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ARGENTINA - Arquivos encontrados no celular de um empresário reacenderam as discussões sobre a participação do presidente argentino Javier Milei no escândalo de promoção do criptoativo $Libra.

Documentos e registros de ligações que foram divulgados após uma investigação do Ministério Público argentino sugerem um acordo de US$ 5 milhões (R$ 26,3 milhões) relacionado ao apoio de Milei a Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures, empresa responsável pelo lançamento da criptomoeda.

O dono do celular é o empresário Mauricio Novelli, também envolvido na divulgação do ativo digital no início do ano passado. Na ocasião, Milei divulgou o ativo em sua conta no X (ex-Twitter), apagou o post momentos depois e o valor da criptomoeda colapsou.

Um memorando no celular de Novelli detalha um suposto acordo que incluía US$ 1,5 milhão (R$ 7,9 milhões) como adiantamento, US$ 1,5 milhão em troca de uma publicação no X de Milei anunciando Davis como conselheiro e mais US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) após a assinatura do contrato pessoalmente com a irmã de Milei, Karina.

Nos dias que se seguiram ao escândalo $Libra, Milei disse em entrevistas que não tinha proximidade com os empresários envolvidos e que não conhecia o criptoativo em detalhes, além de afirmar que promoveu o investimento como pessoa física e não como presidente.

Ao contrário do que o presidente argentino havia dito após o escândalo estourar, o material encontrado durante uma perícia no telefone de Novelli sugere que o apoio de Milei a $Libra estava sendo negociado.

Questionada, a Presidência da Argentina disse que Milei já forneceu explicações por meio de publicações no X. O chefe de Gabinete, Manuel Adorni, disse que o governo não falaria de "versões, notas ou análises jornalísticas".

"Nunca falamos disso. Parte do processo está sendo contestada porque é nula e sem efeito. O sistema judiciário precisa continuar investigando e terminar de esclarecer tudo o que aconteceu", disse em uma entrevista na TV no domingo (15).

Pelo documento, Novelli e Davis discutiram a implementação do token de criptomoeda a partir de um hotel de luxo enquanto Milei promovia o lançamento em suas redes sociais.

No dia 30 de janeiro de 2025, Milei fez uma publicação no X mencionando Davis, destacando a ajuda que estava recebendo sobre tecnologia blockchain e inteligência artificial.

Em 14 de fevereiro, Milei promoveu a criptomoeda em sua conta no X, afirmando que ela serviria para financiar pequenas e médias empresas argentinas. Horas depois, recuou.

Traders compraram o criptoativo a preços baixos e o venderam após o apoio do presidente, obtendo grandes lucros, enquanto a maior parte dos investidores perdeu dinheiro quando o valor caiu.

Dias depois, quando o escândalo estourou, o governo anunciou que abriria uma investigação pelo Escritório Anticorrupção sobre possíveis irregularidades, incluindo ações do próprio presidente. Em maio, no entanto, a unidade de investigação foi fechada. O Congresso argentino também criou uma comissão para investigar o tema, ainda com poucos avanços.

As anotações no celular de Novelli também sugerem que havia planos para uma nova publicação nas redes sociais de Milei, que reforçaria o apoio ao projeto.

O caso indica que as transações financeiras que sustentavam o esquema de $Libra estavam sendo planejadas há meses, com registros de encontros entre Novelli, Davis e o presidente, bem como transferências financeiras para contas vinculadas.

O escândalo continua a ser investigado na Argentina e nos Estados Unidos, enquanto os detalhes emergem.

As acusações giram em torno da fraude conhecida como "rug pull", na qual se cria uma criptomoeda e se infla o seu valor com investimentos e divulgações de peso nas redes (como a de Milei) para logo retirar todo o dinheiro, com a consequência de que milhares de investidores menores perdem seus aportes.

Sem mencionar o caso $Libra ou uma outra controvérsia, em torno das viagens da mulher de Adorni que teriam sido pagas pelos argentinos, Milei discursou por cerca de 90 minutos em Córdoba nesta segunda-feira (16), onde focou seu discurso na defesa da gestão econômica.

 

 

por Folhapress

ÍNDIA - A Índia está planejando a introdução de nova legislação para proibir a negociação de qualquer moeda digital no país, em favor de uma criptomoeda própria.

A notícia, revelada pelo Tech Crunch, indica que a câmara baixa do parlamento indiano está preparando a medida, que vai incluir “todas as criptomoedas privadas” e definir um “quadro facilitador” para a criação de um formato oficial de dinheiro digital, emitido através do Banco Central da Índia. Não foi revelada uma data para a apresentação da proposta, mas deve acontecer durante a atual sessão legislativa.

O percurso das criptomoedas da Índia tem sido conturbado e em 2018 o Governo já tinha tentado travar a circulação de dinheiro digital no país. Naquela época, recomendou que a Bitcoin e restantes criptomoedas fossem proibidas no país, com o Banco Central argumentando a ilegalidade do dinheiro digital, por não ter cunhagem física. As autoridades do país propuseram ainda um quadro de sanções para os infratores, que previa pena de prisão até 10 anos para quem não respeitasse a lei.

O caso chegou aos tribunais, que acabaram por travar as pretensões do Governo. Em 2020, as moedas digitais voltaram a ter luz verde no país, por decisão do Supremo que não encontrou base legal para justificar as restrições, uma decisão que pode não durar muito.

A Índia não é o primeiro país do mundo a querer ter a sua própria moeda digital. A China está em fase de testes na implementação do yuan digital, que já pode ser usado para pagar compras em algumas lojas físicas. O Japão está preparando a sua e países como a Venezuela também já anunciaram a intenção de criar uma moeda digital nacional.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

MUNDO - Em um ano onde a economia mundial enfraqueceu diante da pandemia e do isolamento social, uma moeda foi muito valorizada, o Bitcoin. A criptomoeda tem disparado, atingindo uma alta de mais de US$ 20.000 por moeda esta semana. Existem agora mais de US $ 350 bilhões em Bitcoins no mundo, uma valorização incrível por um dinheiro virtual que não valia basicamente nada uma década atrás.

O dinheiro digital foi inventado em 2009 por um misterioso entusiasta da matemática que usava o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Em 2013, o valor de um único Bitcoin havia subido para mais de US $ 100, em parte graças à sua popularidade nos mercados ilegais online.

Uma jornalista do The New York Times contou que há 10 anos promoveu um jantar para uma dezena de pessoas desconhecidas apenas para gastar seus bitcoins que acabara de comprar. A conta de mil dólares foi paga com 10 bitcoins, o equivalente a 200 mil dólares hoje.

Segundo o relato, a jornalista estava descrente naquela nova moeda e chegou a achar que estava enganando o restaurante ao fazer aquele pagamento. Com a valorização do Bitcoin, ela resolveu ligar neste mês para o local. Ficou sabendo que o dono e a esposa se aposentaram, em parte graças aos seus ganhos em criptomoedas.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

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