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Radio Sanca Web TV - Quinta, 04 Fevereiro 2021

As medidas valem a partir de segunda-feira, dia 8 de fevereiro

 

SÃO CARLOS/SP - O Governo do Estado atualizou nesta sexta-feira (05/02) as fases do Plano SP para todas as regiões do estado. A maioria dos municípios que estavam na Fase 3, chamada de Laranja, caso de São Carlos, agora passa a ter mais restrições, sendo classificada na Fase Vermelha, ou seja, com restrição total, podendo somente funcionar farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. A Prefeitura de São Carlos vai manter o município na Fase Laranja neste fim de semana

Os demais serviços não essenciais só poderão atender em sistema drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos. A determinação do Governo do Estado de São Paulo se deu pela preocupação do aumento de casos de infectados somado a grande ocupação de leitos de UTI na região que compõe a Diretoria Regional de Saúde de Araraquara (DRS III), da qual São Carlos e outros 23 municípios fazem parte.

Portanto na fase vermelha não podem funcionar academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais. O consumo local em bares está totalmente proibido. Nas lojas de conveniência só pode a venda de bebidas alcoólicas entre 6h e 20h em todos os 645 municípios. Todos os protocolos sanitários e de segurança para os setores econômicos devem ser cumpridos com rigor. 

Como para o fim de semana já estava liberado, pelo próprio Governo do Estado, que na última terça-feira (03/02) suspendeu as restrições do Plano São Paulo no sábado (06) e domingo (07) para os municípios da fase laranja, liberando o atendimento presencial em comércios e serviços não essenciais, das 6h às 20h, a Prefeitura de São Carlos decidiu somente iniciar a Fase Vermelha na segunda-feira, dia 8 de fevereiro.

“O comércio já estava preparado, os funcionários não foram dispensados, principalmente o pessoal que trabalha com alimentação já adquiriu os produtos para atender nesse sábado. Sempre o Governo do Estado muda a fase na segunda-feira após o anúncio, por isso esperávamos essa mudança para a próxima semana. Mas reforçamos que as restrições impostas na Fase Laranja, ou seja, o consumo local em bares está proibido e o comércio pode funcionar por 8h, não podendo ficar aberto após às 20h, continuam valendo, só neste sábado. A partir de segunda-feira somente os serviços essenciais. Pela primeira vez, desde o início do Plano SP, vamos atrasar 24h para o cumprimento integral das medidas. Mas a Força Tarefa estará nas ruas, não vai ter folga”, esclarece o prefeito Airton Garcia.

A Prefeitura de São Carlos vai publicar em edição extra do Diário Oficial do Município, ainda neste sábado (06/01), decreto municipal que dispõe sobre o início da Fase Vermelha no munícipio, seguindo todas as demais regras estabelecidas pelo Plano SP.

Publicado em Coronavírus

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, informa que vai fazer um plantão de vacinação neste sábado (06/02) para imunizar profissionais da saúde em atividade e que ainda não receberam a primeira dose da vacina contra a COVID-19.

Neste sábado (06/02), a vacinação será realizada nas unidades básicas de saúde do Santa Felícia, Botafogo, São José e Vila Isabel, das 8h às 17h, para atender profissionais em atividade em ambulatórios, consultórios, clínicas, laboratórios e farmácias (médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biomédicos, farmacêuticos, técnicos e auxiliares de farmácia, odontólogos, técnicos e auxiliares de saúde bucal, fonoaudiólogos, psicólogos e técnicos em laboratórios de análises clínicas que realizam coleta e sorologia dos exames para diagnóstico da COVID-19).

Durante toda a semana a vacinação de profissionais da saúde continuará, paralelamente a imunização dos idosos. Na segunda-feira, dia 8 de fevereiro, das 17h às 19h, na sede da Vigilância Epidemiológica, serão vacinados os profissionais que atuam nos serviços vinculados a Secretaria Municipal de Saúde. Nos dias 9 e 10 de fevereiro, das 16h às 20h30, a Secretaria de Saúde finaliza a vacinação dos profissionais que atuam nos serviços hospitalares da Santa Casa, Hospital Universitário e da Unimed. No dia 11 de fevereiro, das 17h às 20h, a vacinação será realizada nos profissionais do Norden Hospital e do plano São Francisco Saúde. A imunização será realizada nas próprias unidades hospitalares.

Para comprovação da categoria profissional é necessário apresentar: documento do conselho de classe, contrato de trabalho ou contrato de prestação de serviços; ou holerite (original e cópia que ficará retida); ou CNS do estabelecimento (imprimir o cadastro atualizado do CNES que também ficará retido); ou declaração emitida pelo serviço de saúde que comprove vínculo empregatício da pessoa (a declaração original será retida no momento da vacinação).

Todos os profissionais da saúde devem imprimir o termo de consentimento antecipadamente, preencher e entregar no momento da vacinação. O termo está disponível no site da Prefeitura de São Carlos no link: http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/TERMO-DE-CONSENTIMENTO-VACINAÇÃO-COVID-19.pdf.

Também será necessário apresentar documento original com foto, como RG, passaporte, carteira de habilitação, documento de classe e CPF.

Publicado em Coronavírus

SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor de São Carlos (Procon São Carlos), órgão vinculado a Secretaria Municipal de Governo, disponibiliza a partir desta sexta-feira (05/02), um canal exclusivo online para a população registrar denúncias e reclamações. A plataforma, que funciona 24 horas, pode ser acessada pelo consumidor via internet sem a necessidade de se deslocar até a sede do órgão.

Para acessar a plataforma basta o consumidor acessar o link: http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/utilidade-publica/174629-proconsaocarlos.html. Após o registro da reclamação, a solicitação será analisada por um técnico do Procon que irá interagir com o consumidor pela própria plataforma, dando maior agilidade no processo. 

A partir da nova tecnologia os consumidores podem oferecer sugestões de fiscalizações, formalizar processos administrativos, fazer reclamações de produtos e serviços, além, de acompanhar o andamento das solicitações junto ao Procon São Carlos.

Para realizar uma denúncia, tirar dúvidas ou abrir uma reclamação é necessário que o consumidor possua algumas informações, como por exemplo: nome e endereço do estabelecimento comercial, nota fiscal da compra, foto do produto ou serviço anunciado.

“A pandemia nos trouxe um legado que ficará eternamente na história do Procon de São Carlos. Desde o início, não paramos de trabalhar um dia sequer com o aumento da demanda atrelada a necessidade do distanciamento social. Sendo assim, foi necessário a criação desse canal exclusivo, em que as pessoas possam abrir uma reclamação sem sair de casa”, explicou a diretora do Procon São Carlos Juliana Cortes.

Por meio da plataforma desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Comunicação, o consumidor também terá acesso a orientações, legislação e a outros serviços prestados pelo Procon, como o Programa de Apoio ao Superendividado, Balanço Anual e as empresas mais reclamações no Órgão. 

“Somos a Capital da Tecnologia, nada mais justo que os consumidores tenham na palma das mãos uma ferramenta pública e gratuita para buscar seus direitos, e principalmente, denunciar casos de abusos de forma instantânea. É com muita satisfação que entregamos mais essa ferramenta para os nossos consumidores”, acrescentou Juliana Cortes.

Em caso de dúvidas sobre a plataforma ou outras solicitações via Procon, os consumidores podem entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (16) 3419-4510 ou através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para agendar um horário presencial junto ao órgão.

Publicado em Outras Notícias

Todas as 29 unidades de saúde do município estão preparadas para fazer a vacinação

 

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesta sexta-feira (05/02), o cronograma de vacinação para a próxima semana, período de 8 a 12 de fevereiro, quando serão imunizados idosos com 90 anos ou mais. Em São Carlos, de acordo com a Divisão de Vigilância em Saúde, na Campanha Nacional de Imunização contra Influenza, realizada em 2020, foram cadastrados 1.364 idosos nesta faixa etária.

Todas as 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e 17 Unidades de Saúde da Família (USF’s) vão disponibilizar o imunizante contra a COVID-19, totalizando 29 pontos de vacinação. O horário de atendimento para esse público será das 10h às 15h, sem intervalo.

Para receber a vacina o idoso deve apresentar um documento oficial (RG, CPF ou Carteira de Habilitação) na unidade de saúde. É importante que todos realizem o pré-cadastro no site do Governo do Estado no endereço eletrônico https://vacinaja.sp.gov.br.

Os pacientes que estão acamados serão vacinados em domicílio, porém a família deve entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima da residência desse idoso e solicitar o agendamento para que a equipe aplique o imunizante.

“Vale lembrar que a doença ainda não foi erradicada e a vacinação é emergencial. Ainda há necessidade das pessoas tomarem todo o cuidado contra a doença, como o uso de máscaras, álcool em gel e manter o distanciamento social. Nesta faixa etária que iniciamos na segunda-feira, já temos 1.364 idosos cadastrados, na semana que vem, possivelmente chega um novo lote de vacina para começarmos a vacinar as pessoas abaixo de 90 anos, ou seja de 85 e 90 anos, e assim sucessivamente, assim conseguimos proteger as equipes de saúde e os idosos por suas exposições e vulnerabilidade”, explicou Marcos Palermo.

A Secretaria de Saúde também continua a vacinação dos profissionais da saúde, inclusive neste fim de semana. No sábado (06/02), nas unidades básicas de saúde do Santa Felícia, Botafogo, São José e Vila Isabel, das 8h às 17h, serão imunizados profissionais em atividade em ambulatórios, consultórios, clínicas, laboratórios e farmácias (médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biomédicos, farmacêuticos, técnicos e auxiliares de farmácia, odontólogos, técnicos e auxiliares de saúde bucal, fonoaudiólogos, psicólogos e técnicos em laboratórios de análises clínicas que realizam coleta e sorologia dos exames para diagnóstico da COVID-19).

Nos dias 9 e 10 de fevereiro, das 16h às 20h30, a Secretaria de Saúde finaliza a vacinação dos profissionais que atuam nos serviços hospitalares da Santa Casa, Hospital Universitário e da Unimed. No dia 11 de fevereiro, das 17h às 20h, a vacinação será realizada nos profissionais do Norden Hospital e do plano São Francisco Saúde. A imunização será realizada nas próprias unidades hospitalares.

Para comprovação da categoria profissional é necessário apresentar: documento do conselho de classe, além do contrato de trabalho. O profissional deve levar esses dois documentos, tanto o original como uma cópia que ficará retida.

Publicado em Coronavírus

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos através de sua assessoria, acaba de informar o falecimento de Fernando Augusto Queiroz da Silva, que tinha 38 anos de idade e era até então o ultimo sobrevivente do incêndio que atingiu uma residência no Cidade Aracy 2, na terça-feira dia 02 de fevereiro. 

No dia do incêndio faleceram os irmãos Anthony Rikelmi Ferreira Queiroz de 1 ano e Fernanda Safira Ferreira de 4 anos, já na quarta-feira morreu a avó das crianças e mae de Fernando, Maria Aparecida Queiroz Belisário que tinha 66 anos, e hoje, faleceu Fernando.

As investigações sobre o incêndio ainda continuam. A polícia informou que possivelmente a casa era um ponto de comercialização de drogas, mas ainda as investigações seguem em curso. 

Com Fernando, todas as vítimas que estavam no incêndio não resistiram e faleceram após o trágico ocorrido.

Publicado em Policial

A ocupação de leitos de UTI, de 85,7%, foi o índice responsável pelo endurecimento da quarentena na região

 

SÃO CARLOS/SP - A região de Araraquara regrediu e agora passa a integrar novamente a fase vermelha de classificação do Plano São Paulo. O anúncio aconteceu em coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (05), no Palácio dos Bandeirantes.

A fase vermelha só permite funcionamento normal de serviços como Farmácias, Mercados, Padarias, Açougues, Postos de combustíveis, Lavanderias, Meios de transporte coletivo, como ônibus, Transportadoras, oficinas de veículos, Atividades religiosas, Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria, Bancos, Pet shops, Serviços de delivery ou entregas. Já comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

A regressão é consequência da ocupação de 85,7% dos leitos de UTI na Direção Regional de Saúde de Araraquara (DRS III). Com a medida, apenas serviços essenciais podem funcionar na região que conta com 24 municípios que também sofreram regressão.

As medidas vão vigorar até o dia 7 de fevereiro. Até lá, nenhuma região poderá avançar às fases amarela e verde, as mais flexíveis em relação ao atendimento presencial.

SÃO CARLOS

O comitê emergencial da cidade já vinha falando sobre a possibilidade há alguns dias, que se confirmou pelo governador na data de hoje. O município conta com 28 leitos UTI/SUS, sendo 10 no Hospital Universitário e 18 na Santa Casa, que dispõe de 14 leitos na ala adulto e 4 na ala pediátrica, além de leitos na rede particular.

DRS III - Araraquara: Américo Brasiliense, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Gavião Peixoto, Ibaté, Matão, Motuca, Nova Europa, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Rincão, Santa Lúcia, São Carlos e Trabiju.

Publicado em Coronavírus
Sexta, 05 Fevereiro 2021 11:43

Coração artificial para todos

FRANÇA - Após 20 anos de pesquisa, a empresa francesa Carmat recebeu autorização para comercializar fora da França um produto que dará esperança a milhões de pessoas em todo o mundo: o coração artificial. Batizado de Aeson, o dispositivo pesa 900 gramas, três vezes mais que um coração normal. As baterias de lítio que simulam o bombeamento do sangue duram cinco anos e têm de ser carregadas em uma bolsa externa, que pesa aproximadamente cinco quilos e conta ainda com um controlador de intensidade. Segundo o cirurgião Fábio Jatene, vice-presidente do Instituto do Coração (Incor), a invenção diferencia-se das outras já existentes graças ao avanço da tecnologia, que inclui um uso de materiais biológicos com metal e plástico.

“A combinação impede que ocorra o excesso de coagulação do sangue e ajuda a reduzir o risco de trombose”, explica.

Segundo o médico, o propulsor do novo órgão artificial utiliza membranas biológicas produzidas a partir de tecido bovino, o que as torna mais maleáveis para agir no sistema de bombeamento de sangue de acordo com a necessidade do paciente.

“A ideia por trás desse projeto era criar um dispositivo que também funcionasse psicologicamente como um coração humano, com as batidas no peito e uma função autossuficiente”, afirmou Stéphane Piat, CEO da empresa.

O coração artificial da Carmat substitui os ventrículos do coração em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca avançada. Ela ocorre quando o coração não consegue cumprir sua função de “bomba de sangue” e afeta primeiramente o ventrículo esquerdo e, depois, o direito. Nesse estágio, órgãos vitais como o cérebro, fígado e rins deixam de receber nutrientes e oxigênio suficientes para funcionar. Entre os principais sintomas da doença estão a fadiga, falta de ar, mesmo em repouso, e retenção de líquidos.

A insuficiência cardíaca afeta ao menos 26 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos avanços nas terapias e prevenção, cerca de 5% dos afetados não reagem aos tratamentos. Como trata-se de uma doença progressiva, o paciente tem menos de 50% de chance de sobreviver cinco anos após receber o diagnóstico. O transplante de coração é a terapia mais adequada, mas torna-se restrita devido à escassez de doadores, pouco mais de cinco mil no mundo. É por isso que empresas como a Carmat investem no desenvolvimento de sistemas de suporte circulatório mecânico, como o coração Aeson.

 

Esperança na fila

A invenção representa uma opção para quem está na fila do transplante de coração. Estima-se que 40 mil pessoas no mundo estejam esperando por um coração novo. No Brasil, há 270 pessoas na fila. O produto será implantado inicialmente na Alemanha, Itália, Espanha e Grã-Bretanha, e aguarda a autorização da FDA, órgão regulador americano, para ser aprovado. Ao todo, esses países apresentam cerca de dois mil pacientes com problemas no miocárdio e insuficiência biventricular.

Segundo o cirurgião Fábio Gaiotto, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o paciente portador dessa doença tem uma vida dramática. “A doença mina sua independência, muitas vezes não consegue nem tomar banho sozinho”, afirma. “O Aeson é promissor em razão de sua duração. Os atuais funcionam por um ano, mas depois podem surgir complicações como coágulos, trombos e infecções.”

A busca por um dispositivo sintético para substituir o coração começou na década de 1960. Antes disso, em 1937, há registro de um transplante de coração animal, realizado em um cão, pelo médico russo Vladimir Petrovich Demilkhov. O procedimento em humanos só veio a ser realizado com sucesso a partir dos anos 1980. A maioria dos dispositivos substitui parcialmente o coração, geralmente o lado esquerdo que é o mais afetado, como é o caso do órgão artificial criado pela empresa americana SynCardia. A expansão da invenção da Carmat é um alento para muitos corações em todo o mundo.

Imagem: Fornecido por ISTOÉ

 

*Por: Fernando Lavieri / ISTOÉ 

Publicado em Ciência & Tecnologia

MUNDO - Com todo seu tamanho e exuberância, as baleias são seres que despertam a nossa atenção e curiosidade. Agora, ver uma baleia encalhada na praia é ainda mais chocante.

Se por um lado já é suficientemente impressionante ver um ser tão maravilhoso sem vida fora da água, as baleias podem fazer coisas curiosas, como explodir.

Agora, uma rara observação é sobre a oportunidade perdida de sequestro de carbono.

Baleias são importantes reservas de carbono

Baleias podem esfriar a Terra?

As baleias, principalmente as de barbatanas e cachalotes, estão entre as maiores criaturas da Terra. Seus imensos corpos guardam importantes reservas de carbono e sua presença no oceano é capaz de moldar os ecossistemas ao seu redor.

Algo que passamos a entender – e apreciar devidamente – é que esses mamíferos marinhos também estão ajudando a determinar a temperatura do planeta.

“Em terra, os humanos influenciam diretamente o carbono armazenado nos ecossistemas terrestres por meio da extração de madeira e da queima de florestas e pastagens”, de acordo com um artigo científico de 2010. “No oceano aberto, o ciclo do carbono é considerado livre de influências humanas diretas.”

O carbono armazenado em seus corpos é transferido para o fundo do mar

Por outro lado, essa suposição não leva em consideração o impacto surpreendente da caça às baleias.

Os humanos caçaram baleias durante séculos para usar da carne ao óleo desses animais. O registro mais antigo de caça comercial à baleia foi em 1000 dC. Desde então, dezenas de milhões de baleias foram mortas e os especialistas acreditam que as populações podem ter tido uma redução de 66% e 90%.

As baleias e o carbono

Quando as baleias morrem, elas afundam no fundo do oceano – e todo o carbono armazenado em seus enormes corpos é transferido das águas superficiais para o fundo do mar, onde permanece por séculos ou mais.

Neste mesmo estudo de 2010, os cientistas descobriram que antes da caça industrial, as populações de baleias (exceto as cachalotes) teriam afundado entre 190 mil a 1,9 milhões de toneladas de carbono por ano no fundo do oceano – o que é o equivalente a tirar entre 40 mil e 410 mil carros fora de circulação a cada ano.

Mas quando a carcaça não vai parar no fundo do mar e sim é retirada da água e processada, esse carbono é liberado na atmosfera.

Andrew Pershing, um cientista marinho da Universidade do Maine e autor desse estudo, estima que, ao longo do século 20, a caça às baleias adicionou cerca de 70 milhões de toneladas de dióxido de carbono à atmosfera.

“É muito, mas 15 milhões de carros fazem isso em um único ano. Os EUA têm atualmente 236 milhões de carros”, afirma.

A importância das baleias

Mas as baleias não são valiosas apenas na morte. As marés de excrementos que esses mamíferos produzem também são surpreendentemente relevantes para o clima.

Elas se alimentam nas profundezas do oceano e depois voltam à superfície para respirar e fazer cocô. Suas fezes ricas em ferro criam as condições de crescimento perfeitas para o fitoplâncton.

O fitoplâncton tem enorme influência na atmosfera do planeta

Essas criaturas podem ser microscópicas, mas, em conjunto, o fitoplâncton tem enorme influência na atmosfera do planeta, capturando cerca de 40% de todo o CO2 produzido – quatro vezes a quantidade capturada pela floresta amazônica.

“Precisamos pensar na caça às baleias como uma tragédia que removeu uma enorme bomba de carbono orgânico do oceano que teria um efeito multiplicador muito maior na produtividade do fitoplâncton e na capacidade do oceano de absorver carbono”, disse Vicki James, gerente de políticas na Whale and Dolphin Conservation (WDC).

As baleias desaparecidas no oceano também tiveram alguns impactos inesperados.

Com o declínio das populações de baleias, as orcas passaram a se alimentar de mamíferos marinhos menores, como lontras marinhas. As lontras posteriormente diminuíram, levando à disseminação dos ouriços-do-mar, que devastam as florestas de algas ao redor do Atlântico Norte – com um efeito cascata no sequestro de carbono marinho.

O que isso significa é que recuperar as populações de baleias pode ser uma ferramenta importante no combate à mudança climática, ajudando a reduzir o enorme volume de CO2 emitido por combustíveis fósseis a cada ano.

Reduzir o CO2

Existem várias outras propostas de como conseguir essa redução, incluindo o plantio de árvores e o estímulo à floração do fitoplâncton por meio da adição de ferro ao oceano.

Mas o plantio de árvores requer um recurso escasso: terras terrestres, que como vemos muito popularmente aqui no Brasil, tem mais valor para o governo quando são devastadas e convertidas em pasto.

A beleza de restaurar as populações de baleias é que há muito espaço no oceano.

As plumas resultantes de cocô de baleia também aumentariam consideravelmente o potencial de fertilização do oceano com ferro. Seriam necessárias 200 florações bem-sucedidas por ano para corresponder ao potencial de uma população de baleias totalmente restaurada, de acordo com o estudo de Pershing.

E, ao contrário de técnicas de geoengenharia arriscadas, os benefícios não seriam apenas para o clima, mas para todo o ecossistema.

“As carcaças de baleias fornecem um habitat único para espécies de águas profundas. A pesquisa mostrou que um único esqueleto pode fornecer alimento e habitat para até 200 espécies durante os estágios finais de decomposição”, diz James do WDC.

Proteção das baleias em dólares

Em 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório analisando os benefícios de colocar as baleias de volta no oceano. E eles fizeram isso de uma forma que os políticos entenderiam: colocando um valor em dólares nisso.

Este estudo descobriu que, quando você soma o valor do carbono sequestrado por uma baleia durante sua vida, ao lado de outros benefícios como melhores pescarias e ecoturismo, a baleia grande vale em média mais de 2 milhões de dólares.

Os economistas responsáveis ​​pelo estudo agora estão trabalhando em um projeto para transformar essa etiqueta de preço da teoria em realidade, por meio da compensação de carbono.

A ideia é persuadir os emissores de carbono a pagar uma certa quantia para proteger as populações de baleias, em vez de investir na redução de suas próprias emissões, ajudando-as a obter uma pegada de carbono neutra.

“O que você está fazendo é valorizar o serviço prestado pelas baleias, porque elas estão sequestrando dióxido de carbono”, diz Thomas Cosimano, um dos economistas que é coautor do artigo do FMI.

“Isso não significa que as baleias não estejam fazendo outras coisas. Este é apenas um ponto de referência que podemos usar para estabelecer um limite mínimo de qual seria o valor de uma baleia.”

É um esquema complicado, mas não está além das possibilidades: a equipe tem trabalhado em uma abordagem semelhante baseada no mercado de carbono para proteger elefantes de caçadores ilegais nas florestas tropicais centrais da África, que deve ser implementada pelo final do ano.

Uma instituição de caridade chilena chamada Fundación MERI já está descobrindo as bases para um mercado de carbono baseado em baleias, instalando bóias acústicas de alerta precoce que irão monitorar a localização das baleias e gerar rotas alternativas para os navios.

Acredita-se que seja o primeiro projeto do mundo para proteger as baleias em troca do armazenamento de carbono que elas fornecem.

O estudo do FMI conclui que a proteção das baleias deve agora se tornar uma prioridade no esforço global para enfrentar a mudança climática.

“Uma vez que o papel das baleias é insubstituível na mitigação e construção de resiliência às mudanças climáticas, sua sobrevivência deve ser integrada aos objetivos dos 190 países que em 2015 assinaram o Acordo de Paris para o combate ao risco climático”, escrevem os autores.

Ainda neste ano, a conferência climática da ONU acontecerá na Escócia, um país cujas costas costumam hospedar espécies como baleias-minke (ou baleia-anã) e jubarte. Com um mercado de carbono para baleias agora uma possibilidade real, talvez seja hora de colocar essas criaturas na agenda.

 

 

*Por: Gabriela Rassy / Hypeness

Publicado em Meio Ambiente

SÃO CARLOS/SP - Na tarde da última quarta-feira (3), em visita a Travessa Gerson Marcos Nicola, a vereadora Professora Neusa (Cidadania) juntamente com o vice-prefeito Edson Ferraz e o Secretário de Serviços Públicos Mariel Olmo, discutiram sobre as melhorias e futuros projetos naquele local abandonado.

Segundo a parlamentar, num primeiro momento será feita a limpeza e retirada dos entulhos, que está gerando sérios transtornos aos moradores daquela região, que constantemente sofrem com assaltos e roubos ocasionados por indivíduos que fazem das instalações para uso de atos ilícitos.

Professora Neusa destacou ainda que a população também reclama do grande surgimento de animais peçonhentos e ratos vindos deste terreno, além de ser um potencial criadouro do mosquito transmissor da Dengue.

“Vou batalhar para que se inicie o quanto antes a revitalização do lugar”, declarou a vereadora Professora Neusa.

Publicado em Política

SÃO PAULO/SP - Na esteira da saída da emissora que transmitiu o Mundial de Fórmula 1 ininterruptamente desde 1981, a Band fechou acordo com o Liberty Media e será a casa da principal categoria do esporte a motor pelo menos até 2022. A informação foi confirmada pelo GRANDE PRÊMIO nesta sexta-feira (5). O anúncio do acordo é questão de tempo.

A Band vai transmitir o Mundial de Fórmula 1 nas temporadas 2021 e 2022. Na esteira da desistência do Grupo Globo em manter na sua grade a principal categoria do automobilismo depois de longas negociações com o Liberty Media, a emissora sediada no Morumbi, em São Paulo, adquiriu os direitos de transmissão do Mundial pelos próximos dois anos. A informação foi dada primeiramente pelo jornalista Flávio Ricco nesta sexta-feira (5) e, em seguida, pelo site Máquina do Esporte, assinado pelo jornalista Erich Beting, e confirmada pelo GRANDE PRÊMIO. É questão de tempo para que o acordo seja oficializado pelas duas partes.

Trata-se de um retorno da Band às transmissões do Mundial. Em 1980, a emissora paulista foi a primeira a transmitir ao vivo e na íntegra uma temporada completa da Fórmula 1. A partir de 1981, e de forma ininterrupta, a Globo tornou-se a detentora dos direitos de transmissão do campeonato. O último acordo vigorou até o fim de 2020 e não foi renovado.

Na noite da última quinta-feira, a Globo informou ao GRANDE PRÊMIO, em comunicado, que não chegou a um acordo com o Liberty Media e, portanto, não vai transmitir a F1 pela primeira vez em 40 anos.

“A Globo manteve negociações constantes com a FOM/Liberty Media sobre a renovação dos direitos da Fórmula 1, sempre considerando a nova realidade mundial dos direitos esportivos. Infelizmente não houve acordo. A Globo continuará a fazer a cobertura da categoria em suas plataformas para manter o fã do esporte informado sobre tudo o que acontece no mundo do automobilismo”, informou a emissora carioca.

Trata-se da segunda desistência da Globo em transmitir a Fórmula 1. A primeira havia sido oficialmente comunicada em agosto e tinha os mesmos motes de agora: as altas cifras cobradas pela FOM/Liberty Media, que chegavam a US$ 22 milhões (cerca de R$ 120 milhões na cotação de hoje).

A partir de então, deu-se uma corrida pelo ouro da Fórmula 1. Foram tempos em que até a TV Cultura mostrou interesse em passar a categoria. A Disney, que transmite o campeonato na América Latina toda, quis abraçar a causa, mas tinha ciência de que, sozinha, não conseguiria e que o Liberty Media buscava uma emissora em TV aberta.

Em meados de dezembro, a Disney anunciou que havia encerrado as negociações por entender que não era financeiramente viável. A emissora que detém os canais ESPN e FOX Sports tentava uma parceria com o SBT.

Com os meses de indefinição, a Globo voltou à mesa de negociações em novembro para manter o campeonato em sua programação na temporada 2021 a pedido de Chase Carey, que ocupava o posto de chefão da Fórmula 1 até o fim do ano passado antes de dar espaço ao italiano Stefano Domenicali.

Carey foi o responsável por todo o imbróglio que ajudou a tirar a Globo, em um primeiro momento, da transmissão da categoria e dar força para a Rio Motorsports. Quando notou que não sairia autódromo nem dinheiro garantindo o acordo para os direitos de TV, entrou em contato pessoalmente com a prefeitura de São Paulo para reatar a parceria com Interlagos e pedir que a Globo considerasse uma nova proposta.

A Globo, então, fez uma oferta menor que os US$ 20 milhões (R$ 108,4 milhões na cotação de hoje) então propostos inicialmente, soube o GRANDE PRÊMIO. Liberty Media/FOM fizeram uma contraproposta. As negociações ficaram paralisadas por um tempo em virtude da virada de ano e foram retomadas em janeiro. A 50 dias do início previsto da temporada no Bahrein, veio a notícia da desistência da emissora.

Em novembro, a Globo perdeu os direitos da Stock Car para a Bandeirantes, que adicionou a principal categoria do automobilismo brasileiro no seu portfólio, cada vez mais encorpado depois que a emissora do Morumbi voltou a exibir o Show de Esporte, programa recheado de transmissões esportivas ao vivo e que fez da Band referência nos anos 1980 e 1990, tendo Luciano do Valle no comando à época.

Para sua nova incursão no automobilismo, que reúne também as transmissões da Indy, a Band adicionou aos seus quadros o jornalista Reginaldo Leme, companheiro de transmissão de Galvão Bueno em 40 anos na Globo.

A F1, internamente, tinha compreensão de que só a Globo teria condições estruturais e financeiras de exibir as corridas em TV aberta. O Brasil é o maior mercado do mundo em termos de audiência.

Além da Band, a Fórmula 1 vai oferecer como opção ao fã brasileiro a F1 TV Pro, serviço via streaming que, na sua versão completa, vai estar disponível ao público do país pela primeira vez a partir desta temporada.

 

 

*Por: GRANDE PRÊMIO

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