SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos, por meio da Secretaria de Educação, concluiu a reforma emergencial do telhado do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) João Jorge Marmorato, localizado na Vila Isabel. A obra foi necessária após um vendaval com ventos de até 75 km/h atingir a cidade em 22 de setembro, causando o destelhamento da unidade, alagamentos em salas de aula e danos à fiação elétrica. Por questões de segurança, as aulas foram suspensas no dia seguinte e os 140 alunos, com idades entre 4 e 6 anos, foram transferidos provisoriamente para o Clube da Electrolux, nas proximidades da escola.
A empresa Pontual Construção e Limpeza Ltda foi responsável pela execução dos serviços, com investimento de R$ 99.616,44. A reforma incluiu a retirada das telhas danificadas, reconstrução da infraestrutura e instalação de nova cobertura com telhas de cimento reforçado, além de calhas, rufos e selantes específicos para vedação.
Segundo o secretário municipal de Educação, Lucas Leão, a obra foi concluída com êxito e resistiu bem às chuvas subsequentes. “Foi realizada a retirada de todas as telhas e infraestruturas danificadas, refeita a estrutura e feito todo o telhamento. Nas últimas chuvas e temporais que tivemos, a estrutura se manteve firme e não houve nenhum tipo de intercorrência”, afirmou. Ele destacou que o atendimento na unidade foi restabelecido em 5 de novembro e que a qualidade da execução foi comprovada pelas condições climáticas enfrentadas ao longo do mês. “A infraestrutura realizada foi feita de modo muito bom pela empresa. Nenhuma chuva em novembro afetou ou danificou novamente o telhado da escola”, completou.
Enquanto o CEMEI Marmorato retoma sua rotina, outra unidade da rede municipal inicia uma obra de maior porte. O Cemei Amélia Meireles Botta, localizado no Santa Felícia, passa por reforma completa da cobertura, contratada por meio de concorrência pública. A Construtora Ferreira executa a obra com R$ 197 mil. A obra inclui demolição da estrutura antiga, instalação de novas telhas, reforço da infraestrutura e limpeza final.
Além das reformas nos Cemeis João Jorge Marmorato e Amélia Meireles Botta, a Prefeitura de São Carlos vem realizando uma série de melhorias em outras unidades escolares da rede municipal. No Cemei José de Campos Pereira (Aracy), foram feitas pintura externa e interna, reposição de revestimentos e execução da rede elétrica, com investimento de R$ 388.971,89. O Cemei João Muniz (Cruzeiro do Sul) recebeu pintura, revisão do telhado, substituição de portas, melhorias nos banheiros e revisão elétrica, totalizando R$ 542.727,90. Já no Cemei Profª Marli de Fátima Alves (Santa Maria II), as obras somaram R$ 209.332,17, enquanto o Cemei Benedito Aparecido da Silva (Aracy) passou por intervenções no valor de R$ 286.051,23. O maior investimento foi destinado ao Cemei Otávio de Moura (Cruzeiro do Sul), que recebeu diversas melhorias estruturais e a revitalização da piscina, alcançando R$ 1.131.801,29, incluindo R$ 41.000,00 especificamente para a área aquática.
“Esses investimentos representam mais do que obras. Representam cuidado, respeito e compromisso com as famílias e com o futuro de São Carlos. A Educação é prioridade na nossa gestão, e vamos continuar trabalhando para que cada escola da rede municipal ofereça condições dignas, seguras e acolhedoras para nossas crianças e para todos os profissionais que atuam nelas. Seguiremos firmes, trabalhando todos os dias para entregar uma cidade melhor para a nossa população”, ressaltou o prefeito Netto Donato.
SÃO CARLOS/SP - O prefeito Netto Donato recebeu, na tarde desta terça-feira (25/11), em seu gabinete, no Paço Municipal, a reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, professores da própria universidade e da USP, além de representantes da comunidade escolar, para discutir a expansão do Projeto Cidade que Educa. A iniciativa, que nasceu em 2021 na Vila São José, aposta na requalificação de espaços públicos em parceria com escolas e moradores, e agora busca consolidar-se como política pública em toda a cidade.
A professora Renata Peres, do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar, explica que o projeto surgiu da mobilização popular. “A ideia é trabalhar com escolas e comunidades para melhorar praças, acessos e o entorno escolar, qualificando o espaço urbano e fortalecendo o vínculo das famílias com a cidade”, afirma. Desde então, o trabalho se expandiu para bairros como Cidade Aracy e Antenor Garcia, envolvendo escolas como o CAIC Afonso Fioca Vitalli e a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ulysses Picolo.
Para a reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, a parceria com a Prefeitura é decisiva. “As universidades já fazem mapeamento e propostas de intervenção, mas é o poder público que garante a implementação e a transformação em política pública. É uma relação ganha-ganha: estudantes lidam com problemas reais, a comunidade se sente parte e o conhecimento produzido retorna em entregas relevantes para a população”, destaca.
Na Escola Estadual Professor Andrelino Vieira, a diretora Sandra Aparecida Bortoletto Penteado Rosindo testemunha a mudança na relação com os moradores. “A comunidade participa dos eventos, ajuda a cuidar da praça, evita pichações e preserva o espaço. Eles se sentem pertencentes, e isso é muito bom”, relata.
O prefeito Netto Donato reforça o caráter coletivo da iniciativa. “Estamos aproximando população e universidades para requalificar os espaços públicos. São mais de 190 praças e áreas de lazer catalogadas, e trabalhamos diariamente com associações de bairro para melhorar a qualidade de vida e o acolhimento dos são-carlenses”, afirma.
Tanto Prefeitura como universidades trabalham, a partir de agora, para aprovar projeto junto à Fapesp, que é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, buscando ampliar o alcance do projeto de gestão de espaços urbanos.
SÃO CARLOS/SP - O Instituto da Cultura Científica (ICC) da UFSCar acaba de publicar catálogo com atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas a clima e temas associados realizadas pela comunidade universitária. Organizado no contexto de realização da COP 30 no Brasil, para subsidiar a participação institucional na Conferência, o levantamento deve seguir sendo alimentado e atualizado, visando tanto a visibilidade das ações, quanto apoiar a articulação entre elas.
"No início do ano, com a expectativa da chegada da COP ao Brasil, começamos a receber contatos da comunidade universitária, interessada em integrar esforços institucionais relacionados não só ao evento, mas também à questão climática de modo mais abrangente. Percebemos então a necessidade, e a oportunidade, de estruturar uma plataforma para essa articulação, e o levantamento é um primeiro passo", compartilha a Diretora do ICC, Mariana Pezzo. "Para o início de 2026, estamos planejando um primeiro encontro entre projetos e pessoas, para juntos pensarmos em como seguir no sentido de diálogo entre as iniciativas, promoção de parcerias e, também, fomento e subsídio às ações institucionais na área", complementa, convidando as pessoas interessadas que ainda não se manifestaram a entrar em contato com o Instituto.
No site do ICC, o catálogo conta com 22 registros iniciais, apresentando grupos de pesquisa e laboratórios; projetos mais pontuais coordenados por docentes da UFSCar, de pesquisa, extensão, ensino e outras atividades; trabalhos de pós-graduação; publicações; e coletivos. No link, é possível também acessar o formulário para registro de novas atividades. "Esta etapa foi produzida a partir da participação na primeira fase de levantamento. Algumas atividades ainda estão sendo preparadas para a publicação e, além disso, em parceria com as pró-reitorias de Pós-Graduação e de Extensão, já fizemos buscas também em bases de dados institucionais, com resultados que em breve também irão compor o catálogo. Agora, a expectativa é que a publicidade nos ajude a alcançar, conhecer e reconhecer esforços que ainda não pudemos alcançar", reforça a Diretora do ICC.
COP30
O catálogo integra um conjunto de outras iniciativas agrupadas sob a marca "UFSCar no Clima". Parceria com grupo de estudantes do curso de graduação em Gestão e Análise Ambiental, sob orientação de Renata Bovo Peres, docente no Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), está produzindo textos sobre temas centrais no debate climático, como mobilidade urbana e justiça climática. A série, reunida sob o título de Diário da COP 30, pode ser acompanhada no site do ICC.
No Instagram, no perfil @cienciaufscar, outra série, "COP de lá, COP de cá", traz materiais sobre a participação da UFSCar em Belém, de um lado, e olhares sobre a programação a partir de outros lugares, de outro. Os vídeos já trataram da participação da Reitora da Universidade, Ana Beatriz de Oliveira, representando a UFSCar e, também, a Andifes (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior); e de equipe do Campus Lagoa do Sino que foi à Conferência apresentar o projeto Transição Tropical. Karolina Vicente Guerrero, estudante de Agroecologia, também compartilhou sua experiência no evento e, nesta semana, Rodrigo Constante Martins, Pró-Reitor de Pós-Graduação e docente no Departamento de Sociologia, que pesquisa questões amazônicas, reporta sua passagem por Belém para reuniões de pesquisa e atividades na Cúpula dos Povos.
"A tentativa foi a de trazer a COP um pouquinho mais para perto, a partir dessas participações. Mas o projeto não termina junto com a COP 30: a ideia agora é pensar junto com as pessoas já mobilizadas e, também, quem mais tiver interesse na temática e nesses esforços de articulação, a volta de Belém ao nosso cotidiano, e como seguir nos debates e ações neste dia-a-dia", conta a Diretora do ICC. O contato com o Instituto pode ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO PAULO/SP - O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data criada para homenagear Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do período colonial e símbolo da resistência à escravidão no Brasil. Instituído oficialmente pela Lei nº 12.519/2011, o dia propõe uma reflexão profunda sobre o papel do povo negro na construção da sociedade brasileira, a luta contra o racismo e a valorização da cultura afro-brasileira. Mais do que relembrar o passado, a data é um convite para reconhecer as desigualdades que persistem e fortalecer o compromisso coletivo com a igualdade racial.
Na opinião de Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), ler autores negros é um ato de reconhecimento, reparação e ampliação de repertório cultural. É uma forma de enxergar o Brasil por meio de olhares que, por muito tempo, foram silenciados, mas que sempre estiveram presentes na construção da nossa identidade coletiva.
“A literatura produzida por autores negros vai muito além da temática do racismo; ela fala sobre humanidade, pertencimento, memória e futuro. Essas obras refletem nossa história e constituem um instrumento potente de letramento racial e educação antirracista. Ao incorporá-las às nossas leituras, às práticas escolares e às rodas de conversa, ampliamos olhares e contribuímos para a construção de uma sociedade mais consciente, plural e empática”, afirma o educador.
Para Paulo, a valorização da cultura e da representatividade negra na escola é um movimento essencial para a formação de leitores críticos e cidadãos sensíveis à diversidade. “Construir repertório sobre a cultura afro-brasileira e africana, em suas múltiplas expressões artísticas, literárias e simbólicas, é também uma forma de reconhecer outras maneiras de ver e interpretar o mundo”, acrescenta.
O educador, elenca, a seguir, 12 autores negros brasileiros essenciais para leitura.
Abdias do Nascimento (Franca/SP, 1914 – Rio de Janeiro/RJ, 2011): neto de africanos escravizados, foi antirracista, ativista do movimento negro e dos direitos civis, escritor, poeta, dramaturgo, político, artista plástico, ator e professor universitário. Foi considerado o “mais completo intelectual e homem de cultura do mundo africano do século XX”; exilou-se nos Estados Unidos e Nigéria durante 13 anos durante a Ditadura Militar, representando a América do Sul em encontros e congressos na África; e chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2010, por sua extensa e incansável luta contra o racismo e em favor da valorização das culturas africanas e afro-brasileiras.
Sua principal obra é Genocídio do Negro Brasileiro (1978), livro em que o autor apresenta, com um texto combativo, a visão oficial estabelecida à época de que o Brasil seria uma “democracia racial”, um lugar em que o grande problema do negro era a pobreza e não o preconceito de cor; e que aqui os negros brasileiros viviam em uma condição muito mais favorável do que a vivida pelos negros no sul dos Estados Unidos ou na África do Sul do apartheid.
Ana Maria Gonçalves (Ibiá/MG, 1970): fez carreira como publicitária em São Paulo e largou tudo para se dedicar à escrita e à pesquisa na Bahia. É a 13ª mulher e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Sua principal obra, uma das mais marcantes do século XXI, é “Um defeito de cor” (2006), romance histórico que conta a trajetória de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas – uma vida marcada por mortes, estupros, violência e escravidão.
Carolina Maria de Jesus (Sacramento/MG, 1914 – São Paulo/SP, 1977): foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Peregrinou com a mãe, vinda de sua cidade natal, em busca de trabalho pelas cidades do interior paulista, quando chegou à capital do estado em 1947 e se instalou na favela do Canindé, de onde saía diariamente para trabalhar como catadora de papel. Sua principal obra é “Quarto de Despejo” (1960), um autêntico exemplo de literatura-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel de uma mulher que faz de tudo para sobreviver, espantar a fome e criar seus filhos em meio a um ambiente de extrema pobreza e desigualdade de classe, de gênero e de raça.
Conceição Evaristo (Belo Horizonte/MG 1946): é romancista, contista, poeta, e pesquisadora na área de literatura comparada. Estreou na literatura em 1990, e é um dos nomes mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Sua matéria-prima literária é a vivência das mulheres negras, e seu trabalho tem por base reflexões sobre as profundas desigualdades raciais brasileiras. Entre suas principais obras estão “Ponciá Vicêncio” (2003), “Olhos d’Água” (2014) e “Canções para ninar meninos grandes” (2018) - um mosaico afetuoso de experiências negras, que discute as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras.
Djamila Ribeiro (Santos/SP, 1980): filósofa, ativista e escritora, coordena a iniciativa Feminismos Plurais. É professora universitária com passagens por diversas instituições, como a PUC-SP, New York University, além de ter sido a primeira brasileira a lecionar no Martin Luther King Program, no MIT. Já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de seus livros, entre eles sua obra mais famosa, "Pequeno manual antirracista" (2019), que trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Na obra, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas, sendo uma luta de todas e todos.
Itamar Vieira Junior (Salvador/BA, 1979): escritor, geógrafo e servidor público, é doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia. Suas obras abordam temas como a herança colonial, a luta pela terra, a dignidade do povo negro e a força das comunidades tradicionais. Por meio de uma narrativa poética e poderosa, Itamar convida o leitor a revisitar a história do país pela voz daqueles que, por séculos, foram silenciados, reafirmando a literatura como território de resistência e memória coletiva. Sua trajetória literária ganhou destaque nacional e internacional com o romance “Torto Arado” (2019), sua principal obra, vencedora dos prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa, e considerada uma obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Na história, nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas — a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.
Jeferson Tenório (Rio de Janeiro/RJ, 1977): é doutor em teoria literária e um dos mais proeminentes autores contemporâneos. Seus livros abordam o racismo estrutural e como ele impacta as esferas da vida em sociedade; além de temas como o pertencimento e a importância dos afetos e da memória. Entre suas principais obras está “O avesso da pele” (2020) - um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, violência e negritude. Conta a história de Pedro, que, após a morte do pai, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, o autor mostra um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.
Kiusam de Oliveira (Santo André/SP, 1967): escritora, educadora e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, é uma das principais referências da literatura infantil e juvenil afro-brasileira. Com uma obra voltada à valorização da ancestralidade africana e à construção da identidade positiva da criança negra, Kiusam se destaca por integrar oralidade, espiritualidade e pedagogia antirracista em suas histórias. Entre seus livros mais conhecidos estão “Omo-Oba: histórias de princesas” (2009), que reconta mitos do candomblé a partir de uma perspectiva feminina; e “Solfejos de Oxum” (2019), que celebra a força e a delicadeza das divindades afro-brasileiras. Sua produção literária e acadêmica inspira educadores e leitores na construção de práticas mais inclusivas e plurais, reconhecendo a infância negra como protagonista de sua própria história e herdeira de uma rica tradição cultural e simbólica.
Lélia González (Belo Horizonte/MG, 1935 – Rio de Janeiro/RJ, 1994): foi escritora, pesquisadora, professora, intelectual e defensora de direitos humanos brasileira. Pioneira nos estudos sobre mulheres negras no Brasil e no mundo, dedicou-se a escancarar as dimensões estruturais e simbólicas da discriminação racial no País, tendo contribuído para a consolidação do movimento negro brasileiro. Uma de suas principais obra é “Lugar de Negro” (1982), em parceria com Carlos Hasenbalg; sintetizando pontos centrais da questão racial brasileira e questionando o mito da “democracia racial”, isto é, a ideia de que o Brasil seria um país livre do racismo, incitada durante a ditadura militar.
Machado de Assis (Rio de Janeiro/RJ, 1839 – Rio de Janeiro/RJ, 1908): foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. É considerado o maior escritor da literatura brasileira. Seus livros têm como principal característica o diálogo entre o autor e o leitor, com uso de ironia e humor, explorando os aspectos psicológicos dos personagens para criticar os costumes da sociedade brasileira da época. Entre suas principais obras estão “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899) – uma trinca de livros memoráveis da nossa criação literária.
Maria Firmina dos Reis (São Luís/MA, 1822 – Guimarães/MG, 1917): filha de mãe branca e pai negro, é apontada como a primeira mulher negra a publicar um romance. Foi a primeira mulher negra aprovada em um concurso público para professora primária na província de Guimarães, além de ter sido pioneira na fundação de uma escola mista, onde meninos e meninas podiam estudar juntos. Seu principal romance, “Úrsula” (1859), foi revolucionário para a época, abordando o tráfico negreiro a partir do ponto de vista do sujeito escravizado e transformado em "mercadoria humana".
Paulo Lins (Rio de Janeiro/RJ, 1958): romancista, roteirista, poeta e professor. Entre os 6 anos e o início da idade adulta, foi morador da favela carioca Cidade de Deus, onde se dedicou à pesquisa antropológica a respeito da criminalidade e das classes populares, que resultou no seu mais famoso romance homônimo “Cidade de Deus” (1997) - livro adaptado para o cinema em 2004 com a direção de Fernando Meirelles, que recebeu quatro indicações ao Oscar. A obra faz um painel das transformações sociais pelas quais a favela passou: da pequena criminalidade dos anos 60 à situação de violência generalizada e de domínio do tráfico de drogas dos tempos atuais.
O especialista: Paulo Rogerio Rodrigues é coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com larga trajetória na educação básica com foco na gestão pedagógica e educacional desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental 2, com MBA em Gestão Escolar e especialização em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia.
IBATÉ/SP - A Prefeitura Municipal de Ibaté, por meio da Secretaria Adjunta de Cultura e Turismo, em parceria com a Secretaria de Educação, realizou na quinta-feira, 13, uma atividade especial com as crianças da Escola Municipal Neusa Milori Freddi, em celebração ao mês da Consciência Negra.
A ação contou com a participação do grupo de Capoeira do Centro Cultural, que levou aos estudantes uma vivência repleta de música, movimento e valorização da cultura afro-brasileira. Durante a atividade, as crianças puderam conhecer instrumentos, cantar, participar da roda e aprender sobre a importância histórica e cultural da capoeira.
De acordo com a organização, iniciativas como essa reforçam o compromisso do município em promover ações educativas e culturais que incentivam o respeito, a diversidade e a valorização das raízes africanas presentes na formação do povo brasileiro.
A programação especial segue ao longo do mês, com outras atividades na rede municipal de ensino.
BRASÍLIA/DF - Um dia após as provas da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025, cerca de 3,51 milhões de participantes aguardam a divulgação do gabarito oficial das questões objetivas do Enem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Porém, todos vão ter que esperar até quinta-feira (13) para conferir o número de acertos na prova.

A data foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em entrevista coletiva, em Brasília, sobre o balanço do primeiro dia de aplicação das provas, realizada na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, na noite deste domingo (9).
No dia 13, os interessados poderão conferir o gabarito oficial das primeiras provas objetivas, no portal na seção Provas e Gabaritos.
A divulgação anunciada antecipa a previsão que constava no edital de abertura do Enem 2025, de que ocorreria até o décimo dia útil após o segundo dia de aplicação, ou seja, até 28 de novembro.
Nesse domingo (9), cerca de 3,51 milhões de participantes resolveram 90 questões, sendo 45 de linguagens e 45 de ciências humanas, além da redação para desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo, com o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.”
As provas do Enem 2025 foram aplicadas em 164.906 salas, distribuídas em 1.805 municípios de todas as 27 unidades da federação.
Confira a seguir as principais datas do Enem 2025.
Na quinta-feira (13), o Inep divulgará o gabarito oficial do primeiro dia de provas do Enem 2025. Não há previsão de prazo para recursos administrativos contra o gabarito oficial do Inep, como ocorre em concursos públicos.
A aplicação do segundo dia de provas do Enem 2025 está agendada para o próximo domingo (16). Com duração de cinco horas, os candidatos responderão a 90 questões de matemática e ciências da natureza (biologia, química e física).
O prazo para pedir a reaplicação das provas será de 17 de novembro até as 12h do dia 21 de novembro, no horário de Brasília. Os casos previstos em edital são de afetados por problemas logísticos durante a aplicação das provas ou acometidos por uma das doenças infectocontagiosas. As solicitações serão analisadas individualmente pelo Inep. Os interessados deverão fazer a solicitação neste período na Página do Participante no portal do Inep, com acesso pela plataforma Gov.br.
Os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, farão as provas do Enem 2025 nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. A exceção ocorre devido à realização, em Belém, da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
O MEC prevê a reaplicação das provas do Enem 2025 nos dias 16 e 17 de dezembro.
A data mais aguardada é a entrega final dos resultados, em janeiro de 2026. A data ainda será confirmada pelo Inep.
O resultado do Enem para treineiros será liberado cerca de 60 dias após a divulgação do resultado geral, na Página do Participante. A nota serve apenas para autoavaliação.
Período semelhante para disponibilização da vista individual da folha de redação elaborada pelos participantes do Enem 2025. A vista pedagógica da prova de redação permitirá ao candidato verificar a pontuação alcançada em cada uma das competências aferidas pelos avaliadores do Inep.
O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Anualmente, a aplicação ocorre em dois dias.
O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).
Nesta edição, o Enem voltou a ser utilizado para a conclusão do ensino médio.
Neste ano, mais de 98 mil estudantes maiores de 18 anos solicitaram a certificação pelo exame. É necessário atingir, no mínimo, 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - Na noite da última sexta-feira (07/10), São Carlos sediou a primeira edição da Expo EJA Intermunicipal, um encontro que reuniu cerca de 380 pessoas, entre estudantes, educadores, gestores e autoridades das redes de Educação de Jovens e Adultos (EJA) dos municípios de São Carlos, Araraquara, Limeira e Itirapina. O evento foi realizado no salão da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC), com entrada gratuita e ampla participação popular.
Representando o prefeito Netto Donato, o vice-prefeito Roselei Françoso participou da cerimônia e destacou a força da educação popular como ferramenta de transformação social: “A Expo EJA é uma vitrine do que há de mais bonito na educação popular. São quatro municípios mostrando o que constroem com as mãos, com a cabeça e com o coração. É cultura, é meio ambiente, é arte, é resistência. É a prova de que a educação de jovens e adultos não é só conteúdo, é cidadania”.
Roselei também fez questão de agradecer à AEASC pela parceria e enalteceu a atuação dos núcleos do MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos), coordenados pela OSC Acorde e espalhados por todo o município: “Temos uma rede viva, pulsante, que atua na periferia, nos bairros, nos espaços onde o Estado muitas vezes não chega. E essa rede só existe porque temos parceiros comprometidos com a transformação social”.
A chefe da Seção de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria Municipal de Educação, Maria Alice Zacharias, celebrou o sucesso da mostra e o envolvimento dos participantes: “Foi um momento muito especial. Reunimos cerca de 380 pessoas, entre estudantes, educadores, gestores e gestoras das redes de EJA de São Carlos, Araraquara, Limeira e Itirapina”.
Maria Alice também destacou a diversidade das produções apresentadas: “As mostras reuniram as três frentes de atuação do nosso município: a EJA na escola formal, o MOVA e o PBA – Programa Brasil Alfabetizado, uma parceria com o governo federal. Os trabalhos mostraram o quanto nossos estudantes aprendem e transformam suas vidas por meio da educação”.
Entre os projetos expostos estavam iniciativas sobre agricultura familiar, artes, cultura, alfabetização digital, construção civil, teatro e música — todos desenvolvidos com criatividade e dedicação pelos estudantes, com apoio dos educadores e professores.
“Foi emocionante ver o envolvimento dos estudantes e o quanto esse evento fortaleceu a EJA como espaço de cultura, saberes e esperança. Sem dúvida, foi um marco para a educação de pessoas jovens e adultas em São Carlos”, concluiu Maria Alice.
SÃO CARLOS/SP - A UFSCar, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), divulgou o Edital nº 24/2025, que regulamenta a seleção específica para ingresso de pessoas trans nos cursos presenciais de graduação em 2026. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 25 de outubro e 14 de novembro de 2025, exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível em sistemas.ufscar.br/sagui/login.
A seleção para ingresso de pessoas trans em cursos de graduação presenciais, considerando a Resolução ConsUni nº 25, de 25 de abril de 2025, integra a Política de Acesso e Permanência da Pessoa Trans na UFSCar e oferece uma vaga em cada um dos 66 cursos presenciais de graduação da Universidade.
O processo seletivo é realizado por meio da classificação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), podendo a pessoa candidata escolher uma dentre as cinco últimas edições do exame (2021 a 2025) para participar. Além disso, as pessoas interessadas devem ter concluído o Ensino Médio, apresentar autodeclaração de identidade trans - travesti, transexual, transgênero ou não-binária - e também um memorial descritivo sobre sua trajetória de afirmação de gênero.
A verificação das autodeclarações será conduzida pela Comissão Institucional de Verificação da Autodeclaração Trans (Civat), sob responsabilidade da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE), com representação da comunidade trans e de pessoas com atuação nas políticas de diversidade.
Todas as informações pertinentes à seleção, incluindo requisitos, etapas e prioridades de convocação, entre outras, constam do edital do processo seletivo, disponível no Portal do Ingresso da UFSCar.
As convocações e demais etapas do processo serão publicadas exclusivamente em ingresso.ufscar.br. Dúvidas e solicitações de esclarecimentos devem ser encaminhadas pela Central de Atendimento ao Ingresso na Graduação.
SÃO CARLOS/SP - Até esta sexta-feira (07/11), o Ministério da Educação (MEC) realiza, em Brasília, o 2º Simpósio Internacional Diretor em Foco: Formação e Desafios Cotidianos. O evento, promovido pela Secretaria de Educação Básica (SEB), reúne autoridades, pesquisadores, diretores escolares e técnicos das Secretarias de Educação de todo o país.
A iniciativa integra o Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec), em parceria com 35 universidades federais que ofertam o curso de aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares. A programação inclui mesas-redondas, conferências internacionais e apresentações de experiências formativas, com representantes do Chile, Portugal e de diversas redes brasileiras.
Representando o município de São Carlos, a diretora do Departamento de Formação Continuada Docente e profissional da Secretaria Municipal de Educação, Rafaela Marchetti, apresentou o relato de experiência Projeto Político-Pedagógico: entre o planejado e o vivido. A ação formativa, realizada entre maio e julho de 2025, envolveu diretores escolares, supervisores de ensino e coordenadores pedagógicos da rede municipal, com foco na análise crítica dos Projetos Políticos-Pedagógicos (PPP) das unidades escolares.
A formação utilizou a metodologia da Mentoria de Diretores Escolares, promovendo a reflexão sobre gestão democrática, legislação educacional e corresponsabilização da comunidade escolar. Os participantes foram organizados em grupos que representavam diferentes segmentos familiares, servidores, gestão escolar e crianças - analisaram um PPP sob a ótica de seus respectivos papéis, ampliando o senso de pertencimento e o compromisso ético com a educação pública.
“O PPP deve ser mais do que um documento formal. Ele precisa expressar a prática coletiva, os valores e os objetivos educacionais da escola. Ao promover a escuta e o olhar plural sobre o cotidiano escolar, conseguimos fortalecer a cultura colaborativa e a gestão democrática”, destacou Rafaela Marchetti durante sua apresentação.
Com 63 diretores escolares efetivos desde o concurso público de 2019, São Carlos tem investido na formação continuada como estratégia para qualificar a liderança educacional e enfrentar os desafios cotidianos da gestão escolar.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal das Famílias realizou a entrega de certificados para a segunda turma de participantes do Programa Famílias Fortes, em cerimônia realizada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Carmine Botta. O evento marcou um momento de celebração e reconhecimento pelo empenho das famílias envolvidas na construção de vínculos saudáveis e no fortalecimento da convivência familiar.
Para a secretária municipal Ana Paula Vaz, a iniciativa vai além da entrega simbólica dos certificados. “Essa cerimônia representa o fortalecimento dos laços familiares, a construção de vínculos saudáveis e o compromisso com uma comunidade mais unida e resiliente. É gratificante fazer parte não apenas da entrega de certificados, mas principalmente da união e do fortalecimento dos vínculos familiares que transformam vidas e constroem futuros melhores”, afirmou.
A secretária também parabenizou as famílias pela dedicação e entusiasmo ao longo do programa, destacando que a jornada vivida por cada grupo pode servir de inspiração para outras famílias. “Que essa jornada continue inspirando outras famílias a trilharem o caminho do diálogo, do respeito e do amor”, concluiu.
O Programa Famílias Fortes é uma das ações estratégicas da Secretaria Municipal das Famílias, voltado à promoção de relações familiares saudáveis, prevenção de comportamentos de risco e fortalecimento da rede de apoio comunitária.
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