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SÃO CARLOS/SP - O vereador Djalma Nery (PSOL) voltou a denunciar a situação de abandono do Lago da Antiga Pedreira, em São Carlos. Segundo ele, o local enfrenta um grave processo de eutrofização — fenômeno causado pelo acúmulo excessivo de matéria orgânica na água, que favorece o crescimento de plantas superficiais e compromete todo o equilíbrio ambiental.

De acordo com o parlamentar, a vegetação que se espalha pela superfície do lago impede a oxigenação da água, levando à morte da vida aquática e criando um ambiente propício para riscos à saúde pública, como a proliferação de mosquitos. Além disso, há preocupação com falhas no sistema de drenagem urbana, já que o lago possui um sumidouro cuja função é essencial para o escoamento adequado da água.

“Isso não é apenas uma questão estética. É sinal claro de abandono, de água parada e de falta de manejo adequado”, afirmou.

 

Histórico de cobranças

Ainda em 2024, Djalma Nery apresentou o requerimento nº 2439 solicitando providências ao Executivo. Na ocasião, a Prefeitura informou que a manutenção do lago seria incluída na programação de limpeza urbana e que seria contratada uma empresa para elaborar um projeto executivo de recuperação ambiental da área.

No entanto, passados mais de 12 meses, o cenário permanece praticamente inalterado.

“O lago segue com sinais evidentes de degradação, o acúmulo de vegetação continua e a população segue sem respostas concretas”, destacou o vereador.

 

Riscos à população

O parlamentar reforça que a situação vai além de um problema ambiental, trazendo impactos diretos à população do entorno. Entre os principais riscos apontados estão:

·  Possibilidade de alagamentos devido ao comprometimento da drenagem

·  Proliferação de vetores, como mosquitos

·  Redução do oxigênio na água e prejuízo à fauna local

·  Degradação ambiental contínua

“Isso é gestão básica. Isso é zeladoria. Isso é responsabilidade pública”, criticou.

 

Novo requerimento cobra respostas

Diante da falta de servidores efetivos, o vereador protocolou um novo requerimento na Câmara Municipal, exigindo esclarecimentos detalhados da Prefeitura. Entre os questionamentos estão:

·  Se houve manutenção do lago e do sumidouro, e quando ela foi realizada

·  O motivo de eventual ausência de manutenção

·  A existência e cumprimento do cronograma de limpeza prometido

·  Informações sobre a licitação anunciada, incluindo número do processo, valores e prazos

 

Crítica à falta de continuidade

Por fim, Djalma Nery fez uma crítica direta à condução do poder público municipal, apontando um padrão recorrente de ineficiência.

“O que não dá mais é aceitar um ciclo de denúncia, promessa e esquecimento. A omissão do poder público não é neutra — ela gera consequências diretas na vida das pessoas”, concluiu.

BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro saiu do gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na segunda-feira (23) confiante de que o magistrado daria uma decisão para mandar Jair Bolsonaro (PL) para casa -expectativa que foi concretizada no dia seguinte.

Moraes autorizou na terça-feira (24) a prisão domiciliar ao ex-presidente após ouvir apelos de colegas do STF, políticos e da própria ex-primeira-dama.

Michelle se reuniu com Moraes por cerca de 40 minutos e, ao sair do encontro, relatou a aliados ter sentido o magistrado mais sensível à reivindicação de mandar Bolsonaro para casa. Foi a segunda reunião entre eles neste ano para tratar da prisão do ex-presidente.

Pessoas próximas à ex-primeira-dama afirmam que ela saiu confiante, mesmo sem nenhum compromisso de Moraes. Michelle descreveu a conversa como boa, disse que o ministro foi educado e que o segundo encontro foi menos tenso do que o de janeiro.

Na reunião, Moraes disse a Michelle que tinha recebido muitas informações sobre a saúde do ex-presidente e daria atenção especial ao pedido de prisão domiciliar humanitária.

Segundo Michelle disse em conversas, o ministro perguntou se o melhor para Bolsonaro era ficar preso em casa ou na chamada Papudinha, onde tinha assistência médica 24 horas por dia. Michelle respondeu que, para ela, o melhor caminho para o marido era a prisão domiciliar.

Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília desde o dia 13 depois de passar mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

O ex-presidente foi diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração. A equipe médica afirmou nesta quarta (25) que ele terá alta na sexta (27). Do hospital, seguirá direto para casa.

Michelle foi recebida por Moraes no gabinete dele no STF em janeiro. Na ocasião, a ex-primeira-dama atribuiu ao efeito de medicamentos o episódio em que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica com ferro de solda, em novembro.

A ex-primeira-dama falou da dosagem e da interação entre os remédios e disse que Bolsonaro não teria mexido na tornozeleira se ela estivesse em casa na hora.

O encontro de segunda também foi a pedido de Michelle. De acordo com aliados do ex-presidente, a ex-primeira-dama queria a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração.

Líderes do centrão e da direita avaliam que, em casa, Bolsonaro terá mais condições de participar da campanha presidencial do primogênito, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por estar mais confortável e poder conversar diariamente com ele.

A expectativa é a de que a ex-primeira-dama também influencie ainda mais as decisões políticas do marido, uma vez que apenas ela, as duas filhas e médicos do ex-presidente terão acesso irrestrito à casa.

Flávio se tornou advogado do pai no processo. Moraes decidiu que os advogados poderão visitar o ex-presidente todos os dias da semana por no máximo 30 minutos e com agendamento prévio. Já os filhos (condição que também inclui Flávio) poderão acessar a casa às quartas-feiras e sábados por duas horas.

Apesar de a ofensiva pela transferência de Bolsonaro ter envolvido também o senador e outros políticos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a ex-primeira-dama saiu fortalecida do episódio, com uma imagem conciliadora, segundo parlamentares.

Flávio se encontrou com Moraes no último dia 17 ao lado do advogado Paulo Cunha Bueno. O senador disse que a conversa com o ministro foi objetiva e serviu para expor todas as preocupações relacionadas ao estado de saúde do pai.

Segundo relatório do núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, a médica de plantão na Papudinha apontou "risco de morte" de Bolsonaro antes da transferência dele para o hospital DF Star no dia 13 de março.

Na segunda, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa.

"Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro", escreveu Paulo Gonet.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a São Carlos, nesta quarta-feira (25), marcou não apenas a entrega de novos investimentos na área da saúde, mas também abriu espaço para articulações políticas locais e regionais. Entre os destaques da agenda, esteve a atuação do presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, que acompanhou a cerimônia e reforçou pautas estratégicas para o município.

O evento aconteceu no Hospital Universitário da UFSCar, que teve novos setores inaugurados com recursos do Novo PAC. A ampliação inclui leitos clínicos, unidades de terapia intensiva, salas cirúrgicas e o setor de hemodiálise, elevando a capacidade da unidade para 138 leitos, com previsão de expansão para 158. O investimento total gira em torno de R$ 38 milhões.

A solenidade reuniu ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e o prefeito Netto Donato, consolidando um ambiente de articulação entre diferentes esferas de poder.

Em meio ao caráter institucional da agenda, Lucão Fernandes ressaltou o simbolismo político da presença presidencial na cidade. Segundo ele, o momento deve ser encarado de forma republicana, independentemente de alinhamentos partidários. “Receber um presidente da República em São Carlos é motivo de grande orgulho. São investimentos concretos que beneficiam não apenas o município, mas toda a região”, afirmou.

Além da pauta da saúde, o presidente da Câmara aproveitou a presença de autoridades federais para tratar de uma agenda sensível: o enfrentamento à violência contra a mulher. Durante diálogo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, Lucão solicitou apoio do Governo Federal para o fortalecimento da campanha “São Carlos por Elas”, iniciativa que busca ampliar ações de conscientização, prevenção e proteção às mulheres vítimas de violência.

A movimentação evidencia o esforço de lideranças locais em utilizar agendas institucionais para avançar em políticas públicas prioritárias. A campanha, segundo Lucão, depende da integração entre municípios, estados e União para alcançar resultados efetivos no combate ao feminicídio.

No campo da saúde, o ministro Alexandre Padilha destacou o papel de São Carlos como polo de formação e inovação. Ele anunciou novos investimentos, como a implantação de um Centro Especializado de Reabilitação, com aporte de R$ 10 milhões, além da futura construção de uma maternidade no hospital.

A visita presidencial reforça o protagonismo político e institucional de São Carlos, que se consolida como referência nas áreas de saúde, educação e tecnologia. Ao mesmo tempo, evidencia como eventos dessa magnitude também funcionam como espaço para articulação política e avanço de pautas sociais relevantes.

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, juntamente com o vice-prefeito, Roselei Françoso, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato e o presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, esteve ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (25/03), durante duas agendas oficiais no município: a inauguração das novas áreas do Hospital Universitário da UFSCar (HU-UFSCar) e a visita ao centro de manutenção da LATAM (MRO), o maior da América do Sul no segmento aeronáutico. Aproveitando a ocasião, o prefeito apresentou uma série de reivindicações estratégicas para o fortalecimento da saúde pública e da infraestrutura urbana da cidade.

No HU-UFSCar, foram entregues novos serviços e estruturas viabilizados por investimentos de R$ 25,6 milhões do Novo PAC, R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh, que agora passa a se chamar HU Brasil, e R$ 2,5 milhões de emenda parlamentar. Entre as novidades estão o setor de hemodiálise com capacidade para 24 posições, 32 novos leitos de clínica médica e cirúrgica, 10 leitos de UTI, 10 leitos do Hospital Dia e duas salas cirúrgicas que permitirão até 40 cirurgias de grande porte por mês. Com isso, o hospital passa a contar com 135 leitos, ampliando a assistência para cerca de 400 mil habitantes de seis municípios da região.

Durante a cerimônia, Netto Donato destacou a importância da recomposição do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC), no valor de R$ 14,34 milhões anuais, para viabilizar a implantação de um Pronto Atendimento Infantil (PAI). “O HU é um patrimônio da nossa cidade e da região. Mas precisamos corrigir a ausência histórica da recomposição do teto MAC para que possamos ampliar a rede assistencial e garantir um pronto atendimento exclusivo para nossas crianças”, afirmou o prefeito.

UPA Zona Leste – Netto Donato também reforçou o pedido de recursos para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA Tipo I) no bairro Vila Nery, região leste da cidade. O projeto executivo já está concluído e pronto para execução imediata. O aporte solicitado ao Governo Federal é de R$ 13 milhões, valor necessário para obras civis, instalações e infraestrutura. “A zona leste de São Carlos cresceu muito nos últimos anos e hoje carece de um equipamento estruturado de urgência e emergência. A UPA vai descentralizar o atendimento e reduzir a pressão sobre os hospitais”, disse Netto.

Piscinão - Outra demanda apresentada foi o financiamento para a obra de macrodrenagem urbana na região central, voltada ao combate às enchentes históricas do Córrego do Gregório. O município já obteve R$ 10,7 milhões via emenda parlamentar do deputado federal Baleia Rossi (MDB) para parte das obras, mas solicita agora R$ 300 milhões para execução integral da primeira etapa, que prevê a construção de um reservatório de retenção com capacidade de 250 mil m³. “As enchentes no Gregório são um problema crônico que afeta moradores e comerciantes há décadas. O piscinão é uma solução definitiva e estratégica para proteger vidas, o comércio e a infraestrutura da cidade”, ressaltou o prefeito.

Centro de Reabilitação – O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estava na comitiva do presidente da Lula, anunciou R$ 10 milhões para a implantação do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) na Unidade Saúde Escola (USE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Prefeitura de São Carlos. 
De acordo com a reitora da UFSCar, Prof.ª Dr.ª Ana Beatriz de Oliveira, a iniciativa integra um conjunto de investimentos federais para a ampliação da rede de reabilitação no país. Ela destacou a parceria com a Prefeitura de São Carlos para a adequação da estrutura da USE, que passará a abrigar o CER III com atendimento nas modalidades de reabilitação física, auditiva e intelectual, além de oficina ortopédica. 

Para o secretário municipal de Saúde de São Carlos, Leandro Pilha, a implantação do CER III na USE fortalecerá a rede de cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Carlos e região. “Atualmente referência em reabilitação física, a USE deverá expandir o atendimento para as áreas auditiva e intelectual, absorvendo demandas encaminhadas pela rede municipal. O prefeito Netto Donato e eu agradecemos o apoio da UFSCar e do Ministério da Saúde”.

“Foi uma tarde muito importante para São Carlos. Tivemos a honra de receber o presidente da República para anunciar investimentos relevantes para a nossa cidade, com destaque para o Hospital Universitário que realiza um trabalho de excelência sob a liderança da reitora Ana Beatriz de Oliveira. Hoje celebramos avanços concretos, como a ampliação da estrutura do hospital, com a entrega de novos leitos, além da implantação de serviços fundamentais, como a unidade de hemodiálise. Isso significa mais capacidade de atendimento, mais qualidade e mais dignidade para a nossa população. Como prefeito, fico muito satisfeito em ver esses investimentos chegando e fazendo à diferença na vida das pessoas. Nosso compromisso é continuar trabalhando com diálogo e parceria, buscando investimentos e soluções que melhorem a qualidade de vida da população de São Carlos”, finalizou Netto Donato.

Na segunda agenda, Lula visitou o LATAM MRO, centro de manutenção aeronáutica que celebra 25 anos de operação e gera 2 mil empregos qualificados em São Carlos. A unidade é responsável por 60% das manutenções programadas da frota do Grupo LATAM e passa por expansão com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação, apoiada por investimento de R$ 78 milhões via Finep-BNDES.

BRASÍLIA/DF - O presidente Lula (PT) discutiu com a cúpula do governo respostas para o que auxiliares identificam como fontes de desgaste político e eleitoral: o alto endividamento das famílias e os escândalos de corrupção.

Durante reunião na noite da quarta-feira (18), no Palácio do Planalto, Lula e seus ministros avaliaram que o nível de endividamento do brasileiro neutraliza os esforços do governo em busca de sensação de bem-estar social, como reajuste do salário mínimo e aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Na reunião, a taxa de juros praticada pelo Banco Central foi, mais uma vez, motivo de críticas. No dia seguinte, Lula reclamou publicamente da política monetária, mostrando-se frustrado com a redução de apenas 0,25 ponto porcentual, para 14,75%, da taxa Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária). O presidente esperava que a taxa a essa altura do ano já estivesse em 14%.

Lula também disse que o caso do Banco Master é "ovo da serpente" da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Roberto Campos Neto na chefia do Banco Central.

Os participantes da reunião admitiram ainda que, embora herdados de gestões passadas e investigados em seu governo, os escândalos de corrupção do Master e das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estão caindo na conta de Lula.

O presidente, segundo relatos, manifesta frustração com o desgaste sofrido por fraudes que têm envolvimento de seus opositores e que só teriam vindo à tona graças às investigações encorajadas por ele na CGU (Controladoria-Geral da União), na Polícia Federal e no BC.

Lula e seus auxiliares reconheceram a dificuldade de combater a estratégia de comunicação bolsonarista, que usa os desdobramentos das investigações para afirmar que o governo é palco de corrupção, o que estaria ajudando o pré-candidato à Presidência do PL, senador Flávio Bolsonaro, a avançar nas pesquisas eleitorais.

Os participantes da reunião defenderam a necessidade de repisar que os escândalos do Master e do INSS começaram na gestão bolsonarista.

Na avaliação de um participante, o trabalho de combater a corrupção realizado pela Polícia Federal, Banco Central e CGU não tem sido convertido em ativo político. O diagnóstico é que a comunicação não está conseguindo mostrar que o governo está atuando contra as fraudes.

Presente na reunião, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, respondeu à avaliação, alegando que reagir a esses ataques não é tarefa da comunicação oficial de um governo. Apesar de convocada para discussão de uma pauta da gestão petista, a reunião foi encerrada com essa análise da conjuntura política.

Além das críticas aos juros, há também no governo uma frustração com a não adesão do presidente do BC, Gabriel Galípolo, à estratégia de responsabilização do seu antecessor no cargo, Roberto Campos Neto, pela crise do Master.

Desde o anúncio da compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília), Galípolo não endossou em nenhum momento as críticas a Campos Neto, encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

O desapontamento se estende ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao ministro da CGU, Vinicius Carvalho. Lula ficou contrariado por Carvalho não ter comunicado antecipadamente sobre as fraudes dos descontos dos aposentados do INSS, que vieram a público em 2025, para que o governo pudesse adotar medidas com mais agilidade.

No caso da PF, aliados do presidente costumam criticar o vazamento de informações por agentes da corporação. Eles enxergam a ação de bolsonaristas.

Em entrevista à Folha de S. Paulo na última semana, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, verbalizou a opinião de ministros palacianos ao fazer duras críticas ao trabalho da PF. Ele faz a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que vem sendo investigado por suposta ligação com as fraudes do INSS.

Amigo de Lula, o advogado disse que a PF está em disputa, mas acredita que Andrei Rodrigues "vai tomar providências bastante enérgicas para se livrar desses elementos que colocam em xeque a credibilidade da instituição".

Procurado pela reportagem, o chefe da PF disse que o órgão atua com autonomia técnica e independência, asseguradas desde o primeiro dia de governo pelo presidente da República. "O combate à corrupção é uma diretriz do governo federal, que tem reafirmado a importância da atuação firme da Polícia Federal nessa área. As investigações são conduzidas com base na lei, com responsabilidade e respeito ao devido processo legal", afirmou.

Já os defensores da política do BC avaliam que a guerra no Irã tem mostrado que as críticas do governo à cautela na redução dos juros envelheceram rápido com os efeitos dos desdobramentos da alta do petróleo na economia mundial.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (24), a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) criticou os vazamentos, sem citar diretamente a PF, e voltou a atacar Campos Neto. "Todo dia tem manchetes escandalosas, vazamentos ilegais de investigações procurando inverter as responsabilidades do Banco Master", disse.

"Os personagens dessa história que precisam ser investigados, e alguns já estão sendo, são todos do campo político de Jair Bolsonaro, a começar por Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, que autorizou o funcionamento do Master e não fiscalizou devidamente os bancos para barrar as falcatruas."

Questionados pela reportagem, BC, CGU e a Presidência da República não se manifestaram.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta participou de uma reunião com representantes do Sindicato Rural de São Carlos para tratar da necessidade urgente de duplicação da Rodovia SP-215 Rodovia Doutor Paulo Lauro, uma das principais vias de ligação do município com a zona rural e regiões produtivas. Participaram da reunião, o Presidente do Sindicato Rural de São Carlos, Olinto Fabbri Petrilli, o Vice-Presidente, Cláudio Di Salvo, o Primeiro-Secretário, Eunizio Malagutti Junior e o Primeiro Tesoureiro, João Paulo Pica.

Durante o encontro, foram debatidos os desafios enfrentados diariamente por produtores rurais, moradores e trabalhadores que utilizam a rodovia. A SP-215 Rodovia Doutor Paulo Lauro, concentra um fluxo intenso de veículos, incluindo transporte de insumos, produção agrícola e deslocamento de trabalhadores, o que tem aumentado significativamente os riscos de acidentes e comprometido a mobilidade.

A região atendida pela rodovia abriga diversos sítios produtores, responsáveis por movimentar a economia local, além de comunidades rurais e empresas que geram emprego e renda para o município. No entanto, a atual infraestrutura da via já não comporta a demanda crescente, tornando a duplicação uma medida essencial para garantir mais segurança, fluidez no trânsito e desenvolvimento econômico sustentável.

“O que vemos hoje é uma rodovia sobrecarregada, que não acompanhou o crescimento da região. A duplicação da SP-215 Rodovia Doutor Paulo Lauro, é uma necessidade urgente para proteger vidas, fortalecer o setor produtivo e garantir melhores condições de deslocamento para todos. Essa é uma pauta urgente de toda nossa região. Quero agradecer ao Sindicato Rural, ao Ministério Público e todas as pessoas que estão participando desse processo”, destacou o vereador Bruno Zancheta.

O Sindicato Rural de São Carlos tem realizado uma ampla frente de trabalho, através de sua diretoria e associados, para que a rodovia seja duplicada e receba demais melhorias.

Como encaminhamento, o parlamentar irá formalizar solicitações junto aos órgãos competentes, buscando a realização de estudos técnicos que viabilizem a duplicação da rodovia, atendendo a uma demanda antiga da população e dos setores produtivos de São Carlos.

EUA - Os Estados Unidos apresentaram ao Irã um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, que inclui exigências como a entrega de todo o combustível nuclear enriquecido e a manutenção do Estreito de Ormuz aberto. A informação foi divulgada por veículos como o New York Times e o canal israelense Channel 12.

Segundo as reportagens, a proposta foi enviada ao governo iraniano por meio do Paquistão, país que mantém relações diplomáticas com ambos os lados.

De acordo com fontes ouvidas pelo Channel 12, os negociadores americanos, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, sugerem um cessar-fogo de um mês, período em que o Irã avaliaria os termos apresentados.

Os primeiros pontos do plano tratam do programa nuclear iraniano. Entre as exigências estão a renúncia ao desenvolvimento de armas nucleares, a entrega de todo o urânio enriquecido em uma data acordada e o desmantelamento de instalações nucleares consideradas estratégicas.

O documento também prevê que o Irã interrompa o apoio a grupos armados na região, como Hezbollah e Hamas, além de impor limites à quantidade de mísseis e ao alcance desses armamentos.

Outro ponto central é a garantia de que o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permaneça aberto à navegação internacional.

Em contrapartida, o plano prevê o fim das sanções internacionais contra o Irã e apoio ao desenvolvimento de seu programa nuclear para fins civis.

A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram oficialmente o conteúdo das propostas.

O plano não menciona mudança de regime no Irã, alvo de ataques militares de Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro.

Paralelamente, a Organização Marítima Internacional informou ter recebido garantias do Irã de que embarcações “não hostis” poderão atravessar o Estreito de Ormuz com segurança, desde que respeitem as normas vigentes.

“Os navios não hostis podem, desde que não participem em atos de agressão contra o Irã nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor, beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz”, diz o documento divulgado pelo governo iraniano.

O conflito teve início após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, justificados pela falta de avanços nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã.

Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ofensivas contra Israel, bases americanas e infraestruturas em países do Oriente Médio.

Desde então, o número de mortos segue em disputa. Autoridades iranianas falam em mais de 1.300 vítimas, enquanto a organização HRANA estima mais de 3.200 mortos, incluindo civis, militares e pessoas não identificadas.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou, nesta terça-feira (24/03), o convênio entre o município e o Governo do Estado de São Paulo para a execução da obra de ampliação do Reservatório Simeão (Piscinão da Travessa 8). O projeto, estimado em R$ 150 milhões, integra medidas estruturais voltadas ao enfrentamento dos problemas históricos de enchentes na cidade.O convênio será firmado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP), garantindo a execução da obra dentro de programas estaduais de drenagem e manejo de águas pluviais.

O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, ressaltou o papel do Legislativo na viabilização do projeto. “A Câmara cumpriu seu papel ao aprovar esse convênio. É um investimento robusto, mas necessário, que vai trazer segurança e qualidade de vida para milhares de famílias. Essa união entre Executivo e Legislativo mostra que São Carlos está preparada para enfrentar seus desafios”, disse.

O prefeito Netto Donato destacou que a aprovação representa um marco para São Carlos. “Estamos falando de uma obra estratégica, que vai proteger vidas e patrimônios. O Piscinão da Travessa 8 é uma resposta concreta ao sofrimento da população com as enchentes. Com o apoio do Governo do Estado e da Câmara Municipal, conseguimos avançar em uma solução definitiva”, afirmou. Com a aprovação legislativa, o município dará sequência à formalização do convênio.

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, utilizou a tribuna para fazer um pronunciamento contundente sobre a violência doméstica e o feminicídio, reforçando o convite à população para a audiência pública de conscientização que será realizada no próximo dia 30, às 18h, no Teatro Municipal.

Durante sua fala, o presidente destacou a gravidade dos casos registrados no último fim de semana na cidade, evidenciando que a violência contra a mulher segue sendo uma realidade urgente e alarmante.

Entre os episódios citados, está o de uma mulher de 42 anos, agredida com tapas no rosto e ameaçada pelo marido no Jardim Embaré. O caso mais grave, no entanto, envolveu uma mulher de 55 anos, vítima de múltiplos golpes de faca desferidos pelo companheiro — uma ocorrência com características de feminicídio que só não terminou em morte graças ao rápido atendimento prestado à vítima.

Lucão Fernandes ressaltou que situações como essas não são isoladas e tendem a se intensificar aos finais de semana, período em que, segundo dados e estudos, há aumento significativo dos casos de violência doméstica, muitas vezes associados ao maior convívio entre agressor e vítima e ao consumo de álcool.

“O que vimos neste fim de semana não são apenas estatísticas. São vidas que quase foram interrompidas. Isso precisa nos mobilizar como sociedade”, enfatizou.

O presidente também destacou que a audiência pública do dia 30 vem ganhando forte adesão e já conta com o apoio de diversos segmentos da sociedade. Entre eles, lideranças religiosas, a OAB, o Ministério Público, a Defensoria Pública, universidades, além das forças de segurança como Polícia Militar e Polícia Civil, associações, sindicatos e representantes da rede pública e privada de ensino.

Segundo ele, a proposta é construir um espaço amplo, democrático e participativo, reunindo diferentes setores para debater soluções concretas de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher.

O evento contará com a presença do juiz Paulo Scanavez e do vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Dimas Ramalho, que contribuirão com reflexões técnicas e institucionais sobre o tema.

Lucão Fernandes reforçou que a iniciativa busca envolver toda a sociedade e não apenas o poder público. “A violência contra a mulher não é um problema individual, é uma responsabilidade coletiva. Precisamos unir forças para enfrentar essa realidade”, afirmou.

A audiência pública será aberta ao público e também contará com transmissão pelos canais oficiais da Câmara Municipal, ampliando o alcance do debate e incentivando a participação da população.

BRASÍLIA/DF - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde. 

A domiciliar passará a ser cumprida após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13. 

Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.

Moraes também determinou que Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento. 

Pela decisão de Moraes, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga. 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha. 

Visitas

O ex-presidente Jair Bolsonaro não poderá receber visitas durante o período inicial de 90 dias da domiciliar, exceto dos filhos, médicos e advogados.

Bolsonaro também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet.

Acampamentos

Alexandre de Moraes também proibiu a permanência de acampamentos de apoiadores em frente ao Condomínio Solar de Brasília, onde fica a residência do ex-presidente.

"Determino proibição de acesso e permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1km o endereço residencial, notadamente para a participação de quaisquer atos que possam comprometer a higidez da prisão domiciliar humanitária do custodiado", decidiu Moraes.

Saúde

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes disse que a Papudinha, presídio onde Bolsonaro estava preso, tem condições que oferecer atendimento médico adequado e citou que o ex-presidente foi levado prontamente ao hospital após passar mal.

No entanto, o ministro disse que é mais indicado que Bolsonaro, que tem 71 anos de idade, se recupere da broncopneumonia em casa.

“No presente momento e durante o prazo necessário para sua integral recuperação da broncopneumonia, o ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos”, completou Moraes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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