fbpx

Realizar Acesso

Usuário *
Senha *
Lembrar
 

Trabalho pioneiro apresenta cerca de 3,7 milhões de genes microbianos e fornece informações para estudos ecológicos, evolutivos e prospecção de genes de interesse biotecnológico

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Institut de Ciències del Mar (ICM) do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) de Barcelona, na Espanha, caracterizou o conteúdo gênico da microbiota do Rio Amazonas e usou essas informações para entender como a matéria orgânica terrestre é processada no Rio à medida que deságua no oceano. Isso foi realizado a partir de um conjunto de 106 metagenomas do Rio Amazonas, que cobrem mais de 2 mil quilômetros de seu curso, incluindo a região da pluma, que deságua no oceano Atlântico. O levantamento deu origem ao maior Catálogo de Genes Microbianos Não Redundantes da Bacia do Rio Amazonas (AMnrGC), com cerca de 3,7 milhões de genes, a maioria deles pertencente a bactérias. 
Os resultados foram publicados na revista científica Microbiome, uma das mais importantes da área (com Fator de Impacto de 11,6). O catálogo inclui, por exemplo, sequências para enzimas que podem ser utilizadas para a produção de etanol de segunda geração, uma delas já estudada pelo grupo. "Há milhares delas disponíveis no catálogo. Também genes de resistência a antibióticos, codificadores de enzimas para uso industrial etc. Uma infinidade de informações", comenta Flavio Henrique Silva, docente do Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, um dos coautores do estudo. O artigo é fruto da pesquisa de doutorado de Célio Dias Santos-Júnior - primeiro autor do artigo -, no Programa de Pós-Graduação em Genética Evolutiva (PPGGEv) da UFSCar, sob orientação de Henrique Silva, desenvolvido entre 2016 e 2019, com período na Espanha.
O trabalho é pioneiro e fornece grande número de informações para estudos ecológicos, evolutivos e prospecção de genes de interesse biotecnológico. "Os genes microbianos estudados pertencem a organismos microscópicos, principalmente bactérias e archaeas. No trabalho, especificamente, foram estudados mais profundamente os de bactérias", explica o docente. O público de interesse envolve microbiologistas, bioquímicos, biologistas moleculares, biotecnologistas, geneticistas, ecologistas, geoquímicos, químicos etc.
Os genes catalogados têm diversas aplicações biotecnológicas, pois podem ser usados para produzir biocombustíveis, produtos antimicrobianos e até agentes anticâncer. O catálogo também inclui genes que podem ser úteis para o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à reciclagem. Finalmente, o AMnrGC deve ajudar a entender como os microrganismos tratam metais pesados, armazenam carbono ou sequestram íons, o que é de interesse da biotecnologia.
A ideia de elaborar o catálogo surgiu como "uma continuidade dos estudos de diversidade microbiana que fizemos no Amazonas e dos sequenciamentos de DNA em larga-escala que lá realizamos", afirma o professor da UFSCar. "Nós obtivemos um grande número de informações que, junto a outras já disponíveis em bancos de dados, poderiam ser reunidas em um grande catálogo contendo um número enorme de genes. Essas sequências de DNA eram apenas disponíveis, mas os genes ainda não eram organizados e catalogados - ou 'anotados', como se diz na linguagem científica. Eles ainda não tinham função atribuída, nem eram relacionados com rotas metabólicas específicas, como foi feito em nosso trabalho", conta Henrique Silva. 
"Esse estudo também é importante para as ações de conservação, pois conhecer a microbiota do Rio é o primeiro passo para entender se ele está ameaçado pelas mudanças climáticas, bem como para traçar estratégias e informar os responsáveis pela formulação de políticas hídricas e de conservação ", sublinha Santos-Júnior. Para ele, "conhecer o microbioma do Rio Amazonas permite compreender processos universais como a degradação da matéria orgânica gerada no solo, explicando outros fenômenos importantes como a desgaseificação que se observa no Rio".
Após o processamento dos dados genéticos, os autores perceberam que micróbios do Rio Amazonas são capazes de degradar a matéria orgânica terrestre em regiões com baixas concentrações de oxigênio, temperatura e carbono inorgânico dissolvido. Outra conclusão do estudo é que a degradação da matéria orgânica derivada das plantas ocorre de forma diferenciada ao longo do Rio, o que permitiu aos cientistas identificar as principais famílias de enzimas envolvidas nesse processo em diferentes trechos. Essas enzimas foram utilizadas para entender as rotas pelas quais a matéria orgânica é degradada e as espécies microbianas que realizam esses processos no Rio Amazonas.

Pesquisas futuras
De acordo com o docente da UFSCar, as pesquisas futuras se concentrarão no estudo dessas enzimas, pois podem ter propriedades úteis para indústrias como as de papel e celulose e etanol de segunda geração. O especialista trabalha com enzimas específicas para a degradação da celulose proveniente dos metagenomas do Rio Amazonas e, em sua opinião, os resultados são promissores, pois apresentam maior resistência à inibição por seus produtos finais, o que é de interesse para as indústrias de biocombustíveis de segunda geração.
"Nosso trabalho é um primeiro passo, e abre caminho para pesquisas futuras mais ambiciosas com o objetivo de compreender a expressão dos genes do microbioma do Rio Amazonas envolvidos na degradação da matéria orgânica terrestre e a estrutura das proteínas correspondentes. Nos permitirá entender melhor como parte do carbono orgânico sintetizado na floresta tropical pelas plantas é transferida por microbiomas aquáticos para finalmente ser liberada na atmosfera na forma de gás carbônico", finaliza o pesquisador do ICM, Ramiro Logares, que foi coorientador de Santos-Junior e, juntamente com Henrique Silva, é autor do trabalho.

Artigo
O trabalho foi financiado pela Petrobrás, em convênio de pesquisa com a UFSCar, no âmbito de projeto de extensão do Laboratório de Biologia Molecular, coordenado pelo professor Flavio Henrique Silva, além de financiamento pelos projetos Interactomics, do Ministerio de Economía y Competitividad (Mineco), da Espanha, do projeto MicroEcoSystems, da Research Council of Norway (RCN), da Noruega, e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Além de Santos-Junior, Henrique Silva e Logares, o artigo "Descobrindo o potencial genômico do microbioma do Rio Amazonas para degradar a matéria orgânica da floresta tropical", publicado na Microbiome, tem como autores Hugo Sarmento, professor do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da UFSCar, e Fernando Pellon de Miranda, da Petrobras.
O trabalho é de acesso aberto e está disponível na íntegra em https://bit.ly/2Uw2clv. Mais informações também estão disponíveis no site do ICM-CSIC, em https://bit.ly/35A4F4T.

Pesquisa também alerta para a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz da doença

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que o Brasil tem o dobro da prevalência de diabetes (diagnosticado e não diagnosticado) em pessoas acima dos 50 anos em comparação com a Inglaterra. A pesquisa utilizou uma amostra representativa de ingleses e brasileiros entre os anos de 2012 e 2015. O trabalho é fruto de um projeto de iniciação científica conduzido pela gerontóloga Eilane Souza Marques dos Santos e pela fisioterapeuta Roberta de Oliveira Máximo, sob orientação de Tiago da Silva Alexandre, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar, e contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - Processo 2017/22820-0).
O diabetes está relacionado a um conjunto de complicações que comprometem a saúde e habilidades de autocuidado, principalmente em pessoas com mais de 50 anos. No entanto, duas outras condições também têm chamado a atenção da comunidade científica devido à sua relação com resultados adversos nessa população: o pré-diabetes (condição que antecede o diabetes) e o diabetes não diagnosticado (situação em que a pessoa tem o diabetes, mas desconhece). "Já se sabe que o pré-diabetes é um estado de alto risco para o desenvolvimento do diabetes mellitus e o diabetes não diagnosticado aumenta o risco de complicações devido ao descontrole dos níveis de glicose no sangue; assim é fundamental a implementação de políticas de saúde e realização de triagens para minimizar ou evitar os danos causados por essas condições", destaca Alexandre.
Baseada nessas evidências, a pesquisa comparou a prevalência e os fatores associados ao pré-diabetes, diabetes não diagnosticado e diabetes diagnosticado em amostra representativa de ingleses e brasileiros com 50 anos ou mais. Utilizando dados de estudos harmonizados sobre o envelhecimento, o projeto contou com 5.301 participantes do English Longitudinal Study of Ageing (Elsa) em 2012 e 1.595 participantes do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi) em 2015. 
Para o projeto, os indivíduos foram questionados sobre o conhecimento do diagnóstico médico de diabetes (sim ou não) e realizaram exames de sangue para confirmar o nível de hemoglobina glicada (HbA1c), sendo classificados em quatro grupos: não diabéticos - aqueles que apresentaram níveis normais de hemoglobina glicada (<5.7%) e não relataram diabetes; pré-diabéticos - aqueles que apresentaram níveis limítrofes de hemoglobina glicada (≥5.7% e <6.5%) e não relataram diabetes; diabéticos não diagnosticados - aqueles que apresentaram níveis alterados hemoglobina glicada (≥6.5%) e que não relataram diabetes; e diabéticos diagnosticados - aqueles que relataram diabetes, independente dos valores de hemoglobina glicada.
Os resultados apontaram que o Brasil e a Inglaterra apresentam diferenças nas prevalências e fatores associados a três condições de saúde, sendo que a Inglaterra possui maior prevalência de pessoas na condição limítrofe (pré-diabéticos) enquanto o Brasil possui maior prevalência de pessoas doentes, sejam eles diabéticos diagnosticados ou não diagnosticados. Em números, a prevalência de pré-diabetes, diabetes não diagnosticado e diabetes diagnosticado foi de respectivamente 48,6%, 3% e 9,6% na Inglaterra e 33%, 6% e 20% no Brasil.
Em relação aos fatores associados, os resultados indicaram que elementos-chave para o surgimento de doenças crônicas incluindo a obesidade abdominal, hipertrigliceridemia, tabagismo e sedentarismo foram comuns em ambos os países, embora a amostra inglesa tivesse mais condições adversas de saúde relacionadas aos três estados de diabetes, como por exemplo acidente vascular cerebral (AVC), doença cardiovascular, níveis baixos de HDL e hipertensão. "Contudo, o fato do Brasil concentrar o maior número de pessoas com diabetes, diagnosticado ou não, pode ser devido a mudanças de hábitos de vida e ao elevado consumo de alimentos com baixa qualidade nutricional e de alto valor energético, uma vez que o diabetes teve forte associação com o sedentarismo e com a obesidade", acrescenta o docente. 
Aliado a isso, existe o desafio da Atenção Primária à Saúde em lidar com a dupla carga de doenças (em que doenças infectocontagiosas coexistem com doenças crônicas não transmissíveis), exercendo efeitos negativos no estabelecimento de medidas preventivas voltadas ao diabetes tipo 2, com uma triagem menos oportuna do público mais velho e dificuldades no diagnóstico precoce e tratamento eficaz. 
De acordo com o orientador, a pesquisa oferece uma oportunidade valiosa para comparações entre os países e gera discussões importantes para aprimorar as estratégias voltadas à melhoria dos serviços de saúde. "Os resultados são particularmente relevantes, dado que o diabetes é uma doença crônica que pode desencadear outros problemas, sendo essencial para os gestores dos serviços de saúde, bem como para os usuários desse serviços, ou seja, para a comunidade como um todo, o reconhecimento dos fatores que podem levar ao aparecimento do pré-diabetes, diabetes não diagnosticado e diabetes diagnosticado", conclui ele.
A realização do estudo foi aprovada pelo London Multicentre Research Ethics Committee (MREC/01/2/91) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (certificado: 886-754). Recentemente, a pesquisa foi publicada na Public Health Nutrition (https://bit.ly/3pccS70)

Atividades acontecem de forma remota; inscrições estão abertas e são gratuitas

 

SÃO CARLOS/SP - De 16 a 18 de novembro, será realizado o "V Simpósio Internacional de Formação de Educação em Arte e Pedagogia: formação cultural: artes: docências: pedagogias:". O evento visa oportunizar interlocuções entre grupos de pesquisa, pesquisadores, artistas e educadores nacionais e internacionais sobre a docência, abordando questões relativas à arte, à identidade profissional e aos saberes docentes. Além disso, o Simpósio busca refletir sobre o exercício da docência em relação às artes, ampliando as discussões contemporâneas relacionadas aos campos da Pedagogia, da Arte e da Mediação Cultural.
O evento é organizado por membros de dois grupos de pesquisa ligados à Universidade Presbiteriana Mackenzie: Mediação Cultural (GpeMC) e Arte na Pedagogia (GPAP) - o qual tem como líder a professora Mirian Celeste Martins, da Mackenzie, e vice-líder a professora Lucia Lombardi, do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O Simpósio é destinado a professores do Ensino Superior e da Educação Básica, estudantes das diversas licenciaturas, artistas, arte educadores e estudantes da Educação Básica com interesse no tema.
A programação inclui conferências, mesas-redondas, ações poéticas e ciberdiálogos sobre a formação de educadores em Arte e Pedagogia. A programação completa, com temas, convidados e horários, está disponível na página do evento no Facebook (https://cutt.ly/0gUcL2Q).
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 13 de novembro neste formulário online (https://cutt.ly/RgPVBca). Será emitido certificado de participação. As atividades de abertura, conferências, mesas-redondas e encerramento serão abertas ao público e transmitidas pelo canal do evento no YouTube (https://bit.ly/38mZ2Zz). Já as ações poéticas e as salas de ciberdiálogo terão transmissão exclusiva para as pessoas inscritas e acontecerão pela plataforma Zoom.
Mais informações estão disponíveis no Facebook (https://cutt.ly/0gUcL2Q). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail simposioformacaoartepedagogia@gmail.com.

Instituição também publica encarte em homenagem a todos os servidores que ajudaram a construir sua história

 

SÃO CARLOS/SP - Neste ano de 2020, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) completou 50 anos do início de suas atividades acadêmicas. Em 1970, foi realizado o primeiro vestibular para os cursos de Engenharia de Ciências dos Materiais e de Licenciatura em Ciências e, conforme consta no edital desse primeiro vestibular, no dia 16 de março de 1970 começaram as aulas na nova universidade, a UFSCar, contando apenas com as instalações da antiga Fazenda Trancham.
Desde então, 50 anos se passaram. A Universidade cresceu, se fortaleceu, se expandiu para além da própria cidade de São Carlos. Ganhou notoriedade nacional e internacional pelo seu caráter inovador, sua excelência acadêmica, seu compromisso com a transformação social e sua gestão democrática. Hoje, são quatro campi (São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino), com mais de 60 opções de cursos de graduação, mais de 50 programas de pós-graduação, centenas de projetos de pesquisa e extensão que transformam a vida das pessoas, transformam a realidade do Brasil e do mundo. Uma comunidade de aproximadamente 30 mil pessoas que são a própria UFSCar.
Para comemorar esse meio século de história e desenvolvimento, a Instituição realizou ao longo do ano uma série de eventos solenes, de homenagens, acadêmico-científicos, culturais e esportivos e, neste mês de novembro, no encerramento da celebração do Jubileu de Prata, está lançando duas publicações especiais: uma revista com a linha do tempo que revela como a Universidade foi se constituindo ao longo dos anos; e um encarte eternizando o nome de todos os servidores docentes e técnico-administrativos que ajudaram a construir a UFSCar durante esses seus 50 anos.
A linha do tempo apresenta justamente como a Universidade foi evoluindo desde aquele março de 1970 até 2020. O material ilustrado revela, a cada página, a criação dos campi, centros, secretarias, departamentos, unidades administrativas e de serviços aos estudantes, entidades representativas, cursos e programas de pós-graduação que formam hoje a UFSCar forte e potente acadêmica, científica e socialmente tal como a conhecemos. Já o encarte em homenagem aos servidores lista em ordem alfabética todas as pessoas que fizeram e fazem parte da Instituição também com imagens históricas.
Para Wanda Hoffmann, então Reitora e atual Reitora Pro Tempore da UFSCar, essas publicações reforçam o caráter inovador da Universidade. "Há 50 anos, a UFSCar iniciou suas atividades com dois cursos de graduação, sendo o curso de Engenharia dos Materiais pioneiro na América Latina", relembra. "Hoje somos uma Universidade socialmente referenciada, polo de pesquisas, reconhecida dentro e fora do País. Nos próximos 50 anos, trabalharemos, enquanto Instituição, para que a UFSCar continue transformando vidas e contribuindo para o desenvolvimento da sociedade brasileira", finaliza Hoffmann.
Os dois materiais são fruto do esforço de um grupo de pesquisadores, com núcleo na Unidade Multidisciplinar de Arquivo e Memória (UMMA) da Universidade, supervisionados por um Comitê Editorial constituído especificamente para esse fim, e também do trabalho da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), da Secretaria de Órgãos Colegiados (SOC), da Secretaria Geral de Planejamento e Desenvolvimento Institucionais (SPDI), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (ProGPe), com apoio das demais pró-reitorias, centros, departamentos e setores acadêmicos e administrativos.
As versões impressas da revista com a linha do tempo e do encarte em homenagem aos servidores estão sendo enviadas para cada servidor docente e técnico-administrativo da UFSCar. As versões digitais podem ser acessadas nos links:
- Linha do tempo dos 50 anos (http://revista.ufscar.br/publicacoes/UFSCar-50anos/#p=1);
- Homenagem aos servidores (http://revista.ufscar.br/publicacoes/Ajudaram-a-constuir-a-UFSCar/#p=1).

Pesquisa foi publicada na Scientific Reports, da Nature, e ressalta importância de conservação de espécie única

 

SÃO CARLOS/SP - Machos de libélulas mais coloridos atraem mais fêmeas, independentemente do tamanho, mas também atraem machos rivais. Essa foi uma das conclusões de pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que investigou libélulas da espécie Mnesarete pudica, exclusiva da América do Sul, e única por sua cor e comportamento. O estudo foi publicado pela Scientific Reports, da Nature.  
De acordo com os pesquisadores, as cores das asas têm diversas funções, "como atrair as fêmeas para o território e cortejá-las durante uma dança, lutando contra outros machos; as fêmeas, então, avaliam a cor do oponente para decidir quem vai vencer a luta", explica Rhainer Guillermo Nascimento Ferreira, docente do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da UFSCar, um dos autores do artigo, juntamente com Paloma Pena-Firme, aluna de Ciências Biológicas da Universidade.
"A pesquisa foi feita em campo, observando o comportamento dos animais - 120 machos foram observados por 15 minutos cada", explica Ferreira. A partir disso, os pesquisadores observaram que os machos mais coloridos atraíam mais fêmeas, independentemente do tamanho; no entanto, quanto mais fêmeas atraídas para o território, mais machos rivais se aproximavam. "Essa espécie de libélula exibe um comportamento chamado de 'lek', no qual os machos defendem arenas de exibição onde ficam se mostrando para as fêmeas; elas, por sua vez, escolhem o macho de acordo com a coloração das asas", detalha o docente.
Segundo relatado no artigo, o comportamento de "lek", em geral, consiste em ações de cortejo extravagantes por parte do macho tais como exibição do corpo, emissão de feromônios e sinais acústicos para atrair as fêmeas. Os machos da libélula Mnesarete pudica são famosos por sua coloração única de asa e seus rituais de luta e acasalamento. Essas espécies, que vivem próximas a fontes de água, costumam realizar longas exibições aéreas contra machos rivais, voando em círculos ou em disputas face a face. Os machos também fazem complexas exibições de cortejo, mostrando suas asas coloridas às fêmeas.
De acordo com o professor da UFSCar, estudos dessa natureza são importantes para chamar a atenção para a conservação dessas espécies, que possuem comportamentos únicos. "Esse bicho é único no nosso País, com comportamentos muito complexos e belos", salienta. Esses estudos também contribuem para a compreensão de como os animais se reproduzem e como se comunicam, possibilitando entender como esses mecanismos de comunicação dentro de uma espécie evoluíram. "Com isso, podemos  entender, por exemplo, o nosso próprio comportamento e a sua evolução", defende.
O pesquisador destaca, também, a importância da conservação do meio em que vivem essas libélulas. "Alterações no ambiente podem afetar essas espécies, principalmente o desmatamento, que pode, por exemplo, extinguir os poleiros que os machos usam pra se exibir para as fêmeas ou poluir a água onde as larvas vivem", afirma.
O estudo contou com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi desenvolvido no âmbito do Laboratório de Estudos Ecológicos em Etologia e Evolução (Lestes), vinculado ao DHb da UFSCar.
O artigo "Females of the red damselfly Mnesarete pudica are attracted to more ornamented males and attract rival males" pode ser acessado na íntegra no site https://go.nature.com/35l717s.

Sobre o Lestes
O Laboratório de Estudos Ecológicos em Etologia e Evolução (Lestes) tem como objetivo compreender como os processos evolutivos e ecológicos interagem para criar e manter os padrões de biodiversidade. Para atingir esse objetivo, integra diversas áreas do conhecimento, sempre visando à capacitação e integração dos estudantes em Biologia, Zoologia e Comportamento Animal.
As publicações, projetos em andamento e mais informações sobre o Lestes podem ser acessadas no site www.lestes.ufscar.br.

Quarta edição de projeto acontece em novembro no Loteamento Habitacional São Carlos I

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), em parceria com o Rotary Club de São Carlos - Pinhal (RCSCP) e RPS Engenharia, está realizando mais um projeto de plantio para arborização de espaços públicos em São Carlos. Nesta edição, serão plantadas 100 mudas de espécies nativas, incluindo frutíferas, no Loteamento Habitacional São Carlos I, próximo ao Campus II da Universidade de São Paulo (USP).
O local foi indicado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos, que também é parceira no projeto. Esta edição ganhou a participação especial da construtora RPS Engenharia, que irá executar benfeitorias no local, entre elas, o calçamento de um caminho de terra já utilizado pela população, facilitando a circulação nos dias de chuva.
A iniciativa é vinculada ao projeto de extensão "Valorização de espaços verdes públicos urbanos: integração universidade e sociedade", coordenado pelas professoras Andréa Lúcia Teixeira de Souza e Renata Bovo Peres, ambas do DCAm, com a participação dos alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAm) da Universidade, Gustavo Galetti e Pedro Henrique Godoy Fernandes. Na ação, a UFSCar é responsável pela elaboração do projeto técnico, seleção das espécies a serem plantadas, crescimento das mudas e, também, divulgação. Já o Rotary Club é responsável pela aquisição das mudas, solicitação e obtenção da autorização junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, captação de recursos, contratação da mão-de-obra para execução do projeto - incluindo  adubação do solo, coroamento das mudas para evitar competição com gramíneas, combate a formigas, plantio e manutenção da área pós-plantio.
Esta é a quarta edição do projeto de arborização das áreas verdes públicas de São Carlos. A primeira foi realizada em 2017, com a ação "Praça das Mães e das Mulheres" (na Praça João Paulo II - em frente à pista de skate do bairro Santa Felícia); em 2018, foi realizado plantio com o projeto "Praça dos Pais e dos Filhos" (próxima ao Shopping Iguatemi). A terceira edição ocorreu em 2019, com a inauguração da "Praça dos Advogados", no Jardim Araucária, em parceria com a Associação dos Moradores do bairro (Amja) e a Subseção de São Carlos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao todo, as quatro edições somam 450 árvores plantadas, com manutenção posterior.

Captação de recursos
Até agora, para esta edição, os parceiros conseguiram captar recursos para o plantio e melhorias de estrutura no local, mas estão buscando outros patrocinadores - que terão suas marcas associadas ao projeto - para ajudar nos custos de manutenção do plantio pelo período de dois anos. Pessoas e empresas interessadas em participar podem entrar em contato com o rotariano Celso Rizzo, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99101-2384.
O plantio acontece no dia 24 de novembro, e contará com a presença do Governador do Distrito 4540 do Rotary Internacional, José Francisco Rodrigues Filho, por ocasião de sua visita ao RCSC - Pinhal. A data também segue a indicação técnica da UFSCar, por ser no período de chuvas, favorecendo o desenvolvimento das mudas. A inauguração, no entanto, ainda será marcada pelos parceiros, e deverá contar com food trucks e apresentação musical, em evento aberto ao público.

Documento integra Hospital à rede municipal de atenção à saúde e amplia oferta de atendimento à população

 

SÃO CARLOS/SP - Foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo e do Município de São Carlos, no dia 31 de outubro, o 2º termo Aditivo do Contrato firmado entre a Prefeitura Municipal de São Carlos e o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, (HU-UFSCar/Esberh), que prevê a integração do Hospital à rede de atenção à saúde, deixando claro quais são as metas quantitativas e qualitativas a serem cumpridas pelo Hospital nos eixos de ensino, assistência, gestão e avaliação, e quais os valores a serem repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para execução das metas pactuadas. 
As metas do documento são definidas de acordo com a capacidade instalada e operacional e vão ao encontro das necessidades identificadas e acordadas entre as partes. "Os serviços assistenciais ofertados pelo HU-UFSCar estão em ampliação gradativa desde 2017 e as ampliações realizadas no Ambulatório de Especialidades, Setor de Apoio Diagnóstico e Internação Hospitalar desde então ainda não estavam contempladas no Documento de Contratualização entre o Hospital e a Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos", afirma Valéria Gabassa, Gerente de Atenção à Saúde do HU-UFSCar. 
O documento assinado prevê a prestação de serviço de média complexidade ambulatorial e hospitalar e exames de alta complexidade, no valor de R$ 804 mil mensais. "Os novos serviços contemplam a ampliação do número e variedade de consultas em especialidades médicas do Ambulatório e dos exames de apoio diagnóstico, além do número de leitos para internações hospitalares. No caso das consultas em especialidades, o Hospital dobrou a oferta anteriormente contratualizada. Entre os novos exames estão, por exemplo, as endoscopias, ecocardiografias, angiotomografias e ecocardiografias fetais. Esses dois últimos exames não possuem número de procedimento na tabela SUS, ou seja, nunca foram cobertos pelo sistema de saúde público, privando a população de acesso a eles aqui no Município", destaca Gabassa. 
"Esse passo é importante para ambas as partes, o reajuste de valor não ocorria desde 2016", afirma Ângela Leal, Superintendente do HU, que antecipa a próxima etapa: "já está sendo gestado o 3º Termo Aditivo deste contrato, que incluirá os procedimentos cirúrgicos e atendimento em UTI", conclui.

Inscrições devem ser feitas a partir de hoje, 9 de novembro

 

SÃO CARLOS/SP - A partir de hoje, dia 9 de novembro, o Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas em processo seletivo para ingresso no curso de doutorado, com início em 2021. Estão sendo oferecidas 24 vagas, distribuídas em três linhas de pesquisa: Análise comportamental da cognição; Processos cognitivos e sociais; e Neurociência comportamental e cognitiva.
As inscrições devem ser feitas até o dia 8 de dezembro, exclusivamente pela Internet, por meio do envio de documentação digitalizada e preenchimento de formulário, itens disponíveis no edital, que consta no site do Programa (https://ppgpsi-ufscar.com.br). A taxa é de R$ 50. O processo seletivo é composto por duas etapas eliminatórias: avaliação do projeto de pesquisa e defesa oral do projeto. Mais informações sobre o processo seletivo, como cronograma completo, normas para elaboração do projeto e critérios de seleção estão em https://ppgpsi-ufscar.com.br.
O Programa, criado em 2008, recebeu conceito 6 na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); é considerado, portanto, de excelência. Tem área de concentração em Comportamento e Cognição, que representa a tradição de pesquisa desenvolvida por seus docentes, voltada para a produção de conhecimento sobre processos comportamentais básicos (entre eles processos cognitivos e sociais), o desenvolvimento de tecnologia de análise e avaliação desses processos e, também, para a aplicação de conhecimento à solução de problemas sociais.
Sustentada pelos referenciais da Análise do Comportamento e da Ciência Cognitiva, a pesquisa nessa área emprega preferencialmente o método experimental e métodos descritivo-quantitativos, com ênfase na observação direta do comportamento em situações naturais e controladas.

Foi elaborado coletivamente por profissionais de arquitetura e engenharia no período de agosto de 2019 a outubro de 2020.

 

SÃO CARLOS/SP - O Primeiro Código de Obras e Edificações da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi aprovado pelo Conselho de Administração (CoAd) da Instituição. Sua elaboração se deu, de modo coletivo, por profissionais de arquitetura e engenharia das Secretarias-Gerais de Gestão do Espaço Físico (SeGEF), de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), de Informática (SIn), das Prefeituras Universitárias (PUs) dos 4 campi e da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade (FAI.UFSCar). A elaboração ocorreu de agosto de 2019 a outubro de 2020.

"Este Código é um marco regulatório do setor de projetos e obras da UFSCar, uma vez que nunca tivemos este tipo de documento. O que propomos com este código é disciplinar, de modo técnico, todas as ações e procedimentos que precisamos ter para projetar, solicitar, autorizar, aprovar edificações, projetos urbanísticos e de infraestrutura física", explica o Prof. Dr. José da Costa Marques Neto, Secretário-Geral de Gestão do Espaço Físico da Universidade.

Elaboração - A Comissão responsável, designada pela Reitoria, dividiu-se em grupos temáticos focados, principalmente, em mapear os seguintes aspectos:

1. Atores Principais;
2. Solicitação, autorização e aprovação de projetos;
3. Fiscalização de obra;
4. Uso e ocupação do solo;
5. Penalidades.

Para a Reitora da UFSCar, Profa. Dra. Wanda Hoffmann, a elaboração deste Código é um grande avanço para a Universidade. "Com cerca de 30 mil pessoas nos 4 campi, a UFSCar tem questões complexas assim como municípios. Temos laboratórios, edifícios com distintas finalidades e campi com diferentes cursos e necessidades, então este Código de Obras, elaborado por uma equipe técnica e multidisciplinar, é um legado à UFSCar", conclui a Reitora.

Esta normativa irá contemplar as novas obras que venham a ser elaboradas a partir de agora. Acesse o Código de Obras e Edificações da UFSCar na íntegra aqui - encurtador.com.br/prxG7

Mais informações podem ser obtidas junto à SeGEF pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Podem participar pessoas com 18 anos ou mais, por meio de preenchimento de formulário online, até 15 de novembro

 

SÃO CARLOS/SP - O Laboratório de Desenvolvimento Humano e Cognição (LADHECO) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) convida pessoas voluntárias para participar de pesquisa intitulada "Habilidades metacognitivas e o processo da escolha profissional", que está sendo realizada por Emanuelle Foresto, estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi), sob orientação de Patrícia Waltz Schelini, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) da Instituição.
O objetivo é investigar e compreender melhor os processos de decisão envolvidos na escolha profissional das pessoas, olhando para vários aspectos que podem estar envolvidos nesses momentos, com destaque para as capacidades metacognitivas.
Podem participar do estudo pessoas com 18 anos ou mais, que se encaixem em algum dos seguintes critérios: estar em processo de uma escolha profissional/carreira pela primeira vez, por exemplo, Ensino Médio ou cursinho; ou ter realizado uma escolha e estar pensando em mudar atualmente - por exemplo, estar cursando algo, mas pensando em trocar de área. A participação consiste no preenchimento de formulários online até o dia 15 de novembro, que estão disponíveis em https://bit.ly/2Xhcmr6, com tempo estimado de 15 a 20 minutos, e o sigilo é assegurado.
De acordo com Foresto, ao colaborar com o estudo, o participante contribui para que a área se desenvolva e ofereça atuações cada vez melhores para esse público. Além disso, o preenchimento dos instrumentos pode suscitar o conhecimento de fatores relacionados ao próprio participante e seu ambiente. Mais informações estão disponíveis em https://bit.ly/2Xhcmr6, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail forestoemanuelle@estudante.ufscar.br
Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 15234219.9.0000.5504).

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Novembro 2020 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30