fbpx

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Município faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e atingiu as metas propostas para a edição de 2025

 

ARARAQUARA/SP - Araraquara foi contemplada com o Selo Ouro na edição 2025 do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, como participante do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação. A premiação reconhece esforços e iniciativas no desenvolvimento de políticas públicas que garantam a aprendizagem e o direito de cada criança a uma alfabetização de qualidade no tempo adequado. A cerimônia de entrega do emblema está prevista para acontecer em março, em Brasília (DF).

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como objetivo alfabetizar todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, além de recompor a aprendizagem de alunos do 3º, 4º e 5º ano afetados pela pandemia.

De acordo com Fernando Diana, secretário municipal da Educação, a conquista é fruto do trabalho coletivo de uma rede que acredita na educação como prioridade. "Agradeço a todos(as)  professores(as) alfabetizadores(as), diretores(as) de escola, diretores(as) adjuntos(as), coordenadores(as) pedagógicos(as), AEPs, supervisores (as) de ensino, equipe técnica da SME, equipe de PEAPEs e nossos profissionais de apoio, que diariamente dedicam tempo, conhecimento e sensibilidade para garantir que nossas crianças aprendam com a dignidade e excelência que merecem".

O secretário destaca, ainda, que a participação das famílias é fundamental para fortalecer o vínculo entre escola e comunidade, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes. "Essa conquista é de Araraquara, das nossas escolas, das nossas crianças e de todos que acreditam que a alfabetização na idade certa é a base para uma educação com equidade", completa.

Araraquara já havia conquistado o Selo Ouro na edição 2024, e conseguiu acompanhar a elevação dos critérios de avaliação exigidos em 2025, atingindo 131 dos 150 pontos possíveis, e alcançando a meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

"Seguiremos avançando, juntos, com responsabilidade e compromisso, para que nossa educação municipal continue sendo referência e motivo de orgulho para toda a cidade", finaliza Fernando Diana.

SÃO CARLOS/SP - O Programa Alfabetiza Juntos SP premiou duas escolas da rede municipal de São Carlos pelo desempenho nas metas de alfabetização. A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Antônio Stella Moruzzi, no Jardim Tangará, e o Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Doutor Alcyr Afonso Leopoldino, no Jardim Araucária, foram reconhecidos na segunda edição do prêmio.

Cada unidade receberá R$ 100 por aluno matriculado, o que representa R$ 54 mil para a EMEB Moruzzi (540 estudantes) e R$ 47,7 mil para o CEMEI Alcyr (477 alunos). Os recursos serão aplicados em melhorias para as escolas, fortalecendo a infraestrutura e o apoio pedagógico.

Durante a cerimônia realizada no Memorial da América Latina, em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância da alfabetização na idade certa. “Você não chega ao topo de uma escada sem subir o primeiro degrau. Se investirmos na fluência leitora e na alfabetização na idade certa, essa base vai facilitar os desafios que temos hoje, como o combate à defasagem e à evasão escolar. Quando chegarem ao Ensino Médio, esses alunos serão completamente diferentes, performando muito mais e topando novos desafios”.

O secretário estadual da Educação, Renato Feder, também ressaltou o impacto da iniciativa. “Nosso compromisso é garantir que cada criança tenha acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos. O Alfabetiza Juntos SP mostra que, quando unimos esforços com os municípios, conseguimos resultados concretos. A entrega de livros didáticos para a educação infantil é mais um passo para fortalecer essa base e preparar nossos alunos para os desafios futuros”.

O secretário de Educação de São Carlos, Roselei Françoso, celebrou a conquista. “Tivemos a honra de participar da entrega do Prêmio Excelência Educacional 2025, um reconhecimento importante ao trabalho sério e comprometido realizado pela nossa rede municipal de ensino. Essa conquista é resultado da união de esforços e da dedicação de muitas pessoas. Quero parabenizar nossas crianças, que são as protagonistas dessa história, e também todos os professores, coordenadores pedagógicos, diretores, equipes escolares e famílias que contribuem diariamente para fortalecer a educação em nosso município, além do prefeito Netto Donato pela oportunidade que me deu para compartilhar esse momento tão especial para a educação de São Carlos”, afirmou.

Roselei fez questão de destacar as duas escolas premiadas. “Faço um reconhecimento especial às escolas Doutor Alcyr Affonso Leopoldino e Antônio Stella Moruzzi, que se destacaram e representam com muito orgulho a qualidade do ensino em São Carlos. Este prêmio reforça que estamos no caminho certo, valorizando a educação e construindo um futuro ainda melhor para nossas crianças”.

Na edição de 2025, o governo de São Paulo premiou 1.111 escolas municipais, destinando R$ 32,5 milhões ao Prêmio Excelência Educacional. O cálculo é feito a partir do Índice de Excelência Educacional (IEE), que considera a proficiência em língua portuguesa e matemática no 2º e 5º anos do Ensino Fundamental, além das taxas de aprovação, reprovação e evasão. Os resultados mostram avanços significativos: em matemática, a média das redes municipais no 2º ano passou de 165,1 pontos em 2023 para 180,1 pontos em 2025, enquanto no 5º ano subiu de 213,7 para 223,5. Em língua portuguesa, os alunos do 2º ano evoluíram de 171,1 pontos para 178,4, e os do 5º ano de 199,9 para 205,5. Outro dado relevante é que 76,5% das crianças do 2º ano foram classificadas como leitoras iniciantes ou fluentes, contra 74% em 2023, mostrando que três em cada quatro estudantes já dominam habilidades essenciais de leitura.

Além da premiação, o governo anunciou a distribuição de livros didáticos para a educação infantil, ampliando o apoio às redes municipais e reforçando o compromisso com a alfabetização na idade certa.

IBATÉ/SP - A rede municipal de ensino de Ibaté está com matrículas abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade voltada para pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade regular e desejam retomar a trajetória escolar.

No município, a escola responsável por atender os alunos da modalidade EJA na rede municipal é a Escola Neusa Milori Freddi, que oferece ensino para os anos iniciais do Ensino

Fundamental, organizados em duas etapas:
Termo I: correspondente do 1º ao 3º ano
Termo II: correspondente ao 4º e 5º ano

Já os alunos que cursam a EJA pela rede estadual são atendidos na Escola Estadual Segundo Carlos Lopes. 

Para garantir o acesso à educação, a Prefeitura disponibiliza aos estudantes da EJA, transporte escolar para aqueles que residem a mais de 2 quilômetros de distância da escola.

A Educação de Jovens e Adultos é uma oportunidade importante para quem deseja retomar os estudos, ampliar conhecimentos e conquistar novas oportunidades pessoais e profissionais. 

Os interessados podem procurar a unidade escolar para obter mais informações e realizar a matrícula.

Estudo com participação da UFSCar aponta recuperação de 1,67 milhão de hectares entre 2011 e 2021

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo publicado no periódico científico Perspectives in Ecology and Conservation revela que a Mata Atlântica registrou avanço significativo na restauração florestal na última década. Entre 2011 e 2021, cerca de 1,67 milhão de hectares de florestas nativas foram recuperados no bioma, segundo análise baseada em dados da iniciativa MapBiomas.

O processo de recuperação foi mais intenso nos estados de Minas Gerais (26,4%), Paraná (18,6%), Bahia (12,9%) e São Paulo (12,7%). Embora o mapeamento não diferencie áreas que passaram por regeneração natural daquelas que receberam ações de restauração ativa, os pesquisadores indicam que a maior parte do crescimento da cobertura florestal ocorreu por processos naturais.
 

Segundo Vinicius Tonetti, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento "Estratégia Mata Atlântica", os resultados demonstram que a recuperação da Mata Atlântica em larga escala é possível. "Os dados mostram que restaurar a Mata Atlântica é um caminho viável e necessário para proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas, mesmo em paisagens com intensa atividade produtiva", afirma. O Centro recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp; processo nº 2021/11940-0), está sediado no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e tem o professor Paulo Guilherme Molin, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), como pesquisador responsável.

A pesquisa também aponta que 75,2% do aumento da cobertura florestal ocorreu em áreas classificadas como "mosaicos de uso", regiões onde há mistura de pequenas lavouras, pastagens e vegetação em regeneração. Esses locais frequentemente incluem pastagens abandonadas ou pouco produtivas, que podem se recuperar naturalmente quando as condições ambientais são favoráveis.

Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que nem toda floresta regenerada permanece preservada ao longo do tempo. A análise mostra que 568 mil hectares de áreas que haviam se recuperado deixaram de existir até 2023, último ano considerado no levantamento. Para Tonetti, o dado reforça a necessidade de políticas públicas e incentivos para garantir a permanência dessas áreas. "O trabalho de restauração não termina quando a floresta começa a crescer. É fundamental proteger as florestas jovens para que elas se consolidem e continuem oferecendo benefícios ambientais", explica.

Entre as medidas apontadas como estratégicas estão pagamentos por serviços ambientais, fiscalização ambiental e políticas específicas para a proteção de florestas secundárias, que são áreas importantes para a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono e a regulação do ciclo da água.

O estudo também destaca o papel da regeneração natural como uma estratégia eficiente e de menor custo para recuperar grandes áreas. Segundo Tonetti, esse processo depende fortemente da atuação da fauna. "Muitas espécies de árvores tropicais têm sementes dispersas por aves e mamíferos frugívoros. Esses animais transportam e espalham as sementes pela paisagem, favorecendo a regeneração das florestas", afirma. Em pesquisa anterior desenvolvida durante seu doutorado, Tonetti já havia demonstrado a importância desses animais para a recuperação em larga escala da Mata Atlântica.

Ao todo, a pesquisa reuniu 16 cientistas de 14 instituições, entre universidades, organizações não governamentais e coletivos de restauração. Todos os autores integram o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que articula diferentes atores para promover a recuperação do bioma em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.O estudo está disponível para leitura na íntegra na plataforma ScienceDirect (em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2530064425000598).

Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais

 

SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?

Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.

A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.

Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora. 

Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.

Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar). "Temos hoje um repositório variado culturalmente e de uso gratuito, com ampla circulação, que vem sendo utilizado por instituições de ensino públicas do Brasil todo", explica Martins.

Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.

Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.

Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.

Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.

"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.

A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.

Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.

A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.

Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.

Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.

Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."

Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar terão livro publicado por editora internacional de grande circulação acadêmica. A obra "Teaching and Assessing Mathematics Skills for Special Education Students: Theoretical and Practical Perspectives" ("Ensino e Avaliação de Habilidades Matemáticas para Estudantes de Educação Especial: Perspectivas Teóricas e Práticas") será lançada internacionalmente pela Springer Nature no dia 29 de março de 2026, integrando a série "Springer Texts in Education".

O livro é de autoria de Ailton Barcelos da Costa, doutor em Educação Especial e bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGEEs/UFSCar; Alessandra Daniele Messali Picharillo, doutora em Educação Especial e pesquisadora na área; e Nassim Chamel Elias, docente e pesquisador do PPGEEs/UFSCar. 

A obra reúne fundamentos teóricos e aplicações práticas voltadas ao ensino e à avaliação de habilidades matemáticas de estudantes da Educação Especial, com ênfase em contextos de Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro do Autismo e Deficiência Visual. O livro dialoga com a formação de professores, práticas inclusivas baseadas em evidências e estratégias acessíveis de ensino e avaliação.

O livro possui 209 páginas, distribuídas em 9 capítulos e um apêndice, que é composto por protocolos de avaliações. Publicada em Inglês e com circulação internacional, a obra já está disponível no catálogo da Springer em pré-venda através do site https://link.springer.com/book/9783032179784.

Para os autores, a publicação reforça a inserção internacional das pesquisas desenvolvidas no PPGEEs, programa de referência nacional na área de Educação Especial, buscando contribuir para aproximar a produção científica brasileira do debate internacional sobre educação inclusiva e ensino de matemática.

A obra contribui, ainda, para ampliar a presença da produção acadêmica brasileira no debate científico global sobre educação inclusiva e educação matemática. "Apesar da importância da matemática para a participação social, autonomia e desenvolvimento acadêmico, o ensino dessa disciplina para estudantes com deficiência ainda é pouco explorado na literatura e na formação de professores", destacam os autores Ailton da Costa e Alessandra Picharillo. "Nesse contexto, a obra contribui ao reunir e sistematizar conhecimentos científicos e pedagógicos sobre o tema, oferecendo subsídios para professores, formadores de professores e pesquisadores interessados no ensino inclusivo de matemática".

Para Costa e Picharillo, um dos principais diferenciais do trabalho é reunir, em um único livro, conhecimentos que atualmente se encontram dispersos em artigos científicos e relatórios de pesquisa, facilitando o acesso de professores e estudantes a esse campo de estudo. "Além disso, a obra combina revisão sistemática da literatura internacional com implicações pedagógicas para a prática docente, incluindo atividades didáticas, estudos de caso, sugestões de oficinas e protocolos de avaliação em matemática. Essa articulação entre pesquisa acadêmica e aplicação pedagógica amplia o potencial de uso do livro na formação inicial e continuada de professores e em cursos de graduação e pós-graduação".

Publicação internacional
Segundo Costa e Picharillo, para conseguir ser publicado numa editora de renome internacional, o livro atendeu a critérios importantes utilizados por editoras acadêmicas internacionais, como relevância científica do tema, contribuição original para a área e potencial de uso no ensino superior. "Os pareceristas destacaram que há escassez de livros didáticos que integrem Educação Matemática e educação inclusiva, sendo necessário atualmente recorrer a diversos artigos e relatórios de pesquisa para acessar esse conhecimento. Nesse sentido, o livro apresenta uma contribuição relevante ao organizar e tornar esse conhecimento mais acessível para professores e formadores de professores", revelam os autores.

"Além disso, os revisores reconheceram que a proposta apresenta um plano estruturado de conteúdo e possui potencial de interesse para um público internacional, especialmente em cursos de formação de professores e programas de pós-graduação", completam.

Público-alvo
O público-alvo, segundo a editora, inclui professores e estudantes, tanto em nível de Brasil como internacionalmente, para cursos de Licenciatura em Educação Especial, tanto presenciais quanto na modalidade de educação a distância, e para estudantes de pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial e Inclusão. Poderá também ser utilizado em cursos de Licenciatura em Matemática.

O livro pode ser utilizado diretamente em disciplinas relacionadas ao Ensino de Matemática para Pessoas com Deficiência, bem como parcialmente em disciplinas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Intelectual e Deficiência Visual. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também pode servir como referência em disciplinas que abordam essas temáticas, além de contribuir para pesquisadores interessados na interface entre educação matemática e educação inclusiva.

Lançamento e informações
O livro terá lançamento mundial inicialmente em Inglês no dia 29 de março de 2026 no site da Editora Springer Nature. "No entanto, de acordo com o contrato firmado, a editora se compromete, a partir de um mês após o lançamento mundial do livro, a procurar uma editora no Brasil para lançar uma tradução da obra em Português", esclarecem os autores.

Mais informações sobre o livro podem ser solicitadas diretamente, via e-mail, com os pesquisadores Ailton Barcelos da Costa (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Alessandra Daniele Messali Picharillo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Nassim Chamel Elias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Carmelita Rocha Ramalho, na Vila Prado, para avaliar as condições da unidade e determinar providências imediatas de limpeza e manutenção. A visita ocorreu na segunda-feira (09/03) e resultou em ações já implementadas, além de um cronograma de novas intervenções.

Segundo Roselei, algumas medidas foram adotadas de imediato. “Nós já realizamos a troca de toda a areia da escola e fizemos também a limpeza da piscina. Tive a oportunidade de conversar com professores, equipe técnica, auxiliares e cuidadores, para verificar os principais apontamentos da unidade”, afirmou.

O secretário destacou que a escola, apesar de antiga, é acolhedora e precisa de ajustes estruturais. “Pedimos um levantamento para recuperar algumas portas, verificar a questão da estrutura e instalar redes na quadra esportiva. A escola tem uma longa história no bairro, é bonita e acolhedora, mas precisa de medidas de recuperação. Já determinamos o orçamento para realizar os principais serviços”, explicou. “Quem visitar a escola vai perceber que já fizemos a limpeza da piscina e temos agora um cronograma para seguir com outras intervenções”, complementou o secretário.

Roselei informou ainda que aguarda o orçamento da empresa prestadora de serviços para dar sequência às obras de substituição das portas e recuperação de ambientes internos.

 

SÃO CARLOS/SP - O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), promoveu, nos dias 25 e 26 de fevereiro, o II Encontro de Pesquisadores da rede - evento online que reuniu apresentações de mais de 20 pesquisadores vinculados a mais de 10 instituições brasileiras para apresentar projetos e resultados de pesquisas.

A abertura foi conduzida por Andréia Schmidt, coordenadora da Diretoria de Pesquisa do INCT-ECCE e professora da Universidade de São Paulo (USP), que situou o evento como um panorama da produção científica atual e das perspectivas futuras do Instituto. A coordenadora-geral, Deisy das Graças de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar, destacou o potencial do encontro para ampliar trocas e fortalecer colaborações entre os mais de 60 cientistas da rede e seus bolsistas.

As apresentações percorreram um espectro amplo: da pesquisa básica - com estudos sobre responder relacional, memória e rastreamento ocular - à ciência aplicada com impacto direto em políticas públicas. Entre os destaques esteve o estudo longitudinal Conecta, novo projeto da terceira fase do INCT-ECCE, que investigará os efeitos de dispositivos digitais no desenvolvimento de crianças pré-escolares, tema urgente diante dos debates regulatórios em curso no Brasil e no mundo.

A programação incluiu ainda investigações sobre prevenção da contaminação por mercúrio em populações vulneráveis da Amazônia, neurociência educacional, mitigação de viés racial e intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva. A gravação do evento já está disponível e pode ser acessada no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=uKF7SAkbS68).

Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 2009, o INCT-ECCE investiga aprendizagem humana e não humana para desenvolver tecnologias de alfabetização, inclusão e comunicação. Mais informações em https://www.inctecce.ufscar.br.

Texto: Vanessa Ayres Pereira, psicóloga, pós-graduanda e bolsista de Jornalismo Científico/Fapesp vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE).

SÃO PAULO/SP - Os pré-selecionados da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) do primeiro semestre de 2026 devem entregar a documentação que comprove as informações prestadas no momento da inscrição, diretamente na instituição privada de educação superior em que foram selecionados até esta sexta-feira (13).

O estudante pode comparecer à faculdade privada para entregar a documentação ou encaminhá-la virtualmente, por meio eletrônico disponibilizado pela instituição.

resultado da segunda chamada foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 2 de março, e pode ser acessado o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Prouni.

A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas.

Certificação 

Para os candidatos com 18 anos ou mais que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 e precisam do certificado de conclusão do Ensino Médio, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou um novo sistema que emite o comprovante de conclusão da educação básica.

Entre as exigências, é preciso ter alcançado 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem 2025, além de ter obtido 500 pontos na redação.  

Bolsas de estudo

Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

O MEC comemora que a edição de 2026 é a maior da história do Prouni, com 22 anos de existência.

O requisito para ter a bolsa integral do programa é comprovar a renda familiar menor ou igual a um salário-mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.

Lista de espera

Quem está de olho nas vagas remanescentes e não foi selecionado na primeira e segunda chamadas, deverá manifestar interesse em participar da lista de espera do Prouni, nos dias 25 e 26 de março de 2026, também, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Todas as informações sobre as regras do processo seletivo estão no Edital nº 2/2026.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve na manhã desta segunda-feira (09/03), no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Homero Frei, no bairro Santa Felícia, após relatos de pais sobre a presença de escorpiões na unidade. A visita resultou em uma série de providências imediatas para garantir a segurança das crianças e tranquilidade das famílias.

Roselei destacou que, apesar da preocupação, nenhuma criança foi picada. “Isso demonstra a atenção e o cuidado dos professores, da direção e de toda a equipe escolar. Eles têm feito um trabalho constante de orientação e vigilância, o que tem sido fundamental para evitar acidentes”, afirmou.

Entre as ações já realizadas estão a dedetização do espaço, acompanhada por técnicos da Vigilância Epidemiológica e da Unidade Controle de Zoonoses e Endemias, a substituição da areia dos espaços de recreação, a pintura com tinta óleo em todo o perímetro da escola, a ampliação da área de aceiro externa e a troca de telas em galerias de águas pluviais e esgoto. Além disso, a Secretaria estuda a contratação de um funcionário exclusivo para a varredura diária, reforçando a prevenção.

Durante a visita, o secretário ressaltou o empenho coletivo no enfrentamento do problema. “É um trabalho de muitas mãos. Temos professores atentos, agentes educacionais comprometidos, direção atuante e o apoio constante da Vigilância. Todos estão unidos para combater os escorpiões e garantir um ambiente seguro para nossas crianças”, disse.

Roselei também destacou a importância da orientação contínua aos alunos. “Sabemos que as crianças, por vezes, não percebem o risco. Por isso, o trabalho das professoras em alertá-las sobre o perigo é essencial. Essa conscientização, somada às medidas de manutenção e limpeza, tem sido decisiva para evitar qualquer incidente”, explicou.

De acordo com a supervisora da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, médica veterinária Luciana Marchetti, a ocorrência de escorpiões no CEMEI Homero Frei é uma situação já acompanhada pelo órgão.

“Estamos monitorando essa situação e prestando apoio técnico à escola, com orientações sobre medidas preventivas e ações voltadas à segurança de toda a comunidade escolar. Sabemos que a localização da unidade pode favorecer o aparecimento desses animais, por isso nossas recomendações incluem a criação de barreiras físicas, manutenção predial adequada e, principalmente, ações de prevenção de acidentes. A equipe escolar também tem se mostrado bastante comprometida, realizando vistorias antes da entrada das crianças e orientando os alunos sobre os riscos e sobre a importância de avisar imediatamente um adulto caso encontrem um escorpião. Esse trabalho conjunto tem apresentado resultados positivos, tanto que não registramos nenhum acidente envolvendo crianças”.

É importante destacar que esse é um esforço integrado entre a Secretaria Municipal de Educação, a comunidade escolar, a Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias e também a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, responsável pela limpeza e manutenção das áreas no entorno da escola

A médica veterinária ressalta ainda que a presença de escorpiões e os casos de picadas vêm aumentando a cada ano no Estado de São Paulo, e que o enfrentamento desse problema exige a participação de toda a sociedade, tanto na adoção de cuidados com o ambiente quanto no cumprimento das medidas de prevenção.

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Abril 2026 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30      
Aviso de Privacidade

Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.