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Radio Sanca Web TV - Domingo, 26 Abril 2020

SÃO CARLOS/SP - Nas primeiras horas desta segunda-feira (27), um homem acabou ferido após ser atingido por um tiro, no bairro Jardim Medeiros, em São Carlos.

De acordo com informações, o 190 da PM foi acionado para conter uma briga. Ao chegar ao local informado, os Policiais foram informados que um rapaz de 22 anos, teria mexido com uma mulher que é noiva, com isso o noivo ficou furioso e foi tomar satisfação. Porém, quando tudo parecia estar se acalmando, um sujeito se aproximou de um dos PMs e o Policial pediu para que o mesmo se afastasse, mas não foi atendido, momento esse que o indivíduo teria desferido um soco no rosto do Militar. Ainda segundo informações, o PM e o sujeito teriam entrado em luta corporal e o indivíduo tentou pegar a arma do Policial, não obtendo sucesso. O sujeito teria tentado fugir, mas foi atingido por um tiro na perna.

O indivíduo foi levado a uma unidade de saúde. A ocorrência foi registrada e será investigada.

Publicado em Policial

SÃO CARLOS/SP - Para promover o bem estar de quem está em casa procurando alternativas de diversão e lazer em tempos de pandemia, cantores de todo o Brasil realiza LIVE nas Redes Sociais. E em São Carlos não é diferente, o cantor Pedro Henrique (PH) decidiu unir LIVE, MÚSICA E SOLIDARIEDADE.

PH vai realizar no dia 29 de abril às 19:30h uma LIVE com muita música sertaneja, onde o intuito é levar alegria para você no conforto de sua casa, além disso, a LIVE irá angariar fundos para o Abrigo de Idosos Helena Dornfeld de São Carlos.

Conversamos com Pedro Henrique que nos disse:

“Nesses dias de quarentena onde temos que ficar em casa para se resguardar de tudo que está acontecendo no mundo por conta do coronavirus, a minha obrigação é levar um pouco de alegria, uma palavra de esperança para todos nessa fase difícil que estamos passando. E com toda essa alegria “em casa”, iremos todos ajudar o abrigo que tanto precisa.”

Para participar da transmissão basta acessar o link: https://www.facebook.com/cantorphoficial/

Publicado em Pop & Arte

Centro de promoção e divulgação de pesquisas sobre atenção plena realiza trabalho com famílias para melhorar concentração, criatividade e regulação de sentimentos difíceis.

SÃO CARLOS/SP - Em tempos de isolamento social e incertezas da pandemia de coronavírus, pais e responsáveis precisam se adaptar imediatamente às mudanças de rotina para lidar com as crianças e suas necessidades dentro de casa.

Mais do que manter os pequenos ocupados, é importante que a preocupação com o bem-estar dos filhos também seja uma prioridade, já que a quarentena ainda não tem prazo para acabar e pode trazer à tona sentimentos de impaciência e estresse.

De acordo com o coordenador do Centro Mente Aberta, Marcelo Dermazo, assim como treinar os músculos e a capacidade aeróbia com a prática esportiva, o controle das emoções também precisa de prática para ser aprimorado.

“A atenção plena pode ser considerada como uma das bases para a aceitação do momento e dos sentimentos. Não é uma solução instantânea, mas com um pouco de disciplina e dedicação podemos dedicar pequenas pausas durante o dia para a prática e analisar os resultados”, diz.

Dessa forma, o treinamento de Mindfulness durante a infância pode ajudar a reduzir o estresse, aumentar o bem-estar, promover a aprendizagem adequada, e melhorar as relações interpessoais. 

“Essas habilidades potencialmente ajudam a preservar o relacionamento entre pais e filhos, em especial em momentos de crise, além de criarem modelos positivos de como lidar com situações difíceis, os quais serão usados pelos filhos em situações desafiadoras semelhantes no futuro”, explica.

Prática de Mindfulness

De acordo com Demarzo, para dar início ao treinamento, o ideal seria que as crianças participassem junto com os pais de um programa estruturado, com um instrutor certificado para trabalhar com a faixa etária. 

Entretanto, há algumas técnicas simples que podem ser aplicadas em casa, como a “O Som da Respiração”. 

“Nessa prática, a ideia é observar os sons que a respiração faz. As crianças podem imaginar que estão no mar e que a respiração são as ondas, que se aproximam e se afastam da costa. O convite é para que elas ‘possam ouvir seu próprio mar’, enquanto respiram”, explica. 

O ideal, segundo Demarzo, é que a prática seja feita em um lugar silencioso e que não se modifique o ritmo natural da respiração da criança.

Pais e Filhos

Para ensinar a prática a pais e mães e torna-los facilitadores para repassar exercícios de Mindfulness para os filhos, o Centro Mente Aberta realiza um workshop especial para as famílias, de 5 a 7 de maio.

Os encontros serão realizados online (via Zoom), terça e quinta-feira, das 18h30 às 20h30. 

Para mais informações, acesse o site do Mente Aberta (mindfulnessbrasil.com/workshop-mindfulness-para-pais-e-filhos-online). É necessário apenas um ticket por família.

O que é Mindfulness? 

Mindfulness é um dos estados da mente, acessível a qualquer indivíduo, que consiste em um exercício de querer vivenciar o momento presente, intencionalmente, aceitando a experiência.

Em Mindfulness, o sentido correto de aceitação é o de se olhar a realidade como ela realmente é, sem julga-la ou reagir a ela no "piloto automático".

Com a prática regular, o processo torna-se mais natural, sendo possível permanecer nesse estado em grande parte do tempo e aumentar a qualidade de vida do indivíduo.

Embora muitos dos termos e técnicas tenham origem nas tradições orientais, o Mindfulness hoje em dia é considerado uma prática laica (secular, não-religiosa), com sólida base científica.

Mente Aberta

Fundado pelo especialista pioneiro em Mindfulness no Brasil, o Mente Aberta (Brazilian Center for Mindfulness and Health Promotion) é um Centro de promoção e divulgação de intervenções baseadas em Mindfulness com foco em práticas e programas, formação profissional e pesquisas científicas.

O Centro Mente Aberta coordena um Programa de Extensão Social da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um grupo de pesquisa certificado pela universidade e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e segue as Diretrizes da Rede Britânica de Professores de Mindfulness (UK Network for Mindfulness-Based Teacher Trainers).

Quem é Marcelo Demarzo?

É médico especialista em Mindfulness para adultos e crianças, com treinamentos na Inglaterra (Mindfulness in Schools Project, em Londres; Oxford Mindfulness Centre, na Universidade de Oxford; e Instituto Breathworks, em Manchester), e nos EUA (Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society, na Universidade de Massachusetts).

Fez pós-doutorado em Mindfulness e Promoção da Saúde na Universidade de Zaragoza, na Espanha, e diversos cursos de aprofundamento nas tradições contemplativas e meditativas, incluindo a Psicologia Budista e Tibetana em Dharamsala, Índia.

Junto com o professor Javier Garcia-Campayo, da Universidade de Zaragoza, desenvolveu a Terapia de Compaixão Baseada em Estilos de Apego (Attachment-Based Compassion Therapy).

É fundador e atual coordenador do Mente Aberta (www.mindfulnessbrasil.com), referência nacional e internacional nos programas e pesquisas sobre Mindfulness.

SANTA RITA DO PASSA QUATRO/SP - Um motorista morreu em um acidente entre um caminhão e uma carreta de sucatas na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Santa Rita do Passa Quatro, por volta das 1h30 nesta segunda-feira (27).

De acordo com informações, o acidente ocorreu na altura do km 252, onde um caminhão, placas de Ribeirão Preto (SP) colidiu na traseira de uma carreta de sucatas.

Os Bombeiros de Porto Ferreira foram acionados, infelizmente o motorista de 61 anos que dirigia o caminhão ficou preso às ferragens, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Não há informações do que teria provocado o acidente, o motorista da carreta não sofreu ferimentos.

Trabalharam na ocorrência Bombeiros Guarnição AB-0940

Sgt Moraes / CB Corrêa / Bpm Fornazari.

Polícia Rodoviária e Arteris Viapaulista.

 

 

*Por: REVISTA DAQUELE MODELO

Publicado em Outras Cidades

PORTO FERREIRA/SP - Na manhã deste último domingo (26), por volta das 10h um homem acabou sendo preso por Policiais Militares do Rádio Patrulhamento, viatura composta pelos Cabos PMs Gomes e Parolo pela rua José dos Santos no Bairro da Vila Maria em Porto Ferreira.

Durante o patrulhamento preventivo pelo bairro, eles receberam uma informação pelo COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) de que testemunham viram um homem passando uma arma de fogo para outro. Rapidamente os policias foram até a referida rua, sendo que o indiciado ao avistar a viatura policial empreendeu fuga e jogou uma arma de fogo para dentro de uma casa.

Ato contínuo os policiais realizaram a abordagem sendo o homem imobilizado. Foram realizadas buscas no quintal da casa sendo localizado uma arma de fogo, sendo um revólver calibre 32, marca Rossi, oxidado, capacidade para seis munições com três munições intactas.

Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante, sendo levado para o Plantão da Polícia Civil, onde o Delegado de Plantão ratificou a voz de prisão, sendo a arma apreendida e ele mandado para a cadeia na cidade de São Carlos, onde permaneceu preso à disposição da Justiça.

 

 

*Por: JORNAL DO PORTO

Publicado em Outras Cidades

MUNDO - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, disse neste domingo (26.abr.2020) que permitirá a volta ao trabalho de alguns setores da economia nesta semana. O país foi o mais atingido pela pandemia de coronavírus na Europa. A indústria e a construção civil devem retornar a partir de 4 de maio, enquanto áreas que causam aglomerações deverão esperar mais.

Em entrevista ao jornal local La Repubblica, Conte detalhou mais o plano de reabertura gradual do país que começa em 4 de maio. Segundo ele, as escolas ficarão fechadas até setembro.

 “Estamos trabalhando nas últimas horas para permitir a reabertura de uma boa parte de negócios da indústria e da construção para 4 de maio”, disse o primeiro0ministro.

Ele afirmou ainda que empresas que exportam precisam voltar ao trabalho antes para evitar que elas sejam excluídas das linhas de produção ou percam negócios. Conte falou que os varejistas poderão voltar em 11 de maio e bares e restaurantes a partir de 18 de maio.

O primeiro-ministro italiano ressaltou, contudo, que a volta será gradual e as empresas deverão adotar regimes rígidos de segurança contra o contágio.

Conte anunciou a reabertura em 21 de abril. No entanto, ele minimizou qualquer esperança de 1 relaxamento total nas medidas mais estritas de quarentena em vigor entre as democracias ocidentais. O anúncio foi feito na data em post na página oficial do primeiro-ministro no Facebook:

https://www.facebook.com/GiuseppeConte64/photos/a.389411158207522/909520656196567/?type=3

Até as 18h20 do domingo, a Itália registrava 197.675 casos e 26.644 mortes por covid-19.

 

 

*Por: PODER 360

Publicado em Economia

Um paciente dá entrada no pronto-socorro sentindo muita falta de ar. Com a escalada do novo coronavírus, os médicos começam a investigação de imediato. Correm para medir taxa de oxigênio no sangue, avaliar lesões pulmonares, perguntar o histórico de outras doenças. Nos quadros mais severos, não dá tempo de tentar outro método: a pessoa acaba entubada e, às pressas, vai parar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O roteiro descrito acima é comum entre pacientes da covid-19 que conseguem vagas em UTIs, locais destinados aos casos mais agudos da doença, segundo relatam médicos intensivistas e gestores de hospitais ouvidos pelo Estado. A pandemia que já deixou 4.008 mortos no Brasil também tem obrigado as unidades a repensar lógicas de atendimento, alterar rotina de visitas e redobrar cuidados diante dos riscos de a própria equipe acabar infectada.

Por enquanto, ainda não existe vacina ou tratamento contra o coronavírus com eficácia cientificamente comprovada. Para explicar o atendimento prestado às vítimas e o dia a dia nas unidades intensivas, a reportagem conversou com profissionais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e dos Hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein, referências da rede pública e privada de São Paulo.

Nessas unidades, pacientes chegam a passar mais de três semanas na UTI -- muitos deles sedados, com a musculatura paralisada, e só respirando com auxílio de aparelhos. Para se ter ideia, levantamento recente da Secretaria Estadual da Saúde, da gestão João Doria (PSDB), indica que 41,5% das pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 acabam em unidades intensivas. Destas, quatro a cada dez vão precisar de respiradores para tentar sobreviver.

A porta de entrada

O pronto-socorro é a principal porta de entrada dos pacientes graves, segundo profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia. Nos hospitais, triagens foram adaptadas para separar o atendimento de casos suspeitos de coronavírus das demais pessoas.

“A maioria chega por demanda espontânea, buscando atendimento depois de apresentar principalmente sintoma de insuficiência respiratória”, descreve Jaques Sztajnbok, chefe da UTI do Emílio Ribas. Cansaço, congestão nasal, coriza, dor de cabeça, febre, diarreia são sinais que também podem aparecer.

Em tese, a outra maneira de conseguir vaga é se alguma unidade médica pedir, através de um sistema específico, que o paciente seja transferido para lá por não dispor de estrutura adequada para cuidados intensivos. “Em tese” porque, hoje, os 30 leitos de UTI do Emílio Ribas já estão ocupados -- e, portanto, incapazes de receber novas pessoas.

“Cerca de três semanas atrás, solicitaram 17 vagas em um único dia. No outro, mais 30. Aí, passamos 24 horas sem pedidos e, em seguida, vieram mais 54. O susto mesmo foi logo depois: 104 solicitações”, conta Sztajnbok. Com o avanço da pandemia, o governo Doria já chegou a projetar a lotação de todas as 3,5 mil vagas públicas do Estado em maio.

Hospitais privados também demonstram preocupação com o volume de casos mas até o momento não há relatos de internação negada. Além de por meio dos PSs, pacientes chegam às UTIs por recomendação médica após consultas presenciais, por domicílio ou até por telemedicina, conforme relata o intensivista e clínico-geral do Einstein, Leonardo Rolim. “É uma nova porta de entrada. Em um dia, fizemos 1 mil atendimentos por telemedicina: se for percebida alguma necessidade, o médico já encaminha.”

A internação

Médicos afirmam que a decisão de internar depende de uma somatória de fatores, como a instabilidade da pressão arterial ou retenção de gás carbônico. Para a análise, um dos principais exames é a oximetria, responsável por medir a saturação de oxigênio no sangue, cujos valores em uma pessoa saudável ficam acima de 95%.

“Quando o porcentual aparece abaixo de 90%, em ar ambiente, é sinal grave”, diz Sztajnbok. “Um paciente que chega com falta de ar importante, com valores muito baixos, vai direto para a sala de emergência. Às vezes, é entubado imediatamente.”

Também é praxe realizar tomografia de tórax, pela qual especialistas conseguem detectar lesões característica do novo coronavírus. “É um padrão que a gente chama de ‘vidro fosco’, que aparece por exemplo em pneumonias bacterianas, mas em várias áreas dos dois pulmões”, explica o diretor de governança clínica do Sírio-Libanês, Fernando Ganem.

Para casos menos graves, o socorro pode ser feito por métodos não-invasivos. Basicamente, se aumenta a oferta de oxigênio através de equipamentos como máscara para nebulização ou catéter de alto fluxo. “Alguns pacientes, apenas com essa medida, conseguem ter a reação normalizada”, afirma Rolim, do Einstein.

Já em cenário de piora, a equipe médica, primeiro, aplica sedativos e relaxante muscular no paciente -- cuidado necessário para evitar tosses involuntárias que acabam despejando grandes cargas de Sars-Cov-2, o vírus causador da covid-19. Em seguida, vai inserindo um tubo pela boca ou narina até a traqueia que, acoplado a um ventilador mecânico (o respirador), compensa a falta de atividade dos pulmões.

A segurança

Segundo especialistas, equipes médicas acabam ficando mais expostas ao coronavírus na hora de fazer a entubação ou extubação (quando o aparelho é removido) do paciente. “É um momento em que há contato. Precisa fazer a visualização direta, levantar a língua, expor a epiglote… Se ele tossir, a carga de vírus é enorme”, afirma Sztajnbok.

Considerada altamente contagiosa, a doença tem levado hospitais a adotar sistemas especiais de segurança nas UTIs. Para chegar aos quartos, isolados uns dos outros, os profissionais precisam se paramentar com máscara, luva, avental e face shield, o escudo facial que protege de microgotículas dispensadas no ar. Procedimentos de vestir - e principalmente de retirar - os equipamentos de proteção seguem protocolos rígidos.

Em algumas unidades, agora só um membro das equipes multiprofissionais vai presencialmente até o paciente -- em vez do time completo (intensivista, enfermeiro, nutricionista, fisioterapeuta respiratório). Controlando acesso, seguranças anotam o nome de cada médico e avisam caso alguém da equipe já tenha ido lá antes.

Acompanhantes também foram vetados ou sofreram redução no tempo de visita. No Sírio, por exemplo, há pessoas internadas que falam com familiares através de tablets ou notebooks. “É um problema social que temos encontrado”, afirma Ganem. “Quando o paciente está consciente, ele fica muito deprimido pela situação de isolamento.”

No Emílio Ribas, as UTIs têm antecâmaras com pressão negativa, sistema que impede o ar “infectado” de sair e contaminar outros ambientes. Já o Einstein comprou 150 aparelhos portáteis de pressão negativa para enfrentar o coronavírus. Antes da pandemia, o hospital contava com dois equipamentos similares.

A UTI

Por representar casos de maior instabilidade, pacientes na UTI precisam ser monitorados 24 horas por dia e as equipes médicas devem estar prontas para intervir imediatamente. “Existe um padrão muito curioso, que já foi constatado na literatura lá fora. Por volta do sétimo ao décimo dia, o paciente infectado tem uma virada”, relata Ganem. “Em questão de horas, uma pessoa que estava respirando por conta própria pode ter um descompasso e precisar receber ventilação.”

“O coronavírus é uma doença nova e complicada, com a qual ainda estamos aprendendo a lidar”, diz Sztajnbok -- na UTI do Emílio Ribas, 100% dos atendidos estão entubados. “Nem sempre há o mesmo padrão de lesão pulmonar. Cada comportamento, demanda uma estratégia diferente de ventilação mecânica. O aparelho é complexo, difícil de pilotar. Muitas vezes, a expertise dos médicos é a diferença entre salvar muitas vidas ou morrer muita gente.”

Já no Einstein, cerca de 50% dos internados em terapia intensiva precisam do respirador, segundo Rolim. “Temos pacientes que saíram da internação em terapia intensiva depois de três ou quatro dias. Entre os entubados, a média é de dez dias”, afirma.

Em pacientes de covid-19, os médicos também têm percebido maior intercorrência de insuficiência renal comparado a outras infecções respiratórias. Por isso, aparelhos de diálise chegam a ser usados em até 20% dos casos, segundo estimam. Também há registro pacientes que desenvolvem tromboses, mas sem consenso médico de que esse comportamento destoa de outras patalogias.

Principais Equipamentos da UTI

  1. Monitor multiparamétrico: monitora sinais vitais e trasmite para uma central para acompanhamento médico;
  2. Bomba de infusão: dispositivo eletrônico que aplica de forma contínua medicamentos previamente programados
  3. Respirador: equipamento responsável pela ventilação mecânica
  4. Diálise: máquina que substitui a função dos rins
  5. Cama com balança: permite pesar o paciente sem precisar deslocá-lo, o que é útil para detectar quadros de desidratação ou retenção de líquidos

O(s) tratamento(s)

Integrantes de rede de pesquisa para avaliar segurança e eficácia de medicamentos contra a covid-19, o Sírio e o Einstein têm ministrado hidroxicloroquina para pacientes. Além dos estudos clínicos, outra forma de aplicação é para uso compassivo - quando o doente, com risco de vida e sem tratamento convencional, consente em tentar uma droga nova.

“Como o Ministério da Saúde liberou para casos graves, a gente deixa a critério do médico titular”, afirma Ganem, do Sírio. “Temos médicos que optam por não usar cloroquina. Outros, introduzem. A gente respeita a autonomia do médico, desde que a legislação e as autoridades tenham autorizado." O hospital tem desenvolvido, ainda, testes com plasma.

No Einstein, também são usadas drogas como azitromicina, antibiótico para tratamentos de infecções respiratórias, e dexametasona. “Qualquer intervenção em que não há comprovação, idealmente tem de ser submetida a estudo clínico”, diz Rolim. "O pesquisador responsável avisa sobre benefícios e riscos. Se o paciente não for capaz de consentir, um representante legal assina o termo.”

"Quando o paciente vem para a UTI, a gente sempre oferece a possibilidade receber a hidroxicloroquina. Houve uma politização muito grande sobre o uso ou não uso, mas o fato é que a discussão deve se dar no âmbito médico”, afirma Sztajnbok. No Emílio Ribas, também testa outra possibilidade com remdesivir, antiviral usado contra ebola. “Sem resultado clínico, não existe um tratamento para Sars-Cov-2: o que existem são várias drogas sendo testadas.”

 

*Por: Felipe Resk / ESTADÃO

Publicado em Coronavírus

Iniciativa conta com a doação de insumos e embalagens

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciou, no último dia 14 de abril, a doação de produtos desinfetantes para os serviços de Saúde de São Carlos, no contexto da emergência causada pela Covid-19. A iniciativa, nomeada como "Ciência pela Vida: Projeto Álcool UFSCar", resulta de uma articulação entre o Departamento de Química (DQ) e o Departamento de Gestão de Resíduos (DeGR) da Universidade, vinculado à Secretaria Geral de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS).

Na primeira doação, foram entregues 200 litros de álcool glicerinado à Santa Casa de São Carlos e ao Hospital Universitário da UFSCar, além de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A capacidade de produção diária é de 200 litros, a partir de insumos e embalagens recebidos por doação de empresas que utilizam álcool como matéria-prima ou são produtoras (usinas).

Pedro Sérgio Fadini, Chefe do DQ e coordenador do projeto de extensão criado para viabilizar a ação, conta que o chamado álcool 70 é mais eficaz como desinfetante que o produto em concentrações mais elevadas. Por isso, a equipe envolvida prepara essa formulação a partir dos insumos recebidos por doação, seguindo as diretrizes e determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A produção acontece no DeGR, que tem estrutura e pessoal habilitado, e onde todos os cuidados em relação à transmissão da Covid-19 também estão sendo tomados.

Fadini conta que foram várias as pessoas a procurarem o DQ para início da ação. "Targino de Araújo Filho, docente do Departamento de Engenharia de Produção e ex-Reitor da UFSCar, me procurou sobre o álcool gel, e desde então tem sido um grande apoiador da iniciativa. Depois desse contato, verifiquei que o polímero usado no álcool gel, o carbopol ou carbomer 980, estava em falta", relata. "Então, recebi o contato da Neila Maria Cassiano, química no Departamento, falando da alternativa do álcool glicerinado, e também da professora Quézia Bezerra Cass, minha colega de Departamento, sugerindo o álcool 70", complementa. "Eu desempenho apenas atividades de gestão desses esforços, mas é fundamental reconhecer principalmente o empenho dessas pessoas e de todos os integrantes da equipe, que estão atuando com energia e dedicando seu tempo a esta ação humanitária", registra Fadini.

No álcool glicerinado, mencionado pelo docente da UFSCar, o etanol recebe peróxido de hidrogênio (H2O2) e glicerina, e a combinação contribui na assepsia do processo e, também, para uma ação emoliente, ou seja, para evitar o ressecamento da pele. A Chefe do DeGR, Ana Marta Ribeiro Machado, destaca que novas doações são muito importantes para a continuidade da produção, especialmente das embalagens utilizadas para acondicionar os produtos (bombonas plásticas de cinco litros), que têm sido um fator limitante. Além delas, a equipe utiliza etanol, peróxido de hidrogênio, glicerina e, caso receba os polímeros, poderá produzir também o álcool gel. Apoio no transporte de materiais também é outra necessidade do projeto.

O contato para doações pode ser feito pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou pelo telefone do DeGR, o (16) 3351-8016.

O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de São Carlos, que tem concretizado a logística para o transporte dos materiais, via sua Divisão de Vigilância Sanitária, e com doações de usinas e empresas privadas.

Confira a equipe envolvida:

- Ana Marta Ribeiro Machado (DeGR)
- Fillipe Vieira Rocha (DQ)
- Guilherme Martins Grosseli (DQ)
- Neila Maria Cassiano (DQ)
- Paula Adriana da Silva (DeGR)
- Pedro Sérgio Fadini (DQ)
- Quézia Bezerra Cass (DQ)
- Sandra Andrea Cruz (DQ)
- Targino de Araújo Filho (DEP)

Publicado em Coronavírus

Iniciativa de mestrando do Campus Sorocaba da UFSCar já agrega quase mil pessoas de diversos países

 

SOROCABA/SP - Uma plataforma aberta está reunindo de forma virtual voluntários para o desenvolvimento de um respirador artificial e outros protótipos que possam colaborar nos atendimentos a pessoas com Covid-19. A plataforma aberta Respirador Hacker (http://respiradorhacker.github.io) tem como foco o trabalho colaborativo de pesquisadores dentro e fora do Brasil, de diversas áreas do conhecimento, empenhados em apresentar protótipos de fácil produção, baixo custo e acessíveis.

A iniciativa teve início em março deste ano, "visando à prototipagem e montagem de um respirador para auxiliar em um possível gargalo das redes de saúde visto a rápida propagação do Coronavírus, como ocorreu em alguns países da Europa", conta o analista de sistemas e idealizador da iniciativa, Rodrigo Ferraz Azevedo, mestrando do Programa de Ciência da Computação (PPGCC-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Com o seu crescimento, a plataforma hoje já conta com cerca de mil voluntários do Brasil, China, Estados Unidos e outros países, e se dedica, além do respirador artificial, ao desenvolvimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), outros modelos de ventiladores artificiais e instrumentos que possam ser fabricados em impressoras 3D. "O objetivo do projeto é a produção de conhecimento de forma descentralizada e 'anárquica', algo comum no movimento maker [que aposta na capacidade das pessoas fabricarem e aprimorarem objetos de maneira colaborativa]. Então temos vários profissionais especialistas de governos, grandes empresas e universidades. A iniciativa de voluntariado, porém, é pessoal, de cada um, não da instituição ao qual está ligado", conta Azevedo.

Segundo ele, o desenvolvimento de respiradores artificiais "está sendo discutido no universo hacker desde o início do ano devido à falta de respiradores (ventiladores artificiais pulmonares) em países da Europa, o que potencializa a quantidade de mortes e prejudica o tratamento da doença. Alguns países chegaram ao ponto de ter que decidir quem vive devido à falta de equipamentos", ressalta Azevedo, que recebeu um convite da Organização das Nações Unidas (ONU) para apresentar o projeto no Fórum de Genebra, na Suíça, no dia 9 de dezembro. Na ocasião, serão apresentados outros exemplos de respiradores criados a partir de laboratórios makers.

"Qualquer pessoa pode participar e temos voluntários médicos, advogados, engenheiros etc. A demanda maior é por engenheiros, principalmente eletrônicos", destaca o idealizador da plataforma, que funciona de maneira open source. Isso significa que o conhecimento gerado é totalmente livre para compartilhamento, reformulação e distribuição. "No nosso caso o único crivo será a regulação, por exemplo, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], que aceitará ou não a qualidade do projeto a ser certificado", detalha Azevedo.

Para entrar e participar, basta acessar a Plataforma (http://respiradorhacker.github.io), escolher um projeto e começar a contribuir. A comunicação é feita pelos canais Github, Telegram, WhatsApp e Slack. Entre os principais projetos em desenvolvimento atualmente está o do respirador EAR, próximo à fase de certificação na Anvisa, e também de EPIs, como protetores faciais do tipo face shields em impressoras 3D.
Os esforços já renderam frutos e foram feitas doações para hospitais e prefeituras de produtos elaborados a partir do conhecimento gerado na Plataforma.

Projetos open source

Os projetos têm utilizado metodologias ágeis e processos interativos, nos quais as tarefas são divididas em pequenos incrementos.

O mestrando da UFSCar explica que "cada projeto é livre para escolher a sua forma de licenciamento, porém o nosso apoio é somente para os open source, já que todos somos voluntários. A licença é preestabelecida para aqueles que solicitam apoio. A vantagem é que o conhecimento gerado não fica restrito a um único grupo e nem baseado em licenciamentos complexos, algo que poderia prejudicar a produção dos equipamentos para atender aos hospitais e equipes de saúde. Importante dizer, também, que open source não significa sem fins lucrativos, já que as empresas poderão cobrar pelos produtos".

"Nós buscamos grandes empresas com experiência na fabricação de equipamentos médicos e com experiência prévia em certificação desses equipamentos, principalmente da Anvisa. Então esperamos que isso aumente as chances dos projetos serem replicados e distribuídos. Entretanto, não há qualquer limitação sobre quem possa replicar, certificar e disponibilizar tais equipamentos para a rede de saúde", explica Azevedo.

Interessados em obter mais informações e participar da iniciativa podem acessar a Plataforma em http://respiradorhacker.github.io.

Publicado em Outras Cidades

SÃO CARLOS/ SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa neste domingo (26/04) a situação epidemiológica do município para o novo coronavírus (COVID-19). Subiu para 25 os casos positivos para a doença, com 2 mortes confirmadas e outras 2 suspeitas em investigação. Hoje foram liberados 3 resultados positivos para a COVID-19. As 3 pessoas confirmadas positivas para o novo coronavírus estão em isolamento domiciliar. 401 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus, já que foram liberados mais 172 resultados negativos para a doença. Estão internadas neste momento 15 pessoas, sendo 8 adultos (enfermaria), 2 crianças (enfermaria) e 5 adultos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em UTI Pediátrica não temos neste momento nenhuma criança internada.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 1.647 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 1.379 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 268 ainda continuam em isolamento. Essas pessoas não realizam mais exame para a COVID-19 (protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde). O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

Publicado em Coronavírus

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