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Estudo é feito no Brasil e em outros países, com coordenação de universidade canadense

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo coordenado pela McMaster University, do Canadá, está sendo realizado em vários países para construir um panorama de como tem sido ofertado apoio às pessoas com deficiências durante a pandemia de Covid-19. No Brasil, a pesquisa é desenvolvida por Beatriz Helena Brugnaro, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Instituição. O projeto busca voluntários para responderem a um questionário online sobre o tema.

O objetivo do estudo, que tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é verificar qual o apoio que a comunidade brasileira está oferecendo a pessoas com deficiência durante a pandemia de Covid-19 e quais os principais desafios que essa população está enfrentando nesse contexto. "A partir da detecção dos apoios que existem, ou que são ausentes, é possível que sejam fomentadas políticas públicas, além de ações terapêuticas e sociais direcionadas às principais necessidades identificadas", afirma Brugnaro. 

A pesquisa, que é global, com coordenação do professor Olaf Kraus de Camargo, da McMaster University, também está sendo conduzida em outros países como Alemanha, Estados Unidos, Chile, dentre outros. De acordo com Brugnaro, os resultados serão fundamentais para que se construa uma visão global e comparativa entre diversos países. "É importante ao Brasil ter um panorama comparativo com outros países, pois isso poderá auxiliar os gestores e profissionais da Saúde a alinharem ações visando à melhoria da assistência a essa população, especialmente durante a pandemia, mas também de maneira geral e permanente no País", destaca a doutoranda que, junto à sua orientadora, já realizou outras parcerias com Olaf de Camargo.

Para desenvolver o estudo, estão sendo convidados voluntários que responderão a um questionário online (https://bit.ly/3gGEnjr), com tempo de resposta entre 5 e 10 minutos. Os participantes devem ter idade acima de 18 anos, ter deficiência ou alguma relação com pessoas com deficiência, como familiares, amigos, terapeutas, professores ou pesquisadores. As questões abordam o atendimento das pessoas com deficiências durante a pandemia, instalações acessíveis para tratamento, informações sobre a Covid-19 em linguagem acessível, possibilidades de realização de terapias durante a pandemia, entre outros assuntos. As perguntas são as mesmas utilizadas nos outros países, mantendo o padrão coordenado pelo Canadá.  

A participação é anônima. Ao final das perguntas, a pessoa decidirá se deseja, ou não, participar de uma segunda etapa, em ligação de vídeo ou voz com as pesquisadoras, para conversar mais sobre o tema. Os interessados podem responder ao questionário (https://bit.ly/3gGEnjr) até o dia 26 de setembro. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (19) 99758-1342. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 34904720.3.0000.5504).

Pint of Science acontece de 8 a 10 de setembro, com o tema Mulheres na Ciência

 

ARARAS/SP - De 8 a 10 de setembro, acontece o Pint of Science, evento internacional de divulgação científica que, em 2020, será realizado totalmente online e tem o objetivo de compartilhar e debater o conhecimento científico de forma descontraída. Em Araras, a iniciativa tem organização do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com coordenação da professora Tathiane Milaré, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar).
Com o tema "Mulheres na Ciência", o evento este ano contará com a participação de pesquisadoras de diversas áreas e instituições, compartilhando estudos, conquistas e desafios. No dia 8, das 16 às 17 horas, a programação começa com o Pint of Milk, voltado para as crianças que poderão enviar perguntas sobre Ciências. Para participar, os pais ou responsáveis devem publicar em suas redes sociais as dúvidas das crianças com a hashtag #pintmilkararas.
Já no dia 9 de setembro, das 14 às 18 horas os encontros virtuais debatem os temas "Conservação de solo, gestão de recursos hídricos e análise de paisagem: o que têm em comum?"; "O pequeno mundo dos coloides - o excesso de energia que move a vida!"; "Um Pint de Água Cristalina"; "100 anos de polímeros"; e "Mulheres na Ciência".
Pint of Science Araras termina no dia 10 de setembro, com atividades a partir das 12h30, e as seguintes temáticas: "O potencial biotecnológico de fungos que habitam os oceanos e os ambientes Antárticos"; "Cristais que vibram e dão choque têm nome: piezoelétricos"; "Minha trajetória: da agricultura orgânica à agroecologia"; "Tamanho não é documento, mas... e na floresta?"; e "Planta também fica doente! Como e para quê estudar fitopatógenos". A última atividade será uma live, às 18h30, com pesquisadoras que falarão sobre os desafios e as conquistas das mulheres na Ciência nas eras pré e pós-Covid-19.
Todas as palestras do Pint of Science Araras são gratuitas e abertas às pessoas interessadas, com transmissão via canal no YouTube (https://bit.ly/34S78aH) do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados (LSNano) do Campus Araras da UFSCar, apoiador da iniciativa, juntamente com a Fundação Hermínio Ometto (FHO). Mais informações sobre os palestrantes, temáticas e horários estão em https://pintofscience.com.br/events/araras.

Sobre o Pint of Science
Pint of Science nasceu em 2012, na Inglaterra, a partir da experiência de dois pesquisadores do Imperial College London que levavam o público leigo ao laboratório para apresentação das pesquisas em andamento. Com o sucesso da atividade, eles se perguntaram se, de maneira semelhante, cientistas também não poderiam sair de seus laboratórios para conversar com as pessoas, e assim nasceu o evento. 
Em 2015, o festival foi realizado pela primeira vez no Brasil pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Este ano, devido à pandemia do novo Coronavírus, o evento será realizado online em 73 cidades do País. Saiba mais em pintofscience.com.br.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou na sessão desta terça-feira (1º) uma Moção de Congratulação à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) proposta pelo vereador Roselei Françoso (MDB). Parlamentares de vários partidos assinaram o texto. Nenhum se posicionou contrário durante a votação no plenário.

O texto ressalta a condução democrática e transparente do processo eleitoral que escolheu a nova equipe de gestão para o período 2020-2024, cumprimenta a atual reitora, Wanda Hoffmann, e o candidato Fernando Moreira pela disposição em participarem do processo eleitoral.

Roselei também parabeniza o professor Adilson de Oliveira pela vitória, com 66% dos votos, junto à comunidade acadêmica e com 80% dos votos no Colégio Eleitoral, cuja votação ocorreu no dia 28 de agosto encerrando o processo interno de escolha da nova equipe de gestão.

A lista tríplice de reitor e a de vice-reitor, com os nomes dos integrantes da chapa vencedora, regra vigente na UFSCar desde 1988, será submetida ao presidente da República para o ato de nomeação.

“Para o fortalecimento da democracia nós esperamos que o governo federal respeite a autonomia universitária”, frisou Roselei. “E acredito que respeitará, até porque ele ocupa o cargo com base em regras democráticas previamente estabelecidas”, observou.

Roselei Françoso, que tem um mandato voltado à Educação Pública, principalmente quanto ao funcionamento da Rede Municipal, destaca a importância da UFSCar para São Carlos e região e para os outros três municípios que abrigam os outros três campi. “O conhecimento gerado pela UFSCar é um orgulho para os são-carlenses”, destacou. “Sem contar a importância econômica para o município”, finalizou.

Desenvolvido pela SGAS, ação quer conscientizar a comunidade para o consumo consciente e a geração de menos resíduos.

 


SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), lançou nesta segunda-feira (31), o projeto de extensão "Compartilhando Menos Lixo!" (ProEx 23112.013065/2020-13), com a apresentação do site https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo.  O objetivo do projeto é ampliar as ações de consumo consciente para além da Universidade. 

"O foco das ações será a conscientização sobre a importância da redução de materiais de uso único na comunidade de São Carlos. Queremos estimular mudança de hábitos e adaptação das práticas de consumo", contou Raquel Boschi, Engenheira Agrônoma, da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) da UFSCar.

Um desses materiais de uso único é o plástico descartável. Segundo o Greenpeace, todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de lixo vão parar nas águas do planeta, e entre 60% a 90% dos resíduos são diferentes tipos de plástico. Ainda segundo a ONG, estudos indicam que, se o ritmo de consumo não diminuir e o descarte dos resíduos não for feito de forma adequada, em 30 anos teremos mais plástico do que peixes nos oceanos.

A proposta do "Compartilhando Menos Lixo!" é atingir consumidores e comerciantes, apresentando e discutindo possíveis alternativas para a geração de menos resíduos. O projeto também quer sensibilizar o poder público local para a criação de propostas e de novas regulamentações para tratar de questões da poluição e impactos ambientais, decorrentes da geração de resíduos sólidos.

Na Universidade, a Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) realiza diferentes iniciativas para a redução de materiais de uso único, como os descartáveis. Há 16 anos, o projeto CANECAS estimula a adoção de canecas reutilizáveis para reduzir o uso de copos descartáveis nos Campi. 

Em 2019, no campus de São Carlos, a SGAS desenvolveu o projeto "Desplastifica UFSCar" para motivar a comunidade universitária a redução do consumo de plástico. Em 1 semana de ação, foram coletados 1.143 itens, 581 só de copos descartáveis. Depois de identificar os locais com maior uso de copos descartáveis, a Secretaria entregou canecas reutilizáveis para os servidores. A segunda etapa do projeto, com a ampliação da distribuição de canecas, aconteceria no primeiro semestre de 2020, mas não foi possível devido a suspensão das atividades presenciais na Universidade. 

Devido a pandemia da COVID-19, nesse momento, o desenvolvimento do projeto será feito de forma remota, com o uso das redes sociais da SGAS (Instagram, Facebook e Youtube) para criação e divulgação de materiais didáticos, ações da comunidade e cursos. 

Como participar - Na primeira fase do "Compartilhando Menos Lixo!", a comunidade deve acessar o site do projeto (https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo) e contar sua experiência com resíduos de uso único, participar das discussões sobre formas alternativas de embalagens, ser um agente disseminador de conhecimento, propor alternativas para a redução de resíduos, aplicar as alternativas na sua própria rotina e/ou apresentar as dificuldades de mudanças de hábitos. 

A partir da participação da comunidade, a SGAS vai produzir e divulgar materiais educativos sobre consumo consciente e diminuição da geração de resíduos. Ao longo do segundo semestre serão realizados encontros virtuais e cursos relacionados ao tema. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., telefone (16) 3351-8278 e redes sociais da SGAS.

Diferença de temperatura está entre fatores apontados pelo estudo que facilitariam a incubação

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) identificou uma vantagem do sabiá-barranco (Turdus leucomelas) em fazer ninho em prédios, mesmo em ambiente com muitas árvores ao redor. Segundo o estudo, desenvolvido na área do campus sede da Universidade, os ninhos em prédios são, em média, 6°C mais quentes que os de árvores o que permite que as fêmeas passem menos tempo por dia incubando os ovos, reduzindo os esforços na incubação.
A tese foi elaborada pelo biólogo Augusto Florisvaldo Batisteli, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da UFSCar, com orientação de Hugo Miguel Preto de Morais Sarmento, professor do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da Universidade.
"De modo geral, o objetivo da tese foi avaliar o papel do uso dos prédios como local de construção do ninho no processo de adaptação do sabiá-barranco ao ambiente urbano. Para isso, foi necessário testar se esses ninhos em prédios seriam vantajosos, desvantajosos ou neutros em relação a aqueles construídos em árvores, considerando aspectos como a sobrevivência da ninhada e a dedicação da fêmea ao ninho. No caso do estudo publicado [que derivou da tese], o objetivo foi testar se o comportamento de incubação das fêmeas diferia entre ninhos em árvores e em prédios", descreve Batisteli.
Entre os principais resultados, a pesquisa indica que as fêmeas dos ninhos em construções humanas passam um tempo 7% menor no ninho durante a incubação do que as fêmeas dos ninhos em árvores. Os ninhos em prédios também são em média 6 ºC mais quentes em seu interior do que aqueles em árvores. "Além disso, outros resultados ainda não publicados apontam vantagens adicionais dos ninhos em prédios, como maior chance de sobrevivência da ninhada. Então, concluímos que o hábito de construir ninhos em prédios pode trazer certos benefícios para as espécies, embora também possam existir fatores prejudiciais que não foram investigados", destaca o biólogo.
Segundo ele, o interesse em pesquisar o tema surgiu da observação: "Na área urbana da UFSCar, desde a graduação, percebia que os ninhos de sabiá eram frequentemente construídos em edifícios, apesar da grande quantidade de vegetação na área urbana do Campus São Carlos. Com tantas árvores ao redor, era muito curioso que as fêmeas construíssem seus ninhos nas mais variadas estruturas pertencentes aos prédios, bem próximo da circulação de pessoas". 
Para o trabalho de campo, foram realizadas três etapas. "A primeira foi a captura dos adultos, que receberam combinações de anéis coloridos para que fosse possível identificar cada indivíduo e também distinguir machos e fêmeas. Depois, um extenso esforço de procura dos ninhos em toda a área urbana da UFSCar [campus sede], os quais foram revisitados dia sim, dia não, para acompanhar se as ninhadas vingariam. Por último, foram mais de 300 horas de observação do comportamento reprodutivo dos sabiás", detalha Batisteli.
A pesquisa, intitulada "Conquistando o ambiente urbano: valor adaptativo e comportamento parental nos ninhos de Turdus leucomelas (Aves, Turdidae) em edifícios", foi realizada entre 2016 e 2020, mas "novos estudos sobre o tema ainda estão em curso", afirma o pesquisador.
O artigo que aborda especificamente as diferenças na temperatura do ninho e no comportamento de incubação dos ovos pelas fêmeas - que constitui um dos capítulos da tese - foi publicado na revista britânica International Journal of Avian Science (IBIS), uma das mais tradicionais na área de Ornitologia, e está disponível no link https://bit.ly/2YHQhnn. O estudo teve apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mais informações e a íntegra do trabalho podem ser solicitadas ao pesquisador, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Ao todo serão 21 editoras participantes, com descontos a partir de 20%. Nas compras acima de R$ 50, o frete é grátis

 

SÃO CARLOS/SP - Neste cenário de pandemia, a Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) está inovando e realiza entre os dias 7 e 13 de setembro a sua 1ª Feira Virtual de Livros. 

Ao todo, serão 21 editoras participantes: a própria EdUFSCar, Vozes, Unesp, Blucher, Companhia das Letras, Zahar, L&PM, Martin Claret, Paco Editorial, Girassol, Ciranda Cultural, Aletria, Cortez, Editora 34, Expressão Popular, Summus, Record, Rocco, Universo dos Livros, Boitempo e Senac.

A Feira estará disponível no site da EdUFSCar (www.edufscar.com.br). As pessoas interessadas deverão clicar no banner da Feira e, em seguida, visitar as editoras participantes. Os títulos estarão com descontos a partir de 20%. Outra vantagem é que nas compras acima de R$ 50 o frete será gratuito.

Mais informações podem ser obtidas no site www.edufscar.com.br.

Tutoriais deverão estar disponíveis para consulta no final de setembro

 

SÃO CARLOS/SP - Relatos de educadores e pesquisas científicas apontam que a realidade de muitos professores da Educação Básica tem sido frustrante quando precisam lidar com crianças com autismo e que mesmo os profissionais formados em Educação Especial encontram dificuldades na hora de trabalhar com elas.
Pensando nisso, a professora da rede municipal de São Carlos, Viviane Macedo, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), produziu três vídeos que ensinam algumas técnicas baseadas na Análise do Comportamento Aplicada para quem ainda não conhece a maneira correta de ensinar pessoas com autismo.

Com o material, os professores poderão aprender a aplicar uma das várias avaliações de preferência de escolha que existem na literatura científica. A educadora, que também se especializou no Instituto LAHMIEI Autismo da UFSCar, explica que identificar os itens reforçadores de uma criança é uma das ferramentas fundamentais para instalar e fortalecer novos comportamentos.

Nos vídeos, são ensinados desde como organizar o ambiente, até o registro de informações da maneira correta e a aplicação de procedimentos. A pesquisadora espera que os educadores possam entender como analisar o comportamento das crianças com autismo, para que seja mais fácil saber quais tarefas ensinar e como ensinar. A dissertação de mestrado de Macedo, que deu origem aos vídeos, tem a orientação de Celso Goyos, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, e será defendida no fim de setembro. Os tutoriais serão divulgados após a defesa.

Desde o início da pandemia, Hospital reorganizou sua estrutura, contratou pessoal, capacitou equipes, ampliou leitos, abriu novos serviços e investiu em tecnologia

 

SÃO CARLOS/SP - Esta quarta-feira, dia 26 de agosto, marca seis meses do primeiro caso do novo Coronavírus registrado no Brasil. De lá pra cá, o sistema de saúde brasileiro tem enfrentado desafios diários para atender a população com sintomas da Covid-19. Diante desse cenário e para garantir o atendimento aos casos da doença e de pacientes que demandam outros cuidados em saúde, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) tem empenhado esforços, desde a reestruturação física, passando pela capacitação da equipe, até investimento em novas tecnologias. 
Como medidas de prevenção e controle hospitalar, o HU elaborou protocolos internos e reorganizou o fluxo de atendimento das pessoas com suspeita de Covid-19, que passou a ser realizado em local específico, evitando a exposição ao vírus dos demais pacientes encaminhados pela rede de saúde municipal. Após avaliação médica, é sempre indicado o isolamento social e cuidados em casa ou a internação. 
Além dessa readequação dos fluxos, os leitos foram reestruturados para garantir espaço suficiente aos casos do novo Coronavírus. O Hospital disponibilizou 44 leitos de enfermaria e inaugurou 10 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento exclusivo aos pacientes de Covid-19. A equipe de profissionais também foi ampliada, por meio de processo seletivo emergencial realizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ao todo, foram contratados 89 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, técnicos em análises clínicas e biomédicos, para atuar na assistência a pacientes suspeitos ou confirmados para Covid-19 que precisam de cuidados em regime de internação, tanto em leitos clínicos como na UTI. 
Com a elaboração de novos fluxos e procedimentos, além da chegada de novos profissionais, foram necessárias capacitações teórico-práticas dos funcionários para a padronização das condutas básicas no manejo clínico dos pacientes e para o alcance da cura dos casos positivos da doença. Foram realizadas 13 capacitações, com 460 participações. Em relação à segurança dos profissionais que atuam na linha de frente, a gestão do Hospital se empenhou em garantir a disponibilização adequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a capacitação para a sua correta utilização. Todo esse empenho se reflete no baixo nível de contaminação e absenteísmo dos colaboradores. 
A inovação no HU também passou pela disponibilização de novos formatos de atendimento diante da necessidade do distanciamento social imposto pela pandemia. Para garantir acompanhamento aos pacientes que já estavam em tratamento no Ambulatório de Especialidades, o Hospital instaurou a prática da telemedicina, por meio de teleconsultas e teleassistência, nas especialidades de Cardiologia, Neurologia, Imunopediatria, Infectologia, Nefrologia, Hematologia, Psiquiatria, Endocrinologia, Pneumologia e Cirurgia Vascular. Desde o início da pandemia, foram realizados 891 atendimentos nessas modalidades. Além disso, o HU também disponibilizou canal de comunicação específico - o Alô HU -, que é aberto à população e recebe chamadas e mensagens com dúvidas em relação à Covid-19. Desde março, o serviço recebeu 1.821 ligações e 446 mensagens.  

Total de atendimentos
O primeiro caso suspeito de Covid-19 foi atendido no HU no dia 16 de março e o primeiro caso confirmado foi no dia 20 de março. Desde o início da pandemia, foram atendidos no Hospital 2.563 casos de síndrome gripal, desses 407 precisaram de internação e 249 foram testados positivo para a doença. Nesta quarta, dia 26/8, o HU tem 23 pacientes internados no espaço Covid, 16 em internação clínica e sete na terapia intensiva.
Para Ângela Leal, Superintendente do HU, essa pandemia está sendo um grande teste para a saúde brasileira. "Em relação ao nosso HU, está sendo extremamente desafiante, mas nossa equipe tem demostrado estar preparada para enfrentar crises. Neste tempo que passou, desde o primeiro caso no País, pudemos aprender muito e colocar em prática os novos conhecimentos adquiridos.  Daquilo que já fizemos, temos o grato sentimento de dever cumprido", afirma Leal.

Estudo também indica que diabéticos não diagnosticados precisam de atenção precoce para evitar o problema

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) comprovou que há relação entre o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e o aumento da chance de declínio cognitivo nos portadores da doença. Já havia evidências científicas sobre essa associação, mas o estudo desenvolvido na Universidade indicou que é preciso identificar e agrupar corretamente os indivíduos diabéticos, não diabéticos e diabéticos não diagnosticados. De acordo com o trabalho, se essa classificação não for feita adequadamente, os resultados da associação entre diabetes e declínio cognitivo podem ser prejudicados.
O estudo é fruto de projeto de iniciação científica da gerontóloga Natália Cochar Soares, que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) - Processos 2020/02040-3 e 2018/13917-3 -, sob orientação de Tiago da Silva Alexandre, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar e coordenador do International Collaboration of Longitudinal Studies of Aging (InterCoLAging), consórcio de estudos longitudinais que, além do Elsi (Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros), envolve o Elsa Study (English Longitudinal Study of Ageing), da Inglaterra, e o MHAS Study (Mexican Health and Aging Study). O trabalho teve a participação de pesquisadores do DGero e do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (PPGGero) da UFSCar, e foi publicado recentemente no Journal of Diabetes (https://bit.ly/2FECjvC). "O estudo analisou se o DM2 aumenta a chance de prejuízo da memória, da linguagem e da função executiva, além de ter verificado se classificar indivíduos com diabetes não diagnosticado como não diabéticos ou como diabéticos modificaria tais associações", explica Alexandre.
Segundo o docente, normalmente, as pesquisas desenvolvidas sobre a temática utilizam o autorrelato para identificar o diabetes e classificam indivíduos com diabetes não diagnosticado como não diabéticos, o que pode prejudicar os resultados encontrados. O estudo feito na UFSCar utilizou amostra de 1.944 participantes, com idade igual ou superior a 50 anos, da base de dados do Elsi-Brasil, coordenado pela professora Maria Fernanda Furtado Lima-Costa, do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz, de Minas Gerais. Foi realizada coleta de dados sociodemográficos, condições pregressas de saúde, avaliações do estado cognitivo, a partir de visitas em domicílio dos participantes do Elsi-Brasil, assim como medidas antropométricas, por meio de testes físicos administrados em visita aos entrevistados. Para obtenção de parâmetros bioquímicos, um técnico de laboratório treinado obteve amostras de sangue venoso durante a visita, para exames como hemoglobina glicada (HbA1c), colesterol, dentre outros.

Classificação dos participantes
Como trata-se de um estudo de cunho epidemiológico, o diabetes foi verificado de duas maneiras: pelo autorrelato dos participantes sobre o diagnóstico médico e pelos níveis de HbA1c. Foram considerados diabéticos os participantes que relataram diagnóstico médico de diabetes independente dos valores da HbA1c. Foram considerados diabéticos não diagnosticados aqueles que não relataram diagnóstico médico de diabetes, mas tinham HbA1c alterada, ou seja, ≥6,5%, e foram considerados não diabéticos aqueles que não relataram diagnóstico médico de diabetes e apresentaram HbA1c em normalidade, ou seja, <6,5%.
O objetivo foi verificar, justamente, como fica a associação da memória, função executiva e linguagem com o diabetes quando esse o grupo de diabéticos não diagnosticados é separado ou incluído no grupo de não diabéticos ou de diabéticos. Para isso, foram feitas três formas de agrupamento. O modelo 1 incluiu as três categorias de diabetes separadamente: não diabéticos, diabéticos não diagnosticados e diabéticos. O modelo 2 uniu diabéticos não diagnosticados e não diabéticos em um mesmo grupo. E o modelo 3 uniu os diabéticos não diagnosticados e os diabéticos.

Resultados
De acordo com o orientador, os diferentes tipos de agrupamento foram importantes para levantar um dos resultados do estudo. "Isso permitiu identificar que a associação entre diabetes e declínio da memória é atenuada quando o grupo de diabéticos não diagnosticados é incluído no mesmo grupo dos não diabéticos ou dos diabéticos. Portanto, a melhor maneira de classificar o diabetes para avaliar tal associação é separando o grupo de diabéticos não diagnosticados como feito no modelo 1", detalha Alexandre, destacando que o impacto do diabetes não diagnosticado nessa associação era desconhecido antes da pesquisa.
O trabalho comprovou que, realmente, os diabéticos são mais propensos a apresentar comprometimento da memória. "O mecanismo que relaciona a DM2 à maior chance de prejuízo da memória pode ser explicado pela hiperglicemia crônica que acarreta a perda de neurônios corticais e diminuição da transmissão colinérgica, além de danos e redução do volume do hipocampo, estrutura fundamental do cérebro para o bom funcionamento da memória", explica o docente. Durante a pesquisa, não foi encontrada associação entre diabetes e habilidades de fluência verbal prejudicadas, "fato que pode ser explicado pela possibilidade de a deterioração da memória ocorrer antes de alterações na linguagem e na função executiva", completa ele.
Além disso, o estudo também permitiu perceber que diabéticos não diagnosticados se diferem clinicamente dos diabéticos já diagnosticados e dos indivíduos sem diabetes, o que é essencial para o planejamento de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. "Ademais, a associação entre diabetes e o comprometimento da memória é clinicamente relevante, pois como a memória é um indicador precoce de comprometimento cognitivo, faz-se necessário que os clínicos diagnostiquem o diabetes e reconheçam seu impacto negativo na função cognitiva o mais cedo possível", afirma Alexandre. Dessa forma, o docente destaca a necessidade de atenção precoce aos casos de diabetes não diagnosticados. "Em um estágio inicial, o diagnóstico precoce permite um tratamento mais eficaz na prevenção das complicações da doença, bem como do prejuízo da memória", conclui.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Processo: 886.754), e o Estudo Elsi-Brasil cumpre as resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Podem participar do estudo familiares que tenham crianças matriculadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental

 

SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) convida pessoas voluntárias para participar de pesquisa que analisa as percepções de familiares de crianças diagnosticadas com síndrome de Down ou autismo, matriculadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, em relação ao processo de escolarização no contexto da pandemia de Covid-19. O trabalho é produzido por Thereza Makibara Ribeiro, pedagoga, mestre em Educação Especial e aluna de doutorado do PPGEEs, sob orientação de Márcia Duarte Galvani, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) da Instituição.
A pesquisa buscará descrever a opinião das famílias sobre os serviços oferecidos pelas escolas para as crianças no contexto da pandemia, bem como identificar as necessidades de apoio dessas famílias para exercer o seu papel na escolarização. Também visa analisar a opinião das famílias sobre a forma do ensino disponibilizado neste contexto e se as expectativas dos familiares em relação ao retorno das atividades no contexto pós-pandemia foram ou não atendidas. De acordo com Ribeiro, o trabalho poderá contribuir para a ampliação de estudos direcionados à relação entre a família e o processo de escolarização do público-alvo da Educação Especial (alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, superdotação e altas habilidades).
Para a realização do projeto, estão sendo convidados pais ou responsáveis de crianças entre 6 e 10 anos, com síndrome de Down ou autismo, matriculadas nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano), para responderem a este questionário online (https://bit.ly/34x3Uth), que inclui perguntas relacionadas à caracterização do participante e da criança, processo de escolarização a distância e expectativas para o retorno das aulas presenciais no contexto pós-pandemia. O questionário é composto por cerca de 40 questões e o tempo estimado de preenchimento é de 10 minutos. O sigilo é assegurado.
Mais informações sobre a pesquisa constam no questionário (https://bit.ly/34x3Uth) e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAEE: 34904620.4.0000.5504).

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