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Resultados podem contribuir para o acolhimento e tratamento das pacientes que enfrentaram o câncer de mama

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está convidando mulheres que já passaram por cirurgia de retirada de câncer de mama para avaliar a prevalência de dor crônica após o procedimento cirúrgico. As interessadas precisam responder um questionário eletrônico e a expectativa também é oferecer novas estratégias para os profissionais de Saúde atenderem essas pacientes.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório anual (2020) sobre a situação do câncer no mundo, estimativas mostram um aumento significativo na incidência da doença, podendo se tornar uma das principais causas de morbimortalidade em diversos países. Em 2018, o câncer foi responsável por 9,6 milhões de mortes, sendo que 70% delas ocorreram em países de baixa e média renda. O câncer também é responsável por 30% de óbitos prematuros de adultos entre 30 e 69 anos.

Entre as maiores prevalências de neoplasias malignas encontra-se o câncer de pulmão, com 11,6% de todos os casos entre os dois sexos, seguido do câncer de mama, exclusivamente feminino, com 11,6%, e o câncer de cólon e reto, com 10,2% em ambos os sexos. Segundo dados estatísticos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2020 ocorreram 66.280 casos novos de câncer de mama no Brasil, com 17.763 mortes, sendo 17.572 mulheres e 189 homens.

A mastectomia (retirada da mama) é a estratégia mais utilizada para tratar o câncer de mama, além de procedimentos como quimioterapia e radioterapia. Nesse contexto, a pesquisa tem o objetivo principal de identificar na população brasileira a prevalência de dor crônica (que persiste por mais de três meses), após mastectomia, sem relação direta com outros tratamentos, como quimioterapia e radioterapia. "Além disso, procuramos conhecer qual a relação da dor crônica com as crenças de autoeficácia na dor crônica e a catastrofização na dor crônica, após mastectomia entre as mulheres", detalha Vânia Hayashi, pesquisadora responsável pelo estudo que tem a orientação da professora Priscilla Hortense, do Departamento de Enfermagem (DEnf) da UFSCar.

A mestranda explica que as crenças de autoeficácia se referem à habilidade pessoal de desempenhar tarefas ou apresentar comportamentos para produzir o resultado desejado. Já a catastrofização da dor pode ser definida como orientação negativa a determinados estímulos que se relacionam com resultados também negativos. "Na verdade, as crenças de autoeficácia e catastrofização podem existir no enfrentamento às mais diversas situações em nossas vidas e podem interferir no modo como reagimos inclusive nas adversidades. Na pesquisa, buscamos conhecer os dois aspectos relacionados à dor crônica após mastectomia nas mulheres que já concluíram seus tratamentos. Conhecer esses níveis com quantificação de instrumentos pode permitir que o profissional elabore melhores estratégias de auxílio para as mulheres que passam por esta experiência", explica Hayashi.

Ela afirma que a dor crônica tem aspectos diferentes de uma dor aguda, pontual, que é geralmente provocada por uma lesão. "Na dor crônica observa-se a multidimensionalidade da experiência dolorosa gerada também por múltiplos fatores. Comumente há a necessidade de enfrentamento de uma dor que muitas vezes não apresenta mais lesão", detalha. "Vamos buscar a relação entre os procedimentos de mastectomia realizados - pois existem diferentes tipos de cirurgias -, os tratamentos, o tempo percorrido desde o diagnóstico, a idade, a situação laboral e a dor crônica", complementa a pesquisadora da UFSCar.

A importância do estudo, para os profissionais que lidam com pacientes que apresentam quadros de dor crônica pós-mastectomia, está em facilitar a identificação de quais momentos ele pode fazer uso de estratégias para estimular mecanismos de autoeficácia e de diminuição da castrofização da dor.

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Voluntárias

Para realizar a pesquisa, estão sendo convidadas mulheres, a partir de 18 anos, de qualquer região do Brasil, que tenham passado por mastectomia e que já encerraram o tratamento contra o câncer de mama. As participantes não podem estar em recidiva da doença. As voluntárias responderão um questionário eletrônico que ficará disponível até o dia 30 de setembro. As interessadas devem entrar em contato com a pesquisadora Vânia Hayashi, para receberem o questionário, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99635-7931. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 28416620.4.0000.5504).

Grade curricular aborda as ideias de Maria Montessori à educação escolar. Inscrições estão abertas

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o curso de atualização "Pedagogia Montessori: Contributos à Educação de Crianças - Módulo 1 Introdutório", oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Destinada para iniciantes, a grade curricular aborda a própria médica, pedagoga e intelectual Maria Montessori e as ideias essenciais de sua proposta à educação escolar de crianças. Professores e profissionais da Educação da infância, como psicólogos, além de pediatras, mães, pais e outros responsáveis podem participar.

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Conhecido por dar ênfase à autonomia e à liberdade com limites para as crianças, o método educativo é baseado no trabalho sensorial e preza pelo respeito ao desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológicas. Para Maria Montessori, diferente do que acontece no ensino tradicional, o professor deve acompanhar e aconselhar a aprendizagem na Educação Infantil, mas não impor que o será aprendido. Além disso, o aluno deve ser incentivado a aprender por meio de diferentes atividades com graus de dificuldade gradativos e a interferência em excesso dos educadores pode ser prejudicial. 

Criada a partir da observação do comportamento de crianças, a técnica - que surgiu no início do século 20, é considerada por muitos uma das melhores alternativas para o desenvolvimento cognitivo, social, emocional, de conteúdo e cerebral. Hoje em dia, presente em diversos países, a metodologia é aplicada desde os primeiros meses de vida, educando as crianças para que encontrem seu lugar no mundo. 

O curso de atualização "Pedagogia Montessori: Contributos à Educação de Crianças - Módulo 1 Introdutório", realizado pelo Centro de Pesquisa da Criança e de Formação de Educadores da Infância (Cfei) da UFSCar, é composto por dois encontros online e materiais para os participantes estudarem em seu horário de preferência. Os interessados podem se inscrever pelo site montessori.faiufscar.com, no qual há mais informações, como valores de investimento. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Evento, online, acontece de 2 a 6 de agosto

 

SÃO CARLOS/SP - De 2 (Hoje) a 6 de agosto, será realizada, de forma remota, a "Semana Discente das Ciências Sociais UFSCar 2021: o sujeito pesquisador e o fazer científico". O objetivo é conectar a comunidade discente do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com pesquisadores de outras universidades. A programação, totalmente gratuita, é composta por três tipos de atividade: Grupos de Trabalho (GTs), minicursos e mesas-redondas.

A mesa de abertura, no dia 2/8, às 19 horas, trata de "Pesquisas, sujeitos e metodologias: a pandemia e o artesanato científico". "Povos indígenas e suas vivências"; "Mulheres pesquisadoras de violência, segurança pública e conflitos urbanos"; e "História e perspectivas do curso de Ciências Sociais" estão entre os temas das demais mesas. Também estão confirmados os minicursos "Mobilidade como perspectiva epistemológica nas Ciências Sociais", "Olhares indígenas sobre a biomedicina e a saúde tradicional indígena" e "Estratégias para pesquisa de campo etnográfica com mídias digitais".

Mais informações, incluindo temas dos GTs, palestrantes e inscrições, estão no site do evento (www.even3.com.br/semanacs2021). Informações atualizadas podem ser acompanhadas pelas páginas no Facebook (facebook.com/semanacs2021) e Instagram (@semanacs2021). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e pelas redes sociais do evento.

 

Debate, que acontece virtualmente, inaugura a série de eventos "EdUFSCar no ar", com lançamento de livro

 

Inspirada com o clima dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que seguem até o dia 8 de agosto, a Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar), em parceria com a Assessoria para Comunicação Científica da Instituição, inaugura a série de eventos "EdUFSCar no ar" com o lançamento do livro "Leituras de gênero e sexualidade nos esportes", de autoria de Wagner Xavier de Camargo, pesquisador na Universidade desde 2013.

O debate, que acontece - virtualmente - em 6 de agosto, às 10h30, abordará questões da atualidade no âmbito do mundo esportivo, com um olhar voltado a novas perspectivas a partir da reflexão sobre gênero e sexualidade.

Na ocasião, o autor comentará casos e fatos recentes que apareceram na mídia esportiva - como, por exemplo, a participação da primeira atleta trans na história das Olimpíadas; o impactos de ocorrências como o caso de Douglas Souza, atleta do vôlei brasileiro que assumiu a homossexualidade e conquistou grande visibilidade em pouco tempo; e a quantidade recorde de participação de atletas que se autodeclaram LGBTQIAPN+ na competição, com destaque para biografias, envolvendo suas lutas e seus desafios nas práticas esportivas.

O convidado também tratará da lógica binária que atualmente impera nos esportes, e da importância de se ampliar os entendimentos sobre corpos, gêneros e sexualidades para além dela.

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Outras temáticas que constam em seu livro serão contempladas no encontro, como as características do que o autor chama de esporte-espetáculo, além de problematizações sobre o que é considerado senso comum nos esportes, partindo para a desconstrução de estereótipos (como cores e esportes pautados por sexo).

Com textos curtos, críticos e de fácil entendimento, a obra recém-lançada pela EdUFSCar é fruto de pesquisas de Camargo ao longo dos anos - de 2013 a 2019 como pesquisador de pós-doutorado na UFSCar, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O autor cursa um segundo doutorado no momento, em Antropologia Social, e atua como docente voluntário no curso de graduação em Ciências Sociais da UFSCar. Tem se dedicado a investigar corpo, gênero e sexualidade na Educação Física e nos Esportes a partir de referenciais conceituais da Antropologia, da Sociologia e dos Estudos de Gênero.

A mediação do encontro será de Adriana Arruda, jornalista da Assessoria de Comunicação Científica da Universidade. A transmissão será feita via Facebook - (nas páginas facebook.com/ufscaroficial e facebook.com/editora.edufscar) - e YouTube (em youtube.com/ufscaroficial). A participação é aberta a todas as pessoas interessadas, que poderão apresentar questões ao convidado durante o debate.

O livro de Camargo está disponível para compra no site da Editora (edufscar.com.br), com desconto de 30% até a data do evento de lançamento do livro, em 6/8. Mais informações sobre a obra podem ser conferidas em matéria no Portal da UFSCar (https://bit.ly/3lePwOy).

Inscrições devem ser feitas pelo site do Programa até 20 de agosto

 

SÃO CARLOS/SP - Até o dia 20 de agosto, o Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGPol) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe inscrições na seleção para os cursos de mestrado e doutorado, com início no primeiro semestre de 2022. São ofertadas 15 vagas para o mestrado e 15 para o doutorado.

A seleção será composta por duas etapas: avaliação do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório; e exame oral e análise do currículo Lattes, de caráter classificatório.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site www.ppgpol.ufscar.br, conforme instruções dos editais de mestrado e doutorado.

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A área de concentração do Programa oferece aos alunos uma formação orientada para três domínios fundamentais no campo da Ciência Política - teoria, instituições e comportamento político. Essas dimensões são contempladas pelas duas linhas de pesquisa do PPGPol: "Instituições, organizações e comportamento político" e "Políticas públicas e democracia". Detalhes sobre o Programa estão em www.ppgpol.ufscar.br. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Curso, gratuito e remoto, é destinado a estudantes de 11 a 13 anos de todo o Brasil

 

SÃO CARLOS/SP - Já pensou em inventar uma língua? Essa é a proposta de um workshop gratuito da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) destinado a estudantes de 11 a 13 anos de todo o Brasil, com o objetivo de facilitar a compreensão da Língua Portuguesa a partir de um novo método.

A iniciativa faz parte do projeto de extensão "Educação Linguística: desenvolvimento de habilidades e competências", que tem como finalidade desenvolver um método de ensino que contribua para que estudantes da Educação Básica compreendam melhor os fenômenos existentes na Língua Portuguesa. Para tanto, o projeto oferta este workshop de língua inventada, que consiste em um método inovador em que os estudantes associam suas intuições linguísticas desenvolvidas durante a oficina à Língua Portuguesa. 

"Inventar uma língua é muito legal. Além disso, neste curso, durante o processo de criar uma língua, os participantes estarão construindo uma gramática, o que vai ajudá-los a compreender melhor as regras e o funcionamento de sua própria língua", afirmam os organizadores.

O público-alvo do workshop são estudantes entre 11 e 13 anos de idade que estejam matriculados em escolas públicas ou privadas de qualquer estado do Brasil. Os encontros acontecem de modo remoto, via Google Meet, e os participantes receberão certificado. Os dados obtidos na atividade serão aplicados para que o método seja aprimorado. 

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São ofertadas 60 vagas. As inscrições poderão ser feitas entre 9 e 15 de agosto pelo site do projeto www.eduling.ufscar.br, onde constam mais informações sobre o curso, como cronograma, proposta e orientações aos pais dos estudantes. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Inscrições podem ser feitas até o dia 3 de agosto

 

SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas no processo seletivo para os cursos de mestrado e doutorado, com ingresso no segundo semestre de 2021.

O Programa conta com três linhas de pesquisa: Indivíduos e Populações; Comunidades e Ecossistemas; e Aplicações Ecológicas. Para o mestrado são oferecidas 17 vagas e a seleção terá três fases: prova escrita, prova de Inglês e análise do currículo. A seleção para o doutorado, que oferta 12 vagas, é composta por duas etapas: arguição oral da proposta de pesquisa e entrevista e avaliação do currículo Lattes.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de agosto. Toda a documentação exigida na inscrição deverá ser enviada para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., obedecidos os prazos e instruções dos editais para mestrado e doutorado, disponíveis no site www.ppgern.ufscar.br. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (16) 3351-8305 ou pelo e-mail de inscrição.

São 27 vagas para o mestrado e 16 para o doutorado para aulas com início em 2022

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições na seleção para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional (PPGTO) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Estão sendo ofertadas 27 vagas para o mestrado e 16 para o doutorado. Interessados devem se inscrever até 8 de setembro, por e-mail, e as aulas terão início no próximo ano. 

O PPGTO tem a área de concentração "Processos de Intervenção em Terapia Ocupacional" e são três linhas de pesquisa: Promoção do desenvolvimento humano no contexto da vida diária; Redes sociais e vulnerabilidades; e Cuidado, emancipação social e saúde mental. O PPGTO é o primeiro programa de pós-graduação da área no país e seu objetivo é consolidar e ampliar o desenvolvimento científico do campo, como também se projetar em direção às novas tendências, nacional e internacionalmente, voltando-se para a necessidade de formação pós-graduada específica em Terapia Ocupacional. 

O processo seletivo para mestrado e doutorado terá duas etapas - avaliação do projeto de pesquisa e defesa oral pública do projeto. Os interessados devem se inscrever até às 18 horas (horário de Brasília) do dia 8 de setembro, seguindo as instruções dos editais, disponíveis no site www.ppgto.ufscar.br. A solicitação de isenção da taxa de inscrição pode ser solicitada, conforme as especificações dos editais, entre 26/7 e 6/8. As datas das fases do processo seletivo também estão disponíveis nos documentos e a matrícula será feita em março de 2022.

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As informações completas sobre a seleção estão no site e dúvidas também podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Ação tem coordenação geral da Escola de Enfermagem da USP e conta com outras instituições

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está participando do projeto de pesquisa "Avaliação e gerenciamento dos riscos de contaminação de profissionais de saúde no contexto da Covid-19 em unidades de saúde brasileiras e seus possíveis desfechos: AGIR-COV-2020". A iniciativa tem financiamento da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) e está vinculada às ações da Secretaria de Gestão da Educação e do Trabalho na Saúde (SGETS) do Ministério da Saúde (MS) do Brasil. A professora Vivian Aline Mininel, do Departamento de Enfermagem da UFSCar, compõe a equipe de pesquisa do projeto que tem a coordenação geral da professora Maria Helena Palucci Marziale, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP).

O Projeto é realizado por um grupo de pesquisadores da EERP-USP, da Faculdade de Medicina de São Paulo (USP) e das universidades federais de São Carlos e de Alfenas e tem o intuito de mostrar que os profissionais de saúde têm sofrido danos à sua própria saúde, ao cuidar da população adoecida por Covid-19. A partir da análise dos riscos ocupacionais de infecção pelo SARS-CoV-2, a docente da UFSCar explica que o estudo visa gerar evidências científicas que possam ser transladadas à prática nos diferentes serviços que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS), mitigar a contaminação dos profissionais de saúde, fornecer indicadores para a gestão de recursos humanos, para o enfrentamento da atual e de futuras emergências sanitárias, e oferecer maior segurança na assistência prestada aos pacientes.

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A pesquisa é direcionada aos profissionais de saúde e residentes vinculados à ação "Brasil Conta Comigo" em todo o território nacional. A coleta de dados está em andamento e os participantes estão sendo convidados por e-mail ou telefone. Informações complementares podem ser encontradas no site do projeto (https://sites.usp.br/agir).

Estudos mostram descompasso entre normativas vigentes e reais demandas das pessoas surdas ao consumirem a cultura audiovisual

 

SÃO CARLOS/SP - No Brasil, hoje, são obrigatórios três recursos de acessibilidade em produções audiovisuais: legendagem e janela de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas e ensurdecidas e audiodescrição para pessoas com deficiência visual. No entanto, a simples inclusão não é sinônimo de atendimento às necessidades comunicacionais dessa população, como evidenciam pesquisas realizadas no Laboratório de Tradução Audiovisual e Língua de Sinais (Latravilis) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Uma dessas pesquisas avaliou se as janelas de Libras em produções audiovisuais de três gêneros - cinematográfico (comédia), jornalístico televisivo e videoaula - são adequadas no que diz respeito ao formato, ao tamanho e à textura (fundo da tela), a partir de questionários virtuais bilíngues (em Língua Portuguesa e Libras) respondidos por 168 pessoas surdas, jovens e adultas.

O questionário abordou cinco variações de janelas para cada um dos três gêneros. As propostas de janelas mantiveram quatro opções padrões: as três primeiras envolveram critérios propostos pela norma NBR 15.290/05, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT (https://bit.ly/3ecWRK5) -, que determina que a largura da janela deve ocupar, no mínimo, um quarto de tela, independentemente do produto audiovisual. As opções foram: 1) janela com fundo branco; 2) janela translúcida; ou 3) sem janela. 

Já a quarta opção envolveu critérios do Guia de Produções Audiovisuais Acessíveis (https://bit.ly/3edGu02), proposto pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura especificamente para o cinema, que adota a técnica Picture-in-Picture (PIP), separando, em espaços distintos, a produção audiovisual e a tradução, ao posicionar o espaço de Libras no canto inferior direito, em tela menor.

Por fim, para cada gênero, houve uma quinta opção exclusiva, chamada de proposição mercadológica, que já circulou no mercado audiovisual, mas não corresponde ao que pede as normas vigentes. Para a escolha da quinta proposta de janela para cada gênero, foi realizada uma ampla pesquisa em bancos de vídeos da Internet (em plataformas como Facebook e YouTube, por exemplo), a fim de identificar a maior recorrência em cada gênero.

No caso do gênero cinematográfico, esta quinta opção se caracterizou por ter múltiplos tradutores em tela para cada personagem da produção audiovisual, e as janelas aparecem e somem de acordo com os personagens em tela.

Para o gênero videoaula, a proposição mercadológica foi a escolha por uma janela maior, que ocupa metade da tela do vídeo. Enfim, para o gênero jornalístico televisivo, a quinta opção apresentou uma forma redonda da janela com fundo branco chapado, no mesmo tamanho da NBR 15.290/05 - proposta já utilizada em vídeos institucionais de propaganda eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2018.

Os resultados revelaram descompasso entre as normas vigentes e as reais necessidades e preferências da comunidade surda, como detalhado a seguir.
A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi liderada por Marcus Vinicius Batista Nascimento, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) atuante no curso de Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras/Língua Portuguesa (TILSP) da UFSCar e coordenador do Latravilis. 

O questionário, que circulou na comunidade surda por meio das redes sociais, foi desenvolvido por Nascimento, juntamente com Rimar Ramalho Segala, docente surdo do DPsi; Rodrigo Vecchio Fornari, técnico de Audiovisual do Departamento; e Anderson da Silva Marques e Joyce de Souza, intérpretes e tradutores do setor de Tradução e Interpretação da Língua de Sinais da UFSCar.

Resultados

A pesquisa realizada mostrou que a preferência por determinada janela de Libras se altera de acordo com o gênero audiovisual, indicando de saída um problema no que determina a ABNT.

Em relação ao gênero cinematográfico, a proposta mais votada positivamente foi a mercadológica, em que há um tradutor para cada personagem; a janela proposta pelo Guia do Ministério da Cultura não teve avaliação positiva justamente para este gênero, mas, curiosamente, foi a mais bem avaliada para o gênero jornalístico televisivo. Para o caso de conteúdos televisivos, o Guia recomenda utilizar a NBR 15.290/05 da ABNT - o que, portanto, não condiz com a percepção evidenciada na pesquisa. Para o gênero videoaula, a proposta de janela mais bem votada também foi a mercadológica.

"As variações da ABNT, que costumam ser adotadas em diferentes produções audiovisuais, com janelas com fundo branco, translúcidas ou transparentes, não receberam avaliação tão positiva em nenhum dos três gêneros propostos. A janela com fundo branco foi a que recebeu a pior avaliação em todos os gêneros", relata Nascimento. 

Com base nos resultados, o pesquisador destaca a necessidade de considerar as pessoas surdas como consumidoras da cultura audiovisual no Brasil e, assim, como interlocutoras. "Os dados encontrados nos dão algumas pistas. É provável que essas normativas estejam sendo propostas, ainda que com bases em pesquisas e estudos, sem uma quantidade suficiente de testes de usabilidade", registra o pesquisador.

"O que é mais confortável para o surdo? A janela de Libras do lado direito ou esquerdo? Qual o tamanho ideal? Estamos, agora, iniciando essas pesquisas, e esses questionamentos são essenciais para pensarmos na acessibilidade da comunidade surda ao mundo audiovisual, já que existem percepções da Língua, do modo de ser e de estar no mundo, que só o próprio surdo pode dizer e sentir", pondera Nascimento.

Acessibilidade e pertencimento

Nesta direção, ao entender as demandas da comunidade surda, constrói-se um caminho de pesquisa que impacta na produção de novas políticas públicas na área. "Quando a Ciência comprova algo, em um cenário político favorável é possível absorver essas comprovações e colocá-las em prática para determinados grupos", defende o pesquisador da UFSCar.

Nascimento também afirma que as janelas de Libras vão além de um recurso de acessibilidade para a população surda. "Trata-se de um elemento central para o consumo da cultural audiovisual brasileira. Nesse sentido, a inserção da janela de Libras em produções audiovisuais apenas como ‘cumprimento legal’ vai na contramão dos direitos linguísticos conquistados pela comunidade surda ao longo dos últimos 20 anos."

Em outras palavras, as janelas de Libras permitem que as pessoas surdas falantes dessa língua se sintam pertencentes à sociedade por poderem ter acesso, nas mesmas condições de outras pessoas, ao jornalismo, ao entretenimento e à cultura transmitida em plataformas audiovisuais.

"É essencial enxergarmos as pessoas que necessitam e as que não necessitam de acessibilidade como um só público. Por isso, torna-se imprescindível ter os recursos - legenda para pessoas surdas e ensurdecidas, audiodescrição e janela de Libras - junto à produção sem nenhum recurso. O pressuposto é que uma pessoa com deficiência e uma sem deficiência consumam a mesma obra audiovisual, no mesmo espaço", reforça Nascimento.

O pesquisador ressalta outros dois desafios importantes nesse cenário: pensar em políticas públicas efetivas na área, que sejam executadas por órgãos públicos, e formar profissionais para atuarem com qualidade.

"Para pensarmos em políticas públicas, nós precisamos de pesquisas nesta área tão recente, e isso é o que fazemos na UFSCar, assim como a formação de profissionais; desde 2015, com o TILSP, temos a missão de garantir a qualidade na formação de intérpretes e tradutores de Libras, sobretudo para atuarem em diferentes contextos sociais e saberem lidar com as diferentes semioses dos gêneros audiovisuais nos processos de tradução e interpretação. Este é o caminho para a verdadeira inclusão dessa comunidade no cenário audiovisual", conclui o docente.

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Os estudos de Nascimento foram divulgados em artigos científicos. O primeiro, intitulado "Consumo da cultura audiovisual por surdos: perfil sociolinguístico e questões para planejamento de políticas linguísticas e de tradução" (https://bit.ly/3AWJ6sD), está disponível para leitura na Revista Travessias Interativas. Já o segundo, "Tradução e pesquisa: o uso de questionário bilíngue para o mapeamento da usabilidade e preferência de janelas de libras na comunidade surda" (https://bit.ly/3r6XM47), publicado pela Revista Gragoatá, tem como autores, além de Nascimento, Segala e Fornari.

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