Evento apresentou cursos, formas de ingresso e apoio à permanência a estudantes de escolas de São Carlos e região
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebeu, nos dias 13 e 14 de outubro, mais de 4.500 estudantes do Ensino Médio, de cursinhos e do 8º e 9º anos de escolas públicas e particulares de São Carlos e região na edição 2026 do Universidade Aberta. O evento foi realizado na área de exposições da Biblioteca Comunitária (BCo), no Campus São Carlos.
A feira teve 34 estandes dedicados aos cursos presenciais do Campus São Carlos, com atendimento de docentes, graduandos, pós-graduandos e técnico-administrativos. Os campi Araras, Sorocaba, Lagoa do Sino e Rio Preto também participaram, assim como o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), parceiro da Universidade. A Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) apresentou os processos seletivos, e a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) explicou as formas de apoio a quem ingressa, como alimentação, moradia e saúde.
"Realizamos o Universidade Aberta todos os anos para que esses jovens conheçam a UFSCar e os cursos que oferecemos. A ideia é ajudá-los a definir o caminho que vão seguir na graduação", afirma Fernando Petrilli, Secretário-Geral de Cerimonial e Eventos Institucionais (SCEI) e organizador do evento.
A programação incluiu palestras nos três auditórios da BCo e um tour de trenzinho pelo campus. Aberto a toda a comunidade, o evento contou com o apoio de prefeituras da região no transporte dos estudantes. "A Prefeitura de São Carlos disponibilizou 13 ônibus para as escolas do município, e a de Ibaté também trouxe turmas. Inclusão e acessibilidade começam por garantir que todas as escolas consigam chegar até a Universidade e que esses jovens saibam que este também é um espaço para eles", diz Petrilli.
Para quem atuou nos estandes, o contato direto faz diferença, sobretudo entre os alunos que ainda não escolheram uma carreira. "É o meu segundo ano no evento e percebo que, para muitos estudantes, esse é o primeiro contato com áreas como a Fisioterapia. Os estandes oferecem uma experiência prática e a oportunidade de estar dentro da Universidade e conhecer de perto o que temos a oferecer", relata Mariana Palhares, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar.
De visitante a calouro
Mateus de Freitas Branco participou da edição de 2025 e hoje cursa o primeiro ano de Engenharia de Computação na UFSCar. "Foi muito importante participar. Vim com meus pais, fiz um tour pelo departamento, que foi muito receptivo, e hoje estou no curso que escolhi. Sempre quis esse curso, sempre gostei dessa parte de computadores, de hardware, de máquinas. E está sendo bem na linha do que me apresentaram", conta.
Para ele, a participação vale tanto para quem já tem um curso em mente quanto para quem quer entender como funciona a Universidade. "É um universo muito diferente do que a gente conhece. Meu recado para quem está decidindo é estudar em uma universidade, porque é uma experiência de vida", afirma o estudante.
Acompanhe as próximas edições e oportunidades de conhecer a UFSCar em visite.ufscar.br.
LARANJAL PAULISTA/SP - Nascida em Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, a cantora e compositora Mari Ruberti percorreu diferentes cidades e experiências artísticas antes de lançar seu primeiro álbum autoral. Da formação musical iniciada dentro de casa à passagem pelo Conservatório de Tatuí e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde cursou Cinema, a artista construiu uma trajetória marcada pelo encontro entre música, audiovisual e cultura brasileira. Essas experiências agora se refletem em “Quando Perdi o Medo de Ser Grande”, disco de estreia que reúne 14 faixas autorais e transita entre MPB, soul, samba, disco e baião.
A relação de Mari com a música começou antes mesmo de ela pensar em seguir uma carreira artística. Filha de mãe pianista e cantora lírica e de pai cantor e multi-instrumentista autodidata, cresceu em uma casa onde instrumentos, ensaios e discos faziam parte da rotina familiar. Ainda na infância, teve contato com piano, bateria, violão, baixo, guitarra e violino, até encontrar no canto seu principal meio de expressão.
A coleção de discos de vinil da família também ajudou a construir um repertório diverso. Enquanto a mãe apresentava nomes como Gal Costa e Djavan, o pai aproximava Mari da música mineira, especialmente de Milton Nascimento e do Clube da Esquina. O rock clássico e progressivo também esteve presente nessa formação, com referências como Queen, Pink Floyd e Jethro Tull.
Na adolescência, Mari aprofundou os estudos no Conservatório de Tatuí, uma das instituições de formação musical mais reconhecidas do país, onde permaneceu por aproximadamente três anos. A experiência integra uma trajetória que também passou por escolas de música, grupos musicais e apresentações em diferentes formações.
Em 2018, aos 22 anos, passou a integrar como vocalista a Rock História, banda de rock clássico e metal com mais de três décadas de trajetória. A experiência nos palcos ampliou seu repertório como intérprete, enquanto o interesse pela composição começava a ganhar espaço.
Antes de se estabelecer na capital paulista, Mari também encontrou no audiovisual outra possibilidade de expressão. Cursou Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), formação que a aproximou da produção audiovisual e de diferentes iniciativas culturais na cidade.
Durante esse período, participou de experiências ligadas à produção cultural e desenvolveu uma relação mais próxima com projetos coletivos, ampliando o olhar sobre os processos de criação artística. A convivência com diferentes linguagens contribuiu para uma formação que ultrapassou os limites da interpretação musical.
Depois da graduação e da mudança para São Paulo, a artista decidiu dedicar mais espaço às próprias composições. Poesias, textos e harmonias desenvolvidos ao longo dos anos passaram a integrar um projeto musical que começou a ganhar forma em parceria com o produtor Cauê Dok, com quem trabalha desde 2023.
O resultado é “Quando Perdi o Medo de Ser Grande”, álbum que apresenta sua estreia como compositora em disco e reúne experiências relacionadas à mudança de cidade, aos vínculos familiares, às relações afetivas e ao reencontro com a umbanda e sua ancestralidade.
“Eu quis que esse disco fosse uma fotografia desse momento da minha vida. Tem a menina que saiu do interior, as relações que vivi, as coisas que precisei elaborar sobre a minha família e também o reencontro com a minha ancestralidade. Acho que, quando comecei a escrever essas músicas, também comecei a entender melhor quem eu queria ser como artista”, afirma Mari Ruberti.
Com todas as letras e composições assinadas por Mari, o álbum foi produzido por Cauê Dok, no Dok Estúdio, e reúne músicos com trabalhos reconhecidos na música brasileira.
Entre os participantes estão Serginho Carvalho, baixista que já gravou com Djavan, Rita Lee, Zeca Baleiro e Zélia Duncan; Paulo Braga, pianista que trabalhou com Milton Nascimento e Arrigo Barnabé e participou da formação do curso de MPB-Jazz do Conservatório de Tatuí; e Cláudio Faria, trompetista com trabalhos ao lado de Elis Regina, Lenine e Marcelo D2.
O projeto também conta com participações de Jota Erre, Dominique Vieira, Guegué Medeiros, Pablo Moura, Ubaldo Versolato e Marcelo Freitas, entre outros instrumentistas.
Com 14 faixas, incluindo um interlúdio e dois remixes, o repertório reúne músicas como “Alma Adentro”, “Pétalas na Chuva”, “Peito Ventania”, “Dona Micol”, “Aluguel” e “Encaixou”.
A mistura de gêneros reflete a formação musical da cantora e evidencia a diversidade de referências acumuladas ao longo de sua trajetória. Para Mari, o álbum representa uma nova etapa, marcada pela decisão de colocar as próprias composições no centro do trabalho artístico.
Embora esteja atualmente estabelecida em São Paulo, Mari Ruberti mantém na trajetória as experiências vividas em Laranjal Paulista, Tatuí e São Carlos. A passagem por essas cidades constitui parte importante de sua identidade musical e do caminho percorrido até a estreia autoral.
Com o álbum disponível nas plataformas digitais, a artista trabalha na ampliação da circulação de seu repertório e prepara novos materiais para apresentar as composições em formato ao vivo.
Universidade Aberta reúne atividades nesta terça e quarta-feira, em São Carlos, com informações sobre profissões, ingresso no ensino superior e assistência estudantil
SÃO CARLOS/SP - Estudantes e moradores de São Carlos e região têm a oportunidade de conhecer de perto a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a partir desta terça-feira (13), quando começa a edição 2026 do Universidade Aberta. O evento será realizado também na quarta-feira (14), das 9h às 17h, na área de exposições da Biblioteca Comunitária, no campus da instituição.
A proposta é apresentar o cotidiano universitário a quem está se preparando para escolher uma carreira ou pretende ingressar no ensino superior. A programação contempla especialmente alunos do Ensino Médio, de cursinhos e dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, de escolas públicas e privadas.
Nos estandes, os visitantes terão contato com representantes dos cursos presenciais de graduação do Campus São Carlos. Docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos poderão explicar as características das formações, as áreas de atuação e as experiências oferecidas pela vida acadêmica.
O evento também reunirá representantes dos demais campi da UFSCar e do Instituto Federal de São Paulo. A Coordenadoria de Ingresso na Graduação terá um espaço para orientar o público sobre as formas de acesso à Universidade.
A programação inclui ainda informações sobre permanência estudantil. A Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis apresentará iniciativas de apoio aos alunos, como bolsas, auxílios financeiros e moradia destinada a estudantes de baixa renda.
Palestras e apresentações serão realizadas em três auditórios durante o evento. Outra opção para os participantes será um passeio de trenzinho pelo campus, que permitirá conhecer alguns dos espaços da Universidade.
O cadastro antecipado de escolas já foi encerrado, mas isso não impede a participação de outros interessados. A UFSCar informa que o evento é aberto à comunidade e que o público pode comparecer sozinho, com amigos ou familiares, sem a necessidade de participar nos dois dias.
A iniciativa busca oferecer informações que ajudem os jovens a tomar decisões sobre o futuro acadêmico e profissional, mostrando não apenas os cursos disponíveis, mas também a estrutura e os serviços de apoio oferecidos pela instituição.
Os horários e detalhes das atividades podem ser consultados no portal visite.ufscar.br. Dúvidas também podem ser encaminhadas ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Departamento de Química (DQ) da UFSCar buscaram alternativas naturais aos inseticidas sintéticos usados contra as formigas cortadeiras, praga que provoca perdas em diferentes culturas agrícolas. Foram investigadas duas espécies vegetais encontradas na região amazônica: a Himatanthus articulatus, conhecida popularmente como suucuba, e a Vismia guianensis, chamada de lacre ou pau-de-lacre. Das duas plantas, os pesquisadores isolaram 16 substâncias com ação sobre as formigas e sobre o fungo que elas cultivam para alimentar a colônia.
O estudo fez parte do doutorado do pesquisador Artur da Silva Cruz, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da Universidade, sob orientação do professor João Batista Fernandes, docente no DQ.
Entre as 16 substâncias isoladas e caracterizadas quimicamente, o grupo encontrado em H. articulatus é constituído principalmente pela classe dos iridoides, enquanto V. guianensis forneceu compostos pertencentes, sobretudo, às classes das benzofenonas e das antraquinonas, além de um antranol. Essas são classes de metabólitos produzidos naturalmente pelas plantas estudadas e que apresentaram atividade comprovada contra as formigas cortadeiras, da espécie Atta sexdens, e o seu fungo simbionte.
"Durante a pesquisa, percebemos que o extrato bruto das plantas apresentava potencial inseticida, antes mesmo do fracionamento. Isso aconteceu logo nos primeiros ensaios biológicos, principalmente com Himatanthus articulatus, que apresentou atividade tanto sobre a formiga quanto sobre o fungo", afirma Cruz. Segundo o pesquisador, a resposta observada contra o microrganismo chamou à atenção logo de início, e as fases posteriores do estudo associaram a atividade antifúngica principalmente aos iridoides lactônicos identificados no extrato da planta.
O controle dessas formigas apresenta dificuldades relacionadas à organização das colônias e à localização subterrânea dos ninhos, fatores que podem limitar a eficiência dos métodos convencionais, como o uso de inseticidas sintéticos. Nesse cenário, a busca por novas substâncias de origem natural pode ampliar as possibilidades de manejo dessas pragas.
Os cientistas desenvolveram o estudo a partir de uma rota biomonitorada para tentar descobrir quais substâncias das duas plantas estavam relacionadas às respostas biológicas observadas.
Os testes biológicos funcionam como uma espécie de guia para o trabalho químico experimental. Dessa forma, os extratos que apresentam atividade são levados a um processo de fracionamento, etapa que serve para simplificar a amostra: a mistura é dividida em frações, por exemplo, a partir de diferentes polaridades e composições químicas. Depois, essas frações são novamente testadas, e as mais promissoras seguem para novas etapas de separação e purificação.
Ação inseticida a partir de produtos naturais
Nos bioensaios com a formiga cortadeira, os extratos das duas espécies vegetais reduziram a sobrevivência das operárias, embora em ritmos diferentes. Com Himatanthus articulatus, a mortalidade acumulada chegou a 62% após seis dias, alcançou 92% no nono dia e atingiu 100% no décimo sexto dia. Com o extrato de Vismia guianensis, metade das formigas havia morrido no nono dia, e a mortalidade chegou a 100% ao final dos 21 dias de acompanhamento. O grupo controle tratado com dieta contendo apenas metanol apresentou alta sobrevivência das formigas cortadeiras durante todo o período experimental.
O fracionamento de H. articulatus ajudou a localizar onde essa atividade estava concentrada, ou seja, qual fração apresentava compostos com maior atividade. Com a separação do extrato em frações menos complexas, algumas mantiveram e, em determinados casos, intensificaram a resposta observada nos primeiros testes. Esse resultado foi justamente o que orientou os pesquisadores a avançarem na separação das misturas até chegar aos compostos isolados.
Os resultados obtidos com as frações de H. articulatus mostraram que a atividade biológica apresentada pelas frações foi capaz de reduzir a sobrevivência das formigas cortadeiras ao longo dos bioensaios. Além disso, os compostos químicos das frações observadas, também interferiram no crescimento do fungo simbionte associado à alimentação da colônia. A classe de compostos dos iridoides apareceram como a principal classe associada ao efeito inseticida frente as formigas cortadeiras, e com ação sobre o fungo.
Ao todo, os cientistas isolaram e caracterizaram 16 compostos nas duas espécies investigadas. Entre os resultados que se destacam, em H. articulatus foi identificado um composto inédito, ainda sem nomenclatura definida, além de outros dois registrados pela primeira vez nessa espécie. Já em V. guianensis, oito dos compostos isolados a partir das cascas foram relatados, pela primeira vez na literatura, nessa parte da planta.
Acetilcolinesterase e possível mecanismo de ação
O estudo também buscou analisar como os compostos poderiam atuar no organismo das formigas. Um dos alvos investigados foi a acetilcolinesterase, enzima essencial ao funcionamento do sistema nervoso dos insetos. Quando sua atividade é comprometida, a transmissão dos impulsos nervosos pode ser afetada, interferindo em funções como movimentação e alimentação.
Para investigar essa possibilidade, os pesquisadores utilizaram docking molecular, técnica computacional que simula como uma molécula pode se posicionar e interagir com diferentes regiões de uma proteína.
"Os compostos de Himatanthus articulatus não apresentaram uma atividade interessante frente à acetilcolinesterase e, por isso, não seguiram para o docking molecular. Já os compostos de Vismia guianensis apresentaram uma resposta potencial frente a atividades com a enzima, e então tentamos investigar um possível mecanismo de ação", explica Cruz.
Havia, porém, uma limitação: não existia uma estrutura experimental disponível da acetilcolinesterase de Atta sexdens. Sem esse "mapa tridimensional" da enzima, os pesquisadores precisaram reconstruí-lo computacionalmente. Para isso, recorreram à modelagem por homologia, uma estratégia que utiliza a sequência de aminoácidos da proteína de interesse e a estrutura já conhecida de uma proteína semelhante como referência. O modelo obtido foi então validado antes de ser utilizado nas simulações de interação com os compostos.
Os resultados indicaram que os dois compostos com melhores resultados preliminares não se ligavam diretamente à região da enzima responsável pela reação química. A interação ocorreu em outra área, conhecida como Sítio Aniônico Periférico, localizada na superfície da enzima e capaz de influenciar seu funcionamento.
A análise, no entanto, não comprova que esse seja o mecanismo responsável pela mortalidade observada nas formigas. O docking forneceu uma hipótese molecular que agora precisa ser confirmada experimentalmente e pode orientar novos testes com essas e outras substâncias. O grupo também considera alvos além da acetilcolinesterase, já que a mortalidade dos insetos pode não decorrer apenas da ação sobre essa enzima.
Como próximos passos, os pesquisadores pretendem desenvolver uma formulação nanoencapsulada que proteja o princípio ativo durante o transporte até o interior do formigueiro. Incorporada a uma isca, ela poderá ser carregada pelas próprias formigas até a região onde está o fungo simbionte e onde o composto deverá atuar.
Essa abordagem protege as moléculas contra processos de degradação, aumenta sua estabilidade e pode promover a liberação controlada do princípio ativo, prolongando sua persistência e seu efeito residual após a aplicação.
A pesquisa recebeu financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) (Processos 12/25299-6 e 14/50918-7).
*Texto: Antonio Neto - Mestre e Doutor em Ciência, e atualmente, bolsista de Mídia Ciência em nível de Pós-Doutorado pela Fapesp.
Atividades são gratuitas e abertas ao público
ARARAQUARA/SP - No dia 26 de setembro, o Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlo (UFSCar) realiza o evento Entre Culturas: 20 anos da UFSCar Sorocaba, uma programação especial para celebrar seus 20 anos. Ao longo do dia, a comunidade acadêmica poderá participar de atividades culturais com músicos, DJs e intervenções de arte urbana na área de vivência e na quadra do Campus.
A atividade inclui a revitalização artística de espaços de convivência estudantil, com grafites e outras intervenções nas paredes da área de vivência e da quadra esportiva, realizadas por artistas de Sorocaba.
A iniciativa busca valorizar a produção artística local e os espaços de convivência do Campus, aproximando a comunidade universitária da arte e da cultura. A proposta também prevê a preservação de registros que fazem parte da memória estudantil desses espaços.
O evento, gratuito e aberto ao público, acontece das 10 às 20 horas. A iniciativa é uma realização do Grupo de Trabalho para as comemorações dos 20 anos do Campus Sorocaba, com a colaboração da Secretaria Geral de Arte e Cultura (SeAC) e do Diretório Estudantil de Sorocaba.
SÃO CARLOS/SP - A Cátedra Computação Inteligente Centrada no Humano (CICH), vinculada ao Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da UFSCar, promove no dia 17 de setembro, quinta-feira, a palestra "Inteligência Artificial e sua relação com o design de interação", com o professor Philippe Palanque, da Universidade Toulouse III - Paul Sabatier, na França. A atividade começa às 14h, no auditório do Prédio ATLab, no Campus Sorocaba, será ministrada em inglês e exige inscrição prévia por meio de formulário eletrônico.
A palestra aborda a automação e as diretrizes para incorporá-la ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial sem comprometer a experiência dos usuários. A Cátedra CICH, coordenada pela professora Luciana Aparecida Martinez Zaina, do Departamento de Computação do campus Sorocaba, propõe um espaço interdisciplinar para a convergência entre Interação Humano-Computador (IHC) e Inteligência Artificial, com atenção à mitigação de vieses tecnológicos em domínios críticos, como saúde e educação.
A palestra integra uma visita mais ampla, que ocorrerá entre 14 e 18 de setembro, durante a qual Palanque conhecerá laboratórios da Universidade e participará de reuniões com a equipe da Cátedra voltadas à prospecção de projetos conjuntos de pesquisa. A atividade é voltada a estudantes, profissionais de Tecnologia da Informação e pesquisadores interessados no impacto da IA no desenvolvimento de sistemas interativos. Haverá emissão de certificado aos participantes.
Philippe Palanque
Palanque é professor de Ciência da Computação na Universidade Toulouse III - Paul Sabatier e pesquisador do Instituto de Pesquisa em Informática de Toulouse (IRIT, na sigla em francês). Especialista em Interação Humano-Computador (IHC) e em engenharia de sistemas interativos críticos, investiga métodos e ferramentas para integrar usabilidade, experiência do usuário, segurança, confiabilidade e resiliência, em trabalho desenvolvido com parceiros como a Airbus, o Eurocontrol e as agências espaciais francesa (CNES) e europeia (ESA).
Recebeu, em 2024 o IFIP Fellow Award, concedido pela Federação Internacional para o Processamento da Informação, e, em 2021, o ACM SIGCHI Lifetime Service Award, que reconhece contribuições de toda uma trajetória à comunidade internacional de IHC. Integra a CHI Academy desde 2017.
Serviço - Palestra "Inteligência Artificial e sua relação com o design de interação" · 17 de setembro de 2026, quinta-feira, às 14h · Auditório do Prédio ATLab, Campus Sorocaba · Em inglês · Inscrição prévia por meio de formulário · Certificado aos participantes.
Iniciativa apresenta a jovens estudantes oportunidades do Ensino Superior e da ciência
SOROCABA/SP - O Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza, no dia 9 de setembro, a Universidade Aberta 2026, iniciativa voltada principalmente a estudantes do Ensino Médio e cursinhos pré-vestibulares que desejam conhecer mais de perto a vida universitária e os cursos de graduação oferecidos pela Instituição. O evento integra a programação comemorativa dos 20 anos do Campus Sorocaba e é aberto gratuitamente à comunidade.
A expectativa é receber estudantes de diferentes municípios da Região Metropolitana de Sorocaba, aproximando os jovens do ambiente universitário e auxiliando-os no processo de escolha profissional.
A Universidade Aberta tem como objetivo divulgar os cursos de graduação da UFSCar e fortalecer o diálogo entre a Universidade e a comunidade. Ao longo dos anos, a iniciativa tem possibilitado que milhares de estudantes conheçam a infraestrutura do Campus, conversem com docentes e universitários e tenham contato com diferentes áreas do conhecimento.
Durante o dia, os participantes poderão visitar laboratórios de ensino e pesquisa, conhecer a Biblioteca, participar de palestras e rodas de conversa com estudantes e professores, além de acompanhar outras atividades preparadas pelos cursos de graduação. Haverá também uma programação cultural proposta pela comunidade do Campus.
Todas as atividades são gratuitas e contam com o acompanhamento de estudantes da UFSCar, que atuam como monitores ao longo do evento, compartilhando suas experiências sobre a vida acadêmica e esclarecendo dúvidas dos visitantes.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Estudo validará questionário internacional para uso no Brasil, com participação de praticantes de diferentes modalidades esportivas
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de pós-doutorado desenvolvida no Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar convida atletas para um estudo que pretende traduzir, adaptar culturalmente e investigar a validade do Rosenbaum Concussion Knowledge and Attitudes Survey (RoCKAS) para o Português Brasileiro. O questionário internacional avalia o conhecimento e as atitudes em relação às concussões no esporte, um tipo de lesão cerebral traumática provocada por impactos na cabeça ou no corpo que fazem o cérebro se mover rapidamente dentro do crânio. A iniciativa integra um projeto multicêntrico internacional, realizado em parceria com a The Ohio State University (EUA).
O estudo é conduzido pelo fisioterapeuta Gustavo Viotto Gonçalves, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Reumatologia e Reabilitação da Mão (LAPREM) da UFSCar, sob orientação da professora Paula Regina Mendes da Silva Serrão, docente do DFisio, e com colaboração do professor Matthew Brancaleone, da The Ohio State University.
"A concussão ainda é uma lesão frequentemente subestimada no esporte brasileiro, muitas vezes por falta de informação. Com um instrumento validado, times, federações e profissionais de saúde passam a contar com uma forma objetiva de avaliar o conhecimento de atletas sobre o tema e, a partir disso, desenvolver campanhas de educação direcionadas, e não genéricas. O impacto esperado é justamente esse: mais atletas identificando sintomas a tempo e menos casos de concussão sendo ignorados ou mal manejados. A expectativa é que o instrumento contribua para a prevenção de concussões e para a segurança de atletas em todo o Brasil", registra Gonçalves.
Podem participar atletas de qualquer modalidade esportiva, com 18 anos ou mais e pelo menos um ano de prática. Os voluntários devem preencher um formulário online (https://redcap.link/RoCKAS-
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail gustavoviottogoncalves@ufscar.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar (CAAE: 91726025.0.0000.5504), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - Processo nº 2025/00498-6) e conta com o apoio institucional da Comissão Científica da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe).
SÃO CARLOS/SP - As condições climáticas enfrentadas pelos principais parceiros comerciais de um país podem afetar seus preços de alimentos com mais intensidade do que o clima registrado em seu próprio território. Essa é uma das principais conclusões de uma pesquisa desenvolvida por Diego Ferreira, egresso do curso de Ciências Econômicas da UFSCar e atualmente professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com Andreza Palma, docente do Departamento de Economia (DEc-So) do Campus Sorocaba da UFSCar; Ana Kreter, da Hochschule Rhein-Waal University of Applied Sciences (HSRW); e Jefferson Staduto, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
O trabalho foi apresentado por Ferreira na conferência internacional Nature and the Macroeconomy, realizada em Santiago, no Chile. O evento anual é promovido pelo Centre for Economic Transition Expertise (CETEx), da London School of Economics and Political Science (LSE), e, nesta edição, foi organizado em conjunto com o Banco Central do Chile.
A pesquisa analisa como eventos climáticos ocorridos em países exportadores de produtos agrícolas são transmitidos aos preços dos alimentos nas economias importadoras. Para isso, os autores combinaram dados climáticos da base ERA5, ponderados pelas áreas cultivadas nos países exportadores, com participações bilaterais predeterminadas nas importações.
A análise reúne informações mensais de 49 economias importadoras entre 2005 e 2023. Os resultados identificam três efeitos distintos, associados a diferentes mecanismos agronômicos.
Temperaturas elevadas produzem impacto praticamente imediato sobre os preços, pois o mercado antecipa e precifica possíveis perdas nas safras antes mesmo que ocorram ajustes nos embarques. Os efeitos do frio aparecem cerca de três meses depois e constituem o resultado mais robusto encontrado no estudo. Já os impactos da seca levam aproximadamente 12 meses para chegar aos consumidores, refletindo o tempo necessário para que a redução da umidade do solo percorra a cadeia produtiva até alcançar as prateleiras. Para o excesso de chuva, não foi identificado efeito estatisticamente detectável.
Outro resultado importante é que os impactos permanecem concentrados nos preços dos alimentos. A pesquisa não encontrou efeitos significativos sobre o núcleo da inflação, o índice geral de preços ou, em média, sobre as taxas de juros.
Com base nas estimativas empíricas, os pesquisadores também calibraram um modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral - conhecido como modelo DSGE - para uma pequena economia aberta. Os resultados indicam que o coeficiente climático ideal em uma regra de Taylor ampliada fica próximo de zero.
A conclusão reforça a estratégia de look-through adotada por bancos centrais, segundo a qual choques climáticos temporários e restritos aos alimentos não devem provocar automaticamente uma resposta da política monetária. O estudo contribui, assim, para o debate internacional sobre mudanças climáticas, inflação de alimentos e atuação dos bancos centrais em economias integradas pelo comércio exterior.
SÃO CARLOS/SP - Nos dias 13 e 14 de outubro, a UFSCar realiza o Universidade Aberta 2026, evento que apresenta a Universidade e seus cursos à comunidade externa, especialmente a estudantes do Ensino Médio, cursinhos e 8º e 9º anos de escolas públicas e particulares de São Carlos e região. A programação acontece das 9 às 17 horas, na área de exposições da Biblioteca Comunitária (BCo), no Campus São Carlos.
A iniciativa busca aproximar os jovens da Universidade, permitindo que conheçam os cursos de graduação, os espaços da Instituição e as possibilidades de formação oferecidas pela UFSCar.
Durante os dois dias, os visitantes poderão conhecer os estandes de cada um dos cursos presenciais de graduação do Campus São Carlos, com atendimento realizado por docentes, estudantes e técnico-administrativos da Universidade. Também haverá espaços da Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) e da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE), responsável pelo Programa de Assistência Estudantil, bolsas, auxílios e moradia voltados à permanência de estudantes de baixa renda na Universidade.
Além dos estandes, a programação contará com palestras e apresentações nos três auditórios disponíveis no local. Os visitantes também poderão participar de um tour de trenzinho pelo campus, passando por alguns dos principais espaços da UFSCar.
O evento é aberto a toda a comunidade. Os visitantes podem participar individualmente ou acompanhados de amigos e familiares, em um ou nos dois dias de programação. As escolas interessadas em levar seus estudantes devem realizar cadastro previamente por meio dos formulários destinados a instituições públicas e privadas.
O Universidade Aberta é uma oportunidade para conhecer os cursos, a estrutura e as pessoas que fazem parte da comunidade acadêmica da UFSCar, além de obter informações sobre o ingresso e as condições oferecidas pela Universidade para a permanência estudantil.
As escolas públicas devem realizar o cadastro por meio deste formulário, enquanto as escolas privadas devem utilizar este formulário. A programação completa, com horários, temas e locais das atividades, estará disponível no site, visite.ufscar.br.
Dúvidas e informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
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