SÃO CARLOS/SP - A vereadora Raquel Auxiliadora voltou a tratar nas redes sociais de um tema que tem gerado indignação e insegurança entre trabalhadores e moradores de São Carlos: a terceirização de serviços públicos e os prejuízos que isso pode causar quando há falhas de fiscalização e responsabilização.
O debate ganhou força depois da circulação de uma atualização oficial ligada ao Pregão Eletrônico nº 105/2025, processo voltado à contratação de empresa para atuar no Parque Ecológico, Gatil e Canil Municipal, com serviços como manejo de animais, limpeza, manutenção, jardinagem, cozinha e supervisão. No documento, a empresa WWS Services Prestadora de Serviços Ltda. aparece como autora de um recurso administrativo que foi parcialmente aceito e ratificado pela secretaria responsável.
Para Raquel, o ponto não é apenas burocrático. É político — e principalmente humano.
“O que a gente viu foi trabalhador virando refém de um sistema que falha sempre no mesmo lugar: no pagamento e na garantia do básico. E quando isso acontece, não é só o trabalhador que sofre — a cidade inteira sofre junto”, afirmou.
A vereadora lembrou que, nos últimos meses, a WWS esteve no centro de problemas que envolveram atrasos, instabilidade e denúncias ligadas à situação de trabalhadores terceirizados que atuavam em serviços municipais. Em outubro do ano passado, inclusive, a Prefeitura chegou a anunciar a suspensão temporária de pagamentos à empresa, citando descumprimento contratual, e depois fez pagamento direto de salários a parte dos funcionários.
“Quando a terceirização vira normalidade sem fiscalização forte, vira um convite à precarização. A gente precisa parar de tratar isso como ‘um problema da empresa’ e assumir que contrato público exige responsabilidade pública”, disse Raquel.
Nas redes, a vereadora também reforçou que terceirização, do jeito que tem sido aplicada, muitas vezes abre espaço para um ciclo repetido: troca de empresas, contratos instáveis, atrasos, serviços interrompidos e trabalhadores sem a proteção mínima que deveriam ter.
Ela defendeu que a cidade retome o debate sobre estrutura permanente de serviço público, com equipes estáveis e compromisso de continuidade:
“Serviço público deve ser feito por funcionário de carreira, concursado, pois isso garante continuidade e qualidade”, afirmou.
Raquel diz que pretende cobrar informações detalhadas sobre o andamento do pregão, quais critérios estão sendo utilizados e quais garantias reais estão sendo exigidas para que a população não reviva os mesmos problemas.
“Depois de tudo que aconteceu, a Prefeitura precisa explicar quais critérios está usando e quais travas reais existem para impedir que o mesmo filme se repita”, completou.
Ao encerrar o posicionamento, a vereadora resumiu o alerta em uma frase direta, que virou destaque nas publicações:
“Não dá pra São Carlos viver um ciclo de terceirização onde o trabalhador vira refém e o serviço público vira roleta.”































