SÃO PAULO/SP - Levantamento divulgado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6x1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada na quarta-feira, 11.
De acordo com o estudo, 63% dos entrevistados disseram inicialmente ser favoráveis ao fim da escala 6x1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% afirmaram ser contrários.
A taxa de aprovação cresce 10 pontos percentuais quando os entrevistados contrários são questionados se passariam a apoiar a proposta caso ela não implicasse redução de salário.
Por outro lado, 28% se dizem favoráveis ao fim da escala 6x1 mesmo que haja diminuição nos vencimentos.
Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam que o apoio diminui quando a proposta envolve perda de renda. "Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente aceita abrir mão de recursos financeiros em troca disso", afirmou.
O levantamento apontou ainda que:
28% são a favor do fim da escala 6x1, mesmo com redução do salário;
30% apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja redução salarial;
11% são contra o fim da escala 6x1, mesmo sem redução de salário;
10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução salarial;
6% não são nem a favor nem contra;
5% são a favor do fim da escala 6x1, mas não se posicionaram quanto à redução de salário;
1% é contra o fim da escala 6x1, mas não opinou sobre a questão salarial.
Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% são favoráveis ao fim da escala 6x1, 15% são contrários e 15% não opinaram. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% apoiam o fim da escala, 32% são contrários e 15% não se posicionaram.
A pesquisa também mostrou que 62% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que a proposta significa. Outros 35% nunca ouviram falar das discussões sobre o fim da escala 6x1.
Foram entrevistadas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Na segunda-feira, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trata do tema, a outra proposta semelhante apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça.
A jornalistas, Motta afirmou que o debate sobre a escala 6x1 é "inadiável".
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.
Agora, a taxa de desconto (MDR) cobrada dos supermercados e restaurantes, pelas operadoras, não pode ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional.
Além disso, o repasse do dinheiro aos estabelecimentos deve ocorrer em até 15 dias corridos após a transação. Até então, restaurantes e similares recebiam os valores 30 dias após as transações.
Já estavam em vigor, com a assinatura do decreto, as regras de proteção, com a proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação.
A nova regulamentação do PAT já foi questionada na Justiça pelas maiores empresas de vale-alimentação e refeição do país, que obtiveram liminares suspendendo fiscalização ou aplicação de punições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “por ora, elas estão protegidas de sanções por descumprimento das regras de taxas e prazos, mas não estão dispensadas das demais obrigações do decreto e do PAT”.
“É fundamental que todas as empresas ajustem suas operações para estar em conformidade com o novo normativo, inclusive aquelas que possuem liminar.
As liminares não suspendem a vigência do decreto como um todo, nem estendem seus efeitos a outras empresas. O decreto está em pleno vigor e deve ser integralmente cumprido. A obrigatoriedade de observância das novas regras, como o teto de taxas e os prazos de liquidação, é imediata para todo o mercado, segundo a pasta.
As mudanças no programa beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.
Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do MTE e vai completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.
Outra mudança entra em vigor a partir de 10 de maio, com a transição do sistema atual, em que o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora, para um novo arranjo, no qual o benefício poderá ser aceito em diferentes maquininhas e estabelecimentos, independentemente da empresa emissora ou da bandeira.
Em novembro, 360 dias após a assinatura do decreto, está prevista a interoperabilidade plena do sistema, quando qualquer cartão PAT deverá ser aceito em qualquer maquininha de pagamento no Brasil.
AGÊNCIA BRASIL
Custo do crédito freia planos de expansão em um polo industrial marcado por tecnologia e inovação
SÃO CARLOS/SP - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano, no início de 2026, reforça um cenário de juros elevados que continua a pressionar o setor produtivo no Brasil, com reflexos diretos nas indústrias de São Carlos e região. A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, influencia o custo do crédito, os financiamentos e o ritmo dos investimentos empresariais.
Embora a ata da última reunião do Copom, divulgada na terça-feira (3), tenha indicado que o Banco Central pode iniciar um ciclo de cortes nos juros já em março, a política monetária deve permanecer restritiva por mais algum tempo, mantendo o crédito caro para empresas de diferentes portes.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 80% dos empresários industriais apontam os juros altos como o principal obstáculo para conseguir crédito. Esse cenário tem levado muitas empresas a adiar investimentos, renovar máquinas com mais cautela e rever planos de expansão, com impactos também sobre a geração de empregos na cidade e na região.
Em um polo industrial que combina manufatura, tecnologia e inovação, como São Carlos, o custo do crédito influencia diretamente nas decisões de investimento e expansão. Para Paulo Giglio, diretor titular do Ciesp São Carlos, o contexto internacional ajuda a entender os movimentos esperados para a política monetária brasileira, ainda que o país enfrente desafios próprios.
“A América do Sul tem particularidades conhecidas, com governos que muitas vezes ampliam gastos e acabam pressionando impostos e juros. Mas, quando olhamos para mercados mais maduros, como Estados Unidos e Europa, vemos que eles também estão lidando com dilemas semelhantes e, neste momento, buscam reduzir suas taxas de juros para estimular a economia”, analisou.
Segundo Giglio, o movimento global de queda dos juros cria um ambiente mais favorável para que o Brasil também avance nesse sentido, ainda que de forma gradual. “O capital busca remuneração, mas, sobretudo, previsibilidade e segurança. Se o mundo começa a trabalhar com juros menores, isso abre espaço para ajustes também aqui, o que seria fundamental para destravar investimentos produtivos”, avalia.
O cenário ainda é incerto, mas, se confirmado, pode trazer algum alívio para o setor industrial, que enfrentou desaceleração no fim de 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE na última semana. Na avaliação de Rafael Cervone, presidente do Ciesp, o recuo da indústria está diretamente relacionado aos juros elevados e a entraves estruturais que pesam sobre o setor.
A produção industrial fechou o ano com crescimento de apenas 0,6%, evidenciando perda de ritmo nos últimos meses. Até junho, o setor acumulava avanço de 1,2% frente ao mesmo período do ano anterior. No segundo semestre, a variação foi nula. Mas, entre setembro e dezembro, houve recuo de 1,9%.
“Não é coincidência essa perda de ritmo. O setor já vinha operando sob forte pressão de juros muito elevados, que encarecem o crédito, travam investimentos e comprimem o consumo. Quando isso se soma a impostos altos, insegurança jurídica, custos trabalhistas crescentes e à valorização do câmbio, o ambiente torna-se francamente adverso para quem produz”, ponderou.
Cervone destacou ainda que esse ambiente macroeconômico e regulatório acaba limitando os efeitos de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria e acende um alerta para 2026. “A indústria é estratégica para a economia, gera empregos de qualidade e inovação. Para retomar o crescimento, é fundamental um ambiente mais favorável ao investimento, com juros menores e menos entraves”, afirmou.
SÃO PAULO/SP - A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo realiza na próxima quarta-feira (11) um mutirão para atendimento presencial para esclarecer dúvidas e auxiliar os interessados em aderir ao programa Acordo Paulista, do Governo de SP.
O Acordo Paulista é o maior programa de recuperação fiscal do Governo do Estado de São Paulo e foi criado para ajudar contribuintes a liquidar débitos como ICMS, IPVA, ITCMD e multas do Procon já inscritos na dívida ativo do Estado, oferecendo uma série de benefícios, como:
Este é o quarto edital de renegociação lançado pelo Governo de São Paulo. Nos últimos dois anos, o programa renegociou R$ 58,4 bilhões.
Os mutirões ocorrem no próximo dia 11 de fevereiro nas unidades do Poupatempo da Sé (Capital), de Campinas, Ribeirão Preto e Bauru (veja programação abaixo). O atendimento é presencial e totalmente gratuito.
A inscrição para participar do programa deve ser feita somente pela Internet, no site www.acordopaulista.sp.gov.br até o dia 27 de fevereiro.
Data: 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 7h às 17h (senhas serão distribuídas até 15h)
Local: Poupatempo Sé – Praça do Carmo, s/nº, São Paulo (SP)
Data: 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 11h às 17h (senhas serão distribuídas até 16h)
Local: Poupatempo Campinas Shopping – R. Jacy Teixeira de Camargo, 940 – Jardim do Lago, Campinas (SP)
Data: 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 13h às 17h (senhas serão distribuídas até 16h)
Local: Poupatempo Bauru – R. Inconfidência, 50 – Quadra 04 – Centro, Bauru (SP)
Data: 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: das 13h às 17h (senhas serão distribuídas até 16h)
Local: Poupatempo Novo Shopping Ribeirão Preto – Av. Pres. Kennedy, 1500 – Ribeirânia, Ribeirão Preto (SP)
O Acordo Paulista é uma das frentes do plano São Paulo na Direção Certa, que reúne ações voltadas à modernização da administração pública, à eficiência do gasto e ao fortalecimento dos investimentos. A iniciativa mostra, na prática, como uma gestão pública orientada pela responsabilidade fiscal, inovação e diálogo com o contribuinte é capaz de produzir resultados concretos e sustentáveis.
Com o Acordo Paulista, o Estado de São Paulo reafirma seu compromisso com a gestão fiscal responsável, a promoção da justiça tributária e o incentivo à regularização voluntária de dívidas, sem abrir mão da eficiência, do diálogo com o contribuinte e da transparência.
SÃO PAULO/SP - O Carnaval de 2026 deve confirmar o protagonismo do estado de São Paulo como um dos principais destinos turísticos do país durante a maior festa popular brasileira. De acordo com estimativa do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP), são esperados 4,7 milhões de visitantes circulando pelos destinos paulistas no período, o que representa um crescimento de aproximadamente 4,75% em relação ao Carnaval de 2025.
A movimentação financeira direta estimada é de R$ 7,3 bilhões, impulsionada por um ticket médio de R$ 1.543 por turista, considerando gastos com hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos. Os dados são resultado de uma sondagem realizada pelo CIET junto a 140 municípios do estado, que concentram parte expressiva da programação carnavalesca paulista.
“O Carnaval é um dos períodos mais importantes para o turismo e para a economia paulista. Os números reforçam a diversidade da nossa oferta, que vai muito além dos grandes centros urbanos, alcançando o litoral, o interior e as estâncias turísticas, com geração de emprego, renda e valorização das identidades locais”, destaca a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.
Além do impacto econômico, o levantamento evidencia o avanço das políticas de sustentabilidade e de preservação cultural nos destinos paulistas. Segundo o CIET, 88% dos municípios informaram desenvolver ações de conscientização ambiental voltadas ao público durante o Carnaval, enquanto 90% adotam medidas de mitigação dos impactos da festa sobre o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural.
Entre as principais iniciativas estão o reforço no número de lixeiras em áreas de grande circulação, a instalação de banheiros ecológicos, o controle de acesso a áreas de proteção ambiental ou histórica e ações educativas junto aos foliões. O compromisso com a cultura local também se destaca: 93% dos municípios afirmaram que o Carnaval é utilizado como instrumento de resgate, valorização ou preservação das tradições culturais da região.
Com blocos de rua, desfiles, festas populares e programações diversificadas, o Carnaval paulista se consolida como um evento democrático, sustentável e distribuído por todo o território estadual. Para a Setur-SP, os dados do CIET reforçam a importância do planejamento integrado entre estado e municípios, garantindo uma experiência segura, responsável e economicamente relevante para moradores, turistas e o trade.
SÃO PAULO/SP - O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,38% em dezembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,71%. Segundo a pesquisa, elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em dezembro de 2024, o índice registrava variação acumulada de 4,97%.
[GRÁFICO 1]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025)
Série histórica (13 meses)
Fonte: IBGE/FecomercioSP
O grupo de transportes foi o que mais pressionou o custo de vida, ao registrar variação mensal de 0,86%. As principais altas vieram dos serviços, estimuladas pelos reajustes sazonais da alta temporada do Turismo e pelo encarecimento do transporte público. Destacam-se as passagens aéreas, com elevação de 13,1%, além do metrô e do trem, que subiram 7,2%, e dos ônibus interestaduais, com alta de 4,2%. No Varejo, o item que mais chamou atenção foi o etanol, que registrou aumento de 2,7%.
O impacto foi mais intenso entre as famílias de menor renda, com a variação chegando a 1,74% na classe E e a 1,52% na classe D — enquanto na classe A, o avanço foi de 0,48%. Apesar disso, no acumulado do ano, o grupo apresenta alta de 3,39%, uma das menores variações e abaixo da média geral do índice.
[TABELA 1]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo — dezembro de 2025
Fonte: IBGE/FecomercioSP
O segmento de saúde também pressionou o índice em dezembro, com avanço de 0,68% e alta acumulada de 5,66% no ano. O aumento foi observado tanto no Varejo, com elevação nos preços de medicamentos e itens de higiene e beleza — como perfumes, que subiram 2,2%, e antibióticos — quanto nos Serviços, que registraram alta mensal de 2,8% nos atendimentos odontológicos e de 1,8% nas consultas com psicólogos.
Já o grupo de alimentação e bebidas, de maior peso no CVCS, apresentou variação mensal de 0,38% e acumulou alta de 4,06%. Em dezembro, a alimentação no domicílio avançou 0,57%, influenciada principalmente pelo aumento do leite e derivados, como o leite longa vida (2%) e o queijo (3,6%), além das carnes, com destaque para o contrafilé (3,4%), a alcatra (3,1%) e o chã de dentro (2,6%).
No entanto, no acumulado do ano, a pressão foi maior sobre as classes de renda mais elevada, uma vez que a alimentação fora do domicílio registrou alta mais intensa — 4,39%, frente aos 3,83% observados na alimentação dentro de casa.
[TABELA 2]
Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (dezembro de 2025 )
Por Classes Sociais
Fonte: IBGE/FecomercioSP
Dentre os grupos analisados, habitação apresentou a principal retração no período, com queda de 0,16%, influenciada pela redução no preço médio da energia elétrica residencial. O recuo beneficiou especialmente as famílias de menor renda, com variação de -0,35% na classe E, enquanto a classe A registrou leve alta de 0,27%. Apesar da queda no mês, no acumulado de 12 meses o grupo segue como o principal responsável pela elevação do CVCS, com avanço de 8,51%.
As variações mensais e o acumulado dos últimos 12 meses impactaram de forma similar as classes sociais, embora com uma variação mais elevada para a faixa de renda mais baixa. Em dezembro, as variações foram de 0,42% para a classe E e de 0,37% para a classe A. No acumulado do ano, foram 5,15% e 4,85%, respectivamente.
Nota metodológica
CVCS
O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo.
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
SÃO CARLOS/SP - Diante de uma retração de aproximadamente 20% na demanda por compressores aplicados nos condicionadores de ar, causada pelo elevado nível de estoques no varejo e na indústria, além de alterações regulatórias, a Tecumseh programou a concessão de férias coletivas para parte de seus colaboradores. A medida envolve 130 funcionários no mês de fevereiro e outros 130 em março, em termos já negociados com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, e tem como objetivo adequar temporariamente o ritmo de produção ao atual cenário de mercado, preservando a sustentabilidade das operações e os postos de trabalho.
A decisão ocorre após um ciclo contínuo de investimentos relevantes em inovação e capacidade produtiva. Somente em 2025, a companhia investiu cerca de R$ 45 milhões na expansão da capacidade instalada e no desenvolvimento de novas tecnologias de compressores, com destaque para os modelos inverter aplicados a condicionadores de ar.
SÃO PAULO/SP - Em 2026, o Nubank anunciou uma expansão do Pix no crédito, funcionalidade que ficou popularmente conhecida entre clientes como Pix fiado. O banco confirmou que o recurso passou a permitir transferências via Pix utilizando o limite do cartão de crédito, com um teto de até R$ 15.000 por ciclo de fatura. Com isso, a operação pode ser feita mesmo sem saldo disponível na conta: o valor é descontado do limite do cartão e chega instantaneamente à conta de quem recebe, mantendo a agilidade tradicional do Pix, mas com uma fonte diferente de pagamento.
De acordo com o Nubank, o Pix no crédito funciona de forma semelhante a uma compra no cartão. Antes de finalizar a transferência, o cliente precisa selecionar essa modalidade dentro do aplicativo. Após o envio, o valor entra diretamente na fatura, com a possibilidade de parcelamento, dependendo das condições oferecidas no momento da transação.
Apesar da praticidade, o banco reforçou que o serviço envolve cobrança de juros. A taxa é exibida antes da confirmação, permitindo que o usuário visualize as condições completas e decida se deseja prosseguir. Essa etapa de transparência, com a apresentação antecipada dos custos, passou a ser um dos principais pontos destacados pelo Nubank em sua comunicação oficial.
Sobre o limite, o banco explicou que o valor disponível considera o limite total do cartão do cliente. No entanto, mesmo para usuários com limites mais altos, existe um teto máximo de R$ 15.000 por ciclo. Assim, quando o cliente atinge esse valor, precisa esperar o fechamento da fatura para voltar a utilizar a funcionalidade.
O apelido Pix fiado ganhou força em redes sociais e reportagens por seguir a lógica do crédito, em que o pagamento acontece depois. Ainda assim, o Nubank destacou que não se trata de um produto novo, mas apenas de uma modalidade de Pix no crédito já existente.
O processo no aplicativo é simples: o cliente escolhe a chave Pix ou QR Code, seleciona a opção de pagamento no crédito e, antes de confirmar, visualiza juros, valor total e opções de parcelamento. Segundo o banco, isso garante maior controle da operação.
Por fim, o Nubank passou a apresentar o Pix no crédito como uma alternativa para necessidades pontuais de organização financeira, deixando claro que a ferramenta não substitui planejamento. O uso responsável é o que define se o recurso ajuda ou se pode gerar dívidas, mas a funcionalidade ganhou espaço entre as soluções digitais oferecidas pela instituição.
por Notícias ao Minuto Brasil
BRASÍLIA/DF - Trabalhadores poderão consultar, a partir desta quinta-feira (5), se têm direito ao Abono Salarial em 2026, referente ao ano-base 2024. A consulta pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.
Nas plataformas, é possível verificar informações como valor do benefício, banco responsável pelo pagamento e a data específica do depósito. No total, os pagamentos somam R$ 32,3 bilhões e são distribuídos de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.
O valor corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Neste ano, o Abono Salarial varia de R$ 136 a R$ 1.621.
O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro - no valor de R$ 2,5 bilhões - para trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis aos beneficiários até o fim do calendário em 30 de dezembro.
Serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada com inscrição no Programa de Integração Social (PIS), pagos pela Caixa Econômica Federal, em um total de R$ 2,29 bilhões.
Outros 217,2 mil servidores públicos, com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), receberão pelo Banco do Brasil, somando R$ 301,9 milhões.
Têm direito ao Abono Salarial em 2026 o trabalhador que atende aos seguintes critérios:
- estar cadastrado no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;
- ter recebido, de empregadores que contribuem para os programas, até R$ 2.766 de remuneração média mensal no período trabalhado;
- ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base, dias consecutivos ou não;
- ter os dados do ano-base informados corretamente pelo empregador no eSocial.
O pagamento do Abono Salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta da Caixa, para trabalhadores que possuam conta corrente, conta poupança ou conta digital. Também poderá ser feito por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente pela instituição.
Para o trabalhador não correntista, o pagamento será disponibilizado em canais como agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, Caixa Aqui e demais meios oferecidos pela Caixa.
No Banco do Brasil, da mesma forma, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária. Também poderá ser feito por transferência via TED, PIX ou de forma presencial nas agências, para trabalhadores não correntistas e que não possuam chave PIX.
Em caso de dúvidas, o trabalhador pode procurar os canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, as unidades das superintendências regionais do Trabalho ou a central Alô Trabalho, pelo telefone 158.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A partir desta semana, os correntistas podem pedir a portabilidade de crédito via open finance, com a transferência de empréstimos entre instituições financeiras de forma totalmente digital, diretamente pelos aplicativos dos bancos. Lançada dias após o open finance completar cinco anos, a novidade marca um novo passo na ampliação da concorrência no mercado de crédito.

Fora do ambiente do open finance, a portabilidade de crédito costuma levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha mais agilidade, transparência e poder de escolha na hora de renegociar seus empréstimos.
Nesta fase inicial, o serviço está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa é que, gradualmente, outras modalidades sejam incorporadas ao sistema, ampliando o alcance da funcionalidade.
Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (3), a presidente-executiva da Associação Open Finance Brasil, Ana Carla Abrão, classificou o lançamento como um marco para o ecossistema financeiro. Segundo ela, o objetivo é tornar o mercado mais transparente, comparável e acessível para o consumidor.
“A ideia é chegar ao crédito imobiliário, ou seja, abarcar o mercado de uma maneira muito ampla do ponto de vista de portabilidade”, explicou Abrão.
De acordo com o cronograma atual, a portabilidade do consignado do INSS deve entrar em operação a partir de novembro de 2026.
Lançado em 1º de fevereiro de 2021, o open finance é o sistema que permite o compartilhamento padronizado e seguro de dados financeiros entre instituições, sempre com o consentimento do cliente. Criado pelo Banco Central (BC), o modelo ampliou o antigo open banking ao incluir não apenas dados bancários, mas também informações de crédito, investimentos, seguros e previdência.
A troca de dados proporcionada pelo open finance pretende aumentar a concorrência, melhorar ofertas e dar mais controle ao consumidor sobre sua vida financeira.
Segundo a Ana Carla Abrão, a ferramenta tem espaço para reduzir juros, especialmente no crédito sem garantia (sem ativos usados para cobrir eventuais inadimplências).
Atualmente, o crédito sem garantia apresenta grande variação de taxas, com juros de 4% até 20% ao mês. Com ofertas padronizadas, a presidente da Associação Open Finance Brasil diz que o cliente consegue visualizar com clareza a economia nas parcelas e no custo total do contrato.
O open finance já soma cerca de 100 milhões de consentimentos únicos ativos, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas com ao menos uma conta conectada. Para a associação, a portabilidade tende a impulsionar ainda mais o uso do sistema e estimular a competição entre as instituições financeiras.
Como pedir a portabilidade de crédito no open finance
AGÊNCIA BRASIL
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.