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Ação implementada durante a pandemia de Covid-19 apoia comunidades e incentiva ecoturismo

 

SÃO CARLOS/SP - Devido à pandemia causada pelo novo Coronavírus, os Parques Estaduais do estado de São Paulo foram fechados. Essas medidas de isolamento tiveram um forte impacto na fonte de renda daqueles que dependem, direta ou indiretamente, das atividades turísticas nessas Unidades de Conservação. Somada a essa situação singular, a informalidade laboral continua a ser uma realidade nessas comunidades, assim como carências na formatação de roteiros sustentáveis para as atividades de ecoturismo dentro das normas vigentes. 
Considerando esse cenário, uma parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e as Unidades de Conservação elaborou e está executando, desde julho deste ano, o Programa de Capacitação para Monitores Ambientais do Vale. A iniciativa integra o programa de extensão "Gestão e Promoção de Atividades na Natureza e Áreas Protegidas", coordenado pelo professor Victor Lopez Richard, do Departamento de Física (DF) da UFSCar.
A área de impacto da proposta inclui as Unidades de Conservação do Mosaico do Paranapiacaba e Comunidades do Vale do Ribeira, nos municípios de Sete Barras, Eldorado, Iporanga, Apiaí e Ribeirão Grande, no estado de São Paulo. "Estamos falando do maior contínuo de Mata Atlântica preservada no Brasil, com uma riqueza enorme em termos ecológicos, recreativos, étnicos, históricos e de beleza cênica", define Lopez-Richard. No Vale do Ribeira, a 200 km de grandes centros dos estados de São Paulo e Paraná, as potencialidades são enormes: "trilhas pela mata exuberante de variados graus de dificuldade, rios e cachoeiras de beleza ímpar, um dos complexos de cavernas mais bonitos do Brasil, possibilidade de avistagem de fauna - sempre que seguindo padrões de mínimo impacto -, culinária tradicional, esportes de aventura, dentre outras muitas opções", elenca o docente.
Com tantas possibilidades disponíveis nos Parques, os monitores não são somente pessoas que podem guiar o caminho, explica Richard. "Eles podem enriquecer muito a experiência a partir de seus conhecimentos sobre o ambiente, direcionando o olhar do visitante para elementos singulares, assim como para a história e vivências pessoais na região. Podem também orientar qual o comportamento de mínimo impacto mais adequado, pelo fato de conhecerem melhor a ecologia local, e os procedimentos de segurança idôneos, assim como socorrer, caso algum imprevisto aconteça", completa.
O primeiro grupo da capacitação de monitores ofertada pelo Programa conta com 38 alunos e teve início em julho; e já há uma lista de espera para novas turmas. Os módulos da formação contemplam formalização de empreendimentos e do trabalho de monitoria ambiental; ferramentas de marketing digital; estruturação de sistemas de gestão de impactos de visitação e segurança; oportunidades para negócios de impacto e economia verde; integração de roteiros intermunicipais de turismo de base comunitária; competências em comunicação em línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol); e iniciativas em prol da internacionalização e novos mercados. 
"Devo ressaltar a adaptação de ferramentas inovadoras de gestão e meios didáticos, como por exemplo o trabalho realizado pelo Instituto de Línguas da UFSCar, assim como a incubação de micro empresas e o trabalho de mentoria implementado regionalmente pelo IFSP em parceria com o Sebrae", destaca o coordenador da iniciativa.

Ecoturismo nos Parques Estaduais
O ecoturismo deve partir sempre da premissa de conservação do patrimônio natural e cultural, afirma o professor. Ele conta que muita gente se encanta com o Vale do Ribeira e se torna visitante cativo, "pois há tanta coisa a conhecer e fazer que uma viagem nunca será suficiente. Certamente pensamos que esses destinos podem ser melhor aproveitados e para isso trabalhamos". Ainda segundo ele, as vantagens do ecoturismo nesses locais são simbióticas: "Para o visitante, fazer uma imersão no ambiente natural preservado é uma maneira saudável, divertida, eventualmente desafiante e enriquecedora em termos de experiências e conhecimentos. Há atividades disponíveis para vários tipos de público. Ao mesmo tempo, esse turismo, sempre que realizado sob padrões ambientalmente idôneos seguindo princípios de mínimo impacto, se torna uma ferramenta de proteção do ambiente, inibindo outros usos e fomentando a resiliência das comunidades do entorno".
De acordo com Lopez-Richard, existem hoje nos Parques do Vale do Ribeira várias possibilidades com roteiros muito bem estruturados tanto para observação de primatas (o Muriqui do Sul é a espécie bandeira) e observação de aves. "Os parques Carlos Botelho e Intervales já possuem esse tipo de atividade organizada. Já para os amantes de cavernas e do rico universo dos ambientes espeleológicos, o Petar [Parque Estadual Turístico Alto da Ribeira] e o Parque Caverna do Diabo são destinos imperdíveis", ilustra. 
As pessoas que pretendem visitar os Parques podem entrar em contato direto com os monitores pelas redes sociais ou por meio de operadoras turísticas. "Uma dica é entrar em contato diretamente com a Unidade de Conservação [cujos canais constam na Internet] que indicará o melhor caminho e os procedimentos de contratação de monitores locais credenciados, além de fornecer outras informações relevantes sobre as regras de visitação", orienta o coordenador.
Mais informações sobre a iniciativa estão em instagram.com/conexaopetar e também podem ser solicitadas ao coordenador do Programa, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Inscrições vão até 11/09. Podem se candidatar estudantes das Engenharias Elétrica, da Computação e Mecânica.

 

SÃO CARLOS/SP - Estudantes dos cursos de Engenharia Elétrica, da Computação e Mecânica podem se candidatar para o Programa de Intercâmbio de Duplo Diploma da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) junto a Instituições ligadas ao Institut Polytechnique de Paris (IP Paris) - a TÉLÉCOM Paris e a ENSTA Paris. As inscrições estão abertas até 11 de setembro de 2020.

Participantes desta modalidade de intercâmbio finalizam sua graduação diplomados pelas  Universidades dos dois países. Para concorrer, o estudante deve ter integralizado no máximo 70% da carga horária do curso, apresentar bom desempenho acadêmico e possuir domínio da Língua Inglesa ou Francesa no momento da prova escrita. Caso aprovado, ao final da seleção o estudante deverá comprovar proficiência na Língua Francesa. Todos os requisitos estão disponíveis no Edital - https://www.diariodareitoria.ufscar.br/wp-content/uploads/edital-ufscar-paristech-ipp-2020.pdf

Marília Rosato, estudante de Engenharia de Materiais da UFSCar, acabou de retornar da França. Seus dois últimos anos de estudo foram na École Polytechnique de L'Université Grenoble-Alpes. "Posso dizer, com tranquilidade, que as expectativas eram grandes, mas eu definitivamente não podia imaginar a que ponto essa experiência seria engrandecedora, mudando meus planos e o curso que quero dar à minha carreira. Ao final de dois anos me vi muito envolvida, integrada à cultura francesa e espero poder retornar em breve para outra experiência", conta a futura engenheira. 

Juntamente com o diploma francês, o nível alcançado no Duplo Diploma corresponde ao grau de Mestre, na Europa, o que permite o ingresso em um Doutorado. Também é possível realizar estágios durante o período na França. "Realizei dois estágios: Um por 3 meses, ao final do meu primeiro ano de intercâmbio; o outro foi de 'fim de estudos', com duração de 6 meses. Este segundo também foi validado como estágio obrigatório do meu curso na UFSCar", explica Marília Rosato.

Duplo Diploma na UFSCar - "Em 2019, foram assinados termos aditivos ao convênio de cooperação acadêmica entre a UFSCar e a ParisTech para estabelecimento de intercâmbio em duplo diploma com a TELECOM Paris e a ENSTA Paris no interesse dos cursos de graduação das Engenharias Mecânica, Elétrica e da Computação. Atualmente essas duas instituições fazem parte do Institut Polytechnique de Paris", explica Maria Estela Pisani Canevarolo, Secretária-Geral de Relações Internacionais (SRInter) da UFSCar.

O início da Dupla Diplomação, na UFSCar, ocorreu no ano de 2011. O atual Vice-Reitor da UFSCar, Walter Libardi, é Professor do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) e foi o primeiro coordenador do Programa para Dupla Diplomação UFSCar - Grénoble (França). "É gratificante ver que este projeto foi mantido, ampliado e que cada vez mais estudantes podem abraçar a oportunidade do Duplo Diploma. Na Reitoria, trabalhamos junto a diversas pessoas para fortalecer e ampliar esta possibilidade para mais cursos", conta Walter Libardi. 

Esta ação de internacionalização também se reflete nas publicações científicas. "Ampliamos a quantidade de publicações em parceria com pesquisadores da França e de outros países. Isto resulta de um esforço coletivo: são estudantes, famílias e servidores da Universidade empenhados em transformar a nossa realidade social por meio do conhecimento", finaliza a Reitora da UFSCar, Wanda Hoffmann.

Evento online terá diálogos sobre Inteligência Artificial a partir da Informação, Inovação e Sociedade

 

SÃO CARLOS/SP - Até o dia 18 de setembro, o II Seminário Informação, Inovação e Sociedade (SIIS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe submissão de trabalhos. Neste ano, o evento será realizado online no dia 19 de outubro, em consonância com a 17ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 
Com o tema "Inteligência Artificial: diálogos a partir da Informação, Inovação e Sociedade", o SIIS se configura como espaço de divulgação e de articulação da produção científica no que diz respeito ao conhecimento, à tecnologia e à inovação em âmbito nacional e internacional, a partir do olhar das áreas de Ciência da Informação (CI) e Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), como um amplo campo de estudo das relações entre a informação e os aspectos evolutivos da tecnologia, na promoção da inovação e seu impacto nos diversos segmentos da sociedade contemporânea.
A submissão de resumos expandidos deve ser feita pelo site do evento (https://bit.ly/35b5PEf), onde constam as instruções completas. Serão aceitos resumos em temáticas interdisciplinares que envolvem as áreas da Ciência, Tecnologia, Sociedade, Informação e Inovação.
Ao longo do dia, o Seminário terá três palestras. A primeira, intitulada "Qual o impacto da Inteligência Artificial e dos dados (abertos e conectados) na Educação?", ocorre a partir das 10 horas e será ministrada por Seiji Isotani, Professor Titular na área de Computação e Tecnologias Educacionais junto ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP).
Às 15 horas, a palestra "Por que não dá para deixar tudo nas mãos dos algoritmos?" terá a participação de Chico Camargo, pós-doutorando em Ciência de Dados na Universidade de Oxford, do Reino Unido. Em seguida, às 17 horas, Dalton Lopes Martins, docente da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) na Universidade de Brasília (UnB), falará sobre "A qualidade dos dados em tempos de Inteligência Artificial e Big Data". A apresentação dos trabalhos aprovados acontecerá às 14 horas e às 16 horas.
O SIIS é gratuito, aberto às pessoas interessadas e será transmitido por meio do canal no YouTube (https://bit.ly/3gVKaSq) do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar, um dos realizadores do evento, juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), também da Universidade. Mais informações podem ser acessadas no site (https://bit.ly/35b5PEf) e nas redes sociais do evento (facebook.com/siis.seminarioinformacaoinovacaoesociedade e instagram.com/siis.ufscar).


Período de inscrição vai de 21 a 23 de setembro

 

SOROCABA/SP - O Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou o edital referente à seleção de alunos regulares para os cursos de mestrado e doutorado, com ingresso no primeiro semestre de 2021. 
São ofertadas 35 vagas para o mestrado e 23 para o doutorado, divididas entre as linhas de pesquisa do Programa: 1. Formação de Professores e Práticas Educativas; 2. Educação, Comunidade e Movimentos Sociais; e 3.Teorias e Fundamentos da Educação. Há reserva de vagas para pessoas negras (pretas e pardas) autodeclaradas, indígenas e com deficiência.
O PPGEd-So visa à formação de egressos com três perfis diferentes, porém articulados: o de pesquisador da área da Educação; o de professor para atuar no nível  Superior, em particular, e também nos diferentes níveis de ensino; e o de educador com competência para trabalhar em ambientes educativos não-escolares. 
A seleção é composta por duas etapas, ambas eliminatórias: análise do projeto de pesquisa; e arguição sobre o projeto de pesquisa e o currículo. As inscrições devem ser feitas no período de 21 a 23 de setembro, por e-mail, conforme as instruções do edital, disponível em www.ppged.ufscar.br.
As informações sobre o processo seletivo do PPGEd-So, incluindo cronograma, documentos necessários para inscrição, número de vagas por linha de pesquisa e critérios de avaliação, devem ser conferidas no edital, no site do Programa (www.ppged.ufscar.br). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail processo.seletivo.ppgedso@gmail.com.

Alimentos orgânicos, coleta seletiva, nutrição e sistemas agroflorestais são alguns dos temas da programação

 

SÃO CARLOS/SP - Entre os dia 21 e 25 de setembro a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza a "Semana da Primavera: Semeando Sustentabilidade", que visa contribuir com a disseminação de ideias e ações para a reconstrução de um mundo mais sustentável e equilibrado. A Semana é gratuita e aberta ao público. 
Serão abordados temas como gestão de resíduos domiciliares e inclusão social; alimentação, saúde e sustentabilidade ambiental; Educação Ambiental; conservação e uso sustentável dos recursos naturais. O evento é uma realização do Departamento de Apoio à Educação Ambiental (DeAEA), da Secretaria Geral de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), e ocorrerá de forma online, na página do DeAEA no Facebook (facebook.com/deaea.ufscar.9).
O período para inscrições de trabalhos vai até o dia 14 de setembro. As normas para a redação do resumo e o template estão disponíveis em https://bit.ly/3hs4GLP. Os trabalhos serão apresentados no dia 24 de setembro, a partir das 16 horas.
A programação contará também com palestras e mesas-redondas sobre produção e acesso a alimentos orgânicos; sistemas agroflorestais; conservação e exploração sustentável de biomas brasileiros; o Programa de Coleta Seletiva Solidária na UFSCar; entre outros assuntos. Além disso, haverá a exibição do documentário "A história do plástico", uma visita virtual à "Trilha da Natureza" da UFSCar e um desafio sustentável com o Grupo de Incentivo à Redução, Reutilização e Reciclagem (GIRe) da Universidade. 
Participantes com pelo menos 75% de presença nas atividades e os apresentadores de trabalhos receberão certificado. Mais informações na página do evento no Facebook (https://bit.ly/34olFuq). A Semana conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar.

Estudo é feito no Brasil e em outros países, com coordenação de universidade canadense

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo coordenado pela McMaster University, do Canadá, está sendo realizado em vários países para construir um panorama de como tem sido ofertado apoio às pessoas com deficiências durante a pandemia de Covid-19. No Brasil, a pesquisa é desenvolvida por Beatriz Helena Brugnaro, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Instituição. O projeto busca voluntários para responderem a um questionário online sobre o tema.

O objetivo do estudo, que tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é verificar qual o apoio que a comunidade brasileira está oferecendo a pessoas com deficiência durante a pandemia de Covid-19 e quais os principais desafios que essa população está enfrentando nesse contexto. "A partir da detecção dos apoios que existem, ou que são ausentes, é possível que sejam fomentadas políticas públicas, além de ações terapêuticas e sociais direcionadas às principais necessidades identificadas", afirma Brugnaro. 

A pesquisa, que é global, com coordenação do professor Olaf Kraus de Camargo, da McMaster University, também está sendo conduzida em outros países como Alemanha, Estados Unidos, Chile, dentre outros. De acordo com Brugnaro, os resultados serão fundamentais para que se construa uma visão global e comparativa entre diversos países. "É importante ao Brasil ter um panorama comparativo com outros países, pois isso poderá auxiliar os gestores e profissionais da Saúde a alinharem ações visando à melhoria da assistência a essa população, especialmente durante a pandemia, mas também de maneira geral e permanente no País", destaca a doutoranda que, junto à sua orientadora, já realizou outras parcerias com Olaf de Camargo.

Para desenvolver o estudo, estão sendo convidados voluntários que responderão a um questionário online (https://bit.ly/3gGEnjr), com tempo de resposta entre 5 e 10 minutos. Os participantes devem ter idade acima de 18 anos, ter deficiência ou alguma relação com pessoas com deficiência, como familiares, amigos, terapeutas, professores ou pesquisadores. As questões abordam o atendimento das pessoas com deficiências durante a pandemia, instalações acessíveis para tratamento, informações sobre a Covid-19 em linguagem acessível, possibilidades de realização de terapias durante a pandemia, entre outros assuntos. As perguntas são as mesmas utilizadas nos outros países, mantendo o padrão coordenado pelo Canadá.  

A participação é anônima. Ao final das perguntas, a pessoa decidirá se deseja, ou não, participar de uma segunda etapa, em ligação de vídeo ou voz com as pesquisadoras, para conversar mais sobre o tema. Os interessados podem responder ao questionário (https://bit.ly/3gGEnjr) até o dia 26 de setembro. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (19) 99758-1342. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 34904720.3.0000.5504).

Pint of Science acontece de 8 a 10 de setembro, com o tema Mulheres na Ciência

 

ARARAS/SP - De 8 a 10 de setembro, acontece o Pint of Science, evento internacional de divulgação científica que, em 2020, será realizado totalmente online e tem o objetivo de compartilhar e debater o conhecimento científico de forma descontraída. Em Araras, a iniciativa tem organização do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com coordenação da professora Tathiane Milaré, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar).
Com o tema "Mulheres na Ciência", o evento este ano contará com a participação de pesquisadoras de diversas áreas e instituições, compartilhando estudos, conquistas e desafios. No dia 8, das 16 às 17 horas, a programação começa com o Pint of Milk, voltado para as crianças que poderão enviar perguntas sobre Ciências. Para participar, os pais ou responsáveis devem publicar em suas redes sociais as dúvidas das crianças com a hashtag #pintmilkararas.
Já no dia 9 de setembro, das 14 às 18 horas os encontros virtuais debatem os temas "Conservação de solo, gestão de recursos hídricos e análise de paisagem: o que têm em comum?"; "O pequeno mundo dos coloides - o excesso de energia que move a vida!"; "Um Pint de Água Cristalina"; "100 anos de polímeros"; e "Mulheres na Ciência".
Pint of Science Araras termina no dia 10 de setembro, com atividades a partir das 12h30, e as seguintes temáticas: "O potencial biotecnológico de fungos que habitam os oceanos e os ambientes Antárticos"; "Cristais que vibram e dão choque têm nome: piezoelétricos"; "Minha trajetória: da agricultura orgânica à agroecologia"; "Tamanho não é documento, mas... e na floresta?"; e "Planta também fica doente! Como e para quê estudar fitopatógenos". A última atividade será uma live, às 18h30, com pesquisadoras que falarão sobre os desafios e as conquistas das mulheres na Ciência nas eras pré e pós-Covid-19.
Todas as palestras do Pint of Science Araras são gratuitas e abertas às pessoas interessadas, com transmissão via canal no YouTube (https://bit.ly/34S78aH) do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados (LSNano) do Campus Araras da UFSCar, apoiador da iniciativa, juntamente com a Fundação Hermínio Ometto (FHO). Mais informações sobre os palestrantes, temáticas e horários estão em https://pintofscience.com.br/events/araras.

Sobre o Pint of Science
Pint of Science nasceu em 2012, na Inglaterra, a partir da experiência de dois pesquisadores do Imperial College London que levavam o público leigo ao laboratório para apresentação das pesquisas em andamento. Com o sucesso da atividade, eles se perguntaram se, de maneira semelhante, cientistas também não poderiam sair de seus laboratórios para conversar com as pessoas, e assim nasceu o evento. 
Em 2015, o festival foi realizado pela primeira vez no Brasil pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Este ano, devido à pandemia do novo Coronavírus, o evento será realizado online em 73 cidades do País. Saiba mais em pintofscience.com.br.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou na sessão desta terça-feira (1º) uma Moção de Congratulação à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) proposta pelo vereador Roselei Françoso (MDB). Parlamentares de vários partidos assinaram o texto. Nenhum se posicionou contrário durante a votação no plenário.

O texto ressalta a condução democrática e transparente do processo eleitoral que escolheu a nova equipe de gestão para o período 2020-2024, cumprimenta a atual reitora, Wanda Hoffmann, e o candidato Fernando Moreira pela disposição em participarem do processo eleitoral.

Roselei também parabeniza o professor Adilson de Oliveira pela vitória, com 66% dos votos, junto à comunidade acadêmica e com 80% dos votos no Colégio Eleitoral, cuja votação ocorreu no dia 28 de agosto encerrando o processo interno de escolha da nova equipe de gestão.

A lista tríplice de reitor e a de vice-reitor, com os nomes dos integrantes da chapa vencedora, regra vigente na UFSCar desde 1988, será submetida ao presidente da República para o ato de nomeação.

“Para o fortalecimento da democracia nós esperamos que o governo federal respeite a autonomia universitária”, frisou Roselei. “E acredito que respeitará, até porque ele ocupa o cargo com base em regras democráticas previamente estabelecidas”, observou.

Roselei Françoso, que tem um mandato voltado à Educação Pública, principalmente quanto ao funcionamento da Rede Municipal, destaca a importância da UFSCar para São Carlos e região e para os outros três municípios que abrigam os outros três campi. “O conhecimento gerado pela UFSCar é um orgulho para os são-carlenses”, destacou. “Sem contar a importância econômica para o município”, finalizou.

Desenvolvido pela SGAS, ação quer conscientizar a comunidade para o consumo consciente e a geração de menos resíduos.

 


SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), lançou nesta segunda-feira (31), o projeto de extensão "Compartilhando Menos Lixo!" (ProEx 23112.013065/2020-13), com a apresentação do site https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo.  O objetivo do projeto é ampliar as ações de consumo consciente para além da Universidade. 

"O foco das ações será a conscientização sobre a importância da redução de materiais de uso único na comunidade de São Carlos. Queremos estimular mudança de hábitos e adaptação das práticas de consumo", contou Raquel Boschi, Engenheira Agrônoma, da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) da UFSCar.

Um desses materiais de uso único é o plástico descartável. Segundo o Greenpeace, todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de lixo vão parar nas águas do planeta, e entre 60% a 90% dos resíduos são diferentes tipos de plástico. Ainda segundo a ONG, estudos indicam que, se o ritmo de consumo não diminuir e o descarte dos resíduos não for feito de forma adequada, em 30 anos teremos mais plástico do que peixes nos oceanos.

A proposta do "Compartilhando Menos Lixo!" é atingir consumidores e comerciantes, apresentando e discutindo possíveis alternativas para a geração de menos resíduos. O projeto também quer sensibilizar o poder público local para a criação de propostas e de novas regulamentações para tratar de questões da poluição e impactos ambientais, decorrentes da geração de resíduos sólidos.

Na Universidade, a Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS) realiza diferentes iniciativas para a redução de materiais de uso único, como os descartáveis. Há 16 anos, o projeto CANECAS estimula a adoção de canecas reutilizáveis para reduzir o uso de copos descartáveis nos Campi. 

Em 2019, no campus de São Carlos, a SGAS desenvolveu o projeto "Desplastifica UFSCar" para motivar a comunidade universitária a redução do consumo de plástico. Em 1 semana de ação, foram coletados 1.143 itens, 581 só de copos descartáveis. Depois de identificar os locais com maior uso de copos descartáveis, a Secretaria entregou canecas reutilizáveis para os servidores. A segunda etapa do projeto, com a ampliação da distribuição de canecas, aconteceria no primeiro semestre de 2020, mas não foi possível devido a suspensão das atividades presenciais na Universidade. 

Devido a pandemia da COVID-19, nesse momento, o desenvolvimento do projeto será feito de forma remota, com o uso das redes sociais da SGAS (Instagram, Facebook e Youtube) para criação e divulgação de materiais didáticos, ações da comunidade e cursos. 

Como participar - Na primeira fase do "Compartilhando Menos Lixo!", a comunidade deve acessar o site do projeto (https://sgasproex.wixsite.com/menoslixo) e contar sua experiência com resíduos de uso único, participar das discussões sobre formas alternativas de embalagens, ser um agente disseminador de conhecimento, propor alternativas para a redução de resíduos, aplicar as alternativas na sua própria rotina e/ou apresentar as dificuldades de mudanças de hábitos. 

A partir da participação da comunidade, a SGAS vai produzir e divulgar materiais educativos sobre consumo consciente e diminuição da geração de resíduos. Ao longo do segundo semestre serão realizados encontros virtuais e cursos relacionados ao tema. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., telefone (16) 3351-8278 e redes sociais da SGAS.

Diferença de temperatura está entre fatores apontados pelo estudo que facilitariam a incubação

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) identificou uma vantagem do sabiá-barranco (Turdus leucomelas) em fazer ninho em prédios, mesmo em ambiente com muitas árvores ao redor. Segundo o estudo, desenvolvido na área do campus sede da Universidade, os ninhos em prédios são, em média, 6°C mais quentes que os de árvores o que permite que as fêmeas passem menos tempo por dia incubando os ovos, reduzindo os esforços na incubação.
A tese foi elaborada pelo biólogo Augusto Florisvaldo Batisteli, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da UFSCar, com orientação de Hugo Miguel Preto de Morais Sarmento, professor do Departamento de Hidrobiologia (DHb) da Universidade.
"De modo geral, o objetivo da tese foi avaliar o papel do uso dos prédios como local de construção do ninho no processo de adaptação do sabiá-barranco ao ambiente urbano. Para isso, foi necessário testar se esses ninhos em prédios seriam vantajosos, desvantajosos ou neutros em relação a aqueles construídos em árvores, considerando aspectos como a sobrevivência da ninhada e a dedicação da fêmea ao ninho. No caso do estudo publicado [que derivou da tese], o objetivo foi testar se o comportamento de incubação das fêmeas diferia entre ninhos em árvores e em prédios", descreve Batisteli.
Entre os principais resultados, a pesquisa indica que as fêmeas dos ninhos em construções humanas passam um tempo 7% menor no ninho durante a incubação do que as fêmeas dos ninhos em árvores. Os ninhos em prédios também são em média 6 ºC mais quentes em seu interior do que aqueles em árvores. "Além disso, outros resultados ainda não publicados apontam vantagens adicionais dos ninhos em prédios, como maior chance de sobrevivência da ninhada. Então, concluímos que o hábito de construir ninhos em prédios pode trazer certos benefícios para as espécies, embora também possam existir fatores prejudiciais que não foram investigados", destaca o biólogo.
Segundo ele, o interesse em pesquisar o tema surgiu da observação: "Na área urbana da UFSCar, desde a graduação, percebia que os ninhos de sabiá eram frequentemente construídos em edifícios, apesar da grande quantidade de vegetação na área urbana do Campus São Carlos. Com tantas árvores ao redor, era muito curioso que as fêmeas construíssem seus ninhos nas mais variadas estruturas pertencentes aos prédios, bem próximo da circulação de pessoas". 
Para o trabalho de campo, foram realizadas três etapas. "A primeira foi a captura dos adultos, que receberam combinações de anéis coloridos para que fosse possível identificar cada indivíduo e também distinguir machos e fêmeas. Depois, um extenso esforço de procura dos ninhos em toda a área urbana da UFSCar [campus sede], os quais foram revisitados dia sim, dia não, para acompanhar se as ninhadas vingariam. Por último, foram mais de 300 horas de observação do comportamento reprodutivo dos sabiás", detalha Batisteli.
A pesquisa, intitulada "Conquistando o ambiente urbano: valor adaptativo e comportamento parental nos ninhos de Turdus leucomelas (Aves, Turdidae) em edifícios", foi realizada entre 2016 e 2020, mas "novos estudos sobre o tema ainda estão em curso", afirma o pesquisador.
O artigo que aborda especificamente as diferenças na temperatura do ninho e no comportamento de incubação dos ovos pelas fêmeas - que constitui um dos capítulos da tese - foi publicado na revista britânica International Journal of Avian Science (IBIS), uma das mais tradicionais na área de Ornitologia, e está disponível no link https://bit.ly/2YHQhnn. O estudo teve apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mais informações e a íntegra do trabalho podem ser solicitadas ao pesquisador, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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