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Atividade é gratuita e voltada para profissionais, pesquisadores e estudantes da área da Saúde

 

SÃO CARLOS/SP - A unidade de e-Saúde da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do Hospital Universitário da UFSCar (HU-UFSCar/Ebserh) promove, desde maio, eventos online semanais com o tema central "Aprendizagem e novos desafios após um ano de Covid-19". As lives são transmitidas ao vivo, pelo YouTube, abertas ao público, especialmente para profissionais, pesquisadores, estudantes e docentes da área da Saúde. As atividades são gratuitas e não há necessidade de inscrição.

A próxima live será no dia 25 de junho, sexta-feira, das 15 às 16h30, com o tema "Cuidado multiprofissional pós-Covid-19". A abertura será conduzida por Daniela Brassolatti, chefe da Unidade e-Saúde do HU, com mediação de Elaine Gomes da Silva, nutricionista do Hospital. A temática será apresentada por Sigrid de Souza dos Santos, docente do Departamento de Medicina da UFSCar, e Valéria Amorim Di Lorenzo, professora do Departamento de Fisioterapia da Universidade. 

As lives são sempre mediadas de forma a garantir as perspectivas multiprofissionais e interdisciplinares dos temas abordados. Os encontros se configuram como um momento importante para compartilhamento de conhecimentos entre envolvidos no cuidado das pessoas com Covid-19.   

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Próximos temas

As próximas apresentações abordarão os seguintes temas: "Saúde Mental", no dia 2/7, e "Vacinas e desafios para o futuro", no dia 16/7. As atividades serão sempre às sextas-feiras, à tarde, com transmissão pelo canal do HU no YouTube (youtube.com/huufscar). As lives já realizadas dentro dessa série relacionada à Covid-19 estão disponíveis no mesmo canal.

Requerimento de matrícula deve ser realizado entre os dias 22 e 23 de junho

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou, nesta segunda-feira, dia 21 de junho, a lista dos candidatos convocados na terceira chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para o requerimento de matrícula nos cursos de graduação presenciais. A lista pode ser conferida em www.ufscar.br.

Os convocados deverão requerer a matrícula e enviar a documentação para as comissões, de acordo com a modalidade escolhida no momento da inscrição no SiSU, impreterivelmente no período de 22 a 23 de junho. Para efetuar o requerimento de matrícula no formato remoto, é preciso se atentar às orientações presentes na folha de rosto da publicação da convocação. Os requerimentos devem ser realizados somente pelo portal do candidato (em https://sistemas.ufscar.br/siga/candidato).

No momento do requerimento, os candidatos de reservas de vagas também devem enviar a documentação para as bancas de heteroidentificação de raça/cor, de Pessoas com Deficiência e de análise socioeconômica, dependendo de sua modalidade. Para facilitar o processo, somente estarão disponíveis na página do candidato os formulários correspondentes à sua modalidade. Sendo assim, é obrigatório o preenchimento de todos os formulários que aparecem na página.

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A não realização do requerimento de matrícula dentro do prazo previsto acarreta a exclusão do candidato do processo seletivo.

Outras informações podem ser obtidas por meio de contato com a Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar (em http://www.prograd.ufscar.br/contact-info) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Levantamento da Pró-Reitoria de Pesquisa evidencia engajamento da comunidade universitária no enfrentamento à pandemia

 

SOROCABA/SP - A Pró-Reitoria de Pesquisa (ProPq) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) publicou recentemente levantamento das pesquisas relacionadas à Covid-19 desenvolvidas pela comunidade universitária no primeiro ano de pandemia (entre março de 2020 e março de 2021), que somam 249 projetos, nas diferentes áreas de conhecimento atuantes nos quatro campi da Instituição. O documento, entendido como piloto para a constituição de um Observatório de Acompanhamento das Pesquisas sobre Covid-19 conduzidas na UFSCar, foi produzido pela Coordenadoria de Informação em Pesquisa da ProPq, dirigida por Andrea Rodrigues Ferro, docente do Departamento de Economia (DEco-So), do Campus Sorocaba da UFSCar.

Para o levantamento, a equipe envolvida buscou informações em três fontes: por meio de consulta aos centros acadêmicos e departamentos da UFSCar; nos projetos encaminhados ao Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP); e, também, com um recorte específico para as pesquisas realizadas no Hospital Universitário (HU-UFSCar/Ebserh).

O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), como esperado, concentrou o maior número de pesquisas (137 registros identificados), seguido pelo Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET, com 54) e pelo Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH, com 38). No entanto, dos oito centros da UFSCar, em sete foram identificados projetos, evidenciando como a Universidade respondeu a uma crise que tem múltiplos aspectos, além do sanitário. No próprio CCBS, chama a atenção a diversidade de áreas de conhecimento engajadas, com projetos coordenados por docentes dos departamentos de Ciências Ambientais; Educação Física e Motricidade Humana; Enfermagem; Fisioterapia; Gerontologia; Medicina; Morfologia e Patologia; e Terapia Ocupacional. Além disso, muitos projetos envolvem pesquisadores de áreas distintas, evidenciando a abordagem interdisciplinar.

Outro aspecto evidenciado pelo levantamento foi a participação de integrantes das diferentes categorias que compõem a comunidade universitária: estudantes de graduação e pós-graduação, servidores docentes e técnico-administrativos e pesquisadores de pós-doutorado, em trabalhos de iniciação científica, conclusão de curso de graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e pesquisas de fluxo contínuo em diferentes modalidades. Destes, cerca da metade aconteceu sem financiamento específico, o que mostra ainda mais o engajamento e o compromisso da comunidade da UFSCar. Daqueles com recursos, as fontes foram o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), majoritariamente.

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Especificamente no Hospital Universitário, foram 35 os projetos identificados pelo levantamento, a maior parte conduzida por docentes da UFSCar (22), além de projetos propostos por estudantes de pós-graduação da própria UFSCar e, também, por pesquisadores de outras instituições.

O objetivo do levantamento feito pela ProPq, segundo a equipe responsável, foi apresentar às comunidades interna e externa à Universidade de que maneira a Instituição tem respondido às demandas impostas pela crise multidimensional da pandemia, e a meta é que atualizações sejam divulgadas periodicamente. No futuro, com o Observatório, a ideia é que, além do acesso às pesquisas realizadas, seja possível à comunidade universitária constituir fórum de discussões permanente sobre as saídas possíveis para a crise em suas múltiplas esferas e, à sociedade como um todo, conhecer e se beneficiar do trabalho realizado. A íntegra do relatório produzido a partir do levantamento está no site da ProPq, acessível via https://bit.ly/3wAWTmr.

"Esta primeira etapa foi um aprendizado para nós, por exemplo de como chegar a pesquisadores e pesquisadoras. Está claro que não conseguimos identificar todas as pesquisas e, na segunda etapa, a primeira atualização, já fizemos mudanças nesse sentido e, também, solicitando mais informações sobre os projetos, o que facilitará a sua divulgação", compartilha Andrea Ferro. A coleta de dados dessa segunda etapa segue até 30 de julho.

No dia 22 de junho, às 19 horas, especialistas se reúnem para falar sobre Agricultura 4.0

 

SÃO CARLOS/SP - No dia 22 de junho, a Especialização MBI Agro da UFSCar promove mais um TALKS de lançamento do curso. Desta vez, o tema do bate papo é "Agricultura 4.0, inovando com tecnologias no campo". A professora Marta Marjotta, do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural da UFSCar, recebe como convidado Bruno Kawano, docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), do qual é Chefe da Seção de Inovação e Empreendedorismo, no Campus Palmas. 

Kawano, que é engenheiro agrônomo com doutorado em Engenharia da Computação e pesquisador da área de Tecnologias Inovadoras, irá abordar o papel das tecnologias e sua relevância em aplicações na agricultura e pecuária, além de falar sobre o desafio de propriedades agrícolas em digitalizar dados e transformar estas informações em tomadas de decisão que gerem economia de custo e aumento de rentabilidade.  

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"O setor agropecuário brasileiro tem se destacado no cenário nacional e internacional, em várias frentes, principalmente na produção de alimentos e geração de empregos. Nesse sentido, os profissionais da área estão, cada vez mais, buscando eficiência nas suas ações", lembra a professora Marta Marjotta. O evento online acontece às 19 horas. Os interessados podem se inscrever pelo link bit.ly/AGRO2206

Curso de Especialização MBI Agro da UFSCar

Com previsão de lançamento para o final de agosto, o novo curso de pós-graduação da UFSCar apresenta possibilidades de desenvolvimento de soluções inovadoras para o mundo dos negócios aplicadas ao agro. São abordadas as transformações no setor, promovendo estratégias por meio da inovação. Mais informações em www.mbiufscar.com/agro.

Segunda turma da pós-graduação online tem início das aulas marcado para agosto

 

SÃO CARLOS/SP - Os remédios fitoterápicos, aqueles produzidos a partir de plantas medicinais ou de seus derivados, têm ganhado cada vez mais espaço como uma alternativa, tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas de saúde dos brasileiros. Tradicionais, esse tipo de medicamento tem segurança e eficácia comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e uso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em cápsulas, comprimidos, pomadas, xaropes ou óleos essenciais, hoje em dia, pelo menos, 12 medicações fitoterápicas já estão incluídas na Relação Nacional de Medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS).


Para atender a uma demanda crescente por conhecimento por parte dos profissionais da saúde desse tipo de medicamento, estão abertas as inscrições para a segunda turma do curso online de especialização em Fitoterapia Clínica da UFSCar. Com início das aulas em agosto de 2021, a pós-graduação aborda desde os princípios básicos em fitoterapia clínica e farmacologia até a fisiopatologia - que analisa os fenômenos que provocam alterações no corpo humano doente.

A grade curricular trata de múltiplos e inovadores mecanismos de ação dos princípios ativos naturais para tratar distúrbios em diferentes sistemas do organismo, como o Nervoso Central, Respiratório, Cardiovascular, Digestivo, Renal e Reprodutivo. Ainda são apresentados conceitos relacionados ao controle de inflamações crônicas, tratamento de feridas, dores e estresse. A formação também tem disciplinas relativas a nutrição esportiva, estética e medicina tradicional chinesa.

Promovido pelo Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSCar, o curso tem aulas em um final de semana por mês, nas manhãs e tardes de um sábado e um domingo, além de outras atividades e fóruns de discussão. O formulário de inscrição, valores de investimento e mais informações podem ser encontradas no link bit.ly/cursofitoterapiaclinica.

Estudo na área da Psicologia convida voluntários para entrevista online

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa na área de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está buscando identificar quais variáveis estão envolvidas em um contexto de interação social em um ambiente profissional. Para isso, o estudo busca voluntários - profissionais ou estagiários - das áreas de Direito e Tecnologia da Informação (TI). O intuito é compreender quais elementos podem ser importantes, ou não, para a avaliação do desempenho profissional de uma pessoa por seus pares. 

A pesquisa, intitulada "Percepções do Desempenho Profissional", enfoca os comportamentos interpessoais, que são "comportamentos, ações, atitudes que realizamos em um contexto de contato com outras pessoas, ou seja, em qualquer situação social", explica a aluna Maria Clara Nasser, que é orientada pela professora Elizabeth Joan Barham, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar. 

Para participar do estudo são convidados profissionais ou estagiários das áreas de Direito e TI, com 18 anos ou mais. A participação ocorrerá por meio de entrevista online (plataforma Google Meet) com duração média de 30 a 45 minutos. Ao final da entrevista, os participantes receberão uma cartilha para explicar conceitos da área de habilidades interpessoais testados em pesquisa. A participação é voluntária e gratuita. Os interessados podem acessar o link do formulário online (https://forms.gle/zfuTc5gVoaEJvEkp7) ou entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..br, inserindo no assunto "interesse em pesquisa". Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail da pesquisadora. 

Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 40821520.3.0000.5504).

Evento online vai de 23 a 25 de junho

 

SÃO CARLOS/SP - A educação de surdos tem ganhado novos contornos desde às conquistas legais que garantem uma prática de ensino com foco na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Inúmeras ações e reivindicações têm sido feitas pelas comunidades surdas a fim de se alcançar práticas bilíngues (Libras/Língua Portuguesa) que valorizem as diferenças linguístico-culturais. 

Nesse contexto, será realizado, de 23 a 25 de junho, o 1° Encontro de Pesquisas do Grupo de Pesquisa em Educação de Surdos, Subjetividades e Diferenças (GPESDi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O objetivo é oportunizar a troca de conhecimentos entre pesquisadores envolvidos com estudos surdos, abordagem conceitual que tematiza as diferenças, subjetividades e práticas educacionais bilíngues em diálogo com as filosofias da diferença.

O evento virtual tem como tema "Educação e diferenças em diálogo na pandemia do Covid-19" e conta com a participação de integrantes do GPESDi. As inscrições foram prorrogadas até 21 de junho. O prazo para submissão de trabalhos já foi encerrado.

Programação

A programação tem início no dia 23 de junho, com abertura sobre ações do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar na pandemia, com mediação de Vanessa Martins, professora do Departamento de Psicologia (DPsi) da Universidade e coordenadora do evento. Na sequência, serão realizadas três mesas-redondas.

No dia 24 de junho, o evento dá continuidade às mesas e, no dia 25/6, abre espaço para comunicações orais. A conferência de encerramento fica por conta da professora Lucyenne Matos, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que aborda o tema "Aprendendo com a história: encontros de pesquisa como potência para a educação bilíngue de surdos".

Mais informações, incluindo a programação completa com horários e participantes, estão no site https://gpesdi2021.faiufscar.com. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Oferecida a distância a partir do segundo semestre, capacitação foca em Avaliações de Impacto

 

SÃO CARLOS/SP - Já estão abertas as inscrições para o Curso "Práticas Perícias Ambientais: Avaliação de Impacto Ambiental", que será ofertado a distância no segundo semestre de 2021 pela UFSCar. A capacitação vai ensinar os participantes a atuarem como Peritos Judiciais. Em tempos de mudanças no mercado de trabalho, profissionais com nível superior de diferentes áreas têm encontrado nesta profissão um novo caminho.

O professor Celso Maran, docente do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar e coordenador do curso, explica que, usando de métodos científicos, técnicas de dimensionamento e análises laboratoriais biológicas, químicas e físicas, o perito investiga danos ambientais e ainda é responsável por apontar maneiras de recuperar os prejuízos causados.

"Os laudos produzidos por peritos são essenciais para esclarecer questões técnicas relacionadas ao equilíbrio ecológico. Eles estudam e entendem do que se trata o processo judicial, vão a campo para coletar evidências de possíveis danos provocados, por quantas vezes for preciso e, assim, levantam provas e reúnem as informações no laudo para responder, em prol da defesa do meio ambiente, os questionamentos da justiça para que decisões responsáveis possam ser tomadas", descreve o especialista.

A crescente preocupação com estragos causados no meio ambiente, a pressão econômica sobre os recursos naturais e a judicialização de conflitos têm aumentado a procura por Peritos Ambientais Judiciais. Dividido em três módulos - estudo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA); vistorias e amostragens em perícia judicial; e práticas de redação em laudos -, o curso aborda teoria e prática, apresentando diversas técnicas usadas na área, análises de laudos periciais e estudos de casos com recursos audiovisuais.

"Com professores da própria UFSCar, além de especialistas convidados, nós tratamos de diferentes tipos de impactos ambientais, licenciamento, métodos de fiscalização, avaliação e diagnóstico", lembra Maran. A professora Cátia Farias, também docente do curso e perita judicial especialista em Engenharia de Avaliações, ressalta que a capacitação apresenta as práticas mais comuns à atividade, abordando tanto a rotina do perito, como também do assistente técnico.

"Esse curso é uma excelente oportunidade para que os alunos iniciem na carreira, podendo realizar perícias judiciais ambientais, mas também para aqueles que já estão neste mercado e desejam aprimorar seus conhecimentos. São 40 horas, sendo oito encontros agendados, nas noites de quartas e quintas-feiras a partir de agosto deste ano, além do conteúdo para os estudantes acessarem em seu horário de preferência", conta Farias. Profissionais com nível superior completo de diferentes áreas, que desejam se tornar Peritos Judiciais Ambientais, podem se inscrever até o dia 18 de agosto, pelo site http://bit.ly/periciasambientais. Na página, também há outras informações, como valor de investimento.

Atividade é gratuita e pode ser acompanhada pelo YouTube por todo o público

 

SÃO CARLOS/SP - Neste dia 18 de junho, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) realiza nova edição da série de eventos online que aborda a aprendizagem e novos desafios após um ano de Covid-19. Na apresentação desta semana, o tema será "Implicações da Covid-19 nos sistemas cardiovascular, renal e nervoso". A live será transmitida ao vivo, a partir das 15 horas, pelo canal do HU no YouTube, aberta ao público, especialmente para profissionais, pesquisadores, estudantes e docentes da área da Saúde. A atividade é gratuita e não há necessidade de inscrição.    

A abertura do evento será feita por Daniela Brassolatti, Chefe da Unidade de e-Saúde do HU-UFSCar, e a mediação será com Meliza Goi Roscani, cardiologista e professora do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar. Junto com Roscani, participam da mesa-redonda os médicos do HU Júlio César Souza Diniz (Cirurgia Vascular), Fernanda Moreira de Freitas (Nefrologia) e Milena Carvalho Libardi (Neurologia). 

Os encontros online são realizados no formato de mesa-redonda, com espaço para perguntas dos participantes e mediados de forma a garantir as perspectivas multiprofissionais e interdisciplinares dos temas abordados. A atividade, promovida pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do HU, é um momento importante para compartilhamento de conhecimentos entre os envolvidos no cuidado das pessoas com Covid-19.    

Outros temas

O cronograma das lives tem mais três temáticas: Cuidado Integral Pós-Covid-19, em 25/6; Saúde Mental, em 2/7; e Vacinas e desafios para o futuro, no dia 16/7. As atividades serão sempre às sextas-feiras, à tarde, com transmissão pelo canal do HU no YouTube (www.youtube.com/HUUFSCar). Os eventos também ficarão disponíveis no canal para acesso posterior.

Iniciativa testa programa remoto como alternativa de intervenção para idosos e cuidadores em relação a saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional

 

SÃO CARLOS/SP - Na pandemia de Covid-19, a população idosa demanda cuidados especiais não apenas pelos riscos associados diretamente à doença, mas também pela impossibilidade de realização presencial de intervenções necessárias à manutenção de sua saúde e da qualidade de vida, especialmente de pessoas com distúrbios neurodegenerativos, como é o caso dos vários tipos de demência.

Nessa realidade, pesquisadores das áreas de Fisioterapia, Gerontologia e Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram projeto de pesquisa que testa um programa de telerreabilitação - ou seja, utilizando recursos tecnológicos de informação e comunicação para viabilizar intervenções a distância - para idosos com demência e seus cuidadores.

A iniciativa, realizada pelo Laboratório de Pesquisa em Saúde do Idoso (LaPeSI) da UFSCar e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), objetiva analisar os efeitos desse programa em relação a três aspectos no cotidiano dessa população: saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional (que se refere à habilidade de realizar atividades físicas e mentais do cotidiano, garantindo a autonomia da pessoa).

Larissa Pires de Andrade, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) e coordenadora do projeto, conta que apesar de os principais sinais clínicos da demência envolverem comprometimentos cognitivos, como prejuízos à memória e à atenção, estudos mostram que ela também traz, com frequência e em seus estágios iniciais, prejuízos motores e funcionais, que exigem intervenções fisioterapêuticas precoces para prevenir agravamentos na parte física.

Em estudos anteriores, Andrade, juntamente com orientandos, desenvolveu um protocolo de intervenção para ser aplicado em ambiente domiciliar. Um grande desafio diz respeito às funções cognitivas da população atendida. "Durante a avaliação física, o paciente comumente demonstra dificuldades em relação às intervenções fisioterapêuticas propostas, mas não pela habilidade física em si, e sim por um não entendimento do exercício. Outras vezes, ele possui distúrbio de comportamento, como irritabilidade, agressividade, e não quer fazer o exercício. Por isso a importância de um acompanhamento próximo tanto ao idoso como ao cuidador, mostrando caminhos para superarmos essas barreiras", situa a pesquisadora.

Antes da pandemia, os pesquisadores iam até a casa do paciente para testar o protocolo, orientando o cuidador pessoalmente. Nesse estudo inicial, os resultados mostraram alta adesão às sessões (93,75%), e o protocolo se mostrou eficaz considerando a mobilidade dos idosos, pois aumentou significativamente a força muscular e a capacidade funcional, além de diminuir o risco de quedas.

Com a pandemia e consequente distanciamento social, o protocolo aderiu à telessaúde, migrando acompanhamento e orientações para o formato online. A ferramenta é multicomponente. Para a percepção da saúde mental e da qualidade de vida, que se tornaram aspectos ainda mais importantes nesse período, há a aplicação de questionários, aos quais tanto o idoso como o cuidador respondem, para avaliação de similaridades e discrepâncias nas respostas. Um outro questionário avalia a saúde mental específica do cuidador, para, se necessário, dar suporte emocional a ele também.

"O cuidador comumente apresenta sobrecargas física e emocional, já que tem a sua rede de apoio diminuída e a necessidade de ficar dentro de casa, todo o tempo, com os idosos. Nosso protocolo prevê o cuidado também com ele, por meio de uma orientação profissional e apoio, demonstrando que ele não está sozinho", enfatiza Andrade.

Já a capacidade funcional envolve, além de questionários relacionados a memória, atenção e linguagem, exercícios físicos multimodais que compreendem trabalho de força, equilíbrio, sensibilidade e capacidade aeróbia.

Avaliação

Atualmente, o projeto busca pessoas com mais de 60 anos, que tenham diagnóstico de demência leve ou moderada e não tenham restrição de atividade física, para participar voluntariamente do estudo e testar o protocolo que envolve especificamente a telerreabilitação.

A ferramenta deve ser acessada pelos voluntários por meio de uma plataforma online e os pesquisadores realizam uma capacitação prévia com o cuidador. Em seguida, aplicam os questionários e acompanham as intervenções com os idosos, que correspondem à realização de exercícios físicos três vezes por semana.

Durante as duas primeiras semanas, o acompanhamento é integral, online. A partir da terceira semana, o cuidador deve fazer os exercícios com o idoso sem acompanhamento, conforme explica Carolina Tsen, estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar e integrante do estudo.

"Os exercícios são adaptados para serem feitos em casa e auxiliam na cognição, no equilíbrio e na força. Ao longo de todo o período, nossa equipe realiza adaptações, se necessário. Em seguida, espaçamos os acompanhamentos, realizando-os a cada duas semanas, e depois uma vez ao mês. Conforme o tempo passa, evoluímos e colocamos cargas nos exercícios. Após 12 semanas, fazemos uma reavaliação online, repetindo testes físicos e aplicação dos questionários para, assim, analisar os dados, avaliar a adesão e possíveis evoluções ou lacunas", detalha Tsen.

Pessoas interessadas em participar do projeto - aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE nº 34696620.0.0000.5504) - podem entrar em contato pelo telefone (45) 99960-4522 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Desafios e perspectivas

Para Andrade, os principais desafios do projeto envolvem chegar até a população almejada e a aderência à telerreabilitação. Embora no Brasil ainda existam poucos estudos na área, pesquisas em outros países apontam a eficácia da modalidade. "Nosso intuito é disseminar esse protocolo para todo o País, já que não há limites geográficos para implementá-lo", relata.

Porém, a própria telessaúde, pelo fato de ser totalmente online, já apresenta desafios. "No Brasil, há dificuldade de acesso à tecnologia e à Internet, o que limita parte do público em receber a intervenção. Além disso, nós, da área da Saúde, estamos acostumados ao contato físico, a colocar a mão no paciente. Outro desafio é, também, conseguir que o idoso faça os exercícios a distância, sem a presença física do profissional", elenca a pesquisadora.

Apesar das dificuldades, Andrade tem boas expectativas em relação à testagem do protocolo. "Assim como os resultamos preliminares que mostraram boa aderência ao protocolo domiciliar convencional, esperamos alta aderência também ao programa na modalidade de telerreabilitação, melhorando capacidade funcional, saúde mental e qualidade de vida de idosos e seus cuidadores", sintetiza a pesquisadora.

Além disso, caso os resultados do protocolo de intervenção comprovem seus benefícios, a perspectiva futura é disponibilizá-lo aos profissionais de Saúde pelo Brasil, para que também possam utilizar a ferramenta online e, assim, auxiliar idosos com demência e seus cuidadores.

Mais informações sobre o projeto podem ser acompanhadas em seu perfil no Instagram (https://www.instagram.com/projetotelessaude.ufscar).

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