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BRASÍLIA/DF - Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debateram em Brasília, na segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.

Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.

“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”

Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.

“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”

Modelo brasileiro

O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.

Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.

Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:

“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”

Desafios

De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:

“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.” 

Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.

“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”

Movimento continental

Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.

Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler."

"Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.

No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.

A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.

“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou. 

No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.

O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.

“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”

Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.

Novas tecnologias

O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.

“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Iniciativa reuniu gestores de inovação e transferência de tecnologia em Seattle, nos Estados Unidos

 

SÃO CARLOS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (AIn.UFSCar) participou da Missão Internacional Fortec Seattle 2026, realizada entre os dias 7 e 14 de fevereiro, nos Estados Unidos. A iniciativa foi organizada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e reuniu gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), pesquisadores e profissionais da área de inovação e transferência de tecnologia de diferentes regiões do Brasil.

A programação teve como foco o aprimoramento de competências em gestão da inovação, a troca de experiências com ecossistemas internacionais e o contato com práticas adotadas por universidades, centros de pesquisa e empresas inovadoras. Um dos principais momentos da missão foi a participação no AUTM 2026 Annual Meeting, um dos maiores encontros internacionais dedicados à transferência de tecnologia e à gestão da inovação.

Além do encontro, os participantes realizaram visitas técnicas a instituições de referência na região de Seattle, reconhecida pela forte articulação entre pesquisa científica, empreendedorismo e inovação tecnológica. A agenda incluiu sessões técnicas, workshops, atividades de networking e visitas institucionais, entre elas ao Allen Institute, ampliando o contato com modelos avançados de pesquisa e colaboração.

Pela UFSCar, participaram da iniciativa Daniel Braatz, Diretor Executivo da AIn.UFSCar, e Ana Lúcia Vitale Torkomian, docente do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) e Presidente do Fortec.

De acordo com Braatz, a participação da Universidade na missão contribuiu para o fortalecimento das ações de internacionalização e para a qualificação das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica. "Participar dessa missão internacional foi uma experiência extremamente rica, marcada pela troca qualificada de experiências com gestores de inovação, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na interface entre universidade, ciência e mercado. Esses diálogos reforçam a importância de pensar estratégias que ampliem o impacto das pesquisas desenvolvidas no ambiente acadêmico, especialmente por meio de processos estruturados de transferência de tecnologias, capazes de levar o conhecimento gerado na universidade para a sociedade de forma concreta e responsável", registra.

Segundo o Diretor, representar a UFSCar em um ambiente internacional como esse também é um aspecto central da iniciativa. "Estar presente nesses espaços contribui para dar visibilidade às competências científicas e tecnológicas da Instituição, ao mesmo tempo em que permite estreitar laços com instituições científicas nacionais e internacionais, abrindo caminhos para cooperações futuras, projetos conjuntos e ações de internacionalização mais consistentes", complementa.

Braatz também destaca os aprendizados em discussões sobre o uso de inteligência artificial nos processos de proteção da propriedade intelectual. "Trata-se de um tema cada vez mais estratégico, diante do crescimento do volume e da complexidade dos ativos tecnológicos gerados pelas universidades, e que aponta para novas possibilidades de qualificação das atividades de busca, análise, proteção e gestão da propriedade intelectual".

Por fim, o Diretor ressalta que conhecer diferentes espaços, práticas institucionais e processos que estimulam a inovação desde os primeiros anos da graduação reforça a importância de investir, de forma contínua, na formação de estudantes com uma visão integrada entre ciência, tecnologia, inovação e impacto social. "Esses aprendizados contribuem diretamente para o fortalecimento de uma cultura de inovação no ambiente universitário e para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela Agência de Inovação da UFSCar", finaliza.

AGUAÍ/SP - As obras da nova escola estadual em Aguaí, na região de Campinas, atingiram 70,1% de execução. A unidade, construída no residencial Monte Líbano, tem previsão de entrega para a segunda quinzena de março de 2026 e será a primeira escola a ser concluída no âmbito da Parceria Público-Privada (PPP) Novas Escolas do Governo de São Paulo.

A escola terá 5.688,44 m² de área total, distribuídos em três pavimentos. O projeto prevê 21 salas de aula, com capacidade para atender até 780 alunos, além de refeitório e duas quadras poliesportivas, sendo uma coberta. A obra será entregue três meses antes da previsão inicial, que seria em junho.

“É uma estrutura moderna, ampla e que vai beneficiar muito o aprendizado dos estudantes”, afirmou o engenheiro responsável pela obra, Pedro Gomes de Azevedo. “A escola terá um grande impacto na região, pois alunos que estudam longe de casa agora vão poder estudar perto de casa, numa escola com infraestrutura completa e salas climatizadas.”

A PPP Novas Escolas prevê a construção de 33 novas escolas em 29 municípios paulistas. A iniciativa vai criar quase 35 mil novas vagas em período integral para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio da rede estadual. O investimento total estimado é de R$ 2,1 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão, com metade das escolas programadas para entrega em 2026 e as demais até 2027.

As demais obras do Lote Leste da PPP seguem em ritmo acelerado em São João da Boa Vista (53,2%), Salto de Pirapora (50,1%), Leme (50%), Atibaia (49,2%), Limeira (48,8%), Itapetininga (48,7%) e São José dos Campos (47,1%). Também estão em andamento obras Lote Oeste: Ribeirão Preto I e II (48,3% e 48,8%, respectivamente), São José do Rio Preto (48%), Araras (47,6%), Lins (47,1%), Sertãozinho (47%), Olímpia (46,8%) e Jardinópolis (46,7%). O total do avanço de obras, considerando todas unidades, do Lote Oeste é de 47,5%.

A parceria é voltada exclusivamente à infraestrutura e aos serviços de apoio, incluindo construção, manutenção, conservação e operação das atividades não pedagógicas, sem interferência no conteúdo educacional. Os serviços pedagógicos, como planejamento escolar, direção da unidade e definição de material didático, permanecem sob responsabilidade da Secretaria de Educação de São Paulo, assim como a gestão do corpo docente, composto por professores do quadro da Secretaria.

Entre os serviços previstos na PPP estão manutenção predial, segurança, limpeza, jardinagem, preparo da merenda e outras atividades de suporte ao funcionamento das unidades, que já são executadas por empresas privadas. A PPP Novas Escolas reúne em um único contrato diversos serviços hoje contratados separadamente pelas escolas, com o objetivo de agilizar e simplificar a gestão dessas atividades.

 

Agência SP Por Dentro da Obra

O avanço nas obras da escola de Aguaí da PPP Novas Escolas está registrado em mais um episódio da série “Agência SP: Por Dentro da Obra”, iniciativa da Agência SP que mostra em vídeos detalhes e curiosidades de grandes projetos em andamento no estado. Confira mais episódios nas redes sociais e na página do Governo de São Paulo no Youtube.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Larissa Camargo, PCdoB, denunciou em suas redes sociais a falta de organização da Secretaria Municipal de Educação após o início das aulas, no último dia 12. Segundo a parlamentar, escolas da rede municipal começaram o ano letivo com salas sem professores, comprometendo o direito básico das crianças à educação.

De acordo com a vereadora, a Secretaria teve tempo suficiente para se organizar. Havia prazo, havia processo seletivo em andamento e havia, inclusive, o compromisso público de que todas as salas estariam com docentes atribuídos no primeiro dia de aula.

“Estivemos reunidos com o então secretário Lucas Leão e com a chefe de gabinete Adriana Bueno, que nos garantiram que no dia 12 todas as salas teriam professores. Isso não aconteceu”, afirmou.

A vereadora relata que já visitou duas unidades escolares com quadro incompleto de profissionais, com informações confirmadas pelas próprias equipes. Para ela, a situação revela ingerência e irresponsabilidade administrativa.

“Quando uma sala fica vazia, as crianças perdem. Educação é direito, não é favor. A Secretaria já sabia que não havia concurso aberto e que dependeria de processo seletivo. Não poderia alegar surpresa”, pontuou.

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Manutenção durante as aulas

Outro ponto grave denunciado pela parlamentar ocorreu na manutenção. Segundo ela, serviços de manutenção no telhado estavam sendo realizados durante o período de aula, obrigando crianças a deixarem os espaços para que o trabalho fosse executado com segurança.

“Estamos falando de todo um período de férias disponível para realizar manutenção. Ainda há relatos de limpeza de caixa d’água e troca de areia do parque solicitadas e não realizadas em todas as unidades”, destacou.

Para Larissa, a situação escancara o descaso com a educação infantil. Ela afirma que houve tentativa de diálogo com a gestão municipal, mas as promessas não foram cumpridas.

Providências

Diante das denúncias, a vereadora anunciou que irá protocolar requerimentos formais solicitando informações detalhadas sobre a atribuição de professores e o cronograma de manutenção das unidades. Caso necessário, não descarta acionar o Ministério Público.

“Seguiremos cobrando. Nenhum secretário pode dizer que não buscamos diálogo. Mas quando a organização falha e quem paga o preço são as crianças, nosso dever é agir.”

A crise expõe falhas graves de planejamento justamente no setor que deveria ser prioridade absoluta do poder público: a educação.


 

link do vídeo: https://www.instagram.com/p/DUqtWS_kckd/

Podem participar idosos de São Carlos e Ibaté; iniciativa propõe plano individual com apoio contínuo

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o Programa Multidimensional e Assistencial de Gestão de Quedas para Pessoas Idosas com Histórico de Quedas (Magic 2), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa é totalmente gratuita, voltada a pessoas idosas (60 anos ou mais) residentes em São Carlos ou Ibaté que tenham sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.

Com duração de 16 semanas, o Programa tem como objetivo identificar e reduzir os riscos de cair, por meio de uma intervenção estruturada e personalizada. A proposta envolve atuação conjunta de docentes e estudantes dos cursos de graduação em Gerontologia e Fisioterapia da UFSCar, e combina avaliação individual, plano de intervenção específico, atividades físicas regulares e, quando necessário, estimulação cognitiva.

Segundo Karina Say, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade e uma das coordenadoras do Programa, a prevenção é essencial diante da alta prevalência de quedas na velhice. "As quedas acidentais são muito prevalentes na população idosa. Esse tipo de acidente pode ter desfechos negativos para o bem-estar e a saúde da pessoa idosa, com impactos na saúde mental (como medo de cair e depressão), na capacidade funcional (com redução da mobilidade e da independência) e na dimensão social (isolamento e falta de suporte para recuperação). Só em 2024, foram registradas 179.922 autorizações de internação hospitalar por quedas, com gasto aproximado de R$ 328 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)", situa. 

Mas a boa notícia, de acordo com a docente, é que são eventos evitáveis. "Diante disso, o Programa Magic oferece à população uma proposta preventiva, com avaliação e intervenção individualizada nos fatores de risco modificáveis, alinhada às diretrizes internacionais de prevenção de quedas", afirma Say.

A iniciativa avalia cada pessoa de forma individual, para que a equipe entenda os fatores que aumentam seu risco de quedas. A partir disso, constrói um plano de cuidado. Há também gestão de casos, com ligações semanais e acompanhamento contínuo. Ao longo de um ano, os participantes passam por avaliações periódicas, com apoio de uma equipe especializada, incluindo exames laboratoriais e de cognição.

Ao final do acompanhamento, uma nova avaliação é realizada, possibilitando medir os avanços obtidos. Espera-se que, ao longo do processo, os participantes desenvolvam maior resistência física, além de se sentirem mais preparados para lidar com situações que envolvem risco de quedas, promovendo, assim, mais autonomia e segurança no cotidiano.

Há apenas 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas em bit.ly/programa-magic2. O preenchimento do formulário online servirá para a equipe entrar em contato posteriormente para a confirmação dos critérios de participação no projeto. 

Mais informações estão disponíveis no Instagram @programamagic, no cartaz de divulgação, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99762-5538. A equipe também se coloca à disposição para explicar o projeto por telefone, em horário combinado.

SÃO CARLOS/SP - A Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA/EJAI) ganhou um novo capítulo em São Carlos com o início, no último dia 9 de fevereiro, da primeira turma de alfabetização na Fazenda Pinhal, na zona rural do município. A iniciativa é resultado de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, o Instituto ACORDE, responsável pela gestão do MOVA São Carlo e a própria Fazenda Pinhal.

A ação integra a política pública municipal voltada à educação ao longo da vida e amplia o acesso ao ensino para pessoas que vivem e trabalham no campo. A turma foi organizada para atender educandos e educandas que estão retomando os estudos e que, a partir do processo de alfabetização, poderão dar continuidade à formação escolar na rede municipal.

Com a oferta de aulas em território rural, o município se alinha ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas, reforçando o compromisso de garantir que a escola esteja presente onde as pessoas estão. A proposta busca superar barreiras como distância e rotina de trabalho, ampliando oportunidades educacionais.

Segundo o vice-prefeito e atual secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a EJA/EJAI representa mais do que uma política pública: é a garantia de um direito fundamental. “A educação transforma vidas. Quando asseguramos o acesso de jovens, adultos e idosos à escola, estamos promovendo autonomia, ampliando oportunidades e valorizando histórias marcadas pelo trabalho, pela superação e pelo desejo de aprender”, destacou.

O prefeito Netto Donato destacou que a abertura da turma na Fazenda Pinhal simboliza um avanço concreto nas políticas de equidade e inclusão do município. “Levar a educação para a zona rural é garantir que o direito de aprender alcance todos os cantos da cidade. Estamos construindo uma São Carlos mais justa, que reconhece o valor de cada trajetória e reafirma que nunca é tarde para recomeçar por meio da educação”, afirmou.

De acordo com Maria Alice Zaccharias, chefe de seção de EJA na Secretaria de Educação e Articuladora Regional Municipal do Pacto EJA  pelo MEC, após a etapa inicial, os estudantes serão encaminhados para a Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos Austero Magerona (EMEJA) ou para uma das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) que ofertam EJA/EJAI no período noturno, assegurando a continuidade do percurso formativo. “Na Fazenda Pinhal as aulas acontecem todas as terça e quintas-feiras no período da tarde. No momento 9 alunos estão matriculados”.

A SME informa, ainda, que as matrículas para o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) podem ser realizadas durante todo ano diretamente na sede da Secretaria, localizada na Rua Treze de Maio, nº 2000, no Centro.

Município faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e atingiu as metas propostas para a edição de 2025


ARARAQUARA/SP - Araraquara foi contemplada com o Selo Ouro na edição 2025 do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, como participante do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação. A premiação reconhece esforços e iniciativas no desenvolvimento de políticas públicas que garantam a aprendizagem e o direito de cada criança a uma alfabetização de qualidade no tempo adequado. A cerimônia de entrega do emblema está prevista para acontecer em março, em Brasília (DF).

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como objetivo alfabetizar todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, além de recompor a aprendizagem de alunos do 3º, 4º e 5º ano afetados pela pandemia.

De acordo com Fernando Diana, secretário municipal da Educação, a conquista é fruto do trabalho coletivo de uma rede que acredita na educação como prioridade. "Agradeço a todos(as)  professores(as) alfabetizadores(as), diretores(as) de escola, diretores(as) adjuntos(as), coordenadores(as) pedagógicos(as), AEPs, supervisores (as) de ensino, equipe técnica da SME, equipe de PEAPEs e nossos profissionais de apoio, que diariamente dedicam tempo, conhecimento e sensibilidade para garantir que nossas crianças aprendam com a dignidade e excelência que merecem".

O secretário destaca, ainda, que a participação das famílias é fundamental para fortalecer o vínculo entre escola e comunidade, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes. "Essa conquista é de Araraquara, das nossas escolas, das nossas crianças e de todos que acreditam que a alfabetização na idade certa é a base para uma educação com equidade", completa.

Araraquara já havia conquistado o Selo Ouro na edição 2024, e conseguiu acompanhar a elevação dos critérios de avaliação exigidos em 2025, atingindo 131 dos 150 pontos possíveis, e alcançando a meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

"Seguiremos avançando, juntos, com responsabilidade e compromisso, para que nossa educação municipal continue sendo referência e motivo de orgulho para toda a cidade", finaliza Fernando Diana.

BRASÍLIA/DF - O Ministério da Educação (MEC) autorizou um novo reajuste no valor do repasse para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em todo o país. O aumento anunciado é de 14,35% para este ano, com o objetivo de recompor o poder de compra de estados e municípios diante da inflação de alimentos.

Com a atualização, o investimento total no programa chega a R$ 6,7 bilhões em 2026. Segundo o governo federal, o montante representa aumento de 55% no orçamento da merenda desde 2023 e um salto de 80% em relação ao que era investido há quatro anos.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que o reajuste será aplicado na primeira parcela do cronograma de pagamentos.

"Estamos saindo de um orçamento de 2022 de R$ 3,6 bilhões em 2022 para o programa, para esse ano com orçamento de R$ 6,7 bilhões", destacou o ministro.

 

Incentivo à agricultura familiar

Além do aporte financeiro, o governo oficializou o aumento da cota mínima para compras da agricultura familiar. Por lei, estados e municípios agora devem destinar obrigatoriamente 45% dos recursos do Pnae para a aquisição de produtos de pequenos produtores e cooperativas locais. Anteriormente, o percentual mínimo era de 30%.

A estimativa do MEC é que aproximadamente R$ 3 bilhões sejam injetados diretamente na economia rural por meio dessa medida.

O Pnae atende alunos de toda a educação básica — da educação infantil ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos (EJA) — matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias conveniadas com o poder público.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal Especial de Infância e Juventude de São Carlos deu início a uma nova fase de enfrentamento à violência contra crianças, em parceria com a Diretoria Regional de Ensino e a Secretaria Estadual de Educação. O programa, que já vinha sendo desenvolvido na Rede Municipal de Ensino, será agora expandido para as escolas estaduais, fortalecendo a rede de proteção e conscientização.

Na primeira reunião realizada com a dirigente regional de ensino, professora Débora Gonzalez Costa Blanco, além de representantes do projeto Faça Bonito e da Escuta Especializada, foram definidos os próximos passos para a implementação. A iniciativa terá início em 7 escolas municipais e 15 escolas estaduais de São Carlos, atendendo inicialmente crianças da segunda infância (7 a 11 anos).

O secretário de Infância e Juventude, Emerson Morais, ressaltou que o programa nasceu há dois anos e agora ganha força com a integração das redes de ensino. “Estamos ampliando esse trabalho porque entendemos que todas as nossas crianças, sejam da rede municipal ou estadual, precisam estar protegidas. O foco é a conscientização e a orientação, para que elas saibam identificar e denunciar situações de violência sexual, psicológica ou física. Esse é um compromisso que assumimos junto à Vara da Infância e Juventude e que agora se torna realidade em mais escolas”.

Além da atuação direta nas unidades escolares, o programa prevê formações para gestores e professores, que terão papel fundamental na identificação de sinais de violência.

Outro ponto central será o envolvimento das famílias, consideradas essenciais para o sucesso da iniciativa.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Daniel Borborema, tem acompanhado de perto as ações voltadas à proteção da criança e do adolescente em São Carlos. Sua atuação tem sido decisiva para fortalecer a rede de proteção e garantir que as medidas sejam efetivas e integradas entre os diferentes órgãos.

Após a identificação de casos, o trabalho seguirá com a escuta especializada, que acolhe a criança e a família, encaminhando os casos para os órgãos competentes. “O sucesso desse trabalho também se deve ao respaldo do prefeito Netto Donato, que tem apoiado a expansão das ações voltadas à primeira e segunda infância no município”, disse Emerson.

SÃO CARLOS/SP - O vice-prefeito de São Carlos, Roselei Françoso, representou o prefeito Netto Donato e o secretário municipal de Educação, Lucas Leão, no 2º Encontro do Sebrae com Prefeitos e Secretários Municipais de Educação do Estado de São Paulo. O evento foi realizado, na quinta-feira (06/02), na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo, e organizado pelo Sebrae-SP.

Com o tema “Educação, gestão pública e inovação em pauta”, o encontro reuniu gestores públicos, acadêmicos e autoridades para debater práticas inovadoras e estratégias de gestão aplicáveis às políticas públicas educacionais. A educação empreendedora foi o eixo central das discussões, destacada como instrumento estratégico para a transformação social, a promoção da equidade e o desenvolvimento humano.

Roselei Françoso ressaltou a importância de levar o debate sobre empreendedorismo para dentro das redes de ensino, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“Discutimos governança, educação empreendedora, matemática financeira e saúde mental dos servidores. São temas cada vez mais presentes nos currículos das redes municipais e estaduais e fundamentais para preparar nossos alunos e professores para os desafios da vida em sociedade”, afirmou.

O vice-prefeito de São Carlos destacou ainda a participação do deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, que compartilhou experiências de sua gestão em Santa Fé do Sul, reforçando o impacto positivo da educação empreendedora e da educação em período integral.

“Foi uma oportunidade de socializar experiências e aprendizagens, além de fortalecer políticas públicas que incentivam o microempreendedorismo e a educação financeira desde a escola. Senti-me orgulhoso de representar São Carlos nesse espaço de construção coletiva”, completou.

O encontro contou também com a presença de Marco Vinholi, diretor técnico do Sebrae-SP, e Ariane Canellas, gerente do Sebrae em São Carlos, além de gestores de diversas regiões do Estado.

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