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Com metodologia da OCDE, levantamento vai mapear imóveis da cidade para entender fluxos de valorização e identificar gargalos

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - O Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apresentou na manhã do último dia 25 a fase inicial de um estudo inédito sobre a dinâmica imobiliária de Ribeirão Preto. O levantamento deve indicar defasagens, distorções e padrões territoriais.
O evento reuniu empresários e representantes da imprensa na sede da entidade para apresentar as novas diretrizes de atuação do departamento, que com economistas e matemáticos acentua sua atuação para produção científica de dados de interesse público. 
Com a iniciativa, o IEMB pretende reforçar seu papel técnico e analítico, oferecendo estudos qualificados para apoiar o desenvolvimento econômico e o planejamento urbano de Ribeirão Preto.

“A sociedade precisa nos trazer suas demandas e o IEMB, que é da Acirp, vai devolver gerando dados econômicos sérios. Não nos cabe sugerir políticas públicas, mas auxiliar com informação qualificada para tomada de decisões”, destacou o economista-chefe do IEMB-Acirp, Nelson Rocha Augusto.
Na ocasião, Rocha divulgou ainda a assinatura de um convênio da Acirp com a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Estudos Avançados, que dará ao IEMB acesso a uma das mais completas bases de dados da América Latina.
 

Raio-X do mercado imobiliário urbano
O levantamento sobre imóveis do IEMB-Acirp seguirá metodologia validada internacionalmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados serão obtidos por meio de convênio em trâmite com a Prefeitura Municipal e, a partir desse ponto, a análise deve levar cerca de 4 meses.
O mapeamento vai analisar imóveis na mancha urbana da cidade, indicando valor, localização, características estruturais e infraestrutura disponível no entorno. A proposta é construir um panorama detalhado do mercado imobiliário local, contribuindo para decisões mais estratégicas tanto do setor privado quanto do poder público.
Também deverá identificar vazios urbanos e áreas com baixo dinamismo imobiliário, investigando os fatores que contribuem para a estagnação ou menor renovação urbana em bairros tradicionais e densamente ocupados, como Campos Elíseos e Jardim Paulista.

A presença de vazios urbanos (imóveis subutilizados, terrenos ociosos ou edificações degradadas em regiões consolidadas) costuma produzir efeitos em cadeia sobre o desenvolvimento local. Além de reduzir a atratividade da região para novos investimentos, esses espaços podem provocar desvalorização imobiliária no entorno, enfraquecimento da atividade comercial e diminuição da vitalidade urbana, afetando diretamente a qualidade de vida e o dinamismo econômico dos bairros.

De acordo com Rocha, a proposta é compreender por que determinadas regiões se valorizam ao longo do tempo, enquanto outras apresentam perda de valor. “É um estudo muito importante para os empresários e para o poder público, mas, sobretudo, para as famílias. Ele ajuda a entender por que determinadas regiões se valorizam ao longo dos anos, enquanto outras passam por períodos de menor dinamismo. 

Outro ponto abordado é a análise comparativa entre referências utilizadas pelo poder público e os valores praticados no mercado imobiliário, buscando ampliar a compreensão sobre o comportamento do setor e a evolução das diferentes áreas da cidade.
A análise pretende compreender as razões pelas quais determinadas áreas permanecem estagnadas, enquanto outras passam por processos de valorização e renovação urbana, contribuindo para identificar oportunidades de reocupação e revitalização de áreas já estruturadas da cidade e não implica em sugestões de políticas públicas, reajustes ou qualquer outro desdobramento político ou fiscal.
Segundo Lucas Ribeiro, economista do IEMB-Acirp, a pesquisa é contínua e pode ser retroalimentada com novas questões conforme sejam identificadas. 

Dados para empresas
Outra novidade apresentada pelo IEMB-Acirp foi que empresários associados à entidade já podem acessar dados macroeconômicos viabilizados por meio de convênio já validado com o Banco Ribeirão Preto (BRP).
“Essa parceria garante às empresas acesso a dados semanais sobre a macroeconomia brasileira e análises econômicas premiadas, oferecendo base técnica qualificada para decisões mais seguras”, salientou o economista-chefe do IEMB-Acirp.

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