BRASÍLIA/DF - O resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do Enem 2023 está disponível desde ontem (8), conforme o Inep.
Para saber o resultado, o candidato deve acessar a Página do Participante, com o login único da plataforma Gov.br. Quem teve a solicitação negada, pode recorrer até a próxima sexta-feira (12).
O candidato que teve isenção no Enem 2022 e não compareceu aos dois dias de prova precisava justificar a falta para ter direito à isenção na edição de 2023.
O Inep alerta que a aprovação da isenção da taxa não garante a inscrição no exame.
A inscrição para o Enem 2023, isentos ou não isentos, será de 5 a 16 de junho na Página do Participante. As provas serão aplicadas em 5 e 12 de novembro.
Na segunda-feira (8), foi publicado também o edital do Enem 2023, que traz o cronograma e as regras da edição deste ano do exame.
As notas do exame são usadas para o ingresso de estudantes em universidades públicas e privadas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Os resultados individuais podem ser aproveitados pelos estudantes brasileiros interessados em cursar uma graduação em instituições portuguesas, que mantêm convênio com o Inep
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação (SME) iniciou no último final de semana, dias 29 e 30 de abril, a instalação de cortinas em todas as salas de aula das escolas da Rede Municipal de Ensino. No total, entre aquisição do tecido (7.500 m2) e instalações das cortinas, a Prefeitura está investindo R$ 3,15 milhões para que as 61 unidades escolares possam receber mais esse benefício.
São cortinas em tecido com ilhoses, varão com metal, ponteiras de acabamento redondas e suportes de instalação adequados a fixação nas janelas ou teto. Já receberam as cortinas as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB’s) Afonso Fioca Vitalli (CAIC), Ulysses Ferreira Picollo e Maria Ermantina Carvalho Tarpani e os Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEI’s) Benedito Aparecido da Silva e Dário Rodrigues.
A instalação das cortinas nas unidades escolares foi necessária porque as janelas recebem luz do sol e o excesso de luminosidade acaba prejudicando o andamento das aulas e o funcionamento do trabalho dos educadores.
“Nada medida que for chegando o tecido serão instaladas cortinas em novas unidades e a nossa meta é instalar nas 61 unidades da Rede Municipal de Ensino o mais rápido possível”, anunciou o secretário Municipal de Educação, Roselei Françoso.
SÃO CARLOS/SP - A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia do Legislativo Municipal, que é presidida pelo vereador Azuaite França (CIDADANIA), têm como secretário o vereador Bruno Zancheta (PL) e como membro o vereador André Rebello (DEM), realizou uma visita a EMEB Carmine Botta localizada no Bairro Jardim Beatriz. Na oportunidade, eles foram recebidos pela diretora Débora Ferri.
“Colocamos mais uma vez a Comissão de Educação à disposição para contribuir. Temos visitado as escolas e acompanhado de perto todas as situações. Estivemos na EMEB Carmine Botta, para acompanhar o andamento da unidade escolar e principalmente entender as demandas necessárias”, disseram os parlamentares.
Os parlamentares destacaram melhorias que estão sendo realizadas. "A escola passou por uma pintura em toda sua extensão, recebeu novos equipamentos e novos professores. Destacamos também o trabalho realizado pelo secretário municipal de Educação, Roselei Françoso", finalizaram os vereadores.
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, vereador Marquinho Amaral, protocolou nesta quinta-feira (4), uma moção de congratulação com a Diretora Regional de Ensino, Débora Gonzales Costa Blanco, pela confirmação de sua permanência no cargo na nova gestão do governo estadual.
Marquinho ressalta que Débora passou por um processo seletivo da Secretaria estadual de Educação, que incluiu requisitos como a aprovação no Programa de Desenvolvimento de Lideranças – PDL – 1ª Edição/2023, que ofereceu conteúdos para apoiar e aprimorar os conhecimentos dos gestores, teste de perfil e entrevista com uma banca avaliadora.
“A professora Débora é uma profissional competente, correta e que há 18 anos presta relevantes serviços à educação pública, atuando com muito empenho e capacidade gerencial, sempre objetivando o aprimoramento da qualidade de ensino”, afirma Marquinho. “Somos testemunhas de sua dedicação e compromisso com a melhoria dos índices de aprendizagem nas escolas estaduais de São Carlos e região”, acrescentou.
A Dirigente exerce o cargo desde 2005 e também integra o Conselho Estadual de Educação de São Paulo (desde 2015) e presidiu o Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social – FUNDEB (2017-2019).
Na moção, cuja cópia será enviada ao secretário estadual de Educação, Renato Feder, Marquinho manifesta à Dirigente Regional de Ensino “os melhores votos de pleno êxito na continuidade de seu trabalho”.
BRASÍLIA/DF - Crianças que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2020, com nove meses de atividades remotas devido à pandemia de covid-19, tiveram perda de 6 a 7 meses de aprendizagem em linguagem e matemática se comparadas àquelas que vivenciaram o mesmo período da pré-escola em 2019, com ensino presencial.
O dado sobre o ritmo de aprendizagem das crianças antes, durante e depois da pandemia mostra ainda que aquelas que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2022, com a volta das atividades presenciais, tiveram ganho de 1 a 2 meses, na comparação com os alunos do mesmo período letivo em 2019.
As informações são do estudo Recomposição das aprendizagens e desigualdades educacionais após a pandemia covid-19: um estudo em Sobral/CE, produzido por pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE).
Embora os dois grupos de crianças (2020 e 2022) tenham vivido ao menos parte da pré-escola com ensino remoto, os resultados sugerem que as ações realizadas pela rede de ensino para mitigar os impactos da pandemia surtiram efeito nas crianças que concluíram a etapa em 2022.
Apoiada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a pesquisa estimou os efeitos da pandemia no curto e médio prazo e traz evidências inéditas sobre a recuperação do aprendizado, com destaque para a qualidade da educação ofertada.
Para chegar aos resultados, o estudo acompanhou o desenvolvimento de 1.364 crianças matriculadas na rede pública municipal de Sobral (CE), que frequentaram o segundo ano da pré-escola entre 2019 e 2022.
A pesquisa observou que o grupo de crianças que vivenciou o segundo ano da pré-escola em 2020 – com maior período remotamente – aprendeu o equivalente a 39% em linguagem e 48% em matemática, se comparado àquele que frequentou esta etapa em 2019, de modo presencial. Já o grupo que terminou a pré-escola em 2022 aprendeu o equivalente a 111% em linguagem e 115% em matemática, na comparação com o grupo que frequentou o segundo ano da etapa em 2019.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram os efeitos da reabertura das escolas sobre os ritmos de aprendizagem. As crianças do grupo de 2020, por exemplo, que vivenciaram o primeiro ano da pré-escola presencialmente, sofreram com a interrupção das atividades presenciais e a oferta remota na conclusão da etapa educacional.
Segundo Mariane Koslinski, pesquisadora do LaPOpE e uma das responsáveis pelo estudo, as incertezas da pandemia, as interrupções nas atividades, presenciais ou não, e todo o período de adaptação ao modelo remoto impactaram diretamente no ritmo de aprendizagem dessas crianças, que tiveram aprendizagem aquém daquelas que concluíram a etapa em 2019.
A pesquisadora destacou, no entanto, que a recuperação do ritmo de aprendizagem das crianças que concluíram a educação infantil em 2022 chama ainda mais atenção. “É curioso porque, como as crianças do grupo de 2020, as do ano passado também viveram parte da etapa no regime remoto”, disse Mariane, em nota.
“O que os resultados indicam é que, provavelmente, as ações da rede de educação de Sobral foram importantes para mitigar os efeitos da pandemia e acelerar o ritmo de desenvolvimento dessas crianças”, completou.
Entre as ações, a pesquisadora destacou programas de busca ativa, ampliação da oferta de tempo integral e a implementação de novo currículo para a Educação Infantil alinhado àBase Nacional Comum Curricular (BNCC).
Os pesquisadores reforçam ainda que os resultados do estudo não devem ser interpretados como um retrato do que aconteceu no resto do país. “A ausência de coordenação nacional nos anos de pandemia gerou um cenário extremamente desafiador para os gestores municipais e as respostas para os desafios da pandemia foram muito desiguais e inconsistentes quando comparamos estados e municípios pelo país”.
Para a gerente de Conhecimento Aplicado e especialista em educação infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, o desafio neste momento ultrapassa as esferas educacionais. “Diversas evidências mostram que a pandemia afetou desigualmente as famílias em questão de renda, acesso a serviços e a redes de apoio. Tudo isso trouxe impactos para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças”, afirmou Beatriz, em nota.
“Nesse sentido, as ações devem ser integradas e contemplar diversas esferas e níveis de governo. A responsabilidade por montar essa estratégia não pode ser só da área de educação”, acrescentou.
Os pesquisadores apresentam uma série de recomendações para os gestores de diferentes níveis a fim de mitigar os problemas apontados. Para o Ministério da Educação é recomendado que haja um protagonismo na elaboração de um plano nacional de recuperação de aprendizagem com aporte de recursos e apoio técnico para guiar as ações das secretarias estaduais e municipais de educação.
Já as secretarias estaduais de educação devem, entre outros pontos, oferecer apoio técnico e financeiro para que os municípios elaborem e implementem suas estratégias. As secretarias municipais de educação, por sua vez, devem implementar programas de busca ativa de crianças com foco na educação infantil e elaborar diagnósticos sobre os efeitos da pandemia no desenvolvimento das crianças e nas taxas de abandono e evasão escolar.
Os diretores e professores podem promover maior integração entre famílias e escolas incorporando estratégias bem-sucedidas de comunicação com famílias utilizadas durante a pandemia.
Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
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