SÃO PAULO/SP - Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB - Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma espécie de “ressaca” da Copa do Mundo. O resultado faz com que o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses desacelerasse para 1,6%.
A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais e reflete a tendência recente, aponta variação negativa de 0,1%.
No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Os números indicam desaceleração, uma vez que, em março, o acumulado de 12 meses era 2,3%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de julho coloca o comércio brasileiro 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em março de 2026.
De acordo com o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.
O levantamento mostra que das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho.
Veja o comportamento dos grupos de atividades:
Cristiano Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário têm relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que venda de itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento nos meses anteriores à copa, aumentando a base de comparação de julho.
“É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio.”
Já em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.
"Todo mundo que iria comprar uma televisão, aproveitou que teria Copa e comprou em maio", exemplifica Santos.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca variação positiva de 1,2% no acumulado de 12 meses.
A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que o setor de serviços ficou estável no mês (variação nula, 0%) e alta de 2,4% em 12 meses. Já a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.
O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016.
Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses.
“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.
O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos.
Os principais resultados foram:
• Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;
• Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;
• Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.
O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos.
A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.
• Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;
• Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;
• Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.
Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais.
Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais.
A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para a correção anual de salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de 12 meses, o indicador marca 3,98%.
Os dados foram divulgados neste final de semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de 2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais puxou o índice para baixo foi o chamado habitação (-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que os consumidores receberam no mês passado.
O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado como referência de cálculo para reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que teve a menor taxa em quatro anos (-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em perspectiva inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (10) um aumento de R$ 500 milhões de subsídios para o programa Minha Casa, Minha Vida em 2026.
O valor subiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões. A alteração vale apenas para este ano. O plano plurianual de 2027 a 2029 será discutido na próxima reunião do conselho, prevista para o fim de outubro.
O recurso é utilizado para a concessão de descontos nos imóveis das faixas 1 e 2 do programa habitacional, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil por mês. O valor não precisa ser devolvido ao fundo, ele serve para ajudar o beneficiário a pagar o imóvel.
O coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, Johnny Ferreira dos Santos, afirmou que o novo valor garante a nova projeção, que é de usar R$ 12,6 bilhões em subsídios, e deixa uma margem de segurança.
"Do ponto de vista operacional, na execução do final do exercício, você tem a questão dos recursos dentro das unidades do agentes financeiros. Então é importante você manter uma folga mínima para que não falte recurso e você tenha flexibilidade de fazer algum tipo de remanejamento caso necessário".
Os outros orçamentos do fundo não tiveram alteração e foram mantidos em R$ 144,5 bilhões para habitação; R$ 8 bilhões para saneamento; R$ 8 bilhões para infraestrutura; e R$ 8,5 bilhões para saúde.
AGÊNCIA BRASIL
FRANÇA - O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou que o governo pretende reduzir, no Orçamento de 2027, a contribuição excepcional sobre o imposto de empresas de grande porte, criada para uma situação considerada extraordinária. Em carta aos empresários publicada no X, ele disse que "o que é excepcional deve permanecer excepcional" e prometeu estabilidade fiscal, sem criação de novos impostos.
Segundo Lecornu, o governo prepara o orçamento em um ambiente econômico mais difícil, marcado pela guerra no Oriente Médio, pela situação no Estreito de Ormuz, que pressiona os preços de energia, e pela seca que atingiu a agricultura francesa.
Ao mesmo tempo, Paris terá de elevar em quase 6 bilhões de euros os gastos com defesa, enquanto o crescimento permanece frágil.
O premiê afirmou que o ajuste das contas públicas não será feito "quebrando o motor econômico" e disse que, fora o esforço com as Forças Armadas, as despesas do Estado deverão crescer claramente abaixo da inflação. Autoridades locais também terão de conter gastos operacionais, enquanto benefícios fiscais e subsídios a empresas sem eficácia comprovada poderão ser revistos.
Lecornu também garantiu a preservação do pacto Dutreil, que facilita transmissões familiares de empresas, e anunciou a criação de um pacto para estimular a compra de companhias, sobretudo por seus próprios funcionários, com incentivos fiscais e de investimento. O financiamento de centros de formação e os auxílios à contratação de aprendizes serão mantidos em 2027.
O governo ainda pretende adotar uma regra de "silêncio vale acordo" para consultas de empresas à administração tributária: sem resposta em três meses, a interpretação apresentada pela companhia será considerada aceita.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - A Receita Federal realiza, na próxima terça-feira (15), um novo leilão eletrônico de mercadorias apreendidas ou abandonadas em São Paulo. Entre os produtos estão celulares, videogames, computadores, veículos, roupas e equipamentos industriais
A participação é feita exclusivamente pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. É preciso acessar o portal da Receita Federal, clicar em "Participar de leilão eletrônico" e fornecer senha do portal Gov.br, que deve ser nível prata ou ouro. O edital a ser selecionado é o 0800100/00000010/2026, de São Paulo.
As propostas podem ser apresentadas até as 21h do dia 14, próxima segunda-feira. A sessão para classificação das propostas e apresentação dos lances está prevista para as 10h de terça.
Entre os destaques estão os celulares. Os lotes 73 a 77 têm, cada um, um iPhone 17 Pro Max de 256 GB, com proposta inicial de R$ 1.937. Nos lotes 78 e 79, o mesmo modelo e capacidade aparece por R$ 1.604.
Já o lote 83 reúne um iPhone 17 Pro Max de 512 GB e um Apple Watch Series 11, com valor inicial de R$ 2.245. Um MacBook Air de 13 polegadas e 256 GB pode ser arrematado a partir de R$ 1.099 no lote 85.
Para quem procura videogames, o lote 67 tem um PlayStation 5 por R$ 577, enquanto o lote 68 oferece outro PS5 por R$ 554.
Há também scooters elétricas. O lote 69 traz uma Gicin Midi Pro Golden Eagle por R$ 904; o lote 70 tem uma Motor Sports Sniper Semi Log por R$ 432; e o lote 72 reúne uma scooter de marca não identificada com lance inicial de R$ 720.
Na categoria de veículos, um Chevrolet Cobalt 2016 parte de R$ 12 mil no lote 100. Uma Chevrolet S10 2020 tem valor inicial de R$ 28,8 mil no lote 101, enquanto um Chevrolet Onix Plus 2024 pode ser disputado a partir de R$ 12,9 mil no lote 102.
Também há um Citroën C3 2024 por R$ 13,2 mil no lote 103, um Nissan Kicks 2017 por R$ 2.880 no lote 125 e um Renault Sandero 2016 por R$ 7.680 no lote 130.
Entre os demais carros estão um Fiat Cronos 2023 por R$ 13,7 mil no lote 139, um Peugeot 208 2021 por R$ 11,5 mil no lote 144, um Fiat Argo 2018 por R$ 14,4 mil no lote 150 e um Toyota Etios 2017 por R$ 10,3 mil no lote 151.
Há ainda um Fiat Argo Drive 2019 por R$ 12,2 mil no lote 233, um Hyundai HB20 2021 por R$ 14,4 mil no lote 245 e outra Chevrolet S10, de 2019, por R$ 31,2 mil no lote 252.
A relação completa dos produtos, com fotos, valores e condições de cada lote está disponível no edital do leilão. Os valores informados são os preços iniciais das propostas. O valor final de cada mercadoria dependerá da disputa entre os participantes durante a sessão de lances.
Os produtos podem ser examinados presencialmente até o dia 14 de setembro, em dias de expediente normal e mediante agendamento. Os endereços, horários e contatos responsáveis pela visitação estão indicados no edital de cada lote.
Os compradores terão até 30 dias para retirar os produtos arrematados. A Receita Federal não se responsabiliza pelo transporte ou envio das mercadorias.
Pessoas físicas com mais de 18 anos -ou emancipadas- e CPF podem participar dos lotes destinados a esse público. É necessário ter conta Gov.br com selo prata ou ouro.
As empresas precisam estar inscritas e regulares no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e também utilizar uma conta Gov.br com nível prata ou ouro.
Os bens comprados por pessoas físicas só podem ser destinados a uso ou consumo próprio e não podem ser revendidos. Para pessoas jurídicas, a regra geral permite uso, consumo, industrialização ou comércio, mas há lotes com restrições específicas.
Os lotes 117, 143, 170, 225, 228 a 231, 241, 249 e 267 a 269 são formados por veículos destinados exclusivamente à desmontagem, e só podem ser adquiridos por empresas devidamente registradas e regulares nos órgãos executivos de trânsito dos respectivos estados ou do Distrito Federal para exercer a atividade de desmontagem.
O pagamento dos lotes arrematados é feito por Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). A Receita ressalta que não solicita depósitos ou transferências para contas de terceiros.
Também há cobrança de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o valor da arrematação. O cálculo e o recolhimento do imposto estadual são responsabilidade do comprador. Não há incidência de tributos federais sobre os bens arrematados.
por Folhapress
GAFFFF será realizado nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque, com expectativa de reunir mais de 30 mil pessoas em dois dias de conteúdo, negócios, tecnologia, cultura e entretenimento
SÃO PAULO/SP - Falta menos de um mês para São Paulo voltar a se transformar em ponto de encontro do agronegócio brasileiro. Nos dias 1º e 2 de outubro, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) retorna à capital paulista para sua terceira edição consecutiva, com expectativa de receber mais de 30 mil participantes no Nubank Parque.
Produtores rurais, empresários, investidores, executivos, especialistas, startups e lideranças do setor estarão reunidos em dois dias de programação que combina debates sobre os principais temas do agro com tecnologia, oportunidades de negócios, relacionamento, gastronomia, música e cultura.
A edição paulistana acontece depois da estreia do GAFFFF em Mato Grosso. Realizado em Sorriso, entre 23 e 26 de julho, o festival reuniu mais de 15 mil pessoas, teve mais de 80 horas de conteúdo, 140 palestrantes e uma feira de negócios com mais de 109 marcas. A passagem pelo Estado marcou a expansão do evento para uma das principais regiões produtoras do País.
Criado pela DATAGRO, consultoria especializada em inteligência de mercado para o agronegócio, com mais de 40 anos de atuação e presença em mais de 50 países, o GAFFFF nasceu com a proposta de aproximar diferentes agentes da cadeia e mostrar o agro para além da produção no campo.
“A passagem por Sorriso mostrou que o GAFFFF consegue dialogar tanto com quem está no centro da produção quanto com públicos de diferentes regiões e perfis. Agora, voltamos a São Paulo levando essa experiência para uma das maiores cidades do mundo e criando uma ponte entre o campo, os negócios, a tecnologia e o consumidor urbano”, afirma Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação da DATAGRO.
Agro ocupa São Paulo por dois dias
Na capital paulista, o GAFFFF amplia essa conexão ao reunir, em um mesmo espaço, algumas das principais discussões que movimentam o agronegócio e experiências relacionadas à cultura do setor.
A programação será distribuída por diferentes palcos e espaços e colocará em pauta assuntos que passam por produção, mercados, tecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade, segurança alimentar, investimentos e os desafios que devem definir os próximos anos do agro.
“São Paulo ocupa uma posição especial nesse encontro porque concentra empresas, investidores, tecnologia, imprensa, gastronomia e consumidores. O GAFFFF aproxima esses diferentes universos e mostra como o agronegócio está conectado a praticamente todas as dimensões da economia e da vida das pessoas”, destaca Nastari.
A dimensão alcançada pelo festival nos últimos anos ajuda a traduzir essa proposta. Na edição anterior realizada em São Paulo, foram cerca de 35 painéis, mais de 200 palestrantes nacionais e internacionais em três palcos simultâneos e mais de 100 startups apresentando tecnologias e soluções para a cadeia de produção de alimentos.
Mais do que reproduzir o formato tradicional de uma feira ou congresso, o GAFFFF aposta na combinação entre conhecimento, relacionamento e experiência. Ao longo dos dois dias, o público poderá acompanhar debates estratégicos, conhecer novas soluções e tendências, estabelecer contatos profissionais e participar de uma programação que também incorpora música, gastronomia e manifestações da cultura agro.
“O agronegócio não pode ser entendido apenas a partir da porteira. Ele está na tecnologia, no mercado financeiro, na energia, na alimentação, na indústria, na cultura e no cotidiano das cidades. O GAFFFF foi criado justamente para colocar todos esses mundos em contato”, acrescenta Nastari.
SÃO PAULO/SP - Quem realiza ligações clandestinas para desviar energia elétrica, os chamados “gatos”, passou a estar sujeito a uma punição mais severa no Brasil. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.397/2026, sancionada em abril, que alterou o Código Penal e elevou a pena para o crime de furto.
Com a nova legislação, o furto simples passou a ter pena de um a seis anos de reclusão, além de multa. Como o Código Penal considera a energia elétrica uma forma de energia com valor econômico e a equipara a bem móvel, o desvio clandestino de eletricidade pode ser enquadrado como furto.
Antes da mudança, a pena prevista para o furto simples era de um a quatro anos de prisão e multa. O aumento do limite máximo para seis anos produz também efeitos no caso de prisões em flagrante, especialmente em relação à possibilidade de concessão de fiança diretamente na delegacia.
Na prática, segundo informações divulgadas pela CPFL, com a pena máxima superior a quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança nesses casos. A situação passa a depender da análise judicial, incluindo a avaliação sobre a manutenção da prisão e eventual liberdade provisória.
Além da questão criminal, o furto de energia representa prejuízos para o sistema elétrico. A CPFL estima que as perdas provocadas por esse tipo de irregularidade chegam a cerca de R$ 11 bilhões por ano no setor, impacto que acaba refletindo no conjunto dos consumidores.
A mudança faz parte de um conjunto de alterações promovidas pela Lei nº 15.397/2026 no Código Penal, que também aumentou punições para outros crimes patrimoniais. A nova regra reforça o tratamento criminal dado às ligações clandestinas e aumenta as consequências para quem for flagrado desviando energia.
Importante: a pena de até seis anos é a previsão legal para o furto simples; a pena efetivamente aplicada em cada caso depende das circunstâncias da ocorrência, das provas e da decisão judicial.
SÃO PAULO/SP - As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.
As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.
As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.
Boletos de cobrança e contas de consumo - água, energia, telefone, entre outros - com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.
“No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban.
AGÊNCIA BRASIL
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