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Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais

 

SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?

Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.

A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.

Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora. 

Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.

Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar). "Temos hoje um repositório variado culturalmente e de uso gratuito, com ampla circulação, que vem sendo utilizado por instituições de ensino públicas do Brasil todo", explica Martins.

Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.

Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.

Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.

Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.

"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.

A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.

Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.

A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.

Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.

Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.

Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."

Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.

SÃO CARLOS/SP - Investigar como diferentes formatos de entrega da intervenção fisioterapêutica influenciam os resultados clínicos e a relação entre custos e benefícios do tratamento. Este é objetivo central de uma pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar. O projeto convida pessoas com dor lombar para sessões de tratamento gratuitas.

O formato de entrega da intervenção terapêutica refere-se ao modelo no qual a fisioterapia será ofertada ao paciente, como, por exemplo, atendimentos domiciliares, presenciais, em clínicas, hospitais, serviços comunitários, por videochamadas e até mesmo por mensagens. "Esses diferentes formatos podem influenciar em aspectos importantes, como adesão ao tratamento, aumento do acesso ao cuidado, principalmente para pessoas com dificuldade de deslocamento, diminuição do risco de transmissão de doenças e de custos associados ao tratamento, tanto para o paciente quanto para o sistema de saúde", explica Camila Nepomuceno Broisler, doutoranda responsável pela pesquisa, sob orientação de Luiz Fernando Approbato Selistre, docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade.

Broisler relata que o estudo é importante por tratar sobre a dor lombar, o distúrbio musculoesquelético que mais resulta em redução da funcionalidade no mundo, segundo a pesquisadora. "Atualmente, sabemos que o exercício terapêutico é uma das principais intervenções para o tratamento, porém muitas pessoas enfrentam dificuldades para manter a prática regular desses exercícios, o que pode comprometer os resultados, visto que a adesão ao exercício é uma parte muito importante para o sucesso da intervenção", acrescenta. Nesse sentido, Broisler aponta que investigar como diferentes formatos de oferecer tratamento fisioterapêutico influenciam nos resultados clínicos e na relação custo-benefício do tratamento pode contribuir para orientar a tomada de decisão clínica, ampliar o acesso ao cuidado, otimizar recursos de saúde e melhorar a organização dos serviços.

Para realizar o estudo, são convidadas pessoas entre 18 e 65 anos, que tenham dor lombar, há pelo menos três meses. Os participantes receberão avaliação e tratamento fisioterapêutico gratuitos e a intervenção ocorrerá ao longo de 12 semanas, incluindo educação sobre dor, exercícios terapêuticos e orientações para o manejo da dor no dia a dia. As pessoas interessadas em participar da pesquisa devem preencher este formulário eletrônico.

Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 88446325.8.0000.5504).

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar terão livro publicado por editora internacional de grande circulação acadêmica. A obra "Teaching and Assessing Mathematics Skills for Special Education Students: Theoretical and Practical Perspectives" ("Ensino e Avaliação de Habilidades Matemáticas para Estudantes de Educação Especial: Perspectivas Teóricas e Práticas") será lançada internacionalmente pela Springer Nature no dia 29 de março de 2026, integrando a série "Springer Texts in Education".

O livro é de autoria de Ailton Barcelos da Costa, doutor em Educação Especial e bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGEEs/UFSCar; Alessandra Daniele Messali Picharillo, doutora em Educação Especial e pesquisadora na área; e Nassim Chamel Elias, docente e pesquisador do PPGEEs/UFSCar. 

A obra reúne fundamentos teóricos e aplicações práticas voltadas ao ensino e à avaliação de habilidades matemáticas de estudantes da Educação Especial, com ênfase em contextos de Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro do Autismo e Deficiência Visual. O livro dialoga com a formação de professores, práticas inclusivas baseadas em evidências e estratégias acessíveis de ensino e avaliação.

O livro possui 209 páginas, distribuídas em 9 capítulos e um apêndice, que é composto por protocolos de avaliações. Publicada em Inglês e com circulação internacional, a obra já está disponível no catálogo da Springer em pré-venda através do site https://link.springer.com/book/9783032179784.

Para os autores, a publicação reforça a inserção internacional das pesquisas desenvolvidas no PPGEEs, programa de referência nacional na área de Educação Especial, buscando contribuir para aproximar a produção científica brasileira do debate internacional sobre educação inclusiva e ensino de matemática.

A obra contribui, ainda, para ampliar a presença da produção acadêmica brasileira no debate científico global sobre educação inclusiva e educação matemática. "Apesar da importância da matemática para a participação social, autonomia e desenvolvimento acadêmico, o ensino dessa disciplina para estudantes com deficiência ainda é pouco explorado na literatura e na formação de professores", destacam os autores Ailton da Costa e Alessandra Picharillo. "Nesse contexto, a obra contribui ao reunir e sistematizar conhecimentos científicos e pedagógicos sobre o tema, oferecendo subsídios para professores, formadores de professores e pesquisadores interessados no ensino inclusivo de matemática".

Para Costa e Picharillo, um dos principais diferenciais do trabalho é reunir, em um único livro, conhecimentos que atualmente se encontram dispersos em artigos científicos e relatórios de pesquisa, facilitando o acesso de professores e estudantes a esse campo de estudo. "Além disso, a obra combina revisão sistemática da literatura internacional com implicações pedagógicas para a prática docente, incluindo atividades didáticas, estudos de caso, sugestões de oficinas e protocolos de avaliação em matemática. Essa articulação entre pesquisa acadêmica e aplicação pedagógica amplia o potencial de uso do livro na formação inicial e continuada de professores e em cursos de graduação e pós-graduação".

Publicação internacional
Segundo Costa e Picharillo, para conseguir ser publicado numa editora de renome internacional, o livro atendeu a critérios importantes utilizados por editoras acadêmicas internacionais, como relevância científica do tema, contribuição original para a área e potencial de uso no ensino superior. "Os pareceristas destacaram que há escassez de livros didáticos que integrem Educação Matemática e educação inclusiva, sendo necessário atualmente recorrer a diversos artigos e relatórios de pesquisa para acessar esse conhecimento. Nesse sentido, o livro apresenta uma contribuição relevante ao organizar e tornar esse conhecimento mais acessível para professores e formadores de professores", revelam os autores.

"Além disso, os revisores reconheceram que a proposta apresenta um plano estruturado de conteúdo e possui potencial de interesse para um público internacional, especialmente em cursos de formação de professores e programas de pós-graduação", completam.

Público-alvo
O público-alvo, segundo a editora, inclui professores e estudantes, tanto em nível de Brasil como internacionalmente, para cursos de Licenciatura em Educação Especial, tanto presenciais quanto na modalidade de educação a distância, e para estudantes de pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial e Inclusão. Poderá também ser utilizado em cursos de Licenciatura em Matemática.

O livro pode ser utilizado diretamente em disciplinas relacionadas ao Ensino de Matemática para Pessoas com Deficiência, bem como parcialmente em disciplinas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Intelectual e Deficiência Visual. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também pode servir como referência em disciplinas que abordam essas temáticas, além de contribuir para pesquisadores interessados na interface entre educação matemática e educação inclusiva.

Lançamento e informações
O livro terá lançamento mundial inicialmente em Inglês no dia 29 de março de 2026 no site da Editora Springer Nature. "No entanto, de acordo com o contrato firmado, a editora se compromete, a partir de um mês após o lançamento mundial do livro, a procurar uma editora no Brasil para lançar uma tradução da obra em Português", esclarecem os autores.

Mais informações sobre o livro podem ser solicitadas diretamente, via e-mail, com os pesquisadores Ailton Barcelos da Costa (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Alessandra Daniele Messali Picharillo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Nassim Chamel Elias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

SÃO CARLOS/SP - O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), promoveu, nos dias 25 e 26 de fevereiro, o II Encontro de Pesquisadores da rede - evento online que reuniu apresentações de mais de 20 pesquisadores vinculados a mais de 10 instituições brasileiras para apresentar projetos e resultados de pesquisas.

A abertura foi conduzida por Andréia Schmidt, coordenadora da Diretoria de Pesquisa do INCT-ECCE e professora da Universidade de São Paulo (USP), que situou o evento como um panorama da produção científica atual e das perspectivas futuras do Instituto. A coordenadora-geral, Deisy das Graças de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar, destacou o potencial do encontro para ampliar trocas e fortalecer colaborações entre os mais de 60 cientistas da rede e seus bolsistas.

As apresentações percorreram um espectro amplo: da pesquisa básica - com estudos sobre responder relacional, memória e rastreamento ocular - à ciência aplicada com impacto direto em políticas públicas. Entre os destaques esteve o estudo longitudinal Conecta, novo projeto da terceira fase do INCT-ECCE, que investigará os efeitos de dispositivos digitais no desenvolvimento de crianças pré-escolares, tema urgente diante dos debates regulatórios em curso no Brasil e no mundo.

A programação incluiu ainda investigações sobre prevenção da contaminação por mercúrio em populações vulneráveis da Amazônia, neurociência educacional, mitigação de viés racial e intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva. A gravação do evento já está disponível e pode ser acessada no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=uKF7SAkbS68).

Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 2009, o INCT-ECCE investiga aprendizagem humana e não humana para desenvolver tecnologias de alfabetização, inclusão e comunicação. Mais informações em https://www.inctecce.ufscar.br.

Texto: Vanessa Ayres Pereira, psicóloga, pós-graduanda e bolsista de Jornalismo Científico/Fapesp vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE).

SÃO CARLOS/SP -O Horto Florestal de São Carlos recebeu, na manhã desta terça-feira (10/3), estudantes do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para mais uma edição do Trote Solidário. A atividade reuniu 18 alunos entre calouros e veteranos, organizados pelo Programa de Educação Tutorial (PET Civil), com apoio do Fundo Social de Solidariedade do município.

Criado em 2013, o PET Civil promove o Trote Solidário desde 2015, mobilizando anualmente estudantes em ações voltadas a instituições da cidade. Nesta edição, os universitários realizaram diversas melhorias no Horto, como pintura de paredes, jardinagem, reforma de estufa, recuperação de paredes de banheiros e a construção de um pequeno caminho de concreto.

De acordo com a coordenadora do PET Civil, professora Cali Laguna Achon, a proposta da iniciativa é aproximar os estudantes da comunidade e proporcionar a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

“Todos os anos buscamos alguma instituição de São Carlos para desenvolver uma ação social. Quando fomos procurados pelo Fundo Social, visitamos o Horto e percebemos que poderíamos contribuir com melhorias no espaço, tornando o ambiente mais bonito e acolhedor para a população”, explicou.

Além das melhorias estruturais, a atividade também teve caráter educativo para os alunos. Durante a ação, foram realizadas pinturas lúdicas nas paredes, criação de um jardim com pneus próximos ao estacionamento, plantio de mudas e flores na entrada e a reforma de uma estufa. Os estudantes também tiveram a oportunidade de aprender técnicas de preparo de concreto e construção de um pequeno caminho, colocando em prática conceitos da engenharia civil.

O secretário municipal de Clima e Meio Ambiente, Júnior Zanquim, destacou a importância da parceria entre universidade e poder público para o desenvolvimento de ações que beneficiam a cidade.

“Essa interação da universidade com a Prefeitura e com o Horto Municipal é muito importante. Os estudantes passam a conhecer um espaço fundamental para a preservação ambiental e também levam essa consciência para os seus projetos. Ao mesmo tempo, a cidade ganha com a revitalização de um espaço público”, afirmou.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, explicou que a iniciativa surgiu a partir de um contato do próprio Fundo Social com a universidade.

“Ao sabermos do trabalho desenvolvido pelo PET Civil, que há mais de dez anos realiza o trote solidário na cidade, propusemos o desafio de contribuir com a revitalização da entrada do Horto. Assim, os alunos têm a oportunidade de aplicar na prática aquilo que aprendem no curso, trabalhando com materiais de construção, pintura, preparação de concreto e também com atividades de plantio”, destacou.

Segundo Herica, além das melhorias no espaço, a ação também contribui para a formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência que mostra a importância do trabalho social e da participação na comunidade”, completou.

Ao longo dos anos, o Trote Solidário se consolidou como uma das principais iniciativas do PET Civil, beneficiando diversas instituições do município. A atividade vai além da recepção aos calouros e reforça a integração entre universidade e sociedade, estimulando a responsabilidade social e o compromisso com a comunidade.

SÃO CARLOS/SP - Na terça-feira, 10 de março, o Horto Florestal de São Carlos receberá uma iniciativa que busca ressignificar a tradição universitária do trote. Estudantes da Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), organizados pelo Programa de Educação Tutorial (PET Civil), promovem o Trote Solidário, atividade que alia acolhimento aos calouros e responsabilidade social por meio de ações de revitalização do espaço público.

Criado em 2013, o PET Civil realiza o Trote Solidário desde 2015, envolvendo anualmente dezenas de estudantes em trabalhos sociais em instituições da cidade. Neste ano, cerca de 60 alunos participarão da revitalização do Horto, com atividades de pintura, jardinagem, reforma de estufa, recuperação de paredes de banheiros e construção de um caminho de concreto. “A gente pensou nessa atividade para transformar o trote que antes tinha uma característica violenta em algo mais solidário. Ao mesmo tempo em que despertamos a consciência social, acolhemos os ingressantes que chegam à universidade e à cidade”, afirmou a professora Cali Laguna Achon, coordenadora do PET Civil.

O prefeito de São Carlos, Netto Donato, destacou a importância da parceria entre a universidade e o município. “Quando a gente tem os frutos dos estudantes chegando aqui, entregando algo para a população, é muito importante para a sociedade de São Carlos. O Horto é um espaço maravilhoso e queremos cada vez mais promover visitações, tornando-o um ponto turístico da cidade”, disse.

A iniciativa também conta com apoio do Fundo Social de Solidariedade. A presidente da entidade e primeira-dama, Herica Ricci Donato, ressaltou o engajamento dos universitários. “Eles estão muito envolvidos, aplicando já no início da graduação aquilo que aprenderam em sala de aula. É interessante porque, nas primeiras atividades, os estudantes conseguem colocar em prática o que receberão depois na teoria”, afirmou.

Além de promover melhorias em espaços públicos e instituições assistenciais, o Trote Solidário fortalece o vínculo dos alunos com a universidade e com a cidade. “O trote solidário desperta o sentimento de pertencimento, alinhando ensino, pesquisa e extensão. É uma atividade de caráter extensionista que abre as portas da universidade para fora e, ao mesmo tempo, ensina os estudantes já na primeira semana de curso”, completou a professora Cali.

O Trote Solidário se consolidou como uma das principais ações do PET Civil, atingindo centenas de pessoas e diversas instituições. Mais do que uma recepção aos calouros, tornou-se um símbolo de integração entre universidade e sociedade, reafirmando o papel da UFSCar na formação cidadã e na promoção de responsabilidade social.

Inscrições devem ser feitas pela Internet e recrutamento será feito de acordo com demanda da Universidade

 

SÃO CARLOS/SP - Está aberto o período de credenciamento para pacientes simulados da Unidade de Simulação em Saúde (USS) do Campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos de idade, com ou sem experiência em simulações em saúde, e que tenham disponibilidade para atuar conforme recrutamento da USS. Pessoas interessadas em participar devem fazer cadastro prévio no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), do Governo Federal, por meio deste link (https://www.gov.br/compras/pt-br/fornecedor).

A USS se constitui como um laboratório didático de apoio educacional, que utiliza o Ensino Baseado em Simulação (EBS) como estratégia ativa de aprendizagem para o desenvolvimento de competências no processo de formação e capacitação em saúde. As pessoas credenciadas prestarão serviços de atuação em cenários simulados para os cursos de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e Programas de Residência em Saúde da UFSCar. 

A atuação do paciente simulado é remunerada (R$46,13/hora) e ocorre de acordo com os perfis e demandas do processo de aprendizagem que a USS estabelecer. O credenciamento é gratuito e todas as informações e orientações detalhadas estão no edital, disponível neste link (https://bit.ly/4l3v1RP).

O prazo para credenciamento é até o dia 30 de novembro deste ano. As pessoas credenciadas podem ser recrutadas até essa data, e o período de vigência do contrato poderá ser prorrogado a critério da Administração. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, acompanhado da vereadora Fernanda Castelano, se reuniu com a reitora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), professora doutora Ana Beatriz de Oliveira, para discutir ações em defesa das mulheres e no enfrentamento ao feminicídio. 

O objetivo da reunião foi formalizar o convite para que a reitora e toda a comunidade acadêmica participem do ato “Em Defesa das Mulheres”, que ocorrerá no dia 8 de março, às 9h, na Praça Coronel Salles. A mobilização visa reunir poder público, instituições de ensino e sociedade civil em uma ação conjunta de conscientização e combate à violência de gênero. 

Durante o encontro, a reitora expressou entusiasmo com a proposta, destacando o papel essencial da UFSCar na produção de conhecimento, na formação cidadã e no apoio a políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, ressaltando a responsabilidade estratégica da universidade em abordar questões sociais urgentes. Ela ainda enfatizou o empenho da instituição nesta causa, dizendo: “Junto com a vice-reitora Profa. Dra. Maria de Jesus Dutra dos Reis, estamos à frente dessa luta, representando a UFSCar. Somos duas mulheres que têm levado a discussão contra a violência e o feminicídio para dentro da universidade, com o objetivo de atuar tanto no âmbito interno da nossa instituição quanto na educação em geral. Esta é uma pauta que vai além da UFSCar, que tem sido discutida na Andifes e envolve todas as universidades do país. Contem com o nosso apoio, com a nossa presença e com o fortalecimento desta luta, que é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.” 

A vereadora Fernanda Castelano endossou o compromisso que a UFSCar tem com a causa, agradecendo a Reitora que colocou sua gestão à disposição. A vereadora propôs a realização de projetos de extensão, campanhas educativas e participação ativa no ato público de 8 de março.

O presidente Lucão Fernandes expressou sua gratidão pela receptividade e reforçou o compromisso do Legislativo Municipal em estar sempre aberto ao diálogo e à construção de parcerias com as universidades, visando promover os direitos, a igualdade e a segurança das mulheres. 

Essa visita institucional simboliza o fortalecimento da colaboração entre o poder público e as universidades, um passo essencial para ampliar as políticas de combate ao feminicídio e consolidar uma cultura de respeito e proteção à vida das mulheres.

Iniciativa reuniu gestores de inovação e transferência de tecnologia em Seattle, nos Estados Unidos

 

SÃO CARLOS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (AIn.UFSCar) participou da Missão Internacional Fortec Seattle 2026, realizada entre os dias 7 e 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. A iniciativa foi organizada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e reuniu gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), pesquisadores e profissionais da área de inovação e transferência de tecnologia de diferentes regiões do Brasil.

A programação teve como foco o aprimoramento de competências em gestão da inovação, a troca de experiências com ecossistemas internacionais e o contato com práticas adotadas por universidades, centros de pesquisa e empresas inovadoras. Um dos principais momentos da missão foi a participação no AUTM 2026 Annual Meeting, um dos maiores encontros internacionais dedicados à transferência de tecnologia e à gestão da inovação.

Além do encontro, os participantes realizaram visitas técnicas a instituições de referência na região de Seattle, reconhecida pela forte articulação entre pesquisa científica, empreendedorismo e inovação tecnológica. A agenda incluiu sessões técnicas, workshops, atividades de networking e visitas institucionais, entre elas ao Allen Institute, ampliando o contato com modelos avançados de pesquisa e colaboração.

Pela UFSCar, participaram da iniciativa Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn.UFSCar, e Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) e Presidente do Fortec.

De acordo com Braatz, a participação da Universidade na missão contribuiu para o fortalecimento das ações de internacionalização e para a qualificação das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica. "Participar dessa missão internacional foi uma experiência extremamente rica, marcada pela troca qualificada de experiências com gestores de inovação, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na interface entre universidade, ciência e mercado. Esses diálogos reforçam a importância de pensar estratégias que ampliem o impacto das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico, especialmente por meio de processos estruturados de transferência de tecnologias, capazes de levar o conhecimento gerado na universidade para a sociedade de forma concreta e responsável", registra.

Segundo o Diretor, representar a UFSCar em um ambiente internacional como esse também é um aspecto central da iniciativa. "Estar presente nesses espaços contribui para dar visibilidade às competências científicas e tecnológicas da Instituição, ao mesmo tempo em que permite estreitar laços com instituições científicas nacionais e internacionais, abrindo caminhos para cooperações futuras, projetos conjuntos e ações de internacionalização mais consistentes", complementa.

Braatz também destaca os aprendizados em discussões sobre o uso de inteligência artificial nos processos de proteção da propriedade intelectual. "Trata-se de um tema cada vez mais estratégico, diante do crescimento do volume e da complexidade dos ativos tecnológicos gerados pelas universidades, e que aponta para novas possibilidades de qualificação das atividades de busca, análise, proteção e gestão da propriedade intelectual".

Por fim, o Diretor ressalta que conhecer diferentes espaços, práticas institucionais e processos que estimulam a inovação desde os primeiros anos da graduação reforça a importância de investir, de forma contínua, na formação de estudantes com uma visão integrada entre ciência, tecnologia, inovação e impacto social. "Esses aprendizados contribuem diretamente para o fortalecimento de uma cultura de inovação no ambiente universitário e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Agência de Inovação da UFSCar", finaliza.

SÃO C ARLOS/SP - A implantação do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) na Unidade Saúde Escola (USE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) avançou com a realização de uma visita técnica do Ministério da Saúde no último dia 10 de fevereiro, em São Carlos.

A agenda reuniu a reitora da UFSCar, Prof.ª Dr.ª Ana Beatriz de Oliveira, o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, a diretora da USE, Patrícia Magdalena, e representantes do Ministério da Saúde: a coordenadora-geral de Atenção Especializada, Carmen Moura Santos, o analista de infraestrutura Henrique Amorim Soares e Gabriel Martins de Paula, da Secretaria-Executiva.

O objetivo da visita foi avaliar as condições estruturais da USE e apoiar a implementação do CER III na própria USE. O projeto será viabilizado com recursos do novo PAC, do Governo Federal.

De acordo com a reitora, a iniciativa integra um conjunto de investimentos federais para a ampliação da rede de reabilitação no país. Ela destacou a parceria com a Prefeitura de São Carlos para a adequação da estrutura da USE, que passará a abrigar o CER III com atendimento nas modalidades de reabilitação física, auditiva e intelectual, além de oficina ortopédica.

A dirigente também ressaltou que a USE já possui histórico consolidado na área de reabilitação e que o projeto poderá ampliar a atuação da universidade na oferta de serviços à população. Segundo ela, a articulação entre universidade, Prefeitura e Ministério da Saúde abre perspectivas para novos investimentos voltados à saúde regional.

Para o secretário municipal de Saúde, a implantação do CER III na USE fortalecerá a rede de cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Carlos e região. “Atualmente referência em reabilitação física, a USE deverá expandir o atendimento para as áreas auditiva e intelectual, absorvendo demandas encaminhadas pela rede municipal”.

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O secretário informou ainda que a Prefeitura realizará a contratualização dos serviços por meio de convênios com a UFSCar, permitindo a ampliação da oferta de atendimentos, especialmente na área de fisioterapia, já consolidada no município. A proposta, segundo ele, é otimizar recursos e gestão, evitando a criação de estruturas paralelas e qualificando os serviços prestados.

Também participaram da reunião a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, integrantes do grupo de trabalho da USE envolvidos no processo e o superintendente do Hospital Universitário da UFSCar, Thiago Luiz de Russo.

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