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SÃO PAULO/SP - O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como “inflação do aluguel”, começou 2026 com alta de 0,41%. O resultado volta ao campo positivo depois de ter apresentado queda de 0,01% em dezembro.

No entanto, no acumulado de 12 meses, o indicador recua 0,91%, marcando o terceiro mês seguido de retração nas janelas de um ano. Em janeiro de 2025, quando o IGP-M subiu 0,27%, o acumulado chegava a 6,75%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

O IGP-M é chamado de inflação do aluguel porque o resultado acumulado costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.

 

Componentes

Os pesquisadores levam em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.

Em janeiro, o IPA subiu 0,34%, puxado principalmente pelas altas do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%).

Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador. Em janeiro, o IPC subiu 0,51%. As maiores pressões de alta no bolso das famílias vieram do curso de ensino fundamental (3,83%), curso de ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%).

O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou 0,63% no mês. Dentro do INCC, o item materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%; e a mão de obra, 1,03%.

Aluguel vai cair?

Apesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo. Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.

Para chegar ao IGP-M do mês, a FGV faz coleta de preços em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento foi de 21 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Companhia participa de mutirão nacional para retificação de nome civil e destaca o desenvolvimento de lideranças trans

 

SÃO PAULO/SP - No marco do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, hoje, a Arcos Dorados, responsável pela operação do McDonald’s em 21 países da América Latina e Caribe, reforça seu compromisso com a inclusão e o impacto social ao endereçar um dos maiores desafios enfrentados por essa população no Brasil: o acesso ao trabalho digno e o reconhecimento da identidade.

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, das quase 39 mil pessoas trans monitoradas, apenas uma em cada quatro possuía um emprego formal em 2023. Enquanto as estatísticas confirmam os obstáculos no mercado de trabalho para esse grupo, a Arcos Dorados atua para mudar essa lógica. A companhia investe no ciclo completo de inclusão, que começa na geração de oportunidades, respeito e no acolhimento, e se estende a benefícios alinhados a possíveis demandas e promoção de cargos, inclusive de gestão, assegurando que nenhum marcador social seja um obstáculo para o crescimento profissional.

Um dos pilares centrais dessa atuação é o respeito à identidade. Internamente, a companhia garante o uso do nome social em todos os seus sistemas e rotinas, independentemente da retificação prévia dos documentos civis, permitindo que pessoas trans sejam reconhecidas e respeitadas. Esse compromisso se reflete também em iniciativas de bem-estar e nas diferentes expressões de identidade de gênero, como a adoção de uniformes não binários e programas de saúde, que incluem acesso a apoio psicológico, contribuindo para um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso.

Agora, a empresa expande seu compromisso com a comunidade ao participar do mutirão de retificação de nome civil "Meu nome de verdade", promovido pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. A iniciativa visa oferecer apoio na organização da documentação necessária, como certidões e comprovantes, facilitando o trâmite jurídico. A participação da Arcos Dorados visa desburocratizar o acesso a um direito fundamental, permitindo que a identidade civil desses cidadãos esteja em conformidade com sua realidade.

Além disso, para a Arcos Dorados, a visibilidade deve vir acompanhada de oportunidades reais de crescimento. A empresa mantém uma estrutura que viabiliza que profissionais trans alcancem posições de liderança e supervisão, desafiando o cenário comum de estagnação profissional deste grupo. Atualmente, 1,5% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas trans na companhia.

"Nossa missão é ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho, mas, acima de tudo, um ambiente onde as pessoas possam ser reconhecidas e respeitadas desde o primeiro dia. Aqui, o desenvolvimento profissional é pautado pelo talento e pela dedicação. Ao apoiar ações como o mutirão de retificação, reafirmamos que o respeito à identidade é o alicerce para qualquer trajetória de sucesso", afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Gente, Diversidade e Inclusão da Divisão Brasil da Arcos Dorados. A companhia conta com mais de 900 colaboradores que se identificam como trans e quase um terço deles utiliza nome social em todas as comunicações na empresa.

É o caso da Sirena Bessa, 20 anos, que está construindo no Méqui uma trajetória marcada por acolhimento, crescimento e representatividade. Há 11 meses na empresa, ela entrou como Atendente e recentemente foi promovida ao cargo de Embaixadora da Experiência do Cliente, destacando-se pelo desenvolvimento profissional e pela identificação com os valores de respeito e diversidade no ambiente de trabalho. Sirena utiliza seu nome social e relata uma vivência de apoio tanto da equipe quanto da gestão. Para ela, estar no mercado de trabalho é uma conquista pessoal e coletiva, que reafirma a possibilidade de uma vida digna e com oportunidades, especialmente para pessoas trans, historicamente excluídas desses espaços. “Entrar no mercado de trabalho foi uma vitória muito grande para mim. Saber que tenho um espaço, que sou respeitada pelo que sou, me faz acreditar que pessoas trans podem sim ter uma vida comum e romper os obstáculos que a sociedade ainda tenta nos impor”.

Com esse olhar estratégico e consistente, a companhia sustenta uma trajetória que avança ano após ano e reafirma seu compromisso em construir ambientes mais diversos, inclusivos e capazes de refletir a sociedade brasileira em toda a sua pluralidade.

EUA - A American Airlines registrou lucro líquido GAAP de US$ 99 milhões no quarto trimestre, equivalente a US$ 0,15 por ação, bem abaixo da projeção de analistas consultados pela FactSet, que esperavam lucro de US$ 0,37 por ação, segundo balanço divulgado na terça-feira, 27. No acumulado de 2025, o lucro líquido por esse critério contábil somou US$ 111 milhões, ou US$ 0,17 por ação diluída.

A receita no quarto trimestre alcançou US$ 14,0 bilhões, em linha com as projeções, marcando um recorde para o período. No ano cheio, a companhia reportou receita recorde de US$ 54,6 bilhões. A empresa destacou, porém, que o shutdown do governo dos Estados Unidos teve impacto negativo de aproximadamente US$ 325 milhões na receita do quarto trimestre.

Excluindo itens especiais, o lucro líquido ajustado foi de US$ 106 milhões no quarto trimestre, ou US$ 0,16 por ação, e de US$ 237 milhões em 2025, equivalente a US$ 0,36 por ação. Entre os destaques financeiros, a American Airlines informou que reduziu sua dívida total em US$ 2,1 bilhões ao longo de 2025, avançando no processo de desalavancagem do balanço.

Para 2026, a companhia projeta lucro por ação ajustado entre US$ 1,70 e US$ 2,70 no ano. Além disso, espera gerar fluxo de caixa livre superior a US$ 2 bilhões em 2026, apoiado por disciplina de custos e melhora operacional.

Às 9h18 (de Brasília), as ações da American Airlines avançavam 3,57% no pré-mercado de Nova York, após queda na véspera diante do impacto da nevasca americana na malha aérea.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - A conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia ficado em 0,25%.

Com o resultado do primeiro mês de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, limite máximo da meta de inflação do governo. Em dezembro, o acumulado era 4,41%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois apresentaram recuo na média de preços na passagem de dezembro para janeiro: 

  • Habitação: -0,26% 
  • Transportes: -0,13% 
  • Educação: 0,05% 
  • Vestuário: 0,28% 
  • Despesas pessoais: 0,28% 
  • Alimentação e bebidas: 0,31% 
  • Artigos de residência: 0,43% 
  • Comunicação: 0,73%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,81% 

Dentro do grupo habitação, a conta de luz recuou 2,91%, sendo o preço que mais puxou a média da inflação do mês para baixo – impacto de -1,2 ponto percentual (p.p.).  

A explicação está na mudança da bandeira tarifária, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde.  

Em dezembro estava em vigor a bandeira amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. Já em janeiro, a verde não tem custo adicional para os consumidores.  

Avião e ônibus 

No grupo transportes, a queda foi influenciada principalmente pela passagem aérea, que ficou 8,92% mais barata, em média.

Também exerceram impactos os ônibus urbanos (-2,79%). Em Belo Horizonte, por exemplo, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados derrubou a passagem em 18,26%.  

Já os combustíveis subiram 1,25% e contribuíram para a inflação, com as altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.  

No caso da gasolina, o impacto representou 0,05 p.p., o maior de todo o IPCA-15. 

Para o próximo mês, no entanto, a expectativa é de recuo, uma vez que a Petrobras, maior produtora de gasolina no país, anunciou recuo de 5,2% no preço do combustível vendido às distribuidoras, a partir desta terça-feira. 

Alimentos 

O preço dos alimentos e bebidas subiu 0,31% em janeiro, representando aceleração em relação ao 0,13% de dezembro.  

A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda, subindo 0,21%. As maiores influências foram: 

  • tomate (16,28%); 
  • batata-inglesa (12,74%); 
  • frutas (1,65%); 
  • carnes (1,32%).  

Na outra ponta, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) impediram inflação maior. 

Prévia x mês fechado

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.   

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.  

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, do Rio de Janeiro, de Salvador e São Paulo). Já o IPCA, pesquisa em 16 localidades (acrescenta Aracaju, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Vitória). O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, recebeu em seu gabinete, no Paço Municipal, representantes da rede Covabra Supermercados, que anunciaram a instalação de uma unidade na Avenida São Carlos, no prédio que abrigava a antiga fábrica Toalhas São Carlos, espaço degradado desde o encerramento das atividades industriais.

Participaram da reunião o assessor João Muller, o secretário adjunto de Habitação, André Fiorentino, o investidor Fernando Pereira Lopes e Ronaldo dos Santos, sócio da Covabra.
Fundada há mais de três décadas, a rede possui 24 lojas em 13 cidades da região de Campinas e emprega cerca de 5 mil colaboradores. A unidade de São Carlos será a 26ª da empresa.

Segundo Ronaldo dos Santos, o projeto vai além da abertura de um supermercado. “A ideia é que toda a área seja revitalizada ao longo do tempo. São Carlos não merece ter um espaço degradado no coração da cidade. O Covabra chega para dar início a essa transformação”, afirmou. Ele destacou ainda o impacto na geração de empregos: “Só na nossa loja serão cerca de 300 empregos diretos. Com as operações complementares, como cafés, lanchonetes e serviços, esse número pode chegar a 400 vagas”.

O assessor João Muller explicou que a Prefeitura já trabalha em medidas para viabilizar o empreendimento. “Eles vieram pedir agilidade e a intenção é inaugurar ainda este ano. Para isso, estamos tratando da abertura da rua Alexandrina, que vai melhorar a mobilidade urbana naquela região, além da aprovação dos projetos”, disse. Muller também confirmou a segunda unidade: “Será na região do Jockey Clube, perto da Tecumseh do Brasil. A Covabra vê grande potencial em São Carlos e já decidiu investir em duas lojas”.

O prefeito Netto Donato ressaltou a importância do investimento para a cidade. “Estamos falando de 300 empregos diretos, fora os indiretos, e da recuperação de um espaço que há anos estava abandonado. É uma boa notícia para São Carlos, que mostra seu potencial e atrai empresas que acreditam na cidade”, afirmou.

BRASÍLIA/DF - A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela quinta semana consecutiva. Considerando só as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,25%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 50ª semana seguida. Considerando só as 99 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.

A mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00%. Há um mês, estava em 9,75%. Para 2029, a mediana seguiu em 9,50%, pela 13ª semana consecutiva.

Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

Na ata, o colegiado afirmou que "a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta".

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - Os rumores sobre uma possível falência do Nubank ganharam espaço nas redes sociais nos últimos dias, impulsionados pela liquidação extrajudicial do Will Bank determinada pelo Banco Central. Diante da repercussão, o Nubank se manifestou oficialmente para negar qualquer instabilidade financeira e reforçar que segue operando normalmente no Brasil. Em comunicado publicado em seu site, a instituição classificou os boatos como falsos e afirmou que conteúdos do tipo são recorrentes e sensacionalistas.

“A gente vira e mexe se depara com posts mentirosos, fake news ou chamadas apelativas que questionam: ‘o Nubank vai falir?’, ‘o Nubank está falindo?’, ‘o Nubank vai sair do Brasil?’ ou ‘Banco Nubank faliu?’. A resposta para todas essas perguntas é não”, declarou o banco digital.

As especulações aumentaram após o Banco Central decretar, na quarta-feira (21/1), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controladora do Will Bank e ligada ao Banco Master. A fintech atendia cerca de 12 milhões de clientes e atuava nos segmentos de cartão de crédito, empréstimos e investimentos. No último ano, movimentou aproximadamente R$ 7,5 bilhões e mantinha cerca de 1,1 mil funcionários.

Antes mesmo da decisão oficial, a Mastercard já havia suspendido os cartões do Will Bank. Com a liquidação, todos os cartões foram cancelados, impossibilitando seu uso. Os recursos dos clientes, no entanto, contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras vigentes.

Estimativas indicam que o impacto da liquidação pode chegar a R$ 6,5 bilhões para o FGC, considerando os depósitos a prazo registrados pela fintech em setembro de 2025. Ainda assim, o valor final dependerá do cálculo individual de cada cliente. Especialistas orientam que os correntistas acompanhem apenas comunicados oficiais e mantenham o pagamento de suas obrigações em dia.

Com a retirada da empresa do mercado, as operações são interrompidas e os investimentos ficam congelados. Um liquidante é nomeado para avaliar ativos, dívidas e créditos da instituição. Apesar disso, contratos seguem válidos. Como explica o especialista André Franco: “A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC.”

 

 

por Notícias ao Minuto Brasil

SÃO PAULO/SP - São Paulo registrou queda de 4,17% no preço da cesta básica de alimentos no segundo semestre de 2025, saindo de R$ 865,9 em julho para R$ 845,95 em dezembro – valor R$ 19,95 menor ao fim do ano. O balanço das 27 capitais foi divulgado nesta terça-feira, 20 de janeiro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado coloca São Paulo como a terceira cidade com maior redução no custo da cesta básica em todo o Sudeste no período.
 

O levantamento integra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Firmada oficialmente em 20 de agosto do ano passado, a parceria entre os órgãos passou a acompanhar os preços em todas as 27 capitais brasileiras.
 

ITENS ESSENCIAIS – Em São Paulo, a redução foi puxada principalmente pela queda expressiva nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata (-21,26%) e pelo arroz (-16,97%). Também tiveram diminuição relevante os preços do óleo (-13,75%) e da farinha (-11,57%).
 

Esses resultados contribuíram diretamente para aliviar o orçamento das famílias paulistanas, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, para as quais a alimentação representa parcela significativa da renda mensal.
 

 POLÍTICA AGRÍCOLA E ABASTECIMENTO – De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda generalizada no preço da cesta básica em todas as capitais reflete os efeitos positivos da política agrícola do Governo do Brasil. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
 

Segundo Pretto, os Planos Safra — tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar — vêm registrando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.

 


Redução do preço no período chegou a -9,08%, em Boa Vista (RR), por exemplo

 

CAPITAIS – Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve redução de 9,08% no valor da cesta básica de alimentos, no acumulado dos últimos seis meses do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho, para R$ 652,14 em dezembro – valor R$ 60,69 menor no fim no ano. Logo atrás ficou Manaus (AM), com diminuição de 8,12% no preço, saindo de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos no último mês do ano. Fechando o ranking, Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar, com queda de 7,90%, com cestas que custavam R$ 738,09 em julho e chegaram a R$ 677 em dezembro – R$ 61,09 mais baratas. Na ponta contrária da tabela, estão Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente, no agrupado do período.
 

REGIÕES – Boa Vista lidera o cenário no Norte, assim como Fortaleza no Nordeste do país. Já no Centro-Oeste, Brasília é a recordista em declínio de preço da cesta, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis, que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Por fim, Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos no compilado das pesquisas da última metade do ano passado.
 

PARCERIA – A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

DAVOS - O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira, 21, durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que a economia dos Estados Unidos está em expansão e que os investimentos no país estão disparando, enquanto a inflação, segundo ele, foi derrotada. A fala foi direcionada, nas palavras do próprio Trump, a “alguns amigos e alguns inimigos”.

“Vocês verão um crescimento que nenhum país jamais viu. A estimativa de crescimento do quarto trimestre de 2025 dos EUA é de 5,4%”, disse Trump, ao afirmar que as pessoas “estão felizes” com seu governo e que a inflação subjacente ficou em 1,5% no quarto trimestre de 2025.

Trump declarou ainda acreditar que suas políticas podem impulsionar “ainda mais” o crescimento econômico e afirmou que pretende elevar os padrões de vida no país.

Europa

No discurso, o presidente dos EUA disse também que “ama” a Europa e que quer ver os europeus “se dando bem”, mas avaliou que o continente não está no caminho certo.

A declaração ocorre em meio a incertezas nas relações entre Washington e Bruxelas, após Trump ameaçar impor tarifas progressivas contra oito países europeus, em meio às investidas americanas para a aquisição da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca.

Segundo Trump, há locais da Europa que “já não são reconhecíveis”.

 

 

 por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O Brasil vendeu ao exterior, em 2025, 40,04 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café, uma queda de 20,8% em relação a 2024. No entanto, a receita da exportação do produto no ano passado bateu recorde: US$ 15,586 bilhões, um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19), são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A receita das vendas ao exterior registrada em 2025 é a maior desde 1990, quando a Cecafé iniciou o levantamento. As exportações brasileiras tiveram como destino 121 países.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde é resultado do aumento do valor do produto em 2025 e de investimentos do setor em qualidade.

“Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil e, consequentemente, o seu valor. Não à toa, somos a única origem do mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, disse.

Tarifaço

De acordo com Ferreira, a diminuição no número de sacas exportadas já era aguardada em 2025 em razão do clima e dos embarques recordes registrados um ano antes, o que reduziu os estoques. “Exportamos um volume histórico em 2024, reduzindo o montante de café armazenado no país, e a safra do ano passado foi impactada pelo clima, combinação que culminou na limitação da disponibilidade do produto”, explicou.

Também influenciaram o resultado, segundo ele, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.

“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, entre o começo de agosto e o fim de novembro – vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado –, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, destacou.

Principais destinos

Com a aquisição de 5,4 milhões de sacas, a Alemanha assumiu a liderança entre os maiores importadores dos cafés do Brasil no ano passado, apesar de o volume implicar queda de 28,8% das vendas ao país, na comparação com 2024. Esse montante representou 13,5% de todos os embarques brasileiros do produto em 2025.

Os Estados Unidos, usualmente líderes dessa classificação, desceram à segunda posição no ano passado, como reflexo do declínio observado no período de vigência do tarifaço. Os estadunidenses importaram 5,3 milhões de sacas em 2025 – 13,4% do total, com queda de 33,9% frente aos 12 meses de 2024.

Tipos de café

Nos 12 meses do ano passado, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com 32,3 milhões de sacas vendidas ao exterior. Esse volume equivale a 80,7% do total.

A espécie canéfora (conilon e robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,9 milhões de sacas (10% do total), seguida pelo setor de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e pelo segmento de café torrado e torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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