SÃO CARLOS/SP - O bagaço da cana-de-açúcar, um dos principais resíduos da agroindústria brasileira, mostrou ser promissor para ser usado em processo de descontaminação de água com concentração de íons metálicos potencialmente tóxicos. Um material produzido a partir do bagaço e de nanopartículas magnéticas removeu cobre e crômio da água.
O grupo de pesquisadores brasileiros, responsáveis pelo estudo, destacou que o alto uso do cobre acaba levando resíduos para reservatórios de água de consumo humano. Em altas concentrações na água pode provocar náusea, vômito e diarreia.
Após a remoção do contaminante pelo compósito de bagaço, por processo de adsorção, o material é retirado do meio aquoso pela ação de um ímã, deixando a água limpa.
“Sua natureza híbrida permite que os materiais propostos no trabalho sejam versáteis. O que reforça seu potencial para tratamento de água e efluentes”, informou o grupo de pesquisadores.
O estudo faz parte de uma série de trabalhos desenvolvidos na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) usando biomassas como biossorventes, alternativa viável e eficiente para a descontaminação de ambientes aquáticos.
*Por: DINHEIRO RURAL
SÃO CARLOS/SP - O Parque Ecológico “Dr. Antônio Teixeira Vianna”, fechado para visitação pública desde o dia 17 de março em virtude da pandemia do novo coronavírus, continua recebendo investimentos por parte da Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Serviços Públicos.
O fraldário, uma reivindicação antiga dos visitantes, foi construído próximo a área administrativa do Parque. Quando estava aberto o local recebia cerca de 4 mil pessoas por fim semana, sempre famílias inteiras com muitas crianças e bebês, por isso foi construído esse espaço próprio com trocadores para facilitar a vida dos pais. Em outra região do Parque Ecológico foram construídos novos conjuntos de sanitários com acessibilidade.
Um conjunto de recintos está sendo finalizado. Os novos locais vão abrigar 4 espécies de primatas: macaco-aranha de cara preta, macaco-aranha de cara branca, macaco-aranha do peito amarelo e macaco-barrigudo. “São recintos maiores, modernos e com um novo conceito de interação com o público. Os visitantes vão poder se aproximar mais dos animais com total segurança, tanto para as pessoas como para os animais”, conta o diretor do Departamento de Defesa e Controle Animal da Secretaria de Serviços Públicos, Fernando Magnani.
Para o secretário de Serviços Públicos, Mariel Olmo, o investimento, mais de R$ 340 mil, foi necessário uma vez que o Parque Ecológico é um cartão postal da cidade. “Antes da pandemia o local recebia mais de 16 mil pessoas por mês, tanto da própria cidade como de outras regiões do estado e da capital, portanto sempre é preciso investir em melhoramentos. Pensamos no bem estar dos animais, mas também dos visitantes”, explica Olmo.
Samanta Campos da Silva, chefe do Parque Ecológico de São Carlos, revelou que o recinto das araras azuis foi totalmente reformado e o Centro de Educação Ambiental vai passar por melhorias também.
Para a construção do conjunto de recintos para os primatas foram investidos aproximadamente R$ 230 mil. Para a construção de novos conjuntos de sanitários, para o prédio do fraldário e demais reformas foram investidos R$ 118.099,38.
O Parque Ecológico “Dr. Antônio Teixeira Vianna” está localizado na Estrada Municipal Guilherme Scatena, km 2. O Parque no momento não está aberto para visitação pública em virtude da disseminação da COVID-19. Outras informações podem ser obtidas pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (16) 3361-2429 ou 3361-4456.
CAXIAS DO SUL/RS - Um novo ciclone com fortes ventos e chuvas passou pelo Rio Grande do Sul deixando estragos em diversas cidades do estado. O fenômeno natural atingiu o oeste e o nordeste do estado, atingindo a Região Metropolitana de Porto Alegre e cidades importantes, como Caxias do Sul e Novo Hamburgo. O ciclone também causou prejuízos no estado de Santa Catarina.
De acordo como Centro de Comando da capital Porto Alegre, até ontem (8) foram registradas 59 ocorrências. As equipes do órgão atuaram para desobstruir vias e resolver urgências com risco a pessoas e edificações.
Na madrugada desta quarta-feira também foi realizado um trabalho de atendimento a quem ficou desalojado, com entrega de colchões às vítimas. No fim da tarde de hoje, a prefeitura da capital gaúcha ainda tinha mapeados 13 pontos de alagamento.
Terça-feira, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul havia emitido alerta de possibilidade de rajadas de ventos, que poderiam chegar a 80 km por hora. O comunicado indicava o risco para a região leste e nordeste do estado.
O ciclone foi diferente do fenômeno conhecido como “ciclone-bomba”, que acometeu os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina na semana passada.
*Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil
Aumento de pessoas com problemas respiratórios oriundos das queimadas pode agravar a situação do sistema de saúde já sobrecarregado com a Covid-19. Nesse contexto, é ideal a união de agentes da sociedade civil e dos governos para preservar as áreas e frear as ações criminosas
AMAZÔNIA - O período entre os meses de maio e setembro é considerado crítico no bioma amazônico devido à estiagem, que com o tempo seco acaba facilitando as queimadas. Somados a isso, vale destacar que grande parte das queimadas são frutos de ações criminosas.
Instituições alertam que nesse ano o fogo deve prejudicar ainda mais a Amazônia. De acordo com uma estimativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), até o final de julho o país pode ter até 9 mil km² de extensão na Amazônia que poderão ser queimados.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) pontuou que foram registrados 5.655 focos de incêndio na Amazônia entre janeiro e junho de 2020. O Instituto pontua ainda que as queimadas devem aumentar justamente nos próximos meses, quando a estiagem é mais severa.
Impactos na saúde pública
Além da degradação ambiental, as queimadas podem desencadear até mesmo consequência para a saúde pública. A fumaça e poluição afetam com intensidade pessoas que possuem problemas respiratórios, sendo que a ida desses pacientes aos hospitais pode complicar ainda mais o sistema de saúde que está concentrado no atendimento às vítimas de Covid-19.
Segundo a Comissão Científica de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) estão entre os sintomas da inalação de fumaça pelas queimadas, ardência na garganta, tosse, cansaço, falta de ar, rouquidão e boca seca. Boa parte dos sintomas são parecidos com o da Covid-19, o que confundiria o diagnóstico em um primeiro momento.
Segundo as instituições de pesquisa, as comunidades são afetadas pelo fogo por causa do chamado “material particulado”, que é um resíduo tóxico gerado pela queima. Esses elementos podem, inclusive, chegar a cidades distantes por causa do vento.
De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, que foi coordenada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou em áreas afetadas por queimadas na Amazônia. No ano passado, entre maio e junho, foram de 2,5 mil internações a mais nos hospitais, em relação ao período sem fogo.
Na eminência das queimadas virarem uma calamidade pública, entidades governamentais e privadas precisam intensificar os esforços para combater esse distúrbio. Uma das entidades que promovem a integração e cooperação dos entes amazônicos é a PanAmazônia. A organização reúne indivíduos, instituições e empresas que atuam na Amazônia e possui sede em Manaus.
Gilvan Guidin, diretor financeiro da UzziPay e integrante da Associação PanAmazônia, salienta que o respeito ao meio ambiente precisa ser um pilar de empreendimentos de todos os tipos e afirma que a Amazônia precisa estar no centro da atenção de todos.
“Manter esse bioma e os outros protegidos e conservados é preservar a própria vida em si. Por causa desse entendimento, todo o nosso trabalho precisa mirar no respeito ao meio ambiente como um projeto contínuo e constante”, defende.
A fintech ecológica UzziPay, que tem como proposta conservar uma árvore da Amazônia a cada novo cliente, possui uma área de 700 hectares de reserva legal em Porto Velho (RO). E, segundo Márcio Barnabé, Chief Marketing Officer da empresa, nesse período de estiagem a área de conservação está com alerta máximo para as queimadas.
Alternativas para o combate às queimadas
Segundo especialistas a conservação de áreas verdes e o combate às queimadas precisam ser encarados como um projeto permanente.
Um estudo encomendado pela UzziPay para a implementação do projeto de conservação da reserva legal da empresa, destaca que é possível blindar essas áreas contra possíveis invasões que sempre se iniciam das bordas para o meio da área, protegendo-as das suscetibilidades do efeito de bordadura, ou seja, do risco do fogo.
Porém, para que isso ocorra é preciso possuir controle, preparar trilhas, identificar as espécies vegetais com etiquetas e tomar outros cuidados. Essa proteção é fundamental para blindar o local contra invasões, depredações e outros ataques.
Os projetos de conservação podem ser feitos a partir de um Acordo de Cooperação com uma Área Privada. Nesses casos, dentre as atribuições da empresa que vai financiar os custos da proteção da área estão a realização periódica de coleta de imagens do local, garantir a transparência da proposta e contratar auditoria independente de fiscalização.
“Para realizar a conservação da área, o projeto da UzziPay prevê a proteção da área contra depredação, exploração ilegal, degradação e queimadas criminosas. O monitoramento da reserva legal é feito por solo, por drone ou voos tripulados sobre o local e por imagens de satélite”, explica Márcio.
Sobre a UzziPay
UzziPay oferece o que todo banco digital oferece, mas, com uma diferença: além das mais modernas funcionalidades de uma conta de pagamentos e carteira digital, como pagamentos com QR Code, a UzziPay acredita que é possível preservar a natureza enquanto os clientes preservam seu dinheiro.
Propõe um movimento inovador de preservação colaborativa em direção a um futuro responsável e sustentável para o dinheiro e para o mundo.
Convida as pessoas a fazerem parte do negócio abrindo suas contas e com isso, quanto mais clientes a conta UzziPay conquistar, mais árvores serão preservadas.
Porque oferecer cada vez mais vantagens e facilidades é o que todos buscam. Diferente é ter a consciência de que devemos retornar à sociedade (e neste caso, também à natureza) tudo o que ela nos proporciona de bom.
UzziPay quer crescer e prosperar, e deseja que todos também cresçam e que a Amazônia também prospere.
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