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SÃO PAULO/SP - Apesar de uma pequena recuperação recente, a indústria de transformação brasileira segue entre as que menos crescem no mundo e está bem abaixo da posição que ocupava em 2024, quando figurava na metade de cima do ranking global.

Há apenas dois anos, no segundo trimestre de 2024, o Brasil ocupava o 28º lugar na lista dos países com maior avanço na produção industrial. Após forte aumento na taxa básica de juros (Selic), despencou para a 62ª posição no segundo trimestre deste ano.

A conclusão é de uma análise feita pelo Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) a partir de dados da Unido, a organização da ONU (Organização das Nações Unidas) para o desenvolvimento industrial.

Os números apontam que, enquanto a indústria de transformação mundial avançou 7,6% entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período de 2024, a brasileira cresceu somente 0,84% na mesma comparação.

O economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, afirma que a escalada da Selic, que penaliza a indústria tanto do lado do investimento como da demanda dos consumidores, está diretamente relacionada ao tombo brasileiro no ranking durante o período.

Em setembro de 2024, os juros básicos, então em 10,50% ao ano, começaram a subir e atingiram 15% em junho de 2025, patamar onde se mantiveram até o início deste ano. Hoje a taxa, em um ciclo de queda desde março último, está em 13,75% ao ano.

"A taxa de juros é um condicionante poderoso da produção industrial. A indústria é muito sensível a ela porque produz bens duráveis, onde a demanda depende do patamar da Selic, e depende também de crédito para investir", diz Cagnin.

No final de 2025, o Brasil chegou a atingir o 75º lugar no ranking, mas subiu algumas posições nos últimos trimestres. Para o economista do Iedi, a base de comparação fraca do ano passado, aliada à queda recente dos juros, ajudaram nesse movimento.

Ele afirma que, após amargar três trimestres consecutivos de queda anual, a indústria avançou 0,5% entre abril e junho sobre igual período de 2025. Apesar disso, ressalva, a manufatura mundial cresceu 3,7% nessa comparação, ritmo sete vezes maior, o que mostra um descompasso prejudicial ao Brasil em relação ao resto do mundo.

"Na margem melhorou um pouco, mas ainda próximo de zero, e muito longe do que estávamos em 2024", afirma.

Entre os ramos da indústria mais afetados, ele diz que o destaque são os bens de capital (máquinas e equipamentos), onde juros elevados são especialmente prejudiciais. Esse segmento acumula queda de 5,3% da produção no ano até agosto, depois de fechar 2025 com recuo de 1,7%. Em 2024, havia crescido 9%.

"Essa é a parcela da indústria que está travada, porque existe o custo de oportunidade: para investir em bens de capital, as empresas precisam ter um retorno de no mínimo os juros básicos, porque senão vale mais a pena aplicar em títulos públicos."

Outro destaque negativo são os bens de consumo duráveis, que também dependem de financiamento e que tiveram crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano até agosto -em 2024, a alta havia sido de 10,7%.

Já os segmentos ligados à renda corrente, como alimentos, bebidas, vestuário e calçados, são menos afetados porque dependem menos de crédito para serem consumidos, apesar de ainda demandarem algum grau de financiamento no Brasil, segundo Cagnin.

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, a indústria brasileira enfrenta uma série de desafios. "O problema estrutural da indústria é o custo elevado em praticamente todos os itens que compõem sua produção", diz.

Ele cita o custo Brasil (dificuldades estruturais, burocráticas, tributárias e  econômicas que tornam o ato de produzir e fazer negócios no Brasil mais caro), além do custo trabalhista elevado e do custo de energia, historicamente alto. "Sem falar nos juros."

Para Vale, o fato de a  economia brasileira ser uma das mais fechadas do planeta manteve o país afastado das cadeias globais de produção, o que fica mais visível na comparação setorial entre países.

"Nosso foco de competitividade é nos setores que têm exposição aos mercados externos, como as commodities. A  indústria relacionada a esses setores foi ganhadora. Mas aqui há um novo problema no horizonte, que é a forte presença da China em nossa pauta importadora industrial", aponta.

RESILIÊNCIA DA INDÚSTRIA MUNDIAL

Há outro lado que explica a forte queda do Brasil no ranking, e ele está relacionado com a resiliência mostrada pela indústria internacional, a despeito de guerras, que levaram a rupturas em cadeias globais de fornecimento, e inflação persistente.

O motor, segundo dados da Unido citados pelo Iedi, são os setores de alta intensidade tecnológica, ligados à digitalização e à transição energética. Eles cresceram 2% no mundo no trimestre, com destaque para outros equipamentos de transporte (+3,8%) e computadores e eletrônicos (+3,4%).

Enquanto isso, os setores de menor intensidade tecnológica avançaram 0,4%. "Existe um processo de dinamismo industrial, e o que está por trás é principalmente a indústria de alta intensidade tecnológica, liderada por computação, transporte, digitalização e eletrificação", diz Cagnin. "A Unido aponta que, desde a pandemia, essas atividades cresceram praticamente o dobro do que cresceu a indústria como um todo."

O Brasil, entretanto, não vem conseguindo aproveitar esse movimento, aponta o economista do Iedi, já que esses segmentos não possuem a força que poderiam ter no mercado doméstico.

"São os ramos mais dinâmicos da indústria global nesse momento da história, mas são sub-representados na estrutura da produtividade brasileira", diz. "Isso faz com que o Brasil perca o vento de popa que impulsiona o mundo."

Para Cagnin, o cenário para os próximos meses segue restritivo. Os juros caem lentamente, mas o endividamento de famílias e empresas e a incerteza eleitoral pesam sobre os setores que dependem de confiança para decidir investimentos, como os de bens duráveis.

O mercado interno, com emprego e renda razoáveis, evita uma queda maior, mas não basta para iniciar um ciclo de expansão. "A indústria reage, mas o suficiente apenas para estancar a queda", afirma.

Em 2027, ele espera mais desaceleração. O resultado dependerá da estratégia econômica do próximo governo e do ritmo de redução dos juros.
"A queda de juros demora para bater na atividade", lembra. "O cenário para os próximos meses e a primeira metade do ano que vem ainda é muito restritivo, de freio de mão puxado."

Vale, da MB Associados, afirma que a solução passa por buscar acordos com outros países e reduzir os custos de produção. "O caminho é por mais acordos comerciais com países mais ricos, como estamos fazendo com a União Europeia", defende.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,32%, menos da metade do mês anterior (0,7%), conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (23).

O resultado faz com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumule 4,62% em 12 meses. Esse patamar fica acima da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano. Em setembro, o acumulado de 12 meses era 4,47%. Em outubro de 2025, o índice marcou 0,18%.

Veja o comportamento dos grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE em outubro:

- Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 ponto percentual - p.p.)

- Despesas pessoais: 0,55% (0,06 p.p.)

- Vestuário: 0,53% (0,02 p.p.)

- Comunicação: 0,43% (0,02 p.p.)

- Artigos de residência: 0,28% (0,01 p.p.)

- Saúde e cuidados pessoais: 0,15% (0,02 p.p.)

- Educação: 0,09% (0,01 p.p.)

- Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

- Habitação: -0,10% (-0,02 p.p.)

No grupo alimentação e bebidas, o IBGE destaca que a alimentação no domicílio subiu 1,01%. Em setembro, variou 0,38%.

As maiores altas do grupo foram:

tomate: 24,54%

cebola: 13,63%

batata-inglesa: 10,96%

arroz: 5,80%

O tomate, aliás, foi o preço individual que mais pressionou o IPCA-15.

Pelo lado dos recuos, os principais subitens foram cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).

No grupo transporte, a alta foi pressionada pelos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro. Subiram os preços do óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e da gasolina (0,92%). O gás veicular recuou 0,18%.

As passagens aéreas ficaram, em média, 9,24% mais em conta, sendo o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo (impacto de -0,08 p.p.).

Único grupo a apresentar retração, a habitação (-0,10%) teve como principal contribuição negativa o custo da energia elétrica residencial, que variou -0,89%.

A explicação está na bandeira tarifária, que passou de amarela (com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/apos-cinco-meses-conta-de-luz-voltara-bandeira-verde-em-outubro))

Em setembro, a conta de luz (+7,42%) tinha sido o principal motor de alta do IPCA-15. A explicação foi a devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês de agosto. Sem o desconto, o preço voltou ao patamar normal em setembro. 

Na avaliação do economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos do Financiamento das Empresas Brasileiras (Cefeb) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), não houve alívio disseminado dos preços, e a maior pressão veio dos alimentos.

“A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação. Em resumo: ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”, avalia.

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) surpreendeu analistas ao ficar abaixo das projeções do mercado financeiro em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação medida pelo indicador desacelerou a 0,32%, após marcar 0,7% em setembro. A queda dos preços da passagem aérea (-9,24%) e da energia elétrica (-0,89%) ajudou a conter a alta, enquanto a carestia do grupo alimentação e bebidas (0,88%) pressionou o resultado geral.

O índice ficou abaixo tanto da mediana quanto do piso das previsões do mercado, que eram de 0,45% e 0,33%, conforme a agência Bloomberg. Economistas dizem que a queda da passagem aérea foi a principal surpresa.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 acelerou a 4,62% até outubro, após marcar 4,47% até setembro. Assim, superou o teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central).

A aceleração está associada ao fato de que o IPCA-15 havia subido menos em outubro do ano passado (0,18%). A troca dessa leitura mais baixa pela atual aumentou o acumulado.

O índice de referência para a meta de inflação e a política de juros do BC é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.

O IPCA-15, por ser divulgado antes, dá uma sinalização para o IPCA. Uma das diferenças entre os dois é o período da coleta dos preços.

A apuração do IPCA-15 se estendeu de 16 de setembro a 14 de outubro. O IPCA, por sua vez, está concentrado no mês de referência. Logo, o resultado do índice oficial de outubro ainda não está fechado. Será publicado em 12 de novembro.

A trégua mensal do IPCA-15 não eliminou a preocupação de parte dos analistas com o quadro inflacionário. Um dos alertas é relativo aos preços dos serviços.

"Nos serviços subjacentes, que excluem itens mais voláteis, como passagens aéreas, os preços acumulam alta de 5,5% em 12 meses, mesmo diante da desaceleração da economia. Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples", disse Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

ALIMENTOS EM ALTA, LUZ E PASSAGEM AÉREA EM BAIXA

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 8 tiveram aumento no IPCA-15 de outubro.

O ramo de alimentação e bebidas mostrou a maior variação (0,88%) e o principal impacto (0,19 ponto percentual) do lado das altas.

A taxa de 0,88% é a mais intensa para outubro em cinco anos, desde 2021. O resultado reflete, em parte, a carestia da alimentação no domicílio, que subiu 1,01%.

Um dos produtos que ficaram mais caros foi o tomate: 24,54%. O alimento exerceu a maior pressão individual sobre o IPCA-15 (0,06 ponto percentual).

O arroz (5,8%), a cebola (13,63%) e a batata-inglesa (10,96%) também se destacaram. Entre as quedas, o IBGE citou a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%).

A alimentação fora do domicílio, em locais como bares e restaurantes, subiu 0,56%.

A inflação dos alimentos costuma acelerar na reta final do ano devido ao clima mais adverso para a produção. Em 2026, o quadro é potencializado pelo El Niño, conforme analistas.

Claudia Moreno, do C6 Bank, diz que a alimentação no domicílio subiu mais do que o habitual para esta época do ano em razão de fortes chuvas.

Ao mesmo tempo, segundo ela, as precipitações ajudaram a aliviar os preços da energia elétrica (-0,89%). A bandeira tarifária mudou de amarela em setembro para verde em outubro, sem cobrança adicional para os consumidores.

O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou o nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas, conforme a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Isso possibilitou a redução no uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.

O único grupo do IPCA-15 que mostrou baixa em outubro foi habitação (-0,1%), sob influência da conta de luz. A energia elétrica teve o segundo maior impacto individual do lado das quedas no índice (-0,04 ponto percentual).

Só a passagem aérea gerou uma contribuição mais intensa para baixo (-0,08 ponto percentual).

INFLAÇÃO E ELEIÇÕES

A divulgação dos dados ocorre às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo Lula (PT) chegou ao primeiro turno com a menor alta acumulada pelo IPCA em um mandato presidencial desde o início do Plano Real.

Mesmo assim, o petista largou em desvantagem na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Para analistas, um dos fatores que atrapalham Lula é o mal-estar de parte da população com o nível dos preços de itens básicos, como os alimentos.

Os produtos subiram menos no terceiro governo do petista, na comparação com o mandato de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. A inflação, contudo, incidiu sobre um patamar de preços que já pesava no orçamento familiar desde a pandemia.

PROJEÇÕES E JUROS

Na mediana, o mercado financeiro espera IPCA de 5,22% para os 12 meses de 2026, conforme o boletim Focus, do BC. A estimativa está acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

Para controlar os preços, o Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, tem como arma a taxa básica de juros (Selic), que segue em nível elevado. A Selic está em 13,75% ao ano desde setembro.

O Copom terá mais duas reuniões neste ano -em 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro. Conforme o boletim Focus, o mercado financeiro vê espaço para redução da Selic a 13,25% até o fim de 2026.

Para Roberto Troster, coordenador do Cefeb/Fipe (Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras), o IPCA-15 mostrou que não houve alívio disseminado dos preços e que a maior pressão veio dos alimentos, sobre os quais os juros têm menor influência direta.

Segundo o economista, o resultado favorece novo corte da Selic em novembro, mas não assegura a continuidade das reduções.

"Isso dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses. A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação."

 

 

por Folhapress

EUA - A American Airlines teve prejuízo líquido de US$ 269 milhões no terceiro trimestre de 2026, mais do que o dobro da perda de US$ 114 milhões apurada no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na quinta-feira (22)

Com ajustes, a companhia aérea norte-americana registrou prejuízo por ação de US$ 0,28 entre julho e setembro, menor do que a perda de US$ 0,36 projetada por analistas consultados pela FactSet.

A receita avançou 19,3% na comparação anual, para US$ 16,3 bilhões, ligeiramente acima do consenso da FactSet, de US$ 16,2 bilhões.

Para o quarto trimestre, a empresa prevê crescimento da receita entre 20% e 23% e prejuízo ajustado por ação entre US$ 0,50 e US$ 1,10. A projeção da FactSet era de prejuízo ajustado de US$ 0,52 por ação.

Para 2026, a American Airlines agora prevê um resultado ajustado que varia de prejuízo de US$ 1 por ação a lucro de US$ 1,60 por ação. A estimativa reflete, segundo a companhia, o impacto da alta dos preços dos combustíveis, apesar da continuidade do crescimento da receita.

A empresa também afirmou que espera uma desaceleração do crescimento de sua malha aérea em 2027, em meio aos preços elevados do querosene de aviação.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.

As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.

Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

Previdência

A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.

Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.

“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.

Importações e rendimentos de capital

Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.

O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.

O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - Foi sancionado nesta quarta-feira (21) o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026, que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com a União e amplia o limite anual de faturamento da categoria.

O projeto foi aprovado pelo Senado Federal em votação nominal, com 78 votos favoráveis, nenhum contrário e nenhuma abstenção. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta por 461 votos a 4.

A lei integra o Prospera MEI, pacote lançado pelo governo federal com o objetivo de reduzir o endividamento, facilitar o acesso a recursos para investimentos e simplificar a rotina de microempreendedores individuais.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou que a iniciativa pode beneficiar um total de 17,6 milhões de empreendedores, dos quais 7,8 milhões são mulheres.

“Efetivamente, não tem porque o governo ter uma dívida ativa que chega a quase R$ 18 bilhões. Essas pessoas estão com o nome sujo no Serasa, não conseguem mais financiamento. E é um dinheiro que a gente sabia que não ia receber”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto.

De acordo com Lula, quase 4 milhões terão as dívidas perdoadas e ficarão com o "nome limpo". “Ele não vai poder pagar. O governo sabe que não vai receber. Mas fica aquele peso nas costas da pessoa. Resolvemos assumir a responsabilidade dessa dívida e perdoar os devedores”, completou.

Perdão de dívidas

A lei prevê a remissão integral dos débitos tributários federais dos MEIs de titularidade da União, inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026.

O benefício abrange o valor original das contribuições previdenciárias em atraso, multas, juros e encargos de cobrança, inclusive dívidas ajuizadas ou parceladas.

A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e prevê o perdão automático das dívidas, sem necessidade de solicitação pelo empreendedor à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Para manter o benefício, o MEI deverá pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.

A remissão também alcança o saldo devedor de parcelamentos em andamento, mas não permite a devolução de valores já pagos.

Microempreendedores que tenham processos judiciais em andamento para contestar as dívidas deverão desistir das ações para obter a baixa definitiva, sem cobrança de honorários advocatícios pela desistência.

A medida, de acordo com a Secom, pode beneficiar mais de 3,6 milhões de microempreendedores, com o perdão de mais de R$ 18,7 bilhões em dívidas. O valor médio dos débitos é de aproximadamente R$ 3,4 mil.

Aumento do teto do faturamento

Ainda conforme a lei, o limite anual de faturamento do MEI passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.

A proposta também permite a contratação de até dois empregados no lugar de apenas um. O teto de faturamento não era atualizado desde 2018.

“Com a mudança, o microempreendedor poderá aumentar sua receita sem precisar deixar o regime simplificado tão cedo, mantendo o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS)”, informou a Secom.

A mudança também pode beneficiar empresas do Simples Nacional com faturamento anual de até R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, que poderão voltar a se enquadrar como MEI, conforme regras previstas.

Entenda o que muda

  • Perdão de dívidas – remissão integral dos débitos inscritos ou não na dívida ativa da União.
  • Teto de faturamento – de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.
  • Contratação de empregados – até dois funcionários, em vez de um.
  • Compras públicas – limite das licitações exclusivas para micro e pequenas empresas sobe de R$ 80 mil para R$ 130.984,20.
  • Contrata+Brasil – teto de valor para contratações de MEIs subirá de R$ 13 mil para R$ 25 mil.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

RIO DE JANEIRO/RJ - A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial do Grupo Americanas. A decisão, da 4ª Vara Empresarial da capital, considera que o grupo cumpriu as obrigações do plano de recuperação judicial. Ainda cabe recurso da decisão.

A Americanas iniciou o processo de recuperação judicial em janeiro de 2023, após a revelação de irregularidades contábeis de cerca de R$ 20 bilhões na empresa. Na época, a Americanas informou ter dívidas de aproximadamente R$ 43 bilhões, o que levou à reestruturação dos débitos com credores. O plano foi aprovado em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.

A administração judicial e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deram pareceres favoráveis ao encerramento. Com a decisão judicial, deve ser retirada a expressão "em recuperação judicial" dos nomes das empresas nos registros oficiais.

Apesar do encerramento, questões envolvendo credores ainda poderão ser discutidas no âmbito judicial.

Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira esclareceu que o fim do processo não impede a cobrança de obrigações previstas no plano.

"Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência", escreveu o magistrado.

Americanas

Em fato relevante ao mercado, a Americanas informou que "o encerramento da recuperação judicial representa um marco importante na trajetória da companhia e inaugura uma nova etapa de seus negócios".

Na nota, a empresa agradeceu a seus associados, fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança.

O comunicado é assinado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor.

 

 

por Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.

Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:

  • Agosto: 0,5%
  • Julho: -0,3%
  • Junho: -0,9%
  • Maio: 0,6%
  • Abril: 0,3%
  • Março: 0,1%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,6%

O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Motores

A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.

O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.

“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.

Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.

No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.

Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.

Projeções 

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.

O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.

O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.

Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano. 

O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.

Resultado oficial

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.

A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Aprovada no Senado esta semana, PEC que implanta jornada 5x2 no país foi promulgada hoje (16); Transição começa 60 dias país publicação de emenda e empresas terão 14 meses para adaptação

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - O Senado Federal aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que acaba com a escala de trabalho 6x1. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizou a promulgação da medida na, sexta-feira, 16 de outubro de 2026. 

Para a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), esse cronograma exige planejamento e diálogo entre o poder público, entidades representativas, trabalhadores e empregadores. A entidade segue acompanhando os próximos passos da tramitação da medida e aguarda sua conclusão, observando os procedimentos constitucionais aplicáveis. 

A associação reforça que será fundamental que as empresas tenham acesso a orientações claras, segurança jurídica e condições adequadas para reorganizar suas operações, considerando as particularidades de cada setor e porte empresarial.

Em seu compromisso com o desenvolvimento regional, a Acirp seguirá oferecendo suporte técnico, ações formativas e ferramentas de inteligência nesta transição para que o empresariado siga competitivo, resiliente e fortalecedor da geração de empregos e da inovação.

A entidade ressalta ainda a importância de que o Poder Público esteja atento aos impactos práticos da mudança e, caso necessário, avalie a possibilidade de prorrogação do prazo de adaptação, especialmente para micro e pequenas empresas, que enfrentam maiores limitações financeiras e operacionais para reorganizar suas equipes e escalas de trabalho.

O objetivo é assegurar uma transição responsável, que permita a implementação da medida sem comprometer a continuidade dos negócios, a manutenção dos empregos formais e a sustentabilidade da atividade econômica.

Desafios

Nos próximos meses, alguns setores do empresariado, como o varejo e o atendimento médico-hospitalar, devem passar por mais dificuldades que outros para cumprir a nova escala de trabalho. A mudança trará desafios em logística, com reorganização de turnos para não reduzir dias e horários de funcionamento ao mesmo tempo em que se garante os direitos dos colaboradores.

Os custos também devem ser pressionados pela redução de carga horária sem alteração salarial, com impacto sobretudo no caixa de pequenas empresas. A Acirp reforça que o cenário de juros altos e endividamento das famílias é um fator de restrição do consumo neste momento da economia nacional e pode, inclusive, afetar os resultados no Natal, principal período de vendas do ano.

CACB apresenta propostas a candidatos 

Em uma importante iniciativa do sistema associativista empresarial voltada ao fortalecimento da economia e à melhoria do ambiente de negócios no Brasil, representantes de associações comerciais e entidades empresariais apresentaram aos candidatos à presidência que seguiram para o segundo turno o documento “Projeto Brasil de Amanhã.”

O material reúne propostas direcionadas ao desenvolvimento econômico, ao fortalecimento do empreendedorismo e à criação de um ambiente mais favorável para a atividade empresarial. Entre os principais temas foram destacados:

  • Simplificação e racionalização do sistema tributário;
  • Defesa e aperfeiçoamento do Simples Nacional;
  • Redução da burocracia para empresas e empreendedores;
  • Fortalecimento das micro e pequenas empresas;
  • Responsabilidade fiscal e segurança jurídica;
  • Modernização das relações de trabalho e estímulo à produtividade.

A Acirp apoia a apresentação dessas propostas e reforça o papel das entidades empresariais na representação dos interesses do setor produtivo e na contribuição para o debate de políticas públicas que impactam diretamente a competitividade, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico do país.

Relembre

Em maio, a Acirp, alinhada com o pensamento da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), bem como de outras 100 entidades representativas patronais, reconheceu legitimidade da modernização da jornada de trabalho e seus benefícios para o trabalhador.

No entanto, à época, destacou o risco de aumento de informalidade e fechamento de negócios, bem como a necessidade de a votação ser adiada para depois do período eleitoral, dada as implicações políticas do tema. 

Em abril, o Departamento Jurídico da Acirp já havia encaminhado um ofício aos deputados Baleia Rossi, Hugo Motta, Arnaldo Jardim, Astronauta Marcos Pontes e Davi Alcolumbre solicitando reunião para debater as propostas da redução da jornada 6x1 e seus impactos na região de Ribeirão Preto. Desses, somente Pontes respondeu e, por meio de assessoria, participou de reunião on-line com a entidade sobre o tema. 

BRASÍLIA/DF - Em sessão solene do Congresso Nacional, foi promulgada nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6x1) e prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana. Com isso, a partir de 15 de dezembro de 2026, a nova jornada entra em vigor em todo país, considerando o período de transição de 60 dias estabelecido na lei.

A emenda também incluiu uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses. Após 60 dias, a redução já deverá ser de duas horas semanais. Confira os prazos:

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
  • redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias);
  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).  

Horas trabalhadas

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana. 

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra. 

Compensação 

O texto permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5x2. 

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. 

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6x1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês.

Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana. 

Terceirizados da administração pública

A regra de transição para os trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”. 

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6x1 dos empregados. 

Salários acima de 21 mil 

A legislação ainda que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior com remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87. 

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5x2 nestes casos.  

 

AGÊNCIA BRASIL

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