consiga ver em até dez vezes mais detalhes, de modo geral. Se você tem um microscópio de resolução de 200 nanômetros (tradicional), então você consegue enxergar estruturas de 200 nanômetros de detalhe dentro da célula. Ou seja, a resolução está relacionada com esse poder de detalhe que podemos ver em uma imagem. Hoje em dia, essa nova classe de microscopia de super-resolução consegue até 20 nanômetros dentro das células, de modo geral. É muito mais detalhe. Isso chega muito próximo do grau de resolução de bio-moléculas e de seus complexos (agregados) biomoleculares. Então, é aquela velha história: se você conseguir saber a estrutura da proteína inteira e de como ela se organiza dentro da célula, a partir daí você poderá conseguir planejar novos fármacos, conseguirá pensar em como modificar essa proteína e verificar a sua função. Conhecendo bem a estrutura da molécula e de como ela se organiza em seu ambiente natural, você consegue trabalhar nela e aumentar o conhecimento sobre como ela é e o que ela faz, química e estruturalmente. Logo, a vantagem desse tipo de microscopia é que você vê a molécula no contexto da célula, como ela se comporta lá, e, idealmente, no futuro, essas técnicas de microscopia de super-resolução terão o potencial de coletar muito mais informação do que simplesmente a localização delas. Atualmente, você consegue ver a imagem de uma única molécula dentro da célula como um pontinho que é onde a molécula está”, explica o pesquisador. O trabalho de doutorado de Caio Rimoli não pretendia somente obter imagens de alta resolução de estruturas nanométricas das células; o que o trabalho propunha, principalmente, era também obter informação a respeito da orientação da molécula, ou como parte dela (domínio) está orientada. E foi essa a técnica de microscopia de super resolução nova que o ex-aluno do IFSC/USP desenvolveu em seu doutorado. “Potencialmente, esta técnica de microscopia que desenvolvemos poderia estudar até vírus, vírus gigantes, ou interações proteína-proteína de modo geral no contexto celular por exemplo. A ideia era o desenvolvimento de uma microscopia muito mais rica em informação do que as anteriores”, pontua o pesquisador.
Em Paris: Neurociência - Endoscopia cerebral
Com contrato de um ano no Laboratoire Kastler Brossel, podendo ser renovado por igual período, o atual trabalho de Caio Rimoli está agora totalmente voltado para a neurociência, cujo foco é o desenvolvimento de um endoscópio cerebral composto por uma fibra óptica minimamente invasiva, que possa ler as atividades neuronais nas regiões profundas do cérebro. Embora existam inúmeras pesquisas realizadas com microscopia nas partes mais superficiais do cérebro, Caio Rimoli sublinha que para utilizar a óptica (luz visível) para a medição em regiões profundas do cérebro é muito complicado, já que ele é relativamente opaco. “Então, você não consegue ver as imagens, já que elas aparecem como se fosse uma neblina. E isso acontece porque o cérebro, sendo opaco, espalha luz e nós não conseguimos definir um foco para fazer uma imagem. Uma das formas que você poderia fazer é usar um endoscópio. Só que a maneira como são feitas essas imagens, com endoscópio, são muito invasivas. Nosso projeto é desenvolver um endoscópio diferente: uma sonda - fibra óptica - muito fina, com cerca de 200 micrômetros, que ao ser introduzida no cérebro não precisa de uma cirurgia de remoção de camadas superficiais de tecido cerebral (cortéx), nem camadas de tecido mais profundo para a acomodar a sonda (buraco cilíndrico até a região profunda de interesse). Embora hajam limitações intrínsecas, nossa proposta de sonda fina pode penetrar lentamente no cérebro, sem remoção de tecido cerebral. O cérebro, por ser muito macio, se ajusta lentamente à penetração cautelosa da fibra, com menos chance de causar uma lesão ou um efeito deletério à sua função. Assim, depois de o animal se recuperar da cirurgia para a inserção da fibra (ainda é necessário abrir um pequeno buraco no crânio), poderíamos colher atividade neuronal em organismos livres para se movimentar e correlacionar comportamento animal com circuitos neurais profundos”, pontua o pesquisador. “As técnicas atuais que utilizam esse mesmo tipo de ‘fibra fina’ não extraem tanta informação detalhada como a nossa que estamos propondo. No meu atual trabalho, nós gostaríamos de usufruir da vantagem de a ‘fibra fina’ ser minimamente invasiva e, ao mesmo tempo, obter o mesmo tipo de informação detalhada que a ‘fibra grossa’ tradicional é capaz de nos fornecer”. Em virtude de o cérebro ser dividido em várias regiões e cada região ter uma ou mais funções, este novo endoscópio, que já está sendo testado em camundongos, poderá, no futuro, ter o potencial de identificar e diagnosticar não só doenças do foro cerebral, como estudar comportamentos animais (quem sabe até em humanos) que necessitem de tratamentos específicos.
SÃO PAULO/SP - O popular aplicativo de mensagens WhatsApp parou de funcionar em várias partes do mundo nesta terça-feira (25).
Usuários na América do Sul, Europa, Ásia e África relatam instabilidade na plataforma em outras redes sociais, especialmente no Twitter, desde o meio desta madrugada. Os usuários reclamam que não conseguem enviar nem receber mensagens.
O pico de reclamações ocorreu por volta das 4h desta terça, segundo o site "Downdetector", que reúne relatos de falhas no serviço. Até por volta de 5h20, a plataforma seguia sem funcionar.
Os primeiros relatos foram registrados na Índia (Ásia), Reino Unido, França e Portugual (Europa), África do Sul (África) e no Brasil (América do Sul).
A Meta Plataforms, que controla o serviço de troca de mensagens, admitiu que o WhatsApp apresenta instabilidade.
“Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para enviar mensagens e estamos trabalhando para restaurar o WhatsApp para todos o mais rápido possível”, disse um porta-voz da Meta Platforms, empresa controladora do WhatsApp, à Reuters.
Por g1
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) realiza no próximo dia 25 do corrente mês (terça-feira), às 19h00, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”, com transmissão ao vivo pelo Canal Youtube, mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas”, desta vez com a participação do co-fundador e CEO da “Clarice.ai Felipe Iszlaji”, que abordará o tema “A IA vai escrever por você? Um passeio pela Inteligência Artificial na escrita!”.
O campo da Inteligência Artificial (IA) aplicada à linguagem – também conhecido como Processamento de Linguagem Natural, ou PLN – passou por avanços excepcionais nos últimos anos. O aprendizado de máquina (machine learning) e uma nova arquitetura de aprendizado profundo (deep learning), conhecida como “Transformers”, estão na base de uma revolução que vai reformular uma das atividades mais básicas da civilização: a escrita.
Depois de mais de cinco mil anos escrevendo quase da mesma forma, não será fácil a transição para esse novo mundo. As pessoas precisam entender que a IA é mais uma ferramenta, e por mais poderosa que seja, ela não substitui a criatividade humana. É verdade que, daqui a cinco ou dez anos, escrever um texto do zero, diante de uma página em branco, palavra após palavra, será considerado um ofício artesanal. No futuro, todos nós seremos muito mais editores do que escritores, vamos colocar nossas ideias e pontos de vista no texto e a IA vai contribuir com aquilo que é mais repetível e previsível. O ser humano possui o monopólio da criatividade intencional… Ao menos, por enquanto.
Parte desse cenário já existe. Milhares de profissionais hoje, no Brasil e no mundo, escrevem com algum tipo de assistente de escrita inteligente. Nessa conversa, vamos falar sobre essas IA’s e como startups, empresas e a academia estão pesquisando e desenvolvendo tecnologias em PLN que irão beneficiar pessoas e profissionais que trabalham com escrita.
Para assistir a este evento, ao vivo, pelo Canal Youtube, acesse
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