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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Conselho Municipal de Educação (CME) e o Fórum Municipal de Educação (FME), realizou na quinta-feira (13/08) uma formação voltada à elaboração do novo Plano Municipal de Educação (PME). O encontro reuniu profissionais envolvidos no planejamento e na gestão educacional do município e contou com a participação da vereadora Fernanda Castelano, integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal.

A atividade apresentou as etapas previstas para a construção do documento e promoveu discussões sobre os principais desafios, objetivos e metas para a educação de São Carlos na próxima década. A elaboração do novo PME ocorre a partir da homologação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), em abril de 2026, e deverá alinhar as diretrizes nacionais às características e necessidades da realidade local.

Durante a formação, também foi apresentado o cronograma de atividades para a construção do plano, com previsão de participação de profissionais da educação e da sociedade. O processo deverá envolver diferentes setores e representantes da comunidade educacional, fortalecendo o caráter democrático e participativo da elaboração do documento.

O encontro destacou ainda a importância da atuação das instâncias de acompanhamento e controle social das políticas educacionais, como o CME, o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CACS-Fundeb), o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e o FME.

Como parte da programação, os participantes foram divididos em grupos para discutir objetivos, causas e desafios relacionados à qualidade da educação infantil, alfabetização e educação especial. Os grupos também levantaram possíveis metas para o município. As propostas foram apresentadas e sistematizadas, servindo de subsídio para as próximas etapas de elaboração do PME.

A participação de representantes do Legislativo e de diferentes instituições reforçou a articulação necessária para a construção de políticas públicas educacionais. O processo deverá reunir diagnóstico da realidade local, definição de objetivos e metas e participação social para estabelecer as diretrizes da educação municipal nos próximos dez anos.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, por meio da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), iniciou, na segunda-feira (17/08), um novo ciclo de oficinas voltado a estudantes e profissionais da modalidade. A primeira atividade, realizada na EMEJA Austero Mangerona, teve como tema “Um dinossauro passou por aqui” e foi conduzida pelo paleontólogo, escritor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Eduardo Anelli.

Coordenador do projeto “USP nas Escolas”, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) – Polo São Carlos da USP, Anelli apresentou conteúdos sobre paleontologia, história da Terra, evolução da vida e os dinossauros que habitaram o território brasileiro. Os participantes também puderam observar e manusear réplicas, modelos, livros e outros materiais relacionados ao tema.

A atividade marcou o início da proposta educativa “Vestígios do Tempo: Ciência, Memória e Vida na EJAI”, desenvolvida em parceria com o IEA – Polo São Carlos da USP e o Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino. A iniciativa também está vinculada ao projeto “Pré-história, Dinossauros e Ciência no Brasil – Livro informativo, educação, cultura e cidadania”, coordenado por Anelli.

A programação busca ampliar a alfabetização científica, o acesso à cultura e a valorização do patrimônio paleontológico e natural brasileiro, além de fortalecer a educação ao longo da vida. A proposta aproxima escola, universidade e museu e estimula a participação dos estudantes na construção do conhecimento.

Entre as próximas ações estão oficinas para produção de réplicas paleontológicas, visitas mediadas ao Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino e a elaboração de materiais pedagógicos e expositivos. Réplicas, fotografias, textos, desenhos, pesquisas e relatos produzidos pelos estudantes poderão integrar um espaço paleontológico da EJAI na II EXPO-EJAI Intermunicipal 2026, marcada para 31 de outubro, em Limeira.

Para Maria Alice Zacharias, chefe da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, a iniciativa reforça o papel da modalidade na ampliação do acesso ao conhecimento. “A EJA é um espaço de acesso a todas as formas de conhecimento. Nossos estudantes têm o direito de aprender ciência, fazer perguntas, conhecer novos temas e compartilhar os saberes construídos ao longo da vida”, afirmou.

Ao final da oficina, estudantes, equipe organizadora e o professor registraram o encontro com as mãos abertas, em referência às pegadas dos dinossauros, simbolizando o início do novo ciclo de atividades.

Matrículas - Pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram o Ensino Fundamental podem ingressar na EJA. As matrículas podem ser realizadas na EMEJA Austero Mangerona, na Rua Sete de Setembro, nº 1.767, Centro, ou pelo telefone/WhatsApp (16) 3364-2434. Não há idade máxima para iniciar ou retomar os estudos.

BRASÍLIA/DF - As provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) serão aplicadas no domingo (23) em todos os estados e no Distrito Federal. Os candidatos podem consultar os locais de prova no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.

O Encceja é um exame gratuito, destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. Os resultados do exame podem ser utilizados nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.

Data e horários

As provas serão aplicadas nos turnos da manhã e da tarde do domingo.

Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, no horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h.

Já na parte da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15. A aplicação se inicia às 15h30 e vai até as 20h30.

Provas

Para o ensino fundamental, haverá quatro provas objetivas que avaliarão conhecimentos em: ciências, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação, redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

Já o ensino médio cobrará temas de química, física e biologia, matemática, língua portuguesa com redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Departamento de Formação dos Profissionais da Educação (CeFPE), em parceria com os departamentos de Educação Básica e de Supervisão de Ensino, promove a formação continuada “Educação Infantil em diálogo: reflexões sobre infâncias e práticas pedagógicas”. A iniciativa reúne diretores da Educação Infantil e professores das Fases 5 e 6 da rede municipal em encontros voltados ao estudo do currículo, da infância e das práticas pedagógicas.

A formação é organizada em quatro encontros e busca ampliar as discussões sobre currículo e leitura na Educação Infantil, além de criar espaços para reflexão e troca de experiências sobre o trabalho desenvolvido nas unidades escolares.

A programação teve início nos dias 7 e 10 de agosto, com o tema “O currículo segundo os documentos orientadores da Educação Infantil”, que abordou as diretrizes que fundamentam o trabalho pedagógico nessa etapa.

Os próximos encontros tratarão dos temas “Protagonismo e a criança no centro do processo de ensino e aprendizagem”, “Interações e brincadeiras” e “A escola e seus sujeitos”.

As discussões vão abordar a criança como sujeito do processo educativo, a importância das interações e brincadeiras no desenvolvimento e os diferentes atores que integram o cotidiano escolar.

Para os gestores da Educação Infantil, os encontros restantes serão realizados nos dias 14, 21 e 28 de agosto, das 9h às 11h, no Auditório do Museu Mário Tolentino, totalizando oito horas de formação.

Os professores da Fase 6 participarão das atividades nos dias 17 e 31 de agosto e 21 de setembro, no Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com oito horas de formação contabilizadas como HTPC. Para os professores da Fase 5, os encontros ocorrerão nos dias 28 de setembro, 5 de outubro, 9 e 16 de novembro, também no NAP/UFSCar, com carga horária total de oito horas, contabilizadas como HTPC.

A proposta é fortalecer a formação continuada e promover a construção coletiva de estratégias que possam ser incorporadas ao cotidiano das escolas. Ao longo dos encontros, os profissionais poderão relacionar documentos orientadores, currículo, protagonismo infantil, interações, brincadeiras e os diferentes sujeitos que compõem a comunidade escolar.

A Secretaria Municipal de Educação destaca que a formação continuada é fundamental para o aprimoramento das práticas pedagógicas e para o fortalecimento da qualidade do ensino oferecido pela rede municipal. A iniciativa também reforça o compromisso da Prefeitura de São Carlos com a valorização dos profissionais da educação e com práticas que reconheçam as crianças como sujeitos ativos do processo educativo.

SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC), com apoio da Prefeitura de São Carlos, realiza nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 18h, a formatura dos cursos de nível superior da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP).

A cerimônia vai reunir formandos dos eixos de licenciatura, produção, negócios e computação, marcando a conclusão de mais uma etapa da trajetória acadêmica dos estudantes.

A solenidade será realizada no Campus 1 da FESC (Vila Nery) e deve contar com a presença dos formandos, familiares, autoridades, funcionários e educadores.

Para o presidente da FESC, Eduardo Cotrim, o evento representa um momento de reconhecimento da dedicação dos alunos ao longo do curso, “além de reforçar a importância da educação pública e do ensino superior para o desenvolvimento do município”.

BRASÍLIA/DF - O Ministério da Educação (MEC) recebe até a próxima sexta-feira (14) as contribuições da consulta pública sobre o novo marco regulatório dos cursos de graduação com oferta de educação a distância (EaD) nos cursos superiores de graduação do Brasil.

A atualização das diretrizes dos cursos de graduação em EaD busca adaptar as normas da educação a distância às transformações digitais e aos novos critérios de acompanhamento acadêmico e tem o objetivo é aperfeiçoar as políticas públicas educacionais.

A iniciativa é voltada a estudantes, professores, pesquisadores, gestores de instituições de ensino superior públicas e privadas, entidades da sociedade civil e demais interessados.

A necessidade de regulamentação da EaD no Brasil está prevista no Decreto nº 12.456/2025.

Passo a passo

Para participar, os interessados devem acessar a plataforma Brasil Participativo e fazer o login com a conta Gov.br.

O participante terá acesso ao texto de referência, disponível na página do Conselho Nacional de Educação (CNE), na seção Audiências e Consultas Públicas.

Quem responder à consulta pública deverá também preencher o formulário de coleta de dados relativos à identificação do perfil sociogeográfico.

O governo federal esclarece que as informações serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, de avaliação institucional e formulação de políticas públicas, sem divulgação individualizada dos participantes em qualquer hipótese.

Diretrizes

A minuta da proposta sugere novas regras para a oferta de cursos, mediação pedagógica, suporte ao estudante e atuação do corpo docente em instituições de educação superior que atuam na modalidade EaD.

A proposta define critérios para atividades presenciais e conteúdos digitais, garantindo que os padrões acadêmicos exigidos sejam equivalentes em todas as modalidades de ensino. 

A minuta elaborada pela Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) está dividida em pontos organizacionais para a oferta de cursos superiores EaD: 

  •          regulamentação da modalidade semipresencial: estabelece percentuais e critérios para carga horária presencial obrigatória (como práticas de laboratório e extensão) combinada com atividades síncronas (tempo real) e assíncronas mediadas, no ambiente virtual de aprendizagem; 
  •          critérios para mediação e docência: parâmetros para a atuação de professores e tutores, com determinações sobre interatividade com os estudantes e regras para o trabalho acadêmico. 
  •          estrutura dos polos de apoio: define requisitos para os polos de apoio presencial no suporte tecnológico e acadêmico aos estudantes. 
  •      suporte acadêmico: estabelece parâmetros de acompanhamento pedagógico ao longo da jornada do estudante de graduação. 

Consolidação

Após o término do prazo de contribuição, será aberto o período de sistematização das proposições recebidas, entre os dias 15 e 22 de agosto.

De acordo com o MEC, as sugestões serão analisadas para a consolidação da redação final do parecer e do projeto de resolução pelo CNE.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos pode representar um importante avanço no combate ao câncer de pele.

O estudo demonstra que microagulhas biodegradáveis, além de transportarem medicamentos diretamente para o interior da pele, também conseguem distribuir de forma mais eficiente a luz utilizada na terapia fotodinâmica, aumentando o potencial de destruição das células tumorais.

A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Biomedical Optics, tendo sido destaque no portal da SPIE - uma importante sociedade internacional focada em óptica e fotônica - https://spie.org/news/microneedles-may-help-light-reach-hard-to-treat-skin-cancers, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes, menos invasivos e de aplicação relativamente simples.

Contextualizando

O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente em diversos países e, embora muitos casos possam ser tratados com cirurgia, nem todos os pacientes são candidatos ao procedimento. Lesões extensas, tumores localizados em áreas delicadas do corpo ou pacientes com limitações clínicas frequentemente necessitam de alternativas terapêuticas. Entre elas está a terapia fotodinâmica, considerada um tratamento seletivo porque destrói preferencialmente as células doentes, preservando os tecidos saudáveis ao redor.

Entretanto, essa técnica enfrenta uma limitação importante: a luz utilizada para ativar o medicamento não consegue penetrar profundamente na pele. Quanto mais espesso for o tecido ou mais profundo estiver o tumor, menor é a quantidade de luz que chega ao local, o que reduz a eficácia do tratamento. Esse obstáculo limita o uso da terapia em determinados tipos de lesões cutâneas.

Foi justamente para solucionar esse problema que os pesquisadores desenvolveram um sistema baseado em microagulhas dissolvíveis. Fabricadas com material biocompatível e biodegradável, elas atravessam apenas as camadas superficiais da pele, sem causar dor. Após a aplicação, as microagulhas dissolvem-se naturalmente, entregando a medicação em camadas mais profundas do que o creme.

Inovação

A inovação está no fato de que essas microagulhas exercem duas funções simultaneamente. A primeira já era conhecida: criar pequenos canais que permitem que o medicamento alcance regiões mais profundas da pele de maneira muito mais eficiente do que quando aplicado apenas na superfície.

A segunda função, explorada durante a pesquisa, foi que devido ao seu formato piramidal e às propriedades ópticas do material utilizado, as microagulhas funcionam como minúsculos condutores de luz. Em vez de permitir que a iluminação percorra apenas um caminho reto, as microagulhas modificam o padrão de propagação, espalhando a luz em diferentes direções e aumentando a área efetivamente iluminada.

Na prática, isso significa que o medicamento ativado pela luz pode agir de forma mais uniforme em todo o tumor. Nos tratamentos convencionais, a maior intensidade luminosa costuma concentrar-se na superfície da pele, enquanto as regiões mais profundas recebem pouca energia. Como consequência, algumas células cancerígenas podem sobreviver ao tratamento.

Com a utilização das microagulhas, além da entrega da molécula ser mais profunda, a distribuição luminosa torna-se mais homogênea, aumentando as chances de que toda a extensão da lesão receba energia suficiente para ativar o medicamento e e promover maior dano às células malignas. Segundo os autores do estudo, trata-se de um efeito complementar extremamente importante, já que o dispositivo reúne, em um único sistema, a entrega localizada do fármaco e a otimização da iluminação terapêutica.

Os pesquisadores realizaram uma série de análises laboratoriais para verificar como a luz se comportava ao atravessar as microagulhas. Os resultados mostraram que a geometria do dispositivo provoca múltiplas reflexões internas da luz, permitindo que ela seja distribuída lateralmente e alcance regiões que normalmente permaneceriam pouco iluminadas. Isso representa uma vantagem significativa para terapias que dependem da ativação luminosa dos medicamentos.

Outro aspecto destacado pelo estudo é a simplicidade do sistema.

Microagulhas que se dissolvem

Como as microagulhas são produzidas com polímeros biodegradáveis e se dissolvem após a aplicação, os autores sugerem que o dispositivo tem potencial para ser produzido em larga escala a um custo relativamente baixo, o que favorece sua utilização em clínicas ambulatoriais e até mesmo em regiões com infraestrutura limitada.

Os autores também destacam que a plataforma poderá ir além do tratamento do câncer de pele. A combinação entre a administração localizada de medicamentos e a distribuição eficiente de luz pode ser adaptada a outras doenças dermatológicas que utilizam terapias baseadas em luz, além de abrir novas possibilidades para tratamentos que exijam maior precisão na entrega de medicamentos.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores fazem uma ressalva importante: a tecnologia ainda está em fase experimental.

Os testes apresentados demonstram o comportamento óptico e funcional das microagulhas em ambiente de laboratório, mas ainda serão necessários estudos pré-clínicos e ensaios clínicos para confirmar sua segurança, eficácia e desempenho em pacientes. Somente após essas etapas será possível avaliar sua incorporação à prática médica.

Expectativas para o futuro

Caso os estudos futuros confirmem o potencial observado nesta pesquisa, as microagulhas biodegradáveis poderão representar uma nova geração de dispositivos médicos capazes de unir duas funções fundamentais — a aplicação precisa de medicamentos e a distribuição inteligente da luz — em um único equipamento.

A expectativa é que essa abordagem aumente a eficácia da terapia fotodinâmica, reduza a necessidade de procedimentos mais invasivos e amplie o acesso a tratamentos modernos para pacientes com câncer de pele e outras doenças dermatológicas.

Para a primeira autora da pesquisa publicada no Journal of Biomedical Optics, Drª Michelle Requena, que concluiu seu mestrado, doutorado e pós-doutorado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e que atualmente realiza um novo pós-doutorado no Departamento de Engenharia Biomédica da Texas AM University (EUA) “É muito gratificante ver esse trabalho ganhar visibilidade, especialmente por representar a evolução de uma linha de pesquisa iniciada em 2017 durante o meu doutorado”, acrescentando que, desde então, a equipe tem buscado desenvolver estratégias para superar duas das principais limitações da terapia fotodinâmica no tratamento do câncer de pele, e que são a distribuição do fotossensibilizador e a penetração da luz no tecido.

“Após termos demonstrado que microagulhas dissolvíveis carregadas com ácido aminolevulínico melhoram a entrega do fotossensibilizador no tumor, este estudo explora uma segunda função dessas estruturas: promover uma distribuição mais homogênea da luz no tecido. Assim, as microagulhas passam a atuar não apenas como sistema de liberação do fármaco, mas também como moduladoras da propagação da luz, reunindo, em uma única plataforma, dois componentes essenciais à terapia fotodinâmica”, conclui a pesquisadora.

Embora ainda sejam necessários estudos pré-clínicos para validar essa abordagem em condições fisiológicas, os resultados da pesquisa representam um avanço importante no desenvolvimento de terapias mais eficazes para tumores cutâneos espessos e de difícil tratamento, com potencial para ampliar as aplicações da TFD e, futuramente, beneficiar um número maior de pacientes com câncer de pele.

Confira no link o artigo científico original relativo a esta pesquisa -

https://www.spiedigitallibrary.org/journals/journal-of-biomedical-optics/volume-31/issue-05/058001/Composing-drug-delivery-with-light-distribution-improvement--the-use/10.1117/1.JBO.31.5.058001.full

SÃO CARLOS/SP - Duzentas e sessenta e quatro crianças da Educação Infantil da rede municipal participaram, nesta semana, da ação educativa “Minicidades: Educação para o Trânsito começa na Infância”. A iniciativa foi promovida pelo Departamento de Educação para o Trânsito da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, em parceria com a Honda.

As atividades foram realizadas no CEMEI Regina Aparecida Lima Melchiades, no bairro Bela Vista, e no CEMEI Antônio de Lourdes Rondon, no Maria Stella Fagá. A proposta utilizou uma minicidade e atividades lúdicas para apresentar às crianças conceitos de segurança viária de maneira prática e adequada à faixa etária.

No CEMEI Regina Aparecida Lima Melchiades, a ação ocorreu na terça-feira (4/8), nos períodos da manhã e da tarde, com a participação de 94 crianças. Na quinta-feira (6/8), foi a vez do CEMEI Antônio de Lourdes Rondon, que reuniu 170 alunos nos dois períodos.

Durante as atividades, as crianças puderam vivenciar situações comuns do trânsito e assumir, de forma lúdica, o papel de condutores. A proposta foi reforçar a importância do respeito à sinalização, da responsabilidade e da adoção de comportamentos seguros.

A Honda contribuiu com desenhos, brincadeiras e orientações adaptadas ao público infantil. A atividade também estimulou as crianças a relacionarem o conteúdo aprendido com situações observadas no cotidiano.
Alguns alunos relataram espontaneamente comportamentos de adultos no trânsito, como o uso inadequado de dispositivos de segurança e o desrespeito ao semáforo. Para a diretora do Departamento de Educação para o Trânsito, Ágata Fernanda de Souza, os relatos demonstram a importância de abordar o tema desde os primeiros anos.

“Essas falas mostram a dimensão e a importância desse trabalho. A criança não apenas aprende, ela observa, questiona, reproduz e também pode transformar os hábitos dentro de casa”, afirmou.

Segundo Ágata, além de conhecer as regras de trânsito, as crianças são estimuladas a levar os conhecimentos para suas famílias, contribuindo para a formação de comportamentos mais seguros no trânsito.

Evento online e gratuito reunirá especialistas do Brasil, de Portugal e de Moçambique para discutir os principais desafios da educação contemporânea

 

SÃO CARLOS/SP - Pensamento crítico na era da inteligência artificial, formação leitora, democracia, diversidade, interculturalidade e inovação pedagógica estarão no centro dos debates do 7º Fórum Internacional Senac de Educadores, promovido pelo Senac São Carlos entre os dias 10 e 13 de agosto. Ao longo de quatro dias, especialistas do Brasil, de Portugal e de Moçambique discutirão como a educação pode responder às transformações sociais, culturais e tecnológicas que impactam escolas, educadores e estudantes.

A programação reúne algumas das principais referências nacionais e internacionais nas áreas de educação, filosofia, comunicação e inovação pedagógica. Entre os temas em debate estão educação midiática, formação cidadã, relações étnico-raciais, leitura e formação humana, saberes indígenas, interculturalidade, inovação pedagógica e os impactos das transformações tecnológicas nos processos de ensino e aprendizagem.

"O evento reúne pesquisadores brasileiros e internacionais para uma reflexão sobre democracia, diversidade e interculturalidade na educação. Serão dias para repensarmos práticas e caminhos diante de temas que atravessam toda a formação de educadores", afirma Fabia Lins, Gerente do Senac São Carlos.

Abaixo a programação:

10/8 - A crise geopolítica e o papel ético da escola na educação de jovens e adultos

Palestrantes: Márcia Tiburi, Francisco Valdean e Nilma Lino Gomes

Mediação: Wilson Krette Júnior, Gerente do Senac Lapa Scipião

11/8 - Soberania curricular na Educação de jovens e adultos: conhecimento local e emancipação

Palestrantes: Gersem Baniwa, Érico Andrade Marques de Oliveira e António Xavier Tomo

Mediação: Carolina Beu da Silva Oliveira, coordenadora da área de Desenho Educacional do Senac São Paulo e facilitadora de temas relacionados à Educação Antirracista

12/8 - A educação do sensível: arte e cultura como práticas emancipatórias

Palestrantes: André Gravatá, Bel Santos Mayer e Maria de Jesus Cabral

Mediação: Glauco Fernando Silva Santos, supervisor Educacional no Senac São Paulo

13/8 - Formar para pensar: geopolítica da informação, cidadania e trabalho na Educação

Palestrantes: Idjarrury Sompré e Alexandre Le Voci Sayad

Mediação: Fernanda Yamamoto, coordenadora de projetos educacionais do Senac São Paulo

Todas as atividades serão gratuitas, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do Senac São Paulo no YouTube, sempre das 15 às 17 horas.

Pesquisa reforça temas debatidos no Fórum

Os debates desta edição também encontram respaldo em evidências produzidas pelo Panorama EPT, pesquisa longitudinal conduzida pelo Núcleo de Pesquisa e Inovação em Educação Profissional (IEP), que acompanha as trajetórias educacionais e profissionais de estudantes da Educação Profissional e Tecnológica.

Dados do Panorama EPT 2025, pesquisa realizada com estudantes do Senac São Carlos, mostram que 80% dos participantes afirmam sentir pertencimento à escola e 84,71% dizem ter orgulho de estudar na instituição. Já 81,76% reconhecem o interesse dos professores pelo aprendizado dos alunos, evidenciando uma relação baseada no cuidado, na proximidade e no compromisso com a educação.

A pesquisa também aponta que a escola desempenha papel fundamental na construção dos projetos de vida dos estudantes. Para 75,29% a escola faz diferença em seu futuro, enquanto 77,65% acreditam que irão conciliar trabalho e estudos, demonstrando o interesse em continuar sua trajetória de formação e inserção no mercado de trabalho.

Serviço

7º Fórum Internacional Senac de Educadores

De 10 a 13 de agosto de 2026, com transmissões ao vivo pelo canal do Senac São Paulo no YouTube, sempre das 15h às 17h.

Confira a programação completa: https://eventos.sp.senac.br/evento/7o-forum-internacional-senac-de-educadores/

SÃO CARLOS/SP - As escolas municipais de São Carlos registraram avanço acima da média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Enquanto o Ministério da Educação (MEC) anunciou que o Ideb nacional atingiu os maiores índices da série histórica, 6,3 nos anos iniciais, 5,3 nos anos finais e 4,5 no ensino médio, as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) da cidade apresentaram resultados ainda mais expressivos.

A média geral do Ideb municipal passou de 6,18, em 2023, para 6,59, em 2025, superando o ritmo de crescimento observado em nível nacional.

Entre as unidades com melhor desempenho, a EMEB Profª Maria Ermantina Carvalho Tarpani e a EMEB Dalila Galli alcançaram índices acima de 7, com crescimento de 0,74 ponto cada. A EMEB Doutor Alcyir Afonso Leopoldino também teve avanço expressivo, de 0,55 ponto. A maioria das escolas manteve trajetória positiva — a exceção foi a EMEB Prof. Ulysses Ferreira Picolo, que registrou queda de 0,24 ponto. 

Segundo a chefe de Seção de Desenvolvimento Pedagógico, Curricular e Avaliação Escolar da Secretaria Municipal de Educação, Keity Lúcia de Godoy, o índice referente aos anos iniciais — correspondente aos alunos do 5º ano avaliados — passou de 6,2, em 2023, para 6,5, em 2025, superando tanto a média histórica do município quanto a meta nacional. “Nós ficamos muito felizes porque tivemos grandes avanços. A média esperada, a meta nacional, era de 6 pontos. O Brasil alcançou 6,3 pontos, enquanto nós alcançamos 6,5, ficando acima dessa média”, afirmou.

De acordo com Keity, o resultado é fruto de um trabalho conjunto entre professores, coordenadores e diretores, dentro da adesão ao Programa Alfabetiza Juntos, do Governo do Estado de São Paulo, vinculado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. “Dentro desse programa, existem várias iniciativas, como a formação de professores e a realização de simulados e avaliações, que nos ajudam a fazer um mapeamento de toda a situação das turmas da rede de ensino, permitindo que possamos realizar intervenções pedagógicas com base nesse diagnóstico”, explicou.

A partir desse mapeamento, a Secretaria identifica as defasagens de aprendizagem em cada turma e direciona ações específicas de recomposição, além de reuniões com coordenadores pedagógicos para definir estratégias de avanço nas habilidades ainda deficitárias. “O que nos resta é parabenizar o trabalho de toda a equipe da nossa rede: professores, coordenadores e diretores que se empenharam. Esse resultado é o reflexo de todo o trabalho e dedicação realizados ao longo do ano de 2025”, destacou.

Em nível nacional, o número de municípios com Ideb abaixo de 4,9 caiu de 1.097, em 2023, para 442, em 2025. Nesse cenário, São Carlos aparece à frente da curva, com diversas escolas já superando a marca de 7 pontos — patamar considerado de excelência pelo indicador. 

Os dados também refletem consistência no fluxo escolar: a taxa se manteve próxima de 1 na quase totalidade das unidades, o que indica baixos índices de evasão.

Segundo o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, os resultados reforçam a importância de manter a Educação como prioridade da gestão municipal. “Esse avanço é reflexo da valorização que temos dado à Educação em São Carlos. É um trabalho que envolve todos os agentes da Secretaria — professores, coordenadores, diretores e equipe técnica — em torno de um mesmo objetivo: garantir que nossos alunos aprendam cada vez mais. Vamos continuar concentrando esforços para que esses índices sigam avançando”, afirmou.

Confira os resultados por escola (números de 2023 e 2025)

EMEB Profª Maria Ermantina Carvalho Tarpani: 6,3 → 7,04 (+0,74)
EMEB Dalila Galli: 6,5 → 7,24 (+0,74)
EMEB Doutor Alcyir Afonso Leopoldino: 6,7 → 7,25 (+0,55)
EMEB Angelina Dagnone de Melo: 6,8 → 7,21 (+0,41)
EMEB Antonio Stella Moruzzi : 6,6 → 7,05 (+0,45)
EMEB Afonso Fioca Vitali (Caic): 5,6 → 6,1 (+0,5)
EMEB Prof. Ulysses Ferreira Picolo: 5,5 → 5,26 (-0,24)

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