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TURQUIA - As negociações entre a delegação russa e os enviados ucranianos em Istambul começaram pouco depois das 10h30 (horário local) desta terça-feira (29), informou a agência de notícias oficial da Turquia Anadolu.

Os negociadores foram recebidos anteriormente pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que os pediu para "acabar com a tragédia" da ofensiva russa na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro.

As conversações ocorrem no Palácio Dolmabahçe, em Istambul, a última residência dos sultões no Bósforo, que foi também a última sede administrativa do Império Otomano e onde hoje se encontram os gabinetes da presidência turca.

"Ambas as partes têm preocupações legítimas, é possível chegar a uma solução que seja aceitável para a comunidade internacional", disse o chefe de Estado turco no início do diálogo.

Erdogan indicou que cabe a ambas as partes "acabar com esta tragédia", afirmando que "o prolongamento do conflito não é do interesse de ninguém".

"O mundo inteiro está esperando por boas notícias", pediu ele aos negociadores.

A Turquia sediou em 10 de março em Antália, no sul do país, a primeira reunião de chanceleres da Rússia e da Ucrânia desde o início da invasão russa.

No entanto, essa reunião não levou a um cessar-fogo ou a qualquer progresso significativo.

A Turquia, que compartilha a costa do Mar Negro com os dois países beligerantes, fez esforços desde o início da crise para manter laços fluidos com as duas partes e fez esforços para mediar o conflito.

UCRÂNIA - O líder da região separatista de Lugansk, na Ucrânia, disse no domingo (27) que poderá organizar um "referendo" para decidir se o território se tornará parte da Rússia, depois que Moscou enviou tropas para o território.

"Acredito que, em um futuro próximo, será organizado um referendo no território da República, em que as pessoas poderão expressar a opinião sobre se devemos nos unir à Federação Russa", informaram agências russas, citando o líder dos separatistas de Lugansk, Leonid Pasechnik.

"Por alguma razão, tenho certeza de que este será o caso", afirmou.

A Rússia lançou uma ação militar na Ucrânia no fim de fevereiro, alegando se tratar de um ato de defesa em favor dos grupos rebeldes pró-russos do leste, que se autoproclamaram as "repúblicas" de Donetsk e Lugansk.

Antes da ofensiva, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência destas duas regiões.

UCRÂNIA - O governo da Ucrânia suspendeu a exigência de licenças de exportação de milho e óleo de girassol para a temporada 2021/22, informou o site do governo nesta última sexta-feira.

A Ucrânia suspendeu as exportações de centeio, aveia, milheto, trigo sarraceno, sal, açúcar, carne e gado, enquanto enfrenta a invasão das forças militares russas, e havia introduzido licenças para exportações de trigo, milho e óleo de girassol.

Autoridades agrícolas disseram que os estoques de milho e óleo de girassol estão muito altos e não há necessidade de limitar as exportações.

POLÔNIA - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará nesta sexta-feira a cidade polonesa de Rzeszow, a cerca de 80 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, na segunda etapa de sua viagem à Europa, anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira (24).

Recém-chegado de Bruxelas, Biden será recebido pelo presidente polonês, Andrzej Duda, receberá um relatório sobre a resposta humanitária aos refugiados da Ucrânia e se reunirá com soldados americanos posicionados no flanco leste da Otan, informou a Casa Branca em um comunicado.

O presidente americano chegou à Bélgica nesta quarta (23) para participar de reuniões de cúpula da União Europeia e também da Otan. Nesta quinta (24), Biden anunciou, durante uma coletiva na Bélgica, que os Estados Unidos estão dispostos a receber 100 mil refugiados ucranianos. Até agora, mais de 3,5 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia devido à guerra contra a Rússia.

UCRÂNIA - A OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou na quarta-feira (24) que mais de 60 ataques foram feitos a instalações de saúde da Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país, há um mês. Ao todo, foram registrados 64 desses incidentes entre 24 de fevereiro e 21 de março - cerca de dois a três ataques por dia - resultando em 15 mortos e 37 feridos.

"Os ataques à saúde são uma violação do direito internacional humanitário, mas uma tática de guerra perturbadoramente comum - eles destroem a infraestrutura crítica, mas pior, eles destroem a esperança", disse Jarno Habicht, representante da OMS na Ucrânia, em um comunicado.

"Eles privam as pessoas já vulneráveis ​​de cuidados que muitas vezes são a diferença entre a vida e a morte. Os cuidados de saúde não são - e nunca devem ser - um alvo."

UCRÂNIA - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, pediu nesta quarta-feira (23) em um discurso ao parlamento japonês por amplas reformas nas Nações Unidas, dizendo que seus esforços não impediram a invasão russa.

"Nem as Nações Unidas nem o Conselho de Segurança funcionaram. São necessárias reformas", criticou o líder ucraniano em um discurso por videoconferência para parlamentares japoneses.

"Precisamos de um instrumento para garantir preferencialmente a segurança global. As organizações internacionais existentes não trabalham nesse sentido. Devemos, portanto, desenvolver uma nova ferramenta que possa realmente impedir as invasões", disse.

Zelensky aproveitou o discurso para agradecer a Tóquio por sua posição, que abandonou sua habitual prudência e aderiu às fortes sanções decretadas pelos países ocidentais contra a Rússia.

"Peço que continuem impondo sanções", disse ele, parabenizando o Japão por ser "a primeira nação da Ásia a pressionar" Moscou.

KIEV - Um grande shopping foi destruído por ataques russos em Kiev, capital da Ucrânia. O Retrovil fica a poucos quilômetros do centro da capital. Pelo menos oito pessoas morreram até agora por causa do bombardeio. Veja o vídeo:

UCRÂNIA - O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, defendeu a restauração da integridade territorial" de seu país após 23 dias de invasão dos militares russos, que cifrou em tantos quantos aqueles que se manifestaram na sexta-feira (18) em Moscou pelo oitavo aniversário da anexação da península ucraniana da Crimeia.

"Quero que todos me escutem agora, especialmente em Moscou. É hora de nos conhecermos. Hora de conversar. É hora de restaurar a integridade territorial e a justiça para a Ucrânia. Caso contrário, as perdas da Rússia serão tais que não terá várias gerações para ascender", disse Zelenski em um vídeo divulgado no site da presidência ucraniana.

Sobre a manifestação realizada na sexta-feira no estádio Luzhniki, em Moscou, dirigida pelo presidente Vladimir Putin e cujo público o Ministério do Interior russo estimou em cerca de 200 mil pessoas, Zelensky afirmou que "aproximadamente o mesmo número de tropas russas participou da invasão da Ucrânia".

"Imagine que há 14.000 cadáveres e dezenas de milhares de feridos e mutilados naquele estádio em Moscou. Já existem muitas perdas russas com esta invasão", acrescentou. "Este é o preço da guerra. Um pouco mais de três semanas. A guerra deve acabar", insistiu.

Segundo as autoridades russas, mais de 200.000 russos apoiaram nesta sexta-feira a "operação militar especial" na Ucrânia durante um ato patriótico maciço em Moscou, com slogans como "Por um mundo sem nazismo!", "Pelo presidente!" e "Pela Rússia!".

Sobre a invasão, Zelenski mencionou em seu vídeo que nesta sexta-feira havia sete corredores humanitários na Ucrânia, seis na região de Sumy e um na região de Donetsk, e que mais de 9.000 pessoas foram deportadas de Mariupol. "No total, mais de 180.000 ucranianos foram resgatados durante os corredores humanitários", detalhou.

O governante ucraniano, no entanto, denunciou que os militares russos continuam bloqueando o fornecimento de itens humanitários na maioria dos trajetos para as cidades vizinhas. "Esta é uma tática perfeitamente consciente. Eles têm uma ordem clara de fazer absolutamente tudo para que a catástrofe humanitária nas cidades ucranianas seja um 'argumento' para os ucranianos cooperarem com os ocupantes", lamentou, ressaltando que essa atitude é "um crime de guerra".

LVIV - O prefeito de Lviv, Andriy Sadovy, disse nesta sexta-feira (18) que mísseis russos destruíram uma fábrica próxima do aeroporto da cidade, no oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia.

"Vários mísseis atingiram uma fábrica de reparos de aeronaves. O prédio foi destruído por tiros. A operação da fábrica havia sido suspensa anteriormente, então não há vítimas até agora", escreveu ele no Facebook.

O prefeito informou que já salva-vidas se deslocaram para no local. Minutos antes, Sadovy tinha garantido que o ataque não havia atingido diretamente o aeroporto.

Um jornalista da AFP pôde observar uma cortina de fumaça subindo ao céu naquela área, bem como viaturas da polícia e ambulâncias naquela direção.

A cidade de Lviv, por onde passa grande parte dos ucranianos que fogem para outros países, não havia sofrido ataques até agora.

RÚSSIA - Os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia na economia global exigirão que os governos forneçam subsídios para os consumidores mais pobres, impactados com a alta das contas de energia e alimentos.

A avalição é da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em sua primeira análise abrangente sobre a crise econômica desencadeada pelo conflito no leste europeu.

"É importante abrigar as pessoas. Isso ajudaria a evitar uma espiral de preços nos salários", afirmou a economista-chefe do thinktank, Laurence Boone.

A projeção é lançada num momento em que, no Brasil, o mercado avalia elevar os preços dos derivados de trigo nas próximas semanas e depois de Petrobras anunciar reajustes nos preços dos combustíveis.

No caso da gasolina, o reajuste para as distribuidoras foi de de 18,8%. O preço médio nas refinarias da estatal passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro.

O órgão de pesquisa com sede em Paris calcula que o crescimento econômico global será 1,1 ponto percentual menor e a inflação um pouco menos de 2,5 pontos maior do que se a invasão não tivesse ocorrido.

No fim de 2021, a OCDE previu que a economia global cresceria 4,5% este ano e os preços ao consumidor aumentariam 4,2%.

O thinktank observou que, embora a Rússia e a Ucrânia contribuíssem com quantidades pequenas para a produção global, ambos eram grandes produtores e exportadores de alimentos, minerais e energia.

O impacto no crescimento econômico será maior para países com laços comerciais e financeiros estreitos com os dois países, diz a OCDE.

Na avaliação de Boone, pessoas de baixa renda em todo o mundo sofrerão, já que alimentos e energia representam uma parcela maior de seus gastos do que nas famílias mais ricas. "Se você observar os preços das commodities, isso afetará todos os consumidores do planeta", disse Boone.

A OCDE calcula que a Rússia e a Ucrânia respondem por 30% das exportações globais de trigo, mais de um quarto das exportações mundiais de fertilizantes e quase 15% das exportações de milho.

Os preços do trigo quase dobraram desde o início da invasão em 24 de fevereiro, enquanto os preços dos fertilizantes subiram mais de três quartos e os preços do milho mais de 40%.

As preocupações da OCDE sobre o impacto da guerra nas pessoas e países mais pobres do mundo foram ecoadas pelas Nações Unidas, que em um relatório separado estimou que mais de 5% das importações dos países mais pobres é composta por bens que tiveram aumentos de preço desde a invasão, em comparação com apenas 1% das importações dos países ricos.

A ONU calcula que nos anos de 2018 a 2020, 32% das importações de trigo da África vieram da Rússia e outros 12% da Ucrânia.

Na Somália e no Benin, todo o trigo importado durante esses anos veio dos países em guerra.

A OCDE projeta que a economia da zona do euro terá um crescimento 1,4 ponto percentual mais fraco do que se a invasão não tivesse ocorrido, com os EUA vendo uma perda de cerca de 0,9 ponto percentual.

Em suas previsões anteriores, a OCDE esperava que a economia da zona do euro crescesse 4,3% em 2022 e a economia dos EUA crescesse 3,7%. Mas Boone disse que as perspectivas são altamente incertas, uma das razões pelas quais a OCDE decidiu abandonar sua tentativa habitual e trimestral de fornecer uma gama mais ampla de previsões precisas para os próximos anos.

O corpo de pesquisa espera que a inflação na zona do euro seja 2 pontos percentuais maior que se a guerra não tivesse começado, e a inflação nos EUA seja 1,4 ponto percentual maior.

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