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SANTIAGO - O presidente chileno, Gabriel Boric, que assumiu o cargo na semana passada, disse na segunda-feira (14), que seu governo vai equilibrar os planos de expansão dos programas sociais sem deixar de ser fiscalmente responsável, em uma mensagem provavelmente destinada ao empresariado local e a investidores globais.

"Temos que ter muito cuidado com os gastos públicos", disse Boric, observando que seu governo respeitará o equilíbrio fiscal do país.

"Os gastos permanentes têm de ser financiados com receitas permanentes", acrescentou Boric.

Com uma economia frágil, inflação alta, impactos da pandemia e incerteza mundial sobre a guerra na Ucrânia, Boric disse que planeja alcançar seus objetivos econômicos por meio de um projeto de reforma tributária que espera aumentar a receita em 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Boric, um ex-líder de protesto estudantil de 36 anos, moderou a retórica antimercado da campanha eleitoral do ano passado. Ele disse que está convidando todos os setores da sociedade chilena - incluindo trabalhadores, empresas e outros setores - para participar das discussões sobre a reforma tributária.

"Não vamos dizer que esta reforma é contra os mais ricos", afirmou Boric. "A reforma tributária tem que ter uma alta qualidade técnica, mas também, espero, o maior consenso."

CHILE - O que devemos aprender com a recente eleição de um esquerdista radical como presidente do Chile? O Chile é país mais rico da América Latina; nos últimos 30 anos, seu índice de pobreza despencou de mais de 50% para menos de 10%. O país se tornou uma potência comercial internacional, mas, no dia 19 de dezembro, os eleitores chilenos elegeram presidente um esquerdista de 35 anos.

Orgulhoso de suas tatuagens, Gabriel Boric liderou uma coalizão que inclui comunistas abertamente. Ele promete acabar com o sistema de previdência privada do país, aumentar impostos, abrir uma empresa estatal de mineração de lítio, cancelar dívidas estudantis, tornar grátis o ensino superior e lutar vigorosamente contra a mudança climática. Os direitos de propriedade serão pisoteados. Existem duas lições importantes aqui.

Em primeiro lugar, a eleição dele levará mais turbulência para as Américas do Sul e Central. Infelizmente, as panaceias defendidas por Gabriel Boric vão sufocar a economia, inflamando ainda mais a insatisfação popular. A vitória dele, porém, incentivará forças semelhantes em outros países latinos.

As consequências políticas e econômicas disso abrirão uma grande oportunidade para a China e a Rússia. O México tem um presidente socialista, Andrés Manuel López Obrador, popularmente conhecido por suas iniciais: AMLO. Ele terá mais incentivo para estender o controle do governo sobre uma economia já problemática, sobretudo o setor de petróleo.

Além disso, está trabalhando para controlar o sistema judiciário do país, a fim de reduzir as restrições a seu poder. Os problemas econômicos decorrentes fortalecerão os cartéis de drogas, sem mencionar o aumento do número de pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos.

A segunda lição é que os líderes não podem se acomodar por causa do sucesso do passado. O Chile foi um milagre econômico, mas, durante anos, os políticos, em especial os que se consideram de direita, não deram continuidade às reformas pró-crescimento. Os impostos, por exemplo, são elevados demais. A alíquota mais alta do imposto de renda dos chilenos supera a dos EUA. O mesmo vale para o imposto de pessoa jurídica. Os impostos da previdência social são 60% mais altos do que os norte-americanos, e há um tributo nacional de 19% sobre as vendas.

O Chile deveria ter seguido o exemplo de lugares como Singapura, baixando os impostos para estimular um crescimento econômico robusto. Também deveria ter adotado um sistema de saúde semelhante ao de Singapura, totalmente acessível e com cobertura universal. Infelizmente, com a eleição no Chile, os países ao sul dos Estados Unidos continuarão a seguir políticas que são bem melhores em promover a pobreza do que a prosperidade.

 

 

 

* Steve Forbes é editor-chefe da Forbes

* Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

*Coluna publicada na edição 93, de dezembro de 2021

RIO DE JANEIRO/RJ - O Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro, receberá o último jogo da seleção masculina em território nacional pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo do Catar. O próximo duelo do Brasil, já classificado, será contra o Chile, no dia 24 de março (quinta-feira), às 20h30. 

Inicialmente a seleção enfrentaria os chilenos na Arena Fonte Nova, em Salvador, conforme anunciou Juninho Paulista, coordenador da seleção, em outubro do ano passado. Mas, de acordo com a Confederação Brasileira de Futebo (CBF), as restrições de público vigentes na Bahia motivaram a troca do local do jogo. 

"Queremos estar cada vez mais próximo do torcedor. Ainda mais para esse jogo que será o último no Brasil antes da Copa do Mundo. Respeitamos e entendemos as restrições vigentes em Salvador, mas é nosso desejo atuar para o maior público possível dentro das normas sanitárias", disse Juninho Paulista. 

O último jogo do escrete canarinho no Maracanã em confronto pela Eliminatória da Copa ocorreu em 2008, quando empatou em 0 a 0 com a Colômbia.

"Jogar no Maracanã também nos possibilita uma logística melhor de treinamentos e deslocamentos. Vamos utilizar a Granja Comary durante toda a preparação", acrescentou o coordenador de futebol.

O Brasil lidera a classificação geral das Eliminatórias Sul-Americanas, com 39 pontos.O país garantiu classificação na 13ª rodada, em novembro passado, ao derrotar a Colômbia, por 1 a 0, em São Paulo. O último jogo da seleção masculina será contra a Bolívia (8ª colocada), em 29 de março, na capital La Paz.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

CHILE - O chanceler chileno Andrés Allamand anunciou sua renúncia ao cargo neste domingo (6) para assumir a Secretaria Geral Iberoamericana (Segib). O anúncio da mudança ocorre em meio a críticas pela crise migratória em regiões do norte do país que fazem fronteira com a Bolívia e o Peru.

"Apresentei minha renúncia ao cargo de chanceler", disse Allamand em uma declaração à imprensa, em Santiago, depois de voltar de uma viagem à Espanha. Ele havia sido eleito secretário-geral da Segib, em novembro, uma instituição que reúne os 22 países da comunidade iberoamericana.

A viagem de Allamand provocou críticas no Chile pela sua ausência em meio aos protestos de moradores das cidades de Iquique e Arica (norte) contra a grande presença de imigrantes sem documentos, em sua maioria venezuelanos, que atravessam por passagens clandestinas da Bolívia e do Peru, desafiando o escasso controle de fronteira.

Alguns manifestantes atacaram acampamentos de imigrantes, a quem acusam pelo aumento da criminalidade nessas áreas. A ONU classificou os protestos como "atos de discriminação e xenofobia".

"Considero extraordinariamente grave a ausência do ministro das Relações Exteriores para abordar a crise migratória", disse o deputado opositor Jaime Naranjo.

"Como é possível que um ministro das Relações Exteriores, cuja principal função é zelar pelos interesses do Estado, esteja trabalhando em Madri em uma organização internacional?", questionou nas redes sociais o deputado Iván Flores.

"É preciso admitir que a situação gerou uma série de críticas que afeta o governo do qual eu faço parte e pretendem descredibilizar o trabalho da Chancelaria. As críticas distorceram o que eu fui fazer no exterior e prejudicam o cenário político", respondeu Allamand, que também anunciou o fim de sua carreira política

A renúncia ocorre um mês após o fim do governo do conservador Sebastián Piñera e da eleição do esquerdista Gabriel Boric para a presidência do Chile.

Na sexta-feira (4), representantes dos governos do Chile e da Bolívia decidiram implementar grupos de trabalho para encontrar soluções para o tráfico de pessoas e contrabando que ocorrem nas terras altas inóspitas onde está localizada a fronteira entre os dois países. Allamand não participou da reunião.

A subsecretária das Relações Exteriores do Chile, Carolina Valdivia Torres, assumirá interinamente como ministra das Relações Exteriores, segundo um comunicado do governo.

 

 

(Com informações da AFP e RFI)

RFI

CHILE - A empresa de gestão ambiental Ambipar segue investindo para ampliar a sua participação além do Brasil. A companhia, por meio do seu braço Ambipar Enviromental Latam, separou US$ 18 milhões (cerca de R$ 100 milhões) para a construção de uma unidade de classificação, pré-tratamento e reciclagem de resíduos em Santiago, capital do Chile. Com capacidade de processar até 60 mil toneladas de materiais por ano, será o segundo maior empreendimento de toda a operação da Ambipar.

Segundo Matias Lagos, presidente da Ambipar Environmental Latam, o negócio vinha sendo planejado há mais de dois anos, quando a operação no país ainda era tocada pela Disal, companhia que foi adquirida pela Ambipar em junho do ano passado.

O negócio tem potencial para ser um dos mais rentáveis da empresa, já que a Ambipar enxerga um faturamento potencial de US$ 8 milhões ao ano no projeto batizado de GIRI, sendo que a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pode chegar a 70%. A título de comparação, a margem da Ambipar como um todo foi de 26,8% nos nove primeiros meses de 2021.

“A margem é muito interessante, pois ainda não há muita concorrência no Chile e essa vai ser a primeira planta dessa categoria no país. É o início da industrialização da reciclagem no Chile”, afirma Lagos.

Lagos aponta que o investimento será um dos mais altos já feitos pela Ambipar. A ideia é que a unidade esteja em operação em janeiro de 2023 com 100% de sua capacidade disponível. Porém, o executivo diz acreditar que somente em 2024 haverá demanda para isso.

O otimismo para um retorno rápido se explica por causa da publicação da Lei de Responsabilidade Estendida do Produtor (REP, na sigla em espanhol), que vai obrigar as empresas a reciclarem parte dos seus resíduos nos próximos anos. “As companhias precisam reciclar 20% das suas embalagens no primeiro ano, 25% no segundo, 35% no terceiro e isso vai aumentando. Por isso, talvez vamos precisar de uma nova planta para dar conta da demanda”, afirma Lagos.

 

Investimentos

A Ambipar tem feito uma série de investimentos e aquisições em série desde o seu processo de abertura de capital (IPO), realizado em julho de 2020. De lá para cá, a empresa controlada por Tércio Borlenghi Junior fez nada menos do que 34 aquisições, sendo 28 ao longo do ano passado.

Mais recentemente, também vem mostrando mais sua marca ao mercado. A modelo brasileira Gisele Bündchen, conhecida pela defesa das causas ambientais em fóruns globais de discussão, tornou-se acionista minoritária da companhia em setembro do ano passado. Ela também se tornou uma espécie de rosto da companhia para campanhas publicitárias.

O executivo da Ambipar Environmental Latam afirma que outros projetos como o da unidade estão sendo estudados não só no Chile, mas em outros países, como Peru, Paraguai e no Brasil. Além disso, a Ambipar está em conversas com 15 companhias visando a aquisições, sendo que três delas estão em fase avançada, de acordo com Lagos.

Desde a sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), a Ambipar chegou a ver as suas ações mais do que dobrarem de valor, mas, com o mau momento do mercado de capitais no Brasil, os papéis despencaram. Do pico alcançado em agosto de 2021, o valor de mercado da empresa recuou quase 50% até o momento. Mesmo assim, o saldo é positivo em 20% desde a estreia na Bolsa.

Por conta disso, a empresa chegou a suspender o IPO da sua subsidiária Environmental ESG, que deveria ter ocorrido no fim do ano passado. Mesmo com o contratempo, os analistas de mercado seguem animados com o futuro do negócio na Bolsa de Valores.

O BTG Pactual, por exemplo, tem recomendação de compra para a Ambipar e enxerga um potencial de valorização de 58% dos papéis, tendo como referência o preço do fechamento de ontem.

De acordo com relatório assinado pelos analistas João Pimentel e Gisele Gushiken, a empresa tem mostrado um forte crescimento tanto via aquisições quanto orgânico. “Nós esperamos que a tendência continue, assim como vemos outras diversas oportunidades de fusões e aquisições para a Ambipar”, disseram.

CHILE - No Zoológico de Buin, nos arredores de Santiago, a capital chilena, um veterinário com uma máscara listrada de tigre administra uma vacina experimental contra covid-19 em um tigre, enquanto outro funcionário alimenta o animal com pedaços de carne crua, por meio de um par de pinças longas.

O Zoo Buin, como outros no mundo, busca manter seus animais protegidos do novo coronavírus, e está administrando uma fórmula experimental doada pela empresa global de saúde animal Zoetis aos seus dez animais mais suscetíveis, disse o diretor do zoológico, Ignacio Idalsoaga.

Na segunda-feira, 13 de dezembro, leões, tigres, pumas e até um orangotango receberam a vacina.

"Estamos usando uma vacina experimental que produzirá resultados de curto prazo, que nos permitirão desenvolver uma vacina que não está no mercado hoje", disse Idalsoaga.

"Estas são as primeiras doses produzidas em todo o mundo, o que permitirá a precisão científica e, posteriormente, a produção em massa para proteger todos os animais desse vírus mortal em zoológicos como o nosso."

O zoológico de Buin começou a procurar maneiras de manter seus animais seguros depois de saber que eles - assim como as pessoas - são suscetíveis ao novo coronavírus.

Depois de conduzir e publicar pesquisas com cães e gatos no ano passado, a Zoetis está testando a vacina em diferentes zoológicos, principalmente nos Estados Unidos (EUA), disse Cristian Dunivicher, técnico em animais da empresa.

SANTIAGO - Gabril Boric, presidente eleito do Chile, assume em 11 de março de 2022 com uma lista de desafios evidentes. Entre a série de problemas com os quais terá de lidar estão a responsabilidade de iniciar a reforma da previdência, principal anseio dos chilenos, a crise econômica, a continuidade da política de combate à pandemia de coronavírus, o encaminhamento do processo da Assembleia Constituinte e a tentativa de estabelecer uma relação harmoniosa com o Congresso, no qual não há uma maioria clara.

Frente à pior recessão em décadas, a economia aparece como a questão mais latente. O PIB encolheu 6 pontos percentuais em 2020, devido ao impacto da Covid, que também causou a perda de 1 milhão de empregos, e o nível de pobreza, por sua vez, foi de 8,1% em 2019 para 12,2% em 2021.

Embora seja esperado um crescimento de 5,5% do PIB em 2021, a recuperação ainda é frágil e lenta para atender ao aumento das necessidades sociais e dos gastos feitos pelo Estado para minimizar o impacto da pandemia. A inflação pode superar os 6% neste ano, dobro da meta estabelecida pelo Banco Central.

Ainda na área econômica, o governo terá de lidar com os efeitos da retirada de US$ 50 bilhões dos fundos privados de pensão, liberados pelo Congresso na pandemia, contrariando o presidente Sebastián Piñera.

Da relação do governo com o Congresso depende o sucesso das negociações para aprovar as reformas e definir os próximos passos da Assembleia Constituinte. Espera-se que o plebiscito para aprovar ou rejeitar a nova Carta ocorra em outubro, e a nova Constituição pode ter entre seus artigos a mudança do sistema presidencialista para o parlamentarista, ou mesmo a redefinição da duração do mandato do presidente.

Neste caso, o mandatário eleito poderia ter de convocar novas eleições ou sair do cargo antes do previsto.

O sucesso do Chile na campanha de vacinação contra a Covid também representa um alto patamar a ser mantido. O país tem 85,7% da população com duas doses, e 51,2%, com três. À Folha Rodrigo Yáñez, subsecretário de economia do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que o país tem vacinas suficientes para terminar a imunização com a dose de reforço e iniciar a aplicação da quarta dose, mas que é necessário começar as negociações para a campanha no segundo semestre do ano que vem.

No plano externo, a eleição de Boric se soma a vitórias de outros candidatos de esquerda na América Latina, como as de Alberto Fernández, na Argentina, Luis Arce, na Bolívia, e Pedro Castillo, no Peru. Quando esteve em Buenos Aires, nos dias 10 e 11 de dezembro, o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a militantes e sindicalistas argentinos que torcessem por uma vitória de Boric.

Assim, o petista, que ainda não anunciou oficialmente sua candidatura à Presidência mas lidera as pesquisas de intenção de voto, seria, em caso de vitória em 2022, mais um aliado do futuro líder chileno a comandar um país na região. Por outro lado, de efeito imediato, Boric passa a ser, assim como Fernández na Argentina, mais um nome não alinhado ao atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

CHILE - Por décadas, os chilenos assistiram de longe seus vizinhos sul-americanos lutarem contra a inflação galopante, crises financeiras e forte turbulência política, forças desestabilizadoras que levaram os ricos a enviarem centenas de bilhões de dólares para paraísos na Suíça, Ilhas Cayman ou Estados Unidos.

Mas agora, o país andino, que por muito tempo desfrutou da estabilidade, está sentindo o peso dessa turbulência. Uma combinação de agitação social, planos para uma nova Constituição e as eleições mais polarizadas na memória recente abala a confiança dos chilenos na moeda do país.

O ritmo de saída de capital estrangeiro de pessoas físicas e empresas não financeiras se acelerou, tendo atingido US$ 8,8 bilhões nos seis meses até agosto e US$ 24,3 bilhões nos últimos dois anos, segundo dados do banco central. Isso equivale a mais de 9% do PIB anual.

E, mesmo quando o dinheiro não está saindo do país, os poupadores têm convertido pesos em depósitos em dólares a um ritmo acelerado. Os saldos em conta corrente em moeda estrangeira quase triplicaram em 24 meses, para um recorde de US$ 1,6 bilhão em setembro.

A aceleração ou redução das saídas de capital nos próximos anos pode ser parcialmente determinada pelas eleições presidenciais de domingo. Uma vitória do candidato de esquerda Gabriel Boric, que se comprometeu a aumentar os impostos, elevar os gastos para melhorar os serviços sociais e acabar com o sistema de pensões privado, pode aumentar ainda mais as saídas. Ou os ricos podem se consolar com a vitória do candidato conservador José Antonio Kast, que prometeu reforçar a confiança dos investidores e o Estado de direito.

Seja qual for o resultado, a estabilidade financeira do Chile já foi afetada, segundo vários gestores de patrimônio entrevistados em Santiago. E a redação de uma nova Constituição e sua votação em 2022 é tão arriscada quanto as próprias eleições.

“Sem dúvida, houve danos institucionais nos últimos dois anos, e a incerteza gerada continuará nos próximos anos, independentemente do resultado das eleições”, disse Klaus Kaempfe, diretor de soluções de portfólio da Credicorp Capital. “A crescente fuga de capitais é um reflexo de tudo isso.”

Além das crescentes demandas por gastos sociais para reduzir a pobreza, a polarização das eleições e uma nova Carta Magna que poderia minar o modelo de mercado livre do Chile, parlamentares aprovaram saques de cerca de US$ 50 bilhões da previdência privada durante a pandemia. Isso obrigou gestores de ativos a liquidarem grandes posições em títulos públicos em moeda local e corporativos e levou o banco central a intervir como comprador para impulsionar o mercado.

CHILE - O Congresso do Chile aprovou na terça-feira (7) o casamento entre pessoas do mesmo sexo depois de uma longa tramitação da iniciativa, que garante direitos de reconhecimento legal e filiação.

O Senado aprovou a iniciativa com 21 votos a favor, 8 contra e 3 abstenções, e em seguida a Câmara Baixa a respaldou com 82 votos a favor, 20 contra e duas abstenções.

O projeto ficou pronto para a sanção do presidente Sebastián Piñera, que em meados do ano anunciou que submeteria o texto a um debate imediato para que ele fosse convertido em lei.

"Hoje é um dia histórico, nosso país aprovou o casamento igualitário, um avanço a mais em matéria de Justiça, de igualdade com um reconhecimento de que amor é amor", disse a ministra de Desenvolvimento Social, Karla Rubilar.

O projeto foi amplamente obstruído desde sua apresentação em 2017 no governo da então presidente Michelle Bachelet. Em junho deste ano, Piñera anunciou que defenderia urgência da tramitação.

"Custa-me acreditar que no dia de hoje estamos dando este passo", disse Rolando Jiménez, da organização Movilh, que foi um dos maiores defensores do projeto e recebeu congratulações de vários parlamentares durante o debate.

CHILE - O Senado do Chile rejeitou nesta terça-feira um processo de impeachment contra o presidente Sebastián Piñera por suspeitas de irregularidades na compra e venda de uma empresa de mineração, reveladas pela investigação jornalística conhecida como "Pandora Papers".

O impeachment foi rejeitado por pelo menos 14 dos 43 senadores, além de ao menos uma abstenção. A oposição precisava de 29 votos a favor para remover o presidente, que agora deverá terminar seu segundo mandato em março do próximo ano.

A decisão do Senado foi tomada cinco dias antes das eleições presidenciais, nas quais Piñera não irá concorrer.

O impeachment de Piñera havia sido aprovado na semana passada na Câmara dos Deputados.

 

 

Por Agência Reuters

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