Pesquisa envolveu revisão sistemática e metanálise de 134 estudos, envolvendo 46.978 crianças
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) acaba de gerar um dado inédito e preocupante: a prevalência de 33% de anemia ferropriva (por falta de ferro) em crianças brasileiras de zero a sete anos (ou seja, 1/3 das crianças do País). Este é o maior levantamento já publicado sobre anemia ferropriva em idade pediátrica no Brasil.
A análise, coordenada por Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida, docente do Departamento de Medicina (DMed) da Instituição, levou em consideração 134 estudos anteriores (publicações), envolvendo 46.978 crianças, divulgados de 2007 a 2020.
No Brasil, estima-se que 90% dos casos de anemia são por falta de ferro, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a doença como um indicador de pobreza de nutrição e de saúde, que compromete a qualidade de vida e contribui para a mortalidade infantil.
"No nível populacional, uma prevalência de anemia maior que 4,9% é considerada uma importante questão de saúde pública; quando há prevalência superior a 40%, é classificada como grave problema de saúde pública", informa Nogueira-de-Almeida.
Os dados por regiões brasileiras também não mostram diferenças significativas entre elas. "A diferença entre as regiões foi menor do que esperávamos; mesmo nas regiões mais ricas do País - Sul e Sudeste -, a prevalência é alta. Estamos diante de um quadro preocupante, tendo em vista que o Brasil é um país em desenvolvimento, mas não de extrema miséria", analisa Nogueira-de-Almeida.
Além disso, os resultados não sugerem uma tendência temporal da doença (maior ou menor prevalência com o passar dos anos). O pesquisador da UFSCar explica que o dado é importante ao considerarmos que o Brasil vem adotando ações para prevenir e controlar a anemia, como a criação, em 2015, da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes (vitaminas e minerais) - NutriSUS.
"As curvas dos gráficos obtidos na pesquisa comprovam que a prevalência da anemia se mantém estável de 2007 para cá, sem aumentar ou diminuir. Isso significa que as iniciativas para controle da doença parecem não ter tido impacto, o que também nos causa preocupação", registra.
Causas, desafios e ações
A partir dos resultados obtidos, Nogueira-de-Almeida lista diversas hipóteses que podem explicar o fato de a prevalência de anemia ferropriva no Brasil ser tão alta: elevado índice de mães com anemia, o que acarreta passagem de quantidade insuficiente de ferro para a placenta e, depois, ao amamentar, que o leite seja mais pobre; baixo índice de aleitamento materno, algo que faria a criança já ter reserva de ferro; e recebimento de fórmula infantil e, posteriormente, alimentação inadequadas.
"Muitas vezes, as crianças que não recebem leite materno acabam consumindo leite de vaca antes de um ano, idade imprópria para isso. Além de não ter ferro, este leite ajuda a perdê-lo do organismo, já que provoca pequenas hemorragias na mucosa intestinal e o seu cálcio também acaba levando o ferro para as fezes", esclarece o docente.
A alimentação complementar, introduzida a partir dos seis meses, pode também ocasionar anemia. "Não temos hábito de usar cereais fortificados, por exemplo. Muitas famílias utilizam uma alimentação com base na farinha de fubá e outros ingredientes caseiros, que não contêm ferro."
Além disso, quando a criança cresce, o ideal é consumir ferro de origem animal, proveniente das carnes, algo que também não ocorre com frequência. "As carnes no Brasil possuem altos custos e o seu consumo é baixo. O ferro na alimentação da criança brasileira acaba vindo muito dos vegetais, do feijão. É importante, mas é um ferro que o corpo humano não aproveita tão bem quanto o da carne", analisa.
Segundo o pesquisador, uma criança com baixos índices de ferro e considerada anêmica pode ter muitos prejuízos, como falta de disposição para brincar e isolamento; déficit de aprendizado e prejuízos para o desenvolvimento intelectual; além de prejuízo imunológico. "Crianças com anemia têm maior probabilidade de desenvolver outras doenças na forma mais grave; uma pneumonia em criança não anêmica, por exemplo, costuma ser muito mais branda do que em uma anêmica."
Por isso, os dados alarmantes são essenciais para se pensar em políticas públicas nacionais, que consigam diminuir esses índices de prevalência. "A anemia não se resolve com estratégias individuais. Algumas ações urgentes consistem na criação e no fortalecimento de políticas públicas - de distribuição de renda, para se obter recursos para compra de alimentos fortificados em ferro; e de educação nutricional, para fomentar uma conscientização sobre a importância dos alimentos, seus nutrientes e vitaminas, que muitas famílias não têm", sintetiza o pesquisador.
Além disso, são imprescindíveis ações de saúde, como, por exemplo, disponibilizar pré-natal gratuito e de boa qualidade às mães sem condições financeiras e estimular o aleitamento materno sempre que possível, por meio de campanhas de conscientização e disseminação de conhecimento.
"As crianças brasileiras passam por riscos de danos à saúde física e psicossocial. Há uma urgente necessidade de o governo brasileiro entender essa urgência e implementar estratégias que sejam realmente adequadas de saúde pública", finaliza o docente da UFSCar.
Metodologias
O pesquisador explica que o diferencial do estudo para a obtenção dos resultados inéditos foi a combinação de duas metodologias: a revisão sistemática e a metanálise, essenciais para a confiabilidade do dado final.
Na revisão sistemática, foi feita a análise de publicações científicas de qualidade. "Nesta etapa, revisamos mais de mil publicações científicas, que tentaram medir a prevalência de anemia ferropriva em crianças em âmbito local. A metodologia permitiu que selecionássemos apenas trabalhos considerados de excelente qualidade, de acordo com parâmetros científicos pré-existentes - como serem de instituições consideradas confiáveis, com estatísticas validadas, dentre outros fatores", exemplifica o docente.
Ao chegar na seleção de 134 estudos, a pesquisa partiu para o segundo passo, a metanálise, metodologia estatística de extrema complexidade, que realiza ponderações de acordo com os dados obtidos.
"Cada estudo traz a sua especificidade: alguns analisaram 100 crianças; outros, 2.000. Em alguns casos, foram crianças de São Paulo; em outros, de Sergipe, que tem uma população infinitamente menor. Além disso, cada trabalho analisou uma determinada faixa etária específica de crianças. Ou seja, foi preciso levar em consideração cada umas dessas variáveis, e não simplesmente fazer uma média dos números. Com a metanálise, trabalhamos os dados em uma ferramenta complexa e informatizada de estatística, conseguindo dados extremamente confiáveis de prevalência da doença em âmbito nacional", detalha o pesquisador.
Os resultados do estudo - intitulado "Prevalence of childhood anemia in Brazil: still a serious health problem. A systematic review and meta-analysis" - foram publicados em julho de 2021, na revista Public Health Nutrition, da Cambridge University Press, e pode ser acessado em https://bit.ly/3jkQjfG.
Assinam o artigo, além de Nogueira-de-Almeida, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) - Fábio da Veiga Ued, Luiz Antonio Del Ciampo, Edson Zangiacomi Martinez, Ivan Savioli Ferraz, Andrea Aparecida Contini, Franciele Carolina Soares da Cruz, Raquel Farias Barreto Silva, Maria Eduarda Nogueira-de-Almeida e Joel Alves Lamounier.
Objetivo é aperfeiçoar processos de produção de materiais refratários
SÃO CARLOS/SP - Foi celebrado o primeiro projeto da unidade EMBRAPII-UFSCar-Materiais (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial da Universidade Federal de São Carlos) em parceria com uma empresa, a RHI Magnesita, a maior produtora mundial de materiais refratários. O contrato foi assinado em 16 de junho e o projeto já está em andamento.
Os materiais refratários são aqueles que resistem a altas temperaturas e têm um papel de suma importância para cadeias produtivas como a do aço, vidro e cimento. Entretanto, há a necessidade de aperfeiçoamento de processos de produção desses materiais e foi isso que motivou a parceria.
"O objetivo principal do projeto é aperfeiçoar processos de produção de materiais refratários, utilizando simulação computacional", explicou Rodrigo Bresciani Canto, docente do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar e coordenador do projeto.
Ao todo, o projeto será executado em cinco etapas, com um cronograma de 25 meses e com seis grupos de atividades que serão conduzidos ao longo desse período. As etapas iniciais envolvem a caracterização dos materiais estudados e o estudo das técnicas numéricas, e as etapas finais focam na aplicação do conhecimento obtido em casos de interesse da indústria parceira.
A equipe da UFSCar ficará responsável pelo estudo de modelos computacionais e levantamento de dados sobre materiais e processos a partir de experimentos para alimentar as simulações numéricas, bem como por auxiliar a empresa parceira na aplicação dos resultados. Para isso, a equipe contará com um professor coordenador, um técnico de laboratório, um pós-doutorando, dois doutorandos, quatro mestrandos e dois alunos de graduação.
Já a RHI Magnesita, além do aporte financeiro, terá o papel de disponibilizar estudos de caso industriais complexos e desafiadores, assim como proporcionar o contato, a troca de informações e de conhecimentos aplicáveis de sua equipe, propiciando um engajamento cooperativo entre as partes e fortalecendo a busca de soluções previstas no projeto.
"Ao final, prevemos a melhoria dos processos resultando em produtos que precisem de menos material de insumo e com melhor resistência mecânica. Ainda, espera-se também promover o conhecimento gerado e adquirido pelas instituições parceiras no desenvolvimento do projeto, alcançar a inovação industrial e contribuir para a formação de recursos humanos da UFSCar e da RHI Magnesita envolvidos no projeto", descreveu Canto.
"O orçamento é composto pelos aportes financeiros da RHI Magnesita e da EMBRAPII, somados à contrapartida econômica da UFSCar, no que diz respeito ao uso de equipamentos. Mas, vale observar que a contrapartida da Universidade também se dá, indiretamente, por meio da disponibilização de seu patrimônio intangível, ou seja, o seu conhecimento, suas instalações e demais equipamentos", afirmou Ernesto Chaves Pereira, docente do Departamento de Química (DQ) e coordenador da EMBRAPII-UFSCar.
"A EMBRAPII teve papel de grande relevância. O seu aporte financeiro foi determinante para a montagem de uma equipe de trabalho numerosa na UFSCar, o que viabilizou a proposição de um plano de trabalho mais rico e audacioso, que se tornou mais atrativo à empresa parceira", disse Canto.
Além da EMBRAPII, também vale destacar o papel da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da UFSCar (FAI-UFSCar) e da Agência de Inovação. "A FAI teve papel de grande importância, dando todo o suporte necessário para o desdobramento de um primeiro projeto EMBRAPII na UFSCar, bem como para os ajustes administrativos, operacionais e jurídicos necessários, compatibilizando as normas da UFSCar e da Unidade EMBRAPII. Já a Agência de Inovação atuou em toda a negociação entre a UFSCar e a empresa parceira referente às questões de direitos de propriedade intelectual envolvidas para a formalização do Acordo de Cooperação", finalizou o coordenador do projeto.
EMBRAPII-UFSCar
A EMBRAPII é uma Organização Social qualificada pelo Poder Público Federal que, desde 2013, apoia instituições de pesquisa tecnológica fomentando a inovação na indústria brasileira.
A Unidade EMBRAPII-UFSCar foi criada com base em um histórico de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na área, por meio da parceria entre várias unidades da UFSCar ligadas ao Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET), que, por sua vez, conta com um histórico de centenas de projetos executados pela UFSCar em parceria com empresas. O corpo técnico de pesquisadores é de excelência e a formação de RH tem alta qualificação na área. O curso de Engenharia de Materiais da UFSCar foi o primeiro da América Latina e seus pesquisadores atuam em pesquisas nessa e em outras áreas do conhecimento, com impacto na inovação da indústria nacional e internacional.
Estudo da UFSCar também vai avaliar sintomas do autismo em outra faixa etária infantil
SÃO CARLOS/SP - Um estudo do Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de Carlos (UFSCar) está buscando voluntários para participarem de pesquisa que pretende avaliar os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, conforme a Caderneta da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, em crianças entre 1 e 6 anos de idade.
Além disso, o estudo vai avaliar também sintomas específicos relacionados ao Autismo em crianças entre 16 e 30 meses. Os responsáveis pelas crianças responderão questionário online e devem residir em São Carlos (SP).
A pesquisa integra o projeto de Iniciação Científica de Tainá Souza e Silva, graduanda em Medicina da UFSCar, e tem orientação do professor Guillermo Traslaviña, docente do DMed.
O desenvolvimento neuropsicomotor envolve habilidades motoras, de linguagem e sociais, e o período da infância é crucial para o seu progresso. Portanto, a importância do estudo com o público infantil consiste em identificar precocemente essas alterações (comportamentais, motoras ou de linguagem) para que possam ser encaminhadas para diagnóstico e tratamento, conforme cada caso.
De acordo com Guillermo Traslaviña, a pandemia e todas as restrições impostas nesse período podem ter afetado o desenvolvimento das crianças. "Uma das nossas hipóteses é que a habilidade para falar, por depender da convivência social, principalmente na escola, possa estar atrasada. No caso específico de crianças com autismo, a literatura descreveu durante a pandemia atraso em marcos de desenvolvimento e piora comportamental", relata o orientador do estudo.
A pesquisa é voltada para crianças que não tenham diagnóstico prévio de alguma doença neurológica e a expectativa é obter uma amostra suficientemente grande das crianças de São Carlos para se ter um panorama geral da porcentagem de crianças com desenvolvimento normal e com desenvolvimento atrasado. "O estudo pretende verificar se as falhas nos marcos do desenvolvimento são decorrentes das limitações impostas pela pandemia. O resultado poderá nortear as políticas de saúde municipais para diagnóstico e tratamento de distúrbios do desenvolvimento", complementa o professor. Além disso, os pais ou responsáveis pelas crianças que participarem do estudo poderão entrar em contato com os pesquisadores para verificar individualmente os resultados dos filhos e, conforme a necessidade, serão feitos encaminhamentos para avaliação multidisciplinar.
Voluntários
Para participar o estudo, estão sendo convidados responsáveis por crianças entre 1 e 6 anos, residentes no município de São Carlos, e que não tenham diagnóstico de distúrbios neurológicos. Os interessados podem responder o questionário (https://bit.ly/3t0enY5) até fevereiro de 2022. Mais informações pelo e-mail neurologia.infantil.ufscar@
São ofertadas até 10 vagas em ambulatório que conta com equipe multiprofissional
SÃO CARLOS/SP - Uma parceria entre a Unidade Saúde Escola (USE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Carlos está promovendo atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que ficaram com sequelas graves da Covid-19. São ofertadas 10 vagas, inicialmente, para pacientes encaminhados pelo Hospital Universitário (HU) da UFSCar, mas a proposta é ampliar o serviço para que a SMS possa regular as vagas para mais pacientes de outras unidades da rede pública de saúde do município.
O Ambulatório Pós-Covid é coordenado pelas fisioterapeutas Karina Rabelo da Silva (fisioterapia respiratória) e Liliana Chiappa (fisioterapia motora), e conta com equipe multiprofissional - Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Enfermagem, Farmácia e Serviço Social - para atender as demandas integrais dos pacientes, conforme cada caso. Além disso, todos os pacientes são avaliados pela Cardiologia da USE. O ambulatório recebeu os primeiros pacientes em junho deste ano e, no momento, sete pessoas estão em atendimento.
Tratamento
As sequelas mais frequentes dos pacientes que são encaminhados para esse atendimento da USE são fraqueza muscular generalizada, cansaço aos pequenos esforços, dores e sensibilidade em regiões inespecíficas do corpo e incapacidade de caminhar. De acordo com Karina Rabelo, o tratamento da Fisioterapia é direcionado dependendo da demanda do paciente, utilizando os recursos disponíveis da Unidade, como "analgesia em casos de dor, treino de marcha e equilíbrio, fortalecimento da musculatura em geral, inclusive musculatura respiratória, higiene brônquica, expansão pulmonar, dentre outros". A equipe de psicólogos avalia a necessidade de acompanhamento dos transtornos emocionais/pós-traumáticos relacionados à internação e ao processo de doença e perdas. A fonoaudióloga da USE avalia os pacientes quanto à cognição, deglutição e alteração na fala ocasionada pelo tempo de exposição ao tubo, no caso da ventilação mecânica invasiva.
A assistência ao paciente também oferece atendimento de terapeuta ocupacional com um grupo de estimulação para pessoas que apresentam perda de memória e outras alterações cognitivas, e outro com práticas de Yoga, trabalhando principalmente a consciência respiratória e os músculos envolvidos na respiração. Além disso, a equipe multiprofissional conta com farmacêutico, enfermeiras e assistentes sociais para os casos que necessitam desses suportes.
"Os pacientes têm apresentado evoluções satisfatórias, retornando suas funcionalidades. Estão evoluindo de forma rápida, saindo da dependência nas AVDs (atividades de vida diária) para a independência funcional", comemora Karina Rabelo, relatando que já houve três altas.
Público atendido
De acordo com o Humberto Hirakawa, docente do Departamento de Medicina da UFSCar e diretor técnico da USE, a parceria prevê o atendimento a pacientes do SUS, conforme encaminhamento feito pela SMS. Atualmente, a capacidade de atendimento da USE é de até 10 pacientes. "Por enquanto, estão sendo atendidos casos encaminhados pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital Universitário da UFSCar, mas estamos finalizando um estudo para uma proposta de ampliar esse atendimento para expandir a oferta do serviço para a rede pública como um todo", explica Hirakawa.
Os critérios para o atendimento dos pacientes no Ambulatório Pós-Covid da USE é que sejam casos graves de pessoas que estiveram sob ventilação mecânica e possuam limitações funcionais após a alta, e que consigam ir à Unidade para o atendimento. "Esperamos que os casos graves da Covid-19 diminuam, mas manteremos o atendimento do ambulatório enquanto houver pacientes do município que demandem essa assistência especializada", pontua o diretor técnico da USE-UFSCar.
Parceria e expansão
Conforme explica Humberto Hirakawa, a parceria atual está estabelecida e alguns atendimentos já são realizados desde junho, mas a ideia é expandir o serviço do Ambulatório Pós-Covid para 40 atendimentos diários. "Assim que a parceria for firmada com a SMS, a proposta é que o atendimento não seja apenas para pacientes oriundos do HU, mas para os casos encaminhados pela SMS, ampliando o público atendido", relata.
O professor também cita que essa parceria é importante para estreitar a relação entre a USE e a SMS. "A gente quer fazer parte de forma orgânica e efetiva da rede SUS de atenção à saúde, e que, com isso, tenhamos a possibilidade de futuras parcerias que possam ampliar a capacidade da USE de prestar o atendimento que a população precisa", concluiu Hirakawa.
Novo episódio da série está disponível em diferentes plataformas online
SOROCABA/SP - O projeto de extensão "Bamo Proseá? Cotidiano e Cultura Caipira", da UFSCar-Sorocaba, promove uma série de podcasts voltados ao universo caipira. Os episódios tratam de assuntos relacionados à música, à viola, à culinária, à literatura, às crenças e religiosidades, entre outros temas.
Além dos podcasts, o "Bamo Proseá?" tem uma sessão que é uma conversa mais curta, a "Dedo de Prosa", cujo capítulo mais recente - "Coração de Violeiro" - aborda o significado da viola caipira na vida de violeiros e violeiras. As respostas são em forma de declaração de amor.
"Dedo de Prosa" e todas as edições do "Bamo Proseá?" estão acessíveis a partir do endereço https://linktr.ee/BamoProsea.
A equipe do projeto é formada pela geógrafa Neusa de Fátima Mariano, professora do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So) da UFSCar; pelo historiador Elton Bruno Ferreira, professor da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSul); pelo geógrafo e professor Henrique Pazetti; pelo mestre em Geografia e técnico de laboratório Paulo Lopes, do DGTH-So; e pela estudante Isabela Mustafá.
Dúvidas e sugestões de temas podem ser enviadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Publicação da PPGEU da UFSCar tem acesso livre e gratuito
SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana (PPGEU) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou a terceira edição do periódico "Engenharia Urbana em Debate", com acesso livre e gratuito. Essa publicação, o primeiro número de 2021, apresenta o tema "Interfaces Urbanas" e está disponível para consulta no site da Revista (www.engurbdebate.ufscar.br).
"Engenharia Urbana em Debate" é um periódico online de caráter acadêmico e científico, que tem como objetivo publicar, de forma gratuita, pesquisas voltadas às práticas e aos conhecimentos relativos à gestão e à atuação técnico-profissional no território.
Com artigos oriundos de quase todas as regiões brasileiras e de 20 instituições diferentes, esse novo número abarca temas que vão desde o planejamento urbano e a habitação até a gestão ambiental, passando por transporte, mobilidade, saneamento e geotecnia.
Em sua terceira edição, o periódico se tornou um espaço de reflexão de distintas pesquisas pertinentes à Engenharia Urbana e, está aberto ao recebimento de novos artigos na plataforma da revista (www.engurbdebate.ufscar.br). Acesso à publicação e mais informações no mesmo site.
Empresa oferece plataforma que auxilia na busca de influencers
SÃO CARLOS/SP - Graduandos do curso de Ciência da Computação da UFSCar integram startup que lançou uma plataforma que auxilia na busca de influencers nas redes sociais. A PIMBELL foi criada a partir da união de conhecimento e experiências vivenciadas por cinco estudantes. O desenvolvedor Marcelo Bertier e o gestor de marketing Alvaro Magalhães são da UFSCar. Também participam o gestor de comunicação Bruno De Pieri e o gestor financeiro Victor De Pieri, estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o gestor jurídico Osvaldo Caetano, formado em Direito pela Universidade Mackenzie.
A ideia de criação da empresa surgiu a partir da identificação de falta no mercado de uma plataforma ou portal que fizesse o mapeamento dos influencers digitais por categorias e localidade, segmento que cresceu nos últimos anos. "A ideia da PIMBELL é centralizar os dados dos influencers, a princípio em nível nacional e, posteriormente, pretendemos ampliar para outros países. Atualmente, temos aproximadamente dois mil criadores de conteúdo cadastrados na plataforma", explicou Magalhães. Por meio da segmentação de influencers por categoria e localização, assessorias e patrocinadores podem encontrar com maior facilidade esse público.
"Assim como a UFSCar, temos como objetivo de nossa missão pessoal a melhora na qualidade de vida das pessoas, bem como colaborar com o desenvolvimento socioeconômico do país. Ter oportunidade de estudar em uma instituição de ensino pública e de excelência como a UFSCar nos faz refletir sobre como podemos colaborar para que esse objetivo se concretize", afirmou Magalhães.
O integrante da startup destaca que a UFSCar foi diretamente responsável por prover os conhecimentos de excelência utilizados na construção, manutenção e crescimento da empresa: "Estudar no Departamento de Computação (DC) da UFSCar também permitiu a construção de uma sólida rede de contados (networking) que é fundamental para expandir os horizontes da empresa. Além disso, foi na UFSCar que tivemos contato com atividades extracurriculares desde Empresa Júnior, Atlética e Semana Acadêmica, oportunidades ímpares que só foram possíveis serem concretizadas com o auxílio da Universidade".
Para Magalhães, os conhecimentos adquiridos com os docentes da Universidade foram de suma importância para a construção da ferramenta que disponibilizaram ao mercado. "Tanto eu quanto o Marcelo, tivemos os primeiros contatos com programação e algoritmos no DC. Além disso, tivemos um conhecimento prévio em Banco de Dados, Engenharia de Software, disciplinas que ajudaram a aprimorar os códigos, como PAA (Programação e Análise de Algoritmos). Somando todos esses fatores, foi possível lançar um MVP da PIMBELL e fazendo os ajustes posteriormente. Somos muito gratos por todo conhecimento adquirido no DC/UFSCar. Um ponto a ressaltar é que, como base do curso, tivemos que cursar disciplinas em áreas correlatas, como Economia, Sociologia, Comunicação e Expressão, Administração de Empresas, Teoria das Organizações, entre outras, que também foram fundamentais para montarmos o escopo da nossa empresa", finalizou.
SOROCABA/SP - Neste segundo semestre de 2021, o Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So), da UFSCar-Sorocaba, promove o curso de extensão intitulado "Corpos Negros e a Cidade", como parte das comemorações de 30 anos do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade. A iniciativa, em parceria com o Observatório Quilombo Evamario, também da UFSCar, é coordenada pelas professoras Lourdes de Fátima Bezerra Carril, do DGTH-So, e Maria Patrícia Cândido Hetti, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).
O objetivo do curso é contemplar valores materiais, simbólicos e subjetivos afro-brasileiros na produção urbana brasileira, refletindo sobre a segregação socioespacial urbana e as separações dos negros em relação ao patrimônio construído.
"Apesar da atuação dos movimentos negros e de inúmeros trabalhos realizados no âmbito da academia terem descortinado o tema étnico-racial no País, quando se trata dos livros didáticos e da sala de aula, continuamos a tratar dos temas da cultura afro-brasileira, territórios quilombolas e indígenas como pertinentes à história do passado. Analisar a metropolização como um movimento síntese de processos históricos que, desde a abolição, expressa a exclusão e o apagamento dos territórios negros, significando apropriação e cidadania, também faz parte da proposta", descrevem as coordenadoras.
O curso será realizado virtualmente, às quintas-feiras, de 9 de setembro a 2 de dezembro, das 19 às 21h30, pela plataforma Google Meet. A iniciativa é aberta ao público e especialmente voltada a professores da rede pública de ensino e das universidades, representantes de movimentos sociais, movimentos negros e LGBTQIA+, educadores, gestores e trabalhadores da Educação e estudantes de graduação e pós-graduação.
Serão disponibilizadas 100 vagas e as inscrições devem ser realizadas com o preenchimento deste formulário eletrônico (https://bit.ly/2XAbAt3), até o dia 31 de agosto. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Processo tem duas etapas: análise de currículo e arguição do projeto de tese
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o curso de Doutorado Acadêmico (Fluxo Contínuo - CICLOS III e IV) do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O Programa oferece as seguintes linhas de pesquisa: Dinâmica Tecnológica e Organizacional (DTO), Gestão de Cadeias Agroindustriais (GCA), Gestão da Qualidade (GQ), Gestão da Tecnologia e da Inovação (GTI) e Planejamento e Controle de Sistemas Produtivos (PcsP).
Para o Ciclo III, as inscrições acontecem até 13 de setembro. Já para o Ciclo IV, o prazo vai até 5 de novembro. O doutorado é destinado aos candidatos portadores do título de Mestre obtidos em programa de pós-graduação reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Os interessados devem ler o Edital do Doutorado em Fluxo Contínuo, pois há mudanças em relação aos processos seletivos anteriores. Por exemplo, as inscrições poderão ser feitas a qualquer momento pelos interessados e serão avaliadas em ciclos de seleção dentro da vigência deste Edital. O processo seletivo terá duas etapas: análise de currículo e arguição do projeto de tese.
Mais informações no edital disponível no site do PPGEP (www.ppgep.ufscar.br).
Iniciativa é desenvolvida pelo Departamento de Gerontologia da Universidade
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições no processo seletivo para contratação de um profissional da saúde para atuar na região Nordeste do Brasil em iniciativa desenvolvida pelo Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O selecionado assumirá a vaga como Consultor Sênior do projeto "Qualificação da atenção ofertada às pessoas idosas na atenção primária à saúde". Ainda será formado um cadastro reserva de até 10 pessoas para atuarem em todas as regiões do País.
O contratado deverá elaborar um diagnóstico da localidade, ministrar oficinas e consultorias, desenvolver materiais para qualificação de gestores, além de realizar avaliações e produzir relatórios, dentre outras atividades. Serão custeados, pelo projeto, deslocamentos terrestres para atividades presenciais, além de hospedagem e alimentação.
A seleção é composta por análise de documentos e entrevista, na qual serão verificadas habilidades e competências para o desempenho da função. Profissionais das áreas de Enfermagem, Saúde Pública, Gerontologia, Fisioterapia, dentre outras, podem participar. Os interessados devem enviar a documentação solicitada no Edital para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Com uma carga horária de 30 horas semanais, o salário é de R$ 2.200 e vale alimentação de R$ 550. O resultado final será divulgado no dia 21 de setembro no site da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da UFSCar, www.fai.ufscar.br. Na página está disponível o edital na íntegra.
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