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SÃO CARLOS/SP - São Carlos sedia no próximo fim de semana, dias 6 e 7 de agosto, mais uma etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), no Onovolab. Participam dessa etapa mais de 70 equipes de todo o Estado de São Paulo, de escolas públicas e privadas, além dos denominados “times de garagem”, que são equipes independentes.
Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) tem o objetivo de estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. Podem participar da olimpíada todos os estudantes de qualquer escola pública ou privada do ensino fundamental, médio ou técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos.
A OBR possui duas modalidades: Prática e Teórica, que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica quanto ao público de escolas que já têm contato com a robótica educacional. As atividades acontecem através competições práticas (com robôs) e provas teóricas em todo o Brasil.
A Modalidade Prática acontece através de eventos/competições Regionais e Estaduais que classificam as equipes de estudantes para uma final Nacional, os estudantes ficam sob orientação de seus professores e cientistas. Os eventos são gratuitos e abertos ao público
A OBR ocorre desde 2007, atualmente é considerado o maior evento de robótica da América Latina e classifica equipes para a RoboCup, maior evento de robótica do mundo. No ano de 2019 participaram 204 mil estudantes de todos os estados brasileiros com mais de 5 mil equipes competindo na modalidade prática no país. Em São Carlos a Olimpíada Brasileira de Robótica acontece desde 2014.
A Olimpíada é apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Em São Carlos a organização é do Sistema Integrado de Bibliotecas do Município (SIBISC) da Secretaria Municipal de Educação.
Além de contar com o suporte da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e RoboCup Federation, é coordenado de forma voluntária por um grupo composto por cientistas e doutores na área de robótica e tecnologia das maiores e melhores universidades públicas e particulares do Brasil. “Através de atividades como a OBR se estimula os jovens de Ensino Fundamental e Médio para o fortalecimento das suas aprendizagens e desenvolvimento científico e tecnológico desses estudantes e a equipe da SME e diversos parceiros não mediram esforços para que São Carlos pudesse cada vez mais levar essas experiências para seus jovens, e também para os estudantes do Estado de São Paulo”, mencionou a Profa. Wanda Hoffmann, secretária municipal de Educação.
São Carlos possui uma grande tradição em olimpíadas científicas, em especial na Olimpíada Brasileira de Robótica. A cidade concentra mais de 10% das equipes de todo o Estado de São Paulo.

Novidade ainda está chegando aos usuários do aplicativo

 

EUA - De acordo com o portal WABeta Info, especiaizado em notícias de tecnologia, o WhatsApp começou a possibilitar os administradores de grupos a apagarem mensagens de integrantes no aplicativo. A novidade está disponível na versão 2.22.17.12 do app para Android. A atualização ainda está em testes.

Com a atualização, os administradores terão a capacidade de excluir um envio do aparelho de todos os participantes dos grupos. Quando disponível, a opção de "Apagar para todos" será possível para quem enviou a mensagem e para os administradores. Quando apagar o envio, será exibido o aviso "Você apagou esta mensagem como administrador".

 

A utilidade vai trazer mais poder para os moderadores do chat. Dessa forma, os administradores poderão escolher quando apagar uma mensagem assim que for necessário, como conversas inapropriadas ou mensagens enviadas aparentemente por engano, por exemplo.

A função de apagar mensagens como administradores já tinha sido liberada em uma versão de testes, para usuários da versão Beta. Segundo o WABeta Info, essa distribuição da função está acontecendo de maneira lenta. Ou seja, ainda deve demorar a chegar para todos os usuários.

 

 

Lauren Berger / BOLAVIP BRASIL

RÚSSIA - A Rússia deixará de participar da Estação Espacial Internacional (ISS) "depois de 2024", anunciou nesta terça-feira (26) o novo chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Yuri Borissov.

"Sem dúvida cumpriremos todas as nossas obrigações com nossos parceiros" na Estação Espacial Internacional (ISS), afirmou Yuri Borissov em uma reunião televisionada com a presença do presidente russo, Vladimir Putin, "mas a decisão de deixar esta estação depois de 2024 já foi tomada", declarou.

"Creio que até lá começaremos a criar a estação orbital russa", que será "a principal prioridade" do programa espacial nacional a partir de agora, acrescentou Borissov.

"O futuro dos vôos espaciais tripulados russos deve ser baseado acima de tudo em um programa científico sistêmico e equilibrado, de modo que cada vôo enriqueça nosso conhecimento do espaço", revelou ele.

Yuri Borissov foi nomeado chefe da Roscosmos, a estação espacial russa, em meados de julho, substituindo Dmitry Rogozin, que era conhecido por seu estilo abrasivo e seu nacionalismo considerado ultrajante.

Até esta nomeação, Borissov, de 65 anos, estava à frente da pasta de vice-primeiro ministro encarregado do complexo militar-industrial russo, que também inclui o setor espacial. "Isto é uma grande honra para mim, mas também engaja obrigações adicionais", disse Borissov a Putin.

"O setor espacial está em uma situação difícil, e acho que minha principal tarefa [é] não diminuir as expectativas, mas aumentá-las, fornecendo antes de tudo os serviços espaciais necessários para a economia russa", enfatizou ele, citando a navegação, a comunicação e a transmissão de dados.

Evento estará integrado na “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia” - 22 de outubro de 2022

 

SÃO CARLOS/SP - O Salão de Eventos da USP (Área-1) irá receber no dia 22 de outubro, entre as 10h00/17h00, a  “Feira de Ciência e Tecnologia da USP - 2022”, um evento organizado pelo Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF - IFSC/USP) e pela Diretoria de Ensino da Região de São Carlos, e integrado na “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2022”.

Esta edição da “Feira de Ciência e Tecnologia da USP” já confirmou a presença de 197 Clubes de Ciência, que durante este ano desenvolveram inúmeros experimentos subordinados ao tema "Educação, Ciência e Tecnologia na geração de um planeta sustentável", que serão apresentados neste certame.

Além dos Clubes de Ciências, as demais ações educacionais do CEPOF junto às escolas públicas da região incluíram minicursos com kits educacionais, disciplinas eletivas sobre o ambiente computacional Arduino, Exposição e Oficina de ciências no Museu de Ciências “Prof. Mario Tolentino”, e excursão para o Museu de Ciências da ESALQ-USP. Tais ações foram ministradas pela Profa. Dra. Wilma Barrionuevo, do CEPOF, em parceria com os professores e coordenadores das escolas.

A difusão e popularização da ciência nas escolas públicas constitui-se em iniciativa de valor social relevante, visto que permite que os alunos de comunidades mais vulneráveis tenham acesso igualitário a conteúdos científicos e tecnológicos, em linguagem compreensível a todos.

O CEPOF desenvolve atividades de difusão de ciências há mais de duas décadas, em importante parceria com a Diretoria de Ensino da Região de São Carlos. Fruto dessa parceria, foram criados e acompanhados, desde 2016, 660 Clubes de Ciências, envolvendo milhares de estudantes e professores de Escolas públicas estaduais de sete municípios abrangidos pela Diretoria de Ensino da Região de São Carlos.

 

 

(Com informações de Wilma Barrionuevo)

Rui Sintra - Jornalista - IFSC/USP

BENGALURU - O Instagram está recebendo um recurso de pagamento que permitirá que usuários comprem de pequenas empresas por meio de mensagens diretas, disse na segunda-feira,18, a controladora Meta.

Os usuários do aplicativo de compartilhamento de fotos podem enviar mensagens para a empresa, adicionar personalizações, se necessário, e fazer o pedido no bate-papo, disse a Meta.

Os clientes também podem rastrear o pedido e fazer perguntas de acompanhamento à empresa no mesmo tópico de bate-papo.

No início de 2020, a gigante da mídia social lançou o Shops como uma maneira de as pessoas encontrarem e comprarem produtos no Facebook e no Instagram.

O novo recurso também permitirá o uso do serviço de pagamento Meta Pay para concluir as compras, disse a empresa.

 

 

Reportagem de Tiyashi Datta / REUTERS

MILÃO - A autoridade de proteção de dados da Itália alertou formalmente o aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok sobre uma suposta violação de regras da União Europeia de proteção de privacidade do usuário, disse o órgão de vigilância na segunda-feira (11).

O TikTok havia dito aos usuários nas últimas semanas que entregaria publicidade direcionada a eles a partir de 13 de julho, sem solicitar consentimento para usar dados armazenados em seus dispositivos, disse o órgão de vigilância italiano.

Ao alterar sua política de privacidade, o TikTok alegou que estava agindo de acordo com os interesses legítimos da empresa e de seus parceiros, segundo o regulador italiano. Mas o órgão de vigilância disse que essa base legal não é consistente com as regras de privacidade da União Europeia.

"Nós nos esforçamos para construir uma experiência personalizada para nossa comunidade e, ao mesmo tempo, estamos comprometidos em respeitar a privacidade de nossos usuários... e operar em conformidade com todos os regulamentos relevantes", disse um porta-voz do TikTok.

"Enquanto nossa avaliação do recente aviso da Agência Italiana de Proteção de Dados ainda está em andamento, não podemos comentar mais", disse o porta-voz em comunicado.

O órgão de vigilância italiano disse que estava se reservando o direito de impor restrições não especificadas caso o TikTok, que teve um rápido crescimento em todo o mundo, principalmente entre os adolescentes, não retire suas anunciadas mudanças de política.

O regulador também disse estar preocupado que a publicidade inadequada possa ser direcionada a menores, devido aos problemas que o TikTok enfrentou ao monitorar com precisão as idades de seus usuários.

As empresas que operam na União Europeia podem enfrentar multas de até 4% da receita global por violações de privacidade.

 

 

REUTERS

BRASÍLIA/DF - O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreia no Brasil nesta quarta-feira (5). A primeira cidade a oferecer o sinal será Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Próxima geração da internet móvel, a tecnologia 5G pura oferece velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal 4G, com a possibilidade de chegar a até 20 Gbps. O sinal tem menor latência (atraso) na transmissão dos dados. Um arquivo de 5G pode ser baixado em cerca de 40 segundos nesse sistema.

A tecnologia 5G permitirá a estreia da “internet das coisas”, que permite a conexão direta entre objetos pela rede mundial de computadores. Essa tecnologia tem potencial para aumentar a produção industrial, por meio da comunicação direta entre máquinas, e possibilitar novidades como cirurgias a distância e transporte em carros sem condutores.

A TIM será a primeira operadora a oferecer o sinal 5G puro em Brasília. Em princípio, serão instaladas 100 antenas que atenderão entre 40% e 50% da população do Distrito Federal. Nos próximos dois meses, mais 64 antenas passarão a funcionar, elevando o alcance da tecnologia para 65% da população.

Segundo o conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, as próximas cidades a receber o sinal 5G puro serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, mas as datas ainda não estão previstas. No início de junho, a agência reguladora definiu que, até 29 de setembro, todas as capitais deverão contar com a tecnologia.

Acesso

Para ter acesso à tecnologia 5G, o cliente deve ter um chip e um aparelho que aceite a conexão. O cliente precisa verificar se a operadora oferece o serviço e estar na área de cobertura. O site da Anatel informa a lista de celulares homologados para o sinal 5G puro.

O consumidor precisa ficar atento porque existem celulares fora da lista que mostram o ícone 5G. Nesses casos, porém, o aparelho não opera o sinal 5G puro, mas o 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DSS) ou non-standalone (NSA), chamado de 5G “impuro” por operar na mesma frequência do 4G, na faixa de 2,3 gigahertz (GHz). Dependendo da interferência, o sinal 5G “impuro” chega a apresentar velocidades inferiores ao 4G.

Parabólicas

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia de covid-19 fez o cronograma atrasar dois meses.

 

 

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

EUA - Aplicativo é 'dedo duro' por mostrar usuário online em momento em ele quer evitar conversa

A Meta, enfim, vai atender a pedidos dos usuários e liberar mais uma ferramenta para manter a privacidade no WhatsApp. Agora, o mensageiro vai dispor de opção para ocultar o status para que usuários não sejam vistos como “online” durante o uso da plataforma, ajudando a vida de quem prefere se manter mais discreto. As informações são do Olha Digital, em publicação do portal WABetaInfo, especializado em notícias do WhatsApp.

Até agora, o WhatsApp permitia somente que os usuários escondessem o “visto por último”, mas nunca deixou esconder o momento que as pessoas estavam com o mensageiro em uso. Sem a possibilidade de ocultar o status “Online”, o mensageiro acabava sendo um “dedo duro”, apontando que usuário está utilizando o aplicativo em momento em ele gostaria de evitar alguma conversa.

De acordo com o WABetaInfo, a função de esconder o “online” estará diretamente ligada à “Visto por último”. As informações serão divididas em duas partes. No “Visto por último” será possível escolher entre as opções já conhecidas: “Todos”, “Contatos”, “Contatos, exceto…” e “Ninguém”.

Já para o “online”, os usuários do WhatsApp só poderão escolher entre duas opções: “Todos” ou “O mesmo que o Visto por último”. Assim, será possível esconder o status de todos ou até mesmo de contatos específicos. Por enquanto, o recurso está em fase beta, ainda sob testes e não é possível saber quando a mudança chegará definitivamente à plataforma.

 

 

Thais Fonseca / BolaVip Brasil

BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu consulta pública para proposta de padronização de carregadores de celulares por fio com padrão USB tipo C, segundo comunicado no final da terça-feira no site do órgão.

A proposta segue movimento similar realizado em outras regiões, como na Europa. No começo do mês, países e parlamentares da União Europeia concordaram com uma única porta de carregador para telefones celulares, tablets e câmeras, do tipo USB-C.

Citando a iniciativa do bloco europeu, a Anatel disse que a escolha do padrão USB tipo C ocorre por já ser amplamente utilizado pela maioria dos fabricantes globais e possuir normatização internacionalmente reconhecida.

Os conectores USB-C são usados em dispositivos que utilizam o sistema Android, enquanto iPhones são carregados a partir de um cabo Lightning.

As contribuições ao texto da Anatel poderão ser feitas até 26 de agosto.

 

 

Por Paula Arend Laier; edição de André Romani / REUTERS

EUA - Depois de meses examinando fotografias da superfície lunar, os cientistas finalmente encontraram o local do acidente de um estágio de foguete esquecido que atingiu o lado oculto da lua em março.

Eles ainda não sabem ao certo de qual foguete os destroços se originaram. E eles estão perplexos sobre por que o impacto escavou duas crateras e não apenas uma.

“É legal, porque é um resultado inesperado”, disse Mark Robinson, professor de ciências geológicas da Universidade Estadual do Arizona que atua como investigador principal da câmera a bordo do Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, que fotografa a lua desde 2009. sempre muito mais divertido do que se a previsão da cratera, sua profundidade e diâmetro, estivesse exatamente correta, relatou dr. Robinson.

A intriga do acidente do foguete começou em janeiro, quando Bill Gray, desenvolvedor do Projeto Plutão, um conjunto de software astronômico usado no cálculo das órbitas de asteróides e cometas, rastreou o que parecia ser o estágio superior descartado de um foguete. Ele percebeu que estava em rota de colisão com o outro lado da lua.

O acidente foi certo, por volta das 7h25, hora do leste, em 4 de março. Mas a órbita exata do objeto não era conhecida, então havia alguma incerteza sobre a hora e o local do impacto.

Gray disse que a parte do foguete foi o segundo estágio de um SpaceX Falcon 9 que lançou o Deep Space Climate Observatory, ou DSCOVR, para a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica em fevereiro de 2015.

 

Ele estava errado.

Um engenheiro da NASA apontou que a trajetória de lançamento do DSCOVR era incompatível com a órbita do objeto que o Sr. Gray estava rastreando. Depois de mais algumas escavações, Gray concluiu que o candidato mais provável era um foguete Longa Marcha 3C lançado da China alguns meses antes, em 23 de outubro de 2014.

Estudantes da Universidade do Arizona relataram que uma análise da luz refletida do objeto descobriu que a mistura de comprimentos de onda correspondia a foguetes chineses semelhantes, em vez de um Falcon 9.

Mas uma autoridade chinesa negou que fosse parte de um foguete chinês, dizendo que o estágio do foguete daquela missão, que lançou a espaçonave Chang’e-5 T1, havia reentrado na atmosfera da Terra e queimado.

Independentemente de qual foguete fazia parte, o objeto continuou a seguir o caminho em espiral ditado pela gravidade. Na hora prevista, ele atingiu o lado mais distante da lua dentro da Cratera Hertzsprung de 350 milhas de largura, fora da vista de qualquer pessoa na Terra.

O Lunar Reconnaissance Orbiter não estava em posição de observar o impacto, mas a esperança era que uma cratera recém-esculpida aparecesse em uma fotografia que a espaçonave tirou mais tarde.

O software do Sr. Gray fez uma previsão do local do impacto. Especialistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA calcularam uma localização a alguns quilômetros a leste, enquanto membros do Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts esperavam que o acidente ocorresse dezenas de quilômetros a oeste.

Isso significou que os pesquisadores tiveram que procurar em uma faixa de cerca de 80 quilômetros por uma cratera de algumas dezenas de metros de largura, comparando a paisagem lunar antes e depois do acidente para identificar distúrbios recentes.

Dr. Robinson disse que estava preocupado que “vamos levar um ano de imagens para preencher a caixa”.

Embora o Lunar Reconnaissance Orbiter tenha fotografado a grande maioria da lua várias vezes nos últimos 13 anos, há pontos que ele perdeu. Descobriu-se que algumas das lacunas estavam perto do local do acidente esperado.

O Dr. Robinson lembrou-se de pensar na Lei de Murphy e brincar: “Eu sei exatamente onde ela vai atingir”.

Como o acidente foi previsto com um mês de antecedência, a equipe da missão conseguiu preencher a maioria das lacunas.

Então começou a busca.

Normalmente, um programa de computador faz a comparação, mas isso funciona melhor se as fotos de antes e depois forem tiradas na mesma hora do dia. Para esta busca, muitas das imagens foram tiradas em momentos diferentes, e a diferença nas sombras confundiu o algoritmo.

Com todos os falsos positivos, “nós apenas nos sentamos e várias pessoas passaram manualmente pelos milhões de pixels”, disse Robinson.

Alexander Sonke, um veterano do departamento de ciências geológicas do estado do Arizona, contribuiu para o esforço. Ele estimou que gastou cerca de 50 horas ao longo de várias semanas realizando a tarefa tediosa.

O Sr. Sonke se formou em maio. Ele se casou. Ele foi em lua de mel. Há uma semana e meia foi seu primeiro dia de volta ao trabalho – ele está prestes a iniciar seus estudos de pós-graduação com o Dr. Robinson como seu orientador – e ele retomou a busca pelo local do impacto.

Ele encontrou.

Sr. Sonke disse que viu “um grupo de pixels que pareciam significativamente diferentes em brilho” enquanto as imagens de antes e depois piscavam para frente e para trás.

“Eu estava bastante confiante quando vi que esta era uma nova característica geológica”, disse Sonke. “Eu certamente pulei um pouco da minha cadeira, tive a sensação de que definitivamente era isso, e então tentei conter minha empolgação.”

A cratera leste, com cerca de 20 metros de diâmetro, está sobreposta à um pouco menor a oeste, que provavelmente se formou alguns milésimos de segundo antes da leste, disse Robinson.

Esta não é a primeira vez que uma parte da espaçonave atinge a lua . Por exemplo, pedaços dos foguetes Saturn 5 que levaram astronautas à Lua na década de 1970 também esculpiram crateras. Mas nenhum desses impactos criou uma cratera dupla.

A razão pela qual isso aconteceu pode apontar para sua identidade misteriosa. A missão chinesa de outubro de 2014 carregou a espaçonave Chang’e-5 T1, precursora de outra missão, Chang’e-5, que pousou na Lua e trouxe amostras de rochas de volta à Terra.

A espaçonave precursora T1 não incluía uma sonda, mas o Dr. Robinson supõe que ela tinha uma massa pesada no topo do palco para simular a presença de uma. Nesse caso, os motores de foguete na parte inferior e o simulador de aterrissagem na parte superior poderiam ter criado as duas crateras.

“Isso é pura especulação da minha parte”, disse Robinson.

As outras partes do estágio do foguete teriam sido de alumínio fino e leve, que provavelmente não fariam muita diferença na superfície lunar.

O local do impacto real estava entre os locais previstos pelo Sr. Gray e o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, próximo ao da NASA. “Estava dentro das margens de erro que havíamos calculado”, disse Gray.

Também foi uma sorte que a equipe do Lunar Reconnaissance Orbiter tenha preenchido as lacunas – chamadas gores, na linguagem dos cartógrafos – nas imagens. “Como Murphy teria dito, essa coisa impactou no que era um dos gores”, disse o Dr. Robinson. “Se eu não tivesse sido alertado, não teríamos uma imagem anterior.”

Os cientistas podem eventualmente ter encontrado o local do acidente. A sujeira lançada de uma cratera escavada geralmente é mais brilhante, ficando mais escura com o tempo. Foi assim que os cientistas identificaram as crateras causadas pelos estágios 5 de Saturno.

Mas eles ainda estariam procurando um pequeno ponto brilhante no palheiro da lua.

 

 

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