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MUNDO - A Nintendo anunciou que seu mais recente console, o Switch, começará a ser vendido no Brasil a partir do dia 18 de setembro por 2,999 reais.

Mais ainda, as redes de lojas que venderão o Nintendo Switch no mercado brasileiro serão a Lojas Americanas e Magazine Luiza, tanto nas lojas físicas como nas respectivas lojas virtuais. No espaço digital poderá ainda ver o site Submarino.com.br.

O Nintendo Switch foi lançado no mercado em 2017 mas foi há cinco anos que a Nintendo deixou de vender consoles no Brasil, citando os impostos cobrados no país. Porém, agora a Nintendo fará uma nova tentativa de vender no Brasil.

 

 

*Por: NOTÍCIAS AO MINUTO

MUNDO - A Argentina conseguiu reestruturar 98,8% de sua dívida de 41,7 bilhões de dólares em títulos de acordo com a legislação nacional, anunciou o ministro da Economia, Martín Guzmán, uma semana após o bem-sucedido swap de títulos com credores estrangeiros.

En entrevista coletiva, Guzmán informou que "98,8% da dívida que emitimos sob a lei argentina foi reestruturada".

"Ainda dá tempo de aderir. Ninguém rejeitou essa oferta", acrescentou o ministro, explicando que o prazo final para a reestruturação dessa dívida termina em 15 de setembro.

Para essa reestruturação, a Argentina ofereceu um swap de dívida nos mesmos termos que pactuou para os 66 bilhões de dólares em títulos emitidos em direito estrangeiro, processo que terminou em 28 de agosto com 99% de adesão, após meses de duras negociações e uma oferta governamental significativamente melhorada após a rejeição dos credores à primeira proposta.

Com a negociação, a Argentina concordou em pagar 54,80 dólares a cada 100 emitidos, valor considerado sustentável pelo presidente Alberto Fernández.

"Foi restabelecida a sustentabilidade da dívida em moeda estrangeira. É um ponto de partida para o processo de tranquilização da economia argentina", felicitou-se Guzmán.

Após a reestruturação da dívida em moeda estrangeira com credores privados, a Argentina iniciará agora uma negociação com o Fundo Monetário Internacional para um novo empréstimo, em substituição ao acordo stand-by assinado em 2018 por 57 bilhões de dólares.

Desse montante, a Argentina recebeu apenas 44 bilhões de dólares, já que o governo do presidente Fernández rejeitou os desembolsos pendentes ao assumir o cargo em dezembro passado. Duas semanas atrás, o governo argentino lançou formalmente conversações com o FMI.

Nesta sexta-feira, o ministro Guzmán garantiu que o novo acordo com o organismo multilateral será submetido à votação do Congresso, ao contrário do que foi feito há dois anos sob o mandato do liberal Mauricio Macri (2015-2019).

Os vencimentos do empréstimo do FMI começam em setembro de 2021 e o pagamento se concentra em um período de dois anos, encargo que o governo argentino considera insustentável.

 

 

*Por: AFP

BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro disse que vai conversar com associações de supermercados para tentar conter o aumento no preço de produtos da cesta básica. Bolsonaro falou a apoiadores durante viagem a Eldorado (SP).

“Estou conversando para ver se os produtos da cesta básica aí… estou pedindo 1 sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro”, disse Bolsonaro. O presidente afirmou que já falou com intermediários e, em breve, vai conversar com os representantes dos supermercados.

Bolsonaro descartou intervir no aumento dos preços através de decretos. “A melhor maneira de controlar a economia é não interferindo. Porque se interferir, dar canetada, não dá certo”, disse. “Não é no grito, ninguém vai dar canetada em lugar nenhum… porque veio o auxílio emergencial, o pessoal começou a gastar 1 pouco mais, muito papel na praça, a inflação vem.”

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) alertou na 5ª feira (3.set.2020) que “o setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores”. “Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja [estão] com aumentos significativos”, disse a associação, em nota.

“O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país”, lê-se no comunicado da Abras.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado a prévia da inflação, subiu 0,23% em agosto. O setor de alimentos e bebidas teve alta de 0,34%.

Para a Abras, a alta nos preços “se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real”. “Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal”, completou a associação.

 

 

*Por: PODER360

Os painéis e debates terão por foco economia criativa e inovadora, além da construção de uma nova sociedade. Destaque para mesas com debates sobre o empreendedorismo feminino; cannabusiness; negócios criativos e requalificação urbana; cidade criativa para além do empreendedorismo branco; desafios das mulheres no empreendedorismo; economia prateada: a revolução da longevidade; empreendedorismo trans; e empreendendo na música.Mais informações: https://www.festivalcriativar.com.br/

De 24 a 27 de setembro, o CriAtivar (1º Festival Internacional Santista de Criatividade, Inovação e Sociedade) contará com mais de 40 atividades on-line gratuitas, divididas em quatro eixos temáticos: Cidadania Criativa; Tecnologia, Inovação, Negócios e Empreendedorismo; Futuro, Sustentabilidade, Impacto e Cidadania; e Criatividade, Cultura e Arte.  

São Paulo/SP – O empreendedorismo brasileiro, nas mais diferentes facetas, será um dos destaques do 1º Festival Internacional Santista de Criatividade, Inovação e Sociedade. Com transmissão em plataformas de streaming a partir de Santos, o CriAtivar reunirá mais de 40 atividades gratuitas, divididas em quatro eixos temáticos. Especialistas nacionais e internacionais, como Brian Solis e Domenico De Masi, debaterão temas como economia criativa, inovação, construção de uma nova sociedade e novos paradigmas da economia local e mundial. Destaque para mesas com debates sobre o empreendedorismo feminino; negócios criativos e requalificação urbana; cidade criativa para além do empreendedorismo branco; desafios das mulheres no empreendedorismo; economia prateada: a revolução da longevidade; empreendedorismo trans; cannabusiness; e empreendendo na música.

 O evento CriAtivar surge como uma convergência com a Santos Criativa – selo adotado pela cidade em 2015, quando passou a integrar a Rede de Cidades Criativas da Unesco, na categoria Cinema. Em 2020, a cidade realizaria, pela primeira vez na América Latina, o Encontro Anual da Rede de Cidades Criativas das Organizações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Diante da pandemia, que demandou o cancelamento de atividades presenciais, o 1º Festival Internacional Santista de Criatividade, Inovação e Sociedade se estabelece como alternativa qualificada e disruptiva, muito alinhada ao vanguardismo de Santos. O festival é organizado pela DCovas Projetos Culturais e Corporativos, LAB 4D e Zopp Criativa; a curadoria é do Atelier do Futuro e realização do Governo do Estado de São Paulo, via PROAC. 

Para Denise Covas, uma das organizadoras do evento, Santos sempre foi marcada pela vanguarda por ser aberta para o mundo. “A cidade sempre acolheu pessoas de diferentes nacionalidades, que buscavam oportunidades para empreender a própria vida e criar negócios. Ao longo da história, está no DNA de Santos ser disruptiva nos temas e nos costumes. O CriAtivar vai explorar exatamente essas possibilidades santistas. Olhando e integrando o mundo; reconhecendo as próprias potencialidades, queremos provocar reflexões, sobretudo, associadas à economia criativa e à inovação. Esse olhar para dentro e para fora é essencial para repensar novos caminhos para a sociedade; e, nesse contexto, está o empreendedorismo”, afirma Denise.

De acordo com a executiva, a ênfase na economia criativa está baseada no potencial de negócios do setor.  O mapeamento Indústria Criativa no Brasil mostra que o PIB Criativo totalizou R$ 171,5 bilhões, em 2017, representando 2,61% de toda a riqueza produzida no território nacional e contando com mais de 800 mil trabalhadores formais no período. “Essa pesquisa da Firjan Senai comprova que estamos diante de um setor com grande potencial de contribuir com a economia e gerar empregos”, afirma. 

Danilo Tavares, fundador da Zopp Criativa, avalia que o Criativar será uma oportunidade de trocar experiências com iniciativas inovadoras e disruptivas – seja nas periferias ou nos centros econômicos nacionais e internacionais, nos festivais ou no cinema, nas startups ou nas usinas criativas ou nos empreendimentos solidários, na arquitetura ou no design. slogan Expanda a sua visão de futuro é um convite para acreditar no poder da criatividade e do diálogo para a construção de novas possibilidades de relacionamentos de consumo, de trabalho e renda, de negócios e de mundo. Esse é o momento para sonharmos e desenharmos o futuro”, pontua.

O evento tem a cocuradoria de Mariana Nobre, gestora do Atelier do Futuro. Santista – especialista em novos cenários culturais, inovação em tendências –, ela lembra que é importante evidenciar o que fez Santos conquistar o posto de Cidade Criativa para sediar o Encontro Anual da Rede de Cidades Criativas da Unesco. “A proposta da cidade tem como tema ‘Criatividade, caminho para a Igualdade’, com o objetivo de demonstrar o poder da criatividade e da cultura como fatores de desenvolvimento social, urbano e econômico sustentável para a redução das desigualdades no mundo. Esse é um tema de extrema importância para a reconstrução econômica da cidade em um cenário pós-pandemia; por isso, está em total consonância com a proposta do Criativar”, reforça. Mais informações: https://www.festivalcriativar.com.br/

 

EIXOS

EIXO 1 | CIDADE CRIATIVA

_De uma economia criativa a uma cidade criativa: alternativas de desenvolvimento econômico. | 24 de setembro, 10 horas

_Negócios criativos e requalificação urbana. | 25 de setembro, 10 horas

_Entendendo os movimentos #beofficeless e #foracidadegrande: a diáspora dos criativos. | 24 de setembro, 10 horas

_A força da identidade local: hiperlocalismo e place branding. | 26 de setembro, 12 horas.

_Centro: um polo criativo. | 24 de setembro, 14h30.

_Usinas criativas para um mundo pós-covid. | 24 de setembro, 12 horas.

_Cidade criativa para além do empreendedorismo branco. | 26 de setembro, 10 horas.

 

EIXO 2 | TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, NEGÓCIOS E EMPREENDEDORISMO

_Cannabusiness: a revolução canábica| 27 de setembro, 12 horas

_Para além dos unicórnios: cases de startups santistas. | 25 de setembro, 10 horas

_ Festivais de Inovação e Criatividade: ajudando a fomentar futuros. | 27 de setembro, 20h30.

_Economia prateada: a revolução da longevidade. | 24 de setembro, 16h30

_Desafios das mulheres no empreendedorismo. | 24 de setembro, 18h30

_Empregabilidade e empreendedorismo trans. | 26 de setembro, 12 horas

 

EIXO 3 | FUTURO, SUSTENTABILIDADE, IMPACTO E CIDADANIA

_Agenda 2030: compromissos com o milênio, entendendo as ODS da ONU. | 25 de setembro, 16h30

_Laboratórios cívicos: a imaginação coletiva. | 27 de setembro, 10 horas

_O poder do brincar: da saúde mental à transformação social. | 26 de setembro, 14h30

_Renda básica universal: equidade para o futuro. | 25 de setembro, 19h30

_Arqueologia do futuro: Santos, historicamente criativa. | 24 de setembro, 16h30

_Dinheiro para um novo mundo: moedas sociais e novas visões de crédito. | 24 de setembro, 14h30

_Liberte o futuro: a desigualdade global é hostil para as futuras gerações. | 27 de setembro, 14h30

_ Afrofuturismo: um lúcido paradigma para o futuro. | 25 de setembro, 12 horas

_Design Fiction e Futures Thinking | 26 de setembro, 20h30

_O futuro do trabalho e o trabalho do futuro. | 25 de setembro, 18h30

_A inovação está na natureza: olhares da agricultura urbana, da ecogastronomia e da biomimética. | 27 de setembro, 10 horas

_Micromobilidade e caminhabilidade para uma cidade criativa. | 24 de setembro, 12 horas

_Financiando projetos: match de investidores, matchfunding e leis de incentivo. | 25 de setembro, 12 horas

 

EIXO 4 | CRIATIVIDADE, CULTURA E ARTE

_É possível ensinar criatividade? | 26 de setembro, 16h30

_Ócio e tempo livre: de subversivos a revolucionários. | 27 de setembro, 12 horas

_Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Moda. | 25 de setembro, 14h30

_Resistentes e Inovadores: os livreiros no mundo dos algoritmos e dos e-books. | | 26 de setembro, 16h30

_Mercado da voz: você já pensou em usar a sua? | | 26 de setembro, 10 horas

_Desafios da equidade na produção cultural. | 27 de setembro, 16h30

_O movimento maker e a construção de novas realidades. | 25 de setembro, 14h30

_Novos papéis dos influenciadores digitais. | 24 de setembro, 20h30

_As reinações da gastronomia: como o que está no nosso prato revela o espírito do nosso tempo? | 26 de setembro, 18h30

_A era da curadoria. | 26 de setembro, 14h30

_Empreendendo na música. | 24 de setembro, 18h30

_Como transformar Santos em um polo do audiovisual? | 27 de setembro, 14h30

_Audiovisual expandindo: realidade virtual e aumentada, animação; games e video mapping| 27 de setembro, 18h30

_Cinema nacional: rumos e resistências. | 27 de setembro, 16h30

 

 PARTICIPANTES

De 24 a 27 de setembro, o CriAtivar – que aposta na tendência da dispersão dos grandes centros urbanos, em decorrência do amadurecimento do trabalho remoto –  vai reunir nomes como Brian Solis (escritor, antropólogo digital e futurista classificado pela Forbes como uma das mentes de negócio mais criativas e brilhantes do nosso tempo); Domenico De Masi (sociólogo italiano formulador do conceito ócio criativo); Dario Costa (chef, vencedor do Mestres do Sabor), Ana Carla Fonseca (vencedora do Prêmio Jabuti, categoria Economia); Luiza Voll (Contente); Facundo Guerra; Helena Bertho (gerente de comunicação da Coca-Cola); Ana Fontes (empreendedora social RME e IRME, delegada líder BR W20/G20, eleita uma das 20 mulheres mais poderosas pela Forbes BR 2019, Top Voices LinkedIn 2020); Glamour Garcia (atriz, interpretou Britney na novela A Dona do Pedaço); Watatakalu Yawalapiti (uma das grandes lideranças indígenas no Alto Xingu, protagonista do documentário "Gigantes pela própria natureza"); Luli Radfahrer (professor, Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, pesquisador, designer e analista de tendências digitais); Heitor Dhalia (sócio da Paranoid e diretor de filmes como "O Cheiro do Ralo" e "Serra Pelada"), entre outros.

 

 AGENDA

 Evento: CriAtivar – 1º Festival Internacional Santista de Criatividade, Inovação e Sociedade

Data: de 24 a 27 de setembro

Transmissão: redes sociais do CriAtivar (@festivalcriativar)

Organização: DCovas Projetos Culturais e Corporativos, LAB 4D e Zopp Criativa  Cocuradoria: Atelier do Futuro

Realização: Governo do Estado de São Paulo | PROAC

 

SOBRE O FESTIVAL CRIATIVAR | Organizado pela DCovas Projetos Culturais e Corporativos, LAB 4D e Zopp Criativa – com curadoria do Atelier do Futuro e realização do Governo do Estado de São Paulo, via Programa de Ação Cultural (PROAC) –, o Festival Internacional Santista de Criatividade, Inovação e Sociedade foi pensado para colaborar com o ecossistema de Economia Criativa. O evento acontece em convergência com a Santos Criativa, selo adotado pela cidade. Em 2015, o município passou a integrar a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria Cinema. De 24 a 27 de setembro, a partir da cidade e para o mundo, serão transmitidas mais de 40 atividades gratuitas como painéis, mostra de design e bate-papos. A programação on-line está alinhada a quatro eixos temáticos: Cidade Criativa; Tecnologia, Inovação, Negócios e Empreendedorismo; Futuro, Sustentabilidade, Impacto e Cidadania; e Criatividade, Cultura e Arte.  

 

CRIATIVAR | https://www.festivalcriativar.com.br

Conheça a história de microempresários que resolveram abrir um negócio durante a pandemia e se reinventar mesmo diante do cenário desafiador

 

SÃO CARLOS/SP - Se os últimos meses soaram difíceis para o trabalhador, que acompanhou de perto o índice do desemprego subir por consequência da quarentena imposta pelo coronavírus, o período foi e é ainda uma chance de se reinventar. Não à toa, o momento também tem sido de muita ousadia, coragem e gente se aventurando no empreendedorismo, criando soluções bastante oportunas para o momento que vivemos ou até apostando em redes de franquias, que se apresentam como uma opção segura com menos riscos e custos, em alguns casos, até reduzidos. Reunimos o depoimento de empreendedores que resolveram dar início a suas empresas mesmo diante de um cenário incerto em diferentes regiões do Brasil.

Foi assim com as amigas Paula Machado e Eliane Dillenburg, dentistas por formação que precisavam de uma solução segura e eficaz de esterilização dos consultórios odontológicos. Em meio a pandemia, criaram a Meister Safe, uma startup que entrega uma solução customizada e individual de esterilização de ambientes por meio de raios UV-C. Aliada ao uso de tecnologia de automação e levando em conta a metragem, temperatura e umidade, foi possível construir ambientes seguros através da aplicação de raios ultravioletas germicidas. “Precisávamos encontrar uma maneira de tornar nossos consultórios seguros, tanto para continuar atendendo ao público, quanto para nossa saúde também. A princípio seria apenas para utilização própria, mas então enxergamos a oportunidade de empreender e compartilhar com outras pessoas os benefícios da desinfecção por meio da luz UVC”, explicaram as amigas.

O advogado Daniel Gois, de Vitória da Conquista, na Bahia, optou pela Mr. Kids, rede de vending machines de produtos infantis. Advogado, especialista em direito penal e com o escritório próprio fechado, viu seu faturamento despencar, já que deixou de atuar para evitar ambientes de risco, como as delegacias. “Comecei a buscar modelos de microfranquia e encontrei a Mr Kids, com investimento acessível que coube no meu bolso”, conta. De olho no potencial do mercado de vendas automáticas, sobretudo na sua cidade, ele agora faz planos de ampliar os negócios. “O investimento foi pensado como um complemento de renda, porém, como não existe concorrência na região, o objetivo agora é adquirir mais máquinas para crescer. Esta pode se tornar minha atividade principal, de modo que eu possa renunciar à algumas demandas judiciais que são bem mais estressantes do que a operacionalização da franquia”, almeja.

Já em São Paulo, Mario Hidalgo se tornou mais um exemplo de quem resolveu arregaçar as mangas, mesmo com as adversidades, ao invés de esperar pelo melhor dos cenários. Ele trabalhava em uma multinacional, mas passou a ter problemas com o gestor e decidiu pedir demissão para ter um negócio próprio: uma unidade da Park Idiomas, rede de franquias de idiomas. “Cheguei à franqueadora após várias buscas e me encantei pelo método inovador e diferente das escolas tradicionais”, comenta. Hidalgo começou a operar em um shopping de Guarulhos, mas, após alguns dias, teve o contrato rescindido. “A inauguração precisou ser adiada por esse motivo, no entanto, já estamos operando, prospectando alunos e com algumas matrículas vigentes”, comemora.

Também na região da capital paulista, o chef de cozinha Carlos Fernandez Cordoba decidiu unir o útil ao agradável ao empreender numa franquia da rede de alimentação saudável Mr. Fit, no ParkShopping São Caetano, na região do Grande ABC. A loja é o primeiro empreendimento da rede dentro de uma das maiores empresas da indústria de shopping centers do país. Cordoba é um entusiasta da alimentação saudável e não teve receio ao abrir um negócio próprio em meados do mês de julho. “A aposta foi em função da credibilidade e solidez da rede e no estilo de vida dos moradores da cidade que prezam pela saúde e da boa alimentação”, comenta.

Há também casos de quem empreendeu por necessidade, como a  Marta Rejane, franqueada da Limpeza com Zelo, especializada em limpeza residencial e de pequenos escritórios. Ela havia se mudado há pouco tempo de Curitiba, no Paraná para Balneário Camboriú, em Santa Catarina para trabalhar em uma indústria química, como técnica. Porém, foi demitida ainda no período de experiência, por conta da pandemia. “Foi então que decidi investir na franquia, após ver uma ação da marca em uma rede social e fazer pesquisas sobre a empresa”, conta.  

Por sua vez, em Minas Gerais, o engenheiro químico Orlando Luiz Mendonça Filho, franqueado da Chocolateria Brasileira, rede de chocolates finos, investiu em uma loja na cidade de Uberlândia. O sonho de empreender sempre foi um plano, que viu nas oportunidades oferecidas pela franqueadora um meio de começar mesmo diante do cenário econômico delicado. “Depois de estudar diversas propostas, optei pela rede que apresentou uma atuação ampla, que não se restringe apenas ao atendimento físico, mas também por canais digitais e parcerias com aplicativos de delivery”, explica. A unidade está instalada no Pátio Vinhedos, principal mall da Zona Sul do município mineiro.

Em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, a empreendedora Ana Paula Machado colocou o desejo de empreender no segmento moveleiro. Para isso, apostou na qualidade dos produtos e nos bons resultados que a rede Anjos Colchões & Sofás conquistou com as vendas de colchões e estofados durante o período de isolamento social. “Fui atrás de ouvir outros franqueados, principalmente nos estados em que eu já havia morado, como em Mato Grosso e no Paraná, e percebi a satisfação que estes tinham em relação às suas unidades. Em janeiro deste ano, após uma reunião com a o diretor de franquias, me senti segura e assistida ao esclarecer todas as dúvidas. Agora, estou realizando o sonho de empreender com total segurança, pois mesmo com o comércio ainda com algumas restrições por conta da pandemia, sei que posso trabalhar através das mídias sociais e com as vendas online, canais que trouxeram ótimos resultados para outros franqueados”, afirma.

Enquanto isso, no  Espírito Santo, na cidade de Guarapari, Alan da Silva Pereira entrou para o time dos empreendedores que estão remando contra a maré. Ele empregou o capital economizado com anos de trabalho em instituição financeira e refinanciou o próprio veículo para investir na franquia que é uma das maiores do franchising brasileiro, a Casa de Bolos, rede pioneira no segmento de bolos caseiros.“A negociação foi concretizada no mês de dezembro de 2019 e a loja inaugurada em agosto, após a flexibilização da quarentena”, conta o ex-bancário. “Mesmo com as incertezas em relação a economia, mantenho a expectativa alta, pois acredito que o trajeto para o empreendedorismo sempre será o mesmo, independente da situação econômica, ou seja, estudo de mercado, planejamento e determinação para ter seu próprio negócio”, finaliza.

BRASÍLIA/DF - O governo federal apresentou ao Congresso nesta quinta-feira (03/09) sua proposta de reforma administrativa, com novas regras para contratar, remunerar e promover servidores públicos. Nesse debate, uma posição aparece com frequência: a de que servidores no Brasil ganham demais e têm privilégios.

O argumento já foi usado pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes. Em fevereiro, durante uma palestra, ele comparou os servidores a “parasitas” que se aproveitavam do Estado, o “hospedeiro”. Após a reação de funcionários públicos, ele pediu desculpas e disse que havia se expressado mal.

É verdade que há servidores, como alguns juízes e membros do Ministério Público, que conseguem ter holerites de mais de R$ 100 mil por mês, acima do teto constitucional. E que, em média, um servidor do governo federal ganha bem mais do que um trabalhador semelhante na iniciativa privada.

Mas um olhar detalhado sobre o funcionalismo público, que emprega 11,4 milhões de pessoas, revela um universo tão discrepante como o próprio Brasil — um dos países mais desiguais do mundo.

Uma maneira de medir essa desigualdade é comparar o salário médio dos servidores de cada um dos três poderes. O holerite médio de um servidor do Executivo é de R$ 3,9 mil, equivalente a 65% do salário médio de R$ 6 mil de um funcionário do Legislativo, que por sua vez é metade do salário médio de R$ 12 mil de um servidor do Judiciário.

O desequilíbrio também se expressa entre os níveis da federação: servidores municipais têm salário médio de R$ 2,9 mil, 57% do holerite de R$ 5 mil de um servidor estadual, que por sua vez equivale a 55% do salário médio de R$ 9,2 mil de um servidor federal.

Os dados são de 2017 e foram organizados pelo Atlas do Estado Brasileiro, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Também há desigualdade entre gêneros, com mulheres ocupando postos de menor salário que os homens. E desigualdades dentro de um mesmo órgão, com servidores com o mesmo tempo de casa e desempenhando funções semelhantes ganhando salários diferentes, devido a falhas no desenho e gestão das carreiras.

“O Estado representa a sociedade, e em qualquer lugar do mundo é difícil ter uma administração pública distinta da sociedade”, afirma à DW Brasil a professora Gabriela Lotta, coordenadora do Núcleo de Estudos da Burocracia da FGV.

O TAMANHO DE CADA FAIXA SALARIAL

No Executivo, por exemplo, 48% dos funcionários públicos ganham até R$ 2,5 mil por mês, enquanto no Judiciário 4,2% recebem mais de R$ 30 mil. No nível municipal, 61% dos servidores estão na faixa salarial de até R$ 2,5 mil.

Em 2017, mulheres tinham uma remuneração em média 14% menor do que os homens no Executivo federal civil e no Legislativo, e 7% menor no Judiciário.

Nas funções de confiança do governo federal, conhecidas pela sigla DAS, mulheres ocupavam naquele ano apenas 16,7% dos cargos de nível mais alto, os DAS-6, e 24% do segundo nível mais alto, o DAS-5.

“As mulheres estão no executivo municipal, trabalhando com saúde e educação, onde se ganha menos. E os homens no Judiciário e no Legislativo federal. Há várias camadas da desigualdade”, diz Lotta.

Felix Lopez, pesquisador do Ipea e coordenador do Atlas do Estado Brasileiro, afirma que a disparidade salarial entre os dois gêneros se manteve praticamente estável de 1986 a 2018 no funcionalismo.

MOTIVOS DA DESIGUALDADE

O padrão salarial discrepante entre os níveis da federação e os três poderes é resultado de fatores históricos e econômicos, além da influência política de cada categoria para conquistar aumentos.

Getúlio Vargas, que presidiu o Brasil por 18 anos entre as décadas de 1930 a 1950, foi quem decidiu criar ilhas de excelência no serviço público federal, contratando pessoas com altos salários, um modelo que se mantém até hoje, segundo Lotta. “Há uma tendência de a burocracia de querer se reproduzir, como um ciclo que se autoalimenta”, diz.

Decisões políticas mais recentes reforçaram esse quadro. No primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu-se estruturar um quadro de gestores públicos muito qualificados. A remuneração dessa categoria foi elevada de, em média, R$ 4 mil, para quase R$ 20 mil, e novos concursos abertos para prover os cargos.

“Temos cerca de mil gestores nessa categoria, que são ótimos, mas são só mil. Não se resolvem os problemas criando uma ou duas categorias sem pensar num sistema mais geral para melhorar a burocracia. Não adianta ter metade dos servidores ganhando muito mal e meia dúzia de iluminados. Não vão conseguir mudar”, afirma.

A capacidade financeira de cada ente federativo também importa. Na divisão dos tributos arrecadados em todo o país, a máquina federal fica com a maior parte, o que permite a ela pagar salários mais altos. Já os municípios têm menos recursos para se manter e pagar servidores.

Como resultado, há carreiras semelhantes com salários díspares. Um gestor público do governo de São Paulo recebe em torno de R$ 6 mil, enquanto um gestor público do governo federal pode ganhar mais de R$ 25 mil, diz Lotta.

Apesar de pagar os piores salários, foi nos municípios que houve a maior expansão da burocracia nos últimos anos, “principalmente para expandir os serviços de educação, saúde e assistência social e prover direitos previstos na Constituição”, afirma Lopez, do Ipea.

Entre os poderes, o Judiciário é o que teve os maiores ganhos nos últimos 30 anos. Em 1992, a remuneração média de um servidor da Justiça era apenas 5% superior à de um funcionário do Executivo. Em 2017, era o dobro.

“O Judiciário é composto por um grupo social com muito poder, uma elite financeira, intelectual e política, que consegue mais espaço para barganhar e reivindicar. Na disputa para aumentar seus salários, quem tem poder ganha”, afirma Lotta. Às vezes usando estratégias “problemáticas”, como o pagamento de auxílio moradia para quem já tem casa própria, complementa a pesquisadora da FGV.

“Somos uma sociedade que aceita muito a desigualdade, e o problema é que se naturalizam essas diferenças como se fossem devido a mérito, o que é falacioso”, afirma.

Já a desigualdade de gênero e racial no serviço público está ligada ao modelo de seleção, diz a professora da FGV. Concursos baseados somente no mérito são um “processo desigual de acesso”, diz.

“É a mesma lógica do vestibular. As pessoas carregam desigualdades prévias, a menos que haja políticas afirmativas”, afirma, lembrando que houve esforços recentes para adotar cotas em concursos.

A diferença salarial entre os servidores públicos e os funcionários da iniciativa privada, já levando em conta fatores como educação, gênero, local e função, também varia entre os entes da federação, segundo cálculo do Banco Mundial.

Para os servidores municipais, não há praticamente nenhuma diferença salarial em relação aos trabalhadores da iniciativa privada. Já os servidores estaduais ganham em média 36% a mais do que os funcionários de empresas privadas, enquanto os servidores federais têm um prêmio salarial de 96%.

Em média, o servidor brasileiro ganha 19% a mais que um trabalhador da iniciativa privada, diferença abaixo da média de 53 países pesquisados pelo Banco Mundial.

REFORMAS PARA MELHORAR A DISTRIBUIÇÃO

Uma proposta de fácil execução para reduzir a desigualdade entre os servidores seria aplicar o teto constitucional a todos eles, que é a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal, hoje em R$ 39,2 mil. A regra está prevista na Constituição, mas ainda não foi regulamentada.

“Seria uma medida simples e bastante saneadora. Transformaria como se vê a remuneração do setor público”, diz Lopez.

Daniel Ortega, especialista em setor público do Banco Mundial e autor do estudo da instituição sobre o Brasil, considera importante também reduzir o número de carreiras na burocracia — apenas no governo federal, são mais de 300 variações, o que prejudica a gestão de recursos humanos e a equivalência salarial entre pessoas que executam trabalho semelhante.

Ele também propõe reduzir os salários iniciais de entrada no serviço público federal, para permitir que a progressão na carreira ocorra de forma mais lenta e premie os que apresentarem melhor desempenho. E dar atenção às diferenças salariais entre diferentes níveis federal, estadual e municipal.

“É importante ter cuidado com as caracterizações. Essa é uma reforma fundamental que teria impacto não só fiscal, mas, se for bem feita, também na qualidade do serviço público”, diz.

 

 

*Por: DEUTSCHE WELLE / PODER360

SÃO PAULO/SP - O preço da cesta básica aumentou, no mês de agosto, em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na comparação com o mês anterior. Em quatro capitais (Curitiba, Brasília, Natal e João Pessoa), o custo da cesta básica diminuiu.

Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos levam em conta os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta - conforme Decreto-Lei 399/38 - durante um mês.

O tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta nas capitais pesquisadas, em agosto, foi de 99 horas e 24 minutos, maior do que em julho, quando ficou em 98 horas e 13 minutos.

O Dieese verificou também que o trabalhador comprometeu, em agosto, na média, 48,85% do salário-mínimo líquido – ou seja, após o desconto referente à Previdência Social – para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em julho, o percentual foi de 48,26%.

 

Cesta mais cara

Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara foi a de São Paulo, onde o preço médio ficou em R$ 539,95; seguida por Florianópolis, com R$ 530,42. As cestas mais baratas foram as de Aracaju, com preço médio de R$ 398,47; e de João Pessoa, R$ 414,50.

Em São Paulo, houve alta de 2,9% na comparação com julho. No ano de 2020, o preço do conjunto de alimentos aumentou 6,6% e, nos últimos 12 meses, 12,15%. Na cidade de São Paulo, especificamente, o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta, em agosto, foi de 113 horas e 40 minutos, e o valor da cesta corresponde a 55,86% do salário-mínimo líquido.

Com base na cesta mais cara de agosto, que foi a da capital paulista, o Dieese estima que o salário-mínimo necessário para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) deveria ser a R$ 4.536,12, o que corresponde a 4,34 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045.

Percentualmente, a maior alta mensal ocorreu em Vitória, com 5,08% de aumento, o que deixou o valor da cesta em R$ 509,45. Considerando a variação no ano de 2020, Salvador teve a maior alta (16,15%), deixando o preço da cesta em R$ 418,72. Já nos últimos 12 meses, a maior alta foi registrada no Recife, um aumento de 21,44%, resultando na cesta de R$ 439,19.

 

 

*Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

MUNDO - O governo federal cobrou ontem (04) a retirada imediata do embargo temporário imposto pela República das Filipinas às importações de carne de frango originadas do Brasil.

Segundo o governo filipino, o embargo foi decretado em razão de possível risco de contaminação de consumidores com o novo coronavírus. Atualmente, as Filipinas são o único país a manter restrição à carne de frango brasileira em razão do suposto risco de transmissão. No entanto, não foi apresentada evidência científica para justificar a decisão.

De acordo com nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, há consenso entre a comunidade científica internacional, agências de classificação de risco e autoridades sanitárias no mundo, segundo o qual a covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, não é transmissível pelo comércio de alimentos.

“O Brasil tem sempre colaborado de modo construtivo, aberto e transparente com seus parceiros comerciais e nações amigas, especialmente neste momento delicado de pandemia. Nesse espírito, as autoridades brasileiras atuaram rapidamente e responderam a todos os questionamentos das contrapartes filipinas, tendo fornecido documentação detalhada sobre regulamentação, orientações e protocolos cumpridos pelas empresas brasileiras do setor de alimentos”, argumenta o comunicado.

Segundo a nota, o embargo do governo filipino não seguiu os princípios, nem os ritos, necessários e mandatórios, previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

“No espírito de parceria, e com vistas à manutenção de um comércio de alimentos estável e seguro, o Brasil exorta, uma vez mais, o governo das Filipinas a remover imediatamente o embargo”, conclui o comunicado.

 

 

*Por Agência Brasil

SÃO CARLOS/SP - Os Consumidores que vão aos supermercados de São Carlos estão assustados com o preço do arroz, feijão, óleo e outros produtos da cesta básica. O aumento nas exportações, a alta do dólar e a produção menor devido a pandemia são as principais causas.

De acordo com um revendedor de arroz em São Carlos, no início de 2020, o saco de 5kg estava sendo disponibilizado ao consumidor pelo valor aproximado de R$10,00 à R$ 15,00. Atualmente, não se encontra o mesmo produto por menos de R$25,00.

Segundo o revendedor que não quer se identificar, houve um grande número de exportações e o aumento do dólar para contribuir para esta situação. “Hoje, muito do arroz consumido no Brasil é importado do Paraguai”, informou.

A questão da pandemia da Covid-19 também contribuiu. Ele informou que muitas empresas tiveram que interromper as atividades devido a surtos da doença. “Isso só vai se normalizar com a safra do ano que vem. A China está comprando praticamente tudo”, disse.

A inflação acumulada dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 2,31% em julho e a alimentação marcou 7,61% no mesmo período.

A dona de casa Maria Cardoso reclama do preço, mas não deixa de comprar os alimentos. “É algo que não pode faltar na mesa da gente. Pesa no bolso, mas não tem como substituir. Diferentemente da carne que conseguimos substituir por um legume, ovo ou frango”, afirmou.

Diante do cenário e as justificativas pelo aumento dos preços, a Rádio Sanca entrou em contato com o Advogado Joner José Nery que é especialista em Defesa do Consumidor e membro efetivo do Conselho de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de SP.

Segundo Nery, as justificativas devem ser vistas com ressalva, pois sabe-se que habitualmente existem abusos em algumas situações e estabelecimentos acabam extrapolando na alta dos preços, como de fato aconteceu com o álcool gel, luvas e máscaras durante o início da pandemia.

"Quando existem suspeitas de abuso por parte dos estabelecimentos, é o momento de o consumidor ligar o sinal de alerta e procurar seus direitos.  O caminho principal é solicitar auxílio do órgão de defesa do consumidor de sua cidade (Procon), que deverá comparecer nos estabelecimentos, analisar os preços e solicitar as notas ficais de compras passadas e as atuais, analisando assim se o atual valor se justifica" disse o especialista no direito do consumidor.

O advogado ainda ponderou que o aumento dos produtos já é notícia nacional e os órgãos de proteção e defesa do consumidor podem agir imediatamente, não precisando ser acionado pelo consumidor, porém, a questão depende de cada direção do órgão, uns são mais atuantes e outros menos.

Por fim, Nery destacou que toda prova que o consumidor possuir em mãos é importante, como por exemplo fotos dos preços, anúncios antigos e atuais dos produtos, bem como a nota fiscal de compra. “Tudo isso pode servir de prova em uma futura responsabilização do estabelecimento por aumento do preço de maneira excessiva e injustificada, finalizou.

BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal vai disponibilizar o saque da 4ª parcela do auxílio emergencial para nascidos em setembro neste sábado (05). Quem aguarda a liberação em espécie da 1ª, 2ª ou 3ª prestação do benefício também poderá acessar o dinheiro na data.

O valor de R$ 600 já está disponível na conta digital para a movimentação pelo app Caixa Tem desde o dia 17 de agosto. Com o calendário denominado Ciclo 1, todos os beneficiários nascidos no mês em questão, no caso setembro, recebem o valor.

5ª parcela

Nesta sexta-feira (04), os beneficiários nascidos em março já recebem a 5ª parcela do auxílio. Para os nascidos em setembro, no entanto, o valor da quinta prestação só será depositado no dia 25 de setembro.

Prorrogação do auxílio

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a renovação do auxílio emergencial até o fim do ano, agora em quatro parcelas de R$ 300. A Medida Provisória (MP) ainda precisa de aval do Congresso Nacional.

A MP publicada nesta quinta-feira traz as regras sobre quem tem direito ao benefício e os casos em que o auxílio será vedado.

Ela mantém a limitação do recebimento do auxílio emergencial residual a duas cotas por família e diz que a mulher provedora da família monoparental receberá duas cotas.

O texto diz ainda que não será permitido acumular o auxílio emergencial residual com qualquer outro auxílio federal.

 

 

Da redação com Estadão Conteúdo

*ISTOÉ DINHEIRO

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