SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) da UFSCar, por meio da Comissão Local de Acompanhamento e Avaliação (CLAA/AfirmaSUS), torna pública a abertura das inscrições para os processos seletivos do projeto "AFIRMASUS UFSCar: A Saúde que se AFIRMA e TransFORMA!". Esta iniciativa, vinculada ao Programa Nacional AfirmaSUS, visa promover a equidade, a diversidade e o fortalecimento do SUS através da formação acadêmica.
O programa visa promover ações de ensino, pesquisa, extensão e cultura com enfoque interseccional, intercultural e interprofissional no âmbito do SUS, apoiando a permanência de estudantes socialmente vulnerabilizados (negros, indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas trans, com deficiência, migrantes e refugiados), além de atuar para qualificar a formação para o Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo uma educação antirracista, inclusiva e sensível às diversidades sociais, étnico-raciais e de gênero. Ele integra ensino, serviço e comunidade através de Grupos de Aprendizagem que contam com a mediação de docentes e profissionais da rede de saúde.
Serão selecionados para a composição do Grupo de Aprendizagem do AfirmaSUS UFSCar, ao todo, 10 estudantes de graduação bolsistas, 5 não bolsistas, um docente tutor bolsista, um docente co-tutor não bolsista e um orientador de serviço bolsista. O período de inscrições de ambos os editais é de 20 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026. Confira os detalhes:
1. Seleção de Docentes (Tutor e Co-tutor) e Orientador de Serviço (Edital nº 01/2025/CLAA/AfirmaSUS)
Destinado à composição da equipe de orientação e tutoria, com os seguintes perfis:
Tutor(a): Docentes efetivos da UFSCar (Campus São Carlos).
Co-Tutor(a): Docentes efetivos da UFSCar (Campus São Carlos).
Orientador(a) de Serviço: Profissionais da rede de saúde ou representantes da sociedade civil organizada.
Carga Horária: Disponibilidade mínima de 08 (oito) horas semanais.
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- Link de Inscrição
2. Seleção de Discentes (Edital nº 02/2025/CLAA/AfirmaSUS)
Destinado a estudantes de graduação do Campus São Carlos, com prioridade para a área da saúde, que se enquadrem nos critérios de Ações Afirmativas (Pretos, Pardos, Indígenas, Quilombolas, Pessoas Trans e PcDs).
Modalidades: Bolsistas e Voluntários.
Carga Horária: Disponibilidade de 12 (doze) horas semanais.
- Link do Edital
- Link de Inscrição
Os editais completos, contendo o cronograma detalhado, critérios de pontuação e formulários de inscrição, bem como os anexos necessários para a autodeclaração, encontram-se disponíveis para consulta na página oficial da SAADE.
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Prefeitura de São Carlos firmaram, na última terça-feira (16/12), um acordo de cooperação interinstitucional voltado à formação de profissionais da saúde e à prestação conjunta de serviços à população. O documento foi assinado pela reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, e pelo prefeito Netto Donato, em cerimônia realizada no Paço Municipal.
Também participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, e a presidente da Comissão Permanente de Ensino, Pesquisa e Extensão em Saúde (COPEPES), Adriana Barbieri Feliciano.
O acordo prevê a participação de docentes, técnicos-administrativos, estudantes de graduação e pós-graduação e residentes da UFSCar nas atividades da rede municipal de saúde, por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, ações conjuntas em saúde e iniciativas assistenciais.
Para o prefeito Netto Donato, a formalização da parceria representa mais um avanço na relação entre o município e a universidade. “O trabalho desenvolvido entre a Secretaria Municipal de Saúde e a UFSCar já apresenta resultados positivos. Com este acordo, os estudantes estarão ainda mais próximos da rede municipal de saúde”, destacou.
A reitora Ana Beatriz de Oliveira ressaltou a importância da parceria para a formação acadêmica e profissional dos estudantes. Segundo ela, alunos de graduação, pós-graduação e das residências médicas e multiprofissionais terão acesso aos equipamentos de saúde do município, possibilitando uma formação alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa vivência é fundamental e está prevista nos projetos pedagógicos da universidade”, afirmou.
De acordo com a reitora, os projetos considerarão os diferentes níveis de formação dos estudantes, que passam de uma atuação observacional, na graduação, até uma participação mais ativa e independente durante a residência, ampliando a capacidade de atendimento da rede municipal e promovendo uma rica troca de experiências entre os profissionais envolvidos.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que o convênio fortalece o SUS e contribui diretamente para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. “Essa parceria qualifica tanto os estudantes quanto os profissionais da rede, promovendo atualização, aperfeiçoamento e melhor atendimento à população. São cursos de excelência que envolvem não apenas a medicina, mas também áreas como enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia”, afirmou. O convênio tem vigência de cinco anos, com possibilidade de renovação.
Durante a reunião, a reitora da UFSCar também anunciou a aprovação, pelo Conselho Universitário (ConsUni), da parceria com a Prefeitura para a implantação de um Centro Especializado de Reabilitação (CER III) na Unidade Saúde Escola (USE).
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da UFSCar divulgou na segunda-feira (15/12) o resultado do edital realizado para seleção de propostas de Cátedras de curta duração com apoio do Instituto, com atividades previstas para acontecer ao longo de 2026. Foram encaminhadas 10 propostas, com participação de quase todos os centros acadêmicos da Universidade, com envolvimento de pesquisadoras e pesquisadores de diferentes campi e projetos marcados pela interdisciplinaridade. Cada Cátedra aprovada - o edital previa, originalmente, até cinco projetos, mas o resultado final registra apoio a oito propostas - receberá até R$ 40 mil, destinados ao deslocamento e estadia na Universidade do chamado Catedrático Conferencista, a bolsas de extensão para estudantes de graduação e, também, outras pequenas despesas relacionadas à realização das pesquisas, eventos e ações de formação programadas.
"Nós ficamos muito bem impressionados com a qualidade das propostas elaboradas já para este primeiro edital. Os projetos são inovadores, estabelecendo de forma contundente conexões entre diferentes áreas do conhecimento, tratando de temáticas abrangentes, muitas vezes claramente relacionadas a um impacto social bastante próximo no horizonte, o que é muito condizente com a missão do Instituto de associar, à excelência científica, a dimensão estratégica", avalia o Diretor do IEAE, Adilson de Oliveira. "A partir do processo de avaliação realizado por pareceristas, que evidenciou essa qualidade, procuramos a Administração Superior, e felizmente pudemos contar com o apoio, através da Fundação de Apoio Institucional, para essa ampliação no número de Cátedras inicialmente previsto", registra.
As atividades das Cátedras estão previstas para início em março de 2026. Confira a seguir os títulos e responsáveis pelos projetos aprovados. Resultados detalhados oficiais estão publicados no site do IEAE.
- Diretriz clínica em obstetrícia: da evidência científica à prática clínica - Titular da Cátedra: Patrícia Driusso (Departamento de Fisioterapia - CCBS)
- Transição Tropical: liderança global e agricultura regenerativa e sustentável - Titular da Cátedra: Waldir Cintra de Jesus Junior (CCN)
Sistemas Complexos e suas Complexidades - Titular da Cátedra: Pedro Manoel Galetti Junior (Departamento de Genética e Evolução - CCBS)
- Documentário e Sociedade Brasileira - Titular da Cátedra: Arthur Autran Franco de Sá Neto (Departamento de Artes e Comunicação - CECH)
- Computação Inteligente Centrada no Humano - Titular da Cátedra: Luciana Aparecida Martinez Zaina (Departamento de Computação - CCGT)
- Vivências Pedagógicas: pedagogia da terra, das águas e das florestas e educação quilombola em movimento - Titular da Cátedra: Luiz Bezerra Neto (Departamento de Educação - CECH)
- Serviços Ecossistêmicos: desafios na gestão de paisagens multifuncionais - Titular da Cátedra: Roberta Averna Valente Botezelli Tolini (Departamento de Ciências Ambientais - CCBS)
- Hope & Healthcare - Titular da Cátedra: Monika Wernet (Departamento de Enfermagem - CCBS)
Conteúdo, agora também no YouTube, tem chamado atenção de editoras
SÃO CARLOS/SP - O portal de e-zines (www.e-zine.ufscar.br) - que reúne publicações online em formato de revista elaboradas e produzidas por estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - foi atualizado com as produções do primeiro semestre de 2025. Outra novidade para este ano é o Z-Tube, um canal no YouTube que disponibiliza os e-zines no formato vídeo documental.
Em 2025 foram produzidos 18 e-zines, que se somam a um total de 225 publicações no portal.
Já o vídeo de estreia do Z-Tube é "Cerrado: o coração da UFSCar - a savana mais rica do mundo", que, em seus 11 minutos, passeia com o espectador, pelo fragmento de cerrado que existe no Campus São Carlos da UFSCar, em imagens e entrevistas.
Os novos e-zines e o primeiro Z-Tube podem ser visitados no site do projeto, em www.e-zine.ufscar.br.
Z-Tube
O Z-Tube surgiu "em meio às discussões da equipe de trabalho. Em um brainstorm há mais de dois anos, pensamos que seria interessante diversificar e fiquei com isso na cabeça até que uma equipe do curso de Licenciatura em Biologia topou fazer o vídeo", conta Dirceu Cleber Conde, professor do Departamento de Letras (DL) da UFSCar.
Para a produção do novo formato, são critérios, segundo o professor da UFSCar, que o vídeo tenha entre 10 e 15 minutos e mantenha a liberdade editorial, usando textos, entrevistas etc., sempre com originalidade. Ele explica que os e-zines do Portal e do YouTube são produtos separados. "As equipes de estudantes são convidadas a participarem escolhendo um dos formatos. O interessante para quem escolhe o vídeo é aprender a lidar com roteiro, edição, entrevistas etc.".
O projeto
O projeto do portal de e-zines da UFSCar tem como perspectiva gerar conhecimento nas interfaces entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Linguagem. Atualmente, conta com 225 publicações organizadas nos temas: Arte, Ciência, Cultura e Sociedade, Esporte, Meio Ambiente, Saúde e Qualidade de Vida, e Tecnologia. Este ano, teve à frente da coordenação a professora Carolina de Paula Machado, do DL/UFSCar.
O portal de e-zines foi criado durante a pandemia para publicar a produção dos estudantes nas disciplinas de Comunicação e Expressão, Língua Portuguesa e Leitura, Redação e Produção Textual. "Nelas, os estudantes participam de várias etapas até o produto final, nesse percurso, muitos temas relacionados à produção de texto, à pesquisa e à divulgação científica são abordados. Contudo, o maior destaque do projeto é, sem dúvidas, a liberdade editorial que estimula a criatividade dos autores, atributo indispensável aos novos profissionais", explicita o Dirceu Conde.
"Editoras de todo o Brasil têm entrado em contato com a coordenação do Projeto para solicitar autorização para uso de algumas e-zines em suas publicações, dada a atualidade e qualidade dos temas", revela o professor da UFSCar, que irá coordenar o projeto no próximo ano.
Saiba mais sobre o projeto em www.e-zine.ufscar.br.
SÃO CARLOS/SP - A UFSCar divulgou o Termo de Adesão ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2026. O documento apresenta as opções de cursos de graduação presenciais que poderão ser acessadas a partir da seleção feita pelo SiSU. Em 2026, uma das novidades é a oferta das primeiras vagas para os cursos de graduação do novo campus em São José do Rio Preto e também para o novo curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Campus Sorocaba. Com isso, a UFSCar passa a oferecer 70 cursos de graduação presenciais para ingresso no primeiro semestre de 2026, em seus cinco campi. São, ao todo, 3.047 vagas ofertadas, sendo 1.817 em São Carlos; 240 em Araras; 660 em Sorocaba; 240 em Lagoa do Sino; e 90 em São José do Rio Preto.
A outra novidade é que as pessoas interessadas na seleção para ingresso na graduação da UFSCar poderão utilizar as notas das edições dos anos de 2023, 2024 e 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para se inscrever no SiSU, em janeiro de 2026. A data da abertura das inscrições no SiSU será divulgada posteriormente pelo Ministério da Educação (MEC).
O Termo de Adesão apresenta as informações detalhadas sobre os cursos, tais como turno, ênfase, duração, número de vagas e também os pesos de cada uma das provas do Enem na composição da lista de classificação para cada um dos cursos de graduação da UFSCar. Além desses dados, o termo já traz informações importantes como a documentação comprobatória para cada modalidade de concorrência (a partir da página 81 do Termo de Adesão) e a distribuição de vagas pela Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) em cada um dos cursos.
O edital completo será divulgado em breve. Acompanhe as notícias do SiSU 2026 na UFSCar aqui no nosso Portal e também pelo Portal do Ingresso, em www.ingresso.ufscar.br.
Confira aqui o Termo de Adesão da UFSCar ao SiSU 2026.
Mais informações podem ser obtidas por meio de contato através da Central de Atendimento da Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) da UFSCar.
SÃO CARLOS/SP - Victor Carlos Pandolfelli, professor do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, recebeu o título de Distinguished Life Member pela Unified International Technical on Refractories Organization (UNITECR), que reúne todas as empresas que atuam na área de cerâmicas refratárias. Esta é a primeira vez que o título é outorgado a um professor universitário da América Latina.
A cerimônia de entrega ocorreu no jantar de encerramento do congresso da entidade realizado na cidade de Cancún, México, entre os dias 27 e 30 de outubro de 2025. O evento reuniu mais de 700 participantes de mais de 40 países.
A escolha de Pandolfelli foi baseada em sua contínua e extensiva pesquisa na área de cerâmicas para altas temperaturas, que gerou mais de 600 publicações em revistas técnicas, 128 prêmios, alta inserção internacional e mais de 100 alunos formados a nível de mestrado e doutorado.
"Este título representa o reconhecimento internacional pela dedicação e pelos resultados que os alunos formados pelo nosso grupo, junto com parceiros nas universidades e empresas, obtivemos ao longo dos anos. Dedicar-se com afinco à ciência e geração de tecnologia traz prazer e abre portas para estágios, empregos, parcerias e visibilidade internacional", afirmou o pesquisador, que acrescenta que o título coloca mais um marco na história da UFSCar, que sempre buscou excelência no ensino, pesquisa e extensão.
SÃO CARLOS/SP - O Instituto da Cultura Científica (ICC) da UFSCar acaba de publicar catálogo com atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas a clima e temas associados realizadas pela comunidade universitária. Organizado no contexto de realização da COP 30 no Brasil, para subsidiar a participação institucional na Conferência, o levantamento deve seguir sendo alimentado e atualizado, visando tanto a visibilidade das ações, quanto apoiar a articulação entre elas.
"No início do ano, com a expectativa da chegada da COP ao Brasil, começamos a receber contatos da comunidade universitária, interessada em integrar esforços institucionais relacionados não só ao evento, mas também à questão climática de modo mais abrangente. Percebemos então a necessidade, e a oportunidade, de estruturar uma plataforma para essa articulação, e o levantamento é um primeiro passo", compartilha a Diretora do ICC, Mariana Pezzo. "Para o início de 2026, estamos planejando um primeiro encontro entre projetos e pessoas, para juntos pensarmos em como seguir no sentido de diálogo entre as iniciativas, promoção de parcerias e, também, fomento e subsídio às ações institucionais na área", complementa, convidando as pessoas interessadas que ainda não se manifestaram a entrar em contato com o Instituto.
No site do ICC, o catálogo conta com 22 registros iniciais, apresentando grupos de pesquisa e laboratórios; projetos mais pontuais coordenados por docentes da UFSCar, de pesquisa, extensão, ensino e outras atividades; trabalhos de pós-graduação; publicações; e coletivos. No link, é possível também acessar o formulário para registro de novas atividades. "Esta etapa foi produzida a partir da participação na primeira fase de levantamento. Algumas atividades ainda estão sendo preparadas para a publicação e, além disso, em parceria com as pró-reitorias de Pós-Graduação e de Extensão, já fizemos buscas também em bases de dados institucionais, com resultados que em breve também irão compor o catálogo. Agora, a expectativa é que a publicidade nos ajude a alcançar, conhecer e reconhecer esforços que ainda não pudemos alcançar", reforça a Diretora do ICC.
COP30
O catálogo integra um conjunto de outras iniciativas agrupadas sob a marca "UFSCar no Clima". Parceria com grupo de estudantes do curso de graduação em Gestão e Análise Ambiental, sob orientação de Renata Bovo Peres, docente no Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), está produzindo textos sobre temas centrais no debate climático, como mobilidade urbana e justiça climática. A série, reunida sob o título de Diário da COP 30, pode ser acompanhada no site do ICC.
No Instagram, no perfil @cienciaufscar, outra série, "COP de lá, COP de cá", traz materiais sobre a participação da UFSCar em Belém, de um lado, e olhares sobre a programação a partir de outros lugares, de outro. Os vídeos já trataram da participação da Reitora da Universidade, Ana Beatriz de Oliveira, representando a UFSCar e, também, a Andifes (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior); e de equipe do Campus Lagoa do Sino que foi à Conferência apresentar o projeto Transição Tropical. Karolina Vicente Guerrero, estudante de Agroecologia, também compartilhou sua experiência no evento e, nesta semana, Rodrigo Constante Martins, Pró-Reitor de Pós-Graduação e docente no Departamento de Sociologia, que pesquisa questões amazônicas, reporta sua passagem por Belém para reuniões de pesquisa e atividades na Cúpula dos Povos.
"A tentativa foi a de trazer a COP um pouquinho mais para perto, a partir dessas participações. Mas o projeto não termina junto com a COP 30: a ideia agora é pensar junto com as pessoas já mobilizadas e, também, quem mais tiver interesse na temática e nesses esforços de articulação, a volta de Belém ao nosso cotidiano, e como seguir nos debates e ações neste dia-a-dia", conta a Diretora do ICC. O contato com o Instituto pode ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO CARLOS/SP - A UFSCar é uma das instituições envolvidas no desenvolvimento do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU) e de outras ações estratégicas que serão apresentadas durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). A participação integra painel promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no Cities & Regions Hub, no dia 13 de novembro.
O projeto faz parte de um conjunto de ações do Programa Cidades Verdes e Resilientes, reunindo o MMA, a UFSCar, a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade. Por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Ministério, as instituições desenvolvem quatro frentes principais: além do PlaNAU, a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, o módulo de arborização do Cadastro Ambiental Urbano (CAU) e um curso de formação a distância voltado à capacitação de gestores e técnicos municipais e estaduais.
O PlaNAU estabelece diretrizes, metas e indicadores nacionais para o fortalecimento da arborização nas cidades brasileiras, articulando políticas de meio ambiente, saúde, infraestrutura e planejamento urbano.
A Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, formada por cinco livros - um para cada região do país -, reúne informações e particularidades sobre a arborização urbana nas 27 unidades federativas. O material busca subsidiar equipes das secretarias municipais de meio ambiente e órgãos correlatos na elaboração de políticas públicas ambientais e planos de infraestrutura verde, como planos municipais de arborização, de adaptação às mudanças climáticas e diretores estratégicos.
"A obra reúne 600 autores e 80 instituições e visa, também, apoiar a formação de recursos humanos em cursos de graduação e pós-graduação, consolidando um acervo técnico e científico inédito sobre o tema no Brasil", explica Fernando Periotto, docente do Centro de Ciências da Natureza (CCN) do Campus Lagoa do Sino da UFSCar e participante da ação.
Já o módulo de arborização do Cadastro Ambiental Urbano (CAU) permitirá mapear e monitorar áreas verdes municipais, criando uma base integrada de dados que apoie decisões técnicas e políticas públicas.
Essas iniciativas consolidam a base técnica e científica do futuro Projeto de Lei Brasileira de Arborização Urbana, que busca transformar a arborização em política de Estado e fortalecer a infraestrutura verde nos municípios. O conjunto de ações articula ciência, políticas públicas e capacitação, com o intuito de tornar a arborização urbana um instrumento efetivo de adaptação climática e de melhoria da qualidade de vida nas cidades.
"Nosso objetivo é oferecer instrumentos técnicos e conhecimento acessível para que os municípios possam planejar e gerir suas áreas verdes de forma integrada, promovendo cidades mais saudáveis e preparadas para as mudanças climáticas", expõe Periotto.
A participação da UFSCar reforça o papel das universidades públicas na produção de conhecimento aplicado e na formulação de políticas públicas ambientais, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura verde e da resiliência urbana em todo o País.
SÃO CARLOS/SP - A UFSCar recebe inscrições, de 3 a 28 de novembro, para o Vestibular Indígena 2026, seleção específica voltada a pessoas indígenas que desejam ingressar nos cursos de graduação presenciais da Universidade. A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Realizado em parceria com a Unicamp, o processo seletivo destina-se exclusivamente a pessoas indígenas de etnias brasileiras que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas ou indígenas reconhecidas pela rede pública de ensino. As provas serão aplicadas no dia 11 de janeiro de 2026, em Campinas (SP), Campo Grande (MS), Recife (PE), Santarém (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM).
A seleção será composta por provas de Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Redação, todas em Língua Portuguesa. As avaliações serão elaboradas e corrigidas pela Comvest, que também é responsável pela organização do processo.
O Vestibular Indígena oferece até duas vagas adicionais em cada um dos cursos de graduação presenciais da UFSCar, conforme autorizado pelo Ministério da Educação (MEC). A classificação das pessoas candidatas será feita de acordo com o desempenho nas provas, e os resultados serão divulgados nos sites www.ingresso.ufscar.br e www.comvest.unicamp.br.
Para efetuar a matrícula, as pessoas aprovadas deverão apresentar documentação que comprove a conclusão do Ensino Médio e o pertencimento étnico, por meio do Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), da Carteira de Identidade com etnia declarada ou de declaração de vínculo com comunidade indígena, assinada por lideranças e atestada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Todas as informações pertinentes à seleção, incluindo requisitos, etapas e prioridades de convocação, entre outras, constam do edital do processo seletivo, disponível nos sites www.ingresso.ufscar.br e www.comvest.unicamp.br.
A identidade visual do Vestibular Indígena 2026 da UFSCar parte do trabalho realizado por estudantes indígenas da Universidade em mural no Campus Sorocaba, com autoria de Reginaldo (Tuyuka), Marcella (Pankararu), Juarez (Baniwa), Oreme (Ikpeng), Gabriel (Baré), Claudilene (Dessana) e Kelly (Tikuna).
Mais de 900 trabalhos foram apresentados por estudantes dos quatro campi da Universidade e do Ensino Médio
SÃO CARLOS/SP - Nos dias 21 e 22 de outubro, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizou a 31ª edição do Congresso de Iniciação Científica (CIC), o 16º Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CIDTI) e o 4º Congresso de Iniciação Científica do Ensino Médio (CIC-EM). Promovidos pela Pró-Reitoria de Pesquisa (ProPq), os eventos aconteceram de forma presencial nos quatro campi da Universidade - São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino - e reuniram 927 trabalhos, apresentados por estudantes de graduação e do Ensino Médio, abrangendo todas as áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Linguística, Letras e Artes.
Durante os dois dias de programação, os congressos promoveram debates, apresentações orais e sessões de pôsteres, reunindo estudantes, docentes e pesquisadores. O objetivo foi estimular a troca de experiências, a divulgação científica e o fortalecimento da formação acadêmica desde os primeiros passos na vida universitária.
A cerimônia de abertura ocorreu no Anfiteatro Bento Prado Júnior, área Norte do Campus São Carlos, com a presença de Douglas Verrangia, Pró-Reitor de Graduação; Pedro Fadini, Pró-Reitor de Pesquisa; e Fillipe Vieira Rocha, coordenador dos programas de iniciação científica e tecnológica da UFSCar.
Verrangia ressaltou o caráter democrático e plural do evento. "A ciência é baseada justamente na possibilidade de discordar. É a partir da diversidade e da dissonância que ela avança. E esse é um dos raros espaços da sociedade brasileira onde ainda se preserva o pensamento livre e crítico", afirmou. Ele também destacou a importância da pesquisa na formação universitária. "A iniciação científica é a culminância de um processo formativo. Fazer pesquisa dá sentido à vida universitária, ajuda o estudante a entender sua profissão, seu papel social e a função da universidade para a sociedade", reforçou o Pró-Reitor de Graduação.
Já Fadini enfatizou a relevância da ciência para o desenvolvimento humano e social. "Estamos em uma Universidade que preza pela excelência no ensino, mas que também constrói conhecimento. Boa parte do que ensinamos nasce aqui, em nossos laboratórios e grupos de pesquisa". Para ele, a iniciação científica tem um papel transformador. "Nós fazemos pesquisa para melhorar a humanidade. Precisamos valorizar a ciência, combater o negacionismo e formar pessoas com raciocínio crítico. Mesmo quem não segue para o mestrado ou doutorado leva consigo essa forma de pensar e de questionar, que é o que transforma a sociedade", completou.
A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, registrou sua mensagem aos participantes: "Toda universidade precisa ser produtora de conhecimento. Quando trazemos a pesquisa para a formação, ensinamos o método científico não apenas para formar pesquisadores, mas para formar profissionais que saibam consumir e aplicar o conhecimento produzido. Esses congressos expõem nossos estudantes a situações de apresentação, de perguntas, de defesa de ideias, e isso é fundamental. É um exercício que fortalece a autonomia e prepara para o mercado", pontuou.
A palestra de abertura foi ministrada por Valquíria Graia Correia, docente do Departamento de Química (DQ), com o tema "Transcendendo a jornada: entre a utopia e a realidade, numa perspectiva trans centrada". A professora dividiu a palestra no que chamou de três atos, em uma interlocução entre as suas vivências pessoais e profissionais com a arte. Ela destacou as experiências positivas que tem vivenciado na UFSCar e enalteceu as ações da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE), considerada por ela um exemplo no campo de políticas para pessoas trans no ensino superior público.
Correia também compartilhou conquistas e desafios ao longo de sua trajetória acadêmica, refletindo sobre a importância da inclusão na ciência e da ocupação de espaços historicamente negados a pessoas trans. "A saída para enfrentar desigualdades e injustiças históricas passa pela criação de políticas públicas e pela educação; ela é o pilar. É ela que abre portas e cria caminhos", afirmou.
Vivenciando ciência na prática
Entre os destaques desta edição estiveram as apresentações em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, que mostraram resultados de projetos voltados a políticas públicas na área da saúde, e a participação do Colégio de Aplicação da UFSCar (CAU), com o grupo "Pequenos Cientistas", formado por crianças que desenvolvem projetos de iniciação à pesquisa científica desde as séries iniciais.
"A pesquisa é feita para melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento humano da comunidade, inclusive com multidisciplinaridade entre as áreas. E quanto antes isso começar, melhor. Este ano, com a participação do Colégio de Aplicação, damos mais um passo nessa direção, ao incentivar que as crianças tenham contato com a ciência desde cedo", destacou Rocha.
Também integrou a programação o Projeto Pluralizar, uma iniciativa da UFSCar em parceria com o Instituto Serrapilheira, coordenada por Anton Castro Miguez, docente do Departamento de Letras (DL), voltada à inserção de estudantes de grupos sub-representados no universo da pesquisa. "O Pluralizar traz à tona a discussão sobre diversidade e permanência. É um programa que busca garantir que esses estudantes sigam na universidade, da iniciação científica até a pós-graduação", completou Rocha.
Diversidade de áreas
Os trabalhos apresentados refletem a amplitude de áreas e abordagens que caracterizam a pesquisa na UFSCar, que vão da sustentabilidade e biodiversidade ao comportamento humano e à saúde.
Um exemplo vem do Campus Araras, onde Livia Correia da Silva, estudante de Biotecnologia, desenvolve um estudo sobre formas sustentáveis de reaproveitar resíduos agroindustriais.
"Trabalho com a torta de filtro, um resíduo que muitas vezes é tóxico, incorporando-a ao substrato para o desenvolvimento de plantas nativas. Avaliamos o material em laboratório e, depois, em casa de vegetação. Vimos que não houve prejuízo ao desenvolvimento das plantas, o que indica potencial para um uso ambientalmente seguro".
Na área da saúde, Ana Beatriz dos Santos Furlan, estudante de Medicina no Campus São Carlos, participa de uma pesquisa sobre como as mães percebem e reagem à dor dos recém-nascidos.
"Queremos entender o que as mães sentem e fazem quando percebem que o bebê está com dor, especialmente em situações como a vacinação. Aplicamos questionários logo após o parto, para compreender como essa percepção influencia o cuidado com o bebê", explicou.
Já Maria Julia de Campos, estudante de Ciências Biológicas no Campus Sorocaba, apresentou seu estudo sobre o gênero de cactos Cipocereus ritter, endêmico da Serra do Espinhaço. "Meu intuito é investigar a biogeografia e a história evolutiva desse gênero. A experiência com a pesquisa na UFSCar tem sido muito boa. Mesmo nos momentos mais desafiadores, encontro apoio dos professores e do pessoal do laboratório, com quem troco muitas ideias e aprendizados", contou.
Caio Távora, estudante de Administração no Campus Lagoa do Sino, desenvolve projeto sobre o impacto das tecnologias na sociedade, com foco no uso de redes sociais e no tempo de tela entre estudantes universitários. "Estamos realizando uma pesquisa qualitativa com estudantes dos campi Lagoa do Sino e Sorocaba e tenho tido bastante retorno para a compilação dos resultados. Este é o meu primeiro contato com a produção científica, em uma área que eu não conhecia, e tem sido uma ótima experiência", relatou o aluno.
Ao celebrar seus 55 anos, a UFSCar reafirma, por meio dos Congressos de Iniciação Científica, o seu compromisso com a formação de novos pesquisadores e com o incentivo à ciência, à inovação e ao pensamento crítico.
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