EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (19) uma nova ofensiva econômica contra o Irã, classificada por ele como a "operação econômica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país".
Em uma publicação na Truth Social, Trump advertiu que qualquer país que permita que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam "qualquer tipo de tábua de salvação" ao Irã também enfrentará consequências econômicas.
Segundo o presidente norte-americano, a nova ofensiva pretende interromper os mecanismos usados por Teerã para contornar as sanções e manter a circulação de recursos. Entre eles estão o contrabando de petróleo, operações de câmbio, transferências de dinheiro em espécie, casas de câmbio, registros de navios e empresas de fachada.
Trump exigiu que essas operações "parem AGORA" e afirmou que Washington acompanhará de perto países e entidades que continuarem permitindo esse tipo de atividade.
O republicano apresentou a medida como uma nova etapa da pressão dos Estados Unidos sobre o governo iraniano. Segundo ele, as Forças Armadas do Irã ficaram fortemente enfraquecidas após os confrontos recentes, enquanto a economia do país estaria próxima do colapso.
"Isto será um DIA D econômico", afirmou Trump, ao pedir que aliados dos Estados Unidos participem do isolamento do Irã. O presidente voltou ainda a dizer que seu governo não permitirá que Teerã obtenha uma arma nuclear.
Trump admite possível retomada de negociações
Antes do anúncio da nova ofensiva econômica, Trump havia afirmado que Washington e Teerã poderiam, "talvez em algum momento", retomar as negociações para tentar encerrar a guerra.
O presidente também avaliou positivamente a situação atual no Estreito de Ormuz e disse que muitos petroleiros estão conseguindo atravessar a passagem sem problemas.
"Talvez em algum momento, embora neste preciso momento ache que a situação [no Estreito de Ormuz] é muito boa. Mas sim, talvez em algum momento", respondeu Trump na Casa Branca ao ser questionado sobre a possibilidade de novas conversas.
A declaração ocorreu depois do fim do cessar-fogo bilateral firmado em junho, cujo prazo terminou na segunda-feira (17).
Após o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã respondeu com ataques contra países vizinhos aliados de Washington e bloqueou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e outros produtos energéticos. Os Estados Unidos, em resposta, impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
Embora as hostilidades tenham diminuído recentemente, a tensão continua elevada no sexto mês de conflito, enquanto as tentativas de negociação diplomática permanecem travadas.
"Nenhuma conversa ou discussão está ocorrendo neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irã", declarou Trump na terça-feira (18).
Segundo uma fonte norte-americana ouvida pela agência France-Presse, as negociações foram suspensas e Trump orientou sua equipe a não retomar o diálogo enquanto Teerã não se aproximar das posições defendidas por Washington.
Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz
O governo iraniano, no entanto, tem dado poucos sinais de que pretende atender às exigências norte-americanas.
O principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz não será reaberto enquanto Washington não cumprir os compromissos previstos no protocolo assinado entre os dois países em junho.
O documento estabelecia uma trégua de 60 dias e previa negociações para alcançar uma solução mais duradoura para o conflito. O entendimento perdeu efeito após a retomada das hostilidades em julho.
Ghalibaf, que visitou Bagdá nesta quarta-feira, também denunciou a "ingerência estrangeira" em um momento no qual os Estados Unidos pressionam o Iraque a desarmar grupos armados apoiados por Teerã. O negociador iraniano também defendeu um "reforço regional".
Paralelamente, Irã e Omã, os dois países que fazem fronteira com o Estreito de Ormuz, discutem há várias semanas como poderá funcionar a futura gestão da passagem marítima.
O Irã, que tem atacado embarcações que tentam atravessar o estreito sem autorização, pretende cobrar taxas de navegação pelos serviços oferecidos aos navios em trânsito. A proposta é rejeitada pelos Estados Unidos e por outros países da região.
NOTÍCIAS AO MINUTO
Palestra gratuita do Sebrae-SP vai orientar empresários de micro e pequenas empresas no dia 25 de agosto, em São Carlos
SÃO CARLOS/SP - A Reforma Tributária vai trazer mudanças que podem afetar o planejamento, os custos e a rotina das empresas. Para ajudar os empresários a entenderem o que muda e como se preparar, o Sebrae-SP realiza uma palestra gratuita no dia 25 de agosto, das 19h às 21h, em São Carlos.
A atividade é voltada principalmente a proprietários e colaboradores de Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas.
Durante a palestra, os participantes vão conhecer os principais impactos das novas regras sobre os pequenos negócios e entender quais pontos precisam ser observados desde já. O conteúdo também vai abordar os possíveis reflexos no modelo de tributação, no planejamento financeiro e na competitividade das empresas.
A proposta é apresentar o tema de forma simples e prática para que o empresário possa participar das decisões relacionadas ao futuro do negócio. Mesmo contando com o apoio de um profissional da contabilidade, é importante compreender como as mudanças podem afetar preços, custos, contratos, fluxo de caixa e relacionamento com clientes e fornecedores.
Outro alerta é o prazo de setembro. Entre os dias 1º e 30, as empresas do Simples Nacional terão uma janela para definir se mantêm o IBS e a CBS dentro do DAS ou se optam pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular a partir de 2027. A escolha precisa ser avaliada de acordo com a realidade de cada empresa.
A discussão ganha ainda mais importância diante das recentes adequações do Simples Nacional à Reforma Tributária. As novas regras incorporam o IBS e a CBS ao regime e estabelecem mudanças que exigirão atenção das empresas durante o período de transição. As alterações foram divulgadas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional em agosto.
Além de esclarecer dúvidas, o encontro vai mostrar como antecipar riscos, identificar oportunidades e organizar as adequações necessárias para que a empresa atravesse esse período com mais segurança. A orientação é não deixar para conhecer as novas regras apenas quando elas já estiverem afetando diretamente a operação do negócio.
Para realizar a inscrição, é obrigatório informar um CNPJ. No caso dos colaboradores, deve ser utilizado o CNPJ da empresa onde trabalham.
Serviço – Palestra: Reforma Tributária para Pequenos Negócios
Data: 25 de agosto de 2026 (terça-feira)
Horário: das 19h às 21h
Local: Sebrae-SP – Escritório Regional de São Carlos
Endereço: Avenida Bruno Ruggiero Filho, 649, Parque Santa Felícia – São Carlos/SP
Participação: gratuita e destinada a maiores de 18 anos
Público: empresários e colaboradores de Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP)
Inscrições: https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=XLVgbXYlYE2uMxHfDqB5gyQ4Rb_Oi6hCm9v2mmD5gOBUQUc5OTRCQ0RUMzYyR0NTUDZISTYwTVYzRi4u
Importante: é obrigatório informar o CNPJ no momento da inscrição
SÃO PAULO/SP - O Grupo Casas Bahia informou que mantém negociações com diversos agentes do mercado em busca de alternativas para sua situação financeira, mas que, até o momento, não há definição sobre eventual operação de obtenção de recursos, incluindo financiamentos. A afirmação foi feita em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícia publicada na imprensa a respeito da negociação de um DIP de até R$ 1 bilhão.
"No entanto, ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento", afirma.
A empresa relembra que ajuizou, em 16 de agosto de 2026, pedido de recuperação judicial e diz que está avaliando alternativas para renegociar prazos de pagamento de dívidas e obter recursos adicionais, incluindo mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo, com o objetivo de gerar caixa.
Segundo a companhia, essas alternativas ainda estão em fase de avaliação, sem confirmação de adoção ou prazo para concretização.
O Grupo Casas Bahia acrescenta que a petição do pedido de recuperação judicial, disponibilizada ao mercado nos termos da Resolução CVM nº 80/22, menciona algumas dessas medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas.
Segundo a varejista, o alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre foi indicado nos comentários sobre o ciclo financeiro em seu release de resultados do período. Já o fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e a redução dos estoques em R$ 1,15 bilhão constam do fluxo de caixa gerencial divulgado no balanço do segundo trimestre.
A empresa lembra ainda que, em seu último balanço, informou que fecharia lojas menos rentáveis, com indicação do número de unidades encerradas, reduziria o Capex e diminuiria seu custo estrutural por meio do redimensionamento do quadro de funcionários e das despesas.
Por serem medidas recentes, a companhia afirma que ainda não tem a dimensão exata dos custos e das economias estimadas e, por isso, diz que não há informação a ser divulgada a esse respeito.
A companhia reitera que não há operação de obtenção de recursos financeiros, "seja na modalidade DIP ou não", contratada ou aprovada até o momento. Também afirma que não há qualquer renegociação de prazos ou obtenção de recursos definida ou aprovada, nem quantificação oficial sobre economias, reduções de despesas e Capex.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - Mais da metade dos trabalhadores brasileiros (53%) chega ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (18). O percentual é semelhante ao registrado em 2025, quando 54% dos entrevistados disseram estar nessa mesma situação.
Entre os trabalhadores ouvidos, 47% afirmam recorrer a algum recurso ou alternativa adicional para conseguir fechar as contas. Outros 6% terminam o mês sem dinheiro suficiente e sem recorrer a uma solução extra.
A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, incluindo trabalhadores com carteira assinada e pessoas que atuam como PJ (pessoa jurídica). As entrevistas foram realizadas pela internet entre os dias 12 e 30 de junho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
A alimentação foi citada por 78% dos entrevistados que não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente, seguida pelas contas de consumo, como água, luz e gás, mencionadas por 72%. Também aparecem entre os gastos financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Cada entrevistado podia indicar até três tipos de gasto.
A pesquisa também perguntou aos trabalhadores que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos sobre as consequências do endividamento e o que a situação causa no dia a dia.
Na vida pessoal, irritabilidade e insônia foram citadas por 44% dos entrevistados. Foram mencionadas ainda alterações de peso, depressão, dores físicas e isolamento social.
No ambiente de trabalho, 51% relataram estresse e 46%, exaustão extrema ou esgotamento físico. Outros 35% disseram ter percebido diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade.
O estudante universitário Pietro Nascimento, 24, diz estar vivendo essa realidade. Ele decidiu sair da casa da família há pouco mais de um ano para morar sozinho em São Paulo (SP), em busca de mais independência e de um endereço mais próximo do trabalho.
No entanto, percebe que nenhum dinheiro sobra no fim do mês. "Só o aluguel consome quase metade da minha renda. Cerca de R$ 2.000 de um salário de R$ 4.500", conta.
Embora pretenda comprar um imóvel no futuro, Nascimento afirma que ainda não conseguiu dar passos concretos nessa direção. "Continuo pesquisando imóveis mais baratos e formas de financiamento."
Para especialistas da Serasa, a educação financeira é uma das formas de contornar a situação.
"Os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual. Quando esse cenário não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira", diz Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.
"Essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia."
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.
É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado na segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.
Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.
O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.
Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.
Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve uma mudança importante em 2026 após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a exigência de idade mínima para essa modalidade. Com a decisão, trabalhadores não precisam mais atingir os 58 anos como requisito obrigatório, mas continuam obrigados a comprovar exposição a agentes nocivos e cumprir a carência exigida.
A decisão foi tomada em 3 de junho de 2026, durante o julgamento da ADI 6309. Por maioria, o STF considerou inconstitucional o trecho da Emenda Constitucional 103/2019 que estabelecia idades mínimas para trabalhadores submetidos a condições prejudiciais à saúde.
Antes da decisão, a legislação estabelecia idade mínima de 55 anos para atividades especiais com exigência de 15 anos de exposição. Para atividades que exigiam 20 anos, a idade prevista era de 58 anos, enquanto aquelas de 25 anos tinham idade mínima de 60 anos. A aposentadoria especial também exigia 180 contribuições mensais.
Com a decisão, a exigência de idade foi retirada. Segundo o Ministério da Previdência Social, porém, outras regras continuam valendo. Entre elas está a proibição de converter tempo especial em tempo comum depois da Reforma da Previdência. Os critérios de cálculo definidos pela reforma também foram mantidos.
A aposentadoria especial é destinada aos trabalhadores que comprovem exposição efetiva a agentes químicos, físicos ou biológicos prejudiciais à saúde. Essa exposição precisa ocorrer de forma permanente, não podendo ser apenas ocasional ou intermitente.
O período necessário depende do nível de risco da atividade. A legislação prevê três possibilidades: 15, 20 ou 25 anos de exposição em condições especiais. Além disso, é necessário cumprir a carência mínima de 180 contribuições mensais.
Para segurados que já estavam filiados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) antes de 13 de novembro de 2019, existe ainda uma regra de transição. Nesse caso, são exigidos 66, 76 ou 86 pontos, de acordo com o tempo de exposição especial necessário.
A comprovação das condições de trabalho é fundamental para conseguir o benefício. O principal documento utilizado pelo INSS nessa análise é o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).
O documento apresenta informações sobre as atividades desempenhadas pelo trabalhador e os agentes presentes no ambiente profissional. Registros ambientais também podem ser utilizados para sustentar os dados apresentados no PPP, de acordo com as exigências previdenciárias.
O requerimento da aposentadoria especial pode ser realizado pelos canais digitais do INSS. O instituto disponibiliza serviços relacionados às aposentadorias pelo Meu INSS, enquanto a Central 135 também oferece atendimento.
Depois de fazer a solicitação, o segurado deve acompanhar o andamento do processo e responder eventuais exigências. Dependendo da situação, o INSS pode solicitar documentos complementares durante a análise.
Assim, a idade de 58 anos deixou de ser uma exigência obrigatória para a aposentadoria especial. A decisão do STF, porém, não eliminou a necessidade de comprovar o período de exposição a agentes nocivos, o tempo especial e a carência. Quem já cumpre os demais requisitos deve verificar o histórico previdenciário antes de solicitar o benefício.
por Guilherme Bernardo
SÃO PAULO/SP - O Brasil encerrou o mês de julho com 83,9 milhões de pessoas inadimplentes, um avanço de 0,23% em relação ao mês anterior. Segundo o mais recente Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, ao todo, mais de 348,3 milhões de dívidas estão em aberto, somando R$ 586,4 bilhões em débitos.
Nesse contexto, cresce também a preocupação dos brasileiros em reorganizar a vida financeira. Pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que metade dos consumidores (50%) afirma ter gastado mais do que planejava no primeiro semestre de 2026, reforçando a necessidade de revisar o orçamento e estabelecer novas prioridades para os próximos meses.
O estudo revela que 54% dos brasileiros costumam revisar o planejamento financeiro no meio do ano para avaliar as metas estabelecidas em janeiro e definir os próximos passos para o restante de 2026. Apesar dos desafios, os resultados indicam uma mudança positiva na relação dos consumidores com as finanças: em comparação com o mesmo levantamento realizado em 2025, aumentou em seis pontos percentuais o número de pessoas que têm como principal objetivo manter as contas em dia, alcançando 55% dos entrevistados.
"O meio do ano é um momento importante para refletir sobre o planejamento financeiro e ajustar a rota quando necessário. Mesmo diante de um cenário de inadimplência ainda elevado, percebemos que os consumidores estão mais conscientes sobre a importância de reorganizar o orçamento e estabelecer metas compatíveis com sua realidade financeira", afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa.
Esse movimento também aparece nas prioridades para o segundo semestre. Quase metade dos brasileiros (49%) pretende quitar dívidas até o fim do ano, enquanto outros 32% querem limpar o nome e 29% planejam formar uma reserva para emergências — indicadores que cresceram seis e quatro pontos percentuais, respectivamente, em relação ao ano anterior. Além disso, a intenção de economizar mais passou de 64% para 69%, enquanto 33% afirmam que pretendem investir com maior frequência.
Renegociação de dívidas avança no país
Mesmo diante dos desafios, 74% dos entrevistados seguem otimistas em relação à própria situação financeira até o fim do ano e a maior preocupação com a organização financeira já se reflete na busca pela regularização das dívidas. Entre maio e julho de 2026, mais de 14 milhões de acordos foram fechados no Serasa Limpa Nome, um crescimento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior. No intervalo, mais de 7 milhões de consumidores renegociaram seus débitos na plataforma.
Em São Paulo, a Serasa registrou mais de 3,8 milhões acordos de renegociação de dívidas no Serasa Limpa Nome entre maio e julho de 2026, um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, em meio ao novo Desenrola Brasil e a ampliação do número de parceiros com melhores condições para a regularização de débitos, mais de 1,9 milhão de consumidores fecharam acordos na plataforma.
Segundo a Serasa, o avanço das renegociações coincidiu com uma desaceleração no ritmo de crescimento da inadimplência. Enquanto entre maio e julho de 2025 o aumento médio mensal foi de 0,7%, no mesmo período de 2026, a média caiu para 0,2%. Em São Paulo, a tendência também foi observada, com a média de crescimento recuando de 0,9% para 0,2% na comparação entre os dois anos.
“Regularizar os débitos reduz o peso dos juros, melhora o acesso ao crédito e abre espaço para que objetivos financeiros, como formar uma reserva ou investir, se tornem mais viáveis", reforça Aline. “Ao revisitar as metas neste meio de ano, esse pode ser o primeiro passo para retomar o controle das finanças ainda em 2026.”
Metodologia
Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box entre 26 de junho e 05 de julho de 2026, com 1.328 entrevistas online em todo o Brasil. Margem de erro de 2,7 pontos percentuais.
Nova modalidade de pagamento é inédita em Araraquara e pode ser utilizada para débitos a vencer ou vencidos
ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara passa a oferecer uma nova opção para o pagamento de tributos e outros débitos municipais: o parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito. A modalidade é inédita no município e amplia as alternativas disponíveis para que os contribuintes regularizem suas pendências ou efetuem o pagamento de valores em aberto.
O parcelamento poderá ser feito para débitos vencidos ou a vencer, incluindo multas, lançamentos de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis). No caso do ITBI, o parcelamento será permitido somente até a data de vencimento. Também não estão incluídas as multas de trânsito que não estejam inscritas em dívida ativa.
A nova modalidade de pagamento deve ser realizada exclusivamente pela internet, pelo próprio contribuinte. O parcelamento com cartão de crédito não será feito nos guichês de atendimento da Prefeitura.
O serviço está disponível na ferramenta “Cidadão Online”, que pode ser acessada pelo site da Prefeitura, na área “Serviços Cidadão”, ou diretamente pelo endereço sistema.araraquara.sp.gov.br/cidadaoonline.
Para efetuar o parcelamento com cartão, selecione a opção “Emissão e Atualização de Boletos” e preencha o campo para localizar o cadastro desejado. Na tela seguinte, serão exibidos os débitos. Selecione aqueles que deseja quitar e clique na opção “Pagamento com Cartão de Crédito”. Em seguida, confira o resumo da solicitação e o valor total dos débitos selecionados, preencha os dados, escolha o número de parcelas e finalize o procedimento.
SÃO PAULO/SP - A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 360,8 milhões de toneladas, volume 2,4% superior ao colhido na temporada anterior. A estimativa consta do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado na quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo a estatal, o crescimento corresponde a um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25. O resultado é influenciado pela expansão de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares.
A produtividade média das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado na safra passada, segundo a Conab.
A soja continua sendo o principal produto agrícola do país e deve atingir produção de 180,5 milhões de toneladas. A produção do milho deve chegar a 143 milhões de toneladas.
A Conab destaca que condições climáticas registradas desde junho afetaram negativamente o desenvolvimento das lavouras de milho cultivadas no Nordeste, especialmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e parte de Alagoas.
Entre as demais culturas, a produção de algodão em caroço está estimada em 5,8 milhões de toneladas, equivalentes a 4,1 milhões de toneladas de pluma.
A produção de feijão, considerando as três safras, deve ficar em 3 milhões de toneladas – volume 3,2% abaixo do obtido no ciclo anterior. Apesar da queda, a Conab avalia que a oferta é suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno.
Para o arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas. A redução da produção é atribuída à diminuição da área cultivada. Segundo a companhia, o plantio ocorreu em área 14% menor que a registrada no ciclo anterior. Ainda assim, a colheita prevista atende à demanda doméstica.
Entre as culturas de inverno, o destaque é o trigo, que tem produção estimada em 5,8 milhões de toneladas.
A previsão representa queda de 26,2%, na comparação com a safra de 2025. De acordo com a Conab, a redução está relacionada à retração de 20,4% na área destinada ao cultivo do cereal.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Estão abertas as inscrições para o concurso público da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. São 281 vagas imediatas e 3.890 para cadastro de reserva. e o concurso é organizado pela Fundação Cesgranrio.
O salário inicial varia de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde.
As oportunidades são para cargos de níveis médio, técnico e superior, distribuídos em quatro editais específicos: quadro de mar (oficiais), quadro de mar (suboficiais e guarnição), quadro de terra (nível médio) e quadro de terra (nível superior).
As inscrições vão até 14 de setembro, no site da Cesgranrio, que também disponibiliza os editais do processo seletivo. Os dois editais do quadro mar terão 180 vagas; e o terra, 101.
Os locais de trabalho no quadro terra se distribuem entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as oportunidades têm abrangência nacional.
As provas estão marcadas para 29 de novembro e serão aplicadas em todas as capitais, independentemente do polo de trabalho escolhido pelo candidato.
Estão reservadas 30% das vagas para pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). Para pessoas com deficiência (PCD), a Transpetro reservou 10% das vagas e do cadastro reserva.
De acordo com o edital, a taxa de inscrição varia de R$ 81,50 (cargos de mar como auxiliar de saúde, cozinheiro, moços e condutores e carreiras de terra de nível médio/técnico) a R$ 117 (cargos de mar para oficiais e carreiras de terra de nível superior).
Os editais preveem isenção do valor para candidatos que sejam de família de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou que sejam doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.
O concurso tem validade de 1,5 ano e pode ser prorrogado por igual período.
A Transpetro é a maior empresa de logística multimodal de petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis do país. A empresa tem cerca de 5,7 mil empregados.
AGÊNCIA BRASIL
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