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EUA - Após dois dias de forte oscilação, o preço do petróleo começou a sessão de quarta-feira (11) em queda, reverteu a tendência e chegou a subir 5,87%, antes de diminuir o valor, mas seguir em alta em relação ao fechamento na terça-feira (10).

As Bolsas da Ásia fecharam em alta, mas os principais índices da Europa operam em queda, enquanto o ouro está se desvalorizando.

O barril Brent, referência mundial, começou o dia em queda e chegou a perder 1,72%, cotado a US$ 86,29 (R$ 445,21), às 1h30 (horário de Brasília). Aos poucos, ele passou a subir com a divulgação de novos ataques do Irã a navios-petroleiros e a ameaça de bombardeiros a bancos e outros setores econômicos de EUA e Israel.

Em seu ápice, o contrato de maio do petróleo alcançou US$ 92,96 (R$ 479,63), alta de 5,87%, às 6h45. Depois da informação que Japão e Alemanha aceitaram liberar parte de seu estoque emergencial de petróleo, o preço do barril reduziu o valor, mas permanecia em valorização de 4,28%, a US$ 91,60 (R$ 472,61), às 9h35.

Os altos e baixos desta quarta ocorrem após um dia de forte queda nessa terça, quando o petróleo chegou a desabar 18% e fechou a sessão com desvalorização de 11,3%, a US$ 87,80, maior perda diária desde março de 2022. Na segunda, o movimento foi justamente o contrário com o valor do barril chegando a disparar 28%, alcançando US$ 119,46, mas passou a cair na sessão e fechou a US$ 89,79.

O barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, também começou em queda nesta quarta, chegou a subir 6,5% e diminuiu a alta para 4,41%, cotado a US$ 87,13 (R$ 449,55).

Na noite de terça, o jornal The Wall Street Journal divulgou que a AIE (Agência Internacional de Energia) aceitou liberar cerca de 300 milhões de barris de petróleo para reestabelecer o fornecimento no mundo, impactado pela paralisação do tráfego marítimo no estreito de Hormuz, que passa pelo litoral iraniano e é a rota de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A informação da liberação não foi oficializada pela AIE, mas os ministros de Finanças da Alemanha e do Japão divulgaram, horas depois, que vão liberar parte de suas reservas de petróleo. A quantidade não foi anunciada.

Em nota aos clientes, os analistas do Goldman Sachs disseram que a liberação de estoque deste porte seria suficiente para compensar 12 dias da interrupção das exportações do Golfo, estimada pelo banco de investimentos em 15,4 milhões de barris por dia.

Mas outros analistas mostraram-se céticos quanto à proposta da AIE e seu impacto sobre os preços do petróleo. "Movimentos como a liberação do SPR da AIE não são a solução para a crise. A evolução dos preços do petróleo dependerá da duração da guerra com o Irã", afirmou Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS.

Trump tem dito repetidamente que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque pelo estreito de Hormuz quando necessário. No entanto, fontes disseram que o movimento ainda não ocorreu.

BOLSAS DA ÁSIA SOBEM, MAS CAEM NA EUROPA E NOS EUA

A preocupação com o preço do petróleo impactou nas negociações da Bolsa, que refletiu a variação. De madrugada (em Brasília), quando o movimento era de queda no preço do barril, as principais Bolsas da Ásia fecharam em alta, com destaque para Seul, que ganhou 1,4%, mesma variação em Tóquio. O índice SSEC, em Xangai, subiu 0,25%.

Porém, de manhã, quando o petróleo subia, as Bolsas da Europa passaram a cair, com o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, em queda de 0,89%, às 9h30. Outras Bolsas europeias também desvalorizavam como Frankfurt (-1,10%), Londres (-0,70%), Paris (-0,67%), Madri (-0,36%) e Milão (-0,87%).

Já as Bolsas dos EUA subiam antes da abertura do mercado com Dow Jones em alta de 0,23%, mesma variação de S&P 500. A Nasdaq tinha valorização de 0,19%. O ouro, por sua vez, registrava queda de 0,89%, cotado a US$ 5.195,50 (R$ 26,81 mil).

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - O custo da cesta básica da cesta básica em São Paulo foi de R$ 852,87 em fevereiro de 2026, uma redução de 0,18% em relação a janeiro, de acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), e divulgada nesta segunda-feira, 9 de março.

OITO DE 13 – Em São Paulo, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: tomate (-6,08%), açúcar refinado (-3,52%), café em pó (-2,98%), arroz agulhinha (-1,57%), óleo de soja (-1,53%), banana (-1,10%), farinha de trigo (-0,38%) e batata (-0,16%). Outros cinco produtos apresentaram elevação: feijão carioca (6,98%), carne bovina de primeira (1,04%), manteiga (0,66%), pão francês (0,56%) e leite integral (0,49%).

Mais comida na mesa

 

ACUMULADO – Em São Paulo, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-24,61%), farinha de trigo (-13,91%) e batata (-12,62%). Também tiveram redução de preço o leite integral (-10,94%), manteiga (-6,22%), tomate (-3,41%), açúcar refinado (-3,31%), óleo de soja (-2,33%) e banana (-1,64%). Os itens que registraram elevação foram: café em pó (13,98%), feijão carioca (12,37%), pão francês (2,78%) e carne bovina de primeira (1,83%).
 

QUEDA EM 8 – Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de 8 dos 13 produtos que compõem a cesta básica: óleo de soja (-4,56%), açúcar refinado (-3,95%), arroz agulhinha (-3,74%), leite integral (-2,67%), banana (-2,63%), café em pó (-1,89%), farinha de trigo (-1,68%) e batata (-0,48%). Os outros cinco itens apresentaram elevação de preço: tomate (10,97%), feijão carioca (6,51%), manteiga (0,88%), pão francês (0,82%) e carne bovina de primeira (0,73%).
 

MAIS COM MENOS – Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 56,88% em fevereiro de 2026, frente a 56,98% em janeiro de 2026 e 61;28% em fevereiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador paulista passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara decidiu estender até o dia 31 de março o período para que contribuintes participem do programa Negocia Araraquara, iniciativa criada para facilitar a regularização de débitos fiscais junto ao município. O programa permite condições especiais de pagamento, com possibilidade de descontos e parcelamentos.

Podem ser incluídas na negociação dívidas que já estão registradas na dívida ativa, mas que ainda não foram encaminhadas para cobrança judicial. Entre os débitos que podem ser regularizados estão impostos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de multas sanitárias, ambientais e de posturas, taxas relacionadas à limpeza e roçada de terrenos, preços públicos — como serviços de cemitério — e também débitos do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Os interessados podem aderir ao programa de forma online, por meio do site oficial da prefeitura, ou presencialmente em pontos de atendimento, como o Paço Municipal e outros postos disponibilizados pela administração.

Após a adesão, o contribuinte recebe uma notificação com o valor atualizado da dívida e o boleto para pagamento. A prefeitura alerta que, caso o débito não seja quitado dentro do prazo estabelecido, o contribuinte pode ter o nome incluído em órgãos de proteção ao crédito e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN).

SÃO PAULO/SP - No ano passado, a Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, desempenho 10,4% superior ao apurado no ano anterior. O lucro líquido contábil foi R$ 16,1 bilhões, com aumento de 18,7% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Caixa.

No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido recorrente foi R$ 2,77 bilhões, o que representou uma queda de 39,6% na comparação com o mesmo período de 2024 e de 26,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

O banco encerrou o ano com uma carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão, uma expansão de 11,5% em relação ao ano de 2024. Os principais destaques foram o financiamento imobiliário, que cresceu 13%, o crédito comercial a pessoas jurídicas (14,2%) e o crédito comercial a pessoas físicas (13,4%). Já as operações em saneamento e infraestrutura avançaram 1% e o agronegócio cresceu 0,6%.

O índice de inadimplência acima de 90 dias cresceu para 3,07%, ante 3,01% em relação ao trimestre anterior e 1,97% na comparação com o mesmo período de 2024. No crédito imobiliário, a inadimplência caiu para 1,18%, enquanto no crédito para pessoa física o índice subiu para 6,02%. Entre empresas, a alta da inadimplência foi maior, chegando a 12,13% para pessoa jurídica e 14,09% no agronegócio.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

RÚSSIA - Os preços de referência do gás no atacado na Holanda e no Reino Unido sobem na manhã desta quinta-feira (5), depois que o presidente Vladimir Putin alertou que a Rússia poderia interromper seus fluxos remanescentes de gás para a Europa.

A declaração aumentou as preocupações de abastecimento do continente após a QatarEnergy anunciar força maior em embarques de GNL (gás natural liquefeito). A força maior é um dispositivo que isenta a empresa de responsabilidades por falhas no fornecimento.

O contrato holandês de primeiro mês, preço de referência para a Europa, subiu 2% para 49 euros por megawatt-hora às 09h28, após ter avançado 8,3% para 52,80 euros/MWh mais cedo na sessão.

O contrato britânico de abril, que subiu 7,2% mais cedo na sessão, era negociado em alta de 2,1% a 129,5 libras, segundo dados da ICE.

Questionado pela televisão estatal russa sobre os planos europeus de proibir às importações de gás russo por gasoduto até o final de 2027 e de banir novos contratos de GNL russo a partir do final de abril de 2026, Putin disse que pode ser mais vantajoso para a Rússia parar de vender o gás agora mesmo.

Putin disse, de acordo com uma transcrição divulgada pelo Kremlin, que com outros mercados se abrindo "talvez seja mais lucrativo parar de fornecer ao mercado europeu agora mesmo".

Segundo o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, o governo russo se reunirá em breve para discutir a interrupção das exportações de gás para a Europa.

"Nos reuniremos em breve, conforme instruído pelo presidente, para discutir a situação atual com as empresas de energia e possíveis rotas de transporte para nossos suprimentos energéticos", disse Novak, que é o homem de confiança de Putin para questões energéticas, a repórteres nesta quinta.

A Rússia costumava fornecer cerca de 40% do gás por gasoduto da UE (União Europeia). No ano passado, forneceu apenas 6%, segundo dados da Comissão Europeia.

"A ameaça de Putin coloca em risco uma quantidade considerável de fornecimento... Os fluxos de GNL são o principal problema. Em tempos normais, seria mais administrável um ajuste nos fluxos comerciais do mercado de GNL. No entanto, com 110 de bilhões de metros cúbicos (bcm) por ano de (GNL do) Golfo paralisados, isso seria um desafio para a Europa", disseram analistas do ING em nota matinal.

"A escassez no mercado global de GNL significa que compradores asiáticos estão buscando fornecimento alternativo", afirmaram os analistas do ING.

A tarefa da Europa de reabastecer os estoques de gás para o próximo inverno, entre dezembro e março, ficou mais cara, já que as consequências da guerra dos EUA e Israel contra o Irã perturbam a produção e os embarques de GNL, restringindo a oferta e fazendo os preços dispararem. Os preços do gás na Europa subiram 53% desde o início das hostilidades no sábado.

Compradores na Europa precisam encontrar o equivalente a cerca de 700 cargas de GNL, ou 67 bcm, para encher os estoques neste verão, segundo analistas da Kpler, o que representa cerca de 180 cargas, ou 17 bcm, a mais do que no ano passado.

Os Estados Unidos, maior produtor mundial de GNL, têm pouca capacidade ociosa para aumentar rapidamente a produção de GNL e compensar o fornecimento perdido, segundo cálculos da Reuters e analistas do setor, já que as plantas já operam próximas da capacidade máxima, e a maioria das cargas está comprometida em contratos de longo prazo.

PREÇOS DO CARVÃO DISPARAM COM EMPRESAS BUSCANDO ALTERNATIVA AO GÁS

Os preços do carvão dispararam para o maior patamar em mais de dois anos, à medida que a alta dos preços do gás provocada pela guerra no Irã leva empresas de energia a buscar suprimentos adicionais de carvão para manter as luzes acesas.

Na Europa, os preços do carvão térmico usado em usinas de energia subiram 26% desde a véspera da guerra, atingindo US$ 133 por tonelada, com ganhos semelhantes nos mercados australiano e asiático, segundo dados de preços da Argus.

Os preços europeus do carvão térmico usado em usinas de energia subiram 26% desde a véspera da guerra, atingindo US$ 133 por tonelada, com ganhos semelhantes nos mercados australiano e asiático, segundo dados de preços da Argus.

"Sem dúvida, os mercados globais de carvão não viam uma pressão de preços assim desde a invasão russa da Ucrânia", disse Tom Price, analista da Panmure Liberum. "É o maior choque no mercado de carvão em vários anos."

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, os países europeus queimaram mais carvão enquanto trabalhavam para se livrar do gás russo. Os preços do carvão atingiram recordes de mais de US$ 400 por tonelada após a invasão.

Embora a guerra no Irã tenha pouco impacto direto no movimento de carvão pelo mundo –muito pouco dele passa pelo estreito de Ormuz–, ela fez os preços do petróleo e do gás dispararem e levantou preocupações sobre o fornecimento de gás natural liquefeito.

Isso levou empresas de energia que normalmente dependem do gás a recorrer a usinas a carvão mais poluentes como alternativa, particularmente em lugares como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e União Europeia.

Um conflito prolongado no Oriente Médio poderia elevar os preços do carvão para quase o dobro dos níveis atuais, para cerca de US$ 250 por tonelada, especialmente se a crise energética reativar usinas termelétricas a carvão desativadas, disse Alex Thackrah, gerente sênior de carvão da Argus.

George Cheveley, gestor de portfólio da Ninety One, disse que o carvão está se beneficiando de preocupações sobre o fornecimento de energia, bem como de cortes de produção feitos durante os últimos anos.

"Claramente, preços de energia mais altos terão algum efeito na demanda por carvão em alguns mercados", disse ele. "Tudo depende de quanto tempo isso vai durar."

 

 

 por Folhapress

SÃO PAULO/SP - Em meio ao alto cenário de inadimplência e endividamento no Brasil, o 35º Feirão Serasa Limpa Nome reúne mais de 120 milhões de ofertas por até R$ 100. Em alguns casos, o consumidor encontra possibilidades de negociação ainda mais baixas, são quase 50 milhões de ofertas de até R$50, muitas com opção de parcelamento.

O desconto médio é superior a 50% e pode chegar a 99%, o que representa uma oportunidade concreta para o consumidor organizar a vida financeira e voltar a planejar o futuro, mesmo que ainda exista receio em consultar as pendências. Em São Paulo, são mais de 33 milhões de ofertas por até R$100 reais e 13 milhões por menos de R$50.

Desde o dia 23 de fevereiro, em que se iniciou a 35ª edição do Feirão Limpa Nome da Serasa, mais de 484 mil dívidas já foram negociadas no país. Para conferir as ofertas especiais e as demais oportunidades com as mais de 2 mil empresas parceiras, o consumidor pode consultar pelo site (serasa.com.br), aplicativo ou agências dos Correios de todo o Brasil.

Como aproveitar o Feirão Limpa Nome para negociar as minhas dívidas?

Para aproveitar as ofertas, os consumidores de todo o país podem consultar os canais oficiais da Serasa e negociar com descontos de forma online:

● Site: Link

● App Serasa no Google Play e App Store

● Whatsapp: Número oficial (11) 99575-2096

Além do ambiente digital, o Feirão também conta com atendimento presencial gratuito nas mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo território nacional sem qualquer cobrança de taxa até 1º de abril. Para realizar a negociação, basta que o titular da dívida apresente um documento oficial com foto. As ofertas e condições disponíveis nas agências são as mesmas que constam no site e no aplicativo da Serasa.


Sobre a Serasa

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais. Mais informações em www.serasa.com.br e via redes sociais no @serasa.

BRASÍLIA/DF - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse hoje (3), em São Paulo, que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho, como o fim da escala 6x1 e a redução de horas semanais, não caminhem na"velocidade desejada”.

A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

“Tem um debate importante com a direção das duas Casas [Câmara e Senado]. O presidente [da Câmara] Hugo Motta assumiu conosco de tocar as duas coisas: as PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estavam lá e também os projetos de lei [PL] vigentes que estão tramitando na Casa. Evidentemente que o PL pode ter uma velocidade maior que o da PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa entre o presidente Hugo Mota e o presidente Lula, de mandar um projeto de lei em urgência. Se as coisas não caminharem na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência que, acredito, seria a possibilidade dela evoluir”, disse o ministro, durante entrevista coletiva em que divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Uma das PECs que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos - e diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

Durante entrevista a jornalistas, Marinho disse considerar viável o fim da jornada 6×1, mas ressaltou que a prioridade do governo é a redução de jornada que, em sua visão, já deveria ter ocorrido.

“Nesta fase, acredito sinceramente que é plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. E, portanto, isso pode levar à condição de acabar com a escala 6x1, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, em particular do comércio e serviço.”

Ele também reiterou que não há discussão atualmente no governo sobre compensações fiscais às empresas como contrapartida para a mudança. Para ele, “o pressuposto para a compensação é o aumento da produtividade”.

“Não faz sentido, na minha opinião, pensar em incentivos fiscais para a questão [da redução] da jornada parcial”, disse o ministro.

“É preciso que o mundo empresarial, os trabalhadores e suas representações colaborem no sentido de melhorar o ambiente do mundo do trabalho. Se você evitou acidente, evitou doenças, você vai aumentar a produtividade. Se você investir em tecnologia, você vai garantir o aumento da produtividade. E o Brasil precisa melhorar a produtividade”, afirmou.

Caged

Em janeiro, o Brasil apresentou saldo positivo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Caged. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos.

Apesar do balanço positivo, este foi o pior janeiro desde 2024, com  saldo de 173.127 novos postos de trabalho. Segundo o ministro, a queda que vem sendo observada ocorre por causa dos juros altos (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano.

“Cantamos essa bola desde 2004. O ritmo do juro praticado [em patamar elevado] ia levar a uma diminuição da velocidade [da criação de novos empregos]. Então, o que aconteceu foi uma diminuição da velocidade”, explicou.

Segundo o Caged, quatro setores tiveram um desempenho positivo em janeiro, com destaque para o da indústria, que teve um saldo positivo de 54.991 postos de trabalho. Em seguida aparece o da construção, com 50.545 de saldo; serviços (40.525) e agropecuária (23.073). Já o setor de comércio teve um desempenho negativo, com saldo de -56.800 postos de trabalho.

No acumulado de doze meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026), o saldo de novos vínculos celetistas foi de 1.228.483.

Salário

O Caged apontou ainda que o salário médio real de admissão em janeiro deste ano foi de R$ 2.289,78, o que representou uma variação positiva de R$ 77,02 em relação a dezembro do ano passado.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULOS/SP - A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,82%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa oscilou de 1,82% para 1,85%.

O Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda esperam crescimento de 2,3% para a economia brasileira este ano, segundo os números mais recentes divulgados pelas instituições.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela nona semana consecutiva. As projeções para 2028 e 2029 continuaram em 2%, pela 103ª e 50ª semanas consecutivas, respectivamente.

 

 

 

por Estadao Conteudo

SÃO PAULO/SP - A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.

Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. (ponto percentual). Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.

A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p, com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro, quando marcou 0,21%. Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).

Nas queda de percentual, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).

“A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%)”, informou o IBGE.

Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques.

Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37% e foi o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). O motivo foi a ocorrência no período de bandeira tarifária verde, que é sem custo adicional para os consumidores. “A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas”, informou o IBGE.

Indicadores regionais

Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%). A explicação está nas elevações dos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). A menor variação ficou em Recife (0,35%). O motivo foram as quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base).

“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia”, diz o levantamento.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

IBATÉ/SP - A Prefeitura Municipal de Ibaté, por meio da Secretaria de Assistência Social, em parceria com o Grupo Lupo, vai realizar um mutirão de emprego para as mulheres da cidade na terça-feira, dia 03 de março. 

Representantes da empresa estarão em Ibaté para realizar entrevistas com as mulheres interessadas.

As vagas são para o cargo de Operadora Polivalente Têxtil, com vagas afirmativas destinadas a mulheres. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal em contribuir com a geração de renda e fortalecer o desenvolvimento da cidade, contando também com o suporte da Secretaria de Assistência Social no acolhimento e orientação das candidatas.

Serão distribuídas 50 senhas às 8h e 50 senhas às 13h. 

As entrevistas acontecerão no Centro Comunitário “João Baptista Lopes”, na Rua Dr. Teixeira de Barros, ao lado do Estádio Municipal Dagnino Rossi, às 8h30 e às 13h30.

A Prefeitura destaca a importância das candidatas comparecerem com RG, CPF e Carteira de Trabalho e reforça que não será permitida a presença de acompanhantes. Lembrando que as vagas são destinadas para as pessoas que não tiveram vínculo empregatício com a empresa.

A parceria com o Grupo Lupo é fundamental para fortalecer a geração de renda em Ibaté, criando oportunidades reais de inclusão produtiva. A iniciativa demonstra que, quando o poder público e a iniciativa privada caminham juntos é possível transformar oportunidades em renda e autonomia, promovendo a inclusão social e o fortalecimento das famílias do município.

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