SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal, atendendo à solicitação do vereador Lineu Navarro, realizará nesta quarta-feira (11), às 17h, uma Audiência Pública para discutir o aumento das contas de água no último mês e também a possibilidade de implantar inibidores de ar nos hidrômetros.
Recentemente, o parlamentar denunciou o aumento abusivo nas contas de água. Buscando uma solução, Lineu encaminhou ofício ao presidente do SAAE, exigindo a imediata revisão dos valores das contas referentes ao mês de dezembro de 2025, a serem pagas no mês de fevereiro.
“Também encaminhei uma representação ao Ministério Público de direitos do consumidor para que intervenha nesta situação junto ao SAAE, que é um absurdo. A autarquia deverá revisar todas as contas emitidas para que nenhum contribuinte seja lesado”, destacou.
O aumento foi justificado pelo aumento no intervalo de leitura do SAAE que, devido aos feriados de fim de ano, o período, que costuma de ser até 30 dias entre cada leitura, foi maior, com até 38 dias de intervalo em alguns casos. Este atraso fez com que as contas fossem classificadas para faixas de consumo superiores à média histórica de cada unidade consumidora, resultando em valores absurdos.
O SAAE alega que o maior intervalo de leitura tem respaldo jurídico, mas orientou os moradores a pedir revisão de contas ou registrar reclamações presencialmente.
Segundo Lineu, a responsabilidade pela leitura é exclusiva do SAAE. “Os consumidores não tiveram qualquer responsabilidade pela não leitura no tempo correto. A realização da leitura em data errada não pode resultar em prejuízo às famílias, muitas das quais já enfrentam dificuldades financeiras”, afirmou Lineu.
PAGANDO PELO AR? O vereador também propõe outra discussão na Audiência, que é o não cumprimento da Lei Municipal Nº. 19.780/2020, que dispõe sobre a instalação de equipamento bloqueador de ar na tubulação do sistema de abastecimento de água no município. Caso instalados, os inibidores permitirão que o consumidor pague somente pela água e não pelo ar que pode ficar acumulado na tubulação, principalmente após períodos de falta de água, o que é muito comum na cidade.
Segundo o vereador, o SAAE precisa cumprir essa lei, garantindo que os moradores paguem apenas pelo consumo real de água, e não por ar que passa pela tubulação.































