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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana de São Carlos, por meio do Departamento de Educação para o Trânsito, definiu o cronograma da Minicidade do Trânsito para o mês de março. A ação educativa itinerante atenderá quatro Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs), contemplando crianças de 4 a 6 anos.

Nesta etapa, receberão o projeto os CEMEIs Santo Piccin, no distrito de Água Vermelha; Helena Dornfeld, na Vila Costa do Sol; Olívia Carvalho, no Cidade Aracy; e Osmar Stanley de Martini, no bairro Redenção.

A Minicidade do Trânsito é uma iniciativa voltada à formação cidadã desde a infância, utilizando metodologia lúdica e vivencial para ensinar noções básicas de segurança viária. A estrutura é montada nas próprias unidades escolares e simula, em escala reduzida, um ambiente urbano com placas de sinalização, semáforos adaptados, faixas de pedestres, cruzamentos e demarcações viárias.

O projeto é desenvolvido em duas etapas. A primeira consiste em uma palestra educativa interativa, com linguagem adequada à faixa etária, abordando temas como o que é trânsito, a importância do semáforo, o significado das principais placas de sinalização, o uso correto da faixa de pedestres e o comportamento seguro como pedestre e passageiro.

Na sequência, as crianças participam da vivência prática no circuito da minicidade, conduzindo carros elétricos infantis e enfrentando situações simuladas do cotidiano urbano, sempre com acompanhamento de monitores que reforçam os conceitos apresentados.

De acordo com a Secretaria, a proposta é introduzir noções básicas de segurança viária desde cedo, contribuir para a redução de comportamentos de risco no futuro e fortalecer a cultura de respeito às leis de trânsito. Entre os objetivos estão desenvolver a percepção sobre atitudes seguras, estimular o respeito ao próximo e formar multiplicadores mirins de boas práticas no trânsito, ampliando a conscientização também junto às famílias.

“Nosso objetivo é construir uma cultura de respeito no trânsito, reduzindo comportamentos de risco ao longo dos anos. Ao investir na formação das crianças, também alcançamos as famílias, que passam a refletir sobre suas próprias atitudes. É um trabalho preventivo, educativo e estratégico para uma cidade mais segura”, esclarece Michael Yabuki, secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.

A expectativa é que a ação resulte em maior compreensão das regras básicas de circulação, desenvolvimento de comportamentos seguros e fortalecimento da educação para o trânsito na rede municipal de ensino.

Confira a programação preparada pela Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana:
- 05/03 – 9h – CEMEI Santo Piccin – Distrito de Água Vermelha;
- 12/03 – 9h - CEMEI Helena Dornfeld -  Vila Costa do Sol;
- 19/03 – 9h – CEMEI Olívia Carvalho - Cidade Aracy; 
- 26/03 – 9h – CEMEI Osmar Stanley de Martini - Redenção.

Inscrições devem ser feitas pela Internet e recrutamento será feito de acordo com demanda da Universidade

 

SÃO CARLOS/SP - Está aberto o período de credenciamento para pacientes simulados da Unidade de Simulação em Saúde (USS) do Campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos de idade, com ou sem experiência em simulações em saúde, e que tenham disponibilidade para atuar conforme recrutamento da USS. Pessoas interessadas em participar devem fazer cadastro prévio no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), do Governo Federal, por meio deste link (https://www.gov.br/compras/pt-br/fornecedor).

A USS se constitui como um laboratório didático de apoio educacional, que utiliza o Ensino Baseado em Simulação (EBS) como estratégia ativa de aprendizagem para o desenvolvimento de competências no processo de formação e capacitação em saúde. As pessoas credenciadas prestarão serviços de atuação em cenários simulados para os cursos de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e Programas de Residência em Saúde da UFSCar. 

A atuação do paciente simulado é remunerada (R$46,13/hora) e ocorre de acordo com os perfis e demandas do processo de aprendizagem que a USS estabelecer. O credenciamento é gratuito e todas as informações e orientações detalhadas estão no edital, disponível neste link (https://bit.ly/4l3v1RP).

O prazo para credenciamento é até o dia 30 de novembro deste ano. As pessoas credenciadas podem ser recrutadas até essa data, e o período de vigência do contrato poderá ser prorrogado a critério da Administração. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

BRASÍLIA/DF - O Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra evolução no número de matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT). Os dados apontam para um salto 68,4% em cinco anos.

Em 2021, o país contabilizava 1.892.458 matrículas totais. Em 2025, esse número atingiu a marca de 3.187.976 alunos.

Os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025 foram divulgados na quinta-feira (26), em Manaus, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Inep.

Políticas públicas

O ritmo de crescimento da educação profissional e tecnológica (EPT) foi acelerado, principalmente a partir de 2023.

Segundo o MEC, o aumento reflete a implementação de políticas públicas que buscam tornar o ensino médio mais atrativo e diretamente conectado às necessidades do mercado de trabalho.

O ministro da Educação, Camilo Santana, aponta que o Programa Juros por Educação, criado em 2025, deve aumentar de vagas em cursos técnicos em todo o Brasil.

A iniciativa integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e tem o objetivo de estimular os estados a investirem na oferta de novas vagas gratuitas em cursos técnicos integrados e concomitantes ao ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), em cursos técnicos na forma subsequente e, também, na melhoria da infraestrutura das redes estaduais e na formação docente. Até o momento, 22 estados aderiram ao programa.

"A expectativa é que tenhamos o investimento de R$ 8 bilhões no Propag neste ano, o que vai possibilitar o aumento de 600 mil vagas no ensino técnico do ensino médio em 2026", projeta o ministro da Educação, Camilo Santana.

Para o gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, a educação profissional e tecnológica é um passo ousado e que vai exigir de todas as redes de educação estaduais estratégia, planejamento e ações para dar conta desse aumento de vagas e oferecer aos estudantes uma educação com qualidade. 

"É uma janela de oportunidade nunca antes vista no país e que contribui grandemente para o desenvolvimento social e econômico do Brasil", avalia.

Distribuição de matrículas

O censo detalha também a participação de cada esfera administrativa (estadual, federal e municipal) na oferta de vagas na educação profissional e tecnológica.

As redes estaduais de ensino concentraram 81,7% das matrículas na educação profissional pública, em 2025.

A rede federal composta, por exemplo, pelos institutos federais (IF) e unidades de ensino técnico que operam vinculadas a universidades federais, responde por 15,4% das matrículas.

A rede municipal registra a menor fatia, com apenas 2,8% de atendimento.

Modalidade de ensino

Os cursos técnicos podem ser desenvolvidos de forma articulada e integrada com o ensino médio. Pode ser concomitante com o ensino médio para os estudantes que vão iniciá-lo ou já estejam cursando essa etapa de ensino. 

Há, ainda, o modelo de ensino subsequente, para aqueles estudantes que concluíram o ensino médio.

A oferta pode ser tanto na mesma escola quanto em instituições de ensino distintas.

O Censo Escolar 2025 mostrou que o modelo de ensino médio articulado ao itinerário formativo técnico profissional (curso técnico junto com o ensino médio) é líder absoluto, somando 1.200.606 matrículas, em 2025.

Logo em seguida, destacam-se, no ano passado:

  • curso técnico subsequente, com 832.032 alunos, que atende aqueles que já concluíram o ensino médio e buscam especialização;
  • itinerário formativo articulado (qualificação profissional): registrou 517.422 matrículas;
  • ensino médio na modalidade do magistério tive 32.529 matrículas.

O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, celebra o aumento de 57% nas matrículas da Educação Profissional e Tecnológica integrada ao ensino médio, no comparativo de 2025 com 2024. 

“O crescimento foi ainda maior, de 61,04% na rede pública. Esses dados nos mostram um crescimento acelerado e de forma consistente da EPT no Brasil”, comemora.

Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados à modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino médio somaram, em 2025, mais de 134,9 mil matrículas, o que também reforça a requalificação para públicos que estão fora da idade escolar regular.

Estados

O Censo Escolar 2025 registra que a média nacional é de 20,1% para a razão entre matrículas de cursos técnicos articulados e o total de matrículas do ensino médio regular na rede pública.

Com base nos dados censitários, o coordenador de Estatísticas Educacionais, Indicadores e Controle de qualidade do Censo da Educação Superior da Diretoria de Estatísticas do Inep (Deed), Fábio Pereira Bravin, compara o crescimento. “Saímos de uma condição diante da pandemia, de que apenas 10% das matrículas do ensino médio estavam associadas à educação profissional. Em 2025, nós dobramos o número de matrículas na modalidade, e chegamos a 20,1%".

O Piauí lidera o ranking nacional de integração entre ensino médio e educação profissional e atinge a marca histórica de 68,8% de articulação técnica na rede pública. O estado tem um índice aproximadamente 3,4 vezes a média do Brasil.

No topo do ranking, também aparecem:

  • Paraíba: 34,7%;
  • Acre: 34,1%;
  • Paraná: 32,9%;
  • Espírito Santo: 32,5%.

Na outra ponta da tabela, o Amazonas (5,2%) e o Distrito Federal (6,9%) apresentam os menores índices de integração técnica na rede pública.

Áreas mais procuradas

A pesquisa computa que o setor de educação profissional técnica de nível médio no Brasil revela uma concentração significativa em áreas ligadas ao mercado corporativo e à saúde. 

Os quatro principais eixos tecnológicos que lideraram as matrículas no país, em 2025, foram:

  • ​gestão e negócios: é o líder, com 28,9% das matrículas, somando 534.056 estudantes no ensino público e mais 177.015 no privado;
  • ambiente e saúde: ocupa a segunda posição, com 711.071 (sendo 177.671 matrículas públicas e 326.327 na rede privada);
  • informação e comunicação: o eixo conta com 424.628 alunos (348.698 alunos na rede pública e 75.930 na privada);
  • controle e processos industriais: registra 292.383 estudantes (159.767 matrículas públicas e 132.616 privadas.

Dentro desses eixos, as carreiras que atraem mais estudantes para EPT são:

  • ​administração (eixo gestão e negócios): é o curso mais procurado da lista, com um total de 395.059 alunos, sendo amplamente ofertado pela rede pública (327.924).
  • enfermagem (eixo ambiente e saúde): soma 298.699 matrículas e tem forte predominância da rede privada, com 241.455 desses alunos.
  • informática (eixo informação e comunicação): registra 167.134 estudantes, sendo 141.593 matrículas na rede pública;
  • desenvolvimento de sistemas (eixo informação e comunicação): com 150.864 matriculados.

O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, ressalta que essa é uma etapa escolar extremamente importante para a formação das juventudes do Brasil, como um caminho para a inserção no mundo do trabalho de forma digna. 

“A educação profissional e tecnológica não encerra a evolução educacional do estudante, pelo contrário, o impulsiona a continuar os estudos e, se tiver interesse, cursar o ensino superior", disse.

​Censo

O Censo Escolar 2025 apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino da educação básica. Os dados são utilizados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Para consultar os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, acesse a página eletrônica de resultados do Inep.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Rede Municipal de Educação de São Carlos iniciou nesta sexta-feira (27/02) a entrega dos kits escolares para os alunos do Ensino Fundamental I, Fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos. O vice-prefeito e secretário de Educação, Roselei Françoso, acompanhou uma das entregas na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb), Dalila Galli, no Jockey Clube. “É um kit preparado com muito carinho para que a gente possa ter um ano letivo muito bom na nossa Rede”, afirmou.

Os kits foram elaborados para atender às necessidades dos estudantes em diferentes etapas da educação e incluem caderno brochurão de capa dura, caderno de desenho, caderno de cartografia com régua, duas caixas de lápis de cor para o Fundamental I, lápis grafite, apontador, borracha, canetas esferográficas e hidrográficas, cola branca, cola bastão, entre outros produtos. “Os pais não vão precisar gastar com material escolar e eu tenho absoluta convicção que nós teremos um bom ano letivo”, ressaltou.

Ao todo, cerca de 7 mil kits foram adquiridos pela Prefeitura. A entrega começou em três escolas: EMEB Dalila Galli, no Jockey Clube; EMEB Alcyr Leopoldino, no Jardim Araucária; e EMEB Angelina Dagnone de Melo, no Santa Felícia. O secretário explicou que o fornecedor já se comprometeu a entregar até segunda-feira mais três carretas com aproximadamente 5.500 kits restantes.

Roselei destacou ainda o papel da administração municipal na valorização da educação. “Nós estamos iniciando o ano letivo, temos muita coisa bacana para fazer na nossa educação e, com certeza, com o compromisso que o prefeito Netto Donato tem com a cidade de São Carlos, nós faremos a diferença na educação esse ano e nos próximos anos do nosso governo”.

Nos próximos dias o prefeito Netto Donato e o vice-prefeito e secretário de Educação, Roselei Françoso, farão a entrega do material diretamente para os alunos.

SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), nesta quarta-feira (25/02), para uma reunião de alinhamento com os 62 diretores da rede municipal, além de diretores adjuntos, supervisores de ensino e coordenadores pedagógicos. O encontro teve como objetivo discutir o planejamento das ações que vão nortear o ano letivo de 2026.

Roselei explicou que a pauta foi ampla e buscou contemplar desde questões estruturais até aspectos pedagógicos. “Nós estamos falando de manutenção, contratação de professores, novos investimentos, material escolar que já deve começar a ser entregue no início da próxima semana, além da organização do ano letivo como um todo, incluindo as paradas pedagógicas e a alimentação escolar”, detalhou. Ele também citou atividades culturais e de integração previstas, como o Dia do Brincar e o Dia do Folclore.

O secretário ressaltou a importância de garantir formação qualificada para os profissionais da rede e destacou o papel do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para apoiar investimentos e atender situações emergenciais. “Estamos falando de tudo o que acontece dentro de uma escola e que precisa estar bem estruturado para que a educação funcione”, afirmou.

Françoso lembrou ainda do investimento realizado em uniformes escolares no ano anterior, que alcançou cerca de R$ 7 milhões. Segundo ele, a maior parte dos estudantes já recebeu o kit, e há reservas disponíveis para atender novos alunos. “Esse é um trabalho de integração, para que os diretores possam transmitir aos nossos dois mil professores, merendeiras, agentes educacionais e auxiliares, aquilo que vai acontecer durante o ano letivo de 2026”, disse.

SÃO CARLOS/SP - O secretário de Educação de São Carlos, Roselei Françoso, anunciou nesta semana a contratação de aproximadamente 160 novos professores para atender todas as modalidades de ensino da rede municipal. A medida foi autorizada pelo prefeito Netto Donato e tem como objetivo garantir que todas as salas de aula contem com profissionais ao longo de todo o ano letivo, reduzindo a necessidade de substituições e o pagamento de horas extras. Nessa semana, os professores estão sendo convocados para a atribuição das aulas.

Segundo Roselei, serão contratados 53 professores P1, responsáveis pela educação infantil nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis), que atendem crianças de 0 a 6 anos. Desse total, 44 atuarão em salas livres e 9 em substituição. Também estão previstas 16 contratações temporárias de professores ACT e a efetivação de um professor P2 para o ciclo 1 do ensino fundamental.

A autorização inclui ainda 60 professores para a Educação Especial, 20 para educação física e profissionais para o Ensino Fundamental II, contemplando disciplinas como arte, música, inglês, geografia e matemática.

De acordo com Roselei, as atribuições estão sendo realizadas ao longo desta semana. Após essa etapa, os novos contratados passarão por exames médicos e demais procedimentos administrativos, para que possam iniciar suas atividades nos próximos dias. “A ideia é que todas as salas de aula tenham professores atuando durante todo o ano letivo, com o máximo de formação e qualificação possível”, destacou.

BRASÍLIA/DF - Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debateram em Brasília, na segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.

Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.

“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”

Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.

“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”

Modelo brasileiro

O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.

Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.

Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:

“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”

Desafios

De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:

“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.” 

Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.

“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”

Movimento continental

Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.

Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler."

"Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.

No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.

A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.

“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou. 

No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.

O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.

“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”

Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.

Novas tecnologias

O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.

“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Iniciativa reuniu gestores de inovação e transferência de tecnologia em Seattle, nos Estados Unidos

 

SÃO CARLOS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (AIn.UFSCar) participou da Missão Internacional Fortec Seattle 2026, realizada entre os dias 7 e 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. A iniciativa foi organizada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e reuniu gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), pesquisadores e profissionais da área de inovação e transferência de tecnologia de diferentes regiões do Brasil.

A programação teve como foco o aprimoramento de competências em gestão da inovação, a troca de experiências com ecossistemas internacionais e o contato com práticas adotadas por universidades, centros de pesquisa e empresas inovadoras. Um dos principais momentos da missão foi a participação no AUTM 2026 Annual Meeting, um dos maiores encontros internacionais dedicados à transferência de tecnologia e à gestão da inovação.

Além do encontro, os participantes realizaram visitas técnicas a instituições de referência na região de Seattle, reconhecida pela forte articulação entre pesquisa científica, empreendedorismo e inovação tecnológica. A agenda incluiu sessões técnicas, workshops, atividades de networking e visitas institucionais, entre elas ao Allen Institute, ampliando o contato com modelos avançados de pesquisa e colaboração.

Pela UFSCar, participaram da iniciativa Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn.UFSCar, e Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) e Presidente do Fortec.

De acordo com Braatz, a participação da Universidade na missão contribuiu para o fortalecimento das ações de internacionalização e para a qualificação das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica. "Participar dessa missão internacional foi uma experiência extremamente rica, marcada pela troca qualificada de experiências com gestores de inovação, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na interface entre universidade, ciência e mercado. Esses diálogos reforçam a importância de pensar estratégias que ampliem o impacto das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico, especialmente por meio de processos estruturados de transferência de tecnologias, capazes de levar o conhecimento gerado na universidade para a sociedade de forma concreta e responsável", registra.

Segundo o Diretor, representar a UFSCar em um ambiente internacional como esse também é um aspecto central da iniciativa. "Estar presente nesses espaços contribui para dar visibilidade às competências científicas e tecnológicas da Instituição, ao mesmo tempo em que permite estreitar laços com instituições científicas nacionais e internacionais, abrindo caminhos para cooperações futuras, projetos conjuntos e ações de internacionalização mais consistentes", complementa.

Braatz também destaca os aprendizados em discussões sobre o uso de inteligência artificial nos processos de proteção da propriedade intelectual. "Trata-se de um tema cada vez mais estratégico, diante do crescimento do volume e da complexidade dos ativos tecnológicos gerados pelas universidades, e que aponta para novas possibilidades de qualificação das atividades de busca, análise, proteção e gestão da propriedade intelectual".

Por fim, o Diretor ressalta que conhecer diferentes espaços, práticas institucionais e processos que estimulam a inovação desde os primeiros anos da graduação reforça a importância de investir, de forma contínua, na formação de estudantes com uma visão integrada entre ciência, tecnologia, inovação e impacto social. "Esses aprendizados contribuem diretamente para o fortalecimento de uma cultura de inovação no ambiente universitário e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Agência de Inovação da UFSCar", finaliza.

AGUAÍ/SP - As obras da nova escola estadual em Aguaí, na região de Campinas, atingiram 70,1% de execução. A unidade, construída no residencial Monte Líbano, tem previsão de entrega para a segunda quinzena de março de 2026 e será a primeira escola a ser concluída no âmbito da Parceria Público-Privada (PPP) Novas Escolas do Governo de São Paulo.

A escola terá 5.688,44 m² de área total, distribuídos em três pavimentos. O projeto prevê 21 salas de aula, com capacidade para atender até 780 alunos, além de refeitório e duas quadras poliesportivas, sendo uma coberta. A obra será entregue três meses antes da previsão inicial, que seria em junho.

“É uma estrutura moderna, ampla e que vai beneficiar muito o aprendizado dos estudantes”, afirmou o engenheiro responsável pela obra, Pedro Gomes de Azevedo. “A escola terá um grande impacto na região, pois alunos que estudam longe de casa agora vão poder estudar perto de casa, numa escola com infraestrutura completa e salas climatizadas.”

A PPP Novas Escolas prevê a construção de 33 novas escolas em 29 municípios paulistas. A iniciativa vai criar quase 35 mil novas vagas em período integral para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio da rede estadual. O investimento total estimado é de R$ 2,1 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão, com metade das escolas programadas para entrega em 2026 e as demais até 2027.

As demais obras do Lote Leste da PPP seguem em ritmo acelerado em São João da Boa Vista (53,2%), Salto de Pirapora (50,1%), Leme (50%), Atibaia (49,2%), Limeira (48,8%), Itapetininga (48,7%) e São José dos Campos (47,1%). Também estão em andamento obras Lote Oeste: Ribeirão Preto I e II (48,3% e 48,8%, respectivamente), São José do Rio Preto (48%), Araras (47,6%), Lins (47,1%), Sertãozinho (47%), Olímpia (46,8%) e Jardinópolis (46,7%). O total do avanço de obras, considerando todas unidades, do Lote Oeste é de 47,5%.

A parceria é voltada exclusivamente à infraestrutura e aos serviços de apoio, incluindo construção, manutenção, conservação e operação das atividades não pedagógicas, sem interferência no conteúdo educacional. Os serviços pedagógicos, como planejamento escolar, direção da unidade e definição de material didático, permanecem sob responsabilidade da Secretaria de Educação de São Paulo, assim como a gestão do corpo docente, composto por professores do quadro da Secretaria.

Entre os serviços previstos na PPP estão manutenção predial, segurança, limpeza, jardinagem, preparo da merenda e outras atividades de suporte ao funcionamento das unidades, que já são executadas por empresas privadas. A PPP Novas Escolas reúne em um único contrato diversos serviços hoje contratados separadamente pelas escolas, com o objetivo de agilizar e simplificar a gestão dessas atividades.

 

Agência SP Por Dentro da Obra

O avanço nas obras da escola de Aguaí da PPP Novas Escolas está registrado em mais um episódio da série “Agência SP: Por Dentro da Obra”, iniciativa da Agência SP que mostra em vídeos detalhes e curiosidades de grandes projetos em andamento no estado. Confira mais episódios nas redes sociais e na página do Governo de São Paulo no Youtube.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Larissa Camargo, PCdoB, denunciou em suas redes sociais a falta de organização da Secretaria Municipal de Educação após o início das aulas, no último dia 12. Segundo a parlamentar, escolas da rede municipal começaram o ano letivo com salas sem professores, comprometendo o direito básico das crianças à educação.

De acordo com a vereadora, a Secretaria teve tempo suficiente para se organizar. Havia prazo, havia processo seletivo em andamento e havia, inclusive, o compromisso público de que todas as salas estariam com docentes atribuídos no primeiro dia de aula.

“Estivemos reunidos com o então secretário Lucas Leão e com a chefe de gabinete Adriana Bueno, que nos garantiram que no dia 12 todas as salas teriam professores. Isso não aconteceu”, afirmou.

A vereadora relata que já visitou duas unidades escolares com quadro incompleto de profissionais, com informações confirmadas pelas próprias equipes. Para ela, a situação revela ingerência e irresponsabilidade administrativa.

“Quando uma sala fica vazia, as crianças perdem. Educação é direito, não é favor. A Secretaria já sabia que não havia concurso aberto e que dependeria de processo seletivo. Não poderia alegar surpresa”, pontuou.

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Manutenção durante as aulas

Outro ponto grave denunciado pela parlamentar ocorreu na manutenção. Segundo ela, serviços de manutenção no telhado estavam sendo realizados durante o período de aula, obrigando crianças a deixarem os espaços para que o trabalho fosse executado com segurança.

“Estamos falando de todo um período de férias disponível para realizar manutenção. Ainda há relatos de limpeza de caixa d’água e troca de areia do parque solicitadas e não realizadas em todas as unidades”, destacou.

Para Larissa, a situação escancara o descaso com a educação infantil. Ela afirma que houve tentativa de diálogo com a gestão municipal, mas as promessas não foram cumpridas.

Providências

Diante das denúncias, a vereadora anunciou que irá protocolar requerimentos formais solicitando informações detalhadas sobre a atribuição de professores e o cronograma de manutenção das unidades. Caso necessário, não descarta acionar o Ministério Público.

“Seguiremos cobrando. Nenhum secretário pode dizer que não buscamos diálogo. Mas quando a organização falha e quem paga o preço são as crianças, nosso dever é agir.”

A crise expõe falhas graves de planejamento justamente no setor que deveria ser prioridade absoluta do poder público: a educação.


 

link do vídeo: https://www.instagram.com/p/DUqtWS_kckd/

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