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Programa tem infraestrutura completa em diversas áreas e grande potencial de colaboração internacional

 

SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ofertado no campus sede da Instituição recebe inscrições de pessoas interessadas em seu curso de doutorado em fluxo contínuo, inteiramente pela Internet. O ingresso está condicionado à existência de vagas para orientação e a seleção é feita com base em análise de currículo, de históricos escolares, de plano de pesquisa e de cartas de recomendação.
O PPGCC possibilita a realização das pesquisas nos campi São Carlos e Sorocaba, prioritariamente nas seguintes linhas: Aprendizado de Máquina; Arquitetura de Computadores; Automação Industrial; Banco de Dados; Computação Ubíqua e Pervasiva; Engenharia de Software; Inteligência Artificial; Interação Humano-Computador; Processamento de Sinais; Processamento de Línguas Naturais; Redes de Computadores; Sistemas de Automação e Robótica; Sistemas Multimídia e Internet; Sistemas Paralelos e Distribuídos; e Sistemas reconfiguráveis em hardware para aplicações em tempo real.
O Programa tem infraestrutura completa com laboratórios de apoio para as principais áreas da Computação e coordena projetos em parceria com instituições em vários outros países, o que resulta em oportunidades de bolsas de doutorado-sanduíche, de missões de trabalho no exterior e no recebimento de pesquisadores de outros países no PPGCC. O Programa também tem parcerias com várias empresas, desde as maiores, como Ericsson e Telefônica, até startups como Birdie.ai, Via Maker e F=Gamers Club.
Informações detalhadas sobre procedimentos e documentos para inscrição, dentre outras, estão no site do Programa, em http://ppgcc.dc.ufscar.br.

Universidade e ONG mantêm parceria desde 2018

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas, até o dia 18 de agosto, as inscrições para projeto de extensão realizado em parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a ONG Ecofalante que tem como objetivo aproximar a comunidade da Universidade de material audiovisual produzido em todo o mundo, sintetizado e exibido na mostra Ecofalante.
Os inscritos do Cine Ecofalante edição 2020 irão assistir a quatro documentários selecionados pelo projeto, nas datas, horários e plataformas disponíveis pela 9ª Mostra Ecofalante de Cinema (ecofalante.org.br.), que se encerra no dia 20 de setembro. 
"Ocorrerão quatro encontros via Google Meet que continuamos chamando de roda de conversa, já que o propósito é compartilhar as ideias e reflexões críticas. Aliás, quando pensamos em qual é a contribuição dessa atividade para os alunos, temos que ressaltar a necessidade de preservação da universidade pública como um espaço de criação participativa e coletiva de um conhecimento universal que é vivo e reflexivo. Os temas dos documentários estão na vanguarda, portanto colocam professores e estudantes diante de uma realidade em movimento", afirma Alice Peres, docente do Centro de Ciências da Natureza (CCN) do Campus Lagoa do Sino da UFSCar e coordenadora do projeto.
Os documentários selecionados são renomados, premiados em festivais internacionais e atendem a diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os encontros serão mediados por Peres e haverá certificado de participação. Podem se inscrever servidores docentes, técnico-administrativos e estudantes dos quatro campi da UFSCar por meio deste formulário (https://forms.gle/GcN1HBzAShANwcTf6). Mais informações, como lista de filmes e cronograma de exibição, podem ser obtidas no mesmo formulário.

Mostra Ecofalante de Cinema
Está aberta e acontece até o dia 20 de setembro a 9ª Mostra Ecofalante de Cinema. São 98 filmes e oito debates disponíveis gratuitamente online. Toda a programação pode ser acessada no site ecofalante.org.br. A Ecofalante é uma ONG que atua nas áreas de Cultura, Educação e Sustentabilidade produzindo filmes e documentários. A ONG firmou acordo de cooperação técnico-educacional com a UFSCar e desde 2018 vem disponibilizando para toda a comunidade da Universidade o acesso ao seu conteúdo audiovisual.

SÃO CARLOS/SP - A BitSocial, em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, CAU-SP, desenvolveu um calendário semestral de capacitações gratuitas para profissionais de Arquitetura e Urbanismo em várias cidades do interior de São Paulo. São conteúdos que tem como objetivo agregar conhecimento e melhorar os resultados do negócio dos profissionais da área. As aulas serão online e o conteúdo híbrido, sendo parte realizado virtualmente e o restante em modo presencial, com data futura.

Para os profissionais de São Carlos, o projeto começa com o curso “Acessibilidade & Normatização” que acontece no dia 20 de agosto, no formato online e a segunda parte, presencial, prevista para o dia 04 de novembro. A capacitação aumentará a clareza, conhecimento e aprimoramento dos arquitetos e urbanistas sobre todos os pontos legislativos e técnicos, correlativos a NBR 9050: 2015, tornando possível que a acessibilidade seja um serviço a ser ofertado para todos clientes. O objetivo do curso também é atualizar os profissionais sobre as mudanças legislativas ocorridas no campo da acessibilidade-normatização, demonstrando as consequências negativas pelo não cumprimento das normas e a desmistificação dos pontos legislativos, técnicos e processuais dos projetos.

No dia 08 de outubro, o tema do curso online é “Como montar um escritório de Arquitetura e Urbanismo & Metodologias de Inovação para se diferenciar no mercado de Arquitetura e Urbanismo”. O objetivo dessa capacitação é impulsionar profissionais potenciais na estruturação de seus escritórios de arquitetura e urbanismo, mitigando riscos existentes no ato de empreender e, alavancando os seus resultados econômicos e de reputação. O curso tem também o propósito de capacitar arquitetos e urbanistas na parte legislativa, administrativa, fiscal, tributária, ética e disciplinar e ensinar pontos importantes nas áreas tradicionais de um pequeno negócio (operações, marketing, finanças, pessoas), além de introduzir técnicas e ferramentas de inovação usadas por grandes empresas mundo afora. A etapa presencial está prevista para acontecer em 04 de novembro.

Todos os cursos de capacitação são gratuitos e oferecidos por meio da parceria concretizada entre o CAU/SP e BIT Social. As capacitações são exclusivas para inscritos no CAU/SP, mediante preenchimento do número de registro válido na inscrição e apresentação para acesso ao evento. Os links para as inscrições nos cursos estão disponíveis no site: www.maisconhecimento.arq.br

"Quarentena" é uma produção do Laboratório Aberto de Interatividade da UFSCar

 

SÃO CARLOS/SP - O podcast "Quarentena", produzido pela equipe do Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), chegou nesta semana (em 12 de agosto) à marca significativa de 150 dias ininterruptos no ar. "Quarentena" traz, diariamente, as principais notícias, recomendações e, também, entrevistas sobre a Covid-19, com cientistas e outros profissionais de todo o Brasil.

Apresentado pelos jornalistas Mariana Pezzo e Tárcio Fabrício, o podcast tem foco em informação de qualidade e nas pesquisas relacionadas ao cenário da pandemia.
"Nós começamos o podcast praticamente junto com o distanciamento, quando nos vimos trabalhando em casa e precisando rapidamente pensar em como reorganizar a equipe para colocar a nossa experiência em divulgação científica e os nossos esforços a serviço do enfrentamento da pandemia. Não tínhamos, naquele momento, a dimensão do alcance que ele ganharia em um cenário que acabou se configurando como de excesso de informações e, muito especialmente, de informações fragmentadas, muitas vezes desencontradas e de má qualidade, quando não deliberadamente equivocadas ou falsas", conta Fabrício, que realiza pós-doutorado com pesquisa sobre divulgação científica no Departamento de Física (DF) da UFSCar e é Coordenador de Conteúdo do LAbI.

"É claro que de vez em quando pensamos se é hora de parar, não só pelos desafios envolvidos na manutenção de um produto diário, mas também por imaginar que o interesse pelo tema vá diminuindo com o tempo. Mas aí chega alguma mensagem do nosso público, e muitas nos dizem como o podcast é não só uma referência de informação confiável, mas também fonte de algum alento, de um pouco de segurança nesta situação que causa a sensação de impotência ou desesperança, e nós seguimos", compartilha Pezzo, que divide a coordenação do Laboratório com Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, docente do DF.

"O LAbI já tem 14 anos de atuação na divulgação científica, e nosso compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento e a ampla difusão de informações de qualidade, baseadas em evidências científicas, nos guiou na rápida estruturação para produção de materiais voltados ao contexto da pandemia. Por outro lado, estes meses têm nos mostrado quantos desafios permanecem na promoção de uma relação mais próxima, produtiva e de diálogo entre Ciência e público, e estamos muito motivados para incorporar esses aprendizados à nossa prática e aos nossos projetos futuros", complementa Oliveira.

Os episódios de Quarentena, com cerca de 40 minutos cada, vão ao ar diariamente no início da noite, inclusive aos finais de semana. Eles estão disponíveis no site do LAbI (www.labi.ufscar.br) e, também, nos principais agregadores de podcasts e serviços de streaming, como Spotify, iTunes, Deezer, Google Podcasts, TuneIn e outros. O podcast mantém, além das características já mencionadas, quadros fixos em parceria com o docente do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar Bernardino Geraldo Alves Souto, que aborda as principais dúvidas do público em relação a aspectos diversos da pandemia, e com o Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFSCar, que tem promovido reflexões sobre o momento na perspectiva sociológica.

O podcast deu origem também ao "Quarentena ao Vivo", programação semanal de debates no formato de lives, transmitidas pelas redes sociais do LAbI - Facebook e canal ClickCiência no YouTube. Os projetos têm o apoio do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) e do Centro de Inovação em Novas Energias (Cine), ambos centros de pesquisa vinculados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Além do podcast, o LAbI também já produziu mais de 100 vídeos de divulgação científica no contexto da pandemia, e toda essa produção pode ser conferida no site do Laboratório, em www.labi.ufscar.br.

SÃO CARLOS/SP - Na tarde da última quarta-feira (12) os Policiais Militares, Instrutores do Proerd (Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência), das cidades que compõem o 38º BPM-I (São Carlos, Porto Ferreira, Santa Rita do Passa Quatro, Descalvado, Ibaté, Ribeirão Bonito e Dourado) participaram na sede do Batalhão da PM em São Carlos de uma reunião virtual com conexão simultânea com vários Batalhões do Estado. 

Nessa reunião, diretamente com a Coordenadoria do Proerd no Estado de São Paulo, foi tratado assuntos relevantes como a necessidade da paralisação do Programa que estava em andamento em todo o Estado de São Paulo e do possível retorno, mesmo que de forma virtual. 

Segundo dados estatísticos, infelizmente devido ao isolamento social, aumentou-se o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas nas casas e principalmente, o consumo por crianças; e isto preocupou todos os profissionais do Proerd, tendo em vista que o Programa ensina às crianças e adolescentes de forma segura a ficar longe das drogas. 

Ficou definido, mesmo que forma virtual, que os Instrutores Proerd mantenham contanto com seus alunos e com as unidades escolares para orientá-los da necessidade de ficar longe das drogas até o retorno das aulas presenciais. 

Em Porto Ferreira: 

O Comandante da Polícia Militar, Capitão PM Leonardo Régis Ramos, em reunião com o aplicador do programa na cidade, Cabo PM Osni Luciano Martins, o orientou para a produção de materiais e Lives, que serão disponibilizados nas redes sociais, mídia local e às Unidades Escolares.

Primeira edição tem participação de estudante do curso de Música da Instituição

 

SÃO CARLOS/SP - Durante a pandemia de Covid-19, as atividades presenciais estão suspensas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O isolamento social mudou o dia a dia das pessoas, mas não foi capaz de parar a arte. Para ampliar a vivência artística da comunidade universitária, mesmo na pandemia, a Instituição lança o projeto "Arte na Universidade".
"Uma exposição virtual das manifestações artísticas da comunidade universitária". É como Rochele Amorim Ribeiro, Coordenadora de Cultura da UFSCar, define o projeto. "A ideia é criar um espaço para divulgação de toda a riqueza e diversidade artística produzida por estudantes e servidores da UFSCar. Música, dança, teatro, fotografia, pintura e outras manifestações que possam ser expostas virtualmente. Vale para artistas já consolidados e para aqueles que cantam para alegrar o fim de tarde. A arte é uma inspiração ao nosso dia a dia; a arte não pode parar", conclui Ribeiro.
A primeira edição do "Arte na Universidade" apresenta uma produção musical que conta com arranjo de Pedro Pereira, estudante do curso de Música da UFSCar. Pedro Pereira e Luiz Henrique Ferreira, estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que compôs a música, adaptaram sua expressão artística ao novo momento: chamaram os amigos e, cada um de sua própria casa, gravaram um vídeo que mostra muito do que todos estão vivendo neste momento de isolamento social: a saudade.
Saudade das aulas presenciais e abraços? Na primeira edição do "Arte na Universidade" desfrute um pouquinho da música "Saudade" (https://bit.ly/2PYSt5b), de Luiz Henrique Ferreira e arranjo de Pedro Pereira. 

Confira
Entrevista com Pedro Pereira e Luiz Henrique Ferreira: https://bit.ly/31JBJnV
Íntegra da música "Saudade", com produção em isolamento social: https://bit.ly/2PYSt5b

Participe As pessoas interessadas em divulgar suas manifestações artísticas no projeto "Arte na Universidade" devem apresentar proposta à Coordenação de Cultura (CCult) da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), encaminhando e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o link para o trabalho (fotos, vídeos, músicas, poemas, etc.) que já deve estar publicado em redes sociais ou plataformas de compartilhamento de conteúdo online e pequena descrição do próprio material e de seus autores. Todos os integrantes da comunidade universitária da UFSCar podem participar, e será dada preferência a manifestações autorais.

Live no dia 17 de agosto terá a presença das ex-diretoras da BCo relembrando acontecimentos que marcaram essa história

 

SÃO CARLOS/SP - No dia 17 de agosto de 1995, foi inaugurada e entrou em funcionamento a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Instalada em um complexo com 9 mil m² - onde se localiza, além da própria Biblioteca, o Teatro Universitário Florestan Fernandes, os Auditórios da BCo, a Coordenadoria de Apoio a Eventos Acadêmicos (CAEv) e a livraria da Editora da UFSCar (EdUFSCar) -, a sua inauguração ocorreu logo após a transferência do acervo da antiga Biblioteca Central da UFSCar, local onde atualmente se encontra o prédio do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Instituição.
O projeto da Biblioteca Comunitária foi caracterizado como pioneiro entre as universidades federais, pois previa que a BCo deveria ser um centro referencial, que garantisse o uso e o acesso a informações em todos os níveis e para todos os fins, atendendo diversos grupos de usuários. O objetivo era democratizar o espaço físico, o acervo, os serviços e produtos, servindo como canal catalisador da informação gerada e armazenada na Universidade. 
Atualmente, após 25 anos de existência, a BCo vem cumprindo com esse objetivo, sendo uma Biblioteca aberta a todos os públicos, que disponibiliza recursos bibliográficos, informacionais e tecnológicos e acesso à informação aos discentes, docentes e técnico-administrativos da Universidade e, também, à população de São Carlos e região, que podem realizar cadastro e, assim, empréstimo de obras.

Evento de comemoração
Para comemorar o aniversário de 25 anos, a Biblioteca Comunitária realiza, na próxima segunda-feira, dia 17 de agosto, uma live com a presença de suas ex-diretoras. O intuito é detalhar essa história e também relembrar acontecimentos, curiosidades e eventos que ocorreram ao longo deste um quarto de século de existência da Unidade. O bate-papo contará com a participação das bibliotecárias Lourdes Moraes, Ligia Maria Silva e Souza, Camila Cassiavilani, Eliane Colepicolo e Marisa Cubas Lozano.
O evento é gratuito, aberto às pessoas interessadas e acontecerá a partir das 15 horas, via Google Meet, pelo link meet.google.com/xxv-hyxy-qvi.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal realizará nesta quinta-feira (13) às 19 horas, uma audiência pública online para discutir a possível retomada das aulas presenciais e as medidas e protocolos sanitários a serem adotados no município de São Carlos para enfrentamento e combate ao contágio e propagação da Covid-19.

A realização da audiência pública foi solicitada pelo vereador Gustavo Pozzi (PL) por meio de requerimento aprovado por unanimidade na sessão plenária do último dia 4. O vereador manifestou preocupação com a perspectiva de retorno às aulas e disse que o assunto deve ser amplamente debatido.

Devido à pandemia, para participar da audiência virtual os interessados deverão acessar o link do evento: https://zoom.us/j/92299232706?pwd=cFE1K0IvWFRadllkNjBvS1Qrb25HQT09

Preocupação – Ao propor que o tema seja discutido com a comunidade, Pozzi expressou sua preocupação diante da perspectiva de volta das aulas durante a pandemia. Professor desde 2010, o parlamentar conhece o dia a dia de aula e das escolas e reconhece que será difícil controlar o distanciamento de 2m entre um aluno e outro e fazer com que todos usem máscara. Em sua opinião, “não será possível evitar a aglomeração dos alunos”.

Porém, observou que não foi eleito para manifestar somente a sua opinião, por isso entende que a eventual retomada das aulas presenciais no município deve ser discutida de maneira aprofundada.

O vereador também fez questão de ressaltar que nesse período de pandemia os professores estão trabalhando muito mais do que se estivessem em sala de aula. Ele observou que "o trabalho remoto dos professores e equipe gestora é motivo de reconhecimento de todos e do aplauso da coletividade".

Iniciativa do InformaSUS da UFSCar continua com inscrições abertas até 30 de setembro

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições no Festival Cultural CultivAR-TE, iniciativa do projeto InformaSUS da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que acontece até o dia 30 de setembro, com o objetivo de evidenciar a importância da cultura no cuidado de si e do outro em interface com a saúde mental. O Festival é virtual e as inscrições são gratuitas. As obras artísticas podem ser inscritas por quaisquer interessados nas categorias Artes Visuais; Fotografia; Dança; Literatura; Artes cênicas; Performance; Audiovisual e Música. 

A proposta do CultivAR-TE é abrir um espaço que permita a livre expressão, a produção de vida e o olhar para si sob a perspectiva da autonomia, da participação e da inclusão social. Além disso, diante da pandemia da Covid-19 e seus impactos na sociedade, o Festival pretende apresentar diferentes vivências cotidianas durante esse momento, valorizando a multiplicidade de formas de expressão e cuidados. Nesse contexto, os eixos temáticos do Festival são: Retratos do isolamento e distanciamento social; Resiliência em tempos de pandemia; O cuidado de si e do outro; e Permanências e transformações da cultura. 

Os trabalhos serão considerados na sua relação com o eixo temático proposto e de acordo com a expressividade, sensibilidade e criatividade. O período de inscrição segue ao longo de todo o Festival (até 30 de setembro). A submissão das propostas por eixos temáticos deve ser feita no link https://bit.ly/3iNLjxG.

Obras selecionadas
Das obras que foram inscritas desde o início do Festival, em julho, 26 foram selecionadas e já estão no site para apreciação do público. São registros de artes visuais, fotografias, danças, produções literárias e composições musicais adequadamente associadas aos eixos temáticos do CutivAR-TE. Confira na Galeria Virtual do InformaSUS (em www.informasus.ufscar.br).

O edital e outras informações sobre o CultivAR-TE também podem ser acessados no site www.informasus.ufscar.br. Contatos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Tecnologia que detecta o câncer de cabeça e pescoço poderá ser adaptada para o diagnóstico da Covid-19

 

SÃO CARLOS/SP - Os biomarcadores são compostos presentes em fluídos corporais como no sangue, urina, saliva ou lágrima e podem ser utilizados para o diagnóstico de diversos tipos doenças. Para alguns biomarcadores - como as proteínas -, há métodos de detecção amplamente disponíveis, entretanto, novos e promissores biomarcadores necessitam de técnicas mais sofisticadas que estão disponíveis em poucos centros especializados nas grandes cidades, o que restringe seu uso. Pensando nessa questão de saúde mundial, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular (CPOM) do Hospital de Amor de Barretos, desenvolveu um método mais simples que o usual para detectar microRNAs (miRNAs), importantes biomarcadores para o diagnóstico de diversas doenças, identificando, neste caso, o câncer de cabeça e pescoço, e com possibilidade de ser adaptado, inclusive, para o diagnóstico da Covid-19. O dispositivo é feito com materiais descartáveis de baixo custo, capaz de detectar o biomarcador miRNA associado aos cânceres de cabeça e pescoço com a mesma precisão dos diagnósticos realizados atualmente. 

Intitulada "Sensor eletroquímico descartável para quantificação de miRNA para o diagnóstico de doenças e método de obtenção e de quantificação", a patente de autoria dos pesquisadores Ronaldo Censi Faria, Orlando Fatibello Filho, Fernando Henrique Cincotto e Wilson Tiago da Fonseca, do Departamento de Química (DQ) da UFSCar, junto de Matias Eliseo Melendez, Ana Carolina de Carvalho Peters e André Lopes Carvalho, do Centro de Pesquisa em Oncologia do Hospital de Amor de Barretos, é uma proposta de dispositivo confeccionado com materiais simples - tais como plásticos, tintas condutoras, folhas de impressora a laser (transparências), impressora de recorte, adesivos vinílicos e outros materiais de papelaria - que realiza o diagnóstico do câncer com a mesma precisão dos métodos atuais. 

De maneira geral, os cânceres de cabeça e pescoço se referem a qualquer neoplasia que atinge a mucosa da via aerodigestiva superior - compreendida pela boca, faringe e laringe, sendo o carcinoma epidermoide o mais frequente. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em geral os tumores de cabeça e pescoço são mais frequentes em homens na faixa dos 60 anos de idade e representam o segundo tipo da doença com maior incidência na população masculina e o quinto mais comum entre as mulheres. Considerando a especificidade de cada sintoma e tratamento, cientistas do mundo todo se dedicam a descoberta de fármacos e mecanismos de cura, mas até atualmente, uma das principais formas de obter sucesso no tratamento é identificar o tumor em estágios iniciais, o que reforça a importância do diagnóstico precoce. 
De acordo com o inventor Wilson Fonseca, para o desenvolvimento da tecnologia, foram analisadas 18 amostras de pacientes separados em grupo controle (que não possuem a doença) e grupo afetado (que possuem câncer de cabeça e pescoço). Com isso, o dispositivo eletroquímico descartável mediu o sinal e ofereceu uma resposta como um glicosímetro - dispositivo utilizado para a medição da glicose - detectando a biomolécula miRNA-203 (biomarcador) em amostras de pacientes com a doença apresentado um sinal diferente dos pacientes que não possuíam a doença. A partir daí, os resultados foram comparados com os dados dos mesmos pacientes que tinham sido submetidos ao método padrão RT-PCR, retificando o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. "A patente detecta a biomarcador miRNA-203 em amostras de linfonodos através de ensaios com partículas magnéticas, nanopartículas de ouro e sondas de DNA que possibilitam a captura do biomarcador e sua inserção no dispositivo, por meio do qual é medido o biomarcador eletroquimicamente, gerando uma resposta quando o paciente é portador da doença", esclarece. 

Levando cerca de nove meses para ser desenvolvida, fruto de sua tese de doutorado, Fonseca explica que o diferencial da tecnologia é a utilização de um método alternativo de baixo custo para o diagnóstico através da detecção de biomarcadores miRNA, isso porque o método padrão RT-PCR para detectar este tipo de câncer é caro e utiliza equipamentos maiores. "O método que propomos não utiliza ultrassonografia, ressonância magnética, e nem medidas em RT-PCR, portanto, seu diferencial em relação a outros métodos atuais é o fato de ser um dispositivo descartável confeccionado com materiais simples de papelaria e que possibilita a portabilidade, uma vez que atualmente os exames são feitos em laboratórios com equipamentos difíceis de se transportar (em virtude de sua dimensão e peso). Além disso, alcançamos elevada sensibilidade detectando a molécula em níveis de concentração bastante baixos, o que a torna promissora ao mercado", diz ele. 

A tecnologia ainda não está disponível no mercado porque os pesquisadores carecem de investimentos e parceiros que atuem em cooperação para aprimorar ainda mais o dispositivo na área eletrônica, tornando-o menor e ainda mais portátil como o glicosímetro. A expectativa é que, além de diferentes tipos de câncer, ele possa detectar doenças como o HIV, artrite reumatoide, fibrose hepática, e doenças virais, como a Covid-19. 

Assim, atualmente, além do objetivo de inserir essa tecnologia no mercado mundial, o grupo de pesquisadores investe no desenvolvimento de biossensores, imunossensores e sensores de baixo custo para o diagnóstico de doenças humanas e doenças de plantas, focando sempre no diferencial de baixo custo, medidas in loco/portabilidade e praticidade de descarte após o uso. Em momento de pandemia e isolamento mundial, o grupo de Ronaldo Faria segue atuando em projetos de pesquisa voltados para o diagnóstico da Covid-19. 

Essa tecnologia está disponível para licenciamento e as informações podem ser conferidas no site da Agência de Inovação (AIn) da UFSCar em www.inovacao.ufscar.br.

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