EUA - Passa a vigorar ontem (15) a nova política de dados do WhatsApp. O aplicativo passará a compartilhar informações de contas de negócios (a modalidade WhatsApp Business) com o Facebook, plataforma central da empresa de mesmo nome que controla o app de mensagem.
A mudança ocorre sob protestos de órgãos reguladores brasileiros. Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacom) e o Ministério Público Federal (MPF) emitiram recomendações apontando problemas nas novas políticas.
No documento conjunto, os órgãos avaliam que as mudanças podem trazer riscos à proteção de dados dos usuários do aplicativo, além de impactar negativamente nas relações de consumo estabelecidas entre os usuários e a empresa. No âmbito concorrencial, as novas regras podem impactar negativamente a competição no mercado. Por isso, os órgãos solicitaram o adiamento do início da vigência das normas.
Na sexta-feira (14) o Cade divulgou nota na qual diz que o WhatsApp “se comprometeu a colaborar” com os órgãos reguladores que enviaram a recomendação. No prazo de três meses a partir da última sexta as autoridades fazem novas análises e questionamentos à empresa, que manifestou disposição em dialogar.
“No documento enviado às autoridades, o WhatsApp informa que não encerrará nenhuma conta, e que nenhum usuário no Brasil perderá acesso aos recursos do aplicativo nos 90 dias posteriores ao dia 15 de maio como resultado da entrada em vigor da nova política de privacidade e dos novos termos de serviço nesta data”, diz o texto.
Consultado pela Agência Brasil, o escritório do WhatsApp no Brasil confirmou o acordo divulgado pelo Cade. Com isso, restrições antes anunciadas foram suspensas por 90 dias. Entre elas estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.
Na avaliação do coordenador do Programa de Direitos Digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Diogo Moysés, a atuação dos órgãos reguladores e a suspensão das restrições aos usuários que não aceitarem a nova política foram fatos positivos.
“Contudo, o mérito da questão precisa ser analisado pelas autoridades, pois a mudança e o compartilhamento dos dados com o Facebook estão em evidente desconformidade com o marco legal brasileiro. O consentimento já dado pelos usuários, forçado e na base da chantagem, precisa ser invalidado, pois não cumpriu requisitos básicos e, nos termos da LGPD, deve ser considerado inválido”, analisa.
Para Gustavo Rodrigues, coordenador de políticas no Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris), há possibilidades de conflito com a legislação brasileira na nova política anunciada pelo WhatsApp pela falta de clareza quanto à base legal e quando a empresa condiciona a continuidade do uso à aceitação dessas regras.
“Seria necessário demonstrar qual base legal está sendo usada para embasar este compartilhamento e sempre respeitando os direitos dos titulares. Se o usuário perdesse acesso ao aplicativo aí não seria um consentimento livre, como prevê a legislação”, observa.
Problemas
Na recomendação conjunta divulgada na semana passada, as autoridades afirmam que a alteração nas novas regras de privacidade pode trazer prejuízos ao direito à proteção de dados dos usuários. A ANPD apresentou sugestões de mudança nas novas regras para “maior transparência quanto às bases legais, finalidades de tratamento, direitos dos titulares, tratamento de dados pessoais sensíveis e de crianças e adolescentes, e o reforço de salvaguardas de segurança e privacidade”.
Outro problema seria a falta de transparência e de clareza acerca de quais dados serão coletados. “Sob a ótica da proteção e defesa do consumidor, essa ausência de clareza dos termos de uso e da política de privacidade também pode se traduzir em publicidade enganosa e abusiva, em violação aos arts. 31, 37, 38, 39, caput, do CDC [Código de Defesa do Consumidor], pois a oferta contratual constante dos termos de uso e da política de privacidade não dariam conta da dimensão exata do custo não precificado de uso do serviço pelo consumidor”, pontua o texto.
Do ponto de vista concorrencial, o documento das autoridades aponta que a mudança na política de privacidade pode configurar abuso de posição dominante “por impor o rompimento da continuidade de prestação de serviço essencial de comunicação aos seus usuários em razão de recusa em submeterem-se à condição imposta de compartilhamento obrigatório de dados com a empresa Facebook e seus parceiros”.
*Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil
ILHAS MALVINAS - Uma parte dos destroços do foguete chinês Longa Marcha CZ-5B caiu no domingo (9) no Oceano Índico, a oeste das Ilhas Maldivas. As informações são da agência Argentina Telam. A queda da peça, de 30 metros de altura e 20 toneladas, foi confirmada pela Agência Espacial chinesa.
"De acordo com monitoramento e análise, às 10h24 (0224 GMT) de 9 de maio de 2021, o primeiro estágio do foguete 5B Longa Marcha voltou à atmosfera", disse a agência espacial em comunicado.
De acordo com a agência, a maior parte do segmento se desintegrou ao entrar na atmosfera. Havia a expectativa de que o segmento do foguete pudesse cair em alguma parte habitada, causando prejuízos. As autoridades chinesas haviam afirmado que a queda do segmento do foguete representava pouco perigo.
A queda também foi confirmada pelo Comando Espacial dos Estados Unidos, que disse que o segmento entrou na atmosfera pela Península Arábica aproximadamente às 22h15.
"#USSPACECOM confirma que o chinês #LongMarch5B reentrou na Península Arábica aproximadamente às 10:15 pm EDT em 8 de maio. Não se sabe se os destroços impactaram a terra ou a água”, disse o perfil do comando no Twitter.
O foguete Longa Marcha CZ-5B tem, no total, 57 metros. Ele foi lançado em 29 de abril, com a missão de levar ao espaço o primeiro módulo da nova estação espacial da China. O seu compartimento de carga, na “ponta” do foguete, tem bem menos, cerca de 27 metros e 25 toneladas. O restante do foguete, se desprende do compartimento de carga assim que sua função no lançamento é cumprida. Após o desacoplamento, esses estágios podem voltar à órbita da Terra.
Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil *
* Com Agência Télam
EUA - Os Estados Unidos (EUA) estão acompanhando o trajeto de um foguete chinês descontrolado que deve reentrar na atmosfera da Terra no fim de semana. Há receio de onde alguns dos destroços poderão cair.
O foguete chinês foi utilizado no lançamento de um módulo que marca o início do plano de Pequim, de construção de uma estação espacial que deve ficar completa no fim de 2022.
O módulo foi lançado em um dos maiores foguetes de transporte que a China tem, precisamente o mesmo que está agora em queda descontrolada, de acordo com o Pentágono.
O local exato de reentrada do equipamento só pode ser determinado algumas horas antes de ocorrer, de acordo com o Esquadrão de Controle Espacial norte-americano.
Apesar de a maior parte dos destroços acabar por se incendiar na entrada na atmosfera, o tamanho do foguete, de 22 toneladas, cria o receio de que algumas partes podem não se desintegrar e eventualmente atingir áreas da Terra.
Apesar de tudo, o risco é pequeno. Jonathan McDowell, astrofísico da Universidade de Harvard, disse que a situação não deve criar grandes problemas. "Acho que as pessoas podem ficar descansadas. O risco de atingir alguma coisa ou alguém é muito pequeno. Pode acontecer, mas não perderia o meu sono por causa dessa possibilidade tão pequena".
O astrofísico diz ainda que a melhor aposta sobre onde os destroços vão cair é no oceano Pacífico, simplesmente "porque ocupa o maior espaço da Terra".
*Por RTP
SÃO CARLOS/SP - Enquanto no Brasil, a Embrapa celebrava seus 48 anos, com lançamento de tecnologias, na Filadélfia (EUA), a nanoemulsão de cera de carnaúba era lançada em âmbito mundial pela AgroFresh Solutions, Inc. com o nome Life Ultra. A inserção da tecnologia no mercado global ocorre dentro da plataforma de expansão de produtos naturais VitaFresh™ Botanicals da multinacional norte-americana, líder global em soluções pós-colheita.
Desenvolvida pela Embrapa Instrumentação (São Carlos) em parceria com a QGP Tanquímica e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a tecnologia preserva a qualidade e prolonga o tempo de vida das frutas por mais tempo, em média, em até 15 dias. O impacto na forma sustentável de produzir e de consumir reflete na redução de perdas e desperdício de alimentos, um problema grave em âmbito mundial.
O pesquisador Marcos David Ferreira, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da nanoemulsão de cera de carnaúba, explica que a triangulação entre as três instituições envolveu um modelo de negócio diferenciado. A QGP Tanquímica, licenciada para fabricar a solução, assinou um contrato de cooperação com a AgroFresh visando alavancar o produto no mercado nacional e internacional.
"A entrada da AgroFresh está impulsionando a adoção da tecnologia por setores produtivos de países da América Latina, Europa e Ásia, permitindo que um contingente maior seja beneficiado", diz o pesquisador sobre a primeira tecnologia da Embrapa Instrumentação lançada, distribuída e comercializada internacionalmente.
"O processo geral da tecnologia de nano emulsão usada para produção do VitaFresh™ Botanicals - Life Ultra produz uma solução excepcional para manutenção de frescor", acrescentou a gerente de pesquisa e desenvolvimento da QGP Tanquímica, Marilene Ribeiro.
A AgroFresh é a maior distribuidora comercializadora, nacional e internacional, da nanoemulsão de carnaúba. O CEO da empresa, Clint Lewis, disse ser um prazer unir forças com a empresa brasileira para o lançamento global deste novo recobrimento.
"O Life Ultra é parte importante do portfólio VitaFresh™ Botanicals e continua o compromisso de décadas da AgroFresh com inovação e redução da perda e desperdício de alimentos. Estamos felizes pela forma como esta solução a base de plantas abre oportunidades de negócios ao consumidor da cadeia de alimentos, empacotadores e varejistas". Afirma o CEO.
Entre os fatores que contribuíram para a rápida inserção da tecnologia no mercado estão desenvolvimento sustentável, funcionalidade, facilidade de uso, flexibilidade, inovação, forte conexão com o setor produtivo e segurança. A nanoemulsão mantém as propriedades sensoriais do fruto, reduz a perda de massa e proporciona brilho.
"A internacionalização dessa tecnologia em vários continentes confirma a excelência da pesquisa nacional. Demonstra de forma inequívoca que o investimento em C&T alimenta um ciclo virtuoso de impactos econômicos, sociais e ambientais", lembra o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, João de Mendonça Naime.
De acordo com o Balanço Social divulgado essa semana, a Empresa gerou um lucro social de R$ 61,85 bilhões no ano passado. Pode se dizer, assim, que o índice de retorno social é de R$ 17,77 para cada real aplicado na Embrapa.
Ganhos de caráter ambiental e socioeconômico foram decisivos para a alemã Lemon Fresh aplicar o produto em 15% das frutas beneficiadas diariamente. A empresa está revestindo o popular limão Tahiti e exportando para a Europa e Oriente Médio - região da Ásia formada por 15 países -, a partir da Alemanha.
De acordo com diretor comercial, Luís Carlos Rugeri, a expectativa da empresa é utilizar a tecnologia em 100% do fruto, ampliar a participação no mercado europeu e entrar em todo o continente asiático, o mais extenso e populoso do mundo, com quase cinco bilhões de pessoas.
"Observamos que a nanoemulsão reduz a perda de peso da fruta, aumentando em até três vezes a vida útil em armazenagem refrigerada, além de melhorar a qualidade do suco e a coloração", afirma o diretor.
A tecnologia foi desenvolvida em cerca de sete anos de pesquisa, com o suporte técnico e científico do Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumentação e com apoios de órgãos de fomentos. Entre eles, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
No Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutas, com grande diversidade de espécies cultivadas, os produtores rurais de base empresarial e empresas de beneficiamento pós-colheita de frutos são os principais contemplados pela tecnologia.
*Por: Joana Silva
EUA - O Facebook e o Instagram adotaram uma estratégia de ameaça aos usuários de iPhone na disputa com a Apple gerada pelo iOS 14.5. A fabricante do iPhone implementou na segunda-feira, 26, um novo mecanismo de proteção de privacidade que exige dos usuários de iPhone que escolham, explicitamente, se permitem ou não que aplicativos como o Facebook rastreiem sua atividade em outros aplicativos. Forçados a exibir para os usuários a mensagem com os novos termos de uso, Facebook e Instagram agora dizem que a coleta de dados das pessoas ajuda a manter os "serviços livre de cobranças".
Na mensagem, Facebook e Instagram tentam destacar os principais motivos pelos quais é importante manter o rastreamento dos usuários. Além de manter os serviços livre de cobranças, Facebook e Instagram afirmam que a prática é importante para manter anúncios personalizados e para ajudar negócios a chegarem a seus clientes. Um dos argumentos do império de Mark Zuckerberg contra a mudança da Apple é o de que muitos pequenos e médios negócios dependem da rede de publicidade do Facebook para realizarem negócios.
O fato, porém, é que a mudança da Apple atinge em cheio a principal fonte de receitas do Facebook. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou um crescimento de 48% em receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxado principalmente pelo faturamento em anúncios. No balanço financeiro, o Facebook sinalizou sua preocupação: “Esperamos um aumento de impacto em anúncios em 2021 devido a mudanças regulatórias e de plataforma, notadamente o recém-lançado iOS 14.5, que deve começar a causar impacto no segundo trimestre. Isso é levado em consideração em nossa perspectiva”, disse a empresa.
A disputa em torno do iOS 14.5 acabou deflagrando uma guerra entre Mark Zuckerberg e Tim Cook - as visões divergentes sobre os negócios no mundo da tecnologia entre os executivos já se arrastavam por uma década. Agora, Zuckerberg parece estar decidido até a mudar de discurso: por muitos anos, o executivo relutou em discutir versões pagas de seus serviços. Diante de congressistas americanos, no auge do escândalo da firma de marketing político Cambridge Analytica, Zuckerberg desconversou sobre o assunto.
*Por: ESTADÃO
EUA - A NASA já começou a retirar informações preciosas para conhecer Marte como nunca o havia conhecido. A sonda Perseverance pousou perto de um antigo delta de rio, mas que atualmente está seco. No entanto, são evidentes os sinais que existiu no planeta vermelho muita água, que formaram rios e oceanos. A dúvida que desafia os cientistas é saber para onde foi a água, o que lhe aconteceu. Das muitas teorias lançadas sobre o tema, até hoje nenhuma parece ter conseguido o consenso. No entanto, o Perseverance traz novas pistas.
Pesquisadores da Universidade de Chicago desenvolveram um modelo de Marte que revela o mistério por detrás do clima antigo do planeta vermelho.
O mais recente dos rovers da NASA a aterrar com sucesso em Marte encontrou uma localização vantajosa mesmo ao lado de um antigo delta de um rio. Este equipamento está agora no centro de um novo estudo para se perceber como desapareceu a água abundante de Marte.
Se existe muito gelo no “interior” do planeta, como foi que o solo esteve inundado de água em estado líquido e como desapareceu de novo. Assim, o estudo, publicado segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, liderado pelo cientista planetário Edwin Kite, discute a explicação para o clima misterioso de Marte.
Após uma longa viagem desde a Terra, o rover Perseverance da NASA tornou-se no último robô a aterrar com sucesso em Marte. Este conjunto avançado de tecnologia juntou-se a outras sondas e robôs, como a Sojourner, Opportunity, Spirit e Curiosity. O novo equipamento já deu aos cientistas uma visão de perto do que costumava ser um rio fluente no planeta vermelho.
No estudo os pesquisadores explicaram que se o solo fosse coberto por gelo, teria uma humidade superficial que traria nuvens de baixa altitude. No entanto, estas nuvens não iriam aquecer o planeta o suficiente para sustentar a água ou mesmo arrefecer a temperatura. Contudo, se o único gelo existisse em pequenas áreas, tais como nos polos do planeta ou em altitudes elevadas, o ar poderia ter sido suficientemente seco para acolher nuvens de grande altitude que teriam aquecido a superfície.
No modelo, estas nuvens comportam-se de uma forma muito pouco terrestre. Construir modelos sobre a intuição baseada na Terra não vai funcionar, porque isto não é nada semelhante ao ciclo da água da Terra, que move a água rapidamente entre a atmosfera e a superfície.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
FLÓRIDA — O helicóptero experimental Ingenuity, da Nasa (Agência Aeroespacial dos Estados Unidos), subiu da superfície de Marte para o ar rarefeito do planeta nesta segunda-feira, 19, realizando o primeiro voo motorizado em outro planeta.
O triunfo foi saudado como um momento dos Irmãos Wright. O mini helicóptero de 1,8 quilo, na verdade, carregava um pouco do tecido da asa do Wright Flyer 1903, que fez história semelhante em Kitty Hawk, Carolina do Norte.
"Dados do altímetro confirmam que o Ingenuity realizou seu primeiro voo, o primeiro voo de uma aeronave motorizada em outro planeta", disse o piloto-chefe do helicóptero na Terra, Havard Grip, com a voz embargada enquanto seus companheiros explodiam em gritos de alegria.
Os controladores de voo da Califórnia confirmaram o breve salto do Ingenuity depois de receber dados através do rover (um veículo espacial) Perseverance, que ficou vigiando a mais de 65 metros de distância. O Ingenuity chegou em Marte acoplado no Perseverance.
A demonstração do helicóptero de US$ 85 milhões (R$ 475 milhões) foi considerada de alto risco, mas trouxe uma alta recompensa.
A gerente de projeto MiMi Aung e sua equipe tiveram que esperar mais de três horas excruciantes antes de saber se o voo pré-programado teve sucesso a 287 milhões de quilômetros de distância. Para aumentar a ansiedade, um erro de software impediu o helicóptero de decolar uma semana antes e fez com que os engenheiros lutassem para encontrar uma solução.
Aplausos, gritos e risos explodiram no centro de operações quando o sucesso foi finalmente declarado e quando a primeira foto em preto e branco do Ingenuity apareceu nas telas, mostrando sua sombra enquanto pairava sobre a superfície de Marte. Em seguida, vieram as impressionantes imagens coloridas do helicóptero descendo de volta à superfície, tiradas pelo Perseverance, "o melhor hospedeiro que o pequeno Ingenuity poderia esperar", disse Aung, agradecendo a todos.
A NASA estava planejando um voo de 40 segundos e, embora os detalhes fossem inicialmente escassos, a nave atingiu todos os seus alvos: girar, decolar, pairar, descer e pousar.
Para realizar tudo isso, as pás gêmeas do rotor em contra-rotação do helicóptero precisavam girar a 2.500 rotações por minuto - cinco vezes mais rápido do que na Terra. Com uma atmosfera de apenas 1% da espessura da Terra, os engenheiros tiveram que construir um helicóptero leve o suficiente - com as lâminas girando rápido o suficiente - para gerar essa elevação de outro mundo. Ao mesmo tempo, tinha que ser forte o suficiente para resistir ao vento marciano e ao frio extremo.
Depois de mais de seis anos de construção, o Ingenuity é um barebones de 0,5 metros de altura, um helicóptero esguio de quatro patas. Sua fuselagem, contendo todas as baterias, aquecedores e sensores, é do tamanho de uma caixa de lenços de papel. Os rotores de fibra de carbono e preenchidos com espuma são as peças maiores: cada par se estende por 1,2 metro ponta a ponta.
O helicóptero é coberto por um painel solar para recarregar as baterias, crucial para sua sobrevivência durante as noites marcianas de 90ºC negativos.
A NASA escolheu uma área plana e relativamente livre de rochas para o campo de aviação do Ingenuity, medindo 10 metros por 10 metros. Descobriu-se que ficava a menos de 30 metros do local de pouso original na cratera de Jezero. O helicóptero foi liberado do rover para o campo de aviação no dia 3 de abril.
Comandos de voo foram enviados no domingo, depois que os controladores enviaram uma correção de software para a rotação da pá do rotor.
O pequeno helicóptero com um trabalho gigante atraiu a atenção de todo o mundo, desde o momento em que foi lançado com o Perseverance em julho passado até agora.
Até mesmo Arnold Schwarzenegger se juntou à diversão, torcendo pela Ingenuity no fim de semana via Twitter. "Vá para o helicóptero!", gritou, reencenando uma linha de seu filme de ficção científica de 1987 "Predator".
Estão planejados até cinco voos de helicóptero, cada um mais ambicioso que o outro. Se for bem-sucedida, a demonstração poderá abrir caminho para uma frota de drones marcianos nas próximas décadas, fornecendo vistas aéreas, transportando pacotes e servindo como batedores para astronautas. Helicópteros de alta altitude aqui na Terra também podem se beneficiar — imagine os helicópteros navegando facilmente no Himalaia.
A equipe do Ingenuity tem até o início de maio para concluir os voos de teste. Isso porque o rover precisa continuar com sua missão principal: coletar amostras de rochas que possam conter evidências de vida marciana passada, para retornar à Terra daqui a uma década.
Até então, o Perseverance zelará pelo Ingenuity. Os engenheiros de voo os chamam carinhosamente de Percy e Ginny. "A irmã mais velha está assistindo", disse Elsa Jensen da Malin Space Science Systems, a principal operadora de câmera dos robôs./AP
*Por: ESTADÃO
RIO DE JANEIRO/RJ - O Instagram anunciou nesta quarta, 13, a chegada do Instagram Lite ao Brasil. O app é uma versão mais leve da plataforma para usuários que querem poupar armazenamento ou pacote de dados e estará disponível para download a partir de quarta-feira, 14.
Aguardada pelos usuários da plataforma, o Instagram Lite ocupa apenas 2 MB — em comparação aos 5,5 MB que o app tradicional possui — e tem como missão livrar espaço nos smartphones. O foco é um público específico: usuários que não possuem boa rede móvel de internet ou que utilizam celulares com menor capacidade de armazenamento.
Segundo Nicholas Brown, chefe de produtos do Instagram, o objetivo do app é entregar o mesmo conteúdo e qualidade no uso da plataforma da versão original, mesmo com uma capacidade menor de uso do processamento do celular. Além disso, Brown reforça que o Brasil é um mercado chave para o novo modelo, uma vez que tem a demanda de usuários que podem se beneficiar da versão mais leve do Instagram.
“É muito comum, em mercados emergentes, ter usuários constantemente com falta de memória no celular por conta dos apps baixados ou mesmo por usar celulares com memória pequena. Muitos brasileiros pediam pelo Instagram Lite no Brasil então identificamos a demanda”, explicou Brown em uma coletiva online em que o Estadão esteve presente.
Na experiência do Instagram Lite, Gal Zellermayer, diretor de engenharia, afirmou que a construção da plataforma foi possível porque parte do processamento que acontecia no telefone do usuário foi transferido para um servidor em nuvem. Isso possibilitou diminuir o tamanho do app para 2 MB, resultando também em um download mais rápido em smartphones e em um menor consumo de internet.
Segundo a pesquisa de 2020 do TIC Domicílios, estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira, um em cada quatro brasileiros ainda não se conecta à internet. Entre as classes D e E, apenas 57% da população possuem acesso à rede. Na classe C, esse número é de 78%.
Com isso, a estratégia do Instagram mira, primeiramente, apenas em usuários de aparelhos com sistema operacional Android. A empresa também disse que levou em consideração levantamentos sobre a situação geral do Brasil, como o valor de pacotes de dados de internet no País, o alcance de redes de internet banda larga e o acesso à internet móvel de qualidade.
O Instagram Lite já está presente em mais de 170 países e chega ao Brasil com a experiência de usuários ao redor do mundo. Perguntado pela reportagem sobre o momento da chegada no País, Brown explicou que o app não desembarcou antes por aqui porque era necessário ter uma validação antes de atingir um público tão grande.
“O Brasil é um mercado importante. Era importante ter a certeza e ter outros feedbacks para que o app pudesse funcionar da melhor forma possível quando atingisse um público grande”, afirmou.
*Por: Bruna Arimathea / ESTADÃO
XANGAI - As câmeras dos carros da Tesla não são ativadas fora da América do Norte, disse a empresa norte-americana em suas redes sociais chinesas nesta quarta-feira, buscando amenizar as preocupações com segurança no maior mercado automotivo do mundo.
A Tesla enfrenta uma vigilância minuciosa na China, onde as forças armadas, em março, proibiram a entrada de carros da marca em seus complexos, alegando preocupações de segurança por causa das câmeras nos veículos, disse uma fonte à Reuters.
"Mesmo nos Estados Unidos, os proprietários dos carros podem escolher livremente se desejam ligar ou não (o sistema de câmera). A Tesla está equipada com um sistema de segurança de rede que utiliza os melhores níveis de segurança do mundo, para garantir a proteção da privacidade do usuário", escreveu a empresa de carros elétricos no Weibo, rede social chinesa semelhante ao Twitter.
Em um fórum virtual em Pequim em março, realizado não muito depois dos relatos sobre a proibição terem surgido, o fundador da Tesla, Elon Musk, enfatizou as motivações da empresa para proteger a privacidade do usuário.
"Existe um grande incentivo para que sejamos totalmente confidenciais com qualquer informação", disse Musk. "Se a Tesla usasse carros para espionagem na China ou em qualquer lugar, a empresa seria fechada", finalizou.
A China é um mercado crucial para veículos elétricos. Em 2020, a Tesla vendeu 30% de sua oferta para o país.
*Reportagem de Josh Horwitz / REUTERS
Não levar o celular para o banheiro, não deixar o aparelho na tomada a noite toda e usar apenas o carregador original são alguns dos cuidados que garantem vida longa à peça
CAMPINAS/SP - A bateria é a parte mais importante de um smartphone e é também a uma das peças mais substituídas nas assistências técnicas, perdendo apenas para a tela que pode se quebrar por acidente e, por isso, é a campeã dos reparos. A curta vida útil da bateria acontece, na maioria dos casos, por mau uso, garante o técnico Clayton Mangulin, fundador da Campinas Celulares, rede especializada em assistência técnica e venda de acessórios. Para ajudar a manter a do seu aparelho funcionando por mais tempo, listamos algumas dicas:
A carga completa dura mais, o que aumenta o tempo de intervalo entre um carregamento e outro, sendo assim, quanto mais cargas completas você realiza, mais longa será a vida útil do seu aparelho.
Pode parecer estranho, mas muita gente tem o hábito de colocar o celular para carregar na tomada do banheiro enquanto toma banho e se arruma para sair. “É um grande erro, pois o vapor do chuveiro pode oxidar a placa e outras peças do smartphone”, alerta Mangulin.
Outro cuidado importante é não deixar o telefone ao sol por muito tempo. “O ideal é que o aparelho seja operado em ambientes com variação de 15ºC e 30ºC. Temperaturas extremas podem prejudicar o desempenho da bateria e até danificá-la permanentemente”, avisa o especialista.
O telefone deve carregar, em média, por duas ou três horas, dependendo do modelo, se demorar mais é hora de levar na assistência, pois pode ser a “bateria viciada”. Nesses casos, a troca é recomendada.
Não é interessante usar qualquer modelo de carregador, mesmo que o encaixe seja perfeito. O recomendado é usar o carregador original ou procurar um modelo licenciado equivalente, observando sempre as especificações. “A amperagem da fonte é um dado essencial sobre o produto, ela é a medida da energia e representa o cálculo de consumo em relação a gasto/hora”, explica.
Enrole os fios corretamente, sem dobrá-los e guarde junto com a fonte em um local de fácil acesso e longe de umidade. Afinal, tão importante quanto cuidar da bateria é zelar pelo equipamento usado para o carregamento.
Poeira e sujidades podem entrar nos conectores e causar falhas de carregamento, uma simples limpeza realizada em uma assistência técnica, por profissionais, pode resolver o problema, de forma rápida e econômica.
Sobre a Campinas Celulares
Campinas Celulares é uma rede de franquias de assistência técnica multimarcas especializada na manutenção de celulares, smartphones e tablets nacionais e importados, com 15 unidades nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As lojas oferecem também uma gama completa de acessórios para os gadgets. Fundada em 2009, na cidade de Campinas, interior de São Paulo, a empresa vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, principalmente em 2020, quando dobrou o faturamento e o número de lojas.
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