ALEMANHA - O atual campeão Bayern de Munique abriu uma distância de sete pontos no topo da Bundesliga, o Campeonato Alemão, ao golear o lanterna Schalke 04 por 4 x 0 neste domingo (24).
Thomas Mueller fez dois gols de cabeça, o primeiro colocando o Bayern à frente aos 33 minutos e o segundo aos 43 do segundo tempo, depois que o artilheiro da liga Robert Lewandowski anotou seu vigésimo-terceiro gol na temporada aos 9 da segunda etapa.
David Alaba, chutando de fora da área aos 45 do segundo tempo, selou a vitória confortável dos bávaros.
Com os rivais na briga pelo título RB Leipzig, Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund perdendo na sexta (22) e no sábado (23), o Bayern está novamente a caminho do nono título consecutivo da Bundesliga.
Após 18 jogos, o Bayern soma 42 pontos e o segundo colocado Leipzig tem 35, enquanto Leverkusen e Wolfsburg tem 32.
*Por Karolos Grohmann / REUTERS
MUNDO - A produção industrial e as exportações alemãs aumentaram em novembro, somando-se a sinais de que o setor manufatureiro deu impulso à maior economia da Europa no quarto trimestre de 2020.
A produção industrial cresceu 0,9% no mês, enquanto as exportações avançaram 2,2%, mostraram números divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas da Alemanha nesta sexta-feira.
Esse foi o sétimo mês consecutivo em que ambas as leituras apresentaram alta, depois que um lockdown em março e abril para conter a primeira onda da pandemia de coronavírus desencadeou uma crise econômica que deve levar a Alemanha para sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.
Uma análise dos dados de produção mostrou que a manufatura e a construção compensaram a queda na produção de energia, que caiu quase 4%.
As importações aumentaram 4,4%, o que resultou retração tanto nas transações correntes quanto na balança comercial em relação ao mês anterior.
*Por Joseph Nasr e René Wagner / REUTERS
MUNDO - A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, foi eleita pelo 10º ano consecutivo a mulher mais poderosa do mundo no ranking elaborado anualmente pela revista Forbes. Esta é a 15ª vez em que a líder alemã aparece na lista, elaborada há 17 anos pelo periódico americano.
A relação das 100 mulheres mais poderosas de 2020 foi revelada na última terça-feira (08/12), com destaque especial ao papel feminino na luta contra a pandemia de coronavírus.
Merkel, de 66 anos, é descrita como a líder de facto da Europa, "liderando a maior economia da região e conduzindo a Alemanha através da crise financeira e de volta ao crescimento".
Há 15 anos no cargo, a chefe de governo alemã é seguida no ranking pela presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que manteve a mesma segunda posição do ano passado.
A novidade no pódio é a vice-presidente eleita dos Estados Unidos, Kamala Harris, em terceiro lugar. Em janeiro de 2021, ela se tornará a primeira mulher a ocupar o cargo no governo americano, assim como a primeira negra e descendente de asiáticos no posto.
As demais mulheres que completam o top 10 das mais poderosas são Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia; Melinda Gates, copresidente da Fundação Bill e Melinda Gates; Mary Barra, CEO da General Motors; Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA; Ana Patricia Botín, presidente-executiva do banco Santander; Abigail Johnson, CEO da Fidelity Investiments; e Gail Boudreaux, CEO da fundação Anthem.
A única brasileira na lista é Andrea Marques de Almeida, diretora-executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores da Petrobras, em 77º lugar. Ela assumiu o cargo em 2019, mesmo ano em que entrou no ranking da Forbes, já na mesma posição deste ano.
Luta contra a pandemia
De líderes políticas mundiais a executivas de empresas, foram agraciadas mulheres que se destacaram por sua gestão da crise do coronavírus ou por ações que ajudaram a mitigar e controlar o avanço da covid-19, que já matou mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo.
Nesse sentido, a Forbes disse que a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern (32º lugar), a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen (37º), a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin (85º), a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde (2º), e a governadora de Tóquio, Yuriko Koike (63º), foram particularmente eficazes.
"Onde elas diferem em idade, nacionalidade e descrição do trabalho, elas estão unidas na maneira como vêm usando suas plataformas para enfrentar os desafios únicos de 2020", disse a revista.
A publicação ainda citou a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que recentemente afirmou: "Países onde os direitos humanos são respeitados e onde mulheres são capazes de alcançar posições de destaque na sociedade também são os países mais bem equipados para lidar com as crises da covid-19." Solberg integra a lista das mais poderosas na posição 52.
A Nova Zelândia de Ardern, por exemplo, eliminou as infecções por coronavírus com um lockdown estrito, somando hoje um total de pouco mais de 2.000 casos de covid-19 e 25 mortes.
Taiwan, por sua vez, manteve a pandemia sob controle após impor medidas restritivas rígidas e fechar suas fronteiras em janeiro, muito antes de países ocidentais. Assim, a nação insular conta hoje pouco mais de 700 casos e sete mortes, observou a Forbes.
Das 100 mulheres mais poderosas de 2020, 17 integram a lista pela primeira vez. Entre elas estão as americanas Carol Tomé (11º lugar), presidente-executiva da empresa de logística UPS, cujos volumes de entrega dispararam durante o lockdown, e Linda Rendle (87º), presidente da empresa Clorox, que impulsionou a produção de produtos de limpeza.
Já Karen Lynch (38º), que se tornou presidente-executiva da CVS Health em fevereiro, assumiu a resposta à covid-19 em nome da gigante rede de farmácias, bem como a extensa rede de locais de testes de coronavírus. Em 2021, ela será responsável por supervisionar a distribuição de vacinas em quase 10.000 lojas da CVS Health nos Estados Unidos.
Por sua vez, Stacey Cunningham (35º), a primeira mulher a chefiar a Bolsa de Valores de Nova York, tomou em março a "rápida decisão'' de cancelar as negociações presenciais enquanto o vírus avançava nos EUA, destacou a Forbes.
*Por: dw.com
MUNDO - Líderes alemães se pronunciaram a favor de medidas mais rígidas para conter a disseminação do coronavírus nesta última segunda-feira (07), alguns dias depois de o país registrar seu maior número diário de mortes até o momento.
A chanceler, Angela Merkel, disse a correligionários que as medidas de lockdown em vigor --que mantém bares e restaurantes fechados e limita o número de clientes em lojas – não são suficientes para controlar o vírus.
“A situação está ficando muito séria: estas medidas não bastarão para atravessarmos o inverno”, disse ela em uma reunião com parlamentares de seu bloco conservador, segundo participantes.
As infecções diárias não estão mais subindo tanto quanto antes na Alemanha, a maior economia da Europa, mas estagnaram em um nível alto, e a quantidade diária de mortes de coronavírus mais elevada até agora foi registrada na última quarta-feira.
Markus Soeder, premiê da Baviera, Estado do sul que tem o maior índice de óbitos do país, disse estar certo de que líderes regionais e nacionais acertarão medidas mais rigorosas antes do Natal – eles haviam concordado em não rediscutir as medidas de lockdown antes de 10 de janeiro.
Embora as vacinas com as quais se espera conter a pandemia estejam a caminho, as doses disponíveis são limitadas, o que significa que só certos grupos, especialmente os muito idosos, podem esperar ser inoculados durante o inverno, determinou uma comissão de especialistas nesta última segunda-feira.
*Por: Andreas Rinke / REUTERS
MUNDO - O Produto Interno Bruto da Alemanha cresceu um recorde de 8,5% no terceiro trimestre uma vez que a maior economia da Europa se recuperou parcialmente da pandemia de Covid-19, informou nesta terça-feira a agência de estatísticas.
A recuperação mais forte do que o esperado deveu-se principalmente a gastos mais altos das famílias e aumento das exportações, disse a agência.
"Isso permitiu que a economia alemã compensasse grande parte do forte declínio no Produto Interno Bruto provocado pela pandemia de coronavírus no segundo trimestre de 2020", acrescentou.
A leitura marcou revisão para cima na estimativa preliminar de crescimento de 8,2%, e seguiu-se a uma queda de 9,8% no segundo trimestre.
A perspectiva entretanto é prejudicada por uma segunda onda de infecções por coronavírus e lockdown parcial para desacelerar a disseminação da doença. Restaurantes, bares, hotéis e locais de entretenimento estão fechados desde 2 de novembro, mas lojas e escolas permanecem abertas.
Uma contração no setor de serviços deve pesar com força sobre o PIB no quarto trimestre, enquanto as medidas de lockdown em outros países devem afetar a indústria orientada para exportação também.
*Reportagem de Michael Nienaber e Rene Wagner / REUTERS
MUNDO - A produção industrial alemã subiu menos do que o esperado em setembro uma vez que a crise de coronavírus segurou a atividade, mostraram dados nesta sexta-feira, sugerindo que a maior economia da Europa pode não ter força suficiente para evitar um mergulho duplo.
A produção industrial aumentou 1,6% no mês, segundo dados da Agência Federal de Estatísticas. Pesquisa da Reuters projetava aumento de 2,7%.
O aumento foi baseado em uma recuperação na indústria automotiva, maior setor manufatureiro da Alemanha, que registrou alta da produção de 10,0% em setembro após declínio de 10,3% em agosto.
"O setor manufatureiro está gradualmente lutando", disse o Ministério da Economia em comunicado.
"As novas encomendas e o clima de negócios sugerem que o processo de recuperação continuará, mesmo que essa trajetória se torne mais atribulada diante da pandemia", completou.
A economia cresceu um recorde de 8,2% no terceiro trimestre diante dos gastos do consumidor e exportações mais elevados, mas uma agressiva segunda onda de infecções por coronavírus está agora prejudicando a perspectiva para o quarto trimestre e depois.
*Por Paul Carrel / REUTERS
MUNDO - A economia da Alemanha cresceu a um recorde de 8,2% no terceiro trimestre e a maior economia da Europa se recuperou parcialmente da pior recessão histórica causada pela pandemia de Covid-19, mostraram dados da Agência Federal de Estatísticas nesta sexta-feira.
O salto da produção entre julho e setembro foi o maior desde que a agência começou a coletar os dados de crescimento trimestral em 1970 e foi mais forte do que a alta de 7,3% esperada em pesquisa da Reuters.
No segundo trimestre a economia havia caído 10% uma vez que os gastos das famílias, os investimentos das empresas e o comércio entraram em colapso durante a primeira onda da pandemia.
A recuperação acima do esperado no terceiro trimestre foi impulsionada por consumo privado mais alto, recuperação do investimento em equipamentos e exportações fortes, disse a agência de estatísticas.
Separadamente, o governo alemão revisou para cima nesta sexta-feira sua estimativa para o Produto Interno Bruto este ano.
A expectativa agora é de contração do PIB de 5,5% em 2020 contra estimativa anterior de queda de 5,8%. Ajustada para os efeitos do calendário, a previsão agora é de recuo de 5,9%.
O governo confirmou sua estimativa para a economia em 2021 de expansão de 4,4%.
*Por Michael Nienaber - Repórter da Reuters
MUNDO - A Alemanha imporá lockdown emergencial de um mês, que inclui o fechamento de restaurantes, academias de ginástica e teatros para reverter um pico de casos de coronavírus que pode sobrecarregar os hospitais, disse a chanceler Angela Merkel, na quarta-feira (28).
"Precisamos agir agora", disse Meekel, acrescentando que a disparada recente no número de infecções gerou apoio político e público a novas medidas duras para reduzir os contatos sociais e conter surtos.
A partir de 2 de novembro, reuniões particulares serão limitadas a dez pessoas de, no máximo, duas casas. Restaurantes, bares, teatros, cinemas, piscinas e academias de ginástica serão fechadas, e shows serão cancelados.
Competições esportivas profissionais só poderão ser realizadas sem espectadores. As pessoas serão exortadas a não viajar por razões que não sejam essenciais, e pernoites em hotéis só estarão disponíveis para viagens de negócios.
Escolas e creches permanecerão abertos, assim como lojas, contanto que respeitem o distanciamento social e regras de higiene. As normas de âmbito nacional substituem uma colcha de retalhos confusa de medidas regionais.
Para tornar as medidas mais palatáveis, especialmente para empresas menores, a Alemanha oferecerá ajuda financeira para aqueles que forem prejudicados pela novas restrições.
Conforme um novo pacote de ajuda equivalente a US$ 11,82 bilhões, empresas com até 50 funcionários receberão no mês de novembro 75% da sua renda do mesmo período do ano anterior.
Além disso, trabalhadores autônomos, como artistas e assistentes de palco, terão acesso a empréstimos de emergência, e o governo ampliará um programa de liquidação existente para dar às pequenas empresas com menos de dez funcionários acesso a empréstimos muito baratos.
Maior economia da Europa, a Alemanha foi amplamente elogiada por manter as taxas de infecção e mortes abaixo das de muitos de seus vizinhos na primeira fase da crise, mas agora está no meio de uma segunda onda, como a maior parte do continente.
Os casos aumentaram em 14.964 e chegaram a 464.239 nas últimas 24 horas, disse o Instituto Robert Koch, a agência de doenças infecciosas alemã, nesta quarta-feira. As mortes aumentaram em 85 e chegaram a 10.183, intensificando o temor em relação ao sistema de saúde depois que Merkel alertou que ele pode chegar a um ponto de ruptura se as infecções continuarem a disparar.
*Por Sabine Siebold e Andreas Rinke - Repórteres da Agência Reuters
MUNDO - O governo alemão classificou como "inaceitáveis" e “uma vergonha” os tumultos promovidos neste último sábado (29) por manifestantes contrários ao uso de máscaras de proteção da Covid-19. Depois de um protesto, que foi dispersado pela polícia, militantes de extrema direita tentaram invadir o Parlamento alemão, em Berlim. Cerca de 300 pessoas foram detidas.
Mais cedo, a manifestação contou com mais de 38 mil participantes, segundo a polícia, o dobro do esperado. Os manifestantes fazem parte de um grupo heterogêneo que inclui ainda liberais, conspiracionistas e militantes antivacinas. Eles denunciaram que as medidas contra a pandemia são um atentado às liberdades individuais. Foi o segundo protesto deste tipo em menos de um mês, mas o movimento mostra sinais de radicalização que preocupam o governo do país.
“Bandeiras do Reich e grosserias da extrema direita em frente ao Parlamento são um ataque insuportável contra o coração da nossa democracia”, reagiu o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, em um comunicado neste domingo (30). “Jamais aceitaremos isso.”
A confusão se iniciou no fim da tarde, após a dispersão da manifestação por não respeitar distanciamento de pelo menos 1,5 metro entre os participantes, contra a propagação do coronavírus. Centenas de militantes de extrema direita forçaram as barreiras de proteção e o cordão policial na entrada do Parlamento e, por pouco, não conseguiram entrar no prédio.
Símbolos do antigo império alemão
A polícia usou gás lacrimogêneo para afastar os manifestantes. Muitos deles traziam símbolos do Reich alemão, encerrado em 1919, nas cores preto, branco e vermelho.
Vários ministros do país se pronunciaram contra as violências.O chefe da diplomacia Heiko Maas declarou que "ver a bandeira do antigo império alemão em frente ao Parlamento é uma vergonha". Ele defendeu o direito de manifestar, mas disse que “ninguém deveria ir até desfilar atrás de extremistas de direita”.
“Símbolos nazistas e outras bandeiras do império não têm lugar em frente à Câmara dos Deputados”, reforçou o vice-chanceler e ministro das Finanças, Olaf Scholz.
Em um artigo no jornal Bild deste domingo, o ministro do Interior, Horst Seehofer, afirmou que a confusão foi promovida por "extremistas e baderneiros", contra "centro simbólico da nossa democracia". O conservador declarou que a pluralidade de opiniões é “uma característica do bom funcionamento de uma sociedade”, mas “a liberdade de manifestação atinge seus limites quando as regras públicas são pisoteadas”, avaliou.
Um porta-voz da polícia de Berlim tentou explicar o incidente. “Não podemos estar presentes em todo o lugar e as fraquezas do esquema de segurança são utilizadas”, justificou Thilo Cablitz.
Ataque a símbolo da democracia
O Reichstag (Parlamento), famoso pela imponente cúpula envidraçada, tem uma carga simbolica forte na Alemanha. O prédio foi incendiado pelos nazistas em 1933, em um ato encarado como um golpe derradeiro nas instituições democráticas alemãs no período entre-guerras.
Os manifestantes radicais também atacaram a embaixada da Rússia, não distante do Parlamento, com garrafas e pedras. Os protestos ocorrem dois dias antes de o governo comandado pela chanceler Angela Merkel anunciar novas medidas contra o aumento dos casos de Covid-19 no país.
Protestos antimáscaras também ocorreram em outras cidades europeias, como Paris, Londres, Zurique e Lisboa. Na França, entre 200 e 300 manifestantes participaram, enquanto na capital londrina e na Suíça, eles chegaram a 1.000.
*Por: RFI
Com informações da AFP
Produção econômica alemã registra maior declínio da história, mas queda fica abaixo das prévias para o segundo trimestre. Com a reabertura, especialistas esperam agora forte crescimento.
MUNDO - A economia alemã não encolheu tanto no segundo trimestre de 2020 quanto indicavam as previsões oficiais. Mesmo assim, registrou o declínio mais acentuado no país desde a introdução dos cálculos trimestrais, na década de 1970: o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de abril a junho 9,7% em relação ao período imediatamente anterior, comunicou nesta terça-feira (25/08) agência de estatísticas do governo (Destatis).
Uma estimativa prévia divulgada no mês passado pela própria Destatis apontava para uma queda de 10,1% do PIB devido aos efeitos das medidas tomadas pelo governo para conter a pandemia de coronavírus.
A recessão causada pela pandemia do coronavírus também resultou um enorme rombo no orçamento do Estado alemão.
No primeiro semestre deste ano, as instituições federais, estaduais, municipais e de seguridade social gastaram 51,6 bilhões de euros a mais do que arrecadaram. O déficit corresponde a 3,2% do PIB.
No último trimestre, os gastos do consumidor recuaram 10,9%, os investimentos de capital caíram 19,6% e as exportações tiveram uma queda de 20,3%. A atividade de construção, normalmente uma força motriz de crescimento consistente para a economia alemã, caiu 4,2% no último trimestre.
As medidas para conter a propagação da covid-19 paralisaram grande parte da economia alemã entre abril e junho: lojas, hotéis e restaurantes tiveram que fechar, fábricas suspenderam produções, feiras comerciais, conferencias e shows foram cancelados.
"O segundo trimestre foi um desastre completo", disse o economista-chefe do Banco VP de Liechtenstein, Thomas Gitzel. "Os detalhes parecem ainda piores do que a queda real no crescimento." Seja investimentos, consumo privado, exportações ou mesmo importações – "tudo estava em queda livre", afirmou ele.
O único setor que apresentou um percentual positivo foi o consumo do Estado, que aumentou 1,5% no trimestre devido aos gastos relacionados aos programas de resgate elaborados pelo governo para abrandar os efeitos econômicos da pandemia.
As medidas de estímulo do governo alemão incluem um corte temporário no imposto sobre o valor agregado (IVA) de julho a dezembro no valor de até 20 bilhões de euros, com o qual Berlim espera dar um impulso adicional aos gastos das famílias.
A taxa de emprego recuou 1,3% no ano, para 44,7 milhões de pessoas empregadas no país. O dado é visto como um sinal de que os esforços do governo para blindar o mercado de trabalho dos danos do coronavírus com programas de redução de carga de trabalho têm produzido resultados.
O impacto relativamente moderado da crise no mercado de trabalho ajudou a estabilizar a renda de muitas famílias, o que, aliado à relutância em consumir, levou a um aumento considerável na poupança doméstica. A taxa de poupança quase dobrou para 20,1% no segundo trimestre deste ano em comparação com o ano anterior.
Para o terceiro trimestre, os economistas esperam uma clara recuperação devido ao relaxamento das restrições governamentais – o banco central alemão até espera um "forte crescimento".
"A reabertura dará à economia alemã um forte impulso no período de julho a setembro", disse Gitzel. Ele alertou, porém, que o momento da verdade viria no outono e nos meses de inverno europeu, nos quais podem ocorrer uma onda de falências.
"Além disso, as consequências negativas da mudança estrutural na indústria automobilística estão se tornando cada vez mais evidentes", disse Gitzel, apontando para muitos pequenos fornecedores do setor que estão encontrando dificuldade para se adaptar à digitalização e eletrificação.
No entanto, na somatória, o governo alemão prevê para 2020 a pior recessão do período pós-guerra: o PIB provavelmente sofrerá uma redução de 6,3%. O Estado alemão também deve finalizar o ano com os números no vermelho, após oito anos consecutivos de superávit.
"A última vez que o Estado registrou um déficit de financiamento no primeiro semestre do ano foi após a crise do mercado financeiro de 2011", declarou o Destatis. A receita tributária caiu pela primeira vez desde 2010 (3,6%).
*Por: DW.com
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