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SÃO CARLOS/SP - No último dia 16 de setembro foi realizada uma ação de limpeza no fragmento do Cerrado, nos arredores do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em São Carlos. O mutirão foi uma iniciativa do Departamento de Apoio à Educação Ambiental (DeAEA) da Secretaria Geral de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) da UFSCar, em conjunto com o IFSP e a Empresa Júnior do Curso de Gestão e Análise Ambiental (GAAm Jr.) da Universidade.

A atividade integrou o Dia Mundial da Limpeza (DML), instituído pela ONU em 20 de setembro, desde 2024. O programa anual de ação social global visa combater a crise de resíduos mal geridos em todo o planeta. O Campus São Carlos da UFSCar participa das ações desde 2022, através do Programa de Coleta Seletiva Solidária, e desde 2023 atua junto ao Coletivo Limpa Sanca.

A ação da UFSCar e parceiros deste ano envolveu cerca de 40 participantes, incluindo estudantes do terceiro ano do Ensino Médio e professores do IFSP, assim como estudantes de graduação e servidores da UFSCar. 

Desenvolvimento e resultados da atividade
A bióloga Liane Biehl Printes, Chefe do DeAEA/UFSCar, conta como foi o mutirão: "Primeiramente, houve uma introdução sobre a importância da realização dessa ação coordenada. Em seguida as pessoas participantes foram organizadas em equipes e realizado o mutirão de limpeza. A atividade foi encerrada com uma miniauditoria dos materiais coletados e uma roda de conversa sobre o tipo de material coletado, responsabilidades quanto à geração e ao descarte e os impactos decorrentes do descarte inapropriado".

Ao todo, em torno de 30 minutos, foram coletados 14 sacos de 60 litros. "Os tipos de resíduos mais frequentes foram sacos e sacolas plásticas, marmitas de isopor, garrafas PET e de vidro, carteiras de cigarros e resíduos de construção. Entre os resíduos de grande porte, estavam tijolos, placas de compensado, arames, conduíte e uma lona plástica. Os materiais em condições de serem reciclados - um total de quatro sacos de 60 litros - foram encaminhados para a Coopervida [Cooperativa de Catadores de São Carlos]", detalhou a bióloga.

Para ela, ações como esta, além do efeito local e momentâneo da limpeza da área, contribuem para a formação ambiental das pessoas envolvidas, "uma vez que promovem um olhar crítico e uma reflexão sobre a nossa relação com consumo e descarte de materiais".  

Dia Mundial da Limpeza em São Carlos
O DML une 191 países, com milhões de voluntários, governos e organizações. É coordenado pela ONG "Let's Do It World", com sede em Tallinn, Estônia. As ações ocorrem desde 2008 e o movimento tem crescido a cada ano. Saiba mais em https://www.worldcleanupday.org

No município de São Carlos, foram realizados este ano cerca de sete mutirões em diferentes locais da cidade dentro da ação coordenada do Dia Mundial da Limpeza de 2025. "Para o próximo ano, esperamos poder envolver todos os campi UFSCar. De forma geral, espera-se que esse movimento se fortaleça cada vez mais e possa contribuir para a construção de uma gestão efetiva da produção e descarte de resíduos em nível global". 

Se você quer saber mais e também fazer parte de ações voltadas ao meio ambiente, acesse o Instagram @coleta_seletiva_ufscar e também entre em contato com o DeAEA pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SÃO CARLOS/SP - A Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar lançou três editais para apoiar a realização de atividades de extensão, cultura e arte ao longo de 2026. Os projetos preveem bolsas de extensão para estudantes de graduação regularmente matriculados na Universidade e vinculados às equipes de trabalho, bem como recursos de custeio, a depender da iniciativa.

Edital ProEx de Atividades de Extensão é voltado para a realização de atividades de extensão em geral, incluindo projetos que envolvem eventos acadêmicos.

Já o Edital ProEx de Atividades Culturais envolve atividades de extensão no campo da arte e da cultura que incluam as mais diversas manifestações, expressões e linguagens, realizadas pela comunidade universitária multicampi, em diálogo com a comunidade interna e externa.

Por fim, o Edital ProEx de Aciepe tem como foco a realização de Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepes), com vigência planejada para o primeiro e segundo semestre acadêmico de 2026, independentemente da necessidade de apoio ou recursos financeiros para a sua execução. 

As propostas para os três editais devem ser submetidas pelo sistema ProExWeb até o dia 5 de novembro.

Mais informações e a íntegra dos editais estão disponíveis na seção "Editais Abertos", no site da ProEx.

Bruno Campos Janegitz, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação do Campus Araras, teve contemplado projeto sobre eletrodos em impressão 3D para sensores eletroquímicos

 

SÃO CARLOS/SP - O professor Bruno Campos Janegitz, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar) do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está entre os 10 pesquisadores contemplados pelo Prêmio Jacob Palis ABC-Fulbright 2025, anunciado no último dia 19 de setembro, no Rio de Janeiro. A conquista coloca a UFSCar entre as instituições de destaque na premiação, promovida pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Comissão Fulbright.

O prêmio seleciona projetos de membros afiliados da ABC em parceria com jovens cientistas de universidades dos Estados Unidos. Cada iniciativa receberá até US$ 70 mil, distribuídos ao longo de dois anos, para apoiar pesquisas conjuntas e o fortalecimento de redes internacionais de colaboração.

O projeto contemplado na UFSCar é coordenado por Janegitz e por Rodrigo Abarza Muñoz, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em colaboração com Glen O’Neil, da Montclair State University (EUA). Intitulado "Microscopic and electrochemical characterization of additively manufactured electrodes towards the development of electrochemical sensors", o estudo busca investigar eletrodos produzidos por manufatura aditiva, ou seja, impressão 3D.

"Nossa pesquisa tem como foco caracterizar detalhadamente esses eletrodos tanto em nível microscópico quanto em seu desempenho eletroquímico. Com isso, buscamos entender como a estrutura e a composição obtidas pela impressão 3D influenciam a performance dos sensores. Esse conhecimento é essencial para desenvolver sensores eletroquímicos mais acessíveis, reprodutíveis e de alta performance, com potencial de aplicação em diferentes áreas, desde saúde até monitoramento ambiental", explica Janegitz.

Ao comentar sobre o anúncio da premiação, o docente destacou o impacto da conquista: "Recebi a notícia com muita alegria. Fiquei extremamente honrado em estar entre os contemplados e, ao mesmo tempo, orgulhoso por representar a UFSCar. Esse reconhecimento também reforça a relevância do trabalho desenvolvido no nosso grupo de pesquisa e a dedicação coletiva dos estudantes e colaboradores que caminham comigo nessa trajetória. Ademais, é um prêmio que dividi com o professor Muñoz; juntos faremos intercâmbios entre nossos grupos de pesquisa e o grupo do professor Glen O'Neil, da Montclair State University."

Para o pesquisador, o prêmio é também um incentivo à continuidade de sua trajetória científica. "Para mim, significa que estamos no caminho certo ao buscar novas fronteiras na área de sensores eletroquímicos e que nossa produção científica tem impacto e relevância. Também enxergo esse prêmio como um incentivo para continuar desenvolvendo pesquisas de excelência, formando pessoas e fortalecendo a ciência brasileira juntamente com a americana."

O evento contou com a participação do diretor-executivo da Comissão Fulbright no Brasil, Luiz Valcov Loureiro; da presidente da ABC, Helena Bonciani Nader; e de Suely Lima, viúva do matemático Jacob Palis. O nome do prêmio é uma homenagem a Palis, ex-presidente da ABC, falecido em maio de 2025. Ele foi o responsável pela criação da categoria de membro afiliado, em 2007, e atuou de forma incansável no estímulo às novas gerações de cientistas. Palis também foi bolsista da Fulbright quando cursou pós-graduação na Universidade da Califórnia em Berkeley, na década de 1960.

A lista completa dos contemplados pode ser conferida no site da Academia Brasileira de Ciências (https://www.abc.org.br/2025/09/19/confira-os-vencedores-do-premio-jacob-palis-abc-fulbright/).

Depoimentos vão compor registro da trajetória da Instituição e serão divulgados nas redes sociais e canais de comunicação

 

SÃO CARLOS/SP - No escopo das celebrações de seus 55 anos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está reunindo vídeos de pessoas que fizeram ou fazem parte da sua história. A ação integra a campanha "O que a UFSCar construiu em 55 anos?", organizada pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Instituição, com o apoio da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da Universidade e da Rádio UFSCar. O intuito é registrar aprendizados, descobertas, histórias marcantes e experiências em diferentes áreas da vida universitária.

Podem participar todas as pessoas que tenham uma experiência significativa com a UFSCar, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, técnico-administrativos, pesquisadores, colaboradores, terceirizados e egressos. Os vídeos enviados poderão ser publicados nas redes sociais oficiais da Universidade (Instagram, Facebook, LinkedIn, YouTube e TikTok) e demais canais de comunicação da UFSCar.

De acordo com Agnes Arato, Diretora da CCS, a iniciativa mostra que a história da Universidade é construída por todos os integrantes de seus quatro campi (São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino): "A ação contempla quatro temáticas principais e objetiva valorizar a contribuição de cada pessoa na Instituição, reconhecendo como experiências de pesquisa, extensão, ensino e ações de inclusão se conectam e constroem a história da Instituição", registra.

A ideia é que as pessoas se sintam parte dessa comunidade. "Esta é uma oportunidade de registrar uma colaboração mútua e diversa, celebrar nossa trajetória coletiva e, ao mesmo tempo, refletir sobre a universidade que estamos construindo e a que queremos para o futuro", ressalta a Diretora.

As contribuições estão organizadas em quatro eixos temáticos:
- Pesquisa e Inovação - O que a UFSCar descobriu em 55 anos?
Relatos de descobertas científicas, projetos de iniciação e pós-graduação, desenvolvimento de tecnologias e parcerias com impacto social;
- Ensino - O que a UFSCar ensinou em 55 anos?
Experiências de sala de aula, práticas pedagógicas, programas de formação e metodologias inovadoras;
- Extensão - O que a UFSCar transformou em 55 anos?
Iniciativas que aproximam a Universidade da sociedade em áreas como cultura, meio ambiente, educação, esporte e tecnologia;
- Acessibilidade, diversidade e inclusão - O que a UFSCar aprendeu em 55 anos?
Ações ligadas ao acesso à Universidade, políticas afirmativas e práticas que contribuíram para uma instituição mais plural e inclusiva.

Como participar
A gravação deve ter até 1 minuto, em formato vertical, com boa iluminação e som claro. O vídeo precisa estar hospedado no Google Drive, com acesso liberado para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., e o link informado em formulário online (https://bit.ly/ccs-55-anos-formulario). O detalhamento de cada eixo pode ser consultado em https://bit.ly/ccs-55-anos-guia. O prazo vai até 30 de setembro. 
O envio não é garantia de publicação. Os vídeos passarão por avaliação da CCS, com possíveis edições jornalísticas e legendagem.
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Primeiro encontro de 2025 do projeto Atena acontece em 23/9, com alunas do Ensino Médio da Escola Estadual José Ferreira da Silva

 

SÃO CARLOS/SP - A partir do mês de setembro, o Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza uma nova edição do "Projeto Atena - Atividades de Tecnologia e Engenharia para Meninas". Ao todo, serão quatro encontros programados para os próximos três meses. O primeiro acontece no dia 23 de setembro, das 8 às 18 horas, no DEMa, área Norte do Campus São Carlos, e contará com a participação de 24 alunas do Ensino Médio da Escola Estadual José Ferreira da Silva, de Descalvado (SP). A iniciativa é oferecida em parceria com o programa "Vem Saber", da Universidade de São Paulo (USP), que desenvolve atividades de difusão científica para estudantes, professores e gestores de escolas de Ensino Médio.

A programação inclui palestras sobre mulheres na Ciência e Engenharia, além de oficinas práticas em cerâmicas, polímeros e metais, com atividades como impressão 3D, cerâmica artística, fundição de peças metálicas e microscopia. As estudantes também visitarão laboratórios e diferentes espaços da Universidade, aproximando-se do ambiente acadêmico e de pesquisa.

Criado em 2023, o Atena já envolveu mais de 70 estudantes de escolas públicas da região de São Carlos (SP) e tem como missão incentivar a participação de meninas na Ciência, Engenharia e Tecnologia, democratizando o acesso a essas áreas. O projeto é coordenado pelas docentes Danielle Cristina Camilo Magalhães e Juliana Mara Pinto de Almeida, ambas do DEMa, e conta com o apoio de professores, estudantes de graduação e pós-graduação. Nesta edição, a iniciativa também recebe apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Chamada CNPq nº 31/2023.

Para Magalhães, esta é uma oportunidade única de transformação. "O Projeto Atena acredita na potência transformadora da educação. Ver a luz de uma descoberta no olhar de uma aluna é nossa maior recompensa. A parceria com o Vem Saber, da USP, e o financiamento do CNPq foram fundamentais para consolidar e expandir esse projeto, permitindo que ele atingisse um número maior de meninas e mulheres e, consequentemente, mais futuras engenheiras e cientistas. É um passo importante para diversificar e fortalecer a ciência e a tecnologia no nosso país", reforça a docente.

SÃO CARLOS/SP - O projeto POPARTE, uma iniciativa do Centro POP, promove atividades artísticas para explorar o potencial e a produção de vida da população em situação de rua de São Carlos. Os encontros ocorrem todas as quartas-feiras, das 14h às 16h30.

No dia 24 de setembro, o POPARTE marcará presença na Feira de Oportunidades da UFSCar, que acontecerá das 8h às 17h. O projeto terá um estande coletivo, dentro da área de "Oportunidades em Arte e Cultura", para exibir as obras criadas pelos próprios participantes, as pessoas em situação de rua que frequentam o Centro POP.

De acordo com o diretor do Departamento de Proteção à Pessoa em Situação de Rua e Extrema Pobreza, Tiago Rodrigo Iglesias, a participação no evento é fundamental para reforçar o protagonismo dos artistas. “Acreditamos que, por meio de ações de promoção e apoio à cultura, as pessoas são capazes de fomentar pertencimento, diversidade, cuidado e convivência.

Reconhecendo o papel protagonista e potente dos participantes, acredita-se ser coerente a participação dos criadores das obras no evento que as exibe e celebra,” afirma.

SÃO CARLOS/SP - O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Carlos, realizou, neste sábado (13/09), um mutirão de atendimentos que marcou a segunda edição do projeto “Dia E – Ebserh em Ação 2025”. 

A iniciativa, que integra os programas “Agora Tem Especialistas” do Ministério da Saúde, teve como objetivo principal reduzir as filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da realização de consultas, exames e cirurgias. Com mais de 400 procedimentos realizados em um único dia, incluindo 114 consultas, 28 cirurgias eletivas e 212 exames e intervenções diagnósticas e terapêuticas, o evento superou em 250% os números da edição anterior, realizada em julho.

A mobilização envolveu cerca de 80 profissionais do hospital, além de estudantes dos cursos de medicina, enfermagem e residentes multidisciplinares, que atuaram diretamente nos atendimentos. A coordenadora de Gestão da Clínica da Ebserh, June Barreiros Freire, destacou que o movimento é parte de uma ação nacional que envolveu os 45 hospitais universitários da Rede Ebserh, com mais de 29 mil procedimentos realizados em todo o país. “Não dá mais para tolerar pacientes em filas, aguardando por meses, às vezes anos, para realizar um procedimento cirúrgico ou um exame que pode mudar a condução clínica do paciente”, afirmou.

O superintendente do HU-UFSCar, Thiago Luiz de Russo, celebrou o impacto regional da iniciativa e a presença de autoridades locais. “Recebemos aqui o vice-prefeito, o secretário de saúde, representantes da Ebserh e vereadores para mostrar o papel do Hospital Universitário junto ao SUS da região”, disse. Ele também destacou o envolvimento da comunidade acadêmica e a presença da reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, que reforçou o compromisso da universidade com a saúde pública. “É uma alegria para a UFSCar poder fazer parte, apoiando a partir do Hospital Universitário, mas também trazendo nossos docentes e estudantes para ampliar as forças desse mutirão. A parceria com a Prefeitura também é muito importante nessas ações de atendimento à população”.

O vice-prefeito Roselei Françoso esteve presente e ressaltou a importância da parceria entre o município e o HU-UFSCar. “As pessoas aguardam na fila e, nesta oportunidade, o Hospital Universitário, em parceria com o município de São Carlos, pode realizar exames, consultas, cirurgias. Isso reduz a nossa fila de espera, ajuda as pessoas, ameniza o sofrimento”, declarou. 

Já o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou o impacto direto da ação na vida dos cidadãos. “Estamos entregando exames, cirurgias, situações que estavam represadas. É gratificante ver esse trabalho sendo realizado em parceria com o HU-UFSCar”.

Já o prefeito Netto Donato não pode estar presencialmente no Mutirão, mas enviou uma mensagem aos representantes do HU e da Ebserh. “Deixo o meu agradecimento a todos os envolvidos e a certeza de que continuaremos trabalhando para que a população de São Carlos tenha cada vez mais acesso, qualidade e rapidez no atendimento pelo SUS. Esse trabalho mostra que, quando unimos forças – Universidade, Governo Federal, Hospital Universitário e Prefeitura – conseguimos avançar de verdade. Nossa gestão segue comprometida em buscar alternativas, fortalecer parcerias e investir na saúde pública, porque entendemos que cuidar das pessoas é a nossa maior responsabilidade”.

Startup Clyons assume desenvolvimento de testes criados em pesquisa premiada do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade e busca ampliar acesso no SUS

 

SÃO CARLOS/SP - No Brasil, cerca de 30 mil novos casos de hanseníase são registrados anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde. Embora seja tratável com medicamentos, a doença ainda é classificada como negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em grande parte devido à dificuldade de diagnóstico precoce. Exames tradicionais, como a baciloscopia, são invasivos e pouco eficazes para detectar casos iniciais, e muitos pacientes só recebem confirmação quando já apresentam sequelas físicas.

Diante desse cenário, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveram uma tecnologia de diagnóstico sorológico da hanseníase. A pesquisa foi conduzida por Sthéfane Valle de Almeida no escopo de seu doutorado, sob orientação do professor Ronaldo Censi Faria, do Departamento de Química (DQ) da UFSCar, e coorientação de Juliana Ferreira de Moura, do Departamento de Patologia Básica, da UFPR. Almeida é, atualmente, docente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo Faria, o teste é pouco invasivo, simples de aplicar e capaz de identificar não apenas pacientes sintomáticos, mas também contatos que carregam o bacilo sem manifestar a doença. "O dispositivo foi pensado para oferecer uma leitura rápida, de fácil interpretação e aplicável em regiões com pouca infraestrutura laboratorial, diferente dos métodos atuais", situa o docente. O estudo recebeu, em 2024, o Prêmio Capes de Tese, reconhecimento nacional à relevância do trabalho.

Do laboratório à aplicação clínica
A tecnologia foi protegida, negociada e licenciada com o apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para a Clyons Diagnóstica, empresa-filha da UFSCar, uma startup considerada spin-off (originada de pesquisa acadêmica que se torna um novo negócio a partir de resultados científicos), com foco no desenvolvimento de biossensores para doenças humanas crônicas, oncológicas e infecciosas.

Segundo Thiago do Prado, diretor executivo da Clyons, a aproximação com a hanseníase foi estratégica: "O Ministério da Saúde lançou recentemente o programa Brasil Saudável: Unir para Cuidar, alinhado à Agenda 2030 da ONU e que prevê a eliminação de doenças infecciosas na América Latina. Era o momento certo para adaptar a tecnologia a um formato comercial e acessível. Nosso papel como empresa é transformar essa patente em produto validado e disponível ao Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para áreas endêmicas, onde o diagnóstico precoce pode mudar radicalmente a vida dos pacientes".

Lucas Catunda, diretor de dados e comunicação da startup, reforça a importância desse avanço: "A hanseníase não mata, mas incapacita. Muitos pacientes só chegam ao tratamento quando já não conseguem segurar um copo ou trabalhar na roça, o que os condena a sequelas irreversíveis. Além disso, mesmo após a cura, familiares e pessoas próximas podem carregar o bacilo sem apresentar sintomas, transmitindo novamente a doença. Nosso teste busca responder a esse desafio, ao permitir identificar tanto pacientes sintomáticos quanto contatos assintomáticos".
Para o professor Faria, a parceria com a AIn.UFSCar foi decisiva para o licenciamento. "O grande mérito da Agência foi criar condições para que a patente se transformasse em produto", afirma. Catunda complementa: "Além de proteger a propriedade intelectual e conduzir o licenciamento, a AIn equilibra as necessidades de quem pesquisa e de quem leva a tecnologia ao mercado. Essa ponte é o que permite que soluções saiam do laboratório e cheguem à sociedade".

Atualmente, o teste está em processo de validação clínica e registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Nosso compromisso é que a tecnologia seja útil para os profissionais que atuam na linha de frente, especialmente em regiões endêmicas. A ciência precisa servir quem mais precisa dela", conclui Prado.

Sobre a AIn.UFSCar
A Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) é, desde 2008, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFSCar. Criada para operacionalizar e fortalecer a política de inovação da instituição, a AIn tem como missão impulsionar a transformação de conhecimento científico e tecnológico em soluções de impacto econômico e social, promovendo a articulação entre universidade, empresas, setor público e sociedade. 

Com competências estruturadas em inovação tecnológica e social, a AIn.UFSCar é responsável pela gestão estratégica da propriedade intelectual, incluindo patentes, cultivares, programas de computador e desenhos industriais, transferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Na frente de transferência de tecnologia, já foram celebrados contratos de licenciamento de mais de 90 tecnologias (dos mais de 570 ativos protegidos), abrangendo áreas como biotecnologia, engenharia, saúde, materiais, agricultura e software, com um acumulado superior a R$ 23 milhões em royalties. 

A Agência também coordena os fluxos institucionais para o uso de know-how e desenvolve ações para garantir segurança jurídica e valorização das criações acadêmicas. Mais informações em https://www.inovacao.ufscar.br.

Dia E do projeto Ebserh em Ação 2025 prevê a realização de mais de 350 procedimentos

 


SÃO CARLOS/SP - O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) promove neste sábado (13/09), a partir de 9h, um conjunto de ações que visam a redução de filas nas principais especialidades, aumentando o acesso da população a atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS).

O mutirão integra os programas “Dia E - Ebserh em Ação” e “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), e ocorrerá, de forma simultânea, em todos os 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, reafirmando seu papel na assistência à saúde pública.

A expectativa é que essa edição supere os números da edição anterior, em que foram realizados mais de 12 mil procedimentos. No HU-UFSCar estão previstos para este sábado mais de 350 procedimentos, incluindo a realização de 114 consultas, 28 cirurgias eletivas e 212 exames e procedimentos diagnósticos e terapêuticos. 

Iniciativa soma mais de R$ 8,4 milhões de investimentos e 163 bolsas aprovadas com parcerias que envolvem 32 empresas e 15 programas de pós-graduação

 

SÃO CARLOS/SP - Desde sua participação pioneira no Doutorado Acadêmico Industrial (DAI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2018, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem se destacado no cenário nacional de ciência, tecnologia e inovação. A consolidação do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), nas chamadas 2020, 2022 e 2024, ampliou ainda mais essa presença: já são 169 bolsas aprovadas e 100 implementadas, com aporte superior a R$ 8,4 milhões - sendo R$ 7,7 milhões oriundos do CNPq e mais de R$ 1,1 milhão em contrapartidas das 32 empresas parceiras.

Os números refletem a robustez institucional da iniciativa: são 51 projetos aprovados, dos quais 42 em andamento, envolvendo 31 docentes e 15 programas de pós-graduação da UFSCar. As bolsas cobrem desde a iniciação tecnológica industrial (109 aprovadas, 57 já implementadas), até o pós-doutorado empresarial (5 aprovadas, 2 já implementadas), passando por mestrado (20 aprovadas, 11 implementadas) e doutorado (35 aprovadas, 30 implementadas).

A coordenação do Programa na UFSCar é feita pela Agência de Inovação da Instituição (AIn-UFSCar), em parceria com as pró-reitorias de Pesquisa (ProPq), Extensão (ProEx) e Pós-Graduação (ProPG).

"A UFSCar tem se comprometido de forma estratégica com a integração entre academia e setor produtivo. O MAI/DAI é uma das principais ferramentas institucionais para fortalecer essa conexão, com impacto direto na formação de pesquisadores e no desenvolvimento das empresas", destaca Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn-UFSCar.

Segundo levantamento do CNPq e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), 89,7% das empresas participantes do Programa MAI/DAI no Brasil relatam aumento da capacidade de inovação após a colaboração. Além disso, a aproximação favorece o recrutamento de profissionais qualificados, o licenciamento de tecnologias desenvolvidas na universidade e o fortalecimento da cultura de inovação em diferentes ambientes.

"O programa permite que nossos estudantes atuem em problemas reais, em contextos desafiadores, sem abrir mão do rigor científico. É uma via de mão dupla: as empresas ganham em competitividade e a universidade amplia seu impacto social e econômico", analisa Braatz.

Na prática, os bolsistas desenvolvem seus projetos como estudantes regulares da pós-graduação, orientados por docentes da UFSCar e supervisionados por técnicos das empresas. Essa dinâmica garante formação acadêmica sólida, ao mesmo tempo em que gera soluções de impacto direto para o setor produtivo.

Exemplos que conectam ciência e mercado
Um dos destaques que ilustra o impacto do MAI/DAI na UFSCar é a iniciativa coordenada por Mônica Lopes Aguiar, docente do Departamento de Química (DQ), junto à multinacional ArcelorMittal. A colaboração teve início em 2017, com a necessidade de soluções mais eficientes na filtração de gases em processos siderúrgicos. Em 2018, o primeiro edital do DAI viabilizou bolsas para alunos de doutorado, que aprofundaram a investigação sobre filtros de mangas - dispositivos usados para remover partículas sólidas de gases industriais.

O trabalho, conduzido por Bárbara Karolinne Silva Araújo Andrade e Bruno José Chiaramonte de Castro, resultou em ganhos expressivos de eficiência, ao avaliar diversos tipos de meios filtrantes disponíveis no mercado, com foco no design, acabamento, durabilidade e desempenho em condições industriais reais. A investigação também contou com parcerias internacionais e culminou na instalação, no Campus São Carlos da UFSCar, do único equipamento de testes de filtração desse tipo existente no Brasil, adquirido pela própria empresa.

O sucesso levou à contratação dos estudantes pela ArcelorMittal ainda durante a vigência das bolsas. "Além de reduzir custos e aumentar a durabilidade dos sistemas, os resultados contribuem para minimizar impactos ambientais e caminhar rumo a emissões praticamente nulas de partículas finas - substâncias associadas a doenças respiratórias, cardiovasculares e neurológicas. Esse tipo de poluente penetra nos alvéolos pulmonares e pode chegar à corrente sanguínea, aumentando riscos de câncer, doenças cardiovasculares e até neurodegenerativas, como Alzheimer", explica Aguiar. O modelo chamou atenção inclusive de unidades da empresa na Europa. "Pesquisadores da Espanha estiveram recentemente conosco e querem replicar a parceria em suas universidades locais", conta a docente.

Outro caso emblemático é o da Nanox, empresa-filha da UFSCar considerada spin-off (originada de pesquisa acadêmica que se torna um novo negócio a partir de resultados científicos) do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF). A cooperação, coordenada pela docente Lígia Menossi Araújo, do Departamento de Letras (DL), aplica teorias linguístico-discursivas à comunicação organizacional da companhia.

"A relação com a Nanox surgiu de uma convergência natural: a empresa tem origem no meio acadêmico e valoriza a integração entre ciência e mercado. O projeto mostra que a Linguística, especialmente sob a ótica da análise do discurso, também é uma ferramenta de inovação no fazer comunicação", explica Araújo.

O estudo, realizado pela doutoranda Viviane Quenzer, já resultou em um guia de linguagem institucional. "Esse guia reúne diretrizes voltadas à identidade comunicacional da Nanox, propondo parâmetros para a construção de mensagens mais alinhadas ao momento e ao posicionamento da marca. Nosso objetivo é mostrar que conceitos como ethos discursivo e gêneros do discurso não são abstrações teóricas, mas recursos estratégicos para clareza e consistência comunicacional, sobretudo em empresas de base tecnológica que lidam com soluções complexas", acrescenta a docente.

Neste segundo semestre, as atividades devem avançar para uma nova fase, voltada à aplicação deste guia aos conteúdos veiculados nos canais de comunicação da empresa, como as redes sociais, e-mails e apresentação institucional.

Segundo Araújo, os aprendizados vão além da metodologia criada. "A troca entre saberes acadêmico e empresarial exige escuta ativa e disposição para reconfigurar abordagens. Essa experiência comprova que a Linguística pode contribuir para a inovação e estruturar práticas replicáveis em outras organizações", avalia.

Diversidade de áreas e impacto transversal
Ao todo, cinco centros da UFSCar estão representados nos projetos MAI/DAI: o Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET), o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), o Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), os três do Campus São Carlos; o Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Campus Araras; e o Centro de Ciências e Tecnologias para Sustentabilidade (CCTS), do Campus Sorocaba. A diversidade de áreas abrange desde Linguística até Engenharia de Materiais, passando por Ciência da Computação, Estatística, Biotecnologia e Produção Vegetal, entre outras.

"Além da diversidade temática e do envolvimento de vários centros da Universidade, o que mais nos orgulha é ver os resultados concretos do programa: empresas fortalecidas, tecnologias desenvolvidas e pesquisadores preparados para atuar com excelência dentro e fora da academia", conclui Braatz.

Mais informações sobre o MAI/DAI da UFSCar estão disponíveis em maidai.ufscar.br.

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