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SÃO CARLOS/SP - Enfermeiros da rede municipal de saúde de São Carlos e de outros municípios da região participam, entre os dias 28 e 30 de janeiro, de um curso de sutura realizado no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A capacitação reúne 70 profissionais e contempla atividades teóricas e práticas.

A iniciativa tem como objetivo qualificar os profissionais, padronizar as práticas assistenciais e fortalecer a atuação da enfermagem nos serviços públicos de saúde, abrangendo diferentes níveis de atenção, como Atenção Primária, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Atenção Hospitalar.

As ações de educação permanente em saúde do município foram organizadas pelo enfermeiro Rafael Lino, servidor do Departamento de Gestão do Cuidado Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo a diretora de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), Lindiamara Soares, a capacitação integra o planejamento estratégico da Secretaria de Saúde para o aprimoramento contínuo da assistência prestada à população.

O curso é ministrado pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), por meio do Programa Avança+, em parceria com a Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE), a Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) e a Associação Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE). A condução das atividades está a cargo do conselheiro Daniel Rodrigues e da equipe técnica do Coren-SP.

A programação alia conteúdos teóricos a práticas supervisionadas, promovendo o desenvolvimento de habilidades técnicas, maior segurança na execução dos procedimentos e a troca de experiências entre os participantes.

De acordo com o enfermeiro Rafael Lino, a capacitação representa um avanço significativo para a enfermagem na região. “Essa formação fortalece a prática avançada de enfermagem, amplia a autonomia técnica dos profissionais e qualifica a tomada de decisão clínica, refletindo diretamente na qualidade do cuidado ofertado à população”, destacou.

“Investir na qualificação dos nossos profissionais é uma das prioridades da nossa pasta. Esse curso de sutura representa um avanço importante, pois amplia a capacidade técnica dos enfermeiros, fortalece a segurança nos atendimentos e contribui diretamente para a melhoria da assistência prestada à população. A parceria com a UFSCar, o Coren-SP e as entidades nacionais de enfermagem demonstra a força do trabalho conjunto em prol da educação permanente em saúde. Quando capacitamos nossos profissionais, estamos cuidando melhor das pessoas e fortalecendo toda a rede pública de saúde de São Carlos e da região”, ressalta o secretário de Saúde de São Carlos, Leandro Pilha.

SÃO CARLOS/SP - O deputado federal Maurício Neves (PP) visitou, na manhã desta terça-feira (27/01), o Centro Municipal de Especialidades (CEME), em São Carlos. A agenda contou com a presença do prefeito Netto Donato, do secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, e da vereadora Cidinha do Oncológico. A unidade de saúde passou recentemente por uma reforma completa e foi entregue à população com estrutura modernizada, mais acolhedora e funcional.

As melhorias no CEME representaram investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, viabilizado por emendas parlamentares do deputado Maurício Neves e da vereadora Cidinha do Oncológico. Durante a visita, o parlamentar destacou a importância de acompanhar de perto os resultados dos recursos destinados ao município.

“Essa foi uma demanda apresentada no ano passado para o CEME. Fiz questão de vir pessoalmente acompanhar o resultado e verificar como ficou o espaço. As instalações estão muito bem estruturadas e certamente garantem mais qualidade no atendimento à população. Além da estrutura física, também temos contribuído com recursos para exames e cirurgias, especialmente ortopédicas. Já ultrapassamos no total R$ 10 milhões em investimentos para São Carlos, e esse apoio continuará em 2026”, afirmou Maurício Neves.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, ressaltou a parceria do deputado com o município e informou que mais de R$ 1,4 milhão foram destinados especificamente para a reforma do CEME. Segundo ele, também estão garantidos R$ 2,5 milhões para a realização de cirurgias eletivas, com foco em procedimentos de joelho e varizes, além de R$ 1 milhão para ampliação da oferta de exames de ultrassom, recurso viabilizado em articulação com o prefeito Netto Donato.

“O deputado Maurício Neves tem sido um parceiro fundamental para os avanços da saúde pública em São Carlos, contribuindo de forma concreta para o fortalecimento da nossa rede de atendimento”, destacou Pilha.

O prefeito Netto Donato também enfatizou o apoio contínuo do parlamentar. “O deputado Maurício Neves sempre foi um grande parceiro da saúde do nosso município. Contamos ainda com o trabalho incansável da vereadora Cidinha, uma verdadeira batalhadora dessa área, e foi dessa articulação que conseguimos viabilizar a reforma do CEME”, afirmou.

Segundo o prefeito, os investimentos na saúde já ultrapassam R$ 3 milhões apenas neste setor, com a liberação de novos recursos. “O deputado disponibilizou mais R$ 1 milhão para exames, ampliando ainda mais a capacidade de atendimento à população”, revelou.

REFERÊNCIA REGIONAL - O CEME é referência regional e reúne 24 especialidades médicas, com atuação de 36 profissionais. Mensalmente, a unidade realiza cerca de 6 mil consultas e mais de 1.700 exames, incluindo eletrocardiogramas, ultrassonografias, raio-x, videolaringoscopias e pequenas cirurgias. O atendimento beneficia não apenas moradores de São Carlos, mas também pacientes de Porto Ferreira, Descalvado, Ribeirão Bonito, Dourado e Ibaté.

Entre os serviços de destaque estão o Ambulatório de Feridas Crônicas e Ostomias e o Programa de Atendimento às Vítimas de Violência e Abuso Sexual (Pavas), que passaram a contar com entradas separadas, garantindo mais privacidade e conforto aos pacientes.

Os agendamentos são realizados por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs). O CEME funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

O secretário de Conservação e Qualidade Urbana, Mariel Olmo também acompanhou a visita.

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos recebeu, nesta terça-feira (27), a visita da vereadora Larissa Camargo. A parlamentar foi recepcionada pelo provedor Antonio Valério Morillas Junior, pela diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, e pelo assessor de Relações Institucionais e Governamentais, Marcos Daniel.

Durante a visita, a vereadora conheceu setores da instituição e recebeu um ofício solicitando apoio para a aquisição de 45 aparelhos de ar-condicionado destinados aos quartos de internação. A iniciativa tem como objetivo ampliar o conforto térmico dos pacientes, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e humanizado durante o período de internação.

Larissa Camargo destacou a importância da Santa Casa para a população, especialmente no cuidado com as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. “A Santa Casa é fundamental e referência em saúde em nosso município. Por meio de seu corpo clínico e técnico, exerce um papel essencial na articulação da rede municipal de saúde, integrando todas as fases da atenção à saúde. A parceria entre o Legislativo e a Santa Casa é fundamental para fortalecer essa rede, garantir o funcionamento adequado dos serviços e assegurar um cuidado cada vez mais digno à população", afirmou a vereadora, reforçando seu compromisso em buscar parcerias para apoiar a instituição.

O provedor Antonio Valério Morillas Junior agradeceu a visita e ressaltou a importância do diálogo com o Poder Legislativo. “Receber a vereadora Larissa Camargo é muito importante para a Santa Casa. Essa proximidade permite que possamos apresentar nossas demandas e, principalmente, mostrar o trabalho sério e humanizado que realizamos diariamente. A melhoria do conforto dos pacientes também faz parte do cuidado em saúde e do nosso compromisso com a dignidade de quem passa pela instituição”, destacou.

SÃO PAULO/SP - Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. A incidência da doença, segundo a entidade, apresenta um padrão regional claro, com os estados do Sul e do Sudeste concentrando taxas mais elevadas.

A projeção nacional, em 2024, foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, ligeiramente abaixo do pico registrado em 2023 (36,28). Em 2024, Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking, seguidos por Rondônia (85,11), que se destacou fora do eixo regional.

Para a SBD, os índices refletem uma combinação de fatores, incluindo maior exposição solar, predominância de pessoas de pele clara e envelhecimento populacional.

Nas regiões Norte e Nordeste, as taxas permanecem mais baixas, embora estados como Rondônia (85,11) e Ceará (68,64) tenham apresentado elevação em 2024.

“Em unidades historicamente marcadas por baixa notificação, como Roraima, Acre e Amapá, o aumento pode indicar avanço na vigilância epidemiológica, ainda que a subnotificação persista, sobretudo em áreas rurais ou de difícil acesso”, avaliou a entidade.
 

Diagnóstico precoce

A alta de diagnósticos de câncer de pele no país, segundo a SBD, foi mais expressiva a partir de 2018, quando se passou a exigir o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em exames para análise laboratorial de células e tecidos coletados para biópsia.

Dados da entidade mostram que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm 2,6 vezes mais dificuldade para agendar uma avaliação com dermatologista quando comparados a usuários da saúde privada.

Para a SBD, ampliar o diagnóstico precoce do câncer de pele depende do aumento da oferta de consultas na rede pública, uma vez que identificar a doença em estágios iniciais eleva as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos.

Consultas

Os números mostram que, no SUS, o volume de consultas dermatológicas retornou ao nível pré-pandemia, após queda acentuada em 2020, passando de 4,04 milhões para 2,36 milh0ões. Nos anos seguintes, houve recuperação gradual, chegando a 3,97 milhões em 2024, próximo da marca de 2019.

Na saúde suplementar, o número de consultas dermatológicas se manteve duas a três vezes acima do SUS, ultrapassando 10 milhões em 2019 e em 2024.

Ainda de acordo com a SBD, entre 2019 e 2024 o número de consultas com especialistas por mil beneficiários variou de 37,96 (2020) a 51,01 (2019), confirmando maior disponibilidade de profissionais no setor privado, onde os usuários tiveram de duas a quase cinco vezes mais acesso a dermatologista.

“Em 2020, essa diferença chegou a 3,4 vezes; em 2024, ainda foi 2,6 vezes maior. Embora nem todas as consultas tenham como objetivo o rastreamento do câncer de pele, o maior volume de atendimentos aumenta a chance de identificar lesões suspeitas precocemente”, destacou a entidade.

“Como o exame clínico visual é a principal porta de entrada para o diagnóstico, essa diferença de acesso pode influenciar diretamente a evolução da doença, especialmente nos casos de melanoma”, completou.

Alta complexidade

Para a SBD, a desigualdade de acesso reflete diretamente na complexidade do tratamento, já que, quando o diagnóstico do câncer de pele não é precoce, os pacientes comumente precisam de procedimentos mais invasivos e prolongados.

O levantamento mostra que municípios do interior do país enfrentam vazios assistenciais e longos deslocamentos para acessar os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e as Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Estados como São Paulo (57 unidades, sendo 15 Cacons e 42 Unacons), Minas Gerais (31 unidades, 3 Cacons e 28 Unacons) e Rio Grande do Sul (28 unidades, 9 Cacons e 19 Unacons) concentram a maior parte dos ambulatórios especializados, centros de diagnóstico e hospitais habilitados em oncologia dermatológica.

Já unidades federativas como Acre, Amazonas e Amapá contam com apenas um Unacon cada, sem a presença de Cacons. “Essa desigualdade contribui para que pacientes nessas regiões recebam o diagnóstico em estágios mais avançados”, lamenta a SBD.

Tempo entre diagnóstico e tratamento

Os números mostram ainda que, entre 2014 e 2025, o total de casos de câncer de pele tratados no Brasil cresceu, sendo que Sul e Sudeste conseguem iniciar a terapêutica em até 30 dias na maioria dos casos, enquanto no Norte e no Nordeste a espera frequentemente ultrapassa 60 dias, elevando o risco de agravamento do quadro.

“Onde a rede é mais densa, como no Sudeste, os fluxos são mais ágeis e os registros mais completos. Diante desses números, a SBD defende a adoção de medidas urgentes”, ressaltou a entidade, citando garantir o acesso ao protetor solar, ampliar a prevenção e melhorar o diagnóstico precoce.

Protetor solar

Em nota, a entidade informou que pretende sensibilizar parlamentares brasileiros a incluírem o filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária. “Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos, o que ampliaria o acesso da população ao produto”.

Os dados que traçam um panorama do câncer de pele no Brasil, segundo a SBD, foram encaminhados a deputados e senadores. “Os textos pretendem contribuir e estimular a regulamentação da Lei nº 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer”.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Saúde de São Carlos recebeu nesta sexta-feira (23/01), a Oficina de Atualização em Arboviroses promovida pelo Departamento Regional de Saúde - DRS-III de Araraquara. A capacitação foi no auditório do Paço Municipal e reuniu médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.

Viviane da Rocha Sousa, do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-12) de Araraquara, explicou que a oficina de atualização do protocolo clínico para manejo das arboviroses é realizada anualmente para os 24 municípios que integram a DRS III. Neste ano, no entanto, a capacitação foi organizada por regiões de saúde. Em São Carlos, participaram médicos da Região Coração, que reúne cinco municípios.

Segundo ela, a atualização abordou os novos protocolos clínicos e de manejo adotados nas unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais. “É importante reforçar que, dentro das arboviroses, não lidamos apenas com a dengue, mas com um conjunto de doenças transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, destacou.

Viviane também chamou atenção para mudanças importantes no protocolo de hidratação dos pacientes. “Antes, a recomendação era de 60 a 80 mililitros por quilo. Agora, o protocolo estabelece 60 mililitros, o que exige atenção redobrada dos profissionais, principalmente no atendimento a crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que são os grupos mais vulneráveis”, afirmou.

De acordo com a representante do GVE, já é possível observar um aumento no número de casos, influenciado diretamente pelos fatores climáticos. Sobre a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, ela informou que o Ministério da Saúde ainda não definiu uma data para a ampliação da vacinação para a população de até 59 anos. “Por enquanto, a vacina segue disponível apenas para a faixa etária de 10 a 14 anos. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito”, concluiu.

Para o médico Leonardo Vinícius de Moraes, a atualização dos protocolos é fundamental, especialmente neste período do ano. Segundo ele, com a combinação de chuvas e altas temperaturas, há um aumento significativo da proliferação do mosquito transmissor, o que eleva a incidência da dengue e de outras arboviroses, como Chikungunya e Zika, bastante comuns na região.

“Essas doenças acabam levando um grande número de pessoas a procurar atendimento médico, o que reforça a necessidade de que os profissionais estejam sempre atualizados”, destacou. De acordo com o médico, a dengue é uma enfermidade recorrente, que atinge milhares de pessoas todos os anos e provoca sobrecarga nos serviços de saúde.
Leonardo explicou que, em relação aos protocolos de atendimento, não houve mudanças significativas em comparação ao ano anterior. Ainda assim, ele ressaltou a importância da capacitação contínua, especialmente para os profissionais que atuam diretamente na linha de frente da assistência.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que a DRS III que o objetivo foi atualizar os profissionais quanto ao cenário epidemiológico atual e ao manejo clínico dos pacientes com suspeita de arboviroses. Segundo ela, a iniciativa busca garantir que os usuários atendidos pelo SUS recebam um tratamento adequado e que os casos sejam conduzidos da melhor forma possível no município.

Denise ressaltou que as equipes seguem atuando de forma permanente no enfrentamento ao mosquito transmissor. “Continuamos com ações de recolhimento de materiais inservíveis, em parceria com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, reforçando que a mobilização da população é fundamental. A responsabilidade é compartilhada entre o poder público e os moradores”, afirmou.

De acordo com a diretora, atualmente as equipes de agentes de endemias, em conjunto com a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, realizam diariamente o recolhimento de aproximadamente um caminhão de materiais inservíveis retirados de residências. Ela lembrou ainda que estudos do Governo do Estado de São Paulo apontam que cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro dos domicílios — dado que também vem sendo confirmado no município. “Esse cenário nos preocupa e serve de alerta para que a população faça a vistoria regular de seus quintais e elimine qualquer recipiente que possa acumular água. Somente com o engajamento de todos será possível alcançar um cenário mais favorável do que o registrado em 2025”, concluiu.

Em São Carlos, em 2026, já foram registrados 19 casos confirmados para Dengue, 1 ainda aguarda resultado de exame e 39 foram descartados. Nenhum óbito registrado até o momento. Para Chikungunya, Zika e Febre Amarela não foram registradas notificações.

Já em 2025, o município contabilizou 20.429 casos positivos de dengue, com 24 óbitos confirmados. No mesmo período, foram registrados cinco casos positivos de Chikungunya — sendo dois importados e três autóctones. Em relação à Zika, não houve confirmações. Para Febre Amarela, foram notificadas três ocorrências, com dois casos descartados e um óbito confirmado.

SÃO CARLOS/SP - Na tarde desta quinta-feira (22/01) cerca de cinquenta profissionais da saúde participaram de uma capacitação no auditório do Paço Municipal de São Carlos. O encontro reuniu enfermeiros das unidades básicas e das unidades de saúde da família, com o objetivo de preparar a rede municipal para o enfrentamento da dengue em 2026.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica, Kelen Cristina Lourenço de Vincenzi, explicou que o treinamento é uma atualização necessária diante do cenário atual. “Qualquer situação climática pode influenciar no aumento de casos. Estamos estudando a evolução da dengue no município e trazendo o cenário epidemiológico do ano anterior, com todas as dificuldades que tivemos, para melhorar o desenvolvimento das ações em São Carlos”, afirmou.

Ela destacou que os ciclos da doença são dinâmicos e exigem atenção constante. “Os casos das arboviroses mudam de um ano para o outro. É preciso observar a circulação viral, os fatores climáticos e as atividades realizadas no município. O objetivo da capacitação é alertar os profissionais de saúde. A prevenção sempre é o melhor remédio. Hoje temos a vacina disponível na rede SUS para a população de 10 a 14 anos, que em breve estará em toda a rede pública, mas o cuidado com as casas continua sendo a principal forma de prevenção”, disse.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforçou a importância da iniciativa. “Estamos capacitando aproximadamente cinquenta profissionais para que iniciem o ano preparados para enfrentar a dengue, que é um desafio não só para São Carlos, mas para todo o Brasil. É fundamental que os profissionais estejam atualizados quanto à assistência e ao acolhimento dos pacientes que chegam às unidades com sintomas da doença”, explicou.

Denise lembrou que novos sorotipos estão em circulação. “No ano passado já tivemos o sorotipo dengue 3 no município e há tendência de que continue em 2026. Tivemos um ano epidêmico em 2025 e precisamos estar cada vez mais preparados para o cenário que temos pela frente. Temperaturas altas e chuvas intensas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti”, afirmou.

Ela também ressaltou a responsabilidade compartilhada entre poder público e população. “Estudos mostram que 80% dos criadouros de água parada estão dentro das residências. Desde o dia 5 de janeiro nossos agentes estão em campo e todos os dias recolhem um caminhão cheio de materiais inservíveis das casas. É essencial que cada morador faça a sua parte para evitar a propagação da doença”, concluiu.

As capacitações continuam nesta sexta-feira (23/01). A Oficina de Atualização em Arboviroses é promovida pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-III) de Araraquara. A atividade será realizada a partir das 13h, no auditório do Paço Municipal, e é direcionada a médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.

FRANCA/SP - O governador Tarcísio de Freitas visitou nesta terça-feira (20) as instalações do futuro Hospital Regional Três Colinas, em Franca. A unidade recebeu investimento superior a R$ 186 milhões e contará com cerca de 220 leitos de internação clínica, cirúrgica e psiquiátrica, além de UTIs adulta e pediátrica neonatal, para atender às demandas da região.

“O Três Colinas vai nos permitir aumentar a assistência à saúde com mais leitos. Com o aumento da cobertura, podemos trabalhar a regionalização da saúde e da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), um dos nossos focos nessa área. Isso vai aliviar as filas e vamos conseguir dar encaminhamento e atendimento mais rápido à população”, afirmou o governador.

O hospital será referência em atendimentos de média e alta complexidade, com serviços nas especialidades de clínica médica, psiquiatria, pediatria, urologia, cardiologia, oftalmologia e traumato-ortopedia, entre outras. A unidade também oferecerá atendimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas e Hospital Dia.

Atualmente, o projeto está na fase de análise das propostas apresentadas no chamamento público para a definição da Organização Social de Saúde (OSS) que será responsável pela gestão da unidade. A previsão é de que a inauguração ocorra em até três meses.

Ampliação da rede de saúde

Desde o início da atual gestão, o Governo de São Paulo está ampliando a rede de saúde em todo o estado, com as entregas dos hospitais regionais de Bebedouro, Suzano, Barueri e Mirassol; da Maternidade de Franco da Rocha; dos AMEs Mulher da capital e de Ribeirão Preto; além do Hospital Municipal de Bertioga e dos centros de reabilitação Lucy Montoro de Taubaté, Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

No último ano, cinco grandes obras foram iniciadas: os Hospitais Regionais de Itapetininga e Birigui e os AMEs de Marília, Presidente Venceslau e Jaú. Em 2025, também houve início dos projetos para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas e dos futuros AMEs de Penápolis e Araçatuba.

Além do Hospital Regional Três Colinas, estão previstas para 2026 as inaugurações de mais nove unidades, entre elas o hospital municipal de Peruíbe, a Maternidade de São Vicente, o Hospital da Mulher de Mogi das Cruzes, os Hospitais Regionais de Cruzeiro e Pariquera-Açu, o Hospital Maternidade de Várzea Paulista e a unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Universidade recebeu conceito máximo, com nota 5, na primeira edição do exame que avalia a formação médica no Brasil

 

SÃO CARLOS/SP - O curso de graduação em Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) obteve conceito 5, a nota máxima, na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), cujos resultados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC). A UFSCar conquistou o primeiro lugar no ranking, considerando o percentual de concluintes participantes igual ou acima da proficiência, posição compartilhada com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O desempenho coloca a Instituição entre as referências nacionais na avaliação da formação médica.

Instituído pelo MEC e conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em colaboração com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Enamed foi criado como uma avaliação de aplicação anual, com o objetivo de analisar a qualidade da formação oferecida pelos cursos de Medicina no Brasil. Nesta edição inaugural, 351 cursos foram avaliados. Desse total, 107 obtiveram conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios, enquanto 243 cursos alcançaram conceitos entre 3 e 5, classificados como regulares ou bons. Apenas 49 cursos atingiram a nota máxima, entre eles o da UFSCar.

Segundo Andréa Aparecida Contini Rodrigues, coordenadora do curso de Medicina da Instituição, "esse desempenho reflete, de forma muito consistente, a qualidade da formação médica oferecida pela UFSCar e a solidez de um projeto pedagógico construído coletivamente ao longo de duas décadas. Mais do que um bom desempenho em uma prova objetiva de abrangência nacional, o resultado sinaliza que nossos estudantes concluem o curso com domínio dos conhecimentos, habilidades e atitudes esperados para o exercício profissional responsável, ético e comprometido com o cuidado em saúde", registra.

Formação orientada por competências e inserção no SUS
Criado em 2006 e vinculado ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), o curso de Medicina da UFSCar é estruturado em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), que orientam metodologias de ensino centradas na participação ativa dos estudantes, com currículo integrado e orientado por competências. A proposta articula diferentes áreas do conhecimento e aspectos biopsicossociais, estimulando uma formação flexível e multiprofissional, conectada aos problemas da realidade.

"Os diferenciais do curso de Medicina da UFSCar - como o currículo integrado, a aprendizagem em pequenos grupos, o uso de metodologias ativas em espaços tutoriais, cenários simulados e reais, além da inserção longitudinal dos estudantes nos serviços da rede pública de saúde de São Carlos - são elementos centrais para compreender esse resultado", avalia Rodrigues.

Desde os primeiros anos, os estudantes vivenciam cenários reais de cuidado, supervisionados por docentes e preceptores, articulando teoria e prática, desenvolvendo raciocínio clínico, sensibilidade ética, trabalho em equipe multiprofissional e compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS).

"No âmbito interno do curso, a formação é sustentada por uma avaliação critério-referenciada, expressa nos conceitos satisfatório e insatisfatório, conforme detalhado no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), reformulado em 2025. Essa opção pedagógica reforça o compromisso com a aprendizagem significativa e com o desenvolvimento de competências, deslocando o foco da competição para a garantia de que todos os estudantes atinjam os desempenhos essenciais ao perfil do egresso", explica a coordenadora.

Maria da Graça Gama Melão, vice-diretora do CCBS, ressalta o papel do Centro na consolidação da graduação. "A trajetória do curso de Medicina da UFSCar vem se consolidando como referência nacional ao alinhar suas práticas às Diretrizes Curriculares Nacionais e promover uma formação humanizada, ética, inovadora, crítica e alinhada aos princípios do SUS. O CCBS desempenha papel fundamental nesse processo, ao oferecer uma estrutura acadêmica consolidada na área da Saúde e um ambiente acadêmico plural e integrado", afirma.

Segundo Melão, investimentos em infraestrutura, oportunidades de pesquisa e extensão, além do incentivo à interdisciplinaridade e à interprofissionalidade, são pilares desse processo. "Assim, o curso de Medicina e a área da Saúde do CCBS como um todo contribuem para transformar a realidade da saúde no país, promovendo o bem-estar coletivo e a responsabilidade social", completa.

A coordenadora do curso enfatiza que o resultado não deve ser visto como ponto de chegada, mas como confirmação de um percurso formativo consistente e em permanente aprimoramento. "Ele reforça nossa responsabilidade institucional de seguir formando médicos e médicas críticos, competentes, humanistas e comprometidos com a saúde da população brasileira e com os princípios do SUS".

Para a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, "o desempenho dos concluintes do curso de Medicina da UFSCar no Enamed demonstra a solidez da formação que nosso curso construiu desde sua implantação. Reflete também a dedicação de todos os professores e professoras, técnicos e técnicas, preceptores e preceptoras que atuam no curso. Há melhorias a serem trabalhadas, mas estamos no caminho certo!", comemora.

Mais informações sobre o curso de Medicina da UFSCar estão disponíveis em seu site (https://www.dmed.ufscar.br/graduacao/apresentacao).

Sobre o Enamed
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) é uma iniciativa do MEC, conduzida pelo Inep em colaboração com a Ebserh. O exame, com início em 2025, unifica as matrizes de referência e os instrumentos de avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de Medicina e da prova objetiva de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare).

Entre seus objetivos estão a avaliação da formação médica com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, o apoio à melhoria dos cursos de graduação, o aprimoramento dos processos de seleção para a residência médica e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da qualificação dos futuros médicos.

Dados detalhados sobre o Exame podem ser acessados em gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed.

Investimento federal superior a R$ 2 milhões moderniza estrutura, fortalece urgência e consolida unidade como referência regional

 

ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara entregou oficialmente, na manhã de terça-feira (20), as obras de reforma e ampliação da Unidade de Pronto Atendimento Amélia Bernardini Cultrale, a UPA Central. A solenidade ocorreu na área externa da UPA, na Vila Velosa, e reuniu autoridades municipais, estaduais e federais, além de vereadores, secretários e representantes da área da saúde.

A intervenção integra um pacote de 24 obras voltadas ao fortalecimento da rede pública de saúde do município, viabilizadas com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde. O investimento de 2.882.265,98 resultou em uma requalificação completa da unidade, tanto do ponto de vista estrutural quanto funcional.

Entre as principais melhorias estão a criação de uma nova área de emergência, com abrigo adequado para a parada de ambulâncias, e a ampliação da observação pediátrica, que agora conta também com espaço específico para isolamento. A antiga sala de emergência foi convertida em sala de medicação, enquanto as áreas de espera, tanto para adultos quanto para crianças, foram ampliadas. No espaço externo, foram construídos um novo setor administrativo e um edifício destinado à equipe do Samu. Além disso, toda a unidade passou por troca de acabamentos, pintura interna e externa e substituição completa da cobertura.

A mesa de honra foi composta pela assessora da FunGota, responsável pela UPA Central, Gislaine Guimarães, anfitriã do evento; pela superintendente estadual do Ministério da Saúde em São Paulo, Cláudia Maria Afonso de Castro, que representou o ministro Alexandre Padilha; pelo prefeito de Araraquara, Dr. Lapena; pelo vereador Marcão da Saúde; pelo Presidente da Câmara Municipal, Rafael de Angeli; pela deputada estadual Thainara Faria; pela vice-prefeita e secretária municipal de Desenvolvimento Social, Meire Laurindo; pela secretária municipal de Saúde, Emanuelle Laurenti; pela diretora executiva da FunGota, Graziele Farias de Almeida; pelo secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valter Rozatto, o “Laxixa”; pelo responsável pela empresa executora da obra, Ramon Aguilera, Fabiano Alonso; pelo ex-prefeito e ex-deputado Marcelo Barbieri; e por Joaquim Eduardo Macieira, representando a família da homenageada que dá nome à unidade.

Em sua fala, Cláudia Maria Afonso de Castro destacou o papel da cooperação entre os entes federativos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. 
“A saúde pública no Brasil se constrói de forma tripartite, com a atuação integrada dos governos federal, estadual e municipal. Quando essa parceria funciona, quem ganha é a população. A entrega desta UPA revitalizada é um exemplo concreto de como o investimento público bem direcionado se traduz em cuidado, dignidade e acesso”, afirmou, completando o discurso em nome do ministro Alexandre Padilha ao reforçar o compromisso do Ministério da Saúde com a ampliação e qualificação da rede de urgência e emergência no país.

O prefeito Dr. Lapena ressaltou o caráter coletivo da conquista e fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo de diferentes gestões. 
“Essa obra não começou agora e não pertence a um único governo. Ela é resultado do esforço contínuo de servidores, técnicos, gestores e do apoio do Governo Federal em diferentes momentos. Hoje entregamos à cidade uma UPA mais moderna, segura e preparada, reafirmando nosso compromisso com a vida e com o atendimento humanizado”, declarou.

Com capacidade para atender cerca de 15 mil pacientes por mês, a UPA Central dispõe de equipe assistencial multidisciplinar, formada por médicos clínicos, pediatras, ortopedista e emergencista, além de enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social e profissionais das áreas administrativa, de apoio, transporte e limpeza. A unidade também oferece atendimento odontológico de segunda a sexta-feira, das 18h à meia-noite, e em regime de plantão 24 horas aos finais de semana e feriados.

Referência regional, a UPA Central é especializada no atendimento a acidentes com animais peçonhentos, contemplando pacientes de todas as faixas etárias. Com a conclusão das obras, a unidade passa a operar com melhores condições de trabalho para os profissionais e mais conforto e segurança para os usuários, reforçando seu papel estratégico na rede de saúde de Araraquara e da região.

SÃO CARLOS/SP - O município divulgou o balanço atualizado das arboviroses, apontando que, em 2026, já foram confirmados 19 casos de dengue. Outros 39 casos foram descartados após análise laboratorial, enquanto um ainda aguarda resultado de exame. Até o momento, não há registro de óbitos pela doença neste ano.

Ainda de acordo com os dados oficiais, não houve notificações de Chikungunya, Zika ou Febre Amarela em 2026, indicando um cenário mais controlado em comparação com o ano anterior.

Em 2025, o quadro foi significativamente mais grave. Ao longo do ano, foram registradas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 11.105 casos foram descartados e 20.429 tiveram confirmação da doença. No período, 24 óbitos foram confirmados como decorrentes da dengue, enquanto outros 26 foram descartados após investigação.

Em relação à Chikungunya, 2025 contabilizou 643 notificações, das quais 637 foram descartadas. Houve confirmação de cinco casos, sendo dois importados e três autóctones, além de um caso que permaneceu em investigação. Para o vírus da Zika, foram registradas 574 notificações, todas posteriormente descartadas.

Já a Febre Amarela teve três notificações em 2025. Duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado.

As autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, especialmente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, com a eliminação de criadouros e a adoção de medidas de proteção, mesmo diante da redução no número de casos em 2026.

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