EUA - Uma vulnerabilidade no Google Chrome colocou em risco os dados de mais de 2,5 bilhões de usuários do navegador em todo o mundo. De acordo com a empresa de segurança cibernética Imperva, o erro permitia roubar informações confidenciais, credenciais de provedor na nuvem e até criptomoedas.
Em relatório divulgado na última quarta-feira (11), a companhia explicou que a falha surgiu devido à forma como o browser da gigante das buscas interagia com links simbólicos ao processar diretórios e arquivos. Esses links ajudam na criação de atalhos, redirecionamento de caminhos e na organização de arquivos.
No entanto, o software não verificava corretamente se os links simbólicos apontavam para um local inacessível, facilitando o roubo de arquivos confidenciais. Em um eventual cenário de ataque, cibercriminosos poderiam induzir um usuário de carteira criptográfica, por exemplo, a acessar um site falso e baixar um arquivo com link simbólico para uma pasta no dispositivo.
Ao executar o arquivo que se passava pelas chaves de recuperação do serviço, a vítima acabaria abrindo as portas para os invasores, liberando o acesso ao arquivo original com as suas credenciais verdadeiras. A empresa não informou se essa falha no Google Chrome chegou a ser explorada.
Edge e outros também foram afetados
Identificada tecnicamente como CVE-2022-3656, a vulnerabilidade no Chrome também afetava os demais navegadores baseados no Chromium. Ou seja, usuários do Microsoft Edge, Mozilla Firefox e Opera, entre outros programas, corriam o mesmo risco de ter dados confidenciais acessados por invasores.
Apelidado de SymStealer pelos pesquisadores, o bug foi notificado ao Google logo após a sua descoberta, no ano passado, que o classificou como de gravidade média. A boa notícia é que o problema teve uma rápida correção, por meio de atualizações no Chrome 107 e no Chrome 108, lançadas em outubro e novembro, respectivamente.
Para evitar quaisquer riscos, a recomendação é atualizar o Google Chrome imediatamente, caso esteja utilizando versões antigas. “É importante sempre manter seu software atualizado para se proteger contra as vulnerabilidades mais recentes e garantir que suas informações pessoais e financeiras permaneçam seguras”, alertou a empresa de cibersegurança.
por André Luiz Dias Gonçalves / TECMUNDO
INDONÉSIA - A Indonésia anunciou nesta quinta-feira (15) a abertura de uma investigação sobre as supostas práticas comerciais desleais do Google com relação às condições de pagamento que impõe aos desenvolvedores no Google Play, sua plataforma de download de aplicativos.
As autoridades indonésias suspeitam que o Google “abusa de sua posição dominante” para impor condições de venda a seu favor e “práticas discriminatórias na distribuição de aplicativos digitais na Indonésia”.
O Google Play é o principal serviço de download de apps móveis neste país de 270 milhões de habitantes.
Os desenvolvedores que oferecem seus aplicativos na plataforma precisam pagar comissões de 15% a 30% sobre suas vendas, muito acima dos 5% cobrados por outros sistemas, segundo uma investigação da autoridade local competente.
No entanto, “os desenvolvedores não podem se negar a cumprir essa obrigação, já que o Google pode impor sanções e eliminar seus aplicativos do Google Play, impedindo-os de realizar atualizações”, explicou.
O gigante americano da internet já é investigado em outros países e foi inclusive objeto de condenações.
A justiça europeia infringiu um duro revés ao Google esta semana ao confirmar uma multa recorde de mais de 4 bilhões de euros determinada em 2018 por Bruxelas por abuso de sua posição dominante com o sistema móvel Android.
BRUXELAS - A Amazon e o Google, da Alphabet, criticaram as mudanças na computação em nuvem realizadas pela Microsoft na terça-feira, dizendo que as alterações limitam a concorrência e desencorajam os clientes a mudar para rivais.
A Microsoft anunciou na segunda-feira alterações nos acordos de licenciamento e outras mudanças que entrarão em vigor em 1º de outubro, que, segundo a empresa, facilitarão a concorrência dos provedores de serviços em nuvem.
Amazon, Google, Alibaba e os serviços em nuvem detidos pela própria Microsoft serão excluídos dos acordos.
A decisão ocorreu depois que concorrentes menores da União Europeia reclamaram sobre as práticas de serviços em nuvem da Microsoft aos reguladores antitruste do bloco.
A Amazon, provedora líder de serviços em nuvem, seguida pela Microsoft e pelo Google, foi contundente em suas críticas.
"A Microsoft agora está elevando as mesmas práticas prejudiciais, implementando ainda mais restrições em uma tentativa injusta de limitar a concorrência que enfrenta - em vez de ouvir seus clientes e restaurar o justo licenciamento de software na nuvem para todos", disse um porta-voz da AWS, unidade da Amazon de serviço em nuvem, em um e-mail.
Marcus Jadotte, vice-presidente do Google para assuntos governamentais e de política do Google Cloud, foi igualmente crítico.
"A promessa da nuvem é uma computação flexível e elástica sem bloqueios contratuais", disse ele em um tuíte.
"Os clientes devem poder mover-se livremente entre plataformas e escolher a tecnologia que funciona melhor para eles, em vez do que funciona melhor para a Microsoft", disse Jadotte.
Por Foo Yun Chee / REUTERS
EUA - O Google Play lançou ontem (26) a seção Segurança de Dados, em que as pessoas terão mais conhecimento sobre as informações coletadas pelos aplicativos, bem como a sua finalidade. O novo departamento já está disponível na loja virtual e visa oferecer mais transparência à coleta, ao compartilhamento e à segurança dos dados. Os desenvolvedores terão até 20 de julho para preencher as informações referentes aos seus programas.
Veja abaixo as informações que os desenvolvedores poderão mostrar na seção Segurança de Dados:
Vale ressaltar que a nova seção Segurança de Dados se soma a outros recursos de segurança já existentes no Google Play. Um exemplo: quando um aplicativo pede para ter acesso à sua localização, dados da câmera ou do microfone, é possível decidir se quer ou não conceder essa permissão.
EUA - O horário de trabalho híbrido do Google não vai durar porque os executivos querem mandar os funcionários de volta ao escritório em tempo integral, segundo o ex-chefe de recursos humanos da gigante de tecnologia.
A partir de segunda-feira (4), o Google está ordenando que a maioria dos funcionários volte ao escritório três dias por semana. Alguns “Googlers” serão obrigados a trabalhar pessoalmente por mais de três dias por semana, enquanto outros poderão trabalhar remotamente para sempre.
O Google diz que a política “equilibra o melhor de estar junto pessoalmente e estar em qualquer lugar”, mas o ex-chefe de RH da empresa, Laszlo Bock, não acha que vai durar.
Bock disse à jornais americanos que os “Googlers” que entram no escritório com menos frequência estarão em desvantagem para promoções, aumentos salariais e atribuições desejáveis. Ele acrescentou que os executivos do Google e de outras grandes empresas estão ansiosos para colocar os funcionários em suas mesas.
“Nós vamos trazer todos de volta para o escritório eventualmente’”, de acordo com um executivo disse à Bock recentemente. “Eu só não quero comprar essa briga agora.”
Bock previu que o trabalho híbrido no Google duraria de três a cinco anos antes que os funcionários voltassem ao escritório em tempo integral.
Em um sinal de que o Google está dobrando o trabalho de escritório, a empresa anunciou no ano passado que está comprando um enorme campus de US $ 2,1 bilhões no bairro de Hudson Square, em Manhattan. Foi a maior venda de prédios em Nova York desde 2018, quando o Google comprou o Chelsea Market por US$ 2,8 bilhões.
O plano de retorno ao escritório do Google é menos rigoroso que o da Apple, que exige que todos os funcionários retornem três dias por semana com poucas isenções. A política fez com que alguns funcionários da Apple ameaçassem sair.
Enquanto isso, a Meta está permitindo que os funcionários se inscrevam para trabalhar remotamente para sempre, enquanto a Amazon está deixando as decisões para equipes individuais.
EUA - O app de vídeos curtos TikTok, da chinesa ByteDance, assumiu a liderança dentre os sites mais visitados de 2021, de acordo com a empresa de segurança e performance na internet Cloudflare. Com isso, o Google, predominante entre os mais vistos nos últimos anos perdeu sua posição que, desde o surgimento do ranking sempre foi de liderança. No ano de 2020, o TikTok ficou em sétimo lugar e o único chinês entre os dez primeiros. Ainda de acordo com a Cloudflare, os picos de acessos foram durante o Dia de Ação de Graças, comemorado em 25 de novembro nos Estados Unidos.
Em setembro deste ano, o TikTok anunciou a marca de 1 bilhão de usuários ativos por mês ao redor do mundo. O número consolidou o app como o mais baixado de 2020 superando, inclusive, o Facebook. O TikTok já vale mais de US$ 250 bilhões e tem o mercado brasileiro como estratégico. No ano passado, vendeu US$ 30,1 bilhões em seu país de origem por meio de live-commerce.
Luiz Gustavo Pacete / FORBES
FRANÇA - A Autoridade da Concorrência - responsável pelo combate a práticas anticoncorrenciais -, ao ser questionada pelos editores de imprensa e pela Agence France-Presse (AFP), observou que o Google não negociou "de boa fé" a remuneração devida a editores e agências de imprensa por direitos conexos de autor.
"A Autoridade da Concorrência nos indicou que o título de pagamento foi emitido e que a multa foi paga pela empresa Google", disse nesta quarta-feira o secretário de Estado francês para Assuntos Digitais, Cédric O, em resposta a um senador durante uma sessão de perguntas ao governo.
O órgão havia ordenado ao Google que apresentasse "uma oferta de remuneração pelo uso corrente de seus conteúdos protegidos" aos veículos de imprensa, sob pena de ter que pagar, em um prazo de dois meses, multas de até 900 mil euros por dia.
Esse período já passou, portanto, “a bola está na quadra dos editores”, afirmou o secretário de Estado. “Cabe a eles decidir se querem continuar a negociar ou pedir à Autoridade de Concorrência que emita a multa”, acrescentou, especificando que a entidade também pode agir sem ser acionada.
O Google entrou com um recurso contra a multa em setembro, alegando que seu valor era "desproporcional".
Em 17 de novembro, o Google e a AFP chegaram a um acordo para a remuneração, por cinco anos, dos conteúdos da agência de notícias exibidos pela gigante da tecnologia, por um valor que não foi divulgado.
EUA - Centenas de funcionários assinaram um manifesto contra a política do Google de vacina obrigatória contra a Covid-19. O texto já acumula 600 assinaturas, de acordo com a CNBC.
O protesto pede que a gigante de tecnologia respeite “crenças e decisões pessoais” e altere sua política interna para que seja “inclusiva” a todos os empregados.
O Google determinou em julho deste ano a exigência de que todos os seus 150 mil colaboradores, inclusive quem trabalha remotamente, fosse vacinado. Desde setembro, 80% dos empregados do Google voltaram a trabalhar presencialmente.
A Agência Federal para a Aplicação das Leis Contra a Discriminação no Local de Trabalho diz que empregadores podem exigir provas de vacinação de seus funcionários, com exceções médicas ou objeções religiosas.
A medida imposta pelo Google visa a volta de 100% dos profissionais ao trabalho presencial. Uma lei em vigor nos Estados Unidos obriga empresas com mais de 100 funcionários a apresentar os registros de vacinação de seus trabalhadores até 4 de janeiro de 2022.
EUA - O Google anunciou na quarta-feira (27) o lançamento de um recurso que permite que menores de 18 anos ou os seus responsáveis solicitem a remoção de suas fotos dos resultados das buscas.
Para isso, é necessário preencher um formulário no site do Google, informando as URLs das imagens que devem ser removidas, URLs de qualquer resultado de busca com as imagens e também as palavras-chaves que levem aos registros fotográficos.
O pedido será avaliado pelo Google, que poderá entrar em contato para exigir informações adicionais. A partir da aprovação do pedido, o usuário será notificado e as fotografias não irão mais aparecer na guia “Imagens” do buscador e em miniaturas que possam ser exibidas em outros ambientes.
Por: TECHBREAK
EUA - O Google apresentou, na quarta-feira (8), seus últimos produtos e inovações para facilitar a colaboração à distância entre os funcionários das empresas, prevendo que o trabalho remoto e o presencial serão combinados mesmo depois que a pandemia acabar.
O gigante da internet compete com a Microsoft, Zoom, Facebook e outros com serviços online que as pessoas usam para trabalhar à distância.
Os gigantes tecnológicos recorreram às suas próprias ferramentas quando, no início da pandemia de covid-19, tiveram que abandonar suas instalações físicas, o que alimentou uma clara tendência ao trabalho remoto.
"Vimos uma transformação radical e grande parte dessa transformação chegou para ficar", opinou o diretor de gestão de produtos da Google, Dave Citron, durante uma sessão informativa sobre as novas ofertas.
"Mas acho que é muito cedo para dizer que a semana de trabalho de 40 horas em um cubículo está definitivamente morta em todos os setores e regiões", acrescentou.
As próprias grandes empresas tecnológicas adiaram o retorno de seus trabalhadores aos escritórios e esperam que a nova norma seja de rotinas "híbridas", que misturem o trabalho presencial e à distância.
O Google anunciou a criação de um manual de trabalho híbrido para saber como aproveitar as ferramentas, além de um software para que os funcionários possam realizar reuniões eficientes sem importar de onde estão trabalhando.
"Estamos muito contentes em oferecer isso aos nossos clientes, para fornecer as melhores práticas enquanto trabalham no replanejamento de seus escritórios", comentou Citron.
O Google também anunciou melhorias em seu serviço Workspace, que integra os aplicativos do gigante tecnológico para reuniões, e-mail, calendários, documentos, chat e outros.
O Workspace adicionou um espaço online dedicado a trabalhar em projetos e apresentou as telas interativas Series One, projetadas especificamente para conferências.
*Por: AFP
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