MELBOURNE - Com ajuda de células tronco, cientistas desejam ressuscitar espécie extinta na década de 1930. Trata-se do Tilacino, ou Tylacinus Cynocephalus, mais conhecido como Tigre-da-Tasmânia. O animal é um marsupial que habitava a Oceania, mas teve seu território reduzido pelo crescimento da população e depois foi caçado até sua extinção.
Um grupo de cientistas da Australia e Estados Unidos ligados a Universidade de Melbourne, afirma que utilizando células tronco de um marsupial vivo e tecnologia de edição de genes, é possível reviver a espécie.
Obtendo sucesso, a expectativa é que em 10 anos um filhote de tigre-da-tasmânia esteja pronto para reintrodução na natureza. Caso ocorra, será um caso de ‘desextinção’. Mas do que se trata e qual é seu objetivo?
A desextinção e a Universidade de Melbourne
O processo de 'desextinção', ou 'deextinção', é o processo de criação de um organismo, que é um membro ou se aproxima de uma espécie já extinta. É tema polêmico na comunidade cientifica, mas muitos ambientalistas e cientistas acreditam que seja uma forma de manutenção de espécies.
Anualmente registramos milhares de espécies animais extintas e muitas são de nossa responsabilidade. Ambientalistas lutam a séculos para manutenção dessas espécies e a Escola de Biociências da Universidade de Melbourne é um dos atores presentes nesse tema.
É por isso que a Universidade trabalha para fortalecer o Laboratório de Pesquisa em Restauração Genética Integrada de Tilacina, comandado pelo professor Andrew Pask. Com uma doação filantrópica de US$ 5 milhões da Wilson Family Trust, o professor e sua equipe estão desenvolvendo tecnologias para desextinção e manutenção de espécies marsupiais.
“Graças a esse generoso financiamento, estamos em um ponto de virada onde podemos desenvolver as tecnologias para potencialmente trazer de volta uma espécie da extinção e ajudar a proteger outros marsupiais à beira do desaparecimento”, afirmou o professor Pask em comunicado oficial.
Com olhar cético ou não, a ideia da 'dexestinção' é um convite a tomada de ações. Afinal de contas, até quando vamos causar extinções de espécies?
Walter Farias - Revista Seleções
SÃO CARLOS/SP - Uma árvore caiu na região da Avenida Francisco Pereira Lopes, próximo ao antigo restaurante Casa Branca.
Internautas flagram a árvore no meio da avenida e nos enviou a foto pelo nosso WhatsApp. O vento era muito forte na noite de ontem, 19, e nem a árvore aguentou.
Nossa reportagem já falou aqui sobre muitas árvores que estão em estado de queda devido a velhice e outras devido aos cupins, mas não vemos nenhum trabalho sendo realizado pela prefeitura para evitar acidentes como esse. A prevenção sempre será o melhor caminho.
Por sorte não caiu em cima de um carro, pedestre, ciclista e motociclista que passava pela região.
OUTRA ÁRVORE CAIU
Outra árvore caiu na cidade ontem, 19, desta vez foi próximo ao shopping Iguatemi São Carlos.
Precisamente na Alameda das Palmeiras, porém desta vez acertou um veículo, mas ninguém estava dentro do carro.
NEPAL - A população de tigres no Nepal triplicou nos últimos 13 anos, mas a boa notícia para o animal ameaçado de extinção pode colocar em risco uma outra espécie na região: a humana.
O país asiático dos Himalaias confirmou que 355 felinos atualmente vivem dentro de suas fronteiras, em número quase três vezes superior aos 121 tigres que viviam por lá em 2009, mas o crescimento representa também um aumento no número de ataques contra pessoas na região.
Retorno dos tigres
O sucesso da preservação do animal se deve primordialmente à grande adesão do governo à causa, que se desdobrou em políticas rigorosas de combate à caça dos tigres.
A punição por caçar um tigre no Nepal hoje é de 15 anos de prisão e multa de 10 mil dólares: o país também criou, nos últimos cinquenta anos, cinco parques nacionais onde a maioria dos animais vive sob forte segurança de funcionários e até militares pela proteção dos felinos.
A notícia do aumento da população de tigres no país acompanha um anúncio da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de que os números da espécie se encontram estáveis ou aumentando em todo o planeta. Atualmente, estima-se que existam entre 3.726 e 5.578 tigres selvagens, representando um aumento de 40% com relação à mesma estimativa em 2015.
A melhoria, porém, pode ser explicada por um melhor monitoramento, e não por um aumento populacional de fato, de acordo com a IUCN. A população de tigres no início do século 20 era de mais de 100 mil animais em todo o planeta, mas a caça desenfreada e a perda do habitat reduziram esse número em mais de 90%.
Em 2010, durante a Cúpula Global do Tigre, na Rússia, os 13 países que possuem tigres em sua natureza se comprometeram a dobrar o número de animais, mas somente o Nepal conseguiu alcançar a meta.
MANAUS/AM - Os lagos da Amazônia são tão importantes para o meio ambiente que foram classificados como "guerreiros" na luta contra o aquecimento global e as mudanças climáticas.
Já a degradação de boa parte deles, principalmente por causa do desmatamento desenfreado da floresta, pode ter grande impacto no planeta.
Essas são duas das conclusões de um estudo produzido pelo geógrafo brasileiro Leonardo Amora-Nogueira, doutor pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e publicado pela revista científica Nature em julho.
Nos últimos anos, o pesquisador percorreu cerca de 1.200 km de floresta para analisar as condições de 13 lagos nos Estados do Pará, Rondônia e Amazonas.
Descobriu que essas águas, mesmo em áreas de relativamente pequeno porte, são capazes de armazenar e absorver grandes quantidades de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa que causa o aquecimento global.
"Os lagos da Amazônia armazenam muito mais carbono do que a média de lagos de outros biomas, como as florestas temperadas e boreais, e as regiões polares e subpolares", explica o geógrafo, que realizou o estudo com apoio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).
As análises mostraram que esses lagos acumulam cerca de 113,5 gramas de carbono por metro quadrado ao ano — taxa entre 3 e 10 vezes maior do que regiões alagadas de outros biomas.
O volume gira em torno de 79 milhões de toneladas de carbono por ano — equivalente a 27% das emissões de carbono na atmosfera, aponta a pesquisa.
Essas áreas alagadas na Amazônia, que compõem 3% de todos os lagos do planeta, estão próximas a grandes rios da região, como o Madeira, o Amazonas e o Negro.
São as águas deles que carregam a matéria que depois será "enterrada" no fundo dos lagos.
Ou seja, o gás carbônico é produzido pela decomposição do material orgânico da floresta: troncos de árvores, plantas mortas e outros tipos de sedimentos.
"Essa matéria produz muito carbono. Sem os lagos, esse gás iria para a atmosfera, aumentando o efeito estufa", explica Amora-Nogueira, que estuda o tema desde seu trabalho de conclusão de curso na graduação em Geografia.
"Os lagos são fundamentais nesse ciclo de entrada e saída de carbono, pois o material decomposto gera o carbono que, em vez de ir para a atmosfera, fica 'enterrado' no fundo da água", diz.
Tipos de água
Na Amazônia, há três tipos de águas que transportam e guardam matéria orgânica: clara, branca e preta. E a coloração de cada uma depende de sua capacidade de carregar esses sedimentos.
A água clara — dos rios Tapajós e Xingu, por exemplo — tem essa tonalidade porque recebe menos material da floresta. São rios que nascem na região central do Brasil.
CORUMBÁ/MS - A seca continua que massacra o Pantanal desde 2019 vem impondo uma emergência tão extrema sobre os animais da região que jacarés estão tendo de recorrer ao canibalismo para sobreviver.
Um vídeo recente mostrou centenas de animais aglomerados em uma lagoa quase inteiramente de lama na região do Porto Esperança, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
O vídeo foi registrado por Calixto Andreta Júnior, gerente de fazendas da região, e mostra os animais em posição de alerta, somente com a cabeça para fora da água: segundo especialistas escutados por reportagem do G1, a postura é uma forma de se protegerem de possíveis ataques canibais.
A falta de alimento e a seca pode levar os jacarés a começarem a matar e comer os animais mais fracos e desnutridos do grupo.
O vídeo, registrado em local a cerca de 420 km da capital, Campo Grande, foi enviado para o Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (GRETAP-MS), grupo técnico que coordena resgates e atendimentos aos animais silvestres da região.
Os especialistas vêm realizando operação de alimentação e ajuda aos animais em parceria com Polícia Militar Ambiental (PMA-MS), e devem ir ao local.
Os jacarés são adaptados para sobreviver às sazonalidades do Pantanal, com momentos de cheia e seca ao longo do ano: a seca continua que vem ocorrendo na região desde 2019 por conta das mudanças climáticas, porém, ameaça severamente a vida dos animais. Segundo a PMA-MS, se os jacarés não conseguirem chegar a um rio, serão resgatados e transportados por uma força tarefa especial.
VITOR PAIVA / Hypeness
ANTÁRTICA - O serviço de monitoramento europeu Copernicus informou nesta terça-feira (9) que a camada de gelo sob as águas da Antártica foi reduzida. O mês de julho teve um dos piores níveis detectados em 44 anos de registros via satélite.
O gelo polar antártico mediu 15,3 milhões de quilômetros quadrados em julho, ou seja, 1,1 milhões de quilômetros quadrados a menos que a média do mesmo mês durante o período de 1991 até 2020, uma diminuição de 7%.
Os cientistas utilizam desde 1979 medições de satélite para estudar com precisão a evolução das calotas polares no Ártico e na Antártica.
A camada de gelo flutua na superfície do mar, não incluindo a cobertura da parte terrestre do polo na Antártica.
Os cientistas detectaram uma diminuição contínua da camada de gelo marinho desde fevereiro de 2022, mesmo sendo inverno durante o mês de julho no hemisfério sul.
Normalmente, a camada de gelo diminui durante o verão e é reconstituída no inverno em ambos os polos.
No polo Ártico, durante o verão boreal, a diminuição do gelo marinho no mesmo período foi de 4%.
O serviço Copernicus destacou que julho foi anormalmente seco na América do Norte, América do Sul, Ásia Central e Austrália, enquanto as chuvas foram mais fortes no leste da Rússia, no norte da China e no cinturão tropical da África Oriental até a Ásia.
“Espera-se que ocorram períodos mais frequentes e longos de temperaturas extremamente altas, à medida que as temperaturas globais aumentam”, disse em nota Freja Vamborg, uma das responsáveis pelo serviço.
Jade / Go Outside
SÃO PAULO/SP - Suas mudas de vegetais precisam de água suficiente para germinar. Regue as mudas até que a água comece a escorrer do vaso.
Dica: Tente manter uma rotina para que o solo nunca seque. O solo deve ser mantido sempre úmido, mas não encharcado.
Vegetais orgânicos
Quando você quiser escolher os vegetais que vai plantar em sua horta orgânica, o melhor é escolher vegetais que sejam menos propensos a doenças e ataques de pragas. A escolha de hortaliças menos propensas a doenças e ataques de pragas facilitará o plantio e seu crescimento. Você pode ir a uma loja de plantas e pedir sementes de hortaliças orgânicas e menos propensas a doenças. É melhor escolher sementes que são mais fáceis de plantar e requerem pouca manutenção.
Seus vegetais requerem uma quantidade adequada de luz solar direta. Então, quando você quiser iniciar uma horta, considere um local que receba pelo menos 4-8 horas de luz solar direta. É melhor no início da manhã ou no final da tarde.
Nos buracos que você fez, plante as mudas. Você pode decidir plantar seus vegetais separadamente ou no mesmo vaso. Se você for plantar no mesmo vaso, certifique-se de que os buracos estejam espaçados, pensando em quando a planta começar a crescer, pois precisará de mais espaço.
Dica: Se você vai plantar hortelã, não plante no mesmo vaso. Você deve plantar a hortelã separadamente de outras mudas de vegetais porque senão ela vai morrer.
Quando você terminar com o vaso, então é hora de preparar as mudas. Antes de começar a plantar as mudas, faça uma cova no substrato para plantar as mudas de hortaliças.
Depois de colocar as pedras no fundo do vaso, certifique-se de colocar também substrato orgânico em todo o vaso, até quase a borda.
A próxima coisa a fazer é preparar o vaso. A melhor maneira de preparar o vaso é colocar pedras no fundo. Isso garante uma melhor drenagem da água para a planta, evitando que as raízes fiquem cheias de água e apodreçam.
Antes de iniciar sua horta, a primeira pergunta que você precisa fazer a si mesmo ou a um profissional é quais são os materiais necessários. Fazer essa pergunta fará com que você tenha uma ideia do tipo de horta orgânica que deseja e também evitará que você se apresse em decisões que o farão acabar com erros.
Para saber como fazer horta orgânica, você precisará de mudas de hortaliças orgânicas, terra de compostagem, água, pedras de drenagem e vasos. Para um iniciante, é melhor escolher uma planta vegetal fácil de cultivar, como alecrim, hortelã, salsa, cebolinha, manjericão ou orégano.
Rita Moraes / Homify
BELO HORIZONTE/MG - Os jacarés da Lagoa da Pampulha são atrações do cartão postal de Belo Horizonte. Conhecidos como “gordos e tranquilos” desde que uma matéria do Estado de Minas viralizou nas redes sociais, esses animais seguem chamando atenção de quem tem a chance de observá-los.
Todos os jacarés que vivem ali são da espécie papo amarelo, considerada de pequeno porte, mas esses animais podem chegar a mais de dois metros de comprimento. Apesar da boca comprida, eles não são predadores de mamíferos grandes.
A alimentação consiste em peixes, aves e moluscos – entre eles, o caramujo africano, espécie invasora que se multiplica rapidamente e transmite doenças ao ser humano. Assim, os jacarés ajudam no controle da população desse invasor e consequentemente no equilíbrio ecológico da região.
Os animais só começaram a ser monitorados oficialmente em 2017, segundo Leonardo Maciel, gerente de Defesa dos Animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Atualmente, existem cerca de 20 adultos e 11 filhotes. Os dados são estimativas, pois o monitoramento é feito visualmente, sem que localizadores sejam colocados diretamente nos animais – esse procedimento só pode ser feito pelo Ibama.
Natureza
A poluição não tem sido um impeditivo para a reprodução da espécie, mas os jacarés preferem pontos em que recebem água nova, dos afluentes limpos, afirmou Maciel. E buscam áreas com mais vegetação para colocar seus ninhos, como perto do Parque Ecológico.
“A natureza procura sempre se adaptar, encontrar algum jeito de se perpetuar ali. A Lagoa não é considerada um reservatório único, são vários pontos com diferentes níveis de poluição. Nos locais com melhor qualidade da água, várias espécies sobrevivem. Os jacarés costumam procurar essas regiões”, afirmou Leonardo.
Não há consenso sobre como os jacarés do papo amarelo foram parar lá. Entre as hipóteses está a de que algum morador colocou a espécie no local e que ela foi se reproduzindo; ou ainda, que eles teriam vindo do zoológico de Belo Horizonte após uma enchente. Outra hipótese é que eles já existiam no local antes da Lagoa ser criada.
A reprodução dos jacarés é considerada baixa, pelas características biológicas do animal e pelo fato de que, enquanto filhotes, eles são uma presa fácil para diversos predadores. Entre eles, a garça branca, que pode ser vista regularmente na Lagoa da Pampulha.
Os bichos têm expectativa de vida igual a de um ser humano, em torno de 80 anos, quando criados na natureza – em cativeiro, podem viver ainda mais.
Equilíbrio ecológico
Mesmo em um ambiente “altamente antropizado”, nas palavras de Maciel, os jacarés vivem em um equilíbrio ecológico com as demais espécies. Desde que o monitoramento começou, não foram registrados casos de superpopulação desses animais, nem ameaças às demais espécies da Lagoa.
A presença dos jacarés na Pampulha não representa ameaça aos seres humanos. O jacaré do papo amarelo é considerado uma espécie “naturalmente tímida”, afirmou Maciel. Os acidentes só ocorrem quando as pessoas tentam tocar, brincar ou segurar o animal. Nenhum acidente desse tipo foi registrado na Lagoa da Pampulha até hoje.
Além disso, não há qualquer dado sobre transmissão de zoonoses pelos jacarés.
* Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata
Leonardo Godim / EM.com.br
BELO HORIZONTE/MG - As mudanças climáticas impulsionadas pelas ações humanas proporcionaram um aumento na intensidade das chuvas que atingiram o Nordeste do Brasil no fim de maio e no início de junho, principalmente no estado de Pernambuco.
Segundo pesquisadores, sem o aquecimento global, os eventos ocorridos seriam um quinto menos intensos.
As informações são de estudo do World Weather Attribution, divulgado na terça (5). A pesquisa foi realizada por cientistas do Brasil, Reino Unido, Holanda, França e Estados Unidos.
As análises foram realizadas a partir de modelos climáticos que simulam o evento meteorológico em um cenário sem a emissão de gases do efeito estufa e no cenário atual, com aquecimento do planeta em cerca de 1,2°C.
A climatologista Friederike Otto, da Universidade Imperial College de Londres, no Reino Unido, explica que o objetivo desse tipo de estudo é analisar a relação de eventos meteorológicos intensos com as mudanças climáticas. Segundo ela, isso é importante para entender as possibilidades de eventos similares acontecerem e como eles seriam sem as mudanças do clima.
O pesquisador Lincoln Alves, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirma que o trabalho incluiu a caracterização do evento, para entender o quão raro foram as chuvas em comparação com o histórico.
Foram selecionadas 75 estações pluviométricas na região que possuíam dados ao menos desde a década de 1970 para realizar o estudo. As análises foram feitas a partir da quantidade de chuva que caiu na região em recortes de um período de sete dias e de um período de 15 dias.
Tais eventos meteorológicos raros são mais prováveis de acontecer atualmente que em um cenário sem aquecimento global. No entanto, a partir do estudo não é possível mensurar o quanto as mudanças climáticas fazem com que esses eventos aconteçam no futuro.
Entre os dias 27 e 28 de maio, o estado de Pernambuco recebeu em 24 horas mais de 70% da chuva esperada para todo o mês. Somente em Pernambuco, ao menos 129 pessoas morreram em decorrência das chuvas. Outros estados como Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe também foram afetados.
Desde o último fim de semana, temporais voltaram a preocupar alguns estados do Nordeste. Oito pessoas morreram e dezenas de cidades entraram em situação de emergência em Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Outro elemento apontado pelos pesquisadores que agravou as consequências das chuvas na região metropolitana do Recife foram os problemas de vulnerabilidade da população. O aumento da urbanização não planejada em áreas de risco de inundação e encostas íngremes ampliaram a exposição das pessoas aos riscos causados pela chuva.
Segundo Edvânia Pereira dos Santos, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), a cidade do Recife e a região metropolitana são muito vulneráveis, devido a fatores como a alta densidade demográfica e o fato de a cidade ter sido construída ao redor de rios.
De acordo com Alexandre Köberle, pesquisador do Grantham Institute na Universidade Imperial College de Londres, os sistemas de alerta realizados por órgãos municipais, estaduais e federais auxiliam na redução dos danos nesse tipo de tragédia. Segundo ele, esses sistemas podem ser melhorados para que ações antecipadas mais eficazes sejam realizadas.
Santos, que fez parte do estudo, explica que a APAC atua em parceria com a Defesa Civil para emitir tais alertas e orientar a população.
De acordo com ela, a agência vem trabalhando para melhorar a comunicação com a população sobre a importância dos alertas meteorológicos e sobre medidas a serem tomadas. Segundo ela, muitas pessoas não veem importância nos avisos ou não sabem como proceder para evitar consequências mais graves.
Santos diz que desde março a agência monitorava a possibilidade da ocorrência de fortes chuvas neste ano, devido a fenômenos como a La Niña e o aquecimento do Atlântico. Com esses prognósticos a Defesa Civil atua para tomar as medidas possíveis e necessárias.
ISAC GODINHO / FOLHA
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