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BRASÍLIA/DF - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou regra do programa que paga bônus a servidores para permitir que pedidos recentes de concessão e revisão de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários e assistenciais possam ser analisados de forma prioritárias pelos servidores.

Medida provisória publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (19) diminui de 45 para 30 dias o prazo de espera para que benefícios possam ser incluídos na fila prioritária de análises. O objetivo é que a fila de requerimentos, hoje em 2,192 milhões, diminua para cumprir meta de zerar pedidos até as eleições.

O número de solicitações tem sido o principal problema da gestão na área de Previdência. Em fevereiro, chegou a ultrapassar 3 milhões. Do total, 30% são referentes ao BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Segundo o Ministério da Previdência Social, a MP altera a lei nº 15.201, de 2025, para ampliar o que pode ser feito no chamado PGB (Programa de Gerenciamento de Benefícios), permitindo que a iniciativa também contemple a análise de processos de reconhecimento inicial de direitos relacionados à concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.

A alteração principal está no fato de que, antes, apenas os processos com prazo acima de 45 dias tinham prioridade na fila de análises dos servidores que fazem hora extra dentro do PGB. Agora, os que estão há mais de 30 dias esperando também devem ser atendidos.

Com a mudança para 30 dias, um volume maior de requerimentos passa a se enquadrar nos critérios do programa, permitindo que mais processos sejam analisados de forma antecipada, o que pode diminuir a espera dos segurados. Processos e serviços administrativos com prazo judicial expirado também entram na nova regra.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO DO BÔNUS?

Os servidores do INSS podem receber até R$ 17,1 mil para destravar a fila de pedidos de aposentadoria, pensão e outros benefícios, além de realizar revisão do BPC e outros benefícios. Segundo a lei, é possível receber R$ 68 extra por cada tarefa, chegando aos R$ 17 mil.

Para receber os valores, o funcionário público deve primeiro cumprir a meta de trabalho mensal, fazendo 30% a mais de trabalho, e só depois pode participar do programa, com a possibilidade de ganhar valores a mais. Quem não cumpre a primeira etapa, majorada pelo INSS, não recebe.

QUAIS OS OBJETIVOS DO PGB?

- Realiza avaliações sociais dos pedidos de BPC na fase de reconhecimento inicial de direito, a fim de reduzir o tempo médio de espera do agendamento desses serviços
- Reduzir o estoque de benefícios represados há mais de 30 dias nos casos de benefícios previdenciários, assistenciais e indenizatórios na fase inicial de pedido
- Reduzir o estoque de recursos e revisões e manutenção de benefícios que estão na espera há mais de 30 dias
- Realizar o encaminhamento de reabilitação profissional
- Dar cumprimento a decisões judiciais previdenciárias cujo prazo já tenha expirado há mais de 30 dias

COMO FAZER O PEDIDO DE APOSENTADORIA NO INSS?

A solicitação de aposentadoria ou outro benefício pode ser feita pela Central Telefônica 135 ou pelo aplicativo ou site Meu INSS. É preciso escolher o tipo de benefício na aba "Serviços". Durante o requerimento, não é necessário indicar a regra de aposentadoria desejada, pois a análise é realizada pelo INSS com base nas informações do Cnis e outros dados disponíveis. "Essa etapa é de fato automática", diz o órgão.

O sistema apresentará a etapa "Relações Previdenciárias", com os vínculos constantes no Cnis. Nessa tela, devem ser conferidos os períodos trabalhados ou contribuídos, sendo possível incluir vínculos ausentes ou editar informações, se necessário.

É também nessa etapa que devem ser informados eventuais períodos de atividade rural, tempo especial ou tempo de serviço público. O envio de documentos não é obrigatório no momento do requerimento e basta pular essa etapa, mas se for necessário, o INSS pode emitir exigência, que é o pedido para apresentação dos documentos necessários à análise.

 

 

FOLHAPRESS

SÃO PAULO/SP - O prazo para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedirem a devolução de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários termina nesta sexta-feira (19) no caso de quem pretende buscar atendimento nos Correios.

Para quem vai fazer a contestação dos valores no aplicativo ou site Meu INSS a data final é sábado (20). O governo federal já pagou, por meio do acordo administrativo, R$ 3,2 bilhões a mais de 4,7 milhões de segurados que contestaram os descontos.

Os Correios afirmam que atenderam, desde 30 de maio, mais de 8 milhões de segurados em cerca de 5.000 unidades no país. O horário de funcionamento varia conforme a unidade. Nas capitais, em geral, é das 8h às 18h.

A Previdência Social não informou se há possibilidade de adiar o prazo. Esse adiamento já ocorreu em outras ocasiões, a última delas em março deste ano. Segundo o INSS, dia 20 é a data-limite para fazer a contestação do desconto e tentar o ressarcimento. Há ainda outras etapas até que seja feito o depósito.

No Meu INSS, o pedido poderá ser feito até o fim do sábado. No caso da contestação por meio da Central Telefônia 135, haverá limitação de atendimento nesta sexta-feira (19), por conta do jogo do Brasil contra o Haiti, às 21h30. Neste caso, o atendimento humano será feito até 20h30. Depois desse horário, os segurados conseguem ser atendidos apenas por meio dos serviços automáticos.

O ressarcimento vale para descontos feitos entre março de 2020 e março de 2025. Para ter direito à devolução, o segurado deve verificar se houve cobrança de mensalidade associativa no benefício e informar ao INSS se autorizou ou não o desconto.

COMO PEDIR O VALOR DE VOLTA NOS CORREIOS?

Aposentados e pensionistas devem procurar agências dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos. É preciso levar um documento de identificação oficial com foto. O beneficiário não precisa levar extrato do INSS ou número do benefício.

COMO FAZER O PEDIDO DE RESSARCIMENTO NO MEU INSS?

Entre no site ou aplicativo Meu INSS Informe seu CPF e a senha cadastrada Siga para "Do que você precisa?" Digite: "Consultar descontos de entidades associativas" Na página seguinte, clique em "Consultar descontos - Meus benefícios" Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados Informe email e telefone para contato Declare se os dados são verdadeiros Confirme as informações no botão "Enviar Declarações"

COMO FUNCIONA A DEVOLUÇÃO?

O primeiro passo é registrar a contestação do desconto. Depois disso, a entidade responsável pela cobrança tem até 15 dias úteis para responder. Caso não haja resposta ou se a documentação apresentada for considerada irregular -como assinaturas que o segurado não reconhece ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos- o sistema libera automaticamente a opção para o beneficiário aderir ao acordo de ressarcimento.

Após a adesão, o pagamento é feito diretamente na conta em que o benefício é depositado, em até três dias úteis. Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", em 20 de maio, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz reforçou que a prorrogação do prazo em março e disse que o governo federal pretende pagar a todos até junho. Ele não informou se haverá nova prorrogação, mas por ser ano eleitoral, poderá haver limitações.

"Até 20 de junho, a gente está devolvendo a todo mundo que tiver direito e que nos procurar." Os descontos devem ser contestados por meio do Meu INSS, pela Central Telefônica 135 ou nos Correios.

O pedido de "busca ativa", segundo Wolney, foi feito pelo próprio presidente Lula (PT). "O presidente Lula, quando me escalou para ocupar o cargo no auge da maior crise do INSS e da Previdência Social, fez uma recomendação clara: cuidar dos aposentados, não deixar ninguém no prejuízo, não deixar ninguém para trás."

O QUE ACONTECE SE O SEGURADO NÃO ADERIR AO ACORDO?

O INSS informou que a adesão ao acordo é uma opção de segurado. Se ele não quiser aderir, é um direito. Neste caso, segundo especialistas, será preciso buscar o Judiciário para conseguir o valor de outra forma. O aposentado ou pensionistas precisará provar que teve descontos indevidos em seu benefício e não autorizou a entidade associativa a realizá-los. O pagamento, nestes casos, costuma demorar.

POR QUE O INSS ESTÁ PAGANDO VALORES A APOSENTADOS E PENSIONISTAS?

O pagamento dos valores descontados de segurados está sendo feito após o instituto fechar acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) por conta da investigação envolvendo descontos ilegais em aposentadorias em pensões por sindicatos e associações.

O acordo judicial foi fechado em julho de 2025. Os descontos teriam sido realizados por meio de atos fraudulentos e destinados a entidades associativas. O ressarcimento deverá ser feito diretamente na conta em que o segurado recebe a aposentadoria ou pensão.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - O setor de comércio recuou 1,5% na passagem de março para abril, impactado principalmente pela queda nas vendas de combustíveis. O resultado interrompe sequência de três meses de alta e representa o pior resultado desde junho de 2022 (-2,8%).

Na comparação com abril de 2025, o comércio subiu 1%. A média móvel trimestral, que indica a tendência de comportamento, teve variação nula. No acumulado de 12 meses, o setor de comércio apresenta expansão de 1,5%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada na terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados anunciados deixam o setor 1,5% abaixo do maior patamar já alcançado, que pertence a março de 2026.

Influências

Dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, seis apresentaram recuo nas vendas de março para abril, com destaque negativo para comércio de lubrificantes.

Abril foi o segundo mês influenciado pelo conflito no Oriente Médio, que forçou o aumento do preço de combustíveis em todo o mundo.

Confira o desempenho das atividades:

  1. Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
  2. Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
  3. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
  4. Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
  5. Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
  6. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%
  7. Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  8. Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,1%

O setor de hiper e supermercados é o que apresenta maior peso em toda a pesquisa, ao representar 56,6% do comércio no país.

Vendas no atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador caiu 0,7% de março para abril e marca alta de 1,8% no acumulado de 12 meses.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto mostrou que a indústria cresceu 0,7%, sendo o quarto mês seguido de alta na comparação entre meses imediatamente subsequentes e o setor de serviços cresceu 1,2% na passagem de março para abril. O resultado representou a primeira alta em um intervalo de seis meses.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) depositou nesta terça-feira (16) R$ 481,88 milhões na conta dos 645 municípios paulistas. Esse é o segundo repasse referente ao mês de junho, do ICMS arrecadado no período de 8 a 12 de junho, já com o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A Sefaz-SP já havia repassado R$ 1,01 bilhão aos municípios em 9/6, relativos ao ICMS apurado de 1° a 5/6. Com o depósito desta terça-feira (16), o valor acumulado em junho sobe para R$ 1,49 bilhão.

Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Governo Estadual realizou 22 repasses às cidades paulistas totalizando R$ 19,7 bilhões do ICMS.

Mês referência Nº de Repasses Valor Depositado
Janeiro 5 R$ 3,90 bilhões
Fevereiro 4 R$ 3,83 bilhões
Março 4 R$ 3,82 bilhões
Abril 5 R$ 4,20 bilhões
Maio 4 R$ 4,01 bilhões

Repasses de ICMS

Os repasses semanais são feitos sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63, de 11/01/1990. As consultas dos valores podem ser feitas no site da Fazenda, no link Acesso à Informação > Transferências de Recursos > Transferências Constitucionais a Municípios

Agenda Tributária

Os valores semanais transferidos aos municípios paulistas variam em função dos prazos de pagamento do imposto fixados no regulamento do ICMS. Dependendo do mês, pode haver até cinco datas de repasses. As variações destes depósitos oscilam conforme o calendário mensal, os prazos de recolhimento e o volume dos recursos arrecadados.

A agenda de pagamentos está concentrada em até cinco períodos diferentes no mês, além de outros recolhimentos diários, como por exemplo, os relativos à liberação das operações com importações.

Índice de Participação dos Municípios

Os repasses aos municípios são liberados de acordo com os respectivos Índices de Participação dos Municípios, conforme determina a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Em seu artigo 158, inciso IV está estabelecido que 25% do produto da arrecadação de ICMS pertence aos municípios, e 25% do montante transferido pela União ao Estado, referente ao Fundo de Exportação (artigo 159, inciso II e § 3º).

Os índices de participação dos municípios são apurados anualmente (artigo 3°, da LC 63/1990), para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 3.201, de 23/12/81, com alterações introduzidas pela Lei Estadual nº 8.510, de 29/12/93. 

INGLATERRA - Um homem aposentado de Tupton, em Derbyshire, na Inglaterra, comprou por engano dois bilhetes para a lotaria… e o erro lhe valeu cerca de R$ 4 milhões.

A lotaria se chama "Postcode Lottery's Millionaire Street" que, como o nome indica, não escolhe vencedores de acordo com uma chave vencedora, mas sim tendo em conta o código postal de quem comprou bilhete para o sorteio. Todos os domingos o prêmio (distribuído por vários endereços) é de um milhão de libras (cerca de R$ 8 milhões).

Em um sábado, ao ver um anúncio da loteria na televisão, Allan acabou comprando bilhetes 'sem querer', mas achou que não iria vencer por que os organizados deviam ter "esquecido" da região onde ele morava. 

Horas mais tarde provou-se o quão errado estava! No domingo, o código postal de Allan Taylor foi selecionado - valendo um cheque quase milionário ao idoso e à mulher.

"Foi o melhor erro que alguma vez cometi", afirmou o aposentador ao descobrir que tinha vencido dois prêmios de 333.333 libras (que, juntos, totalizam quase R$ 4 milhões). "Nunca esperamos ganhar. Estou completamente sem palavras, para ser honesto", confessou, citado pela revista People.

Os cheques chegam poucas semanas depois de Allan e a mulher, Bev, terem se aposentado, estando a planejar o próximo capítulo das suas vidas. O casal adiantou que o prêmio inesperado vai permitir cumprir um dos sonhos de Bev: uma viagem à Austrália.

"Sempre quis ir", contou a mulher, afirmando que o marido tinha uma condição para fazer a viagem. "Ele não ia a não ser que voássemos em classe executiva".

"É um voo muito longo", defendeu-se Allan. "Pelo menos em classe executiva posso me deitar e dormir", explicou.

O prêmio veio também em um momento em que o casal celebra 24 anos de casamento.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO PAULO/SP - O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 8,37 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, frente a importações de US$ 2,48 bilhões. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do estado de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a capacidade do setor de manter e ampliar sua participação nos mercados internacionais mesmo em um ambiente menos favorável para os preços agrícolas.

“Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes.”

Apesar da redução de 3,2% no valor exportado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, afirma.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 2,3 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida, com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$ 1,8 bilhão, com a carne bovina respondendo por 83,5%. O complexo soja teve participação de 14,3% do total exportado, registrando US$ 1,05 bilhão, 84,3% referentes à soja em grão e 10,7% de farelo de soja.

Produtos florestais representaram 13,0% do valor exportado, com US$ 1,4 bilhão, com 65,1% de celulose e 28,8% de papel. Os sucos responderam por 7,5% de participação, somando US$ 813,2 milhões, dos quais 96,3% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,1% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$ 689,2 milhões, 67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).

Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados por uma demanda internacional aquecida por celulose.

Principais destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,8% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,2%.

Participação no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,4% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

Cenário futuro

O diretor da entidade acredita que o comércio exterior segue cercado de incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e cenário geopolítico, mas que ainda assim, há expectativa de fortalecimento das exportações de açúcar ao longo do segundo semestre: “A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, completa.

APTA

Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.

SÃO PAULO/SP - A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).

O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.

A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.

Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:
 

Março 4,59%
Abril 1,86%
Maio -1,46%

O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.

Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.

Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.

O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.

Subvenção

O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.

A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.

subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.

Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.

Diesel

A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.

Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.

Frete ainda pesa

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).

Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)

“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.

Guerra e preço

Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Em reunião da Coalizão Empresarial, Jorge Lima apresentou indicadores econômicos da região e destacou a necessidade de preparar o território para receber novos investimentos

 

SÃO CARLOS/SP - A ampliação de áreas destinadas à atividade industrial foi um dos principais temas discutidos durante a reunião da Coalizão Empresarial, realizada nesta quinta-feira (11), em São Carlos, com a participação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima. O encontro reuniu empresários e lideranças regionais para debater estratégias de desenvolvimento econômico e oportunidades para fortalecer a competitividade da região.

O secretário apresentou um panorama da economia mundial, nacional e estadual, além de indicadores econômicos positivos da região central paulista. Segundo informações apresentadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico durante a reunião, a região registrou crescimento de 30% no Produto Interno Bruto (PIB), aumento de 25% na abertura de empresas e expansão de 7% no estoque de empregos nos últimos anos.

Ao abordar os desafios para a continuidade desse crescimento, Jorge Lima destacou a importância de preparar os municípios para receber novos empreendimentos e permitir a expansão das empresas já instaladas. Entre os pontos discutidos esteve a necessidade de ampliar a oferta de áreas destinadas à indústria, por meio de iniciativas do poder público que viabilizem espaços com infraestrutura adequada e custos competitivos para a instalação de novas empresas. 

Para o vice-diretor do Ciesp São Carlos, Emerson Chu, região possui grande potencial econômico e reúne características que favorecem a atração de investimentos, mas precisa de uma atenção especial para essa questão. “O principal desafio hoje é a disponibilidade de áreas para a indústria. Precisamos de espaços que permitam não só a expansão das empresas que já estão aqui, mas também a atração de novos investimentos. E isso exige um esforço grande do poder público, porque áreas planejadas e com custo competitivo são decisivas para que uma empresa escolha São Carlos ou outro município da região para investir”, destacou Chu.

Jorge Lima também ressaltou as vocações econômicas da região, especialmente nos setores industrial, agropecuário, tecnológico e turístico. Outro tema abordado foi a criação de ambientes favoráveis ao desenvolvimento de cadeias produtivas locais, estimulando a conexão entre grandes empresas e pequenas e médias fornecedoras instaladas em municípios próximos.

Além das apresentações, os empresários levaram ao secretário questões relacionadas à retenção de talentos formados pelas universidades da região, ao fortalecimento da inovação e à criação de mecanismos que aproximem a pesquisa acadêmica das demandas do mercado. Também foram debatidas formas de estimular novos arranjos produtivos e ampliar a integração entre diferentes setores da economia.

Ao final do encontro, Lima destacou a qualidade das questões abordadas. “O encontro contou com a presença de importantes empresários e teve discussões riquíssimas. Agradeço ao Emerson Chu, do Ciesp São Carlos, pela organização e pela excepcional reunião”, ressaltou.

A reunião evidenciou o interesse do setor produtivo em participar da construção de estratégias para o desenvolvimento regional, especialmente em temas ligados à atração de investimentos, inovação, geração de empregos e fortalecimento da competitividade.

BRASÍLIA/DF - A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25.

A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis.

Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare.

Soja e milho

“Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia.

O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra.

Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras.

A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

“Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab.

A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão

De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada.

“No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou.

Arroz e feijão

Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior.

“A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab.

Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”.

Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos.

Trigo

Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista.

As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Magazine Luiza e a Amazon anunciaram uma parceria para que os produtos da varejista brasileira sejam vendidos no site da empresa americana a desde segunda-feira (8).

O acordo envolve mais de 12 mil produtos, incluindo itens de terceiros comercializados pela Magalu e produtos de suas marcas, como KaBuM!, Netshoes e Época Cosméticos. A logística das entregas ficará sob responsabilidade da Magalu, por meio da operadora logística Magalog.

Segundo a empresa brasileira, o objetivo é ampliar os canais de venda e a comercialização de bens duráveis. "A parceria com a Amazon contribui para aumentar nossa audiência digital, alcançar um número maior de clientes e alavancar nossas vendas de forma rentável e imediata", afirma o CEO da empresa, Frederico Trajano, em nota.

Questionadas sobre a divisão financeira das vendas, as empresas afirmaram que não divulgarão detalhes.

Maurício Morgado, coordenador do Centro de Estudos em Varejo e Consumo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que o mercado de varejo online no Brasil é dominado por grandes empresas, como Amazon, Magalu, Mercado Livre e Shopee. Para ele, muitos consumidores se fidelizam a uma dessas grandes plataformas, e parcerias como a da Magalu com a Amazon têm o potencial de movimentar essa clientela.

"Como são duas empresas com grande audiência, tanto clientes fidelizados da Magalu poderão começar a comprar produtos da Amazon, quanto clientes da empresa norte-americana poderão adquirir produtos da empresa brasileira", diz o especialista.

Morgado também afirma que há uma forte tendência de parcerias entre grandes empresas, especialmente em períodos específicos do ano. Neste ano, por exemplo, a Panini, editora de álbuns de figurinhas, e a Coca-Cola se uniram para a comercialização de cromos que só podem ser adquiridos com a compra de uma Coca-Cola, durante a Copa do Mundo.

Desde o ano passado, a Casas Bahia vende produtos no Mercado Livre.

O especialista afirma, no entanto, que a parceria entre Amazon e Magalu pode prejudicar os pequenos varejistas. "O varejo brasileiro já é dominado por essas grandes empresas. Como Amazon e Magalu conseguem operar com cada vez mais eficiência, a tendência é que essa concentração dificulte ainda mais a entrada de pequenas empresas no setor", diz Morgado.

 

 

por Folhapress

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